Conheça o blog Resistência em Arquivo!

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2013.11.27 Blog Resistência

  Dia 05 de novembro foi lançado o blog do Projeto Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil, clique aqui para acessá-lo.

   Esse Projeto é desenvolvido pelo APERS no intuito de debater a importância dos documentos relativos à ditadura em nossa sociedade, de difundir os acervos da instituição, de refletir e resgatar histórias e memórias tão recentes do nosso país. Além da criação e manutenção do blog temático, as principais ações do Projeto são a criação de um catálogo de descrição do acervo da Comissão Especial de Indenização a ex-presos políticos, que será lançado em 2014, a criação de uma oficina de Educação Patrimonial a partir desse acervo, que tem como público-alvo estudantes do Ensino Médio e que vem sendo realizada desde setembro desse ano.

   O blog, que teve seu editorial publicado como primeira postagem no dia 22/11, tem a intenção, não só de difundir as ações do Projeto, mas também de compartilhar notícias, músicas, filmes, textos, imagens relacionados à temática. Neste sentido, sua contribuição e sugestões serão fundamentais. Se tiveres algum conteúdo relacionado ao tema das ditaduras no Brasil e na América Latina, envie para nós através do e-mail resistenciaemarquivo@sarh.rs.gov.br!

 Participe, produza conteúdos, compartilhe, comente. Nossas postagens serão semanais, todas as sextas-ferias, e gostaríamos muito de poder contar com a contribuição de nossos leitores. Construiremos junt@s esse instrumento de troca de informações e conhecimentos!

Cine-Debate: Rio Grande do Sul de Matrizes Africanas

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2013.11.27 Divulgação Cine Debate Afro blog

APERS entre “Os Caminhos da Matriz” – novembro 2013

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     No próximo sábado, dia 30 de novembro, acontece mais uma edição do Roteiro 2 do projeto Os Caminhos da Matriz: visitas guiadas e atividades culturais.

    Fazem parte deste roteiro o Arquivo Público do RS, Solar dos Câmara e o Museu Júlio de Castilhos; sendo o ponto de encontro a Praça da Matriz, às 14h. Lembrando que a participação é gratuita e sem necessidade de agendamento. Confira a programação completa e participe!

2013.11.27 Caminhos da Matriz - 2013

Exposição “VIDHAS: histórias de lutas e conquistas dos negros pelos Direitos Humanos”

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   O Arquivo Público do RS e a Companhia Carris Porto-Alegrense inauguraram na terça-feira, dia 26 de novembro, a exposição:”VIDHAS: histórias de lutas e conquistas dos negros pelos Direitos Humanos”.

   A exposição itinerante, idealizada pela Carris, é composta por banners, que abarcam a constituição dos Direitos Humanos sobre o ponto de vista de um grupo étnico específico: os negros. Iniciando com os eventos mundiais no que conhecemos como iniciadores dos Direitos Humanos, como a declaração de 1948, passamos por figuras como Martin Luther King até chegar ao Brasil, abrangendo a história da escravidão, a formação de quilombos e a história das lutas dos negros na Capital do Estado.

   A exposição poderá ser visitada de segunda a sexta-feira na sede do APERS, rua Riachuelo, n° 1031, das 8h30min às 17hs até 29 de novembro de 2013.

   Venha visitar!

APERS participa de oficina promovida pelo IPERGS

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2013.11.27 Palestra IPERGS

   No dia 22 de novembro de 2013 a Diretora Isabel Almeida e o servidor Endrigo Vanzella do Arquivo Público do RS participaram da oficina Cultura e Comportamento Organizacional nas Instituições Públicas com o palestrante Dr. Sandro Trescastro Berguer, Diretor da Escola de Gestão Pública do TCE/RS, realizado no Salão Nobre do IPERGS.

  O seminário abordou, como tema central, o momento de reconstrução da administração pública que vivemos atualmente no Brasil, tempo de quebrar paradigmas e trocar o antigo modo de avaliação de desempenho, pela atual gestão do desempenho. Realizando avaliações baseadas em um prévio planejamento do trabalho, seguido de uma plena execução dos meios para que o servidor possa, de fato, realizar com êxito aquilo que lhe foi proposto. Para que no fim, munido de toda a informação necessária, o gestor possa fazer uma avaliação justa e precisa dos servidores. Tendo como resultado, uma maior dedicação e satisfação de todos no ambiente de trabalho.

   O encerramento do evento contou ainda, com a divulgação do livro: Gestão Estratégica de Pessoas no Setor Público, Ed. Atlas, 2013. Resultado da longa experiência do palestrante Dr. Sandro Trescastro Berguer na área de gestão pública.

I Simpósio Internacional sobre História e Cultura Negra: o APERS participou!

