APERS Entrevista: Clara Marli Scherer Kurtz

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2013.10.30 APERS entrevista - Clara Marli Scherer KurtzClara Marli Scherer Kurtz, 62 anos, é graduada em Letras e em Arquivologia (UFSM), especialista em Aperfeiçoamento Técnico e Didático em Arquivologia (UFF) e mestre em Comunicação (UFRJ). Atualmente é aposentada e trabalha voluntariamente na área de arquivos, participando da Associação dos Amigos do APERS, da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico de Santa Maria e do Comitê Setorial de Arquivos do Conselho Nacional de Políticas Culturais. Confira a entrevista que realizamos com Clara em homenagem ao Dia do Arquivista!

Blog do APERS: Clara, você poderia comentar um pouco sobre como decidiu cursar Arquivologia?

Clara: Em 1974, antes de concluir o curso de Letras, trabalhei como Secretária de Escola, no Manuel Ribas e tive contato com os arquivos. Em 1977, fiz o primeiro vestibular para o curso de Arquivologia da UFSM, buscando novas perspectivas de trabalho e, também, motivada pelo gosto pela organização e preservação dos documentos.

Blog do APERS: És arquivista desde 1979 e participou, acompanhou as mudanças dos perfis de atuação dos arquivistas e suas áreas de atuação. Como pensa que deve ser o perfil do arquivista hoje?

Clara: As mudanças no perfil do arquivista aparecem, cada dia, mais evidentes. No início do curso, trabalhávamos essencialmente com documento convencional, ou seja, em suporte papel. Os registros das informações eram feitos em fichários por assunto, data, nomes, etc, cujas fichas eram cruzadas para identificar o documento. Hoje, a tecnologia permite que o arquivista, a partir de sistemas informatizados de gestão de documentos, localize os documentos e informações de maneira rápida e eficiente. O arquivista precisa, além dos conhecimentos técnicos da área, estar aberto às inovações e ter consciência de que é um gestor de informações arquivísticas.

Blog do APERS: Enquanto professora universitária e mesmo agora aposentada você nunca deixou de desempenhar diversas atividades ligadas aos arquivistas, como a participação em entidade de classe, associações, colegiados… Como acredita que esta atuação interfere na constituição de uma Arquivística mais consistente e ativa, e na preservação do patrimônio documental?

Clara: Sempre falamos que a participação em entidades de classe é essencial para o fortalecimento da profissão. Estivemos presente nas discussões de criação de entidades – como, por exemplo, a AGBA, em 1980, entidade criada para agregar os bacharéis em arquivologia formados em Santa Maria e que teve vida curta, pois não tínhamos número suficiente de profissionais para mantê-la em funcionamento. Fomos partícipes da criação do Núcleo da AAB, no Rio Grande do Sul que, em 1999, se transformou em Associação dos Arquivistas do Rio Grande do Sul, que tem por objetivo promover a defesa dos interesses dos profissionais que atuam na área da arquivologia; incrementar estudos para melhorar o nível técnico e cultural dos profissionais de arquivo e colaborar com entidades arquivísticas para o desenvolvimento de políticas de arquivo e que, ao longo dos anos, vem representando seus associados. A união e a participação do grupo favorece ações equilibradas e representativas.

Blog do APERS: Enquanto arquivista, podes comentar alguma situação inusitada ou maior desafio vivenciado?

Clara: O maior desafio é realizar seu trabalho com eficiência e consciência do dever cumprido. O trabalho do arquivista é a melhor forma de divulgação e publicidade da profissão.

Blog do APERS: Nas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Clara: Quando não estamos envolvidas com uma atividade voluntária, na área dos arquivos, uma boa leitura, uma conversa com amigos ou o cuidado dos animais são nosso passatempo preferido.

Blog do APERS: Em alusão ao Dia do Arquivista, 20 de outubro, você gostaria de deixar alguma mensagem à classe?

Clara: O profissional que deseja sucesso, precisa trabalhar a si mesmo com disciplina e persistência. Nunca se acomodar. A aprendizagem não deve acabar nunca. O que você é acaba sendo mais importante do que você tem. E isso ninguém tira de você.

Atendimento aos usuários do APERS: o rearquivamento de documentos

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   No post anterior escrevemos sobre a busca dos documentos, agora vamos expor como ocorre o seu rearquivamento.

  O termo arquivamento, segundo o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística refere-se à “sequência de operações intelectuais e físicas que visam à guarda ordenada de documentos”. Desse modo, é possível compreender que antes do rearquivamento houve o uso da informação pelo usuário, conforme sua necessidade, e, consequentemente, este documento foi retirado do local onde estava armazenado e arquivado.

  O rearquivamento consiste em devolver ao documento o seu estado anterior de arquivamento. Sendo assim, os documentos serão entregues ao setor de busca e rearquivamento que, através do número de atendimento gerado, aferirá no sistema AAP o status de atendimento fechado e, posteriormente, irá efetuar o seu devido rearquivamento, com base nos dados relacionados à localização do documento constantes no pedido gerado pelo sistema AAP. Feito isto o servidor acessa o sistema AAP para atribuir ao atendimento o status rearquivado.

