AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do Projeto (IV)

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Hoje publicamos nossa última postagem de compartilhamento dos materiais que compõem a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. Os documentos, glossário, material de apoio, jogo de tabuleiro, regras e respostas já foram disponibilizados nos meses anteriores. Agora você poderá assistir através do YouTube o vídeo educativo produzido com muito carinho pela equipe do APERS!

O objetivo central do vídeo é instigar o estudo da história e cultura africana e afro-brasileira, mostrando as conexões entre África e Brasil e relacionando às potencialidades do acervo do APERS para tais reflexões. Ele foi produzido a partir da pesquisa de imagens, da tomada de cenas dentro do Arquivo Público, e entrevistas realizadas com o professor de História da África da UFRGS, José Rivair Macedo, com o pesquisador do APERS e doutorando da Unicamp, Tiago Araújo, e com a professora e coreógrafa do Afro-Sul Odomodê, Iara Deodoro.

Indicamos que o vídeo seja assistido pelas turmas antes de iniciar o trabalho de pesquisa documental, para introduzir o debate problematizando as marcas da escravidão no Brasil e evidenciando a contribuição fundamental de negras e negros no processo de construção de nossa sociedade. Entretanto, cada educador pode escolher a melhor forma de trabalhar: assistir com os estudantes ou com os colegas professores, assistir e debater antes, durante ou ao final da pesquisa, assistir na íntegra (21 minutos) ou partes…

Ficamos a disposição para esclarecer dúvidas, receber relatos e sugestões através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. A partir do próximo mês seguiremos alimentando essa categoria do blog com ideias, propostas e reflexões de desdobramento a partir do material produzido e distribuído na Caixa Pedagógica. Bom trabalho para todas e todos nós!

APERS? Presente, professor! – Relações de Gênero: construindo a equidade

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Relações de Gênero_BlogHoje disponibilizamos a segunda proposta pedagógico Projeto APERS? Presente, professor! Cuja IIª Edição problematizará os vínculos entre História e Educação para os Direitos Humanos.

Denominada de Relações de Gênero: construindo a equidade, essa proposta tem como objetivo, a partir de algumas informações retiradas da documentação, contribuir com reflexões em torno da forma como expectativas diferenciadas da sociedade em relação a homens e a mulheres e estereótipos de gênero tendem a acentuar desigualdades e histórias de vida diferentes para ambos. Para construí-la, a equipe do projeto utilizou como fonte, processos de desquite, de divórcio e de apreensão de menores da Vara de Família da cidade de Porto Alegre. Acesse aqui o arquivo da proposta. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

Um ótimo trabalho!

AAAP convida: associe-se e faça parte de nossa diretoria!

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No mês de julho chega ao fim mais uma gestão da Associação dos Amigos do APERS. Foram dois anos intensos e vitoriosos, de muitas atividades, captações de recursos, eventos culturais, declaração da Associação como de interesse público do município… Agora será o momento de construir uma nova diretoria, com amigos do Arquivo que já estão nessa caminhada, mas também com novos amigos, por que não?!

Se você apoia as atividades técnicas, científicas e culturais desenvolvidas pelo APERS, acredita na importância de preservar e difundir nosso patrimônio documental, e deseja fazer parte de um grupo que está engajado por tudo isso, então venha para a AAAP!

Para mais informações e para associar-se escreva para o e-mail aaaprs@gmail.com, ou preencha o formulário disponível aqui que nós entraremos em contato. No dia 10 de junho, às 17:30h, haverá reunião para debater a composição da nova diretoria. O encontro ocorrerá no auditório do APERS, Rua Riachuelo, 1031, Centro de Porto Alegre.

2015.05.27 Participe da AAAP

Alteração de emails, atualize seus contatos!

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2015.05.27 Email SMARH

Neste sábado, APERS nos Caminhos da Matriz!

