Pesquisa de opinião Divulga APERS: resultados!

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  Aqui no Arquivo Público do RS chamamos de Divulga APERS o núcleo responsável pela difusão virtual de nossa instituição, através do Blog, Twitter e Facebook. Com o intuito de avaliar a qualidade deste serviço e a satisfação de nossos usuários virtuais quanto a ele, lançamos no dia 13 de fevereiro nossa primeira Pesquisa de Opinião.

  A pesquisa foi realizada a partir da publicação de um questionário virtual contendo 10 questões de múltipla escolha e uma aberta para comentários, utilizando o Google Docs, com disponibilização do seu link aqui no Blog, no Twitter, no Facebook e em nosso e-mail semanal, durante o período de 13 de fevereiro a 13 de junho. No período da pesquisa nosso blog foi visualizado 19.902 vezes, e somamos, até dia 13 de junho, no Twitter 734 seguidores e 774 curtidores no Facebook, sendo o questionário respondido por 131 usuários.

 Ficamos muito contentes com o número de usuários que responderam a pesquisa, e é com alegria que hoje publicamos os resultados obtidos, que são de grande valia para qualificarmos ainda mais nosso serviço de difusão virtual.

 Dos respondentes, 85% acompanham somente nossas mídias, ou seja, não utilizam os demais serviços prestados presencialmente pelo APERS, porém 40% costuma participar de nossos eventos e 21% são pesquisadores de nossa Sala de Pesquisa. Grande parte de nossos usuários virtuais são arquivistas ou historiadores, e a maioria, 95%, está satisfeito com as informações disponibilizadas em nosso Blog. Quanto a forma como disponibilizamos as informações, transparência das ações do APERS e qualidade dos conteúdos publicados a maioria dos respondentes classifica como “Bom” ou “Muito bom”. Estes dados nos motivam a manter nosso padrão de qualidade e procurar implementar melhorias sempre que necessário e possível. Para que você visualize os resultados quantitativos com maior detalhadamente, clique aqui e acesse a apresentação dos gráficos por questionamento realizado ou visualize nos slides abaixo.

  Entre os 131 respondentes, 43 usuários realizaram algum tipo de comentário, seja para melhor especificar alguma das perguntas do questionário ou efetuar críticas ou sugestões sobre nosso serviço de difusão virtual. Para podermos publicar estes resultados com transparência, demonstrando nosso comprometimento em prestar um serviço de qualidade, a equipe do Divulga APERS realizou uma reunião com a Direção do Arquivo para apresentação e discussão dos resultados obtidos, e agora apresentamos, de forma abrangente, as respostas aos comentários. Para melhor clareza, organizamos os comentários em grupos, de acordo com o assunto tratado:

  • Instrumentos de pesquisa online: disponibilizamos a consulta online aos acervos do Poder Judiciário (em fase de indexação e revisão) e Registro Civil/Habilitações para Casamentos (indexados e em fase de revisão); os acervos dos Tabelionatos estão descritos conforme ISAD (G) em nível fundo, e publicamos os relatórios sintéticos (fundos e datas limites) dos acervos do Registro Civil/Certidões e Tabelionatos. Além da publicação dos catálogos seletivos sobre os documentos da escravidão.
  • Acesso online aos documentos: há um projeto em andamento referente às Cartas de Liberdade (Projeto patrocinado), porém a disponibilização online dos acervos custodiados não depende apenas de prazo legal, mas de recursos humanos e financeiros, além da organização técnica dos acervos. Há na área da arquivologia amplos debates sobre formas de garantir o acesso e a preservação dos documentos, sendo discutidas técnicas como a microfilmagem e digitalização, e o APERS, por meio de seu corpo técnico, acompanha tais debates. Porém, é importante esclarecer que ambas as tecnologias têm alto custo, ainda mais quando estamos tratando de um acervo muito grande, como é o caso do acervo salvaguardado pelo APERS, com cerca de 8.005,49 metros lineares. A digitalização e, principalmente, a disponibilização destas imagens através da internet exige um longo e minucioso trabalho, além de espaço para armazenagem com grande capacidade. Em se tratando de um arquivo público, estas ações dependem de políticas públicas de fôlego, que defendemos sempre que possível, mas que neste momento ainda não são uma realidade.
  • Melhorias no site: para sua reformulação dependemos da disponibilidade de recursos da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos (SARH), tendo em vista que somos um Departamento desta. Não possuímos acesso para alterar a estrutura existente, apenas podemos incluir conteúdos nos campos “Eventos”, “Notícias” e “Publicações”. Desta forma, como sua atual estrutura não facilita o acesso às informações disponibilizadas, optamos por utilizá-lo apenas para a divulgação de informações institucionais (publicações técnicas, editais, cronogramas de eventos…) e por isto, encontra-se desatualizado em relação ao Blog. Este, por sua vez, foi elaborado na plataforma livre WordPress e estruturado de acordo com as ferramentas disponíveis, sendo que são realizadas melhorias sempre que necessário e de acordo com as limitações da mesma.
  • Arquivo como local interessante: fomos instigados viabilizar maneiras de tornar os Arquivos mais atraentes para o grande público, com a publicação de conteúdos interativos. Sobre isto informamos que temos a intenção de oferecer aos nossos usuários vídeos institucionais, passeios virtuais, entre outros tipos de interação midiática, porém não dispomos de recursos financeiros, tecnológicos e humanos neste momento. Mas, a partir das iniciativas do núcleo de Ação Educativa e Cultural o APERS busca proporcionar eventos que estimulem a reflexão dos conceitos que envolvem memória, patrimônio, identidade, tendo o passado como referência para a crítica do presente, além da promoção de eventos já consolidados como a Mostra de Pesquisa e a Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, e, outras iniciativas que ainda não alcançam o grande público.
  • Veiculação de conteúdos técnicos e sobre atividades dos setores do APERS: no período de fevereiro a agosto de 2012 publicamos a série “Atividades APERS”, na qual focamos os núcleos, atividades e colaboradores das divisões do Arquivo. Mas para melhor detalhamento dos serviços que prestamos aos usuários, estamos preparando uma série que especificará os procedimentos executados para o suporte ao atendimento aos usuários, que será publicada ao longo do próximo semestre. A partir das sugestões recebidas por meio desta pesquisa, conteúdos de cunho técnico entraram no planejamento das ações do Divulga APERS.
  • Projetos patrocinados: assim que possível disponibilizaremos os relatórios finais dos projetos patrocinados na aba “Projetos Patrocinados” de nosso Blog.
  • Trabalho voluntário: convidamos aos interessados em realizar algum tipo de trabalho voluntário no APERS a associarem-se a Associação dos Amidos do Arquivo Público do RS, e a partir de sua participação na Associação, proporem projetos a serem executados no APERS.

  Também recebemos alguns comentários que se referiram diretamente ao atendimento presencial realizado na Sala de Pesquisa do APERS. A respeito destes comentários a Direção do Arquivo comprometeu-se a realizar uma série de atividades durante o segundo semestre de 2013, almejando a melhoria dos serviços prestados. Entre as ações estão: treinamento dos servidores, análise do perfil dos servidores para atendimento ao público, e promoção de um “Encontro de pesquisadores” com o objetivo de aproximá-los mais de nossa Instituição, abrindo um canal de diálogo para que contribuam com as melhorias no atendimento na Sala de Pesquisa.

  A equipe do Divulga APERS ficou satisfeita com os resultados obtidos na pesquisa, pois mostrou que estamos no caminho certo, uma vez que nossa linha editorial focada nas ações e atividades que envolvem estritamente o Arquivo Público do RS, claramente, agradam ao nosso público. E os elogios que recebemos nos comentários só nos reforçam esta ideia! Mas claro, estamos sempre dispostos a receber sugestões, queremos que nossas mídias sejam um canal de diálogo, pois acreditamos que só com a ampla participação de nosso público poderemos implementar melhorias que condigam aos seus anseios e necessidades. Por fim, agrademos a tod@s que participaram da pesquisa.

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AAAP Convida: Festa “Julina” de Confraternização

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2013.06.26 Convite Festa Julina AAAP

APERS Entrevista: Ricardo Taraciuk

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2013.06.26 APERS entrevista - Ricardo TaraciukRicardo Taraciuk, 25 anos, é graduado em História (UFRGS) e mestrando em História (PUC/RS). Atualmente é coordenador e instrutor de treinamentos no Grupo CEEE e professor de História no Colégio Prado Júnior Objetivo. Pesquisador sobre Sociedade, Urbanização e Imigração, Ricardo é nosso entrevistado deste mês!

Blog do APERS: Ricardo, como se deu a tua aproximação com o tema da escravidão?

