Visitas guiadas ao Arquivo Público do RS

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2015.07.29 VISITAS GUIADAS

Atividades SIARQ/RS

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No dia 24 de julho, a diretora do APERS e a equipe de arquivistas do SIARQ/RS realizaram uma visita técnica a administração do Parque Zoológico (Fundação Zoobotânica) em Sapucaia do Sul, para consultoria sobre a organização e a criação de instrumentos arquivísticos. A iniciativa pretende facilitar o acesso e a interligação entre os setores (Hospital Veterinário, Zoologia, Centro de Triagem Animal Silvestre e Administrativo), além de garantir a guarda e a preservação dos documentos existentes.

2015.07.24 SIARQ no Zôo

Marco Antonio Rochedo Squeff, Iara Gomide, Renata de Vasconcellos, Paulo Ricardo Salermo, Silvia Soares, Maria Cristina Fernandes e Débora Flores

No dia 27, a Diretora Débora Flores e a arquivista Maria Cristina Fernandes receberam no APERS os arquivistas Carlos Lucena dos Santos e Anderson Bandeira Machado do DETRAN/RS, para elaboração de um plano de trabalho que vise a guarda, preservação e/ou migração de suporte da documentação dos Centros de Registros de Veículos Automores (CRVA) do Estado.

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Maria Cristina Fernandes, Débora Flores, Carlos Lucena dos Santos e Anderson Bandeira Machado

As atividades fazem parte da atuação do SIARQ/RS junto aos órgãos do Poder Executivo, vislumbrando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental. Os interessados em solicitar assessoria ao SIARQ/RS podem entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Os Caminhos da Matriz

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No último sábado de julho, dia 25, o Arquivo Público do Estado participou de mais uma edição de Os Caminhos da Matriz, roteiro 2. O ponto de encontro do público foi na Praça da Matriz, logo após, dirigiram-se ao Palácio Piratini.

Por volta das 14h 50min, as guias do APERS receberam os turistas e os conduziram pelo acervo do Arquivo Público do Estado. Talvez em função do tempo que oscilou entre sol e uma leve garoa, a participação do público foi menor, mas atento e muito interessado em conhecer o acervo, pois fizeram vários questionamentos sobre o APERS.

Às 16h, nossas guias conduziram o público até o Memorial do Judiciário para finalizarem o roteiro naquela Instituição. Confiram algumas fotos:

Ação Educativa em Arquivos V: “mirando un vecino argentino!”

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00Nesta edição da categoria “Ação Educativa em Arquivos” vamos “mirar” as ações levadas a cabo pelo Archivo Provincial de la Memoria (APM) da Província de Córdoba, Argentina. A análise do trabalhos desses “hermanos”, vizinhos do Cone Sul, ajuda a perceber as possibilidades de compreensão e usos dos arquivos enquanto espaços educativos, nos fazendo refletir de maneira crítica sobre as práticas educativas do próprio APERS.

Criado através da Lei Provincial de la Memoria, nº 9286, este arquivo se localiza no prédio onde funcionava o antigo “Departamento de Inteligencia de la Policía de la Provincia de Córdoba”, conhecido como “D-2”, símbolo máximo da prática do terrorismo de Estado na região durante a ditadura militar argentina.

Fruto de experiências próprias do contexto argentino com sua história recente e com as marcas da ditadura militar, a criação do APM objetiva contribuir para manter viva a história contemporânea da Província, suas lições e legados às gerações presentes e futuras; prover os instrumentos necessários para a busca da verdade histórica, da justiça e da reparação social ante as graves violações de direitos humanos e liberdades fundamentais; fomentar o estudo, a investigação e a difusão da luta contra a impunidade e pelo respeito pleno aos direitos humanos e suas implicações nos planos legal, ético, político e institucional; preservar informações, testemunhos e documentos necessários para estudar as condições e consequências da repressão ilegal e do terrorismo de Estado; desenvolver métodos adequados para o recolhimento, gestão, acesso e difusão ao acervo do Arquivo, assim como criar instrumentos pedagógicos que contribuam para a manutenção das instituições democráticas e para tornar realidade o imperativo do “Nunca Mas”. Além disso, tem como prerrogativa preservar as instalações do edifício, que funcionou como centro clandestino de detenção e tortura, ressignificando o espaço e seus usos em uma perspectiva testemunhal, pedagógica e educativa.

