Programação “Os Caminhos da Matriz” 2014

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     O projeto busca aproximar a população do patrimônio histórico e cultural da cidade de Porto Alegre, realizando visitas guiadas aos prédios histórico-institucionais que circundam a Praça da Matriz, no centro da capital. São realizadas edições mensais do projeto no último sábado do mês, alternando-se mensalmente entre dois roteiros. A participação é gratuita e não necessita agendamento prévio.

     Neste sábado, dia 29, será oferecido o Roteiro 1, que inclui a participação do APERS. Confira a programação completa para 2014. Participe!

2014.03.26 Os Caminhos da Matriz 2014

Arquivos & conceitos: Classificação dos documentos

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2014.03.26 Arquivos e conceitos - Classificação

     Os documentos de arquivo podem ser classificados em diferentes categorias, de acordo com suas características. Baseando-se nelas, podemos classificá-los quanto ao: gênero, espécie, tipologia, natureza do assunto, forma, e formato.

  • Gênero: refere-se à maneira de representar o documento de acordo com o seu suporte. Assim, os documentos podem ser textuais (quando a informação está escrita), cartográficos (quando o documento representa uma área maior, como em plantas e mapas), iconográfico (quando o documento possui a informação em forma de imagem estática, como em fotografias, partituras, e cartazes), filmográficos (quando a informação está representada em forma de imagem em movimento, como em filmes), sonoros (quando a informação está registrada em forma fonográfica, como em discos, e CDs), micrográficos (quando o documento possui a informação registrada em microforma, como em microfilmes e microfichas) e informáticos ou digitais (quando o documento está gravado em meio digital e, por isso, necessita de equipamentos eletrônicos para serem lidos, como um documento em .doc ou .pdf).
  • Espécie: espécie é a definição a partir da disposição e da natureza das informações, são exemplos: Ata, Contrato, Decreto, Ofício, Certidão…
  • Tipologia: tipologia documental é a configuração que assume a espécie de acordo com a atividade que a gerou, por exemplo: Ata de reunião, Contrato de prestação de serviço, Certidão de nascimento…
  • Natureza do assunto: esta classificação informa se a natureza do assunto tratado no documento prejudica a administração ou não quando divulgado. Se sua divulgação não acarreta prejuízo se diz que o documento é “ostensivo” e quando prejudica alguém ele é “sigiloso” e tem restrições de acesso.
  • Forma: refere-se ao estágio de preparação do documento, se ele é pré-original, original, ou pós-original. Simplificando: se o documento é rascunho (quando estamos o elaborando e podemos alterá-lo) ou minuta (quando para torná-lo ‘oficial’ faltam apenas os sinais de validação, como a assinatura) dizemos que ele é um pré-original e quando se configura em uma cópia idêntica ao original chamamos de porta-original.
  • Formato: é determinado de acordo com as características físicas e técnicas de registros com que se apresenta o documento. São exemplos de formatos: livros, fichas, caderno e pergaminho.

     Bom, hoje tentamos informar de maneira resumida as diversas formas que temos para categorizar os documentos a partir de suas características. Claro, poderíamos elaborar um post sobre cada item, mas como aqui temos a pretensão de informar nosso público leigo, preferimos fazer assim, de uma forma mais resumida. Então, convidamos os arquivistas e demais iniciados na área a comentar de forma mais profunda tais conceitos! Vamos lá, participe!

Participação do APERS no “Viva o Centro a Pé”

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2014-03-26-apers-no-viva-o-centro-a-pe     No último sábado, dia 22, cerca de 35 pessoas participaram da Caminhada Orientada “Viva o Centro a Pé”, na qual o Arquivo Público do RS fez parte do roteiro. O evento foi realizado com audiodescrição, o que permitiu às pessoas com deficiência visual conhecerem, por intermédio de descrições detalhadas, a forma, a disposição e as características arquitetônicas dos prédios que integram o conjunto arquitetônico do APERS, bem como a sua relação com o contexto histórico refletido nessas construções.

     A recepção aos visitantes, no APERS, foi feita pelas servidoras Maria Lúcia Ricardo Souto e Iara Gomide Machado, as quais discorreram acerca das atividades desenvolvidas pelo APERS, dentre elas Preservação Documental e Sistema de Arquivos do Estado do RS (SIARQ/RS). Além disso, os visitantes tiveram a oportunidade de prestigiar a Exposição fotográfica “Olhares”, que se encontra na Sala Joel Abílio Pinto dos Santos.