  Cabe mencionar a importância do rearquivamento na dinâmica de acesso à informação, pois quando o documento é rearquivado de modo incorreto o sistema, ao ser consultado, indicará a localização deste documento nos respectivos acondicionador e estante preestabelecidos, porém, fisicamente, o documento não estará no local indicado. Nesse caso, será investigada, pela equipe em questão, a possível lógica que guiou o servidor em relação ao rearquivamento anterior daquele documento, de modo que ele o fizesse incorretamente, como, por exemplo, no caso de acondicionadores com números semelhantes, e, em último caso, será preciso revisar todo o conjunto documental. Isso implica no aumento do tempo de recuperação da informação e, por isso, o APERS insiste na capacitação técnica dos servidores imbuídos desta tarefa e prima pela qualidade do referido procedimento, em vez da quantidade.

  Logo, completando o ciclo das atividades básicas da DIDOC, o qual parte da necessidade informacional do usuário e finda com o rearquivamento do documento, encerramos aqui a série intitulada Atendimento aos usuários do APERS.

  Esperamos que esta série tenha favorecido a transparência de uma parte de nossas atividades! Nesse sentido, quaisquer dúvidas, críticas ou sugestões, favor entrar em contato conosco, pelo e-mail apers@sarh.rs.gov.br, pois ficaremos lisonjeados em ouvir a sua opinião.

   Muito obrigado pela atenção e…

   Até a próxima!

Arquivo Público no Salão UFRGS 2013

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   No intuito de difundir as ações do nosso Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido em parceria com o Departamento de História da UFRGS, mais uma vez nossa equipe participou do Salão UFRGS, que este ano teve o slogan “Universidade e Desafios da Sociedade”. O evento articula as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade, propiciando ao público a oportunidade de percorrer espaços que apresentam e discutem novos conhecimentos produzidos na pesquisa científica, nas práticas docentes e na interação com a comunidade, apresentados de forma articulada no Salão de Ensino, Salão de Iniciação Científica e Salão de Extensão.Clarissa Nôva e Vanessa

   No dia 22 de outubro as historiadoras Clarissa Sommer, Nôva Brando e Vanessa Menezes apresentaram no Salão de Ensino o trabalho intitulado Formação de Professores em Educação Patrimonial, Ditaduras e Direitos Humanos – Parceria APERS e UFRGS, em que abordaram o curso de formação continuada oferecido anualmente para educadores. Em 2013 o curso está em sua terceira edição, e teve como enfoque a reflexão a respeito da história ditatorial recente de nosso país, e de como abordá-la a partir de bens patrimoniais. Para acessar a apresentação clique aqui.

  Já Alexandre Ávila, Andreia Suris e Eduardo Hass, estagiários de História e membros da equipe, apresentaram no mesmo dia o trabalho Planejamento Participativo: qualificando o Programa de Educação Patrimonial APERS/UFRGS em parceria com a comunidade. Nesse relato compartilharam com o público presente a experiência de organizar o Programa a partir de uma metodologia participativa, com reuniões abertas à comunidade, resultando na qualificação das ações desenvolvidas e tendo como principal produto a construção de uma nova oficina, voltada aos estudantes do Ensino Médio. Para acessar a apresentação clique aqui.

Cópia de Andreia Ale e Edu   No dia 24 de outubro Andreia Suris retornou à UFRGS, em parceria com a prof.ª Carla Rodeghero (História/UFRGS), para apresentar no Salão de Extensão o relato intitulado Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, a partir do qual debateu a oficina homônima, apresentando seu processo de criação e etapas. Oficina essa que foi elaborada a partir dos processos de indenização a ex-presos políticos salvaguardados no APERS, e traz aos estudantes a oportunidade de refletir a respeito da ditadura civil militar brasileira a partir de fontes primárias arquivísticas.

  Acreditamos que a participação em espaços de debate e construção do conhecimento, como o evento em questão, é fundamental para o aprofundamento da reflexão em relação as nossas práticas cotidianas, permitindo qualificar e expandir nossa intervenção.

APERS não abrirá no Dia do Servidor Público

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2013.10.23 Apers não abrirá no dia do servidor público

    Comunicamos que não haverá expediente no APERS na próxima segunda-feira, dia 28 de outubro, conforme Decreto 49.993 publicado no D.O.E em 28 de dezembro de 2012.

    A data foi instituída no ano de 1943 pelo presidente da República Getúlio Vargas e é comemorativa ao Dia do Servidor Público. Entretanto, cabe observar que a nomenclatura funcionário público foi substituída por servidor público em 1990, com o surgimento do Estatuto dos Servidores Públicos.

Exposição RELEITURAS no APERS é prorrogada

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  O Arquivo Público do RS e a Comissão de Cultura do TRT da 4ª Região decidem prorrogar a exposição “Releituras”, a qual tem produção de Isabel Pizzato e curadoria de Isaura Saraiva, servidoras do TRT4.

  O período da mostra, composta por nove cartões postais antigos de Porto Alegre, cedidos por Mirian Ribeiro Antonini, acompanhados de novas fotografias que reproduzem os mesmos cenários dos postais na sua perspectiva atual, foi prorrogado até 31 de outubro. As fotos são de autoria de magistrados e servidores do TRT da 4ª Região. A mostra foi concebida em homenagem aos 240 anos de Porto Alegre, comemorados em 2012, e exibida no saguão do TRT4 no primeiro semestre do ano passado.

   A exposição continua na sede do APERS (Rua Riachuelo, 1031, Centro, Porto Alegre), com horário de visitação das 8h30 às 17h.

