Programa de Educação Patrimonial retoma a realização de oficinas. Agende a sua!

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2013.08.28 Oficinas Ed Patrimonial

   Após passar o primeiro semestre de 2013 elaborando cursos e uma nova oficina, o Programa de Educação Patrimonial do APERS retoma na próxima semana, a partir do dia 03/09, a realização de oficinas com turmas escolares.

   A agenda está aberta até o final do ano letivo. Já temos uma série de atividades agendadas, e você, professor(a), também pode marcar para sua turma! A participação é gratuita e o contato deve ser feito pelo fone 3288-9117 ou pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.

   Além das oficinas “Os Tesouros da Família Arquivo”, e “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia”, voltadas às séries finais do Ensino Fundamental e oferecidas em anos anteriores, a novidade é a oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, criada para estudantes do Ensino Médio. Na próxima semana teremos uma postagem específica sobre esta atividade, compartilhando mais informações sobre a nova oficina.

   Participe! Contribua para a construção de uma nova forma de perceber e se relacionar com nossos arquivos e com o patrimônio cultural em geral.

Veja a programação da XI Mostra de Pesquisa do APERS, inscreva-se e participe!

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2013.08.28 XI Mostra Programação

APERS Entrevista: Estagiários do projeto “Documentos da escravidão no RS”

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   Hoje publicamos o último APERS Entrevista especial em homenagem aos estudantes, estagiários e historiadores! Encerramos com nossos estagiários do projeto “Documentos da escravidão no RS: preservação das cartas de liberdade” o qual visa à digitalização das Cartas de Liberdade referentes ao período da escravidão no RS, 1763 a 1888, que se encontram arquivados no APERS.

Lucas Porto Azevedo, 23 anos, estudante do 6° na UFRGS, nosso estagiário desde julho de 2012.

Marcelo dos Santos Bahlis, 21 anos, estudante do 6° na UFRGS, nosso estagiário desde julho de 2012.

Moisés Nunes Sayão, 23 anos, estudante do 7º semestre na UFRGS, estagiário no APERS desde junho de 2012.

2013.08.23 Estagiarios Cartas Liberdade Moises_Marcelo_Lucas

Moisés Sayão, Marcelo Bahlis, Lucas Azevedo

Blog do APERS: Como e porque você decidiu cursar História?

Lucas: Na verdade, inicialmente, quando eu ainda cursava o ensino médio sempre tive interesse em cursar direito. Entretanto, com o decorrer do último ano de preparação para o vestibular da UFRGS uma professora me motivou a me aventurar no campo da história e tenho como exemplo para minha formação. Além disso, o papel do professor numa sala de aula não se restringe apenas a passar conteúdo, mas também servir de exemplo e referência para o aluno, e da mesma forma que os professores que tive no decorrer da minha formação me servem ou serviram de exemplo, espero poder contribuir de alguma forma positiva na vida dos meus futuros alunos.

Marcelo: Fruto das aulas ministradas por meus professores no tempo de colégio, me despertou o interesse por estudar as relações sociais do presente e como estas se davam em tempos passados.

Moisés: A história não é nada romântica. Inicialmente, pretendia cursar Teatro ou Artes Cênicas, mas a falta de mercado me levou a repensar e escolher algo que abrisse mais possibilidades. Cheguei a considerar a alternativa de prestar vestibular para Jornalismo, mas a minha então falta de apego aos estudos me fez optar por um curso de ingresso mais fácil na Universidade. As opções passaram a ser Letras e História, mas a obrigatoriedade de estudar língua portuguesa na primeira me fez optar pela segunda.

Blog do APERS: Quais atividades você desenvolve no APERS?

Lucas: Conjuntamente com meus colegas de trabalho eu realizo a leitura, digitalização e anexação das imagens das cartas de alforria que se encontram disponíveis no acervo do APERS. Com o intuito de proporcionar aqueles que tenham interesse em utilizar esse rico material como fonte de pesquisa, ou por curiosidade quiserem observar como eram feito os registros de alforria dos escravos nos municípios do RS, disponibilizando-os digitalmente.

Marcelo: Indexação das cartas de liberdade. Com este objetivo cumprido, todos que se interessarem pelas cartas de alforria do Rio Grande do Sul, poderão acessá-las a partir do site do APERS.