     Por fim, é sempre muito gratificante ao APERS poder participar deste evento, pois é uma oportunidade de interagir com a comunidade, difundir a instituição e o respectivo acervo, promovendo o acesso à informação e à cultura.

     Confira abaixo a reprodução de algumas fotos do evento.

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Participação da Direção do APERS em eventos externos

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     A diretora Isabel Oliveira Perna Almeida participou, nos dias 19 e 20 deste mês, das reuniões plenárias do Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ, na cidade do Rio de Janeiro. Reuniões cuja pauta principal girou em torno da consolidação do texto do Projeto de Lei aprovado em dezembro, relativo às mudanças na Lei n° 8.159/91.

     E dia 21 participou da audiência pública realizada pela Comissão Estadual da Verdade do RS e a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção do RS, por meio da sua Comissão de Direitos Humanos “Sobral Pinto”, cujo tema principal foi “Advogados Gaúchos na Defesa da Cidadania.”

Arquivos & Genealogia: organizando as informações

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     Agora que já temos os ingredientes e já definimos a receita, vamos começar a organizar os dados: sempre comece por você mesmo, aí então vá para seus pais, seus avós, bisavós, e assim por diante…

     Se você pretende levar sua pesquisa bem longe, talvez se tornar expert na “cozinha”, aconselho a escolher um programa para organizar os dados que for encontrando, este será o seu Livro de Receitas.

     Há vários programas disponíveis na internet, entre eles:

2014.03.19 Arquivos e Genealogia MH

My Heritage – página inicial

   Cada programa tem suas particularidades e talvez deva verificar vários antes de escolher aquele que melhor atende às suas expectativas. À medida que for registrando os dados nunca esqueça de citar a fonte, esta informação dará legitimidade à sua pesquisa e o ajudará a encontrar novamente a informação depois de algum tempo. Se você optar pelo uso da Árvore Familiar poderá baixar o link direto!

     A ordem sugerida de tipologias documentais para iniciar sua pesquisa é: Registros Civis, Habilitações para Casamento, Inventários e Testamentos e por fim, outros tipo de registros. Através da Consulta OnLine de Documentos, no site do APERS, é possível pesquisar por nomes, sobrenomes e datas, gerando um índice de documentos.

2014.03.19 Arquivos e Genealogia HC

Habilitação de Casamento

2014.03.19 Arquivos e Genealogia RC

Registro Civil

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    No próximo mês vamos começar a analisar como tirar proveito de cada um destes documentos para sua pesquisa genealógica!

     Para ler os artigos anteriores clique aqui.

AAAP convida: Oficina “Documento: Paleografia, Diplomática e Preservação”

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2014.03.19 AAAP Curso Paleografia

Para acessar o programa da Oficina, clique aqui.

Blog Resistência em Arquivo – Venha ser autor junto com o APERS!

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   Desde o mês de novembro do ano passado, o Arquivo Público construiu um blog temático chamado Resistência em Arquivo – Memória e História da Ditadura (acesse aqui), no qual o APERS pudesse trocar conteúdos e informações com a comunidade envolvida em torno das temáticas da Ditadura Militar e dos Direitos Humanos.

  Agora queremos convidar vocês, alunos e professores que participam da Oficina de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo, professores, alunos, pesquisadores, ativistas e militantes que se interessam pelo tema, que participam dos diversos eventos promovidos pelo Arquivo em suas múltiplas parcerias, para conhecerem o Blog e para participarem da elaboração de seus conteúdos.

2014.03.19 Blog Resistência em Arquivo

APERS conta histórias: Comissão Especial de Indenização – A Reforma Agrária e o Grupo dos Onze

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     Este ano o APERS conta histórias descreverá em seus posts o acervo da Comissão Especial de Indenização salvaguardado em nossa instituição. Escolhemos estes documentos porque, a partir deles, podemos conhecer um pouco mais sobre a participação de militantes contrários ao regime ditatorial brasileiro que perdurou até o ano de 1985. Pretendemos adentrar nesta história e ilustrar alguns pontos que podem auxiliar no entendimento de fatos ocorridos neste período. O primeiro post demonstrará como a proposta de Reforma Agrária está presente nesta documentação.

2 Jango - Comício da Central do Brasil - Última Hora      A Reforma Agrária, bem como a urbana, bancária e estudantil, foi uma demanda defendida por Jango nos discurso da Central do Brasil, realizado há 50 anos. O comício que teve como ponto alto a defesa pelas Reformas de Base (link para artigo publicado em nosso blog temático Resistência em Arquivo) foi transmitido 1 Jango - Comício da Central do Brasilpara todo o país pelo rádio e televisão. Entretanto, não houve tempo hábil para concretizar tais reformas pois no mesmo mês instaurou-se o Golpe de 1964.