Atendimento aos usuários do APERS: a busca pelo documento

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   Nesse post intencionamos explicar a etapa posterior ao recebimento do pedido/solicitação de documentos, ou seja, a busca ao documento no acervo do APERS, pelo setor de Busca e Rearquivamento, da Divisão de Documentação (DIDOC).

  Como vimos no post anterior, uma vez inseridos os dados no sistema AAP, é gerado um pedido, o qual é único e possui um número que permite o controle e a localização do mesmo no sistema. Tal pedido apresenta dados que permitem a localização dos itens documentais no Acervo, como, por exemplo, a tipologia, o número do documento, o número do acondicionador, o nome das partes e o número da estante onde está armazenado o documento.

   A partir do conhecimento desses dados, existem padrões de busca específicos para cada método de arquivamento, por exemplo, o conjunto documental dos processos provenientes do Poder Judiciário está organizado pelo método de arquivamento numérico. Já o conjunto documental relacionado ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, compreendido nos documentos provenientes do Poder executivo, fundo da Secretaria da Saúde, está organizado pelo método cronológico. Além disso, podemos citar como exemplo os documentos provenientes, por delegação, do Poder Judiciário, aqueles que dizem respeito ao Registro Civil das Pessoas Naturais. Tais documentos são certidões de nascimento, de casamento e de óbito encadernados e organizados por municípios, pelo número do talão (externamente) e pelo número do livro e da folha (internamente).

   Dessa forma, o ato de buscar documentos no acervo consiste em observar o pedido/solicitação, entender a organização e os métodos de arquivamento da documentação armazenada nas estantes, bem como a disposição destas nos prédios do APERS. Sendo assim, para a busca de um processo no Acervo relacionado ao Poder Judiciário, será preciso observar o seguinte: primeiro, que os processos judiciais estão relacionados as suas comarcas de origem e estas são organizadas por fundos e; segundo, que dentro das caixas, as quais acondicionam os processos de sua respectiva comarca, os processos são ordenados pelo número que receberam no momento de sua criação, respeitando-se, assim, a ordem original dos documentos.

   Pois bem, localizado o documento, o servidor responsável pela busca anotará, suavemente, com lápis de ponta grossa para não danificar a capa do documento, o número do acondicionador e o número da estante, para, posteriormente, não ter dificuldades em rearquivar o documento, já que o rearquivamento errado causa grandes transtornos à dinâmica do acesso à informação.

   Após todo esse procedimento, o setor de busca e rearquivamento, antes de entregar o documento à sala de pesquisa, que o disponibilizará ao usuário, precisa registrar o resultado da busca no sistema AAP, aferindo determinado status: localizado, não localizado, não recolhido, mais dados, etc.

   Por fim, o documento, se localizado e em boas condições de preservação, já poderá ser entregue ao usuário para consulta ou fotocopiado, nos casos permitidos pelo APERS (certidões de Registro Civil, processos de habilitação para casamento e escrituras públicas), salientando que outras tipologias documentais poderão ser fotografadas, sem o uso de flash, na sala de pesquisa. Desse modo o APERS autenticará a impressão da imagem dos documentos que estão sob sua custódia.

   No próximo post veremos como se dá o rearquivamento dos documentos…

   Até breve!

20 de outubro: Dia do Arquivista!

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2013.10.23 DIA DO ARQUIVISTA

   No último domingo, dia 20, foi o Dia do Arquivista, em homenagem aos profissionais que se dedicam em viabilizar o acesso à informação e a preservação do patrimônio documental. Assim, o APERS saúda a todos os arquivistas, em especial aos vinculados aos órgãos do Estado do RS!

   Para celebrar a data publicaremos na próxima semana no “APERS Entrevista” entrevista com uma arquivista singular, que fez e faz parte da história da arquivística nacional. Convidamos a tod@s a “palpitar” nos comentários quem é esta arquivista! E ai, quem você pensa que é?

Atendimento aos usuários do APERS: recepção e localização da informação

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2013.10.16 DIDOC - Recepção da Informação (APERS)

   Prosseguindo com as notícias sobre as etapas compreendidas nas atividades da Divisão de Documentação (DIDOC) em relação ao acesso à informação, hoje explicamos o processo de recepção da informação, ou seja, o momento em que ocorre o primeiro contato entre o usuário e o atendente do Arquivo, e a localização intelectual dos documentos para disponibilização.

   Barros e Neves¹ (2011, p. 231), ao analisarem a teoria de Sanz Casado (1994) consubstanciam as palavras deste, concluindo que todos os indivíduos são usuários de informação, pois “[…] todos nós necessitamos de informação e/ou desejamos informação para desenvolver atividades cotidianas e/ou para saber de algo.” Dessa forma, é possível percebermos o elo existente entre tal necessidade e a busca da informação e, no que se refere à pesquisa, como explica Barros e Neves (2011, p. 231): “Essa necessidade, por sua vez, quando reconhecida pelo usuário, gera a busca pela informação para mudança do seu estado de conhecimento, consistindo, no todo, fazer para satisfazer essa necessidade”.