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2015.05.27 Caminhos da Matriz 2015.05.27 Caminhos da Matriz (1)

Lançamento do livro: Genealogia de Famílias Viamonenses

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2015.05.27 Livro

É amanhã! Cinema no Arquivo com exibição do filme Koyaanisqatsi

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2015.05.27 Cinema no Arquivo Koyaanisqatsi     Venha prestigiar mais um evento cultural no Auditório Marcos Justo Tramontini, do Arquivo Público do RS. Amanhã, 28 de maio de 2015, às 18h30min, teremos a exibição do filme Koyaanisqatsi.

    Ao final da exibição, haverá debate com o Professor da UFRGS, Doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos, Paulo Brack.

    A entrada é franca! Participe!

Confira a sinopse e o trailer do filme abaixo:

Sinopse: As relações entre os seres humanos, a natureza, o tempo e a tecnologia. Cidade, campo, paisagem, rotina, pessoas, construções, destruição. Um documentário sem atores e sem diálogos, composto por uma impressionante coleção de imagens e uma marcante trilha sonora.

Nomeada nova chefia da Divisão de Documentação do APERS

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2015.05.27 DidocNa última sexta-feira, dia 22 de maio, foi publicada no Diário Oficial do Estado a nomeação da arquivista Aerta Grazzioli Moscon como chefia da Divisão de Documentação do Arquivo Público do RS.

Aerta, 49 anos, integra o quadro de servidores do APERS desde 1992, e em 2012 participou do “APERS Entrevista” especial “Mês do Arquivista”, clique aqui para ler o relato sobre sua experiência profissional.

Cinema no Arquivo: Koyaanisqatsi

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2015.05.20 Cinema no Arquivo Koyaanisqatsi

     Com a proximidade do Dia Mundial do Meio Ambiente, que é comemorado em 5 de junho, o Cinema no Arquivo promove, no dia 28 de maio de 2015, a exibição do filme Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio, de 1982.

     Com uma visão minimalista, a comunicação deste filme se dá por imagens e pela instigante música de Phillip Glass, já que não há atores, enredo convencional ou diálogos. Por meio de paisagens naturais e imagens de cidade e pessoas, o diretor mostra os efeitos da modernização provocados pelo pretenso progresso apregoado e produzido pelo ser humano.

     Na língua Hopi, Koyaanisqatsi significa Vida em Desequilíbrio, e isto é mostrado em impressionantes imagens cinematográficas, gravadas entre 1977 e 1982, numa narrativa fílmica que constrói um longo movimento de aceleração, tornando-se, assim, um filme sensorial.

   Koyaanisqatsi é o primeiro filme de uma trilogia que o diretor Godfrey Reggio denominou Qatsi, que em Hopi significa vida. Os outros dois filmes desta trilogia são Powaqqatsi (Vida em transformação), de 1988, e Naqoyqatsi (Vida em guerra), de 2002. A trilha sonora destes outros dois filmes também são de autoria de Phillp Glass.

     Não perca, então, a possibilidade de viver esta experiência e venha assistir a sessão no dia 28 de maio, às 18h30min, no Auditório Marcos Justo Tramontini – APERS. Logo após, teremos debate com o Professor da UFRGS, Doutor em Ecologia e Recursos Naturais, Paulo Brack.

    A entrada é franca e não exige inscrição prévia. Venha prestigiar mais um evento cultural do APERS! Aproveite e confira a exposição fotográfica “A (des)urbanização do meio ambiente” na sala Professor Joél Abílio Pinto dos Santos, também com a temática sobre meio ambiente. Participe!