A instituição insere-se nas normativas gerais do Conselho Internacional de Arquivos para documentos provenientes de sistemas repressivos. Nesse sentido, organizada a partir de “Áreas de Trabajo”, tem como funções obter, compilar, classificar, organizar e custodiar toda a documentação relacionada às violações de direitos humanos e à prática do terrorismo de Estado ocorridas na província de Córdoba; garantir o acesso a essa documentação a partir de solicitação simples de qualquer pessoa legitimamente interessada; e manter, a partir dos acervos obtidos, um museu e espaço de memória.

Frente a seus objetivos e funções junto à sociedade argentina, evidencia-se o papel pedagógico e educativo assumido pelo APM. Tomado enquanto espaço de memória, o arquivo é percebido como um território conquistado para o exercício coletivo de reflexão sobre o passado recente e sobre as tramas do presente que se vinculam à memória coletiva, à identidade e aos processos políticos de construção cotidiana da democracia. A partir da “Área Pedagogía de la Memoria” são oferecidos cursos de formação para estudantes e educadores, visitas, oficinas, materiais pedagógicos e atividades culturais diversas, que debatem o autoritarismo e as violações de direitos humanos a partir dos acervos, do edifício e das vivências trazidas por cada visitante.

Nos chamados “Encontros de Memórias”, três vezes por semana são recebidos grupos de crianças, jovens e professores, com agendamento prévio. As visitas, pensadas como processos ativos e reflexivos, que envolvam e estimulem a participação de todos como “sujeitos criadores e problematizadores da realidade”, não possuem um formato linear. São construídas a partir do contato prévio com os docentes de cada turma, em formato de oficina para um “aprender-fazendo de forma coletiva”.

A Área Pedagogía de la Memoria também produz materiais pedagógicos, como publicações impressas e audiovisuais, que buscam dar aporte a professores e estudantes para pensar os sítios de memória como ferramentas metodológicas em aula, e desenvolve ainda: a “Ronda de la Memória”, concebida como uma feira anual em que estudantes e professores compartilham experiências e produções realizadas ao longo do ano a partir do contato entre arquivo e escola; a “Ronda de la Lectura”, evento anual para jovens, crianças, escritos, educadores, músicos, artistas e público em geral. Durante dois dias todos compartilham a palavra, como “ferramenta poderosa que gera laços em comum e nos alimenta”; e o projeto “La justicia em su lugar”, que oportuniza aulas públicas mensais sobre Justiça e Memória em frente aos Tribunais Federais, no horário em que ocorrem as audiências de julgamento por crimes de Lesa Humanidade, produzindo mostras de arte e política, e defendendo o direito dos jovens maiores de 16 anos de assistir às audiências.

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Ano após ano também é aberto espaço para que estudantes de graduação acompanhem as ações educativas do arquivo, desenvolvendo suas práticas profissionais supervisionadas, assim como para estudantes que entram em contato com a instituição para realizar práticas sócio-comunitárias.

O trabalho desenvolvido pelo APM evidencia preocupação tanto com a salvaguarda e gestão documental (a partir do trabalho de Áreas como “Documentación y Conservación”, e “Investigación”), quanto com o papel social e os usos pedagógicos e educativos da instituição, evidenciando que é a partir da apropriação e resignificação do espaço e de seus acervos que se efetiva o próprio sentido de existência do Archivo Provincial de la Memória.

Ainda que seja necessário compreender as diferenças entre as duas instituições, diversos aspectos metodológicos empregados lá são semelhantes aos empregados nas ações educativas desenvolvidas pelo APERS, como a concepção e realização de oficinas como momentos para a produção coletiva de conhecimentos e trocas de experiências, a dinâmica de parceria e formação de educadores e estudantes de graduação, ou a valorização do espaço físico em que a instituição está sediada como patrimônio e como elemento central nas atividades pedagógicas. O APERS não é um arquivo temático ou um lugar de memória que testemunhe experiências traumáticas ali vivenciadas, mas salvaguarda uma série de fundos ou conjuntos documentais relacionados a temas sensíveis intimamente vinculados a identidades e memórias da sociedade sul-riograndense e brasileira, como a escravidão e a luta por liberdade, a imigração, e a própria ditadura civil militar. Além disso, carrega as marcas do tempo, de concepções de história e de arquivo, de Estado, política e sociedade. Tudo isso pode e deve ser problematizado e apropriado através de processos educativos que relacionem memória, história e patrimônio.

