Lançamento do Livro Os Fraga: a saga de uma família.

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A Associação dos Amigos do APERS promoveu o lançamento do livro “Os Fraga: a saga de uma família”, de autoria de Maria Fraga Dornelles, pesquisadora do Arquivo Público. O evento ocorreu no Espaço Joél Abílio Pinto dos Santos no dia 18/12, e foi muito prestigiado. Confira fotos abaixo!

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Os interessados em adquirir o livro podem entrar em contato com a srª Maria Fraga Dornelles pelo telefone: 33982993.

Aplicando a Lei 10.639 V: fontes primárias em sala de aula e danças africanas.

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Hoje chegamos a nossa última publicação sobre o Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira. E como não poderia deixar de ser, fechamos nossos posts a este respeito com “chave de ouro”, já que o Curso também foi encerrado desta forma, em uma sexta-feira repleta de energia, com espaços de reflexão e confraternização.

No começo da tarde a equipe do APERS esmerou-se em apresentar ao grupo de participantes os projetos e acervos do Arquivo que podem ser utilizados para pesquisa e como ferramentas no ensino. A arquivista Elizabeth Lima, chefe da Divisão de Documentação, apresentou os catálogos seletivos de documentos da escravidão como produtos do Projeto Documentos da Escravidão no RS, elaborados a partir do acervo do APERS e muito utilizados por pesquisadores para recuperar a história de escravização e luta por liberdade de africanos e afro-descendentes em nosso estado. Elizabeth procurou esclarecer o quanto estes documentos podem ser úteis aos educadores, como fontes primárias de conhecimento. Em seguida a equipe que está trabalhando atualmente em uma nova fase do Projeto Documentos da Escravidão no RS também trouxe sua contribuição. Este grupo está realizando a indexação das cartas de liberdade salvaguardada pelo APERS que foram digitalizadas, de maneira que os pesquisadores possam consultá-las via internet relacionadas aos seus respectivos verbetes descritivos. Assim, elaboraram reflexão a respeito do uso destes documentos na sala de aula, apontando potencialidades, conteúdos e críticas que podem ser feitas a partir da leitura e análise das chamadas cartas de alforria.

Já ao final da tarde, aproveitando o belo espaço do pátio interno do Arquivo, que faz parte do Espaço Cultural da instituição, foi realizada atividade de encerramento com apresentação de danças africanas, em que contamos com a alegre e qualificada contribuição de Miguel (DJ Muhali) e Segone Cossa, estudantes moçambicanos que realizam intercâmbio na UFRGS e trabalhos vinculados à cultura africana. Eles apresentaram de maneira interativa diversos ritmos e passos de danças africanas de diferentes períodos, ensinando-os ao público e fazendo com que todos dançassem. Enfim, o Curso foi finalizado com um leve e descontraído coquetel, servido sob as árvores do jardim. Torna-se difícil descrever esta tarde de alegria com palavras, então confira um pouco mais a partir das fotos exibidas abaixo!

Agradecemos a todas e todos que colaboraram para a realização deste Curso, seja como palestrantes, oficineiros, participantes. Cada um trouxe sua experiência e conhecimento na busca por construirmos juntos uma educação mais equitativa, inclusiva e engajada. Devido à grande adesão por parte dos educadores e estudantes de licenciaturas, já estamos planejando uma segunda edição para o ano de 2013, que certamente será divulgada no blog. Então, até breve!

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Aplicando a Lei 10.639 IV: Territórios Negros e Literaturas Afro

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   No dia 08 de novembro, quinta-feira, os participantes do curso de extensão Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira tiveram oportunidades únicas para discutir o ensino da temática a partir de fontes que podem ser muito significativas e atrativas aos educandos: o patrimônio cultural da cidade que os cerca, e a literatura africana e afro-brasileira.