   Dessa forma, quando o usuário chega até o balcão de atendimento ocorre um diálogo que apresenta, de um lado o usuário, com sua necessidade de informação, e, de outro lado, o atendente do APERS, ou seja, o servidor que agirá como um facilitador para o acesso à informação. Importante ressaltar que, diferentemente de uma empresa, o Estado é uma organização que visa ao bem-estar do cidadão, foi criado para atender as necessidades da sociedade. Assim, o termo servidor, na designação servidor público, apresenta a ideia de prestação de serviços, o objetivo é disponibilizar serviços para a comunidade. Nessa vista, o atendente do APERS, ao receber o cidadão, vai ouvir e interpretar suas necessidades informacionais.

  No APERS, o atendimento ao usuário pode ocorrer de três formas: por telefone, através do setor de tele-atendimento (32889100); presencialmente (de segunda a sexta-feira, das 8h30min as 17h), diretamente no balcão de atendimento, ou por e-mail, pelos endereços: Tele-atendimento: tele-apers@sarh.rs.gov.br; Sala de pesquisa: saladepesquisa@sarh.rs.gov.br; Divisão de Documentação: didoc-apers@sarh.rs.gov.br.

   Após o atendente do APERS compreender a necessidade do usuário, terá que verificar se a informação desejada está configurada sob a forma de documento de arquivo e se pertence ao acervo do APERS. Ou ainda o servidor poderá buscar mais informações efetuando uma prévia análise por meio de perguntas ao usuário como: houve registro em tabelionato, cartório? houve algum processo judicial sobre o caso? qual o período do registro? quais as localidades possíveis do registro?

   Desse modo, o atendente do APERS, ao entender o desejo informacional do usuário e confirmar a possibilidade de prestar-lhe o acesso à informação solicitada, utilizará instrumentos arquivísticos, como: plano de classificação ou quadro de arranjo, tabelas de equivalência e instrumentos de pesquisa.

  Através do uso destes recursos, o atendente pode verificar as informações, resgatando como eram denominadas no passado ou como são chamados atualmente e assim obter a localização exata no conjunto documental do APERS. Entretanto, o modo mais utilizado ocorre via sistema informatizado, denominado Administração de Acervos Públicos (AAP), o qual inter-relaciona automaticamente os dados de sua base, indicando a proveniência do documento, o nome das partes envolvidas, a tipologia, a data e a localização do documento na estante. Assim, se a documentação já tiver indexada no AAP, o sistema fornecerá os dados necessários para a localização do documento.

    Para entendermos melhor a explicação acima citamos como exemplo a solicitação de uma escritura pública de compra e venda de imóvel. É possível deduzirmos que haja um registro nos livros provenientes da atividade notarial nos tabelionatos ou, se houve algum fator irregular no negócio efetuado, por exemplo, deduz-se que pode ter havido um processo judicial em nome das partes envolvidas. No caso do acervo de Tabelionatos, o atendente do APERS irá utilizar-se dos instrumentos de pesquisa para saber sua localização, pois não está indexado no sistema AAP. Já para o acervo do Poder Judiciário, o atendente verificará as informações no sistema para obter a localização do processo, caso a comarca em questão não esteja indexada, usará as tabelas de equivalência.

  Enfim, obtida a localização do documento no acervo do APERS, o atendente formalizará o pedido por intermédio do próprio sistema AAP, informando dados como o nome do solicitante, o telefone, a tipologia solicitada, a localidade correspondente, o nome das partes, a data em que foi feito o registro documental e a data prevista para o efetivo acesso ao documento solicitado. Logo após, o pedido de solicitação de documentos será enviado para o Setor de busca e rearquivamento, o que socializaremos com você no próximo post.

  Até breve…

 Para ler outras notícias relacionadas, clique aqui.

Aplicando a Lei 10.639: ensino de história afro e o uso de documentos de arquivo!

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 Mensalmente nosso blog tem apresentado artigos que contribuem para instrumentalizar e refletir sobre o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas do país, estipulado pela Lei 10.639. No mês anterior propusemos a ampliação dessa reflexão, incluindo o debate a cerca da Lei 11.645, que se refere ao ensino de história e cultura dos povos indígenas. Já trouxemos dicas de como trabalhar a partir de histórias em quadrinhos, filmes, artigos… Hoje gostaríamos de instigar o trabalho a partir de documentos de arquivo, afinal, nesta seara temos muito a contribuir!

   Para iniciar, sugerimos a leitura do artigo de Sheila de Castro Faria, Sinhás Pretas, publicado na edição n.º 78 da Revista de História da Biblioteca Nacional ( para acessar clique aqui). Essa edição traz o Dossiê África Brasil, que apresenta muitos conteúdos interessantes para quem deseja conhecer mais a respeito da contribuição dos africanos à formação do país. E o artigo mencionado aborda a atuação de mulheres africanas que foram capazes de se adaptar à vida no Brasil colonial e escravista, criando redes de sociabilidade entre africanas, aproveitando os conhecimentos e experiências trazidos da África, que lhes possibilitaram comprar alforrias, negociar e acumular muitas riquezas.

   Mas porque salientar esse artigo justamente em uma postagem que pretende abordar o potencial dos documentos de arquivo para o ensino da temática em questão? Justamente porque as fontes de pesquisa utilizadas por Sheila para tal reflexão são inventários e testamentos, tipologias documentais também encontradas no Arquivo Público e bastante utilizadas por historiadores e outros estudiosos em nossa Sala de Pesquisa. Obviamente o testamento mencionado pela autora neste artigo tem um caráter excepcional, não sendo proporcionalmente tão comuns os casos de escravos forros que conseguiram acumular tantos bens significativos como a escrava em questão, assim como não são tão abundantes as informações sobre “a vida material e as escolhas dos escravos em seu cotidiano”, como Sheila bem salienta. Entretanto, o estudo a partir dessas fontes possibilita tanto visualizar casos excepcionais – que lançam luz sobre as brechas e tensões de um sistema escravista que perdurou por quase 400 anos no Brasil – quanto nos ajuda a visualizar certos padrões nas relações sociais estabelecidas entre escravos e senhores, suas formas de negociação cotidiana, as formas de resistência dos sujeitos escravizados, etc.