Ricardo: A minha aproximação com a temática de escravidão ocorreu durante a graduação quando fui monitor da professora Regina Célia Lima Xavier que estava iniciando seu pós-doutorado nessa linha. Esse contato propiciou muitas conversas sobre o assunto e indicações de bibliografia que foram capazes de alimentar o surgimento de novas ideias de pesquisa de uma historiografia que está sempre se renovando. No entanto, as aproximações dos historiadores com determinadas temáticas são ainda mais subjetivas que um encontro com uma especialista no assunto. Por ser mulato, minhas experiências, mesmo antes de ser historiador, fizeram com que questionasse os espaços sociais ocupados pelos negros, bem como percebesse os significados sociais por ser um “descendente de cor”.

Blog do APERS: O que fez com que você delimitasse para escravidão em Porto Alegre no século XIX?

Ricardo: No meu primeiro contato com as fontes primárias, estava interessado em verificar os relacionamentos entre senhores e escravos, a partir da análise de 122 testamentos, pressupondo que eles não fossem baseados apenas em interesses, meramente, econômicos e políticos, verificando as possibilidades de melhorias da qualidade de vida dos escravos, a partir desses relacionamentos. O cenário escolhido para essa temática foi a cidade de Porto Alegre, na segunda metade do século XIX, devido, sobretudo, a ser um momento de urbanização e crescimento populacional da cidade e, também, de avanços nas leis de emancipação escrava. Com essas características se acreditava que fosse possível encontrar em Porto Alegre um ambiente histórico favorável para perceber nos documentos os relacionamentos e a interação senhor-escravo e as consequências que poderiam surgir a partir dessas relações. Com esse escopo foi escrito o Trabalho de Conclusão de Curso: “Africanos, crioulos e brancos: seus intrincados relacionamentos na Porto Alegre de 1857 a 1865”.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para tua atuação enquanto pesquisador?

Ricardo: Sem o acervo do APERS esse trabalho não poderia ser realizado. Esse acervo é responsável pela continuidade, manutenção e revisão da historiografia da escravidão no Rio Grande do Sul. Seus documentos são muito ricos, com informações muito pertinentes capazes de evidenciar vestígios de inúmeras problematizações que poderíamos desenvolver para a escravidão gaúcha. Com a digitalização da documentação, o APERS possibilita que ampliemos nosso período de análise, utilizando ainda mais fontes, sobretudo, pela facilidade de computar os dados. Afinal, há não muito tempo atrás um número de 122 testamentos raramente aparecia em trabalhos de TCC, esse número era cabível para fazer uma dissertação de mestrado ou até mesmo tese de doutorado.

Blog do APERS: Você poderia comentar um pouco sobre o trabalho que vens desenvolvendo atualmente?

Ricardo: Atualmente estou realizando a pesquisa para dissertação do mestrado cujo título será: “Para morrer mais tranquilo: vida e morte dos libertos em Porto Alegre”. Continuo com as análises dos testamentos, agora para o período de 1857 a 1888, totalizando 339 documentos e ampliando meus questionamentos. O foco desse trabalho será analisar o cotidiano vivido pelos libertos com a utilização, principalmente de inventários e testamentos, bem como suas preparações para a morte e os significados de suas heranças materiais e culturais, focando nas observações comportamentais que se pressupõe serem frutos de misturas, enfrentamentos ou conflitos de valores europeus e africanos que trouxeram novas situações e práticas sociais em Porto Alegre. Um dos escopos desse olhar será verificar que as posturas de descendência da África estão imersas em um emaranhado de misturas, envolvendo valores e atitudes de heranças africanas e europeias reconfiguradas por um novo contexto histórico. Com essa análise se busca, então, atingir uma melhor percepção sobre o comportamento e visão de mundo dos libertos.

Blog do APERS: Qual tua dica para os pesquisadores que estão começando a lidar com fontes primárias?

Ricardo: Antes de ir para o Arquivo, acredito ser necessário e prudente desenvolver uma boa leitura sobre a historiografia de sua temática para saber os olhares que já foram propostos, as escolhas que já foram realizadas, os argumentos que já foram superados, para ter-se ideias de novas problematizações a serem propostas. Depois disso, o contato com as fontes e a pesquisa em si, é preciso ser feitos gradativamente e sem medo. Aliás, uma pesquisa deve ser realizada de forma semelhante quando aprendemos a dirigir; devemos arriscar, sem medo de errar, fazendo as conversões necessárias, utilizando freios e acelerador quando prudentes! Sendo muito relevante, também, olhar para fora “do seu carro”, nesse caso, sempre conversando com colegas e professores que estão usando fontes semelhantes a sua, ou seja, o seu trabalho e suas questões não devem estar isolados do contexto historiográfico, pelo contrário, devem-se enquadrar dentro de outros emaranhados de questionamentos que dão fôlego e vida para o desenvolvimento da escrita da História!