A dinâmica de condução das ações educativas no APM, tão próxima aos usuários do arquivo, lançando um olhar todo especial para suas demandas, abrindo espaço para os conceitos e significados trazidos por cada grupo, e acompanhando a sequência do trabalho após a participação nas oficinas, certamente é inspiradora para desdobramentos e até mesmo aperfeiçoamentos em nossas ações. Certamente buscaremos contato com a equipe hermana, e seguiremos criando parcerias para qualificar nossa caminhada!

Os Caminhos da Matriz: APERS faz parte do Roteiro deste sábado!

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2015.07.22 Caminhos da Matriz

2015.07.22 Caminhos da Matriz (1)

Imagens de processos de habilitação de casamento liberadas para pesquisa online

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Estão disponíveis via sistema de Administração de Acervos Público (AAP) no portal institucional do Arquivo Público do RS os processos de habilitação para casamento de Alegrete, Cartório de Itapororó, período de 1891 a 1908, Augusto Pestana, período de 1965 a 1977 e Porto Alegre, Cartório de Mariana Pimentel, período 1897 a 1917, sob nossa custódia. O material disponibilizado, permite o acesso às imagens através da internet, pelo http://www.apers.rs.gov.br, no ícone do Consulta online, ou no http://m.rs.gov.br/ e na aba Administração/APERS móvel  abaixo disponibilizamos o passo a passo para duas formas de pesquisa possíveis (por documento ou por fundo):

Para consultar por documento:

1. Entre no site http://www.apers.rs.gov.br e na barra lateral clique no ícone “Consulta online” ou no http://m.rs.gov.br/ e na aba Administração/APERS móvel.

2. Preencha os campos “Pesquisa 1” e “Pesquisa 2” com o nome da parte que pretende pesquisar ou informe as datas de abrangência no campo “Período” e selecione “Consultar por documento” e clique em “Avançar”.

3. O sistema listará os documentos custodiados pelo APERS de acordo com as informações inseridas.

4. Clique na opção “Processo/Habilitação para casamento” e serão listados todos os processos de habilitação para casamento disponíveis de acordo com as informações inseridas. Na coluna “Nº de imagens disponíveis” será informado se o processo possui imagens disponíveis e a quantidade.

5. Clique em acessar e serão disponibilizadas as informações sobre o processo selecionado, você poderá optar por visualizar o .pdf do processo ou imagem a imagem.

6. Clique no link para abrir o arquivo com o processo digitalizado.

Para consultar por fundo documental:

1. Entre no site http://www.apers.rs.gov.br e na barra lateral clique no ícone “Consulta online” ou no http://m.rs.gov.br/ e na aba Administração/APERS móvel.

2. Preencha os campos “Pesquisa 1” e “Pesquisa 2” com o nome da parte que pretende pesquisar ou informe as datas de abrangência no campo “Período” e selecione “Consultar por fundo – documento” e clique em “Avançar”.

3. O sistema listará os documentos custodiados pelo APERS de acordo com as informações inseridas.

4. Clique na opção “Processo/Habilitação para casamento” e serão listados todos os processos de habilitação para casamento disponíveis de acordo com o Fundo de origem.

5. Clique no Fundo que pretende pesquisar e visualize o nome das partes, ano de processo e número de imagens disponíveis.

6. Clique em acessar e serão disponibilizadas as informações sobre o processo selecionado, você poderá optar por visualizar o .pdf do processo ou imagem a imagem.

7. Clique no link para abrir o arquivo com o processo digitalizado.

Lembramos que estão disponíveis via site institucional as Cartas de Liberdade eferentes ao período da escravidão no RS – de 1763 a 1888, para saber mais clique aqui. No site do Family Search é possível pesquisar parte de nosso acervo referente ao Registro Civil, para dar mais visibilidade a esta ação, publicamos artigos de autoria de nossa pesquisadora e voluntária do Family Search, Adriana Weber, sobre como pesquisar estes documentos. Para saber mais, clique aqui.

Pesquisando no Arquivo: Processos Judiciais de Medição

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    Em julho, nossa indicação de pesquisa são os Processos de Medição, dentro do acervo do APERS. Você sabe como é feita a medição das terras?