Moisés: Leitura de documentos originais (cartas de alforria), digitação de dados dos documentos e anexação de cópias digitais dos documentos no sistema de Administração de Acervos Públicos.

Blog do APERS: Como avalias a importância dessa experiência de estágio no APERS para tua futura atuação profissional?

Lucas: O estágio no Arquivo Público está sendo uma experiência profissional muito enriquecedora, pois até então, nunca tinha realizado um estágio na minha área de formação. Além de me permitir lidar com fontes primárias e me fornecer experiência em minha jornada de formação como futuro historiador.

Marcelo: Além de poder estar em contato com fontes primárias da história que são as cartas de alforria, sinto que contribuo para uma maior distribuição de fontes para os historiadores. Assim, com uma ampla divulgação destes recursos, mais pessoas terão acesso ao material que antes só se encontrava no APERS.

Moisés: A experiência é importante por diversos motivos. Primeiramente, é um meio de entrar em contato constante com documentos originais referentes a um período e tema pelos quais me interesso muito, bem como de conhecer o funcionamento da instituição e as atividades por ela desenvolvidas, o que me permitiu ampliar noções como a de arquivo enquanto lugar de educação e a das áreas de atuação profissional do historiador.

Blog do APERS: Nas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Lucas: Nas minhas horas de lazer sempre procuro ficar com minha família ou me reunir com meus amigos. Também, pelo fato de ser muito caseiro, geralmente costumo ficar em casa assistindo um bom filme ou seriado na TV. Ultimamente tenho procurado ler livros de ficção ou de temática histórica.

Marcelo: Esportes, filmes e músicas.

Moisés: Ler clássicos das literaturas nacional e estrangeira, ouvir músicas, assistir filmes, bater papo e ler notícias na internet, beber uma cerveja ou chimarrão entre amigos e, claro, jogar o santo futebol de domingo.

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APERS Entrevista: Estagiárias do projeto “Resistência em Arquivo”

APERS Entrevista: Alexandre da Silva Avila

APERS Entrevista: Alexandre da Silva Avila

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2013.08.21 APERS especial Projetos Historiadores - AlexandreNesta semana vamos entrevistar nosso estagiário do projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história”. Este projeto tem por objetivo destacar acervos salvaguardados na instituição que possam ser úteis à pesquisa histórica na área de história das mulheres e de gênero, auxiliando na produção de reflexões que contribuam para o conhecimento e transformação das relações entre os gêneros, construindo relações mais igualitárias e equitativas.

Alexandre da Silva Avila, 23 anos, cursa o 8º semestre de História na Fapa e é estagiário do APERS desde julho de 2012.

Blog do APERS: Alexandre, como e porque você decidiu cursar História?

Alexandre: Quando eu estava no ensino médio, tive um professor de história que era muito bom, todos na escola gostavam muito dele. Nós tivemos uma banda, ele era o vocalista e eu o baterista, junto com outros colegas tocávamos sempre nas festas da escola. Suas aulas eram muito boas e eu aprendi a gostar de História. Hoje quando faço os estágios obrigatórios da faculdade, tento seguir a mesma ideia de aula que meu professor do ensino médio e sempre dá certo. Percebo que fiz a escolha certa e talvez hoje este professor não saiba o porque escolhi fazer história, pois logo após o término do ensino médio perdemos o contato.

Blog do APERS: Em que projeto do APERS você está atuando? Conte-nos um pouco sobre ele!

Alexandre: O projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS?” visou o acervo judicial na comarca da Porto Alegre, na Vara de Família e Sucessão. Todos os processos deste determinado acervo foram lidos e a partir desta leitura foram feitos verbetes com datas, partes envolvidas, uma pequena descrição do processo e sua conclusão. O projeto foi dividido em três etapas: a primeira etapa foi a leitura e confecção destes verbetes, a segunda etapa foi a revisão destes verbetes (erros de português ou informações que estavam faltando do processo), caso alguns dos processos precisassem ser revistos eles entrariam na terceira etapa, que foi a correção de erros e informações dos verbetes. Quando eu entrei no APERS o projeto já estava na sua segunda etapa.

