Boas Festas e Próspero 2015!

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2014.12.24 Cartao Fim de Ano APERS

APERS? Presente, professor! – Saúde – História e Políticas Públicas

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2014.12.24 Saúde e Políticas Públicas_BlogHoje estamos disponibilizando a última proposta pedagógica do Projeto APERS? Presente, professor! desse ano de 2014. Ela está inserida dentro do eixo temático A Transversalidade nas Fontes – diversas fontes arquivísticas para diferentes trabalhos pedagógicos e recebeu o nome de Saúde – História e Políticas Públicas que tem como objetivos (a) desnaturalizar a ideia, que talvez para muitos jovens seja óbvia, de que todos sempre tiveram acesso aos cuidados e avanços da medicina e que o Estado, o poder público, sempre ofereceu serviços a população que por eles procurou e (b) auxiliar na construção da noção de que o acesso universal garantido pelo Estado foi uma conquista da população. Acesse aqui o arquivo da proposta.

Caso o professor tenha interesse em acessar uma cópia das fontes utilizadas na construção da proposta, disponibilizamos aqui as Fichas completas de Registro da Delegacia Especial de Segurança Pessoal e Sanitária. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

Um ótimo trabalho!

O APERS na Oficina O(s) Uso(s) de Documentos de Arquivo na Sala de Aula do APESP: Relato V

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Nesta semana, disponibilizamos o último relato de Nôva Brando sobre o curso realizado no Arquivo Público de São Paulo. Nas últimas quartas-feiras, foram apresentadas reflexões a respeito das Unidades I e II do curso, Arquivos Públicos e Patrimônio Documental, da Unidade III, Ensino de História e Sequências Didáticas, da Unidade IV, Documentos Iconográficos e Cartográficos como recurso pedagógico e da Unidade V, Documentos Textuais como recurso pedagógico. Nessa quarta feira, no relato da Unidade VI, vamos saber um pouco mais sobre Periódicos como Recurso Pedagógico.

Jornal- Recurso Pedagógico

Segundo Nôva:

Quem nunca utilizou uma matéria/reportagem/conteúdo de jornal como recurso pedagógico, atire a primeira pedra?! Começo esse relato com essa pergunta-afirmação como forma de explicitar a dimensão da importância que teve essa unidade do curso. De fato, todos aqueles que já trabalharam ou trabalho com educação escolar, utilizaram-se, em algum momento, de produtos construídos pela imprensa escrita para construírem dinâmicas de trabalho em sala de aula. E para discutirmos, mais profundamente, o uso desse complexo instrumento de comunicação, transformado em fonte de pesquisa para historiadores, professores e alunos, foi-nos proposto a leitura do texto Na oficina do historiador: conversas sobre história e imprensa de Heloisa de Faria Cruz e Ensino de História com o uso de jornais: construindo olhares investigativos de Raquel França dos Santos Ferreira, e a construção de uma sequência didática a partir da seleção de uma temática de reportagens de periódicos.

No artigo de Heloisa, deparamo-nos com a problematização do uso que os historiadores fazem da imprensa como fonte de pesquisa e da discussão de procedimentos teórico-metodológicos para o tratamento dessa tipologia documental. Para ela, habilidades em lidar criticamente com ela, vem ganhando terreno nos espaços de formação dos professores-pesquisadores. Nessa leitura, também encontramos a sugestão de um roteiro e de procedimentos capazes de auxiliar na articulação da análise de qualquer jornal com o campo das lutas sociais no interior das relações no qual foi constituído. Conforme ela, um roteiro para análise da Imprensa Periódica deveria conter quatro itens: (1) Identificação do Periódico (título, subtítulo, datas-limites da publicação, periodicidade); (2) Projeto Gráfico (organização e distribuição dos conteúdos); (3) Produção e Distribuição; e (4) Projeto Editorial (movimentação e posicionamento político). Adverte por fim que “também na área da História, no ensino e na investigação sobre os mais variados temas e problemáticas, a utilização de materiais da imprensa hoje está cada vez mais generalizada. E sem dúvida, tais usos nos distanciam de um tempo em que a imprensa era considerada como fonte suspeita, a ser usada com cautela, pois apresentava problemas de credibilidade. Nestas últimas décadas perdemos definitivamente a inocência e incorporamos a perspectiva de que todo documento, e não só a imprensa, é também monumento, remetendo ao campo de subjetividade e da intencionalidade com a qual devemos lidar”.

Ferreira, por outro lado, a partir da seleção de atividade pedagógicas com jornais, realiza uma reflexão sobre a forma com tem percebido certa “marginalização” da utilização desse recurso, o qual ela entende como ferramenta potencializadora de aprendizagens. Nele, a autora apresenta algumas dinâmicas realizadas no Colégio Estadual Nilo Peçanha, na cidade de São Gonçalo. Detalhadamente, entramos em contato com a organização e o desenvolvimento do trabalho, dividido por ela em contextualização, contraste/comparação e retorno. Todos os trabalhos, conforme Raquel, visavam “aliar a leitura de jornais a sua utilização em aulas de História do Ensino Médio como forma potencializadora da aprendizagem da disciplina, em especial, com referência a temas do Brasil na História do Tempo Presente”. Ainda nesse texto, avalia a experiência de forma muito positiva em vários aspectos, dentre eles: “a possibilidade da integração entre disciplinas […] e a compreensão de os acontecimentos são sucessivos e simultâneos a outros, ajudando a consolidar entre os alunos a noção de tempo histórico”.

Essa foi nossa última unidade, depois disso passamos a trabalhar na construção do trabalho de conclusão do curso – a elaboração de uma sequência didática na qual fossem utilizados diversos tipos de fontes no curso trabalhados.

A sequência pedagógica elaborada pela historiadora do APERS será compartilhada aqui no Blog assim que for publicada no site do Arquivo Público de São Paulo. O registro das bibliografias completas utilizadas na unidade VI do curso pode ser acessado aqui.

APERS terá horário de expediente diferenciado neste fim de ano: programe-se!

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2014.12.22 Horario fim de ano

APERS e AAAP celebram final de ano com música e alegria!

