A partir de um esforço intenso empreendido em 2013 pela equipe de nosso Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido pelo APERS em parceria com a UFRGS, este ano poderemos contar com recursos para realizar com mais qualidade e em maior quantidade uma série de ações.

Proext  Graças ao convênio estabelecido entre APERS e UFRGS, ao reconhecimento – em especial por parte de nossos parceiros no Departamento de História – do potencial do Arquivo Público enquanto lugar de memória, de produção de conhecimento e de educação, e graças ao empenho desses que, na UFRGS, lutam para afirmar a Extensão como um dos pilares da universidade pública, gratuita e de qualidade, o Programa de Educação Patrimonial conseguiu concorrer como um Programa de Extensão junto ao Edital Proext 2014, do Ministério da Educação. Captamos R$150.000,00, que serão utilizados ao longo desse ano para publicações, aquisição de materiais, contratação de bolsistas, qualificação do curso de formação de professores e pagamento de transporte para as turmas, viabilizando o deslocamento entre as escolas e o Arquivo Público. Essa é, com certeza, uma grande conquista, já que a ausência de recursos para o transporte é uma das principais dificuldades relatadas pelos professores que desejam participar de nossas atividades. Confira nossa classificação aqui, diretamente no site do MEC.

IBRAM

   Além disso, através da Associação dos Amigos do APERS captamos recursos para expandir o Programa em um outro sentido: enviando um pedacinho do Arquivo para dentro das escolas! É o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil, submetido ao Edital Pontos de Memória 2012, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). O objetivo central da proposta é ampliar as discussões hoje suscitadas no APERS a partir da oficina Os Tesouros da Família Arquivo, distribuindo nas escolas caixas pedagógicas contendo reproduções de documentos do acervo do APERS relativos à escravidão no RS, com propostas de jogos e leituras que ajudem a problematizar as marcas da escravidão em nossa sociedade, assim como evidenciar as contribuições do povo negro. Confira aqui nossa classificação junto ao IBRAM!

     Desejamos que o reconhecimento ao nosso trabalho, expresso através da captação desses recursos, possa efetivamente ser revertido em mais benefícios e oportunidades para nossos usuários, cidadãos que a cada dia poderão tomar mais consciência da existência e do papel de instituições como o Arquivo Público do Estado.