Blog do APERS: Como você avalia a experiência de desenvolver uma atividade de estágio em uma instituição como o APERS?

Alexandre: A experiência que estou tendo aqui no APERS é a melhor que já tive, pois para quem está cursando história ela é completa. Aqui você aprende muito, pesquisa e ainda tem a possibilidade de participar da organização de oficinas como está acontecendo atualmente no Arquivo, com a oficina “Resistência em Arquivo.” Resumindo, este lugar respira história.

Blog do APERS: Qual tua dica para os estudantes de história que têm interesse em ter experiências em atividades extracurriculares?

Alexandre: Corram atrás, pois as experiências estão espalhadas pela cidade e não cairão no colo de quem ficar sentado em sua casa assistindo televisão. Se tiver oportunidade venham para o APERS!

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APERS Entrevista: Estagiárias do projeto “Resistência em Arquivo”

Conversas Públicas

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2013.08.21 Conversas Públicas APERS SIG

71ª e 72ª plenárias ordinárias CONARQ

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   Nos dias 13 e 14 deste mês ocorreu na sede do Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, a 71ª e a 72ª plenárias ordinárias do Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ. Compareceram diversos conselheiros representantes entre eles a diretora do Arquivo Público do RS, Isabel Oliveira Perna Almeida, para analisar e deliberar a cerca das minutas de Projeto de Lei que altera dispositivos da Lei nº 8.159, de 08 de janeiro de 1991 e do Decreto nº 4.073, de 3 de janeiro de 2002.

  Encontros que redundaram na discussão e aprovação da minuta de projeto de lei que altera dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, a qual dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados.

Programação do Seminário Difusão Virtual em Instituições Culturais: Mídias Sociais no “Mundo dos Arquivos”

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2013.08 2 anos email mkt (1)

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EDITAL APERS Nº 01/2013

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2013.08.16 Edital APERS 01-2013

   Publicado hoje, 16 de agosto de 2013, no Diário Oficial do Estado o Edital APERS nº 01/2013 referente ao reconhecimento de conjunto documental contendo informações pessoais como necessário à recuperação de fatos históricos de maior relevância. No trigésimo primeiro dia após a publicação deste Edital, para acessar clique aqui, os documentos do conjunto arrolados que não forem objeto de requerimento de manutenção da restrição de acesso terão seu acesso franqueado, de forma irrestrita, a qualquer cidadão.

  Este edital se refere ao acervo da Comissão Especial de Indenização a Ex Presos Políticos criada pela Lei nº 11.042/1997, que reconhece a responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul por danos físicos e psicológicos causados às pessoas, detidas por motivos políticos, nas dependências de órgãos públicos geridos pelo Estado no período de 02 de agosto de 1961 a 15 de agosto de 1979,

   Para acessar a listagem com os nomes dos titulares ou requerentes dos processos administrativos de indenização clique aqui.

APERS Entrevista: Estagiárias do projeto “Resistência em Arquivo”

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   Hoje vamos saber um pouco mais sobre nossas estagiárias, acadêmicas de História, do projeto “Resistência em Arquivo – memórias e histórias da ditadura no Brasil”, o qual possui entre seus objetivos, a elaboração de um catálogo seletivo dos processos originados a partir da atuação da Comissão Especial de Indenização/SSP recolhidos ao APERS em 2009.

Bárbara Cristine da Silva Trindade, 23 anos, estudante do 2º semestre na Unilassale. É estagiária no APERS desde maio de 2013.

Clarice Machado Gama Hausen, 28 anos, estudante do 7º semestre na FAPA. É nossa estagiária desde abril de 2013.

Paula Blume, 22 anos, estudante do 5º semestre na UFRGS. Estagia conosco desde dezembro de 2012.

Bárbara Cristine da Silva Trindade

Bárbara Cristine da Silva Trindade

Blog do APERS: Como e porque você decidiu cursar História?

Bárbara: Sempre gostei desde criança de coisas antigas, como eu tenho asma, e fico doente fácil quase nunca ficava brincando com as outras crianças na rua. A minha mãe sempre me cuidava para eu ficar mais dentro de casa, principalmente em dias frios, para eu não adoecer, o que me incentivou a ler, e gostar de ver documentários sobre história, sem falar que na escola meus professores e disciplina preferidas eram de História, sempre tive excelentes professores que contribuíram para despertar em mim a vontade de cursar História.