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Na última segunda-feira, 15 de dezembro, a Associação dos Amigos do APERS e o Arquivo Público reuniram servidores, pesquisadores e amigos para celebrar o ano de 2014 que chega ao fim.

A festividade foi abrilhantada pela apresentação do grupo vocal Mandrialis, que emocionou a todas e todos com suas canções. Agradecemos a cada membro do grupo, e em especial ao colega Carlos Raimundo, que trabalha no APERS, canta no grupo e foi nosso contato para viabilizar a belíssima apresentação.

Os presentes confraternizaram ainda com comes e bebes, fechando a noite de forma descontraída e alegre. Com certeza uma excelente forma de preparar a chegada de um novo ano. Confira nas fotos!

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O APERS na Oficina O(s) Uso(s) de Documentos de Arquivo na Sala de Aula do APESP: Relato IV

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Nesta semana, disponibilizamos o quarto relato de Nôva Brando sobre o curso realizado no Arquivo Público de São Paulo. Nas últimas quartas-feiras, foi apresentado aos leitores do Blog do Arquivo, reflexões a respeito das Unidades I e II do curso, que trataram sobre Arquivos Públicos e Patrimônio Documental, da Unidade III onde foi abordada a temática Ensino de História e Sequências Didáticas e da Unidade IV na qual esteve presente considerações sobre a utilização de Documentos Iconográficos e Cartográficos como recurso pedagógico. Nessa quarta-feira, no relato da Unidade V, teremos algumas considerações acerca do tema Documentos Textuais como Recursos Pedagógicos.

Seguimos com as impressões da historiadora Nôva:

     Acredito que essa tenha sido uma das unidades mais importantes do curso realizado no APESP. Ainda que as aulas de história tenham englobado em seus materiais didáticos pedagógicos diversificadas tipologias documentais nas últimas décadas, não temos como negar que o documento escrito e o texto ainda são matérias-primas essenciais e, na maior parte do tempo, ainda protagonistas no trabalho cotidiano de sala de aula. Isso quer dizer, por um lado, que a leitura e a escrita permanecem sendo condição e resultado de aprendizagens significativas no âmbito da história e quer dizer, por outro, que as abordagens em torno da leitura e da escrita também sofreram modificações no percurso histórico pelo qual passou o currículo e a disciplina de história. Para discutirmos a unidade assistimos o vídeo As palavras e a sala de aula e lemos dois textos, A escrita como condição para o ensino e a aprendizagem de história de Helenice Rocha e Estratégias de leitura e competência leitora: contribuições para a prática de ensino em História de Vânia Silva.

Documentos Textuais 2

     No texto de Helenice, entramos em contato com um dos problemas que afetam boa parte das salas de aula da Educação Básica, sobretudo as públicas – o insuficiente domínio da leitura e da escrita. Segundo a autora, isso refletiria diretamente no ensino-aprendizagem da disciplina de história, pautada na leitura e na escrita, cujo programa de aula é construído pelo professor a partir das expectativas acerca desse domínio pelos alunos. Dessa avaliação, alguns professores recorreriam as famosas cópias ao perceberem as fragilidades na formação da turma, que conforme Rocha não ensinam nem a ler nem a escrever. Por outro lado, existiriam professores que apostariam na produção do texto como objeto de reflexão daqueles que possuiriam condições de continuar aprendendo a ler e escrever. Ainda daquilo que considerei bem importante nesse texto, foi o apontamento de que a leitura e a escrita da história, assim como de qualquer área, requerem um tipo específico de letramento relacionado com elementos próprios do campo de conhecimento e que o papel do professor seria auxiliar “o aluno em sua formação histórica, a partir de uma racionalidade mais ou menos letrada, oral ou escrita”.

     Vânia defendeu que o trabalho com a linguagem, oral e escrita, não deve ficar reduzido às aulas de português. Segundo ela, ler é construir significados e cada campo do conhecimento os elabora de formas diferentes. Para Silva, é importante que o professor esteja atento a necessidade de sempre encontrar um bom objetivo para a leitura de um material e ao mesmo tempo propiciar a compreensão, por parte dos alunos, da importância daquela atividade. Nesse caso: “orientar a leitura dos alunos de modo sistemático pode representar uma valiosa contribuição para melhorar o seu desempenho”.

     Além dos textos, assistimos um vídeo produzido pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores de São Paulo, As palavras e a sala de aula (acessar preferencialmente pelo navegador Internet Explorer).

http://media.rededosaber.sp.gov.br/Portal_efap/2011/PEB_INGRESSANTES_II/HISTORIA/HISTORIA_MOD_04_FICCAO_PALAVRAS_E_SALA_DE_AULA.wmv

     A partir de um diálogo estabelecido em uma sala de professores, entre professores, a respeito de futebol, o vídeo nos aproximou de um elemento importante que compõem aquilo que chamamos de capacidade leitora, seja de um documento escrito ou seja de um discurso compartilhado oralmente: o contexto impresso nas palavras. Tomando como ponto inicial um relato sobre futebol e sobre a possibilidade do time de um dos professores sair da Primeira Divisão ou da Série A e ir para a Segunda Divisão, foi mencionado uma palavra repleta de contexto: a Segundona. Percebemos que trata-se de uma palavra conhecida para aqueles que acompanham campeonatos de futebol, o que não era o caso do outro professor envolvido na conversa. Para ele, tal palavra era vazia de significado, embora soubesse escreve-la ou lê-la, caso fosse solicitado. Desse simples diálogo, percebemos o quanto é necessário desnaturalizar a compreensão das palavras, dos textos escritos e falados e investir na compreensão de que os significados dos diferentes conteúdos precisam ser construídos. Para o conhecimento histórico, em específico, o documento escrito pode contribuir muito!

    E como forma de encerrar essa unidade, foi proposta uma atividade na qual deveríamos propor uma breve sequência didática a partir de um documento disponibilizado pelo APESP. Escolhi um texto sobre transporte ferroviário e propus a seguinte atividade (clique para acessar o PDF): Das ferrovias para as rodovias – o desenvolvimento do transporte em nosso país.

