Visitas guiadas ao Arquivo Público do RS

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2015.07.29 VISITAS GUIADAS

Atividades SIARQ/RS

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No dia 24 de julho, a diretora do APERS e a equipe de arquivistas do SIARQ/RS realizaram uma visita técnica a administração do Parque Zoológico (Fundação Zoobotânica) em Sapucaia do Sul, para consultoria sobre a organização e a criação de instrumentos arquivísticos. A iniciativa pretende facilitar o acesso e a interligação entre os setores (Hospital Veterinário, Zoologia, Centro de Triagem Animal Silvestre e Administrativo), além de garantir a guarda e a preservação dos documentos existentes.

2015.07.24 SIARQ no Zôo

Marco Antonio Rochedo Squeff, Iara Gomide, Renata de Vasconcellos, Paulo Ricardo Salermo, Silvia Soares, Maria Cristina Fernandes e Débora Flores

No dia 27, a Diretora Débora Flores e a arquivista Maria Cristina Fernandes receberam no APERS os arquivistas Carlos Lucena dos Santos e Anderson Bandeira Machado do DETRAN/RS, para elaboração de um plano de trabalho que vise a guarda, preservação e/ou migração de suporte da documentação dos Centros de Registros de Veículos Automores (CRVA) do Estado.

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Maria Cristina Fernandes, Débora Flores, Carlos Lucena dos Santos e Anderson Bandeira Machado

As atividades fazem parte da atuação do SIARQ/RS junto aos órgãos do Poder Executivo, vislumbrando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental. Os interessados em solicitar assessoria ao SIARQ/RS podem entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Os Caminhos da Matriz

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No último sábado de julho, dia 25, o Arquivo Público do Estado participou de mais uma edição de Os Caminhos da Matriz, roteiro 2. O ponto de encontro do público foi na Praça da Matriz, logo após, dirigiram-se ao Palácio Piratini.

Por volta das 14h 50min, as guias do APERS receberam os turistas e os conduziram pelo acervo do Arquivo Público do Estado. Talvez em função do tempo que oscilou entre sol e uma leve garoa, a participação do público foi menor, mas atento e muito interessado em conhecer o acervo, pois fizeram vários questionamentos sobre o APERS.

Às 16h, nossas guias conduziram o público até o Memorial do Judiciário para finalizarem o roteiro naquela Instituição. Confiram algumas fotos:

Ação Educativa em Arquivos V: “mirando un vecino argentino!”

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00Nesta edição da categoria “Ação Educativa em Arquivos” vamos “mirar” as ações levadas a cabo pelo Archivo Provincial de la Memoria (APM) da Província de Córdoba, Argentina. A análise do trabalhos desses “hermanos”, vizinhos do Cone Sul, ajuda a perceber as possibilidades de compreensão e usos dos arquivos enquanto espaços educativos, nos fazendo refletir de maneira crítica sobre as práticas educativas do próprio APERS.

Criado através da Lei Provincial de la Memoria, nº 9286, este arquivo se localiza no prédio onde funcionava o antigo “Departamento de Inteligencia de la Policía de la Provincia de Córdoba”, conhecido como “D-2”, símbolo máximo da prática do terrorismo de Estado na região durante a ditadura militar argentina.

Fruto de experiências próprias do contexto argentino com sua história recente e com as marcas da ditadura militar, a criação do APM objetiva contribuir para manter viva a história contemporânea da Província, suas lições e legados às gerações presentes e futuras; prover os instrumentos necessários para a busca da verdade histórica, da justiça e da reparação social ante as graves violações de direitos humanos e liberdades fundamentais; fomentar o estudo, a investigação e a difusão da luta contra a impunidade e pelo respeito pleno aos direitos humanos e suas implicações nos planos legal, ético, político e institucional; preservar informações, testemunhos e documentos necessários para estudar as condições e consequências da repressão ilegal e do terrorismo de Estado; desenvolver métodos adequados para o recolhimento, gestão, acesso e difusão ao acervo do Arquivo, assim como criar instrumentos pedagógicos que contribuam para a manutenção das instituições democráticas e para tornar realidade o imperativo do “Nunca Mas”. Além disso, tem como prerrogativa preservar as instalações do edifício, que funcionou como centro clandestino de detenção e tortura, ressignificando o espaço e seus usos em uma perspectiva testemunhal, pedagógica e educativa.