Clarice: Foi por uma motivação, ao ver alguns dos meus professores de história, no final do ensino médio. As aulas eram ricas de conhecimento e eu queria também entender, como eles, todo esse universo. E, depois, já na faculdade, fui compreendendo, aos poucos, a imensa atuação da história em vários setores da sociedade, pra não dizer em todos, e isso, me torna cada vez mais consciente do que é história e sua dinâmica, tanto de estudo quanto prático no social.

Paula: Quando eu estava cursando o Ensino Médio, em escola pública no turno da noite, comecei a sentir com muita força a precariedade de nossas escolas públicas, a evasão escolar era, e ainda é, muito presente e os motivos são desde as alunas e alunos não terem dinheiro para a passagem até o cansaço extremo de nossas professoras e professores devido as péssimas condições de trabalho, passando pela precariedade estrutural dos colégios. Isso começou a mexer comigo e a partir dai decidi que queria fazer alguma licenciatura e atuar politicamente nessa categoria, claro que não tinha a visão de atuar politicamente, mas sabia que de alguma forma, sendo professora, estaria fazendo alguma coisa. Comecei, a partir disso, a pensar em cursar História e assim foi, terminei o Ensino Médio e prestei vestibular, comecei na FAPA em 2009, passei pela UNIPAMPA em 2010, por fim, em 2011 entrei na UFRGS e hoje estou na metade do curso.

Clarice Machado Gama Hausen

Clarice Machado Gama Hausen

Blog do APERS: O que representa para você desenvolver uma atividade de estágio em uma instituição como o APERS?

Bárbara: Representa poder contribuir com meu trabalho, e com certeza aprender mais, sobre vários assuntos, inclusive uma atividade que tem uma estrutura sólida e conta com uma excelente supervisão, que dá todo o apoio que precisamos.

Clarice: Sempre tive um certo interesse em trabalhar no APERS, em estagiar nesse local, por vários relatos de amigos, que aqui já trabalharam, sempre eram relatos positivos. Aqui é o primeiro estágio que fiz, até então, que trabalha mais próximo da área de história propriamente dita, por lidarmos com processos e documentos de fonte primária. Onde é possível, nesse espaço, ter contato e vivencia com historiadores, arquivistas e restauradores o que proporciona um trabalho e um diálogo riquíssimo.

Paula: Estar em contato e poder atuar na área que estudo está sendo essencial para meu aprendizado e crescimento, além do mais, é um exercício muito bom, pois nada melhor que a teoria vinculada diretamente com a prática para poder avançar no conhecimento. Além do contato direto com as fontes e os documentos, estou em contato com outras áreas, como a Arquivologia, e aprendo muito com essa aproximação. Também o contato informal com as colegas e os colegas é um momento muito rico, pois debatemos questões que nos cercam e cercam nosso mundo, assim vamos trocando ideias e conhecimentos sobre um todo, desde o universo histórico ao universo arquivístico e o elo entre os dois, passando por questões de nosso cotidiano.

2013.08.14 APERS especial Projetos Historiadores - Paula Blume

Paula Blume

Blog do APERS: Você poderia comentar um pouco sobre o trabalho que vens desenvolvendo no APERS?

Bárbara: O meu trabalho é muito interessante, pois a medida que leio os processos consigo viajar um pouco na história, e compreender o que cada requerente viveu no período, consigo compreender o que de fato ocorreu e simplificar de forma clara e objetiva em um verbete.

Clarice: O projeto Resistência em Arquivo, o qual faço parte da equipe, produz verbetes sobre os processos de indenização, que as pessoas receberam do estado, entre, aproximadamente o período de 1997 a 2002, por terem sofrido as represálias do período da ditadura civil-militar no nosso estado. Esse projeto, através dos relatos descritos pelos requerentes e através, também, da documentação factual gerada nos processos, nos insere em um tempo histórico crucial para analisarmos muitos “ranços” que existem e persistem até hoje, tanto na esfera social quanto na espera político administrativa da união.