     O objetivo da Reforma Agrária é reorganizar a estrutura fundiária promovendo a redistribuição das propriedades rurais de maneira mais igualitária para que cumpram sua função social, ou seja, a produção de alimentos. O Estado é responsável por esta reforma que pode acontecer de duas maneiras: a desapropriação ou compra de terras pertencentes a grandes latifundiários. Segundo a Lei 8.629/93, “propriedade rural que não cumprir a função social é passível de desapropriação, nos termos desta lei, respeitados os dispositivos constitucionais”.

     No início dos anos 60, Leonel Brizola, uma das principais figuras políticas do país naquele contexto, conclamava através da rádio que a população formasse grupos de onze pessoas, uma menção aos times de futebol. O Grupo dos Onze tinha o objetivo de impulsionar as Reformas de Base e mais especificamente a Reforma Agrária. Núcleos surgiram rapidamente em todo estado do Rio Grande do Sul e estes eram formados, em sua maioria, por pessoas simples. Por simpatizarem com os ideais de Brizola, pessoas assinavam as listas de adesão, que percorriam principalmente o interior do estado, esperando receber terras e incentivos agrícolas e não com o desejo de organizar-se militarmente, como pretendia Leonel Brizola. Com o Golpe de 1964 muitos membros do Grupo dos Onze foram perseguidos, presos e torturados por agentes da ditadura.

     Neste mesmo período Alcides Kitzmann e seus familiares foram presos, mais de uma vez, em meados de 1964, no município de Giruá, pelo Delegado Barros e por policiais do DOPS. Alcides e seu pai Alfredo eram adeptos do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e foram acusados de chefiar o Grupo dos Onze.

     Na época a esposa de Alcides, Tabea Kitzmann, estava grávida do primeiro filho do casal e certa vez foi agredida por policiais com golpes na barriga. Em julho de 1965, seu filho Alceno nasceu com problemas de equilíbrio que dificultam sua locomoção e tornando-o incapaz fisicamente para o trabalho.

     Por causa das perseguições constantes, gastos com honorários de advogados e a perda de incentivos e créditos agrícolas, Alcides foi obrigado a vender suas terras por um preço bem abaixo do mercado, o que ocasionou graves prejuízos financeiros à família. Além disso a família sofreu com ameaças de invasão de suas terras e foram proibidos de criar gado, pois este poderia ser supostamente por eles fornecido ao Grupo dos Onze.

     Como consequência, Alcides, Tabea e Alceno mudaram-se forçadamente para uma cidade no interior do Paraná, não se comunicando com os demais familiares durante onze anos por medo de represálias. O pai de Alcides buscou refúgio na Argentina onde permaneceu por vários meses e veio a falecer tempos depois em consequência de um tumor que, segundo familiares, originou-se dos maus-tratos recebidos.

     A partir do processo administrativo de indenização de Alcides Kitzmann podemos visualizar como a questão da Reforma Agrária estava presente no Rio Grande do Sul e como o posicionamento político daqueles vinculados ao Grupo dos Onze era motivo para perseguições e prisões no interior do estado. O processo de Reforma Agrária é muito complexo não sendo suficiente a redistribuição da terra. Por exemplo, a necessidade de financiamentos agrários com juros baixos que possibilitem a compra de maquinário e sementes são defendidas, para que as famílias beneficiárias não sejam obrigadas a vender suas propriedades. Desta forma, podemos refletir também porque a questão da Reforma Agrária, há tanto tempo debatida, não foi solucionada.

Clique nas imagens abaixo para ler alguns documentos que fazem parte do processo administrativo de indenização de Alcides Kitzmann:

3 Depoimento Alcides Kitzmann

Depoimento de Alcides Kitzmann

4 Depoimento Tabea Kitzmann

Depoimento de Tabea Kitzmann

5 Depoimento Elsa Kitzmann

Depoimento de Elsa Kitzmann

6 Atestado

Atestado

7 Relatório

Relatório

8 Suma de decisão

Suma de decisão

APERS no “Viva o Centro a Pé”

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2014.03.19 APERS no Viva o Centro a Pé

Dia 22 de março, próximo sábado, ocorre mais uma edição da Caminhada orientada “Viva o Centro a Pé” e o Arquivo Público do RS integra o roteiro. A Caminhada é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura, Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo e Programa Viva o Centro, com apoio da EPTC. Nesta edição a visitação ocorrerá no “Centro Alto” e terá audiodescrição para as pessoas com deficiência visual. Confira os dados:

Quando: dia 22 de março, sábado. Exceto em caso de chuva.

