O Arquivo Público, que participou ativamente do processo de construção da I Conferência Nacional de Arquivos (I CNARQ) desde sua organização na etapa regional, marcou presença também na etapa Nacional da I CNARQ, realizada em Brasília entre os dias 14 e 17 de dezembro. Estiveram presentes como delegadas as servidoras Aline Ramiro Vedoin, Clarissa Sommer Alves e Maria Cristina Kneipp Fernandes, entre diversos outros delegados da região Sul, que participaram das discussões ao longo de todo o evento, desde a plenária de abertura, passando pelos eixos temáticos de debate, até a plenária final.

   Tendo como temática central a criação de uma “política nacional de arquivos”, acreditamos que a Conferência cumpriu seu papel principal: a grande maioria dos delegados eleitos nas cinco regiões do Brasil participou do evento, todos bastante imbuídos de interesse em apontar diretrizes para a construção e consolidação desta política nacional, que demonstra-se fundamental para a garantia do acesso à informação, transparência nas ações do poder público, garantia de direitos dos cidadãos e preservação da história e memória de nosso país.

  Entre as propostas aprovadas pelos conferencistas estão a desvinculação do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) do Arquivo Nacional e sua reformulação; a necessidade de regulamentação e implementação da Lei de Acesso a Informação, aprovada em 18 de novembro; a criação de arquivos públicos em todos os estados e municípios do país; a previsão de dotação orçamentária e criação de linhas de financiamento e editais para os arquivos; e a promoção dos arquivos como espaços de conhecimento e cidadania. Conheça o documento final da I CNARQ, que contém todas as propostas debatidas e aprovadas.

   Esperamos que as propostas aprovadas em Brasília sejam realmente implementadas, e que as críticas feitas ao longo da construção da I CNARQ colaborem para que a próxima Conferência seja ainda mais democrática e ampla, contando com a participação de mais usuários e profissionais de arquivos e cidadãos em geral. Acreditamos que, a partir das diretrizes traçadas ao longo deste primeiro processo de Conferência, será possível consolidar no Brasil uma política séria de valorização dos arquivos, que devem cumprir seu importante papel enquanto espaços de gestão documental e promoção da transparência e cidadania.

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