O registro das bibliografias completas utilizadas no quarto módulo do curso pode ser acessado aqui. Indicamos também a visita a Exposição Virtual do APESP – Ferrovias Paulistas (clique para acessar). Na próxima semana, vamos saber o aconteceu na Unidade VI – Periódicos como Recurso Pedagógico.

APERS e AAAP-RS convidam para celebração de final de ano!

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2014 foi um ano intenso no Arquivo Público do RS. Muitos projetos e experiências nos acompanharam. 2015 logo chegará, carregando consigo uma série de novos desafios. Para celebrar as conquistas do ano que se vai e para lançar energias positivas sobre o novo período que se abre convidamos a comunidade para confraternizar ao som do grupo vocal Mandrialis!

Será na próxima segunda-feira, 15/12, a partir das 18:30h, no Arquivo Público. A entrada é franca e não necessita inscrições prévias. Informações sobre a atividade: (51)3288-9117. Para informações sobre o Mandrialis clique aqui.

2014.12.10 Celebração de Final de Ano

Arquivos & Diversidade Étnica: Os Índios na História do Brasil

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Ao longo de todo o ano de 2015 o enfoque das postagens mensais relacionadas às questões étnicas será o povo negro, como uma forma de aprofundar a difusão do Projeto AfricaNoArquivo, e de suscitar desdobramentos e reflexões a partir dele. Assim, para fechar o ano dando ênfase aos povos originários da América, escreveremos novamente sobre indígenas, ainda que nos dois últimos meses este já tenha sido o nosso eixo. Divulgaremos o livro “Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afrobrasileira: uma contribuição da área de História do PIBID/FaE/UFMG”, e a riquíssima página “Os Índios na História do Brasil”, criada a partir de projetos acadêmicos de John Manuel Monteiro, historiador, antropólogo e professor do Departamento de Antropologia da Unicamp. Acreditamos que tais materiais possibilitam uma ampla gama de reflexões e contato com diferentes perspectivas teóricas e metodológicas nesse campo do saber.

O livro Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afrobrasileira, organizado pelo professor Pablo Luiz de Oliveira Lima, foi produzido a partir de dois anos de trabalho de estudantes de graduação e professores universitários da UFMG envolvidos com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na área de História. As ações do grupo estavam centradas no ensino da história regional em diálogo com o patrimônio cultural, e nas potencialidades dos museus para o ensino de História, e o ensino da história indígena e afrobrasileira, especialmente. Suas experiências em escolas públicas possibilitaram a construção de uma publicação rica em aportes para educadores e educandos, com reflexões sobre cultura material, iconografia, fontes documentais, história indígena, resistência e história crítica. Vale a pena conferir!

Já a referência à página Os Índios na História do Brasil exige uma introdução. Afinal, ao tratarmos de história indígena podemos afirmar com certeza que John Monteiro foi notadamente um dos maiores pesquisadores da temática no Brasil. Escrevendo por força de seu falecimento em 2013, a historiadora Maria Regina Celestino de Almeida afirma que “desde a década de 1990, sob a decisiva e marcante influência de John Monteiro [a historiografia na área], tem se renovado significativamente, com abordagens histórico-antropológicas que permitem novas compreensões sobre o lugar dos índios em nossa história. O papel irrelevante que, por tanto tempo, os historiadores deram aos índios já não se sustenta diante de inúmeros trabalhos que, na linha de pesquisa interdisciplinar incentivada por John,

Prof. John Monteiro

Prof. John Monteiro

revelam novas realidades sobre os índios em contato com sociedades coloniais e pós-coloniais. A trajetória acadêmica de John Monteiro caminha junto ao desenvolvimento dessa historiografia que passou a considerar os índios como sujeitos históricos, questionando as antigas concepções que lhes reservavam o lugar de vítimas passivas dos processos de conquista e colonização. Defensor das causas indígenas, John militava por essa revisão historiográfica. Para ele, dar voz e vez aos índios na condição de agentes históricos é tarefa dos historiadores e deverá resultar no enterro definitivo de uma historiografia, muitas vezes, conivente com políticas de apagamento de identidades indígenas”.

A página que ora divulgamos é um dos resultados dessa incansável trajetória, reunindo trabalhos produzidos desde a década de 1990, muitos deles disponíveis online, e indicando uma vasta bibliografia comentada que arrola etnografias e monografias de história; coletâneas e números especiais de revistas; seleção de obras reeditadas, incluindo autores dos séculos XVI a XX; instrumentos de pesquisa e fontes de informação abrangendo guias, repertórios de arquivos e de legislação, bibliografias, dicionários e enciclopédias; edição de fontes, incluindo coleções de documentos, transcrições de textos manuscritos e transcrições de relatos orais sobre a história dos índios; documentos e estudos ligados à pesquisa etnográfica (diários de campo, documentos sobre expedições e estudos sobre a pesquisa científica entre os índios); listagem de catálogos de exposições e coleções, e narrativas e autores indígenas. Ainda que este portal tenha sido atualizado pela última vez em julho de 2012 segue sendo uma ferramenta muito completa para todos que desejam adentrar pelo mundo da pesquisa nessa área.

Estamos cientes de que muito ainda está por ser feito pelo resgate da história e a valorização dos povos indígenas enquanto parte fundamental de nossa constituição histórica, social e cultural. Entretanto, esperamos que pequenas iniciativas como esta postagem contribuam para a difusão de fontes e de problemáticas para a pesquisa e o ensino, e sirvam de inspiração para que mais e mais pessoas se interessem não somente pela temática, mas pela luta indígena por terra, dignidade e liberdade.

APERS? Presente, professor! – A Luta por Memória, Verdade e Justiça

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2014.12.10 Memoria Verdade e Justica_Blog   Hoje disponibilizamos a décima quinta proposta pedagógica do Projeto APERS? Presente, professor que está inserida dentro do eixo temático A Resistência à Ditadura Civil-militar – das fontes arquivísticas para a sala de aula, 50 anos depois.

   Denominada de A Luta por Memória, Verdade e Justiça, essa proposta tem como objetivo auxiliar na compreensão de que a memória, a verdade e a justiça são direitos que devem ser reconhecidos e garantidos a qualquer cidadão que vive em uma democracia. Para construí- la, a equipe do projeto utilizou como fonte o processo de indenização do ex-preso político, Jorge Fischer Nunes. Acesse aqui o arquivo da proposta.

