2013.05.29 APERS entrevista - Cesar Roberto Viero

Cesar Roberto Viero, 59 anos, é bacharel em Ciências Contábeis pela UFRGS e embora esteja aposentado há seis anos, depois de trinta e nove anos de labor, sendo os últimos vinte no Banrisul, continua trabalhando. Claro, agora de forma liberal. Assim, consegue dedicar-se à pesquisa genealógica que tanto o fascina. Confira nossa entrevista com Cesar Roberto!

Blog do APERS: Cesar Roberto, você poderia comentar um pouco sobre o trabalho que vens desenvolvendo atualmente?

Cesar Roberto: Como descendente de italianos, após minha “descoberta” das origens, aos poucos fui me apaixonando pela pesquisa de tal modo que, quando percebi, não conseguia mais largar esse “vício”! Faço três tipos de pesquisa atualmente: a minha própria, que não acaba nunca; para pessoas conhecidas e muitas que só conheço por e-mail às quais ajudo a encontrar seus antepassados, principalmente se precisam localizá-los na Itália e, por último, além de voluntário indexador para o Familysearch contribuo com minhas pesquisas para uma organização na Itália em que um dos sócios fundadores é meu amigo particular.Recentemente fiz uma pesquisa para um amigo meu e uma prima que precisei consultar registros nos arquivos online da França, na República Checa, Eslováquia e Croácia. Imagina que tive de aprender muitos termos em francês, latim, eslovaco, tcheco, além de alemão e húngaro. Uma loucura! Felizmente há o Google para ajudar.

Blog do APERS: Como se deu a tua aproximação com este tema?

Cesar Roberto: Bem, perdi meu pai muito jovem ainda e tive pouca informação da nossa origem. Sabia vagamente que meus avós paternos eram italianos, só isso. Depois de muitos anos quando já residia aqui em Porto Alegre, um primo havia solicitado o reconhecimento da cidadania italiana e quando ficou pronto me contou e perguntou-me se queria fazer a minha. Assim, num encontro em sua casa, meu tio contou-me uma porção de coisas sobre nossa família, mostrou-me passaporte original e outros documentos que eles trouxeram da Itália. E me passou uma relação com todos os irmãos de meu avô dos quais jamais soube nada. Aí se iniciou a minha saga. Hoje tenho minha genealogia “quase” acabada no lado paterno que remonta até 1700 na Itália e pelo lado materno vai até 1650 nos Açores. Sim, tenho esse lado açoriano no sangue com muito orgulho.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para tua atuação enquanto pesquisador?

Cesar Roberto: Ah, para mim, o APERS é como um oásis no deserto ou uma ilha no meio do oceano! Conheço muito pouco do acervo e esse pouco tem sido de muito valor para mim. Há uma riqueza imensa a ser descoberta. As vezes que venho aqui e fico olhando aquelas mesinhas repletas de processos, livros, habilitações, enfim, penso: Ah, quando vou poder olhar tudo isso? Não posso deixar de mencionar os servidores do APERS, sua dedicação e disponibilidade sempre que precisamos.

Blog do APERS: Qual a tua dica para os pesquisadores que estão começando agora a lidar com fontes primárias?

Cesar Roberto: Em se tratando de genealogia, começar a partir de seus próprios dados. Procurar conhecer seus pais de uma forma mais profunda, conhecer a história deles e ouvir suas estórias com prazer. Se tiver a felicidade de ter os avós e até bisavós vivos, então não deixe de procurar conhecê-los bem. Eles adoram contar suas experiências. Isso é base para a genealogia. Manter um registro de fatos relacionados com a família. Se esse tempo já passou e sabe pouco de sua história familiar, vá agregando informações sobre seus ascendentes, não apenas os seus, na linha reta, mas obtenha os dados dos tios, primos, irmãos dos avós, enfim. Tenho visto muita gente “patinando” em sua pesquisa só porque não abre o leque. Quando a gente não acha o que procura num registro, temos que ver os outros, mesmo que sejam secundários. Às vezes, o que nos faltava está ali.

Blog do APERS: Nas tuas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Cesar Roberto: Gosto muito de ler. Há muitos programas interessantes na televisão, principalmente no Discovery, que assisto frequentemente. A internet também é uma grande aliada, pois me leva para lugares distantes. Temos uma gigantesca fonte de informações à disposição. Basta procurar. Aliás, já foi dito: “Quem procura, acha”… Muito Obrigado.

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