Paula: Estou participando da elaboração de um catálogo seletivo sobre uma documentação referente a Ditadura Civil-Militar brasileira. Essa documentação é da Comissão Especial de Indenização aos ex-presos políticos daquele período, ela foi aberta em 1997 pela Lei nº 11.042, em que o Estado do Rio Grande do Sul reconhece que cometeu crimes de lesa-humanidade contra pessoas de qualquer posicionamento político contrário as ideias dominantes da época. A Comissão durou até 2002, se não me engano, mas não passou muito disso, e desde 2009 a documentação está sob a guarda do APERS. O trabalho que desenvolvemos é a leitura integral dos processos e a elaboração de um catálogo que consta local de prisão, a vinculação ou não com partidos e organizações políticas, os motivos da prisão, as agressões físicas e psicológicas cometidas pelo aparato repressivo do Estado, entre outras informações. É um trabalho de resgate da memória de pessoas que foram vítimas do Terrorismo de Estado da Ditadura de Segurança Nacional, que foi imposta em todo o Cone Sul a partir do golpe civil-militar no Brasil em 1964. A documentação deixa evidente que não só militantes de organizações de esquerda foram atingidos, mas a repressão invadiu a vida de agricultores, de comerciantes, de civis sem vinculação política e com mais intensidade aqueles que eram vinculados a organizações ou mesmo apenas simpatizavam com outras contrárias as da ditadura. Ao entrar em contato com essa parte da História, que nos é negada a tanto tempo, percebemos ainda mais a importância desse trabalho, pois vivemos em um tempo muito carregado de um entulho autoritário herdado daquele período e convivemos com a impunidade dos crimes cometidos pelo Estado de ontem e de hoje. Assim, resgatar essa História, está vinculado a luta por memória, verdade e justiça, no sentido de que nunca mais aconteça e que se aja, pois crimes cometidos pelo Estado ainda acontecem, principalmente em nossas periferias contra a juventude negra e contra a classe trabalhadora.

Blog do APERS: Algum recado final?

Bárbara: Gostaria de utilizar o espaço para agradecer a oportunidade de fazer parte do APERS. Muito Obrigada.

Clarice: Com essa possibilidade que surgiu, através de uma amiga, para vir trabalhar no APERS, fez com que eu voltasse a acreditar que, de fato, ainda existem espaços, embora poucos, em que o diálogo, a participação de todos os envolvidos no trabalho é realmente escutada e tem o mesmo peso e credibilidade dos mais experientes da casa. E, assim, que todos os processos do projeto Resistência em Arquivo, tiverem seus verbetes publicados e prontos para o público acessar, já convido a todos, a verem mais de perto a nossa história. Parabenizo o APERS pelo espaço e pela possibilidade de expressão.

Paula: Gostaria de agradecer pelo convite de falar e dizer que todas e todos que estão envolvidos nesse projeto estão bem engajados e trabalhando muito com toda a sensibilidade que esse tema, traumático, exige. Convivemos todos os dias com histórias muito duras, os relatos das torturas, das humilhações e dos traumas são marcantes e pesados; entendemos o quanto é difícil relembrar os traumas, pois lembrar é viver de novo. Por isso, a dureza misturada com a sensibilidade nos dá o combustível para seguir uma luta, por eles que não estão mais entre nós, que foram mortos e desaparecidos, e pelos que sobreviveram e querem justiça, nossa luta continua, dentro do Arquivo no resgate a História e na vida por uma sociedade justa e igualitária.

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APERS Entrevista: Arianne Miron Chiogna

Aplicando a Lei 10.639: história afro em Quadrinhos

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2013.08.14 Heró Brasileiro

Da Turma da Mônica à Mafalda. Dos super-heróis aos personagens realistas. Dos clássicos das HQs à moderníssimas histórias de ação e Mangás. Quem de nós nunca leu? Com certeza as Histórias em Quadrinhos têm um brilho especial e ultrapassam gerações, e certamente o fascínio que elas exercem pode ser utilizado a favor dos que buscam adquirir ou transmitir conhecimentos.

Nesta perspectiva, acreditamos que as HQs podem ser instrumentos potenciais para o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas e outros espaços de educação, além, é claro, de serem dinâmicas fontes de informação para todos nós. Em uma breve pesquisa na internet pudemos perceber que há muitos profissionais, como educadores, pesquisadores das Ciências Humanas e artistas plásticos, que se dedicam a este tema e vêm tanto produzindo Quadrinhos com a temática, quando criando e aplicando atividades pedagógicas com eles em sala de aula.