Horário: 10h.

Quem orienta: Renata Galbinski Horowitz, arquiteta.

Audiodescrição: César Fraga, jornalista e audiodescritor.

Roteiro: Caminho dos Antiquários, Marechal Floriano, Viaduto Otávio Rocha até a Duque de Caxias, Museu Júlio de Castilhos, Catedral Metropolitana, finalizando com visitação interna ao APERS.

Inscrições: pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com, e aguardar confirmação. Para participar é necessário doar alimentos não perecíveis. A coleta será no ponto de saída da caminhada.

Para mais informações clique aqui.

1964: O Brasil e o Cone Sul da Segurança Nacional – Ensino e Pesquisa: Historiadoras do APERS no Curso de História da UFRGS

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   Na sexta-feira da semana passada, dia 14 de março, as historiadoras do Arquivo Público do RS participaram como palestrantes na aula do Seminário 1964: O Brasil e o Cone Sul da Segurança Nacional – Ensino e Pesquisa, do Curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Convidadas pelo Professor Enrique Padrós, Clarissa Sommer, Nôva Brando e Vanessa Menezes apresentaram, para os alunos do curso, informações acerca do Acervo da Comissão Especial de Indenização custodiado pelo APERS.

  No turno da manhã, Nôva e Vanessa dividiram a mesa com Silvania Rubert (Doutoranda/ UFRGS), que conversou com os alunos a respeito das possibilidades das fontes orais para a construção do conhecimento histórico sobre o período da Ditadura Civil Militar no Brasil.

  Já as historiadoras da casa, iniciaram sua apresentação com um breve histórico da constituição do Acervo da Comissão Especial de Indenização e dos trabalhos que o APERS tem desenvolvido a partir dele: elaboração de instrumentos de pesquisas e projetos na área de educação como a oficina de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo, e a criação de um blog temático, com o mesmo nome. Para além do histórico e da divulgação dos trabalhos desenvolvidos por essa instituição, Nôva e Vanessa conversaram sobre possibilidades de pesquisas históricas e de trabalhos pedagógicos a partir das fontes documentais que compõem o acervo.

  Clarissa Sommer, na mesma lógica de apresentação, trabalhou com os alunos no turno da noite. Dividindo a mesa com Renata Mattos, do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS) e com Francisco Carvalho Junior, do Núcleo de Pesquisa em História (NPH-UFRGS), que falaram sobre as possibilidades de pesquisa a partir dos acervos de suas respectivas instituições.

  O APERS acredita que ações como essa, nas quais seus servidores participam de espaços de debates importantes, contribuem para a formação de futuros pesquisadores e historiadores e auxiliam a difundir os acervos salvaguardados pela instituição.

  Que recebamos por aqui muitos pesquisadores, estudantes e educadores como recompensa pelo trabalho de divulgação da instituição e de seus acervos! Agradecemos ao Prof. Enrique e a seus alunos pela oportunidade de qualificarmos nosso trabalho a partir da reflexão e do debate!

Arquivos & Diversidade Étnica: novas histórias entre acervos e catálogos

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Na semana passada nós discutimos alternativas para atividades pedagógicas que podem ser suscitadas a partir do trabalho com os catálogos seletivos de Documentos da Escravidão, construídos e publicados pelo APERS. Vimos que o acesso aos catálogos e aos verbetes neles contidos viabilizam diversas atividades possíveis em sala de aula, assim como facilitam a pesquisa do professor, caso este opte por consultar os documentos na íntegra, em nossa sala de pesquisa.

capa_indiosHoje gostaríamos de difundir outra iniciativa semelhante, desse vez empreendida pelo Arquivo Público do Estado do Paraná, focada na temática indígena. Como parte da Coleção Pontos de Acesso, são os Catálogos Seletivos de Documentos Referentes aos Indígenas no Paraná Provincial, que estão em dois volumes: 1853-1870 (volume 03 da Coleção), e 1871-1892 (volume 04).