    No Brasil, além das unidades usuais referentes ao m² e ao km², as pessoas utilizavam algumas medidas denominadas agrárias. Entre os proprietários de terras e corretores, as medidas utilizadas cotidianamente são as seguintes: are (a), hectare (ha) e o alqueire. Entre as medidas agrárias, o are é considerado a unidade de medida fundamental, correspondendo a uma superfície de 100 m², mas atualmente ele é pouco utilizado.

   No exemplo abaixo está a planta geométrica da colônia dos herdeiros da família Hoeffel, da cidade de São Leopoldo, do ano de 1857.

Planta geometrica colonia herdeiros Hoeffel

   Em nosso acervo, há cerca de 3000 registros de Medição, que datam aproximadamente de 1792 a 1959. Se você tiver interesse em pesquisar estes documentos, envie um e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

Cinema no Arquivo: O Ilusionista

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    O Cinema no Arquivo projetou, no dia 16 de julho, no auditório Marcos Justo Tramontini, o filme O Ilusionista, de Jos Stelling. Após a exibição do filme, a Professora de Filosofia da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Doutora em Filosofia pela UFRGS, Ana Carolina da Costa e Fonseca, conversou com o público sobre o desconforto e o dilema que o filme provoca, por se tratar o que vulgarmente se considera “loucura” e “normalidade”. Ela destacou que o diretor pode ter se utilizado dos trabalhos de Friedrich Nietzsche, Michel Foucault, Sigmund Freud e Wilhelm Reich para desconstruir estes conceitos, questionando a suposta normalidade da sociedade, revelando a doença social que está presente em cada um de nós.

    Algumas faces da “loucura”, como a do artista que é incompreendido na sociedade, pois não se enquadra nos supostos padrões de normalidade, e a do doente mental, cujo preconceito e intolerância segregam, são facilmente identificadas no filme, porém loucura e normalidade se misturam a ponto de não se saber quem é o “louco” e quem é o “normal”, mostrando que a dita normalidade não passa de um equívoco. Cada um pode parecer “louco” aos olhos do outro; ou seja, O Ilusionista provoca a discussão do que é normalidade, fato que causou certo alvoroço na plateia. Concordando ou não com os conceitos abordados, ele provoca certa estranheza que certamente nos levará a questionamentos internos da relação de nosso papel tanto na sociedade quanto em nosso universo interior.

   As imagens, aliadas à música, falam por meio de símbolos, como frases incompletas em letreiros, pintura lobotomizada de Freud, moscas mortas a martelada, uma mãe controladora, um suicida, uma situação quase incestuosa da mãe com um dos filhos, um caixão virado de cabeça para baixo e padres rindo desta situação (demonstrando um comportamento inadequado como sacerdotes e guardiões da moralidade), a dependência dos óculos que os dois principais personagens têm (pois enxergam a realidade de forma diferente sem eles).

   De qualquer forma, há muitas cargas dramáticas que norteiam as cenas desta obra, fazendo de “O Ilusionista” um filme para ser visto várias vezes.

    Confira as imagens do evento abaixo!

Exposição Mundos de Dentro, Mundos de Fora

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Na última quinta-feira, 16 de julho, o APERS promoveu o encontro de três frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Carlos Giovane de Oliveira, Teresa Noeci Brito da Silva e Jacqueline Krueger estiveram presentes com familiares e amigos para celebrar a Exposição Mundos de Dentro, Mundos de Fora.

Partindo de experiências sensoriais e das observações do cotidiano, os três artistas fazem trabalhos diferenciados, tanto na forma de expressão quanto no material utilizado.

01 Carlos GiovaneCarlos Giovane, 49 anos, mora em Novo Hamburgo e frequenta a Oficina desde fevereiro de 2014. Sua técnica utilizada é a colagem. Contumaz observador, ele procura em revistas, imagens e cores que farão parte do mosaico de sua criação. Sua preferência recai sobre páginas coloridas e brilhantes. Giovane considera-se metódico em seu trabalho, buscando sempre um resultado que satisfaça suas exigências. Por conta disso, ele está participando do VI Concurso Nacional de pintura, poesia e desenhos, da Arte de Viver, Valorizar Vidas por meio da Arte, em São Paulo. É mais um estímulo para que ele siga criando imagens a partir de seu mundo interior.