   No turno da tarde contamos com a importante parceria da Prefeitura de Porto Alegre por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Companhia Carris Porto-alegrense, que desenvolvem o projeto Territórios Negros: afro-brasileiros em Porto Alegre. Através deste projeto educadores, estudantes e a comunidade em geral têm a oportunidade de percorrer diferentes espaços da cidade ocupados e constituídos por afro-brasileiros, em um “tour cultural” realizado em ônibus da Carris adaptado especialmente para o percurso que apresenta territórios históricos e contemporâneos da Capital. Para atender o grande número de inscritos no Curso o grupo foi dividido e a visitação foi realizada duas vezes na mesma tarde. Nesta maratona contamos com a colaboração da atenciosa guia Fátima Rosane da Silva André, funcionária da Carris que acompanhou os participantes ao longo de todo o trajeto que incluiu visitação ao Largo da Forca, na Praça Brigadeiro Sampaio, ao Mercado Público e ao Areal da Baronesa, no Quilombo da Travessa Luis Garanha. De dentro do ônibus foi possível conhecer diversos outros locais, porém nestes o público foi convidado a descer para maior interação com os espaços. Acreditamos que a participação no Territórios Negros foi de suma importância para qualificar cada participante como multiplicador de conhecimentos e sensibilidades para com o tema, explicitando exemplos da presença negra e suas contribuições que estão em cada canto da cidade, ao nosso redor, e muitas vezes passam despercebidos, seja pela carência de políticas de memória e valorização da cultura afro-brasileira, ou por não sermos educados a ler para a cidade a partir da observação e análise de seus espaços, bens patrimoniais e culturais.

   Já no turno da noite as experiências foram centradas no uso da literatura como ferramenta de ensino e aprendizagem em sala de aula, seja nas aulas de literatura em si ou em outras disciplinas. Na mesa intitulada Literaturas Africanas e Afro-Brasileiras em Sala de Aula contamos com a presença de Geny Ferreira Guimarães, professora de Geografia da rede pública de ensino do Rio de Janeiro e doutoranda pela UFBA, e de Eliana Inge Pritsch, doutora em Letras e professora da FAPA. Geny abordou o uso de literaturas afro-brasileiras nas aulas de Geografia, incentivando que os educadores busquem novos materiais de apoio para suas aulas; que procurem trabalhar em perspectiva interdisciplinar; que superem o trabalho com mapas e a própria Geografia Física ampliando conceitos e conteúdos; e que façam opções tanto metodológicas quanto políticas, levando para dentro das escolas textos de escritores e intelectuais negros, contribuindo para desconstruir imagens de subalternidade que tenham sido projetadas em relação aos negros ao longo de nossa história. Eliana comentou a relação entre a produção literária e as transformações na história, evidenciando que os negros, tanto em África quanto no Brasil, foram deixando de ser vistos como objetos da Literatura e passando a ser sujeitos dela à medida que se organizaram e lutaram pela superação do passado colonial e escravista. Salientou ainda a importância de introduzir literaturas africanas e afro-brasileiras nos currículos escolares, buscando superar a predominância de cânones literários que pouco dão visibilidade à cultura afro, explicitando que há grande produção em poesia, contos e romances tratando do universo africano e afro-brasileiro.

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   Para saber mais informações sobre o “Territórios Negros” clique aqui.

   Artigos relacionados:

Aplicando a Lei 10.639 I: políticas de ação afirmativa e História da África em sala de aula

Aplicando a Lei 10.639 II: visitando o Museu Julio de Castilhos e debatendo o racismo na obra de Monteiro Lobato

Aplicando a Lei 10.639 III: Tesouros da Família Arquivo & Ensino de História Afro

Seminário Ditaduras, Direitos Humanos e Ensino: transformando esta história!

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   No último sábado, dia 08 de dezembro, foi realizado nas dependências do APERS o seminário Ditaduras, Direitos Humanos e Ensino: transformando esta história! O evento foi realizado em parceria entre o Arquivo Público e o Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS e teve apoio da Associação dos Amigos do APERS. Cerca de 60 participantes prestigiaram o evento, que envolveu discussões relevantes e atuais acerca do tema central.

