A microfilmagem é o processo de fotografar documentos com grande rapidez em filme. Os negativos podem ser utilizados por meio de um aparelho específico de leitura e, se necessário, uma cópia fotográfica do documento pode ser produzida e revelada em papel sensibilizado. Os aparelhos de leitura também são utilizados para projetar o filme numa tela pequena. O filme microfilmado, devidamente acondicionado numa temperatura que poderá variar entre 16°C e 20°C, tem durabilidade de aproximadamente 100 anos.

   Em fevereiro de 1958 o diretor Miguel Bertini Costa inaugurou o serviço de microfilmagem do APERS, sendo responsável pelo setor o técnico Duílio Severino. A proposta era microfilmar documentos de importância vital levando em consideração as condições físicas do papel e no caso da presença de prendedores ou grampos, estes deveriam ser retirados. Os documentos em microfilme recebiam os mesmos cuidados que os documentos originais quanto à classificação, mantendo assim, seu grau de restrição. Desta forma o APERS disponibilizava à comunidade cópias dos documentos arquivados no seu acervo. O serviço de microfilmagem foi suspenso no início da década de 60 e substituído pelo sistema de reprografia.

     No ano de 1972 foi realizado um estudo para a implantação de um prédio destinado aos serviços de microfilmagem no Arquivo Público. Este trabalho foi realizado baseando-se num levantamento de dados e pesquisas em locais com experiência neste tipo de serviço, tais como o Palácio da Justiça do Estado, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Durante este estudo foram contatadas empresas especializadas em máquinas deste gênero afim de conseguir subsídios para elaboração de uma planta de layout.

     De acordo com este estudo alguns pontos precisavam ser levados em consideração para a implantação de um prédio de microfilmagem, a estrutura ideal deveria conter: sala de leitura de documentos, sala de seleção de material, sala de distribuição de material, sala de microfilmagem, pequeno arquivo da sala de microfilmagem, sala da câmara escura, arquivo de filmes com cofre de documentos especiais. Neste formato, a proposta de implantar um prédio específico destinado aos serviços de microfilmagem tornou-se inviável. Restabeleceu-se então somente a prestação deste serviço.

     Na gestão do Diretor Carlos Rossato (1987-1991) houve uma tentativa de reativar a microfilmagem de documentos e foram microfilmados parte do acervo do Registro Civil. Os últimos documentos microfilmados no APERS, durante a gestão da Diretora Lenir Fernandes (1991-1995), foram livros de Registro Civil das cidades de Nova Palma, Cachoeira do Sul e Porto Alegre. Após este período o serviço de microfilmagem deixou de ser disponibilizado.

   Todos os rolos de microfilme produzidos pelo APERS estão adequadamente acondicionados em uma sala climatizada que oferece todas as condições de preservação. Atualmente o Arquivo Público do RS disponibiliza cópias reprográficas de certidões de nascimento, casamento e de escrituras. Caso seja necessária comprovação do documento em juízo, as reproduções poderão ser autenticadas gratuitamente.

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