02 TeresaTeresa Noeci, 48 anos, moradora da Lomba do Pinheiro, frequenta a Oficina desde 2004. Alegre e extrovertida, adora os trabalhos que faz. Começou fazendo trabalhos manuais com linha, passou pelas têmperas e, neste momento, cria suas “baianas tropicanas” de tecido e renda que ela borda em quadrados que podem ser utilizados em almofadas, travesseiros, roupas ou onde a imaginação desejar. Considera-se uma autodidata e adora criar coisas. Para Teresa, suas belas “baianas tropicanas” representam todas as pluralidades dos povos, as diferentes culturas que estão inseridas numa festa só, o carnaval. Teresa frequenta a Oficina nas terças e quintas-feiras, sempre disposta a buscar novidades.

03 JacquelineJacqueline, 49 anos, está na Oficina desde 2005. Sua técnica está na pintura monocromática feita em papel Canson, bege ou branco, com caneta Nanquim de várias pontas (preferencialmente na cor preta). Sua criatividade permite que ela trabalhe vários detalhes em linhas milimétricas que formam paisagens ora abstratas ora alusivas à natureza. Dotada de grande habilidade no manuseio da caneta, Jacqueline deixa-se “acontecer”. Para ela, são sentimentos que saem espontaneamente, prazeirosamente, resultando num trabalho que ela não pretende explicar ou interpretar. Ela se permite utilizar sua liberdade ao desenhar o que surge de seu mundo interior, desejando que a mesma liberdade seja também utilizada no momento em que seus trabalhos são apreciados. Além da Oficina de Criatividade, Jacqueline também participa do Atelier de Escrita, transformando em versos sentimentos e emoções que preenchem seu rico universo.

Bárbara Neubarth, coordenadora da Oficina de Criatividade, estimula seus frequentadores e se diz admiradora de criações que surgem a partir dos encontros semanais.

Venha ver os trabalhos de Giovane, Teresa e Jacqueline que estão em exposição na Sala Joél Abilio Pinto dos Santos do Arquivo Público do Estado, a visitação pode ser feita das 8h30 às 17h até o dia 14 de agosto de 2015.

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Avaliação do Curso de Formação para Professores PEP UFRGS|APERS

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     Nos meses de abril, maio e junho desse ano, ocorreu a 5ª Edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial PEP UFRGS|APERS. Organizado em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh-RS e com recursos do Edital Proext/MEC, o Curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS certificou trinta e oito professores e onze bolsistas e estagiários do APERS e do Programa de Educação Patrimonial.

    Ao final de cada nova edição, a equipe do Programa realiza uma pesquisa para que os professores avaliem o curso e para que as futuras edições possam ser qualificadas de acordo com a demanda dos docentes.

Avaliação Curso Professores    Dentre todos os professores, dezessete participaram da proposta de avaliação – um questionário encaminhado via Google docs. Parte das perguntas, sobre questões pontuais do curso, foram de múltipla escolha. Segue um breve comentário a respeito dos resultados: em relação: (1) a estrutura, dias da semana e turno de realização do curso, carga horária, conteúdos ministrados, materiais de apoio e serviço de secretaria, os professores se mostram satisfeitos ou muito satisfeitos; (2) sobre os encontros específicos, na maior parte das respostas os professores consideraram boas e ótimas as contribuições para a sua prática docente; (3) também consideraram os conteúdos adequados e de acordo com a proposta do curso; (4) dois dos 17 professores acharam pouco adequado a aplicabilidade do conteúdo à realidade profissional, enquanto 15 deles acharam adequado; (5) por unanimidade, acharam adequada a bibliografia.

    Além delas, também foram elaboradas três perguntas dissertativas. A primeira solicitava que o professor narrasse alguma situação da sua vida pessoal ou profissional na qual tivesse se sentido influenciado pelas discussões feitas ao longo do curso, ou ainda alguma experiência passada à qual tivesse atribuído novo significado a partir do curso. Das respostas, salientamos as considerações sobre a palestra da professora Sherol, que foi recordada pela temática das famílias escravas, por sinal mencionada mais de uma vez; sobre a perspectiva do trabalho com a questão da liberdade, mencionada por outra professora; sobre a relação entre escola e universidade suscitada pelas falas dos professores Arilson e Verena; sobre o quanto emocionante foi o encontro que trabalhou com o tema das trajetórias; sobre os aprendizados a partir da Vivência da Oficina Tesouros da Família Arquivo; e sobre a afirmação da identidade de um professor.