  Pela manhã os historiadores Ramiro Reis (rede de Ensino de Gravataí), Clarissa Sommer (APERS) e Ananda Fernandes (AHRS) participaram da mesa intitulada Reflexões sobre Ditaduras e Direitos Humanos na Escola. Clarissa falou acerca do uso de depoimentos relacionados às ditaduras, comentando as relações entre história e memória e o potencial destes materiais como fontes de informação e sensibilização nas salas de aula. Ananda abordou a Operação Condor e suas conexões repressivas na região do Cone Sul, comentando múltiplas possibilidades para o ensino, como o uso de documentos de arquivos repressivos. Já Ramiro abordou o uso do cinema e a construção de sequências fílmicas para trabalhar com ditaduras e direitos humanos nas escolas, apresentando trechos de vídeos e lista com diversos filmes relacionados ao tema. Após as apresentações e debate o Profº Enrique Padrós (UFRGS) divulgou o lançamento da nova edição da Revista Anos 90 (PPG-História/UFRGS), que traz o Dossiê Ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul, convidando o cientista político Carlos Gallo (UFRGS) para apresentar seu artigo Do Luto à Luta, que compõe esta publicação.

   À tarde foram inicialmente apresentadas as publicações Memória, Verdade e Justiça: as marcas das ditaduras do Cone Sul e a última edição da Revista Taller, que traz o Dossiê Coordinaciones represivas em el Cono Sur de América Latina. Ambas as publicações são importantes contribuições aos pesquisadores da área. Posteriormente, o historiador da UFMS, Jorge Fernández, comandou a mesa Rio Grande do Sul, a Operação Condor desconhecida: o seqüestro do engenheiro argentino, onde o engenheiro e ex prisioneiro político argentino Carlos Claret nos deu um emocionante relato sobre o período em que foi perseguido pela ditadura argentina, em especial durante sua passagem pelo Brasil, explicitando as conexões entre as ditaduras. Ao final Claret respondeu de maneira muito simpática e acolhedora a diversas questões levantadas pelos participantes. O Seminário foi encerrado, ao final da tarde, com a mesa Olhares femininos sobre a repressão e resistência, onde ouvimos os depoimentos de Nilce Azevedo Cardoso e María Gabriela Ordem, ambas ex presas políticas, perseguidas respectivamente pelas ditaduras brasileira e argentina. Os dois depoimentos foram muito tocantes, fazendo a todos refletirem sobre diversas questões relacionadas àquele período que ainda estão pendentes em nosso cotidiano, como a banalização da violência na sociedade brasileira. Assim como nas mesas anteriores, diversas perguntas e reflexões foram feitas pelo público, que ao final saudou ao Arquivo e à UFRGS pela iniciativa de realização do evento, evidenciando a necessidade de que este tipo de atividade seja realizada em mais ocasiões e para públicos cada vez mais amplos.

   Agradecemos a todos que participaram do Seminário pela disposição e seriedade com que trataram este importante tema, aproveitando para informar que já está sendo organizado o regulamento para II Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, evento bianual que terá sua 2ª edição realizada no APERS em parceria com a UFRGS em abril de 2013. Fique atento!

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   Para baixar Memória, Verdade e Justiça clique aqui.

   Para baixar Revista Taller, clique aqui.

APERS no Ciclo de Eventos Historiador – Perfis Profissionais

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            Durante os dias 06 e 07 de dezembro as historiadoras Clarissa Alves e Vanessa Menezes estiveram no Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), localizado na capital paulista, para participar do Ciclo de Eventos: Historiador Perfis Profissionais. A proposta deste encontro era discutir o perfil profissional dos historiadores atuantes em arquivos, suas atribuições, responsabilidades e possíveis contribuições.

            Na mesa de abertura, realizada na noite do dia 06 e composta por Benito Schmidt (Presidente da ANPUH – Brasil), Carlos Bacellar (Coordenador do APESP), Jaime Antunes (Diretor do Arquivo Nacional), Fernando Teixeira (Representante da ANPUH-Brasil na Câmara de Arquivos Judiciais do Conselho Nacional de Arquivos) e Janaína Mello (Representante do GT Patrimônio da ANPUH-Brasil), discutiu-se a importância do trabalho dos historiadores nos arquivos relacionando esta problemática com questões de fundo da área, como as mudanças de paradigmas trazidas pela Lei de Acesso à Informação – que explicita o direito de acesso aos documentos não mais apenas em sua fase permanente, mas desde a fase corrente e intermediária; e a importância de efetivarem-se políticas públicas que valorizem os arquivos como instituições de saber, que protejam e preservem o patrimônio e ao mesmo tempo promovam processos de gestão que diminuam as massas documentais acumuladas viabilizando acesso qualificado. Assim, reforçou-se a importância da constituição de equipes multidisciplinares para estes locais, que além de historiadores e arquivistas poderiam contar com profissionais como sociólogos, químicos, bibliotecários, advogados, etc., qualificando o trabalho e ampliando o lastro social das discussões ali travadas, tornando os arquivos visíveis à sociedade em geral.