    O professor pode acessar aqui uma cópia dos documentos selecionados e de outros documentos que não compuseram a proposta, mas que compõem o processo de Jorge Fischer Nunes (que não pode ser disponibilizado na íntegra, devido ao seu tamanho). Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

    Um ótimo trabalho!

Projeto-piloto Cinema no Arquivo: público se encanta com o mais recente filme de Tabajara Ruas

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Na última quinta-feira, 04 de dezembro, aconteceu a pré-estreia especial do projeto Cinema no Arquivo, com a exibição do filme Os Senhores da Guerra, de Tabajara Ruas.

Após a exibição do filme, Tabajara Ruas falou para o público que não foi tarefa fácil adaptar um livro de 500 páginas em um roteiro de 120 minutos, visto que o romance histórico de José Antonio Severo, que junto a Tabajara Ruas escreveu o roteiro, narra uma aventura de cavalaria, que provoca uma meditação original, profunda e documentada sobre o Rio Grande do Sul. Julio Rafael Bozano é um jovem advogado, chimango legalista, prefeito de Santa Maria, que ambiciona suceder Borges de Medeiros no Palácio Piratini; Carlos, seu irmão, maragato e simpatizante de Assis Brasil, pretende lutar contra o governo vigente. Eles são os últimos senhores da guerra, personagens da nossa fronteira meridional e do pampa, e estão recriados de forma admirável em uma história monumental.

De forma receptiva, o público interagiu com o cineasta gaúcho com construtivas colocações sobre uma história que narra um painel revelador de uma das tantas guerras civis desconhecidas da maioria dos brasileiros. Onde passa-se, então, a conhecer um personagem único, sublime e trágico pela forma brutal com que lutou pelo poder. Para Tabajara Ruas, Julio Bozano não será mais um obscuro herói de nossas guerras civis, mas será um personagem de primeira linha da História brasileira.

No final, solicitou-se que algumas pessoas que prestigiaram o evento dessem sua opinião sobre este novo projeto cultural do Arquivo Público:

“Através do Cinema no Arquivo, o APERS proporciona uma ótima oportunidade de aprendizagem, diálogo e debate sobre vários temas para a comunidade. Sua estreia foi um sucesso!” Ananda Paradeda

“A iniciativa deste projeto é de integrar à cultura porto-alegrense os mais variados e conceituados filmes de todas as vertentes mundiais, trazendo maior qualidade as expectativas àqueles que sempre contam com uma boa seleção, já que nos cinemas comerciais não temos esta disponibilidade. Cabe, então, a nós, prestigiarmos mais esta oportunidade e não deixarmos cair no ostracismo cultural. Parabéns à equipe do Arquivo Público do RS. Contem com a minha presença.” Angelica Britto

“Gostei muito do filme Os Senhores da Guerra exibido no APERS. Como assisti mais como um telespectador comum, o que mais me chamou a atenção foi a caracterização dos anos de 1923/1924, móveis, roupas, armamentos e, principalmente, o vocabulário empregado no filme. A história do filme também me chamou a atenção, pois fala de uma pessoa que é pouco conhecida da história do Rio Grande do Sul e, na minha opinião, foi muito bem-apresentada e produzida no filme.” Felipe Pereira

“Gostei muito da iniciativa deste projeto e fiquei impressionada com o fato histórico, que eu desconhecia, apresentado no filme. Eu não conhecia o Arquivo Público e fiquei encantada com o lugar e com a possibilidade de pesquisar sobre meus antepassados.” Meg Chaussard

“Um filme com uma história forte, mostrando um passado que algumas pessoas esqueceram ou sequer conheceram. Vale muito a pena assistir filmes assim.” Mateus Caldas

“O projeto Cinema no Arquivo é mais uma iniciativa cultural relevante para Porto Alegre. O projeto tem como objetivo mostrar filmes com os quais não temos acesso nos cinemas convencionais, como também coloca um bate-papo, debate com o público e o cineasta, o que torna o projeto mais interessante ainda. Parabéns aos idealizadores!” Mozart Dutra

Aguarde novas sessões para o próximo ano, onde pretende-se exibir outros filmes de temáticas variadas, que vão desde a filmes de arte a filmes cujos temas estejam relacionados a documentos do acervo do APERS, como documentos sobre escravidão, processos-crimes, ditadura etc, assim como sobre a Revolução de 23 e seus protagonistas.

Confira abaixo algumas fotos do evento:

O APERS na Oficina O(s) Uso(s) de Documentos de Arquivo na Sala de Aula do APESP: Relato III

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Nesta semana, publicamos o terceiro relato de Nôva Brando sobre o curso realizado no Arquivo Público de São Paulo. Nas últimas quartas-feiras, foi apresentado aos leitores do Blog do Arquivo, reflexões a respeito das Unidades I e II do curso, que trataram sobre Arquivos Públicos e Patrimônio Documental, e da Unidade III na qual foi abordado a temática Ensino de História e Sequências Didáticas. Hoje, no relato da Unidade IV, encontraremos impressões acerca do tema Documentos Iconográficos e Cartográficos como Recurso Pedagógico.

Iconografia e Cartografia

Seguimos com o relato:

Esse foi um momento bastante interessante do curso. Se na unidade anterior pensamos na organização das práticas de ensino-aprendizagens cotidianos por meio da elaboração de sequências didáticas, nessa unidade pensamos na utilização daquilo que considero como documentos de potencial riquíssimo para o trabalho em sala de aula: mapas e fotografias. Para discutirmos as possibilidades pedagógicas a partir da transformação desses documentos em fontes históricas, lemos dois textos, assistimos um vídeo e realizamos tarefas a partir da análise de dois mapas do estado de São Paulo disponíveis na Exposição Oeste Paulista do APESP.

