As Historiadoras do Arquivo Público do RS, Clarissa Alves e Vanessa Menezes, participaram do IV SIALA – Seminário Internacional de Línguas Africanas: Africanias, Imagens e Linguagens, realizado na Universidade Estadual da Bahia, na cidade de Salvador durante os dias 29, 30 e 31 de agosto. O Seminário teve como objetivos aprofundar as discussões sobre a diversidade étnica, discutir a influência da África no Brasil através de imagens e linguagens, e ainda, ressaltar a importância dos indivíduos de origem ou descendência africana na construção do nosso país.

     A abertura do evento foi marcada pela apresentação do Musicólogo Paraná Bonfim e os Filhos do Congo. Os homenageados foram Jorge Amado, pelo seu centenário, e a Iyalorixá Margarida de Xangô, do Terreiro do Cobre/Salvador. Em seguida foi exibido o documentário: O Povo Khoisan: História, Língua e Cultura, apresentado e comentado pelo Antropólogo do Museu de Antropologia de Luanda, Américo Kuononoka. Segundo ele, o povo Koshian que vive em Angola é um dos poucos que ainda preserva sua língua-mãe. Infelizmente esta população diminui a cada dia, muito em função da discriminação dos próprios angolanos. Na segunda etapa o Cineasta Joel Zito Araújo apresentou o documentário, produzido por ele, A negação do Brasil, que retrata a exclusão dos negros na televisão brasileira.

      A Mesa Redonda sobre Literatura Baiana e Afro-brasileira, realizada no segundo dia, fez uma conexão com as diversas literaturas de origem africana e afro-brasileira. Foram o foco do terceiro dia, as religiões afro-brasileiras e suas relações com os acervos culturais. Anselmo José da Gama Santos (Tata do Terreiro Mokambo Salvador-Ba), Iraildes Santos (Ilé Axé Opô Afonjá Salvador – BA) e Mille Caroline Rodrigues FernandesPRODESE / UNEB participaram da conferência.

    Durante as tardes foram realizados diversos mini cursos com temáticas específicas. As historiadoras optaram pelo mini curso O Poder Tradicional em África – A rainha Jinga – A rainha quilombola, ministrado pelo Antropólogo e Professor da Universidade de São Paulo Carlos Serrano. O Professor esclareceu como se davam as organizações políticas dos reinos de Angola nos séculos XVIII e XIX e de que maneira ocorriam as sucessões de chefia política. A Rainha Jinga destacou-se neste contexto, onde somente homens governavam, devido à sua autoridade e as relações estreitas com os escravistas.

    Esta atividade foi de grande valia para as historiadoras, que estão cursando especialização em História da África e Afrobrasileira, e os conhecimentos adquiridos poderão ser aplicados nas atividades educativas e culturais relacionadas à história e tradições africanas desenvolvidas no APERS.

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