   Assim, acreditamos que a utilização de fontes primárias de arquivo em atividades educativas pode contribuir efetivamente para aproximar os estudantes do passado, para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais palpável e concreto, e também para desmistificar uma visão ainda bastante arraigada de uma Escravidão maniqueísta, de senhores todo-poderosos e sanguinários, contra escravos submissos e “coitados”. A realidade da qual podemos nos aproximar a partir dos indícios do passado que chegam a nós através dos documentos evidencia que a Escravidão sobreviveu em nosso país por tanto tempo por interesses econômicos, mas também pela capacidade de adaptação do próprio sistema às demandas dos africanos e seus descendentes nascidos aqui, que se expressaram através de muita luta e negociação.

   Como exemplo de uma atividade possível, apresentamos um dos documentos utilizados na oficina Os Tesouros da Família Arquivo, oferecida pelo APERS aos estudantes dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Em outros espaços o documento digitalizado pode ser impresso e distribuído aos estudantes em grupos, ou projetado para leitura conjunta. Trata-se do testamento de Mariana Coutinho de Jesus Pansa, lavrado em Porto Alegre no ano de 1864 (imagens abaixo). Estando enferma e sendo muito religiosa, Mariana decide fazer seu testamento, incumbindo o testamenteiro Bernardo Grasselli de executar sua vontade, o que incluía mandar rezar muitas “missas”. Na sequência elenca os bens de que dispunha, e em meio às “moradas de casas” e “mobília”, menciona seus escravos: Luiza e Maria, ambas escravas “de nação” (nascidas na África), Rosalina e Izabel, duas jovens escravas “crioulas” (nascidas no Brasil), e Antonio, um menino de 11 para 12 anos, também nascido aqui. A senhora aponta no documento o destino deles, libertando imediatamente após sua morte Luiza e Maria – afirmando inclusive que a última já possuía carta de alforria há anos, porém em seu poder, sem nunca ter sido entregue – e registrando a liberdade condicionada dos três crioulos, que deveriam servir a seus filhos adotivos até os 21 anos, sendo postos em liberdade em seguida. Mariana chega a deixar 20 mil réis para Luiza e a mesma quantia a Maria, para auxiliá-las a “tratar de suas vidas”.

   Talvez o conteúdo do testamento mencionado por Sheila em seu artigo soe como mais surpreendente, especialmente para aqueles que ainda têm em mente uma imagem da Escravidão em que os escravos estão em situação total de penúria e submissão. Mas que tipo de informações e conclusões podemos tirar a partir da análise do testamento de Mariana Coutinho, quando relacionado aos conhecimentos de que dispomos sobre o período? Que tipo de discussões podem ser suscitadas em sala de aula ou outros espaços educativos a partir da leitura de um documento como esse? Que contribuições a introdução desse documento na escola poderia trazer?

   Certamente as respostas são múltiplas, e cada educador poderá conduzir a reflexão de sua forma, a partir de seus referenciais teóricos e metodológicos, mas cabem alguns apontamos para incentivar o trabalho! Primeiramente, a própria forma do documento pode ser trabalhada: o papel e a tinta utilizados para escrita, a grafia da época, as mudanças ortográficas… Os conceitos empregados no texto também podem ser debatidos, como escravos “de nação” ou “crioulos”, por exemplo, assim como a estreita relação com a religião, que se expressa tanto na abertura do documento, que inicia com “Em Nome de Deos, Amem”, quanto no enfático desejo da inventariada de que fossem rezadas missas em seu nome. Em seguida, pode ser problematizado o fato de Mariana deixar a liberdade para todos os seus cinco escravos, e deixar recursos para duas delas. Por que ela faria isso? Que sociedade é esta, afinal, pauta por um regime perverso de exploração da mão de obra escrava, mas que ao mesmo tempo abria espaço para que uma senhora de escravos optasse por agraciá-los em seu testamento?

   A problematização de questões como essas a partir da pesquisa e do uso de fontes primárias nos aproxima do passado, e nos leva a um raciocínio crítico e investigativo, possibilitando a percepção dos escravos como sujeitos, como seres humanos capazes de buscar um lugar na sociedade em que viviam, ora através de luta aberta e frontal, em revoltas, aquilombamentos, fugas, ora através de resistências cotidianas a partir do estabelecimento de relações com seus senhores, com os demais escravos, com as pessoas com quem conviviam no trabalho, no comércio, nas lavouras. Esta perspectiva é importante ao evidenciar que a Escravidão vigorou enquanto instituição social, que atendia a certo modelo de desenvolvimento econômico, e que influenciou a todos os membros daquela sociedade, o que ajuda a entender por exemplo, o que levava ex-escravos como Ana – apresentada por Sheila Faria – a tornar-se também uma proprietária de escravos: possuir escravos era sinal de poder e status.