Blog do APERS: Nas tuas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Ricardo: Momentos de paz mental são importantes para reciclar ideias e novos raciocínios. Para tanto, em atividades de lazer procuro descansar muito a mente, com viagens, caminhar em praças, realizar leituras que, aparentemente, não se relacionam com minha pesquisa, e participar de encontros com amigos e familiares.

Caminhada “Viva o Centro a Pé” passa pelo APERS

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No último sábado, dia 22, cerca de 50 pessoas participaram da Caminhada Orientada “Viva o Centro a Pé”, na qual o APERS fez parte do roteiro. O evento foi realizado com audiodescrição, o que permitiu as pessoas com deficiência visual conhecerem, por intermédio de descrições detalhadas, a forma, a disposição e as características arquitetônicas dos prédios que integram o conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS, bem como a sua relação com o contexto histórico refletido nessas construções.

Além disso, foi feita uma explanação que abarcou, desde a inserção do APERS, dentro da estrutura do Estado, até a finalidade e as funções exercidas atualmente. Nesse sentido, foram expostos o modo armazenamento e conservação dos documentos, as atividades relacionadas aos procedimentos técnicos desenvolvidas e a dinâmica do acesso à informação no APERS.

Enfim, ficamos lisonjeados em ter participado deste evento, pois foi uma oportunidade de interagir com a comunidade e difundir o acervo e a instituição, promovendo o acesso à informação e à cultura, patrimônios imateriais de nosso Estado. Confira abaixo a reprodução de algumas fotografias de autoria de Fernando Kokubun registradas durante a visita!

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APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Apresentação da arquivista Renata Vasconcellos e historiadora Vanessa Menezes

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  Dando continuidade as notícias referentes à participação das servidoras do APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência realizado no Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro em junho de 2013, veremos a seguir um panorama da comunicação intitulada: A importância da elaboração de instrumentos de pesquisa para o resgate da memória: a experiência do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul na confecção de um catálogo seletivo da documentação da Comissão Especial de Indenização, apresentada pela arquivista Renata Vasconcellos e a historiadora Vanessa Menezes.

 O APERS desenvolve ações, projetos e programas de incentivo à pesquisa, divulgação do acervo, e elabora instrumentos de pesquisa que facilitam o trabalho dos pesquisadores. Nesta perspectiva, a equipe do APERS trabalha na construção de verbetes individualizados que originarão um catálogo seletivo dos processos administrativos produzidos pela Comissão Especial de Indenização, instituída pela Lei Estadual nº 11.042/97, que guardam inúmeras informações sobre o período da ditadura civil-militar no Brasil e especialmente no Rio Grande do Sul.

  A Comissão Especial de Indenização formou-se com o intuito de avaliar as solicitações de indenização feitas por ex-presos políticos e, nos casos de falecimento, por seus descendentes ou cônjuges. Os processos administrativos são compostos de recortes de jornais, fotografias, certidões expedidas por órgãos públicos federais e estaduais, cópias de inquéritos policiais e militares, pareceres psiquiátricos e outros. Juntamente a este rol de documentos, temos declarações feitas pelas partes envolvidas que, detalhadamente, relatam sua atuação política, bem como sua prisão, os maus tratos dos quais foram vítimas e as consequências deles decorridas.

  Durante a apresentação destacamos a importância destes processos de indenização para a recuperação de fatos históricos relacionados às graves violações de direitos humanos que foram cometidas no Estado do Rio Grande do Sul. Desta forma, a construção do catálogo relacionado à temática da ditadura civil-militar no Brasil, auxiliará no resgate à memória daqueles envolvidos na resistência contra este regime. Consideramos este instrumento de pesquisa um suporte para novas interpretações, na medida que, contribuirá para esclarecimentos acerca da nossa história recente.