Na tese de doutorado de Daniela Marzola Fialho, Cidades visíveis: para uma história da cartografia como documento de identidade urbana, defendida no ano de 2010 no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entramos em contato com discussões sobre cartografia. Em seu trabalho, a autora abordou questões como a história da cartografia, a história dos significados e das diferentes interpretações cartográficas, a cartografia como representação relacionada ao imaginário, à identidade, à memória e ao esquecimento e o lugar que ela ocupa na produção das identidades e das subjetivações de determinados espaços. Essas problematizações foram propostas a partir do prisma dos mapas da cidade de Porto Alegre. Conforme Castro, autor mencionado pela autora: “através da história, mapas foram produzidos em diversas sociedades. Egípcios, chineses, astecas e nativos da Polinésia fizeram mapas que variavam em simbolismo, escala e materiais, com diferentes propósitos. Cada uma dessas tradições cartográficas representava a cultura da sociedade onde se originou. Nem sempre os mapas foram um produto do empirismo geográfico, tal como nosso senso comum os imagina.” Dessa forma, Daniela parte do pressuposto de que um mapa é uma construção social do mundo expressa pela cartografia, imagens que devem ser analisadas na sua especificidade, texto que permite ser lido, discurso que deve ser interpretado, produtor de identidade que pretendeu re-tratarum determinado espaço. Em suas palavras, “como representação do mundo, é uma construção imaginária (da realidade), mas que tem o poder não só de orientar o olhar e a percepção (do real) como também de criar a paisagem urbana que representa”.

Depois das discussões em torno da utilização de mapas em sala de aula, que ganharam um contorno para muito além de um instrumento de localização ou mera figura ilustrativa de determinados conteúdos, passamos a debater questões que dizem respeito à iconografia, mais especificamente a um tipo específico de imagem, a fotografia. Para realizá-las, assistimos o vídeo A arte de retratar a história – Caçadores de Alma, veiculado pela TV Brasil.

Por meio dele, entramos em contato com fragmentos da história da fotografia a partir de depoimentos e fotografias de Alberto Dinis, Américo Vermelho, Bob Wolfenson, Boris Kossoy, Cássio Vasconcellos, Evandro Teixeira, German Lorca, Jorge Araújo, José de Souza Martins, Kitty Paranaguá, Luiz Achutti, Maria Helena Machado, Maurício Vicente Ferreira Jr., Orlandro Brito, Vânia Toledo e Vladimir. Desde as imagens e as falas, o vídeo despertou-nos questionamentos sobre o valor da fotografia enquanto documento e a sua intencionalidade em deixar documentado para o futuro determinada situação, fato, pessoa, paisagem através de um olhar. Uma espécie de resistência da memória que registra um mundo que no instante seguinte não mais existirá para ser fotografado novamente.

Além do vídeo, lemos o texto de Ana Maria Mauad, Através da imagem: fotografia e história interfaces, no qual abordou o uso da fotografia no processo de construção do conhecimento histórico. Para isso, salientou a importância da compreensão histórica da fotografia “como uma mensagem que se elabora através do tempo, tanto como imagem/monumento quanto como imagem/documento”.

De certa forma, assim como nos debates sobre a utilização de mapas como instrumentos pedagógicos, nas discussões sobre a utilização de fotografias também foram levantados as mesmas preocupações quanto à subestimação de suas potencialidades. Para que isso não ocorra, entretanto, esses elementos apontados, mostraram-se pertinentes para serem desenvolvido também nas salas de aula. Em outras palavras, as dimensões históricas tanto dos mapas quanto das fotografias são elementos de abordagem indispensáveis junto aos alunos, da mesma forma que para eles seja fundamental a compreensão de que tanto um quanto o outro são formas de representação e de significação do mundo. São bem mais complexos que meras ilustrações despropositadas, mas para isso precisam ser questionados em sua historicidade.

Uma bom exemplo das potencialidades do trabalho pedagógico a partir de lentes cartográficas e iconográficas pode ser encontrado na exposição virtual, Oeste Paulista (para visualizar, clique aqui) produzida núcleo de difusão do Arquivo Público de São Paulo.

O registro das bibliografias completas utilizadas no quarto módulo do curso pode ser acessado aqui. Na próxima semana, vamos saber o aconteceu na Unidade V – Documentos Textuais como recurso pedagógico.

Reformulação de sala da Divisão de Documentação

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Uma das salas da Divisão de Documentação (DIDOC), situada no primeiro andar do Prédio 3 do APERS, necessitava de melhorias de leiaute e espaço. Desta forma, teve seu ambiente ampliado, visando acomodar os servidores que realizam, entre outras atividades competentes à divisão, o teleatendimento e a reprodução de documentos.

Para tanto, primeiramente, houve uma reformulação na disposição de parte das estantes do acervo do Registro Civil, acondicionado no mesmo andar. A partir disto, foram feitos os seguintes procedimentos: reparo na alvenaria, pintura das paredes e complementação das divisórias. Nessa perspectiva, uma das próximas ações do APERS será mobiliar o espaço para que a DIDOC prossiga adequando suas necessidades.

Confira abaixo as fotos.

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Lojinha da AAAP: novos produtos!

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     A Associação de Amigos do Arquivo Público do RS – AAAP, em uma iniciativa para divulgar o Arquivo Público de RS e arrecadar fundos, criou uma lojinha com produtos personalizados com imagens de nossa instituição, e hoje lança agendas 2015!

     São quatro modelos, com fotos de Vânia Mattos e Silvia Soares. As agendas têm dimensão de 14x21cm, 336 páginas, um dia por página, espaço para planejamento mensal e índice telefônico, e serão vendidas a R$ 20,00 para sócios e a R$ 25,00 para não sócios da AAAP.

    Além das agendas também estão à venda canecas personalizadas. São quatro modelos, com fotos de João Paulo Lucena e Vânia Mattos, de porcelana com capacidade para 300ml, de um lado têm a logo da AAAP e de outro a fotografia. Serão vendidas a R$ 25,00 para sócios e a R$ 30,00 para não sócios.

     Para mais informações de como adquirir os produtos, contate-nos pelo telefone 51 3288 9135 ou e-mail aaaprs@gmail.com. Confira nas imagens os modelos e escolha o seu! E aguarde, em breve teremos mais novidades na Lojinha!