Sinopse: As relações entre os seres humanos, a natureza, o tempo e a tecnologia. Cidade, campo, paisagem, rotina, pessoas, construções, destruição. Um documentário sem atores e sem diálogos, composto por uma impressionante coleção de imagens e uma marcante trilha sonora.  Fonte: Adoro Cinema

Ação Educativa em Arquivos III: Serviço Didático no Arquivo Nacional da Catalunha

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Ao propormos a publicação de artigos mensais a respeito de ações educativas em arquivos temos como principal objetivo difundir o que vem sendo feito e demonstrar as múltiplas potencialidades de tais instituições e seus acervos para os processos de ensino-aprendizagem. Inicialmente pretendíamos nos deter às ações desenvolvidas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Entretanto, conhecendo minimamente a realidade dessa área em nosso país, temos consciência das debilidades ainda vivenciadas. Assim, apresentando atividades e programas levados a cabo também em outros países, pretendemos incentivar a exploração dessa importante “faceta” que contribui para a efetivação do papel social e cultural de nossas instituições congêneres.

Nesse sentido, foi com satisfação que tomamos conhecimento da realidade dos “serviços educativos” ou “serviços didáticos” desenvolvidos pelos arquivos espanhóis. Ainda que brevemente, em um contato através dos sites institucionais, pudemos notar que diversos deles possuem setores consolidados dedicados a pensar os usos educativos do patrimônio documental salvaguardado. Desde os arquivos das municipalidades, passando pelos arquivos das províncias e das comunidades autônomas, até o Archivo Histórico Nacional, a maioria oferece ações no campo da difusão voltadas a professores, estudantes e comunidade interessada, como visitas guiadas adaptadas aos interesses específicos de cada grupo, oficinas com manuseio e análise de documentos, disponibilização de materiais de apoio didático pela internet e exposições que destacam documentos de diversos fundos.

2015.05.20 Arxiu Nacional Catalunya

Hoje destacamos o Serviço Didático do “Arxiu Nacional de Catalunya”, ou Arquivo Nacional da Catalunha, que tem por missão “administrar, salvaguardar e preservar os arquivos e registros do Governo e da Administração pública Catalã, assim como os de indivíduos, organizações e entidades catalãs para que as pessoas descubram, usem e aprendam com esse patrimônio documental; favorecer a consolidação de una sociedade livre, aberta e democrática assegurando o acesso aos documentos, instrumentos essenciais que garantir o exercício dos direitos dos cidadãos e o controle das atuações dos poderes públicos; facilitar a compreensão histórica de nossa identidade nacional e apoiar a vida cultural e intelectual dos catalães”.

Para cumprir com tal missão, o Arquivo é composto por uma equipe multidisciplinar e organiza-se em oito áreas, sendo uma delas a de “Servicio didáctico”, especialmente voltada para “animar entre o professorado e o alunado do secundário a utilização didática da história com fundos de arquivo. O que é feito mediante a utilização dos fundos documentais do arquivo como fonte 2015.05.20 Arxiu Nacional Catalunya 2para o estudo e a investigação, e elaborando recursos documentais e didáticos específicos”. Este núcleo oferece visitas guiadas (com duração de 45 min.); oficinas (com duração de 2h); atendimento individualizado de assessoramento a professores e estudantes, para apresentar a instituição, dar suporte à produção de materiais pedagógicos próprios para os educadores, e de pesquisas escolares para os estudantes; e ainda disponibiliza via internet seleções didáticas de documentos por dossiê temático ou por conteúdo curricular, e propostas de atividades pedagógicas e materiais de apoio produzidos pela equipe do Arquivo.

Fizemos apenas uma apreciação prévia a partir dos conteúdos disponibilizados através do portal institucional, que já demonstram o grande potencial do acervo para fins educativos, a diálogo existente entre os servidores do Arquivo e os educadores, e a evidente compreensão de que dar suporte à educação e estimular a valorização do patrimônio são sim um importante papel dos Arquivos. Obviamente uma visita presencial, ou mesmo uma pesquisa através de questionários, seriam o ideal para conhecer melhor as ações e utilizá-las como referencial. Não descartamos essa possibilidade em um futuro breve. Entretanto, as informações publicizadas pelo site estão bem organizadas e transparentes – o que parece demonstrar o avanço e o reconhecimento das instituições arquivísticas na sociedade espanhola – e possibilitam destacar que as ações educativas não são executadas de forma isolada das demais ações arquivísticas, e não são pensadas como projetos com um “prazo de validade”. São desenvolvidas como serviços prestados à comunidade, equivalentes ao serviço de consulta ao acervo, ou de gestão documental, por exemplo.