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   Visando difundir as atividades realizadas pelo Arquivo Público do RS, a instituição participou na última semana do I Simpósio Internacional sobre História e Cultura Negra, ocorrido entre os dias 18 e 22 de novembro de 2013 na FAPA (Faculdade Porto-Alegrense), realizando duas apresentações. A primeira delas, Os Tesouros da Família Arquivo: Resgatando Sujeitos e Identidades de Escravizados no RS, aconteceu no dia 20 de novembro, sendo apresentada pelos estagiários Andréia Suris e Eduardo Hass da Silva. A apresentação consistiu em mostrar as atividades de resgate histórico da identidade de sujeitos escravizados no estado, realizadas em uma das oficinas do Programa de Educação Patrimonial, Os Tesouros da Família Arquivo.

   A segunda apresentação, Patrimônio, Cultura, História da África e Afro-brasileira no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul: reflexões sobre a aplicabilidade da Lei 10.639, aconteceu no dia 22 de novembro, sendo feita pelo estagiário Alexandre Ávila e pela historiadora do Arquivo Vanessa Menezes. A comunicação consistiu em mostrar os resultados do curso para professores Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura, História da África e Afro-brasileira, sendo apresentado o cronograma do evento, fotos das atividades realizadas no curso e os temas e assuntos trabalhados em todas as mesas. Ao final, apresentou-se os resultados: número de participantes e o retorno dos mesmos, abrindo a possibilidade de realização de uma segunda edição.

   Foi com muita satisfação que o Arquivo Público do RS participou do evento, e espera poder estar presente nas próximas edições.

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Consciência Negra: consciência de todos nós!

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Hoje é dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Não poderíamos deixar de ressaltar essa data, seja pelos diversos trabalhos que o APERS vem desenvolvendo no intuito de resgatar a história afro-brasileira, a partir do Projeto Documentos da Escravidão ou da realização de cursos e eventos relativos à temática, seja pela percepção que temos da importância de conhecer, debater e valorizar as matrizes africanas de nossa sociedade, para construir um país justo e equitativo.

Nesse sentido, hoje gostaríamos de saudar a todas e todos que cotidianamente se dedicam a pesquisar a história negra do Brasil, que é a história de cada um de nós, brasileiros e brasileiras; a compreender e difundir a cultura e as contribuições dos africanos que foram trazidos para cá, e que aqui, mesmo em meio a um longo e duro processo de escravização, resistiram, interagiram, tensionaram, e se afirmaram enquanto indivíduos e enquanto povo, e que persistem, hoje, na luta contra o racismo. Saudamos aos que combatem a desigualdade e que têm clareza de que ela não está ligada apenas a uma questão econômica, mas também a uma questão de cor. É necessário conhecer e refletir sobre as estatísticas de um Brasil que passou por quase quatro séculos de escravidão, e que hoje ainda enfrenta uma realidade onde a maior parte do povo pobre e marginalizado é negro. Difícil dizer ou escrever isso? Sim, é duro. Mas é necessário, para que possamos transformar tal realidade, sem “tapar o Sol com a peneira”.

Acreditamos que as ações nesse sentido não podem se restringir às “semanas da Consciência Negra”, mas, ao mesmo tempo, acreditamos que o Dia da Consciência Negra é uma data fundamental, que deve ser celebrada. Por isso hoje voltamos a expor nossa compreensão de que as instituições públicas, como nós, Arquivo Público, devem ter compromisso com essa transformação.

Em 2013 uma série de ações e projetos necessários ao APERS nos impediram de construir, como havíamos apontado, uma nova edição do curso de formação para educadores realizado no final de 2012, que tinha como temática central a aplicação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas do país. Por outro lado, ao longo de todo o ano nosso blog manteve postagens mensais sobre o tema, e realizamos uma pesquisa para receber contribuições à construção da próxima edição desse curso. Divulgamos aqui o resultado, com o compromisso de aproveitá-lo em 2014, quando teremos mais fôlego para organizar a formação da maneira que os educadores e a temática merecem.

Mas obviamente não poderíamos deixar de promover em 2013 uma atividade nesta área. Então, já reserve sua agenda: nos dias 03/12 e 04/12, às 18:30h, o APERS e o Coletivo Catarse realizam um Cine debate para refletir sobre as matrizes afro no Rio Grande do Sul, exibindo os documentários “O Grande Tambor” e “Batuque Gaúcho”, esse último uma produção que será exibida pela primeira vez nessa oportunidade. Como debatedores teremos Sergio Valentim e Eugênio Alencar (Mestre Paraqueda). Não dá para perder!