11 2014.12.03 Lojinha AAAP

Clique na imagem para ampliar

É amanhã! Pré-estreia do projeto Cinema no Arquivo com o filme “Os Senhores da Guerra”, de Tabajara Ruas!

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2014.12.03 Cartaz Cinema no Arquivo

     Venha prestigiar mais um evento cultural no auditório do Arquivo Público do RS. Amanhã, 04 de dezembro de 2014, às 18h30min, teremos a exibição do filme Os Senhores da Guerra. Ao final da exibição, haverá debate com o cineasta gaúcho Tabajara Ruas. A entrada é franca! Participe!

     Confira abaixo uma sinopse e o clipe de divulgação do filme:

De Tabajara Ruas. Com: André Arteche, Rafael Cardoso, Leonardo Machado. Sinopse: Julio e Carlos são irmãos. Amigos, cultos, ricos, são separados pela Revolução de 1923, que divide o Rio Grande do Sul entre chimangos e maragatos. Julio é prefeito, está com os primeiros, enquanto Carlos é revolucionário, maragato. As ideias são opostas, mas o sangue é o mesmo e a prova se dá em uma grande batalha.

Fontes: Adoro CinemaOs Senhores da Guerra

Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – mês de Dezembro

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9 2014.12.03 Sala de pesquisaPara melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre um sábado por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de dezembro a Sala de Pesquisa abrirá no sábado 20.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos por e-mail (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br) ou pelo Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS recebe visita do Proser

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Na manhã de ontem, terça-feira, o APERS recebeu a visita do Programa de Valorização e Atenção à Saúde Física e Mental dos Servidores e Servidoras (Proser). O evento foi conduzido pelos psicólogos, Mariluce Jansen da Rosa e Daniel Vaz Smith. O objetivo da visita foi apresentar, aos servidores do APERS, o trabalho realizado pela equipe do Programa, o qual foi instituído pelos Decretos Estaduais 48.898/2012 e 50.382/2013.

O Proser foi instituído no âmbito da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos (SARH), com a participação efetiva e transversal dos órgãos que compõem a Administração Pública Direta e Indireta do Estado do RS. Além disso, possui a finalidade de coordenar e integrar ações e programas nas áreas de assistência à saúde, promoção, prevenção e acompanhamento da saúde física e mental dos servidores.

Confira abaixo as fotos:

O APERS na Oficina O(s) Uso(s) de Documentos de Arquivo na Sala de Aula do APESP: Relato II

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Na semana passada, iniciamos uma série de relatos sobre curso realizado no Arquivo Público de São Paulo pela historiadora do APERS, Nôva Brando. Depois do Relato I, no qual foi apresentado aos leitores do Blog do Arquivo, algumas impressões sobre a Unidade I e II Arquivos Públicos e Patrimônio Documental, hoje publicamos o Relato II que tratará da Unidade III do Curso, Ensino de História e Sequências Didáticas.

Sequências Didáticas

Segundo Nôva:

Depois de entrarmos em contato com alguns conhecimentos arquivísticos como, por exemplo, a importância da gestão documental e as funções de um arquivo público, e com discussões em torno da relação dos arquivos com aquilo que hoje compreendemos como patrimônio documental, iniciamos nossa caminhada rumo à sala de aula da Educação Básica, conforme a proposta do curso.

Para a terceira unidade do programa, Ensino de História e Sequência Didática, os professores do curso nos solicitaram três leituras. A primeira delas foi um artigo publicado pela Revista Brasileira de História chamado A Guerra das narrativas, escrito por Christian Laville. A partir dele, discutimos aquilo que se esperou historicamente do ensino de história tomando como ponto inicial experiências nas quais ele foi utilizado ou para manter a ordem estabelecida, ou para reconstituir Estados, ou para lutar contra o Estado ou mesmo para definir uma identidade supranacional. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, segundo o autor, a função de educação para a cidadania democrática se pretendeu vencedora acerca das guerras de narrativas provocadas pelo ensino de história, deslocando uma pedagogia da história centrada no ensino para uma pedagogia da história centrada nas aprendizagens dos alunos. Entretanto, ainda que teoricamente o ensino de história deixasse de responder pela função de uma instrução nacional, permaneceu sendo acusado de não cumprir exigências de conteúdos que remetiam para tal pressuposto. E isto estaria ligado àquilo que o autor chamou de uma ilusão que remetia a possibilidade de que a narrativa histórica vivenciadas nas salas de aulas carregasse consigo grandes poderes. E por conta desse paradoxo, a importância da afirmação de que a tarefa do ensino de história é “formar indivíduos autônomos e críticos e levá-los a desenvolver as capacidades intelectuais e afetivas adequadas, fazendo com que trabalhem com conteúdos históricos abertos e variados e não com conteúdos fechados e determinados, como ainda são com frequência as narrativas que provocam disputas. Senão, essas guerras de narrativas desencadeadas em todo o mundo vão acabar gerando somente perdedores, tanto no que diz respeito a identidade nacional quanto em relação à vida democrática”.

Os debates continuaram com a leitura de um texto de Helenice Rocha, Problematizando a organização do ensino de História. Nele a aula torna-se objeto central, como “uma forma de organização do ensino na escola, envolvendo um planejamento como também a própria realização e consequente avaliação”. Como uma forma possível de organização, a autora defende a proposta de uma Sequência Didática Problematizadora na qual o professor e o aluno realizam atividades interdependentes que se constituem como passos da aula ou de um conjunto de aulas. Lembrou-nos que um dos apontamentos feito pelos professores, que questionam a viabilidade de uma Sequência Didática em meio a uma carga horária reduzida de disciplina de história. Em resposta a isso, advertiu-nos da tendência equivocada de montar uma sequência incluindo todo o conteúdo de um determinado período histórico levada a cabo por muitos professores que descaracterizam a ideia inicial. Conforme a autora residiria nesse ponto a agência do professor e do aluno enquanto sujeitos ativos da construção histórica inclusive da disciplina de história e que para tanto, seria necessário tomar para si a responsabilidade da seleção e dos recortes necessários de uma tradição existente no ensino, construindo com isso novas possibilidades de aprendizagem e uma nova tradição, por que não.