A instituição insere-se nas normativas gerais do Conselho Internacional de Arquivos para documentos provenientes de sistemas repressivos. Nesse sentido, organizada a partir de “Áreas de Trabajo”, tem como funções obter, compilar, classificar, organizar e custodiar toda a documentação relacionada às violações de direitos humanos e à prática do terrorismo de Estado ocorridas na província de Córdoba; garantir o acesso a essa documentação a partir de solicitação simples de qualquer pessoa legitimamente interessada; e manter, a partir dos acervos obtidos, um museu e espaço de memória.

Frente a seus objetivos e funções junto à sociedade argentina, evidencia-se o papel pedagógico e educativo assumido pelo APM. Tomado enquanto espaço de memória, o arquivo é percebido como um território conquistado para o exercício coletivo de reflexão sobre o passado recente e sobre as tramas do presente que se vinculam à memória coletiva, à identidade e aos processos políticos de construção cotidiana da democracia. A partir da “Área Pedagogía de la Memoria” são oferecidos cursos de formação para estudantes e educadores, visitas, oficinas, materiais pedagógicos e atividades culturais diversas, que debatem o autoritarismo e as violações de direitos humanos a partir dos acervos, do edifício e das vivências trazidas por cada visitante.

Nos chamados “Encontros de Memórias”, três vezes por semana são recebidos grupos de crianças, jovens e professores, com agendamento prévio. As visitas, pensadas como processos ativos e reflexivos, que envolvam e estimulem a participação de todos como “sujeitos criadores e problematizadores da realidade”, não possuem um formato linear. São construídas a partir do contato prévio com os docentes de cada turma, em formato de oficina para um “aprender-fazendo de forma coletiva”.

A Área Pedagogía de la Memoria também produz materiais pedagógicos, como publicações impressas e audiovisuais, que buscam dar aporte a professores e estudantes para pensar os sítios de memória como ferramentas metodológicas em aula, e desenvolve ainda: a “Ronda de la Memória”, concebida como uma feira anual em que estudantes e professores compartilham experiências e produções realizadas ao longo do ano a partir do contato entre arquivo e escola; a “Ronda de la Lectura”, evento anual para jovens, crianças, escritos, educadores, músicos, artistas e público em geral. Durante dois dias todos compartilham a palavra, como “ferramenta poderosa que gera laços em comum e nos alimenta”; e o projeto “La justicia em su lugar”, que oportuniza aulas públicas mensais sobre Justiça e Memória em frente aos Tribunais Federais, no horário em que ocorrem as audiências de julgamento por crimes de Lesa Humanidade, produzindo mostras de arte e política, e defendendo o direito dos jovens maiores de 16 anos de assistir às audiências.

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Ano após ano também é aberto espaço para que estudantes de graduação acompanhem as ações educativas do arquivo, desenvolvendo suas práticas profissionais supervisionadas, assim como para estudantes que entram em contato com a instituição para realizar práticas sócio-comunitárias.

O trabalho desenvolvido pelo APM evidencia preocupação tanto com a salvaguarda e gestão documental (a partir do trabalho de Áreas como “Documentación y Conservación”, e “Investigación”), quanto com o papel social e os usos pedagógicos e educativos da instituição, evidenciando que é a partir da apropriação e resignificação do espaço e de seus acervos que se efetiva o próprio sentido de existência do Archivo Provincial de la Memória.

Ainda que seja necessário compreender as diferenças entre as duas instituições, diversos aspectos metodológicos empregados lá são semelhantes aos empregados nas ações educativas desenvolvidas pelo APERS, como a concepção e realização de oficinas como momentos para a produção coletiva de conhecimentos e trocas de experiências, a dinâmica de parceria e formação de educadores e estudantes de graduação, ou a valorização do espaço físico em que a instituição está sediada como patrimônio e como elemento central nas atividades pedagógicas. O APERS não é um arquivo temático ou um lugar de memória que testemunhe experiências traumáticas ali vivenciadas, mas salvaguarda uma série de fundos ou conjuntos documentais relacionados a temas sensíveis intimamente vinculados a identidades e memórias da sociedade sul-riograndense e brasileira, como a escravidão e a luta por liberdade, a imigração, e a própria ditadura civil militar. Além disso, carrega as marcas do tempo, de concepções de história e de arquivo, de Estado, política e sociedade. Tudo isso pode e deve ser problematizado e apropriado através de processos educativos que relacionem memória, história e patrimônio.

A dinâmica de condução das ações educativas no APM, tão próxima aos usuários do arquivo, lançando um olhar todo especial para suas demandas, abrindo espaço para os conceitos e significados trazidos por cada grupo, e acompanhando a sequência do trabalho após a participação nas oficinas, certamente é inspiradora para desdobramentos e até mesmo aperfeiçoamentos em nossas ações. Certamente buscaremos contato com a equipe hermana, e seguiremos criando parcerias para qualificar nossa caminhada!