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– APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência

APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Apresentação de Trabalho das Historiadoras Clarissa Sommer e Nôva Brando

APERS no “Viva o Centro a Pé”

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2013.06.19 Viva o Centro a Pé

  Dia 22 de junho, próximo sábado, ocorre mais uma edição da Caminhada orientada “Viva o Centro a Pé” e o Arquivo Público do RS integra o roteiro. A Caminhada é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura, Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, e EPTC. Nesta edição a visitação ocorrerá no “Centro Alto” e terá audiodescrição para as pessoas com deficiência visual. Confira os dados:

Quando: 22.06, sábado

Horário: 10h

Saída: no Totem do Caminho dos Antiquários, situado à rua Demétrio Ribeiro, em frente a Praça Daltro Filho, no encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano.

Quem orienta: Renata Galbinski Horowitzm, arquiteta, e César Fraga, jornalista e audiodescritor.

Roteiro: Caminho dos Antiquários, Avenida Borges de Medeiros, Museu Júlio de Castilhos, Praça da Matriz, Catedral Metropolitana, finalizando com visitação interna ao Arquivo Público do RS.

Inscrições: pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com, aguardar confirmação. Para participar é necessário doar alimentos não perecíveis ou ração para cães ou gatos. A coleta será no ponto de saída. Em caso de chuva o evento será cancelado.

Para mais informações clique aqui.

Participe!

APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Apresentação de Trabalho das Historiadoras Clarissa Sommer e Nôva Brando

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  Conforme noticiamos na semana anterior, o APERS participou do I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência, realizado no Arquivo Nacional entre os dias 4 e 6 de junho de 2013. Além da participação enquanto ouvintes, servidoras dessa instituição apresentaram comunicações no evento.

 Nesta semana, apresentamos em mais detalhes a comunicação intitulada de Ditadura, Direitos Humanos, Arquivos e Educação a partir do patrimônio: documentar a ditadura para que(m)?, realizada pelas historiadoras Clarissa Sommer e Nôva Brando.

  Além da salvaguarda, da organização, da preservação e da promoção do acesso à documentação, o APERS desenvolve ações de difusão de seus acervos e dentre eles, um Programa de Educação Patrimonial em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. As ações desenvolvidas, acontecem em torno de atividades de formação para professores, capacitação de estudantes de graduação, oficinas voltadas às Séries Finais do Ensino Fundamental produzidas a partir dos acervos da instituição e de difusão da Educação Patrimonial em arquivos.

  A partir da trajetória do Programa, o Arquivo percebeu o potencial dessas ações para sensibilização quanto a valorização e crítica ao patrimônio em um contexto de intensas discussões a respeito da identificação, preservação e acesso aos arquivos produzidos pela repressão e pela resistência à Ditadura Civil-militar brasileira. Acompanhando os debates sobre os usos destes documentos na busca por memória e verdade, e no resgate da história do período, o APERS decidiu explorar o acervo da Comissão Especial de Indenização aos Ex-presos Políticos do RS, salvaguardado nessa instituição, para a construção de uma nova oficina, agora voltada ao Ensino Médio, com enfoque na temática Ditaduras e Direitos Humanos. E foi sobre as reflexões, a partir das experiências acumuladas, e sobre a construção da nova oficina que Clarissa e Nôva construíram tal trabalho.

  O enfoque girou em tono da discussão sobre o papel das instituições arquivísticas e de seus acervos nesse contexto de luta por memória e verdade, compreendendo que as ações de lugares custodiadores de documentação sobre o período da Ditadura podem extrapolar a viabilização de pesquisas históricas e a garantia de direitos às vítimas e seus familiares, fomentando também a ampliação do acesso a tais documentos, especialmente no processo de ensino e aprendizagem na Educação Básica.

  Durante a apresentação, foram expostos os objetivos da nova oficina, como a promoção, a partir do conceito de Alfabetização Patrimonial, de ferramentas de leitura do mundo para a compreensão da trajetória histórico-temporal em que estamos inseridos. Além disso, as autoras exploraram a metodologia que está sendo utilizada para sua construção e as expectativas criadas de que tal ação educativa auxilie no fortalecimento do exercício crítico da cidadania. E desse percurso de discussão e criação, Clarissa e Nôva reforçaram a ideia de que somente com a apropriação dessa temática por parte da sociedade estabeleceremos o caminho, até então percorrido na luta por memória e verdade, à luta por justiça.

  O texto completo com referenciais e reflexões será publicado em breve pelo Arquivo Nacional, e disponibilizado on-line. Acompanhe em nosso blog, pois compartilharemos com você!

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Participe do Curso Educação Patrimonial e Cidadania: Ditaduras e Direitos Humanos!