Certamente a realidade do Arxiu Nacional de Catalunya, e dos arquivos espanhóis em geral, está diretamente vinculada à cultura daquela sociedade, que estabelece relações de pertencimento com o patrimônio e a história mais profundas do que as estabelecidas pela sociedade brasileira. Ainda estamos distantes de um contexto em que os documentos sejam reivindicados e acessados por todos os cidadãos cotidianamente. Muito de nós ainda não sabemos identificar e diferenciar museus, bibliotecas e arquivos, não sabemos onde estas instituições se localizam, ou quais serviços podem prestar, raramente tivemos acesso a essas informações durante a vida escolar e não fomos instigados a investigar de que forma se dá a produção do conhecimento através da pesquisa. Consequentemente, havendo menos demanda e valorização social, haverá menor atenção e investimentos por parte dos gestores públicos, que não serão cobrados.

Nesse contexto, acreditamos que o fortalecimento de serviços educativos em arquivos pode contribuir de forma eficiente para “quebrar” esse ciclo, por um lado ajudando a transformar a realidade das instituições arquivísticas através da educação, por outro favorecendo “a consolidação de una sociedade livre, aberta e democrática assegurando o acesso aos documentos, instrumentos essenciais que garantir o exercício dos direitos dos cidadãos e o controle das atuações dos poderes públicos”, como pretendem os catalães.

Pesquisando no Arquivo: Contratos de Tabelionatos de Porto Alegre

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    Neste mês, nossa indicação de pesquisa está no Acervo de Tabelionatos (contratos) da cidade de Porto Alegre.

Livro 01 de Contratos do 1º Tabelionato de Porto Alegre

Livro 01 de Contratos do 1º Tabelionato de Porto Alegre

   Os livros, por volta de 370 unidades, possibilitam uma grande área de pesquisa, que abrange os anos de 1874 a 1980, como por exemplo o estudo da formação, a história e a estruturação urbana da construção de Porto Alegre.

     Por exemplo, o contrato ao lado se refere à doação de terreno situado no fim do Caminho Novo, hoje a Rua Voluntários da Pátria, feito pela Sra. Margarida Teixeira de Paiva para construção da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, realizada em 21 de janeiro de 1875.

     Se você ficar com interesse em pesquisar nestes documentos, envie um e-mail para a Sala de Pesquisa do APERS, saladepesquisa@smarh.rs.gov.br, e solicite seu atendimento!

Acervo da Justiça e Pesquisa Histórica I

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Em 2014, uma equipe coordenada pela Arquivista Viviane Portella, com a participação da Historiadora Nôva Brando, iniciou os trabalhos previstos no Projeto de Organização dos Acervos da Secretaria do Interior e Exterior (1891-1947), da Secretaria do Interior e Justiça (1947-1975) e da Secretaria da Justiça (1975-1991)*.

Esses acervos foram recolhidos ao Arquivo Público do RS antes da promulgação da Instrução Normativa n° 04/09 que estabeleceu os procedimentos para o recolhimento de acervos arquivísticos no âmbito da administração direta do Poder Executivo Estadual. Disso resultou a custódia de um acervo ainda não organizado. O Projeto de Organização desses acervos foi elaborado, portanto, com o objetivo de “assegurar a proteção da documentação arquivística do Poder Público Estadual” (Decreto n° 47.020/10). Para isso, o projeto previu a execução das seguintes etapas: (a) classificação, avaliação e ordenação do acervo – atividades em etapa de finalização; (b) indexação do acervo permanente no sistema Administração de Arquivos Públicos – AAP; e (c) Difusão do Acervo Permanente.