capa_indiosbConforme nos diz a introdução do volume 03, os verbetes desses catálogos “procedem de documentos do Fundo Administração Provincial, selecionados dos volumes encadernados sob o título Correspondências do Governo e de encadernados avulsos denominados Códices. Os primeiros consistem em correspondências que informam o presidente da província do Paraná sobre o desenvolvimento dos aldeamentos, os conflitos regionais entre etnias indígenas diferentes, dificuldades econômicas e outras que impediam o cumprimento de ações para a civilização e catequese; os últimos, cópias das correspondências com os ministérios, tratam de nomeações e demais atos do poder central relativos à civilização e catequese dos indígenas. Os temas extraídos dessas fontes primárias oferecem um rico panorama da construção das complexas relações entre os indígenas e os representantes dos poderes provincial e imperial, permeadas por conflitos e alianças, avanços e recuos” Ambos volumes totalizam 2.970 verbetes, que descrevem cada unidade buscando extrair informações de maneira padronizada, conforme normas arquivísticas.

Assim como já havíamos referenciado em relação aos catálogos produzidos pelo APERS, ressaltamos que a análise desses verbetes feita em conjunto entre educadores e educandos pode contribuir para aproximar os estudantes de uma temática muitas vezes negligenciada nas escolas brasileiras. Além disso, a quantidade de documentos ali representada demonstra que não são poucos os sujeitos históricos que viveram no período em questão. Há um grande número de indígenas retratados nas páginas desses acervos, pessoas que lutaram contra a morte e a escravização, e resistiram das mais diversas formas para manter sua cultura, suas formas de vida, sua integridade. Os verbetes a seguir são exemplos disso:

Verbete 05

Verbete 1162

Verbete 1165

Obviamente, para os professores do Rio Grande do Sul o acesso presencial aos documentos sobre indígenas no Arquivo do Paraná não será tão fácil quanto no APERS. Ao mesmo tempo, além de demonstrarmos que os próprios catálogos podem ser fontes inspiradoras para aulas e projetos pedagógicos riquíssimos, é importante lembrar que as novas tecnologias, que cada vez mais são aplicadas ao mundo dos arquivos, vêm encurtando distâncias, e a possibilidade do acesso a documentos por meios digitais vem se tornando cada vez mais disseminada. A própria navegação por páginas de diferentes arquivos e instituições de memória de diferentes locais do país, e até mesmo do mundo por ser uma boa pedida na hora de incrementar as aulas e expandir o horizonte de aprendizado e conhecimento. Explore esses recursos e acompanhe nossa série de postagens! No próximo mês trabalharemos a partir de sugestões de atividades pensadas a partir de documentos específicos do acervo do APERS.

Exposição OLHARES do TRT4 homenageia os 108 anos do APERS

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2014.03.12 Convite Exposição OLHARES

A Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) organizou, em homenagem ao aniversário de 108 anos do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS) que foi comemorado no dia 08 de março, uma exposição fotográfica denominada OLHARES, a qual é constituída de 18 imagens de autoria dos desembargadores Vânia Mattos e João Paulo Lucena e dos servidores Miguel Ângelo e Maria Clara Lucena Adams.

A mostra, que foi inaugurada no último dia 10, no APERS, ocorre até o dia 13 de junho e o horário para visitação é, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 17h.

O APERS fica situado no Centro de Porto Alegre, na rua Riachuelo, n° 1031.

Venha prestigiar!

Explorando o SIARQ/RS: Composição

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Explorando o SIARQRS    Dando continuidade à série Explorando o SIARQ/RS, que apresentou em seu primeiro post a Instituição e Reorganização do Sistema de Arquivos do Estado do RS, agora, neste tópico, discorreremos sobre a sua composição.

     Desde 2010, com a sua reorganização, o SIARQ/RS possui a seguinte composição: Comitê Deliberativo, Comitê Consultivo, Órgão Gestor e Órgãos Executivos. Confira abaixo as suas respectivas formações:

  • Comitê Deliberativo: Secretário de Estado da Administração e dos Recursos Humanos, que o presidirá; Secretário de Estado da Fazenda; Secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã; Secretário de Estado da Cultura e Chefe da Casa Civil.

     Este comitê tem entre suas atribuições a tomada de decisões em relação as demandas oriundas das atividades das demais partes do Sistema, conforme as suas competências específicas. Nesse contexto, o Comitê Deliberativo, por exemplo: expede atos normativos visando à regulamentação das ações do SIARQ/RS e delibera e sugere medidas para a concretização das Políticas de Gestão Documental encaminhadas pelos órgãos que compõem o SIARQ/RS.