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   O Curso é mais uma ação desenvolvida através do Programa de Educação Patrimonial, realizado em parceria pelo Arquivo Público do RS e o Departamento de História da Universidade Federal do RS (UFRGS). Em sua 3ª edição, já foi oferecido em 2011 e 2012 com o título Educação Patrimonial e Cidadania. Agora, em 2013, agregamos os conceitos de Ditadura e Direitos Humanos, que também farão parte da nova oficina de educação patrimonial que está sendo elaborada pela equipe para estudantes do Ensino Médio.

  Compreendemos que apenas em parceria com educadores, escolas, estudantes e outros membros da comunidade será possível difundir a importância dos arquivos como espaços de memória e cidadania, assim como contribuir para a valorização de nossos bens culturais e construção de uma visão crítica a respeito dos mesmos. Assim, o curso torna-se um espaço para troca de experiências e difusão da Educação Patrimonial como uma possibilidade metodológica para contribuir nos processos de ensino-aprendizagem, instigando e instrumentalizando os educadores para que desenvolvam projetos na área em suas escolas.

   A atividade é gratuita, com certificado de 40h. As vagas são limitadas. Inscreva-se já! Baixe aqui o Programa do Curso e a Ficha de Inscrição, que deve ser preenchida e encaminhada para o e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.2013.06.12 Cartaz Curso de Formação Profs

Campanha do Agasalho 2013: APERS é um dos pontos de arrecadação!

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  Conforme a Iniciativa do Governo do Estado do RS, a Divisão de Relações Comunitárias, a partir da Central de Doações da Defesa Civil, já está recebendo peças de roupa para a Campanha do Agasalho 2013. Nesse sentido, comunicamos que, além da estrutura instalada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) e outros locais da rede de postos de coleta, em Porto Alegre, o Arquivo Público do RS também está coletando doações de agasalho.

  O APERS fica situado no centro da capital, na rua Riachuelo, n° 1031 e recebe doações de segunda à sexta-feira, durante o seu horário de funcionamento: das 8h30min às 17hs.

  Participe!

2013.06.12 Campanha do agasalho 2013

Aplicando a Lei 10.639: dicas de filmes para debater escravidão, resistência negra e racismo

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   Existem muitas maneiras de pesquisar, ensinar e aprender sobre história. Cada fonte de informação traz suas peculiaridades, e todas as análises históricas exigem olhares atentos e críticos, já que há diferentes formas de interpretação e escrita sobre o passado. Entretanto, na busca por conhecimento devemos aproveitar as múltiplas possibilidades de fontes, que de acordo com as interrogações e leituras empreendidas serão válidas. Neste sentido, o cinema está entre as fontes possíveis, e certamente, como uma das expressões da arte, tem poder de tocar e estimular reflexões. Assim, hoje indicamos cinco filmes que podem contribuir para trazer conhecimentos e lançar debates sobre a escravidão, o racismo e a resistência negra ontem e hoje. Podem ser assistidos e debatidos em espaços formais e não formais de educação, em nossas casas, e por todos nós.

Chico ReiChico Rei (1985, Dir. Walter Lima Jr.): Conta a história do lendário Chico Rei, que teria vivido em meados do século XVIII em Minas Gerais. Teria nascido no Reino do Congo, batizado como Galanga, onde era um monarca guerreiro e sacerdote do deus Zambi-Apungo. Foi capturado junto com seus súditos por comerciantes portugueses e traficantes de escravos, e enviado para trabalhos forçados na mineração de ouro, em Vila Rica. Escondendo pepitas no corpo e nos cabelos, Galanga compra sua alforria e adquire a mina Encardideira. Associa-se a uma irmandade para ajudar outros negros a comprarem sua liberdade. Chico Rei, teria então fundado em reino, que durou muitos anos, e por seus atos heroicos foi coroado o primeiro Rei Congo no Brasil. Segundo contam, foi autorizado a promover a primeira festa do congado, em homenagem às entidades protetoras dos africanos e de seus descendentes. A lenda do Chico Rei explica, portanto, a origem do congado, e, mesmo que não seja verdadeira, é parte importante de nosso patrimônio cultural.amistad

Amistad (1997, Dir. Steven Spielberg): História real, remete ao ano de 1839, quando negros escravizados realizaram um motim a bordo do navio negreiro La Amistad, entre Cuba e os Estados Unidos. O filme relata a luta de um grupo do grupo de escravos africanos em território norte-americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação. A trama permite conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para trabalhos na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.