    A segunda propôs que a professor avaliasse em que medida o curso contribuiu para a educação sobre história africana e afro-brasileira e para a discussão em sala de aula sobre relações étnico-raciais. As respostas foram diversas, passaram pela contribuição naquilo que diz respeito ao planejamento de aula; ao aporte para discussões com outros professores a respeito da importância do trabalho com a temática; à utilização de dados estatísticos sobre a escravidão em outras disciplinas; à identificação de possibilidades de fontes para serem trabalhadas na sala de aula; à qualificação da crítica e das formas de trabalho com o livro didático. E não poderíamos deixar de mencionar o relato de uma professora sobre a contribuição do trabalho com a Caixa AfricaNoArquivo, apresentada e distribuída ao longo do curso, que “percebeu que os alunos que se identificam como afrodescendentes, se sentem muito orgulhosos por terem seus ascendentes como tema de estudo“.

    Na terceira, em que abrimos espaços para críticas, foram manifestados alguns aspectos tais como: a impressão de que algumas discussões foram acadêmicas demais, da falta de leitura por parte dos colegas, da falta de planejamento de alguns poucos palestrantes e da pouca dinamicidade de muitas falas. Já no campo sugestões para outras edições, foram apontadas ideias como: uma mostra de trabalho dos educadores e a escrita de um artigo ou de um plano de aula, como trabalho de finalização do curso, uma carga horária maior que contemplasse outras áreas do conhecimento.

    Caso deseje, pode acessar aqui o Relatório Completo da Avaliação. Da nossa parte, ficamos muito satisfeitos com a avaliação sincera e propositiva que fizeram os professores que participaram do curso. Ao mesmo tempo em que julgamos se tratar de uma excelente edição do Curso de Educação Patrimonial e Cidadania, acreditamos na permanente qualificação de todo e qualquer trabalho educativo. Até a próxima edição!

Revisão do Decreto 47.022/2010 – envio de contribuições

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2015.07.15 SIARQRS

O Arquivo Público do RS, órgão gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul (SIARQ/RS), no uso de suas competências, pretende apresentar ao Comitê Consultivo alterações e propostas de atos normativos referentes à atuação do Sistema.

A necessidade de verificar a legislação vigente e de propor novas normativas foi manifestada pelos servidores que acompanham e realizam atividades de gestão documental, tanto do APERS, Comitê Consultivo, quanto dos órgãos executivos da Administração Direta e Indireta do Estado.

Sendo assim, a primeira revisão de ato normativo proposta é sobre o Decreto 47.022/2010 – que reorganiza o Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências.

Ao publicizar esta intenção de trabalho, o APERS pretende obter a manifestação dos órgãos do Estado, de entidades arquivísticas públicas e privadas e de cidadãos. Os interessados em contribuir para a revisão do Decreto, podem enviar suas sugestões, até 27 de julho de 2015, para o e-mail: siarq-apers@smarh.rs.gov.br. Contamos com a participação de todos!

Acesse aqui o Decreto em formato texto para edição.

Exposição Mundos de Dentro, Mundos de Fora

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O Arquivo Público do RS, em parceria com a Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, promove a exposição Mundos de dentro, mundos de fora.

2015.07.15 Exposição HSP cartaz

Nesta segunda-feira, 13 de julho, estreou, na sala Professor Joél Abílio Pinto dos Santos, no APERS, a exposição Mundos de dentro, mundos de fora, que dialoga com o filme O Ilusionista, de Jos Stelling, visto que ambos permeiam as relações entre o mundo exterior e o mundo interior que habita em cada um.

Até o dia 14 de agosto estarão disponíveis, para apreciação, “os trabalhos artísticos de Carlos Giovane de Oliveira, Jacqueline Krueger e Teresa Noeci Brito da Silva, frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, que, utilizando-se de diferentes linguagens artísticas, tramaram um fazer que é comum a nós humanos – o transitar entre o dentro e o fora. Como efeito desta faina, surgem obras que revelam com extrema sutileza marcas particulares.

2015.07.15 Colagens Carlos GiovaneAs colagens de Carlos Giovane são rigorosamente planejadas, mas o rigor com que ele as executa nem por isto torna o trabalho pesado. Partindo da escolha da cor do suporte, segue com um rascunho de medidas adequadas a diferentes formas geométricas. Utilizando-se de papel vegetal e carbono, copia o estudo no suporte e inicia a triagem dos papéis multicoloridos. Recortados e cuidadosamente colados, os pequenos fragmentos que compõem cada um dos quadros estrutura-se simetricamente, como se fosse um caleidoscópio – esta imagem bonita de se olhar.