Para um primeiro momento, a equipe optou por trabalhar com o acervo da Secretaria da Justiça, composto aproximadamente por 123 caixas. Decidiu também que a difusão do acervo ocorreria simultaneamente ao processo de classificação e avaliação, antes mesmo de sua indexação no AAP. Isso ocorrerá por meio de quatro postagens bimestrais no Blog do APERS nos meses de maio, julho, setembro e novembro. Para saber mais, acesse o Relatório 2014 – Organização dos Acervos das Secretarias da Justiça aqui.

Para a elaboração das postagens, foram selecionados conjuntos de documentos cujo potencial de pesquisa saltou aos olhos dos envolvidos no projeto. E para essa primeira postagem, selecionamos processos de solicitação de utilidades pública e prestação de contas (relatório) de entidades que já haviam sido decretadas como de utilidade pública.

Dentre eles, encontramos um Relatório de Balanço, de 1975, das atividades da Sociedade Caritativo São José, que já possuía o título de utilidade pública. Associação civil, de caráter filantrópico e beneficente, foi fundada na cidade de Garibaldi no ano de 1904. Na década de setenta sua sede e foro estavam localizados na cidade de Caxias do Sul e estava registrada no Conselho Nacional de Serviço Social e possuía declaração de utilidade pública no âmbito federal, estadual e municipal. Conforme consta no estatuto da entidade, anexo ao processo, suas finalidades eram: promover a educação e assistência social; fundar e manter estabelecimentos de ensino, assistência social e hospitalar; incumbir-se da direção de colégios, asilos, creches, patronatos, hospitais, dispensários; cooperar na formação e na manutenção de obras de educação, hospitalares e de assistência social; fundar associações, de que participe, para alcançar os mesmos fins; mantendo para tanto uma percentagem mínima de quinze por cento de suas receitas em gratuidades a alunos, ou auxílio a pessoas carentes de recursos e na formação e especialização de professores ou enfermeiras sem distinção de cor, nacionalidade, raça, credo religioso, ideologia política ou condição social. Na declaração de seu patrimônio, constavam as seguintes informações: Casa Provincial São José (Caxias do Sul); Escola Normal São José (Caxias do Sul); Hospital Nossa Senhora da Saúde (Caxias do Sul); Colégio São José (Pelotas); Colégio São José (Garibaldi); Ginásio São José (Antonio Prado); Ambulatório São José (Pinto Bandeira); Escola São José (Flores da Cunha); Escola Santa Inês (Garibaldi); Casa Provincial São José (Lagoa Vermelha); Colégio São José (Vacaria); Hospital Nossa Senhora da Oliveira (Vacaria); Escola Santa Teresinha (Sananduva); Hospital São Francisco (Concórdia). O processo, formado por um total de 588 páginas, traz informações a respeito de cada uma das instituições que compõem a Sociedade. Para cada uma delas, muitas fotos, documentação organizacional interna, documentações sobre despesas e receitas e as atividades desenvolvidas ao longo do ano.

Localizamos também um processo de Solicitação de Declaração de Utilidade Pública, do ano de 1978, da Fundação de Educação e Cultura Sport Club Internacional. Para fundamentar a solicitação, foram anexados documentos, o histórico da instituição, as atividades que por ela estavam sendo desenvolvidas. Possuía como principal atividade a Biblioteca Zeferino Brasil, que conforme a documentação, contava com um acervo de 40 mil volumes, classificados e catalogados, acessível ao público indistintamente. Localizada no parque esportivo do Sport Club Internacional, atendia, principalmente, a zona sul da capital. No momento da solicitação, tinham como propósito reeditar todas as obras de Zeferino Brazil, além da construção de um auditório e da criação de um museu histórico. Apenso ao processo, encontramos Atestado da Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Certidão do Cartório Especial e Estatutos da FECI; Ata do Conselho de Administração da FECI; Atestado de Gratuidade de Cargo; Certificado do Conselho Estadual de Cultura, Regimento Interno da Biblioteca Zeferino Brazil; Movimento de consultas; doações de livros pela FECI; crônicas e notícias sobre a biblioteca; fotos da biblioteca e da oficina de encadernação; registros das novas instalações da biblioteca; conferências, lançamentos de livros editados e visitas; projeto do museu histórico.