Consciência Negra

APERS conta histórias: Relatórios de instituições prisionais do interior do Estado

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     Nesta edição do APERS Conta Histórias descreveremos alguns relatórios, inclusos em processos administrativos produzidos pela Secretaria de Justiça, mais precisamente por delegados responsáveis pelas instituições prisionais nas cidades gaúchas no início do século passado. Procuramos analisar documentos de décadas e localidades diferentes para que assim possamos ter um panorama mais amplo acerca da situação das casas prisionais no Rio Grande do sul naquele período. A partir desta documentação podemos destacar alguns aspectos que são frequentemente mencionados como, estrutura dos prédios, condições sanitárias e de segurança e alimentação oferecida aos presos, por exemplo.

2 Imagem Relatorio Rio Grande

Clique para ler o documento.

     De acordo com o relatório da cidade de Rio Grande, elaborado no ano de 1939, as dependências da delegacia se encontravam em boas condições. A instituição ficava num prédio de propriedade da prefeitura municipal com dois pavimentos feito de alvenaria, com água, esgoto e energia elétrica. Havia banheiros com chuveiros e latrinas, porém as instalações estavam em estado precário de conservação tornando as condições de higiene no ambiente, também precárias. A delegacia possuía dez celas, sendo oito consideradas de grande porte, podendo abrigar até vinte presos, e outras duas menores com capacidade para abrigar somente dois detentos. Segundo o relatório, a disposição dos prédios prejudicava a vigilância, fator que impedia os dez presos detidos naquele momento saíssem das celas. A alimentação era fornecida pelo poder público e estava dividida em três refeições diárias: pela manhã café com leite e pão, no almoço verduras, carnes e cereais e o mesmo cardápio era servido no jantar. A higiene dos detentos era feita através de banhos com água fria e o corte de cabelo e barba era de responsabilidade dos próprios presos. Não havia qualquer assistência médica ou odontológica. Quando era preciso arrancar um dente de um detento, por exemplo, o Controle de Saúde prestava auxílio e caso um preso ficasse doente, era necessário muito empenho para que um médico atendesse o chamado.

     No que se refere às informações do relatório de Rio Pardo em 1941, verificamos que a instituição tinha capacidade para abrigar dez presos, porém, quando este documento foi produzido havia somente quatro, todos do sexo masculino. A delegacia possuía três celas e todos os condenados recebiam, no momento de sua chegada, uma cama e roupa de cama completa e esta seria de responsabilidade de cada preso. As refeições, fornecidas pela prefeitura da cidade, eram consideradas de qualidade mediana. Era oferecido aos presos, pela manhã, café preto com “pão seco” e no almoço e jantar, arroz, feijão e carne.

3 Imagem Sao Francisco de Paula novo

Clique para ler o documento.

     Municípios da serra gaúcha também elaboraram seus relatórios, temos como exemplo o de São Francisco de Paula. De uma forma geral as condições das instalações foram consideradas boas. O prédio era de alvenaria e coberto com telhas de zinco, possuía duas celas onde estavam detidos onze presos, todos do sexo masculino. As condições sanitárias eram satisfatórias, havia nos fundos do pátio uma “latrina turca” e um chuveiro com água encanada. A alimentação dos detentos era composta, pela manhã, de café com leite e pão, no almoço e jantar de feijão, arroz e carne de gado. Em alguns dias serviam também batatas e legumes. As refeições eram preparadas na cozinha do destacamento da Brigada Militar que ficava ao lado da delegacia. A higiene corporal dos reclusos era feita através de banhos semanais e, extraordinariamente, tomavam mais banhos quando assim desejassem, principalmente no verão. Instalações sanitárias não existiam, somente um “buraco” no canto aos fundos do pátio. Os detentos possuíam assistência médica através do posto de saúde municipal e não possuíam assistência odontológica. Todos os presos recebiam aulas de religião, ministradas por um pastor protestante da cidade e tinham horário destinado à recreação onde jogavam futebol no pátio da instituição. No processo, onde encontramos esse relatório, há outro documento com orientações de um promotor de justiça que destaca alguns pontos que deveriam ser melhorados. Segundo ele, a falta de espaço fazia com que os presos ficassem amontoados, quase sem espaço entre si. As celas eram pouco ventiladas e somente uma delas possuía grades, que realmente ofereceriam resistência em caso de uma tentativa de fuga.

1 Imagem Inspecao Sanitaria presidio de Itaqui

Clique para ler o documento.

     Por fim, analisamos o relatório da cidade de Itaqui do ano de 1962. A partir de um levantamento sanitário do presídio local constatou-se o péssimo estado de conservação das dependências destinadas aos presos. As três celas disponíveis estavam com as paredes danificadas, grande parte do reboco caído, assoalho úmido e estragado o que dificultava a limpeza. O local era pouco ventilado, com janelas de 40 x 40 centímetros e abrigava um número maior de presos que a capacidade e isso, segundo o relatório, era “um atentado à saúde pública”. No processo há uma ficha de inspeção sanitária onde foi recomendada a interdição do referido presídio.