2013.08.14 AfroHQNo blog AfroHQ o Prof. Amaro Braga compartilha notícias sobre Quadrinhos na área, divulga seus projetos em HQ – que ele chama de veículo-arte – e especialmente o álbum “AfroHQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos”, criado em parceria com Danielle Jaimes e Roberta Cirne, ambas das Artes Plásticas. Narrada pelos orixás, a história começa com o surgimento do homem na África, passa pela escravidão e aprofunda as contribuições materiais e imateriais do povo afro ao Brasil. Na elaboração do roteiro, Braga utilizou ampla bibliografia sobre a presença negra no país, desde o clássico “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre a vários manuais publicados pelo Ministério da Educação (MEC). Produzido com patrocínio do Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco, a obra foi distribuída às bibliotecas de escolas públicas daquele Estado, e hoje está a venda.

Já o blog Repensando a África divulga uma série de materiais, livros e vídeos que possam contribuir para a implementação da Lei 10.639. E entre os materiais ressaltados estão as HQs. Para o blog “apesar do uso efetivo dos quadrinhos como objeto de estudos acadêmicos e pedagógicos ainda serem pouco explorados, eles podem representar uma eficiente plataforma para novas abordagens, servindo como uma excitante ferramenta para o aprendizado de temáticas africanas”. Nesta postagem são divulgados vários álbuns com temática afro. Vale a pena conferir!

O site História e Quadrinhos  traz diversas postagens interessantes a respeito do uso de Quadrinhos em sala de aula, sobre múltiplas temáticas. Entre elas apresenta ao menos seis postagens que abordam especificamente a questão afro a partir dos HQs. Os posts relacionados em tema podem ser identificados a partir de marcadores como “Lei 10.639” ou “a questão do negro”. São compartilhadas propostas de atividades pedagógicas, em sua maioria realizadas pelo Prof. Caio Ferraro, divulgando as páginas dos Quadrinhos utilizados, um resumo da proposta e comentários gerais. São trazidas imagens excelentes e ideias inspiradoras!

2013.08.14 Xaxado A. Cedraz

Programação Preliminar do Seminário Difusão Virtual em Instituições Culturais: Mídias Sociais no “Mundo dos Arquivos”

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   Amanhã, dia 08 de agosto o Divulga APERS completa 2 anos! E hoje divulgamos a programação preliminar do Seminário Difusão Virtual em Instituições Culturais: Mídias Sociais no “Mundo dos Arquivos”, que ocorrerá dia 30 de agosto de 2013, para celebrar a data e o êxito do serviço.

   Confira a programação preliminar clicando aqui, para inscrever-se clique aqui.

2013.08 Cartaz 2 anos

Para saber mais sobre o Divulga APERS clique aqui.

Participe da Capacitação de Oficineiros em Educação Patrimonial!

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  Ao longo do 1º semestre de 2013 a equipe do Programa de Educação Patrimonial do APERS esteve envolvida com a criação de uma nova oficina e com o desenvolvimento de outra edição do curso de formação para educadores. Agora, iniciando o 2º semestre, chegou o momento de nos prepararmos para voltar a receber as escolas e suas turmas! Assim, em breve ofereceremos mais uma edição da Capacitação de Oficineiros em Educação Patrimonial, e gostaríamos de convidar você!

 O objetivo central da atividade é colocar estudantes de graduação em contato com a teoria e a prática da Educação Patrimonial, refletindo sobre as relações entre bens culturais e educação. Se você é estudante de História ou de outros cursos ligados ao patrimônio, neste semestre contribua com nosso Programa, conheça o Arquivo por dentro, aproprie-se de debates a cerca dos usos dos bens culturais nos processos educativos, e ajude-nos a realizar oficinas com turmas da Educação Básica.

  Confira aqui o cronograma da capacitação. A participação é gratuita, as vagas são limitadas e as inscrições vão até o dia 16/08/13. Você pode atuar realizando seu estágio curricular obrigatório conosco, ou obtendo certificado de horas complementares (40h). Participe!