Assim como no primeiro caso, também identificamos o Processo de Utilidade Pública – Relatório e Balanço – da Sociedade Caritativo São José enviado à Secretária de Justiça no ano de 1979. Localizada em Porto Alegre, a Sociedade São José foi criada por desmembramento da Sociedade Caritativo-Literária São José de Caxias do Sul. Com as mesmas finalidades registradas, identificamos a informação de que era mantenedora de seis escolas, dentre elas o Colégio Sevigne em Porto Alegre, além de um hospital em Veranópolis. Encontramos diversas outras informações no relatório composto por 320 páginas de documentos, dentre eles, muitas fotografias. Também mantenedora de uma escola bastante tradicional do estado, o Colégio Farroupilha, encontramos a documentação, recebida pela Secretaria no ano de 1981, da Associação Beneficente e Educacional de 1858. Fundada nesse ano por um grupo de alemães emigrados, teve como finalidade inicial prestar assistência social moral e econômica aos integrantes recém-chegados. Em 1883 iniciou suas atividades no campo da educação (ensino), sem finalidade econômica.

Por fim, deslocando um pouco da cultura e da educação para a área da saúde, localizamos um Relatório de Utilidade Pública do Hospital Moinhos de Vento protocolado na Secretaria no ano de 1980, referente as atividades do ano anterior. Nele encontramos informações sobre construção do ambulatório, sobre a escola de 2º grau e os cursos técnicos que eram oferecidos, atividades científicas, treinamento e aperfeiçoamento, aquisição de máquinas, equipamentos e aparelhos, balanço de resultados.

Esses foram apenas alguns exemplos dos vários processos que dizem respeito à concessão da Declaração de Utilidade Pública, que compõem o Acervo da Secretaria da Justiça. Manuseando a documentação, composta por diversas tipos e formatos de registros, podemos perceber o forte potencial que possui para pesquisas tais como a educação (projetos pedagógicos, organização escolar, currículo) relação público-privado na oferta de serviços e garantias de direitos à população (filantropia, isenções fiscais, gratuidades, bolsas) no decorrer das últimas décadas.

Essa é apenas uma pequena amostra do potencial de uma parcela de toda a documentação que compõe o Acervo da Secretária da Justiça. Em julho, mais novidades por aqui.

*Acervo em tratamento técnico.

Cinema no Arquivo: Exposição de Fotografias de Porto Alegre

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2015.05.13 Cartaz da exposiçãoO Arquivo Público do RS, em parceria com o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa promove a primeira exposição do projeto Cinema no Arquivo, tendo como temática o meio ambiente.

Nesta segunda-feira, 11 de maio, estreou na sala Professor Joél Abílio Pinto dos Santos, no APERS, a exposição fotográfica “A (des)urbanização do meio ambiente”.

A exposição dialoga com o filme Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio (1983), que será exibido no dia 28 de maio, às 18h30min, pois ambos tratam das relações entre os seres humanos e a natureza, o tempo e a tecnologia.

2015.05.13 Cinema no Arquivo Exposicao 01Koyaanisqatsi é uma palavra da língua hopi que significa “vida em desequilíbrio”. Este desequilíbrio é retratado em um filme sem diálogos, sem enredo e sem atores. Uma obra minimalista sobre os efeitos da modernização desenfreada da humanidade, embalada pela música arrebatadora de Philip Glass.

Até o dia 26 de junho estarão disponíveis, para apreciação, 10 reproduções fotográficas da cidade de Porto Alegre, de 1900 a 1969, que apontam os (des)caminhos de uma urbanização sem planejamento, cujos interesses econômicos se sobrepõem à preservação ambiental. Venha prestigiar!