Foi da leitura desses dois textos que entramos no universo da sala de aula, ainda que, sem os usos de documentos de arquivo. De uma certa forma, assim penso, foram importantes para discutirmos organização e intencionalidade curriculares e para percebermos que são históricas e que portanto, cabe ao professor a sua desnaturalização e (re)construção sempre que isso for necessário à qualificação do ensino e das aulas de história, especificamente. Na próxima unidade iremos ao encontro dos documentos de arquivo.

O registro das bibliografias completas utilizadas no terceiro módulo do curso pode ser acessado aqui. Na próxima semana, Nôva nos contará um pouco mais sobre a Unidade IV – Documentos Iconográficos e cartográficos como recurso pedagógico.

APERS em Números – Novembro 2014

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de novembro:

Usuários atendidos: 570

Atendimentos aos usuários: 1.139

Documentos recuperados: 30

Encaixamento: 58

Indexação Sistema AAP: 3.782

Oficinas de educação patrimonial: 11

Reprodução de documentos: 863

Visitas guiadas: 01

Visualizações blog institucional: 8.901

Visualizações blog temático: 5.511

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de novembro:

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários do APERS em novembro de 2014

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários do APERS em novembro de 2014

Para saber mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade clique aqui.

Chega ao fim mais uma edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial

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Entre os meses de outubro e novembro realizamos a 4ª edição do curso de formação para professores oferecido por nosso Programa de Educação Patrimonial (PEP) em parceria entre APERS e UFRGS. O Curso Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos ocorreu ao longo de nove encontros, nas segundas à noite e aos sábados, e foi um espaço para troca de conhecimentos, estímulo à produção de novas metodologias e ao uso de fontes documentais e bens culturais nos processos de ensino e aprendizado.

No dia 06/10 realizamos o primeiro encontro, em que o Arquivo foi apresentado pela diretora Isabel Almeida, o Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS foi apresentado pelo professor Igor Teixeira, e a dinâmica da “Caixa da Memória” foi conduzida pela professora Carla Rodeghero com auxílio da historiadora Clarissa Sommer, momento em que cada professor apresentou-se ao grupo a partir de um objetivo sensível para a história de sua trajetória de vida. Confira fotos desse momento:

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No dia 13 de outubro o professor Sérgio Osório apresentou o Projeto “Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade” (confirma o blog do projeto), desenvolvido dentro do Colégio Estadual Julio de Castilhos com a participação professores e estudantes, tendo como objetivo central o resgate e a problematização da história do Julinho no contexto da ditadura civil militar a partir de leituras, pesquisas em seu acervo, entrevistas com ex-alunos… Um excelente momento para verificar como os usos dos bens culturais produzidos pela comunidade escolar pode contribuir para os processos de ensino e aprendizagem, e para a construção de identidades no ambiente das escolas.

No dia 20 de outubro a equipe do Programa de Educação Patrimonial realizou a vivência da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditaduras e Direitos Humanos com o grupo de professores, oficina criada pelo Programa para atender turmas do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos. Assim foi possível debater mais formas de utilizar o patrimônio como fonte primária para o ensino.

 

Já no dia 27 recebemos Maria Cristina Padilha Leizke, do setor sócio-educativo-cultural do Museu da UFRGS, Éverton Quevedo, do Museu de História da Medicina (MUHM), e Rivadávia Padilha Vieira Jr., mestre em História que realizou práticas de Educação Patrimonial junto ao Museu Julio de Castilhos. Os três convidados compartilharam com o grupo de professores suas experiências na área de ação educativa em instituições de memória, apresentado possibilidades de ações a serem realizadas por educadores nesses espaços, problematizando as dificuldades encontradas pelas escolas para acessá-los, assim como as tensões constantes vivenciadas pelos profissionais de museus, arquivos e centros de memória para consolidar e difundir tais ações junto aos educadores.

No primeiro encontro de novembro, dia 01/11, recebemos o historiador Jovani Scherer, pesquisador e professor da rede municipal de Porto Alegre, que abordou as possibilidades de trabalho a partir de documentos de arquivo para tratar a história da escravidão e as relações étnico-raciais nas escolas, problematizando questões teóricas e metodológicas. Na segunda parte do encontro da historiadora Vanessa Menezes, do APERS, apresentou os projetos desenvolvidos pela instituição nessa área, e desafiou os professores a propor discussões e atividades a partir de documentos do acervo do Arquivo selecionados para o encontro.

O encontro seguinte, em 08/11, foi o dia de recebermos a historiadora Alessandra Carvalho, professora do Colégio de Aplicação da UFRJ, que abordou a formação de professores para trabalhar em sala de aula do tema ditaduras e direitos humanos, comentando experiências e fundamentos, tanto pedagógicos quanto epistemológicos para essa abordagem. Já a professora Carla Rodeghero, do Departamento de História da UFRGS e parceira de nosso Programa de Educação Patrimonial, trabalhou a questão das ditaduras e o debate sobre direitos humanos a partir de propostas de dinâmicas que envolvem o uso de testemunhos de vítimas da ditadura.

No dia 15/11 as historiadoras do APERS Clarissa Sommer e Nôva Brando realizaram dinâmicas sobre relações de gênero e igualdade a partir de bens culturais, debatendo conceitos como gênero, sexualidade, orientação sexual e violência de gênero, e propondo abordagens que contribuam para o fim de preconceitos, que podem ser suscitadas a partir de patrimônios como monumentos, acervos museais e documentos de arquivo. Na oportunidade trabalharam mais a fundo com processos de desquite da primeira metade do século passado, do Poder Judiciário.

O último encontro, realizado no dia 29/11, encerou o curso com chave de ouro: recebemos a pedagoga e socióloga Flávia Schilling, professora da Faculdade de Educação da USP, que nos brindou com a conferência “Educação e Direitos Humanos”, uma fala muito sensível a respeito do papel central que pode ser desempenhado pelos professores e pela escola na busca por uma sociedade justa, demonstrando que todas e todos nós estamos dentro dos embates políticos travados cotidianamente para garantir o direito à vida e à dignidade para cada ser humano.