   Consideramos interessante que educadores utilizem fontes de pesquisa em suas aulas não apenas pela importância de incentivar os estudantes a que sejam críticos, que saibam formular problemas e buscar respostas através de investigação, mas também para que os próprios educadores possam se apropriar dos mecanismos que viabilizam a pesquisa histórica. Acreditamos que todo o professor é também um pesquisador, e nessa lógica consegue qualificar sua atuação. Assim, desejamos que os materiais aqui apresentados sejam apenas uma “fagulha” de incentivo para que busquem o APERS e outras instituições de memória, explorando seus acervos para o aprofundamento de seu conhecimento e qualificação de sua tarefa docente!

APERS no Seminário de Bacharelado do Curso de História da UFRGS

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 Nos dias 10 e 11 de outubro, as historiadoras do Arquivo, Clarissa Sommer e Nôva Brando participaram das aulas do Seminário de Bacharelado do Curso de História da UFRGS. Essa disciplina, localizada nas etapas finais do curso de Bacharelado, tem como um dos seus objetivos instrumentalizar os alunos para o exercício de múltiplas atividades de responsabilidade dos historiadores. Nessa perspectiva, o APERS foi convidado para apresentar as possibilidades de contribuição do profissional da história nos trabalhos desenvolvidos em instituições arquivísticas.

Cópia de Historiadoras APERS no Curso de Historia

Clarissa e Nôva – Historiadoras APERS

   Com a apresentação A atuação dos historiadores em arquivos: reflexões a partir de experiências no Arquivo Público do Estado do RS, Clarissa e Nôva divulgaram as atividades desenvolvidas na instituição, discutindo especificamente a contribuição do trabalho do historiador nos espaços arquivísticos.

 A apresentação iniciou com um breve histórico do APERS e sua modernização nas últimas décadas, bastante influenciada pelo desenvolvimento dos conhecimentos arquivísticos de gestão e guarda da documentação. Na sequência, explicaram um pouco das atividades desenvolvidas pela instituição, dentre elas a classificação e avaliação documental, o gerenciamento de acervos, as atividades de conservação preventiva, o papel do APERS enquanto órgão gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul (SIARQ/RS), o trabalho de descrição documental e o de difusão cultural.

  Em meio a diversas problematizações em relação à participação do historiador no desenvolvimento dessas atividades, o debate se centrou nas atividades nos quais a presença dos profissionais da história é reconhecida e necessária – a difusão cultural. Nela, a área da descrição documental e da educação patrimonial foram apresentadas como campo privilegiado de intervenção do historiador.

   No APERS, a descrição documental tem, dentre outras frentes, desenvolvido-se no formato de elaboração de catálogos seletivos. A primeira experiência comentada foi desenvolvida a partir dos documentos da escravidão, resultando em dez volumes de catálogo com descrição de documentos tais como cartas de liberdade, compra e venda, processos crime, inventários, testamentos – essa coleção recebeu o nome de Documentos da Escravidão no Rio Grande do Sul. A segunda experiência, ainda em andamento, é a construção de um catálogo a partir da documentação do acervo da Vara de Família e Sucessão que objetiva difundir o acervo – composto por processos de desquite, divórcio, anulação de casamento, guarda, pensão alimentícia, entre outros – e auxiliar nas pesquisas relacionadas à história das mulheres e gênero. Por fim, um catálogo sobre o acervo da Comissão Especial de Indenização, parte do projeto Resistência em Arquivo, previsto para ser lançado em março de 2014, que visa difundir informações sobre os processos de indenização de ex-presos políticos durante o período da Ditadura Militar.

Clarissa Sommer, Nôva Brando

Clarissa  e Nôva – Historiadoras APERS

   Na área da Difusão Cultural, o Arquivo vem desenvolvendo, em parceria com o Departamento de História da UFRGS, o Programa de Educação patrimonial. Compõem tal programa a Realização de três oficinas de Educação Patrimonial – Os tesouros da família arquivo, Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia e Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos; além de cursos de formação para professores em Educação Patrimonial; capacitação semestral de oficineiros, voltada para graduandos; e divulgação do Programa em eventos.

  Ao final, as historiadoras salientaram a importância de uma construção permanente de conexões entre as diferentes atividades arquivísticas e a importância do trabalho multidisciplinar nos arquivos, ressaltando que a Difusão Cultural tem se tornado campo privilegiado de atuação do historiador e que as instituições arquivísticas possuem um importante papel no que tange à preservação da história de nossa sociedade e à efetivação de direitos essenciais ao exercício da cidadania, como o acesso à informação.

Atendimento aos usuários do APERS: a necessidade informacional do usuário

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2013.10.09 DIDOC Atendimento aos usuários do APERS

   Para demonstrar as necessidades informacionais e os tipos de usuários que temos no APERS utilizaremos como base os quatro tipos fundamentais de público dos Arquivos, definido por BELLOTTO (2006), renomada estudiosa da arquivística. Nesse sentido, efetuarmos uma comparação em relação aos tipos de usuários do APERS e os entrelaçaremos a suas necessidades informacionais. Portanto, segundo a autora, os referidos tipos fundamentais de usuários dos arquivos públicos são os seguintes:

1) O Administrador:

Segundo a autora (p. 28-29), é “aquele que produz o documento e dele necessita para sua própria informação, na complementação do processo decisório”. Desta forma, uma vez que a organização da informação constante nos arquivos é estruturada de acordo com as atividades que os produziram, o APERS custodia documentos relacionados às diversas Secretarias e Órgãos que compõem, e que compuseram, a estrutura governamental do Estado. Portanto, é comum que tais Secretarias e Órgãos, no desenvolvimento de suas atividades, necessitem de documentos já recolhidos para fins probatórios, como é o caso, por exemplo, da Secretaria da Agricultura, que quando precisa das fichas funcionais dos ex-funcionários da extinta Companhia Riograndense de Laticínios e Correlatos (Corlac), ou, também, a Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), ao buscar documentos relacionados aos registros de terras públicas. Ainda, é possível utilizarmos como exemplo, no Poder Judiciário, as Procuradorias (federais, regionais e municipais), que solicitam documentos para a comprovação de direitos, como processos judiciais de medições de terras, processo-crime, testamentos, etc. Enfim, as informações que o APERS subsidiam a administração do Estado, em relação aos valores funcionais, administrativos e jurídicos dos documentos.

2) O Cidadão (comprovação de direitos):

Segundo a autora (p. 28-29), esse tipo de público trata-se do “cidadão interessado em testemunhos que possam comprovar seus direitos e o cumprimento de seus deveres para com o Estado”. Assim, o APERS fornece, por exemplo, diariamente, em média 60 cópias autenticadas de certidões de nascimento, de casamento e de óbito (a maioria compreendida entre o período de 1929 e 1975) para que os cidadãos possam exercer seus direitos, como, por exemplo, confeccionar a segunda via da carteira de identidade, por intermédio do órgãos específicos, como o Instituto de Identificação e o Tudo-Fácil. As cópias de certidões fornecidas pelo APERS não são cobradas, o que favorece o exercício da cidadania, pois a carteira de identidade é fundamental para a dinâmica de nossos direitos e deveres em relação à sociedade em que vivemos.

Além disso, podemos utilizar como exemplo, também, os processos de habilitação para casamento, os quais são solicitados (consulta e cópias autenticadas) diariamente ao APERS para aquisição de dupla cidadania. Ocorre que tais processos, referentes ao período de 1890 a 1985, são um conjunto de documentos apresentados pelos noivos ao cartório de Registro civil para que estes fossem autorizados a contrair matrimônio, portanto, os processos de habilitação mais antigos apresentam declarações testemunhais manuscritas (caso não conste a certidão de nascimento) que descrevem a origem dos noivos e, por isso, estes testemunhos apresentam, além do valor probatório para aquisição de dupla cidadania, um grande valor para a pesquisa histórica e fonte de pesquisa riquíssima para o estudo da genealogia (esta relacionada ao próximo tipo de usuário: o pesquisador).

3) O Pesquisador

Este tipo de usuário, conforme a autora (p. 28-29), configura-se no “historiador, sociólogo, ou acadêmico, em busca de informações para trabalhos de análise de comportamento e eventos passados, podendo ser incluído nessa categoria o estudioso em geral”. Nessa perspectiva, frequentam a sala de pesquisa do APERS um grande número de pesquisadores interessados em estudos genealógicos. Mas, a necessidade informacional desse tipo de pesquisador não se restringe à genealogia, pois, também, são temas constantes de pesquisa no APERS questões como, por exemplo: estudo de gênero (sobre a atuação feminina na história, por exemplo), escravidão (utilizando, entre outras fontes, escrituras públicas registradas em livros notarias dos tabelionatos de todo o Rio Grande do Sul), violência (por intermédio da análise dos processos-crime produzidos no decurso da atividade do Poder Judiciário Estadual), ditadura militar no RS (por intermédio dos processos de indenização dos ex-presos políticos, provenientes do Poder Executivo), etc.

4) O Cidadão-comum

Se, por um lado o documento por seu valor primário, ou seja, quando atende especificamente à razão pela qual foi criado, tem uso funcional, administrativo e jurídico; por outro, o documento de valor secundário, ou permanente, interessa às outras entidades do governo e ao público em geral, tendo fins culturais e de pesquisa histórica.

Nesse sentido, conforme a autora (p. 28-29), esse tipo de público trata-se de “não mais o interessado em dados juridicamente válidos, mas o cidadão não graduado, o aposentado, a dona de casa etc. à procura de cultura geral, de entretenimento, campos em que pode haver lugar para o conhecimento da história”. Assim, o APERS atende diversos cidadãos que pesquisam fatos históricos, curiosidades sobre bairros, informações sobre sua família, etc.

  Enfim, nesse primeiro post, procuramos apresentar algumas das necessidades informacionais que motivam os usuários do APERS a solicitarem o acesso à informação contida nos documentos aqui custodiados. Nesse primeiro momento, é possível percebermos a importância do acesso à informação arquivística, um direito de todos. No próximo post, denominado sobre a “recepção da Informação”, apresentaremos como ocorre o primeiro contato entre os usuários e o APERS, via atendimento por telefone, por e-mail ou presencialmente.

   Portanto… Até breve!

   Clique aqui para ler outras notícias relacionadas.

APERS sedia Seminário Internacional sobre Hagiografia Medieval

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   Entre os dias 15 e 17 de outubro o Arquivo Público do RS sediará o Seminário Internacional sobre Hagiografia Medieval, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS. Informações podem ser obtidas em hagiografiamedieval.blogspot.com. Confira a programação completa aqui.