Confira abaixo os títulos das imagens que estarão na exposição:

  • Enchente em Porto Alegre, de Antonio Nunes, 1941.
  • Lavadeiras, de Luiz do Nascimento Ramos, 1900.
  • Antigo cais da Praça da Alfândega e sua escadaria para o lago Guaíba, c. 1900.
  • Aterro do Guaíba – Vista do Morro de Santa Teresa, 1961.
  • Moradias próximas ao dique do Aeroporto Salgado Filho, 1961.
  • Aterro do Lago Guaíba, onde posteriormente seriam construídos a Av. Edvaldo Pereira Paiva (conhecida como Avenida Beira-Rio) e o Parque Marinha do Brasil, 1959.
  • Casa de correção, 1930.
  • Vista da casa de correção, local conhecido como “Ponta da Cadeia” a partir da Ilha da Pintada, anos 1930.
  • Construção da nova sede da Companhia Rio-Grandense de Telecomunicações, 13/07/1965.
  • Visita do Governador Walter Peracchi Barcellos às obras da Estação Rodoviária Central, 11/11/1969.

APERS e UFRGS realizarão a III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos

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2015.05.06 III Jornada2015 é ano de Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos no APERS! O evento bianual é promovido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul através do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História, e com a Associação dos Amigos do APERS. Tem como principais objetivos oportunizar espaço para a difusão da produção intelectual sobre Ditaduras de Segurança Nacional na América Latina e Direitos Humanos, e sobre ações no campo da gestão documental de acervos relacionados ao tema, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e desta com a sociedade, divulgando locais de pesquisas e seus respectivos acervos, e estimulando a produção e compartilhamento de conhecimento.

Nessa edição as atividades da Jornada ocorrerão nos dias 29 e 30 de setembro, 01 e 02 de outubro de 2015, e incluirão palestras, debates, comunicações e atividades culturais, conforme programação a ser divulgada em agosto. Entretanto, é com satisfação que hoje lançamos o regulamento para participação no evento, que apresenta normas e prazos. Serão aceitas inscrições de comunicadores e de ouvintes, de acordo com o seguinte calendário geral:

  • 06 de maio de 2015: lançamento do regulamento;
  • 13 de julho de 2015: data limite para envio de trabalhos / inscrições como comunicador;
  • 19 de agosto de 2015: divulgação dos trabalhos aceitos e cronograma de apresentações;
  • 14 de setembro de 2015: data limite para inscrições como ouvinte;
  • 29 e 30 de setembro de 2015: dias de realização da III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos.

Baixe o regulamento completo aqui. Anota na agenda, divulga e participa. Faça parte dessa Jornada conosco!

Cinema no Arquivo: Curta no Almoço

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2015.05.06 Curta no almoco capa

     Na próxima quarta-feira, 13 de maio, a partir das 12h, o APERS apresentará 04 curtas-metragens com temática voltada ao meio ambiente: Inhabitants, do armênio Artavazd Peleshian; H2O, do norte-americano Ralph Steiner; Regen, do holandês Joris Ivens; e Ilha das Flores, do gaúcho Jorge Furtado.

     A entrada é franca e não precisa de agendamento prévio. Participe!

     Confira abaixo a sinopse de cada curta.

Inhabitants – Artavazd Peleshian (1970 – Armênia) 8min.

2015.05.06 InhabitantsProduzido em 1970, Inhabitants retrata a vida selvagem em momentos de pânico. Peleshian manipula o tempo e o som através da montagem como forma de demonstrar as manifestações da natureza, e como o homem (no papel de predador) interage com ela. Mesmo sem aparecer, a presença humana se faz sentir por sons de tiros, em uma sequência de animais correndo em fuga, demonstrando, por meio da natureza, o confronto da própria humanidade consigo mesma.

H2O – Ralph Steiner (1929 – EUA) 12min.