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Agradecemos o empenho dos professores e professoras que seguiram até o final de nosso curso, e registrando nosso grande prazer em ter convivido e aprendido com cada participante e palestrante ao longo desse período. Esperamos que as vivências proporcionadas a partir desse espaço contribuam efetivamente para qualificar e dar sentido ao fazer docente de cada uma e cada um. Em 2015 tem mais!

Projeto AfricaNoArquivo: sobre a distribuição das caixas pedagógicas!

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     Na última sexta-feira, 28/11, aconteceu o evento de lançamento das caixas pedagógicas produzidas a partir do Projeto AfricaNoArquivo, que desde então passaram a ser distribuídas. Foi uma excelente atividade cultural que se transformou em uma linda festa!

     Contamos com a comunicação do historiador Rodrigo Weimer, que compartilhou conhecimentos e experiências a respeito do maçambique de Osório, expressão cultural e religiosa negra em devoção à Nossa Senhora do Rosário característica do Rio Grande do Sul, que mescla elementos de matriz africana, memórias do período da escravidão e ritos católicos que se expressam em uma festa de coroação da rainha do maçambique, preparada ao longo de todo o ano e repleta de símbolos e significados. Rodrigo demonstrou os percursos de pesquisa que o levaram ao quilombo de Morro Alto, local onde o maçambique acontece, evidenciando as contribuições do acervo do APERS para traçar a genealogia das rainhas e as relações sociais estabelecidas entre suas famílias no contexto do final da escravidão e no pós-abolição. Sua fala demonstrou a importância da presença negra em nosso estado, e a necessidade de (re)conhecimento de seu legado, que é um legado de todas e todos nós.

     Em seguida, realizamos a solenidade de lançamento das caixas pedagógica, que contou com a presença da diretora do Arquivo Público, Isabel Almeida, da presidente da Associação dos Amigos do APERS (AAAP-RS), Clara Kurtz, e do prof. Igor Teixeira, coordenador na UFRGS do Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS, que também foi parceiro nessa iniciativa. Na oportunidade a diretora Isabel historicizou o processo de escrita do Projeto AfricaNoArquivo e as ações que vem sendo desenvolvidas na área de história da escravidão, de resgate e valorização da história negra no RS, salientou a importância da captação de recursos através do Prêmio Pontos de Memória, do IBRAM, assim como o envolvimento e esforços da equipe para concretizar o projeto. A presidente Clara registrou a satisfação da AAAP-RS em contribuir para o desenvolvimento técnico, científico e cultural do Arquivo, e reafirmou seu compromisso em aprofundar e qualificar projetos que tenham tal objetivo. O professor Igor demonstrou a alegria em ver concretizado o sonho de distribuir materiais pedagógicos que levassem um pouco do Arquivo para dentro de 650 escolas, ideia que inicialmente se apresentava como audaciosa e complicada, mas que tomou corpo e mostrou-se viável.

     Após a solenidade o grupo presente foi conduzido ao jardim do Arquivo, onde pode desfrutar de uma belíssima apresentação musical do grupo Três Marias, que interpretou canções de nossa cultura popular, em sua grande maioria de matriz afro-brasileira. A apresentação conectou-se perfeitamente com temas debatidos no evento e com os objetivos centrais do Projeto AfricaNoArquivo: conhecer e valorizar a cultura negra no Rio Grande do Sul! Confira abaixo as fotos do evento.

     Salientamos que desde sexta-feira as caixas pedagógicas estão a disposição das escolas da rede pública de Porto Alegre, Canoas e Gravataí, e podem ser retiradas no APERS por servidores das instituições de ensino desses municípios mediante assinatura de um termo de compromisso, de segunda a sexta, das 09h às 17h sem fechar ao meio dia. Informações pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br e pelo fone 3288-9117.

     Em 2015 tentaremos ampliar o alcance da ação. Assim, escolas de outros municípios que estejam interessadas em receber o material devem enviar e-mail registrando nome da instituição, cidade, nome do professor/coordenador, email e telefone para contato, de forma que possamos fazer uma listagem de espera. Entraremos em contato informando quando houver disponibilidade.

     Confira as fotos do evento:

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Oficinas de Educação Patrimonial – Novembro

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Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de novembro:

Dia 03: os alunos do 3º ano do Instituto Federal do RS – Campus Restinga participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pela professora Claudira Cardoso. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 04: os alunos do 6º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Souza Lobo participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Karin Dav Bauken. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 05: os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Júlio de Castilhos participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelo professor Sérgio Ozório. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 05: os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Augusto Meyer participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelo professor Alfredo Campos Ranzan. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 06: os alunos do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Souza Lobo participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados pela professora Karin Dav Bauken. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 11: os alunos do 7º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Souza Lobo participaram da oficina “Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Karin Dav Bauken. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 12: os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Júlio de Castilhos participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelo professor Sérgio Ozório. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 13: os alunos do 8º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Souza Lobo participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados pela professora Karin Dav Bauken. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 18: os alunos do EJA do Colégio de Aplicação UFRGS participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelos professores Vanderlei Machado e Isadora Librenza. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 19: os alunos do 3° ano da Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Luis Bastos Prado participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pela professora Rosângela Luz Burgie. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 19: os alunos do 7° ano da Escola Estadual de Ensino Médio Professor Oscar Pereira participaram da oficina “Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Ricardo Pereira Pinto. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: os alunos do 1º ano do Colégio Estadual Rubem Berta participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelos professores Ramon Farias e Pablo Nunes. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 25: os alunos do 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Luis Bastos Prado participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pela professora Rosângela Luz Burgie. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 27: os alunos do 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Rafaela Remião participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pela professora Fernanda dos Santos Paulo. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

Visitas guiadas ao APERS – Novembro 2014

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No mês de novembro foi realizada 01 visita guiada ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:Visitas guiadas

Dia 22: 21 alunos de semestres variados do Curso de História da Universidade de Caxias do Sul – UCS, acompanhados pela professora Daysi Lange, que ministra as disciplinas de Introdução ao Estudo da História e História do Rio Grande do Sul. O objetivo da visita foi conhecer as fontes documentais existentes no acervo do APERS.

Guia: Maria Lúcia Ricardo Souto.

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