homens de honraHomens de Honra (2000, Dir. George Tillman Jr.): Conta a história real do sargento Carl Brashear, interpretado por Cuba Gooding Jr em personagem homônimo. Filho de agricultores do Kentucky, que sonhava desde a infância em fazer parte da Marinha e ser mergulhador. Alistou-se e tornou-se cozinheiro inicialmente, um dos únicos postos permitidos para negros à época. Foi o primeiro mergulhador negro da Marinha dos Estados Unidos, e mais tarde, o primeiro mergulhador amputado. O filme apresenta-o como um grande exemplo de determinação e persistência ao enfrentar o racismo explícito da sociedade norte-americana nos anos de 1950.malcolm X

Malcolm X (1992, Dir. Spike Lee): Biografia de um dos grandes líderes negros norte-americanos. Denzel Washington interpreta Malcolm X, que teve o pai, que era pastor, morto pela Ku Kux Klan (seita racista surgida nos EUA no final do séc. XIX), a mãe internada por insanidade, e acabou tornando-se um “malandro de rua”. Quando esteve preso, porém, converteu-se ao islamismo e iniciou sua pregação pela igualdade racial. Este filme e a história de Malcon X pode ser debatida em relação à história do grupo Panteras Negras, também retratada pelo cinema algumas vezes, mostrando outra perspectiva na luta contra o racismo e pelos direitos civis dos negros.

a outra historia americanaA outra história americana (1998, Dir. Tony Kaye): Considerado um dos melhores filmes sobre o tema racial da década de 1990, não poupa o espectador da violência e do ódio ao mostrar os crimes de uma gangue racista de skin heads, formada por integrantes neonazistas, nos Estados Unidos. O filme tem o poder de mostrar como o ódio racial acaba com a vida tanto de agressores quanto de agredidos, e é contundente, principalmente pela mensagem e pela ótima interpretação de Edward Norton.

APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência

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  Entre os dias 4 e 6 de junho ocorreu na cidade do Rio de Janeiro o I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência. O Evento foi promovido pelo Arquivo Nacional e o APERS marcou presença com a participação da diretora Isabel Oliveira Perna Almeida e das servidoras Clarissa Sommer, Nôva Brando, Vanessa de Menezes (historiadoras) e Renata Vasconcellos (arquivista).

  A partir do contexto da promulgação da Lei de Acesso e da vigência dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, muitas foram as discussões travadas em torno da identificação, da preservação, da difusão e do acesso de documentações relativas a períodos de regimes autoritários, como a Ditadura Civil-Militar no Brasil. Nesse contexto, os arquivos assumem extrema relevância enquanto instituições públicas que contribuem diretamente para a guarda especializada do patrimônio documental, para a promoção do direito à memória, para a construção do conhecimento histórico acerca do período e para o acesso à justiça. E foi no escopo de tais debates que se desenvolveram as atividades do Seminário, estruturado em mesas redondas e sessões de comunicação.

  Teve início na noite de terça-feira com uma leitura cênica de excerto da peça “Criado Mudo”, com as saudações de abertura do diretor-geral do Arquivo Nacional Jaime Antunes e com a Conferência de Cláudio Fonteles, membro da Comissão Nacional da Verdade, que apontou a importância do envolvimento da sociedade junto às ações da CNV, apropriando-se dela, demandando tarefas e contribuindo com seus trabalhos.

  As atividades seguiram com a Mesa “Arquivos da Repressão e Arquivos da Resistência: experiências internacionais”. Iniciou Bruno Groppo (Cente d”Histoire Sociale du XX Siècle/ Universidade de Paris), que brindou o Seminário com seus estudos sobre os arquivos e o acesso a documentação em diferentes transições dos regimes autoritários comunistas para regimes democráticos, demonstradas por meio dos casos da Polônia, da Alemanha Oriental e da Rússia. A continuação dos trabalhos coube a Luciana Quillet Heymann (Fundação Getúlio Vargas) que falou sobre o contexto de alargamento de uma cultura democrática que migrou do direito particular de indenização das vítimas da Ditadura para o direito geral, como dever do Estado, de conhecer a verdade. Por último, a mesa contou com a presença de Fabiola Heredia (Universidad Nacional de Córdova) que trouxe a experiência do Archivo Provincial de la Memória em Córdova como um exemplo de organização e humanização de acervos que tratem de violações a direitos humanos levados a efeito por regimes de exceção, em contraposição à burocracia estatal que tendem a uniformizá-los conforme os demais documentos produzidos pelo Estado.