2015.05.06 H2OH2O é um filme rápido e experimental que tem como tema a água em todas as suas formas. É um estudo clássico das amostras de luz e de texturas sobre a superfície da água, um tipo de poema cinematográfico que enfatiza o ritmo e as alterações por meio das qualidades visuais das imagens e da estrutura da edição. Esta concentração de padrões de movimento, sombreamento e textura fazem de H2O uma obra-prima, que, junto a Regen, de Joris Ivens, são considerados os dois primeiros filmes com temática ambiental da história do cinema.

Regen – Joris Ivens (1929 – Holanda) 14min.

2015.05.06 RegenRegen é um poema em movimento sobre a chuva em Amsterdã. Este filme é uma composição impressionista e segue seu rumo musical. O realizador, que filmou em diversos locais da cidade, demorou mais de dois anos para cinematografar cenas de chuva suficientes para conseguir compor o filme.

Ilha das Flores – Jorge Furtado (1989 – Brasil) 15min.

2015.05.06 Ilha das FloresUm ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

APERS? Presente, professor! – Ditadura e Democracia: perseguições e participações políticas

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Ditadura e Democracia_BlogHoje disponibilizamos a primeira proposta pedagógica Projeto APERS? Presente, professor! cuja IIª Edição problematizará os vínculos entre História e Educação para os Direitos Humanos.

Denominada de Ditadura e Democracia: perseguições e participações política, essa proposta tem como objetivo, a partir da história de sete personagens, realizar discussões a respeito do direito à manifestação política, à filiação partidária e à organização de entidades representativas como um dos direitos humanos que devem ser garantidos nos regimes democráticos. Para construí- la, a equipe do projeto utilizou como fonte os processos de indenização dos ex-presos políticos Ariosto Damin, Lino Cortese, Avelino Reginatto, Dileto Pavan, Germano Basso, Ernesto Zanon e de Setembrino Damin. Acesse aqui o arquivo da proposta. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

Um ótimo trabalho!

Se houver interesse, os processos na íntegra podem ser acessados aqui: (1) Ariosto Damin, (2) Lino Cortese, (3) Avelino Reginatto, (4) Dileto Pavan, (5) Germano Basso, (6) Ernesto Zanon, (7) Setembrino Damin.

Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Maio 2015

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre um sábado por mês, das 9 às 13 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de maio a Sala de Pesquisa abrirá no sábado 30.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar, até as 12 horas do dia 29, os documentos no balcão de atendimento presencial, por e-mail (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br) ou por telefone (51 3288 9104).

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Abril 2015

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de abril:

  • Usuários atendidos: 634
  • Atendimentos aos usuários: 1.005
  • Documentos recuperados: 58
  • Indexação Sistema AAP: 1.587
  • Reprodução de documentos: 823
  • Visitas guiadas: 03
  • Visualizações blog institucional: 10.873

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de abril:

2015.05.06 - APERS em Números
Clique aqui e saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Visitas guiadas ao APERS – Abril 2015

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No mês de abril foram realizadas 03 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 09: 30 alunos do Curso Técnico em Biblioteconomia da Escola Técnica Cristo Redentor, acompanhados pela professora Andréa Fontoura da SilvaI.

Dia 10: 27 alunos do 3° semestre do Curso de História da Fapa/Uniriter, acompanhados pela professora Claudira Cardoso, que ministra as disciplinas de Prática III e Educação Patrimonial. O objetivo da visita foi conhecer o APERS e os fazeres dos profissionais que trabalham nesse espaço.

Dia 10: 12 alunos do 2° semestre do Curso Técnico em Biblioteconomia da Escola Técnica Cristo Redentor, acompanhados pela professora Andréa Fontoura da Silva, que ministra a disciplina de Técnicas em Arquivo. Ao participar desta visita, o grupo teve por objetivo conhecer o APERS em seus contextos de trabalho e histórico.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery e Iara Gomide Machado.

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