     Após uma breve pesquisa neste acervo constatamos que medidas para a melhoria das condições de vida de presidiários, bem como alternativas que visem a preservação e a segurança das instalações prisionais, são adotadas desde o século passado. Porém, é possível verificar que as más condições de sobrevivência nestes ambientes, de uma maneira geral, permanecem as mesmas e em alguns casos esta situação se agravou.

Assista ao espetáculo teatral Para sempre: Poesia!

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2013.11.13 Para Sempre Poesia

  Como mais uma ação do projeto Resistência em Arquivo, a Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, por meio do Arquivo Público, está patrocinando uma exibição do espetáculo “Para Sempre: Poesia!”, no dia 02 de dezembro, às 20h, no Teatro de Arena (Av. Borges de Medeiros, 835, Porto Alegre/RS).

  O monólogo, da atriz e bonequeira Rita Maurício, foi construído a partir de sua trajetória, de José e de Seli, seus pais. José, após ter sido preso pela ditadura civil militar, e herdado dessa experiência grave sofrimento psíquico, escolha a arte como afirmação da vida, e com esta escolha conquista uma incansável companheira. Seli, artista plástica inconformada e bonequeira vibrante, passa a tomar, junto a ele, doses diárias da seguinte decisão: apesar de tudo, poesia! Da união deste atormentado e criativo casal nasce Rita, que vem agora, neste monólogo, transpor para a cena poemas de autoria de seu pai, além de textos próprios.

  A participação é gratuita, basta chegar no Teatro de Arena! Nos vemos lá!

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA (En) Foco: memórias, esquecimentos e representações

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   O Arquivo Público do RS e a Companhia Carris Porto-Alegrense inauguram na próxima segunda-feira, dia 18 de novembro, a exposição fotográfica (En) Foco: memórias, esquecimento e representações. A mostra apresenta os seguintes eixos temáticos:

  • Memórias Institucionais: monumentos, prédios, ruas e estruturas que estabelecem, de alguma forma, a relação do negro com Porto Alegre e são institucionalizadas como tal pelo poder público.
  • Locais de Identificação: lugares não oficializados, mas que têm em sua construção marcas da identidade negra na capital.
  • Representações Contemporâneas: sujeitos, vivos e presentes, que compõem as representações contemporâneas do negro no cotidiano porto-alegrense. Essa última parte é composta por pessoas de diferentes profissões.

  A exposição, cujas fotografias são de autoria de Marcelo Amaral, revela as memórias institucionais, os locais de identificação e as representações contemporâneas do negro em Porto Alegre.

  A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira na sede do APERS, rua Riachuelo, n° 1031, das 8h30min às 17hs.

   Venha prestigiar!

Aplicando a Lei 10.639: pesquisa acadêmica e ensino de história afro

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   A escravidão é um tema clássico da historiografia brasileira, o que não é difícil de compreender, afinal, ela fez parte de nossa história por quase quatro séculos, e marcou a constituição de nossa sociedade de maneira intrínseca. Porém, é importante observar que a pesquisa histórica nesse campo transformou-se muito ao longo dos anos, apontando para novos referenciais teóricos e metodológicos, explorando diferentes formas de abordagem e apontando para distintas interpretações a cerca das relações entre senhores e escravos, entre escravos e seus pares, entre escravos libertos, aquilombados, trabalhadores livres, etc.

 E grande parte destas transformações historiográficas se devem ao aprofundamento das análises a partir de fontes primárias de pesquisa, como processos crimes, inventários, registros de compre e venda ou de alforrias de escravos. A intensificação de pesquisas com base em fontes primárias, tendo a preocupação de produzir conhecimento histórico a partir da análise e cruzamento de informações obtidas em diversos documentos, assim como a diversificação dos olhares e questionamentos feitos a essas fontes, contribuiu para o avanço da compreensão dos significados da escravidão em nosso país.

 No artigo intitulado Escravidão no Brasil: Debates Historiográficos Contemporâneos, o historiador Wander de Lara Proença (para acessar clique aqui) nos auxilia a conhecer diferentes interpretações históricas a cerca da escravidão desde o início do século XX aos dias de hoje, dividindo a produção historiográfica em três grandes períodos.

   No primeiro momento, registra as escolas vigentes até meados do século XX, muito identificadas com a obra de Gilberto Freyre, que apontavam para o caráter benévolo e não violento da escravidão no Brasil, em relação a outros locais. Aqui a escravidão estaria marcada pelo paternalismo, pela interferência do Estado e da Igreja, por certa docilidade do senhor e pela submissão e passividade do escravo.