            Compreendendo-se os arquivos como instituições de saber e lugares sociais onde profissionais de áreas diversas podem atuar, muitos desafios e possibilidades surgem para o historiador nestas instituições. Pensando em qualificar ainda mais o trabalho destes historiadores, foram criados cinco Grupos de Trabalho (GT’s) que discutiram diferentes aportes desta atuação para buscar traçar seu perfil profissional: 1- Formação do historiador para atuar em arquivos, 2- Os historiadores e a difusão cultural em arquivos, 3- Os historiadores e a gestão documental, 4- A pesquisa feita por historiadores que trabalham em arquivos e 5- Os historiadores e o atendimento aos consulentes. O debate nos GT’s aconteceu na manhã do dia 07 e suas contribuições foram levadas à plenária final, que se realizou à tarde.

            Vanessa participou do GT 3- Os historiadores e a gestão documental, que apontou para a importância da colaboração dos historiadores nos processos de formulação de políticas e instrumentos de gestão documental, de maneira a garantir a preservação de acervos que sirvam à pesquisa histórica futura, contribuindo com o olhar daqueles que compreendem o ofício da pesquisa histórica, as transformações da historiografia, a crítica e a interpretação dos documentos. Clarissa participou como coordenadora do GT 2- Os historiadores e a difusão cultural em arquivos, que colocou entre as possíveis atribuições do historiador em arquivos a colaboração na produção de instrumentos de pesquisa, na organização de publicações e eventos temáticos, na produção de textos e projetos de captação de financiamento, na seleção da documentação para exposições e catálogos, no assessoramento à construção de produtos de comunicação, na curadoria de exposições de caráter histórico, na proposição e fomento do debate historiográfico com base nas fontes de arquivo, na confecção atividades educativas a partir do patrimônio, etc.

            A partir das proposições dos GT’s e das contribuições da plenária final a comissão de sistematização elaborará documento sobre o perfil profissional dos historiadores atuantes em arquivos, que será encaminhado às direções de arquivos, ao CONARQ, aos cursos superiores de História e outros relacionados à área de arquivos, e servirá de base à atuação da ANPUH-Brasil. Acreditamos que este Ciclo, como bem foi registrado ao longo do evento, marca a ampliação do debate sobre a atuação dos historiadores para além das universidades e escolas, de maneira a valorizar cada vez mais os profissionais que se dedicam a atuar em instituições de memória.

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APERS nas 67ª e 68ª reuniões do CONARQ

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    O Arquivo Público do RS foi representado pela servidora Maria Cristina Kneipp Fernandes nas 67ª e 68ª reuniões do Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ, nos dias 03 e 04 de dezembro, no Rio de Janeiro.

    Entre diversas pautas o Fórum Nacional de Arquivos Públicos Estaduais, justificou nossa participação. Estiveram presentes os representantes dos Arquivos dos Estados do Pará, Mato Grosso, Ceará, Maranhão, Piauí e Minas Gerais. Como resultado deste encontro tivemos a proposição e aprovação junto ao plenário do CONARQ da Câmara Setorial de Arquivos dos Estados e do Distrito Federal, com o objetivo de fortalecer e colaborar com as ações do CONARQ. Outro ponto debatido foi à necessidade de reorganizar o Fórum Nacional de Arquivos Públicos, para que este possa fazer a articulação política, bem como captar recursos para desenvolver projetos de melhorias nos arquivos públicos. Para isso foi constituída uma comissão provisória que terá a responsabilidade de organizar o processo eleitoral do Fórum.

   Para acessar a ata da 67ª reunião clique aqui, para acessar a ata da 68ª reunião clique aqui.

Veja os nomes confirmados para depoimentos no evento deste sábado!

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2012.12.05 Seminário Ditaduras, DH e Ensino Confirmação de Depoimentos

   A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do email projetocultural@sarh.rs.gov.br. Para mais informações, clique aqui.

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