  A segunda Mesa de debates, intitulada de “Arquivos da Ditadura e acesso à informação” foi composta pelo diretor do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, e pelo diretor do Arquivo Público do Estado do RJ, Paulo Knauss. Antunes centrou sua fala em torno de informações referente aos editais públicos, de manutenção de restrição do acesso, lançados pelo Arquivo Nacional como estratégia legal de liberar o acesso à documentação referente ao período da Ditadura. Já Knauss, abrigou em sua argumentação, a defesa do acesso à documentação como uma política institucional dos arquivos e centros de documentação, uma vez que tais espaços públicos são representantivos da nossa democracia. Ainda lembrou das possibilidades que os arquivos da repressão e da resistência trazem em relação à ampliação e ao fomento do debate a respeito da preservação e da difusão e acesso a documentação em geral.

  A terceira Mesa “Arquivos dos Movimentos Sociais e ditadura” contou com a presença de Aldo Escobar, que falou da construção do Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro; de Angélica Müller (Universo) que tratou do Projeto Memória do Movimento Estudantil da UNE; de Antônio Celso Ferreira, que trabalhou com o Centro de Documentação e Memória da UNESPE; de Maria Rosângela Batistoni (UFJF) que levantou questões a respeito do projeto de Memória da Oposição Sindical do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

  A última Mesa do evento, formada por Rogério Gesta Leal (UNISC e UNOESC), pela Georgete Medleg Rodrigues (UnB) e pela Icléia Thiesen (UFRJ), desenvolveu temas sobre a Informação, os documentos, o arquivo e a questão da verdade, ressaltando limites da documentação, do saber memorialístico e as possibilidades das fontes arquivísticas na construção do conhecimento histórico.

 Além da participação enquanto ouvintes, as servidoras apresentaram comunicações no Evento, que retrataram algumas das ações desenvolvidas pelo Projeto Resistência em Arquivo e pelo Programa de Educação Patrimonial do APERS. O primeiro deles, apresentado por Renata Vasconcellos e Vanessa de Menezes, “A Importância da elaboração de instrumentos de pesquisa para o resgate da memória: a experiência do Arquivo Público do estado do rio Grande do Sul na confecção de um catálogo seletivo da documentação da Comissão Especial de Indenização”. O segundo, apresentado por Clarissa Sommer e Nôva Brando, “Ditadura, Direitos Humanos, Arquivos e Educação a partir do patrimônio: documentar a ditadura para que(m)?”. Nas próximas duas semanas, apresentaremos mais detalhadamente as comunicações.

 Por fim, ressaltamos a relevância do evento para o trabalho realizado no APERS. O Seminário trouxe novos conhecimentos de modo geral e possibilidades específicas de trabalho com o acervo da Comissão Especial de Indenização, tanto naquilo que diz respeito a elaboração de instrumentos de pesquisa quanto na construção das novas ações de educação patrimonial.

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Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Junho

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre dois sábados por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de junho a Sala de Pesquisa abrirá nos sábados 22 e 29.

Em maio foram atendidos 03 pesquisadores.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Maio

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de maio:

Atendimentos aos usuários: 1.267

Busca e rearquivamento: 1.246

Documentos recuperados: 137

Encaixamento: 124

Indexação Sistema AAP: 1.148

Reprodução de documentos: 1.247

Visitas guiadas: 04

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de maio:

2013.06.05 Grafico Atendimento Solicitados

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em maio de 2013

 Saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Visitas guiadas ao APERS – Maio

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No mês de maio foram realizadas 04 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 07: 50 alunos do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, acompanhados pelo professor Luciano Abreu, que ministra a disciplina de Introdução aos estudos históricos.

Dia 18: 08 alunos do Curso Técnico em Biblioteconomia do IFRS, Campus Porto Alegre, acompanhados pela professora Gleide Penha de Oliveira.

Dia 21: 18 alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo do Colégio Rui Barbosa, em Canoas, acompanhados pela professora Luciana de Oliveira.

Dia 27: 06 servidores da SUSEPE, acompanhados pela arquivista Carine Bastos, realizaram a visita guiada e participaram de uma apresentação sobre o SIARQ/RS.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Maria Cristina Kneipp Fernandes e Marta Helena de Araújo.

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