   A partir da década de 1950, novas abordagens passam a enfocar os estudos na violência coisificadora da escravidão, e na resistência heroica do negro. Pesquisadores como Florestan Fernandes, Emília Viotti e Octavio Ianni fizeram a crítica à Freyre, que teria generalizado a realidade por ele observada no nordeste entre os escravos domésticos. Neste período, teve destaque o rigor e o suplício da escravidão, a ação de quilombolas e a resistência permanente. Entretanto, as duras condições evidenciadas impediriam os escravos de pensar a vida a partir de suas próprias categorias e significados sociais, introjetando representações e valores senhoriais.

   Já a partir da década de 1980, as análises passaram a enfocar a percepção dos cativos como sujeitos das transformações sociais, a partir da pesquisa relacionada a suas ações cotidianas. O autor enfatiza a demografia histórica como metodologia de pesquisa que ajudou a perceber, por exemplo, a presença da família escrava, denotando formas de sociabilidade próprias. Nesse contexto, os historiadores passaram a lançar luz sobre a busca de liberdade e de melhores condições de vida dentro do campo de possibilidades do próprio sistema escravista, mostrando outras formas de resistência.

   A partir desta compreensão geral em relação à produção do conhecimento histórico sobre a escravidão, percebe-se que há avanços, com novas formas de compreender tal instituição social, e múltiplas possibilidades de interpretar, aprender e ensinar sobre a escravidão no Brasil. Mas, pensando no ensino de história afro-brasileira, e na importância do estudo da escravidão nas escolas, será que as novas abordagens e interpretações históricas chegam aos bancos escolares?

   Outro artigo interessante nos auxilia a refletir sobre o assunto: em Ideias fora do lugar na aula de história: historiografia e conceitos dos alunos sobre escravidão no Brasil, as professoras Lúcia Helena Oliveira Silva e Regina Célia Alegro  (para acessar clique aqui) compartilham as observações feitas a partir do trabalho em sala de aula, quando questionaram estudantes a respeito do tema para que fosse possível estimular o processo de ensino e aprendizagem a partir dos conhecimentos trazidos por eles. A partir da tentativa de conceituar “escravidão”, evidenciou-se que os alunos tinham muito pouca bagagem de conhecimento histórico, e ao mesmo tempo demonstraram relacionar de maneira direta a escravidão com racismo, dor, sofrimento, violência, fugas e quilombos, explicitando a manutenção de ideias solidificadas pela historiografia das décadas de 1960 e 1970. Para eles “os escravos são vítimas sofredoras. Ou, dito de outro modo, os conhecimentos cristalizados nos alunos contribuem para a criação de uma memória acerca da escravidão e dos escravos no Brasil que os estudantes assumem como sua. Essa memória, mais que enfatizar ações próprias do sujeito social que é dinâmico, destaca o sofrimento do escravo como reação à violência da escravidão. Aparentemente falta-lhes conhecimento histórico que favoreça o reconhecimento do escravo como sujeito de relações sociais complexas.

   Por outro lado, parecem contrapor totalmente a escravidão com o momento atual, partindo de valores hoje universais, como democracia, trabalho livre e liberdade, para negar esse passado, em uma perspectiva que pode contribuir para a manutenção do mito da “democracia racial”, como se o Brasil tivesse superado por completo as marcas da escravidão. Para as autoras Lúcia e Regina, para evitar essa distorção “é preciso diferenciar o sujeito social e oferecer ao aluno, para além da denúncia da violência, a oportunidade de reconhecer a face do escravo para que dele se construa uma representação como sujeito histórico. As elaborações mais recentes do debate historiográfico precisam chegar até este público de modo a interferir nos conteúdos cognitivos que funcionam como princípios orientadores para novas aprendizagens e valores orientadores da vida diária”.

   Mas afinal, será que os avanços dos últimos anos no campo da historiografia têm chegado às escolas? Como garantir que interpretações pautadas na complexidade da sociedade escravista e na agência dos escravos, enquanto sujeitos, estejam presentes também na escola, espaço primordial para transmissão de conhecimentos e desmistificações? Acreditamos que o investimento em formação continuada para educadores – que devem estar sempre em contato com as novas discussões das ciências em geral – assim como a qualificação de materiais pedagógicos a partir de pesquisas históricas atuais, podem garantir alguns passos nessa direção.