Os Caminhos da Matriz: APERS faz parte do Roteiro deste sábado!

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2015.07.22 Caminhos da Matriz

2015.07.22 Caminhos da Matriz (1)

Imagens de processos de habilitação de casamento liberadas para pesquisa online

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Estão disponíveis via sistema de Administração de Acervos Público (AAP) no portal institucional do Arquivo Público do RS os processos de habilitação para casamento de Alegrete, Cartório de Itapororó, período de 1891 a 1908, Augusto Pestana, período de 1965 a 1977 e Porto Alegre, Cartório de Mariana Pimentel, período 1897 a 1917, sob nossa custódia. O material disponibilizado, permite o acesso às imagens através da internet, pelo http://www.apers.rs.gov.br, no ícone do Consulta online, ou no http://m.rs.gov.br/ e na aba Administração/APERS móvel  abaixo disponibilizamos o passo a passo para duas formas de pesquisa possíveis (por documento ou por fundo):

Para consultar por documento:

1. Entre no site http://www.apers.rs.gov.br e na barra lateral clique no ícone “Consulta online” ou no http://m.rs.gov.br/ e na aba Administração/APERS móvel.

2. Preencha os campos “Pesquisa 1” e “Pesquisa 2” com o nome da parte que pretende pesquisar ou informe as datas de abrangência no campo “Período” e selecione “Consultar por documento” e clique em “Avançar”.

3. O sistema listará os documentos custodiados pelo APERS de acordo com as informações inseridas.

4. Clique na opção “Processo/Habilitação para casamento” e serão listados todos os processos de habilitação para casamento disponíveis de acordo com as informações inseridas. Na coluna “Nº de imagens disponíveis” será informado se o processo possui imagens disponíveis e a quantidade.

5. Clique em acessar e serão disponibilizadas as informações sobre o processo selecionado, você poderá optar por visualizar o .pdf do processo ou imagem a imagem.

6. Clique no link para abrir o arquivo com o processo digitalizado.

Para consultar por fundo documental:

1. Entre no site http://www.apers.rs.gov.br e na barra lateral clique no ícone “Consulta online” ou no http://m.rs.gov.br/ e na aba Administração/APERS móvel.

2. Preencha os campos “Pesquisa 1” e “Pesquisa 2” com o nome da parte que pretende pesquisar ou informe as datas de abrangência no campo “Período” e selecione “Consultar por fundo – documento” e clique em “Avançar”.

3. O sistema listará os documentos custodiados pelo APERS de acordo com as informações inseridas.

4. Clique na opção “Processo/Habilitação para casamento” e serão listados todos os processos de habilitação para casamento disponíveis de acordo com o Fundo de origem.

5. Clique no Fundo que pretende pesquisar e visualize o nome das partes, ano de processo e número de imagens disponíveis.

6. Clique em acessar e serão disponibilizadas as informações sobre o processo selecionado, você poderá optar por visualizar o .pdf do processo ou imagem a imagem.

7. Clique no link para abrir o arquivo com o processo digitalizado.

Lembramos que estão disponíveis via site institucional as Cartas de Liberdade eferentes ao período da escravidão no RS – de 1763 a 1888, para saber mais clique aqui. No site do Family Search é possível pesquisar parte de nosso acervo referente ao Registro Civil, para dar mais visibilidade a esta ação, publicamos artigos de autoria de nossa pesquisadora e voluntária do Family Search, Adriana Weber, sobre como pesquisar estes documentos. Para saber mais, clique aqui.

Pesquisando no Arquivo: Processos Judiciais de Medição

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    Em julho, nossa indicação de pesquisa são os Processos de Medição, dentro do acervo do APERS. Você sabe como é feita a medição das terras?

    No Brasil, além das unidades usuais referentes ao m² e ao km², as pessoas utilizavam algumas medidas denominadas agrárias. Entre os proprietários de terras e corretores, as medidas utilizadas cotidianamente são as seguintes: are (a), hectare (ha) e o alqueire. Entre as medidas agrárias, o are é considerado a unidade de medida fundamental, correspondendo a uma superfície de 100 m², mas atualmente ele é pouco utilizado.

   No exemplo abaixo está a planta geométrica da colônia dos herdeiros da família Hoeffel, da cidade de São Leopoldo, do ano de 1857.

Planta geometrica colonia herdeiros Hoeffel

   Em nosso acervo, há cerca de 3000 registros de Medição, que datam aproximadamente de 1792 a 1959. Se você tiver interesse em pesquisar estes documentos, envie um e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

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