2013.10.09 Hagiografia Medieval

Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa – Outubro

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre dois sábados por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de outubro a Sala de Pesquisa abrirá nos sábados 19 e 26.

Em setembro foram atendidos 06 pesquisadores.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Setembro

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de setembro:

Atendimentos aos usuários: 1.338

Busca e rearquivamento: 2.298

Documentos recuperados: 200

Encaixamento: 27

Indexação Sistema AAP: 3.102

Oficinas de educação patrimonial: 06

Reprodução de documentos: 613

Visitas guiadas: 01

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de setembro:

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em setembro de 2013
Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em setembro de 2013

 Para saber mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade clique aqui.

Oficinas de Educação Patrimonial – Setembro

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Imagem para post Oficinas

Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de setembro:

Dia 17: participaram da Oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” 21 alunos da turma 61 da Escola Estadual Cristóvão Colombo, acompanhados da professora Luciana Peres. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” 22 alunos da turma 851 da Escola Municipal Paul Harris, acompanhados pelo professor Marcelo Vasconcellos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: participaram da Oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” 23 alunos do 6º ano da Escola Municipal Paul Harris, acompanhados pelo professor Marcelo Vasconcellos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 25: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” 21 alunos do 1º ano do Colégio Estadual Cândido José Godói, acompanhados pela professora Vânia Fonseca Soares. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 26: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” 18 alunos do 3º ano do Colégio Estadual Cândido José Godói, acompanhados pela professora Vânia Fonseca Soares. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos da turma 852 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Paul Harris, acompanhados pelo professor Marcelo Vasconcellos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

Visitas guiadas ao APERS – Setembro

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   No dia 16 de setembro a professora Andréa Fontoura, que ministra a disciplina de Técnicas de Arquivo, trouxe 13 alunos do Curso Técnico em Biblioteconomia, da Escola Técnica Cristo Redentor para realizar uma visita guiada ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Confira as fotos:

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Guias: Iara Gomide Machado e Maria Lúcia Ricardo Souto.

Atendimento aos usuários do APERS: vamos descobrir como acontece?!

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  Aqui no APERS a Divisão de Documentação (DIDOC), chefiada pela arquivista Elizabeth Terezinha Martins de Lima, é responsável pelas atividades que envolvem o atendimento aos usuários, e ao longo deste mês descreveremos como se dá este atendimento. Esta iniciativa é parte de uma série de ações que estão sendo implantadas na DIDOC, aspirando qualificar e melhor demonstrar as atividades da Divisão a sociedade, uma vez que alguns usuários apontaram tais necessidades.

  Entre estas ações está a participação de alguns servidores no curso a distância sobre “Atendimento ao Cidadão” oferecido pela Escola Nacional de Administração Pública (para saber mais clique aqui). Participaram do curso 08 servidores, os quais são multiplicadores dos conhecimentos adquiridos aos demais colegas.

  Outro ponto que pretendemos melhor especificar e publicizar são os dados referentes aos atendimentos realizados. Assim, em 2014, pretendemos disponibilizar relatórios mais consistentes no “APERS em Números”, veiculado toda a primeira quarta-feira de cada mês aqui no blog.

  Para começar, ainda este ano, elaboramos uma série explicativa acerca das atividades da DIDOC, considerando que elas implicam no trâmite que envolve desde a solicitação da informação desejada até o acesso pelo usuário.

  Nesse sentido, decidimos descrever tal percurso em uma série de artigos que abordarão: as necessidades informacionais de nossos usuários, a recepção da informação, localização dos documentos e a busca e o rearquivamento dos documentos pela DIDOC. Segue abaixo um esquema do processo que resulta no acesso à informação:

2013.10.02 atendimento usuario

Fluxo do processo de atendimento ao usuário (clique na imagem para melhor visualização).

  A DIDOC trabalha sempre procurando proporcionar o acesso a informação da forma mais rápida, eficiente e eficaz possível, e nas próximas semanas demonstraremos como isto acontece!

APERS entre “Os Caminhos da Matriz”

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     O APERS integrou mais uma edição dos Caminhos da Matriz, que realizou-se no último sábado, 28 de setembro de 2013. Fizeram, também, parte do roteiro o Solar dos Câmara e o Museu Júlio de Castilhos. Apesar do tempo nublado participaram cerca de 20 pessoas, dentre estas, alunos da Faculdade de Turismo do SENAC de Porto Alegre.

     Após um breve histórico acerca da Praça da Matriz, seus monumentos e instituições em seu entorno, os participantes seguiram para o Arquivo Público do RS, onde foram recebidos pelas historiadoras Vanessa Menezes e Maria Lúcia Souto. As servidoras contaram a história de criação do APERS e esclareceram como são arquivados e preservados os documentos salvaguardados pela instituição. Nesta conversa explicou-se como se desenvolvem as oficinas de educação patrimonial e as atividades culturais realizadas pelas equipes do APERS.

     Logo após a visita ao Arquivo os participantes foram encaminhados para o Solar dos Câmara, onde foram recepcionados por Rafael Pereira, Gabriel Nicolao e Thuanny Bedinote. Em seguida todos se dirigiram para o Museu Júlio de Castilhos, onde foram recebidos por sua equipe.

     Convidamos a todos para participar da próxima edição, no dia 26 de outubro de 2013, quando será oferecido o Roteiro 1: Memorial do Ministério Público, Memorial do Judiciário e Palácio Piratini.

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