   Nesse caminho avançaremos, por exemplo, em relação à compreensão do peso que teve a escravidão no Rio Grande do Sul – já que entre muitos ainda prepondera a ideia de que a escravidão foi menos significativa em nosso estado – ou ainda poderemos desconstruir a ideia de que havia presença escrava significativa apenas nas charqueadas, o que tem sido negado através dos resultados de pesquisas no último período, a partir da demonstração de que os escravos eram a base da mão de obra em diversos segmentos da produção, comércio e serviços.

Oficina Resistência em Arquivo: lançamento de homenagens e emoções

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   Na semana anterior já noticiamos o evento de lançamento da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, que ocorreu no APERS na noite de 05/11. Mas não poderíamos perder a oportunidade de detalhar um pouco mais sobre o evento, que mobilizou diversos servidores da instituição, autoridades e ex-presos políticos.

  O objetivo central da atividade era, a partir do lançamento da oficina, realizar uma homenagem a mulheres e homens que lutaram contra a ditadura civil militar em nosso país, e que tiveram muitos Direitos Humanos violados neste período. Para tanto, organizamos a solenidade a partir de falas, vídeos e uma exposição, contando também com um espaço aberto para receber comentários e mensagens dos presentes.

  Os convidados foram recepcionados na Sala Joel Abílio Pinto dos Santos com a exposição Resistência em Arquivo: uma oficina, muitas histórias de luta, montada pela equipe de Ação Educativa do APERS a partir da reprodução dos materiais utilizados nas oficinas, de fotos dos estudantes durante as mesmas, e com os processos administrativos de indenização originais utilizados com os alunos. Junto a ela também estão expostos trabalhos dos alunos da Escola Estadual Professora Leopolda Barnewitz, que instigados por suas professoras Bibiana Werle, Jussara Teixeira e Helena Rovani produziram “monumentos” aos ex-presos políticos, a partir da vivência da oficina no APERS e da leitura de relatos de mulheres torturadas durante a ditadura.

  O lançamento iniciou com a solenidade de abertura, com contou com a presença e a saudação do Prof. Igor Teixeira, do Departamento de História da UFRGS, da diretora do APERS, Isabel Almeida, e do Secretário Adjunto da Administração e dos Direitos Humanos, Luiz Antônio Philomena. Todos ressaltaram a importância da parceria entre universidade e instituições de memória no intuito de resgatar nossa história recente, para que períodos autoritários como aquele não voltem a se repetir.

  Na sequência, realizou-se uma mesa em que membros do Programa de Educação Patrimonial desenvolvido entre APERS e UFRGS apresentaram a oficina e seu processo de criação. A diretora Isabel comentou a respeito do contexto no qual o Brasil esta imerso hoje, momento em que vivenciamos a promulgação da chamada Lei de Acesso à Informação, que viabiliza o acesso a documentos referentes ao período da Ditadura, assim como a promulgação da Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, na busca por examinar e esclarecer violações de direitos humanos praticadas no período a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica. A Prof.ª Carla Rodeghero, também do Departamento de História da UFRGS, falou a respeito da criação e consolidação do Programa de Educação Patrimonial, comentando suas ações, dificuldades e conquistas desde 2009, ressaltando a importância da criação de uma nova oficina para o Ensino Médio, já que até então oferecíamos apenas oficinas para o Ensino Fundamental, e em especial o tema e a documentação com a qual decidiu-se trabalhar. Já as historiadoras Nôva Brando e Vanessa Menezes, do APERS, compartilharam com o público a trajetória de criação, explicando a metodologia de planejamento participativo, em que as reuniões de construção da oficina foram abertas à comunidade, o caminho percorrido para escolha dos processos que seriam trabalhados nas oficinas com as turmas, as longas e instigantes discussões na busca por histórias que fossem capazes de expressar diferentes realidades de militância política durante a ditadura, diferentes profissões, múltiplas organizações e partidos políticos, além de serem capazes de desencadear discussões que suscitassem conceitos caros ao debate, como Ditadura, Direitos Humanos, democracia, liberdade, violência, tortura, estigma, história, memória, cidadania, censura, clandestinidade e exílio. Ao final deste trabalho, os seis processos administrativos de indenização escolhidos para a oficina são os de Alcides Kitzmann, Cláudio Gutierrez, Eloy Martins, Emílio Neme, Ignez Serpa e Nilce Azevedo Cardoso, sendo que poderão ser substituidos de tempos em tempos, para explorar novas histórias de resistência.