  • Comitê Consultivo: Diretor, que o presidirá; dois Arquivistas e um Historiador do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS); um Historiador do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS); um Procurador da Procuradoria-Geral do Estado (PGE); um Agente Fiscal da Secretaria da Fazenda (SEFAZ); um Analista de Sistemas da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (PROCERGS); um representante dos Órgãos de Segurança da Secretária da Segurança Pública (SSP); e um Auditor Público Externo de Tribunal de Contas do Estado (TCE), na qualidade de convidado.

     O Comitê tem como competência analisar, discutir e aprovar às demandas relacionadas às questões arquivísticas procedentes das atividades do SIARQ/RS, bem como, apresentar ao Comitê Deliberativo tais questões para a aquiescência e deliberação. Nesse sentido, o Comitê Consultivo, por exemplo: avalia e aprova os instrumentos de Gestão Documental propostos pelo Órgão Gestor do SIARQ/RS e apresenta ao Comitê Deliberativo alterações legislativas ou normativas necessárias ao aperfeiçoamento e a implementação da Gestão Documental no Estado.

  • Órgão Gestor: Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS).

     A este órgão compete, sinergicamente às demais partes do Sistema, pensar como será aplicada a gestão documental na estrutura administrativa do Estado do RS. Para tanto, atuará estabelecendo diretrizes; elaborando instrumentos arquivísticos de trabalho, atos normativos, informações técnicas e diagnósticos; orientando e capacitando os Órgãos Executivos, além de outros meios para a consecução dos objetivos do Sistema.

     Alguns exemplos das competências do Órgão Gestor são: estabelecer diretrizes para gestão, preservação e acesso aos documentos de arquivo; definir padrões de tipologias documentais; elaborar, segundo os princípios arquivísticos, os instrumentos para a implantação da Gestão Documental; orientar e capacitar os Órgãos Executivos quanto à aplicação dos instrumentos de Gestão Documental; recolher, preservar, descrever e disponibilizar os documentos, independente da natureza do suporte, sob sua guarda.

  • Órgãos Executivos: Órgãos da Administração Pública Estadual e Municipal que aderiram ao SIARQ.

     A estes Órgãos Compete a execução da Gestão Documental, considerando que esta será aplicada por intermédio de procedimentos, normas e diretrizes produzidas pelo SIARQ/RS.

     Nesse sentido, algumas competências dos Órgãos Executivos são: transferir, recolher e gerir os documentos; coordenar a implantação do Plano de Classificação de Documentos (PCD), em suporte papel e digital; aplicar a Tabela de Temporalidade de Documentos (TTD) e proceder os registros necessários de acordo com os instrumentos definidos pelo SIARQ/RS; cadastrar no Sistema de Administração de Acervos Públicos (AAP) os documentos produzidos pelo Órgão, avaliados na Tabela de Temporalidade como permanentes; acondicionar e identificar os documentos considerados permanentes, objetivando a preservação e o recolhimento ao APERS.

     Esses componentes, os quais possuem competências singulares, expressas no Decreto 47.022, de 25 de fevereiro de 2010, interagem entre si, para a consecução dos objetivos do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul.

     Na próxima postagem, Explorando o SIARQ/RS será sobre um dos instrumentos normativos mais importantes para a gestão documental do Estado. Fique atento!

Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – mês de Março

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre um sábado por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.APERS Regra 1

No mês de Março a Sala de Pesquisa abrirá no sábado 22.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Fevereiro 2014

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Confira alguns dados referentes aos serviços prestados pelo APERS durante o mês de fevereiro:

Usuários atendidos: 792

Atendimentos aos usuários: 1.214

Busca e rearquivamento: 2.158

Documentos recuperados: 331

Encaixamento: 138

Indexação Sistema AAP: 1.565

Reprodução de documentos: 1.257

Visitas guiadas: 02

Visualizações blog institucional: 6.210

Visualizações blog temático: 335

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de fevereiro:

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários do APERS em fevereiro de 2014

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários do APERS em fevereiro de 2014

Saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Visitas guiadas ao APERS – Fevereiro de 2014

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No mês de fevereiro foram realizadas 02 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 25: 6 alunos da Turma Básica da Escola de Fotografia Expandida FLUXO, acompanhados da professora Rochele Zandavalli. Os alunos tiveram uma aula prática nas dependências do APERS.

Dia 26: 8 alunos do Curso Técnico de Registro em Formação em Saúde, do Grupo Hospitalar Conceição, acompanhados pela professora Luciane Berto Benedetti, que ministra a Disciplina de Gestão de Documentos.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Elizabeth Terezinha Martins de Lima e Luiza Rosangela Feijó.

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