2013.08.07 Capacitação Oficineiros 2013

APERS Entrevista: Arianne Miron Chiogna

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2013.08.07 APERS especial Projetos Historiadores - Arianne Chiogna

  Iniciamos hoje as entrevistas especiais em comemoração ao dia do estudante, do estagiário e do historiador! Vamos conhecer um pouco sobre nossa estagiária do Projeto “Memória Institucional do APERS”, o qual tem entre seus objetivos a classificação, avaliação, descrição e difusão do acervo acumulado pelo Arquivo Público do RS a partir da execução de suas atividades-fim e meio.

Arianne Miron Chiogna, 23 anos, estudante do 7º semestre na PUCRS. Estagia no APERS desde setembro de 2012.

Blog do APERS: Arianne, como e porque você decidiu cursar História?

Arianne: Bom, é uma longa história… Conclui o 2º grau e não tinha muita certeza sobre qual curso gostaria de seguir, cheguei a estudar dois semestres de Direito quando percebi que o curso não estava correspondendo com as minhas expectativas. Passei um ano distante da universidade estudando para o vestibular, e durante este período percebi que tinha uma grande habilidade com a área das humanas, observando um professor do curso pré-vestibular que era muito divertido, dinâmico e capaz de passar sua paixão pela História enquanto explicava a matéria, pensei: “É isso aí, eu quero isso para a minha vida!”.

Blog do APERS: Em que projeto do APERS você está atuando? Conte um pouco sobre ele!

Arianne: O projeto chama-se Memória Institucional do APERS, trabalhamos com os documentos relativos a História do APERS e sua administração, estes documentos são separados em caixas com categorias especificas, onde realizamos o mapeamento deste acervo. Durante o mapeamento vamos especificando cada documento através de pequenos verbetes, para no futuro através de um catálogo possibilitarmos o acesso aos pesquisadores que desejarem saber mais sobre a História do APERS.

Blog do APERS: Qual a importância dessa experiência em tua formação enquanto futura historiadora?

Arianne: Considero a experiência extremamente importante, o contato com os documentos é enriquecedor, possibilitando estabelecer uma relação com os conhecimentos acadêmicos, é legal ver que você tem em mãos um documento da época da revolução federalista por exemplo.

Blog do APERS: Qual a tua dica para os estudantes que tem interesse em cursar História?

Arianne: Bom, a dica é persistência, paixão e pesquisa. Persistência pois como em tudo na vida muitas vezes a vontade de desistir pode parecer mais forte, mas se existe paixão por aquilo que se faz é automático, você segue em frente sempre dando o seu melhor. Afinal como diria Paulo Freire: “Só desperta paixão em aprender, aquele que tem paixão em ensinar”. E pesquisa, muita pesquisa, pois em um universo tão amplo o historiador não deve ficar restrito a um único tema.

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Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Agosto

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre dois sábados por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de agosto a Sala de Pesquisa abrirá nos sábados 24 e 31.

Em julho foram atendidos 05 pesquisadores.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Julho

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de julho:

Atendimentos aos usuários: 1.582

Busca e rearquivamento: 1.149

Documentos recuperados: 157

Encaixamento: 139

Indexação Sistema AAP: 1.452

Reprodução de documentos: 1.369

Visitas guiadas: 03

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de julho:

2013.08.07 Grafico de atendimentos realizados aos usuários em julho de 2013

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em julho de 2013

Saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade. 

Visitas guiadas ao APERS – Julho

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No mês de julho foram realizadas 03 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 02: 09 alunos do Curso de História da UFRGS, acompanhados pela professora Claudia Mauch, que ministra a disciplina de História do Crime e Justiça Criminal. Os alunos acessaram, na sala de pesquisa do APERS, processos crimes, dentre estes, aquele que se refere ao crime conhecido como “Maria Degolada”.

Dia 10: 06 servidores do Arquivo Municipal Permanente de Canoas, interessados em conhecer a organização técnica do APERS.

Dia 27: 35 alunos do 1° semestre do Curso de Arquivologia da FURG, acompanhados pela professora Roberta Medeiros, que ministra a disciplina de Fundamentos de Arquivologia.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Iara Gomide Machado, José Gonçalves de Araújo, Marta Helena de Araújo e Rosemeri Franzin Iensen.

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