  Após as falas, foram exibidos dois vídeos. O primeiro foi elaborado pela equipe do Programa para ser utilizado no momento de recepção aos alunos, buscando instigá-los a partir de imagens que contextualizam o tema, desde o processo da Legalidade, passando pelo golpe, a repressão, a luta contra a ditadura, pela anistia e pela abertura política, até a luta pelas Diretas Já e a promulgação da Constituição de 1988. Logo são apresentados depoimentos de indenizados cujos processos serão trabalhados na oficina, e em seguida é feito um “link” dessas histórias com os dias atuais, a partir de imagens das mobilizações esse ano, mostrando que o espírito de luta por uma sociedade mais justa e igualitária segue vigente. O fechamento é feito com o convite para conhecer mais a fundo essas histórias, com a foto dos ex-presos políticos que esperam os estudantes dentro do acervo da instituição. O segundo vídeo foi elaborada a partir de fotos e vídeos feitos durante as oficinas pilotos, realizadas desde setembro. Nele os estudantes aparecem ocupando os diferentes espaços do Arquivo, entrando em contato com seu patrimônio arquitetônico e documental, e contando suas descobertas a partir da pesquisa direta nos processos de indenização.

  É difícil descrever a emoção daqueles que assistiram aos estudantes na projeção, em um grande telão montado no pátio do Arquivo, em meio a um lindo jardim e a prédios que são tombados como patrimônio cultural pelo IPHAE. O cenário, as histórias ali apresentadas, a vivacidade dos estudantes, o envolvimento quase afetivo de todos os que se dedicaram à construção desse oficina e naquele momento viam-na ali, concreta, cheia de possibilidade, atendendo a alunos oriundos das mais diversas realidades… E mais do que tudo, os olhos iluminados e profundos dos indenizados e seus familiares presentes naquela noite, que se sentiam agradecidos pela homenagem, mas sobre tudo orgulhosos por serem os protagonistas dessa história, tornam muito gratificante todo o trabalho que vem sendo realizado por nós! Obrigado a todos e todas que vêm contribuindo com esta construção. Sigamos em parceria, pois certamente a trajetória ainda será longa!

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Nota da Diretora Isabel Almeida:

   Na condição de Diretora do Arquivo Público do Estado agradeço a todos e a todas que fizeram com que a cerimônia de lançamento oficial da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos e do blog Resistência em Arquivo ocorrida no dia 5 a noite, nas dependências da Instituição tenha sido simples, bela, densa e emotiva.

  Reconheço e publicizo a participação e contribuição de muitos a começar pelos servidores e servidoras da Casa, pelo apoio da equipe do gabinete do Secretário Alessandro, de colegas da SARH, dos professores e professoras do Departamento de História da UFRGS, de mestrandos e doutorandos da UFRGS, dos “ex-presos políticos’ e seus familiares, assim pela presença das autoridades que aqui se fizeram presentes e demais convidados.

Atualize seu cadastro de pesquisador no APERS

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2013.11.06 Cadastro - Termo de responsabilidade APERS

   O APERS está atualizando seu cadastro de pesquisadores, com o objetivo de manter um contato mais próximo e sempre presente com os seus usuários. Nesse sentido, os atendentes da sala de pesquisa estão efetuando o cadastramento ou a atualização dos dados do cadastro já existente de pesquisadores.

  Além disso, junto a este procedimento será solicitado aos usuários o preenchimento, seguido da respectiva assinatura, do Termo de Responsabilidade pelo Uso e Divulgação de Informações Pessoais, em que os pesquisadores se responsabilizam pelo uso e divulgação adequados a respeito das informações contidas nos documentos custodiados pelo APERS.

APERS sediará Seminário Ditadura, Gênero e Ensino de História

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   Entre os dias 18 e 20 de novembro o Arquivo Público do RS sediará o Seminário Ditadura, Gênero e Ensino de História, promovido pela Revista Aedos, Revista do corpo discente do Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS, com apoio do APERS e da UFRGS. Informações pelo e-mail revista.aedos@gmail.com.

Cartaz Cone Sul_1

APERS e UFRGS lançam oficina Resistência em Arquivo!

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2013.11.06 Lancamento Oficina 01   Na noite de ontem, 05 de novembro, o Arquivo Público do RS e a UFRGS, através de seu Departamento de História e Pró-Reitora de Extensão, lançaram oficialmente a oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, que tem como público-alvo estudantes do Ensino Médio.

2013.11.06 Lancamento Oficina 02   A atividade foi uma homenagem a todos que lutaram contra a ditadura civil militar em nosso país, na oportunidade representados por ex-presos políticos indenizados pelo estado do Rio Grande do Sul e seus familiares, cujos processos de indenização encontram-se salvaguardados no APERS e são debatidos na oficina apresentada no evento.

  Na próxima semana teremos um post mais detalhado sobre o lançamento, que contou com falas, vídeos, exposições e depoimentos. Acompanhe!

 

Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Novembro

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  Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre dois sábados por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

   No mês de novembro a Sala de Pesquisa abrirá nos sábados 23 e 30.

   Em outubro foram atendidos 04 pesquisadores.

 Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

   Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Outubro

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de outubro:

Atendimentos aos usuários: 1.339

Busca e rearquivamento: 1.997

Documentos recuperados: 194

Encaixamento: 50

Indexação Sistema AAP: 2.668

Oficinas de educação patrimonial: 12

Reprodução de documentos: 1.587

Visitas guiadas: 12

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de outubro:

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em outubro de 2013

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em outubro de 2013

Para saber mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade clique aqui.

Oficinas de Educação Patrimonial – Outubro

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Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de outubro:

Dia 02: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Cândido José de Godói, acompanhados pela professora Vânia Fonseca Soares. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 08: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da 6ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Aramy Silva acompanhados pela professora Fabiana Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 10: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do Centro Promoção da Infância e da Juventude, acompanhados pela professora Greice Galão. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 10: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Cândido José de Godói, acompanhados pela professora Vânia Fonseca Soares. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da 6ª série, turmas C12 e C13, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva acompanhados pela professora Fabiana Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 21: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos da 8ª série da Escola Bom Jesus São Luiz acompanhados pelo professor Bruno Ortiz. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 22: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do Colégio de Aplicação da UFRGS acompanhados pela professora Marla Assumpção. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da turma 71F9 do Instituto de Educação Flores da Cunha acompanhados pela professora Eliane Domingues. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos das turmas T6A e T6B da Escola Estadual Leopolda Barnewitz acompanhados pela professora Eliane Domingues. Clique aqui para acessar o álbum de fotos

Dia 29: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da turma 71 do Colégio Estadual Florinda Tubino Sampaio acompanhados pelos professores Eleni Schroeder e Eduardo Hass. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da turma 70 A da Escola Estadual Planalto Canoense acompanhados pela professora Sherol dos Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 31: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos da 8ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo acompanhados pelo professor Carlos Reni. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

Visitas guiadas ao APERS – Outubro

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No mês de outubro foram realizadas 12 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 03: 3 alunos do Curso de História da PUCRS, que estão cursando a disciplina de Introdução ao Estudo da História. Os alunos tinham por objetivo, conforme parte da avaliação da disciplina, analisar a política de acesso à informação e de uso dos documentos, as tipologias custodiadas, as datas-limite da documentação, a amplitude geográfica dos conjuntos documentais e as práticas de conservação e reparo utilizadas pelo APERS.

Dia 15: Lucimara Figueira Duarte, aluna do 1° semestre do Curso de Biblioteconomia da UFRGS. A graduanda teve por objetivo complementar os estudos acerca da disciplina de Introdução às Ciências da Informação, a qual é lecionada pela professora Helen Rozados.

Dia 16: 5 alunos do Curso de Agente de Informações Turísticas do PRONATEC, acompanhados pela professora Ana Paula Ribeiro. O Curso é ministrado no IFRS – Restinga.

Dia 16: 28 alunos do Curso de História da UFRGS, acompanhados pelos professores Benito Schmidt e Alexandre Veiga, que ministram a disciplina de Patrimônio Histórico.

Dia 17: 24 alunos do Curso de História da UFRGS, acompanhados pelos professores Benito Schmidt e Alexandre Veiga, que ministram a disciplina de Patrimônio Histórico.

Dia 19: 4 alunos do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, acompanhados pelo professor Luis Carlos Martins, que ministra a disciplina de Introdução aos Estudos da História.

Dia 23: 2 alunas do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal Catarinense, Campus Sombrio, acompanhados pela professora Arlene Folletto Mofa.

Dia 24: 14 alunos do 1° ano do Curso Normal, do Instituto de Educação Flores da Cunha, acompanhados pela professora Martina Gomes, que ministra a disciplina de Sociologia.

Dia 24: Guilherme Wilke e João Vinícius Venig dos Anjos, do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, interessados em complementar seus estudos acerca da disciplina de Introdução aos Estudos da História, ministrada pelo professor Luiz Carlos Martins.

Dia 29: 5 alunos do 1° Semestre do Curso Biblioteconomia da UFRGS, acompanhados pela professora Helen Rozados, que ministra a disciplina de Introdução às Ciências da Informação.

Dia 30: 40 alunos da FADERS, acompanhados pelo professor Mateus Carrilho, que ministra a disciplina de Fundamentos de Gestão Pública.

Dia 30: a aluna Tatiane Moreira, do 1° ano do Ensino Médio do Colégio Mesquita. Tatiane tinha por objetivo fotografar uma instituição que trabalha com a história e a memória do povo rio-grandense.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Elizabeth Terezinha Martins de Lima, José Gonçalves Araújo, Maria Cristina Kneipp Fernandes, Maria Lucia Ricardo Souto, Nôva Brando e Rosemeri Franzin Iensen.

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