Ação Educativa APESPA segunda edição do ano de 2014 da Oficina O(s) Uso(s) de Documentos de Arquivo na Sala de Aula promovido pelo Núcleo de Ação Educativa do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) aconteceu entre os dias 26 de agosto e 10 de novembro na modalidade EAD. E Nôva Brando, historiadora do APERS, acompanhada de professores e profissionais ligados a instituições de guarda e preservação da memória de diversos estados do Brasil, participou de todas as etapas e atividades propostas no programa do curso. Ao todo foram 60 horas de curso, das quais 48 horas na modalidade de ensino a distância e 12 horas na modalidade presencial. Seguem alguns relatos de Nôva:

“O curso foi dividido em sete unidades, trabalhadas na modalidade à distância, e dois encontros presenciais. O primeiro deles aconteceu no início de setembro. Nele tivemos a oportunidade de conhecer as diversas atividades realizadas pelo APESP, desde os Centros que fazem parte do Departamento de Gestão do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo até os Centros que formam o Departamento de Preservação e Difusão de Acervo. Compõem o segundo, o Centro de Acervo Permanente, de Acervo Iconográfico e Cartográfico, de Preservação e de Difusão e Apoio à Pesquisa, ao qual está subordinado o Núcleo de Ação Educativa. Durante essa visita monitorada, conversamos com diversos profissionais ligadas a cada um desses centros.”

“Seguiram-se a isso, dois meses de trabalho via Moodle, plataforma de ensino utilizada como ferramenta para a efetivação das atividades de muitos cursos a distância. Em média, cada uma das sete unidades foram trabalhadas em um período de uma semana. Na primeira unidade, Arquivos Públicos: histórico e funções atuais, trabalhamos com noções básicas de arquivologia: conceitos, finalidade de um arquivo, gestão documental, difusão documental e acesso à informação. Na unidade dois, Patrimônio histórico-documental, discutimos muito o conceito e compreensão do que seja um documento, sua relação com a memória e com o ensino de História. Depois disso, na terceira unidade, Ensino de História e Sequências Didáticas, problematizamos a organização do ensino de história e seu potencial em meio a uma guerra de narrativas. Na quarta unidade, Documentos Iconográficos e cartográfico como recurso pedagógico, foram trabalhadas as possibilidades de trabalho a partir da fotografia e da cartografia e suas contribuições para discussões sobre identidade, por exemplo. Na sequência, na quinta unidade, Documentos Textuais como Recurso Pedagógico, importantes questões foram abordadas, tais como o entendimento da escrita e da competência leitora como condição para o ensino e a aprendizagem da história. Na sexta unidade, Periódicos como Recurso Pedagógico, nos debruçamos sobre o trabalho com a imprensa escrita e a sua contribuição na formação de olhares investigativos tão necessários ao processo de ensino-aprendizagem.” Nas próximas semanas, a servidora elaborará textos individuais sobre os trabalhos desenvolvidos em cada uma das unidades mencionadas.

Por fim, como proposta de fechamento da Oficina, os cursistas passaram a trabalhar com a Elaboração de uma Sequência Didática, que funcionou como um trabalho de conclusão, no qual puderam abordar uma série de conhecimentos construídos no decorrer dos dois meses de leituras e de realização de atividades. Assim, no segundo encontro presencial em novembro, foram apresentadas as Sequências Didáticas.

Nessa oportunidade, os cursistas apresentaram propostas de trabalho didático com documentos de arquivo, em formato de sequência didática. Dentre as temáticas abordadas, foram compartilhadas propostas sobre a Anistia, a Imigração, o Oeste Paulista e as Ferrovias, Propaganda, Revolução Constitucionalista de 1932, a Segunda Guerra Mundial e sobre o Rio Tietê. A historiadora do Arquivo, considerando a trajetória do APERS de fomento a atividades internas e externas relativas ao período da Ditadura, elaborou uma sequência didática a partir de documentos custodiados pelo APESP sobre a Anistia de 1979, que será divulgada aqui no Blog, assim que for publicada pelo Arquivo Público de São Paulo.

Parte da Equipe do Centro de Difusão e NôvaFoi também durante os dois encontros que Nôva Brando pode conhecer um pouco mais das Ações Educativas desenvolvidas pelo APESP ao ser convidada a participar de uma reunião com os servidores do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa da Instituição. A coordenadora do Núcleo de Ação Educativa, Andresa Barbosa, elaborou uma apresentação na qual foi mencionada cada uma das ações desenvolvidas: A sala de aula no Arquivo, Ateliê Infantil, Visita Monitorada, Conhecendo o DEOPS/SP, Oficina Pedagógica, O Professor no Arquivo, atividades que atendem desde crianças da educação infantil até o professor da Educação Básica.

Nôva também apresentou, em outra oportunidade, as Ações Educativas desenvolvidas pelo APERS. Nesse momento estiveram presentes vários servidores do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa do APESP, além de funcionários do Arquivo Histórico de São Paulo, do Arquivo Nacional, de arquivos de outras cidades do interior de SP, para citar alguns.

Foram mencionados os eventos e os cursos diversos promovidos ou apoiados pelo APERS e, sobretudo, apresentados o Programa de Educação Patrimonial UFRGS&APERS, o Projeto ÁfricaNoArquivo e o Projeto APERS? Presente, professor!. Segundo relata a historiadora Nôva, “a percepção foi de que as atividades desenvolvidas tanto pelo APERS quanto pelo APESP em muito se assemelham na medida em que ocupam papel indispensável de aproximação e apropriação da comunidade em relação a instituição”.

Além das aprendizagens mais pontuais, relativas à participação da historiadora na oficina O(s) Uso(s) de Documentos de Arquivo na Sala de Aula, o Arquivo Público do RS vislumbra muitas possibilidades de qualificação das atividades que desenvolve a partir de momentos de troca como caracterizaram as aulas acompanhadas e os encontros vividos no Arquivo Público de São Paulo.