2015.07.15 Desenhos JacquelinePara dar forma a seus desenhos, Jacqueline utiliza canetas em espessuras diversas. Em muitas vezes ela é evidente na figuração e quase se enxergam as árvores, as florestas, uns e outros animais. Em outros momentos, ela deixa ao expectador a possibilidade de presumir, através do sentido e força do tracejar, quer na fragmentação e no adensamento das linhas ou nos espaços vazios ou saturados. O olhar alheio pode, então, fazer infinitos caminhos, diferentes leituras, criar outras tantas histórias.

2015.07.15 Bordado Teresa NoeciTeresa Noeci se alegra em contar detalhadamente seu processo artístico, que inicia ao imaginar o vestido das meninas e segue no risco do lápis sobre o tecido. Em seguida, agulha e linha fazem aparecer o contorno do bordado. Não menos importante é, para ela, a escolha cuidadosa das cores de tecidos e linhas e do par de sapatos, tudo em combinação com a cor da pele, negra ou branca. É quando comenta Teresa, nem bem termino uma das meninas e a próxima já aparece na minha imaginação”.

Fonte: Barbara E. Neubarth (coordenadora da Oficina).
Equipe da Oficina de Criatividade (2015): Aline Dallagnese, Clara Grassi, Daniela Gaviraghi, Giselle Sanches, Itapa Rodrigues, Maria Aparecida Osório, Neusa Helena Carvalho Viapiana, Samanta Andreolli e Vanessa Manzke.

Amanhã, 16 de julho, às 17h30min, os integrantes desta Oficina estarão no APERS para apresentarem seus trabalhos.

Venha prestigiar!

Cinema no Arquivo: Curta no Almoço

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Na próxima quarta-feira, dia 22 de julho, a partir das 12h, teremos o Curta no Almoço com projeção dos filmes A Concha e o Clérigo (Le Coquille et Clergyman), de Germaine Dulac, e Madame Tuti-Putli, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski no Auditório Marcos Justo Tramontini do Arquivo Público do RS.

A entrada é franca, venha prestigiar!

Sinopses:

Le Coquille et Clergyman (1928, França) é um filme surrealista de Germaine Dulac, inspirado num texto homônimo de Antonin Artaud. A trama gira em torno de um padre obcecado pela esposa de um general. O clérigo passa a ter visões estranhas sobre a morte e acaba lutando contra o próprio erotismo. (Fonte aqui)

A madame Tutli-Putli (2007, França) embarca num trem noturno carregando todos os seus pertences, incluindo os fantasmas de seu passado. Ela viaja sozinha e encara, ao mesmo tempo, a bondade de alguns e o perigo iminente representado em outros. Quando o dia vai clareando, madame Tutli-Putli descobre-se numa aventura desesperada e metafísica. Vagando entre o real e o imaginário, ela confronta seus demônios numa corrente de mistério e suspense. (Fonte aqui)

Campanha do Agasalho 2015: posto de coleta no APERS

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Conforme a iniciativa do Governo do Estado do RS, a Divisão de Relações Comunitárias – a partir da Central de Doações da Defesa Civil – já está recebendo peças de roupa para a Campanha do Agasalho 2015. Nesse sentido, comunicamos que, além da estrutura instalada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) e de outros locais da rede de postos de coleta, em Porto Alegre, o Arquivo Público do RS também está coletando doações de agasalhos.

O APERS fica situado no centro da capital, na Rua Riachuelo, n° 1031 e recebe doações de segunda a sexta-feira, durante o seu horário de funcionamento: das 8h30min às 17h. Participe!

2015.07.15 Campanha agasalho

É amanhã! Cinema no Arquivo com a projeção do filme holandês O Ilusionista

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2015.07.15 Cinema O IlusionistaVenha prestigiar mais um evento cultural no Auditório Marcos Justo Tramontini, do Arquivo Público do RS. Amanhã, 16 de julho de 2015, às 18h30min, teremos a projeção do filme O Ilusionista.

Ao final da exibição, haverá debate com a Doutora Ana Carolina da Costa e Fonseca, Professora de Filosofia na Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

A entrada é franca!
Certificado de 4h.

Participe!

Confira a sinopse e o trailer do filme abaixo:

Drama, com toques de humor, que narra a vida de dois irmãos que vivem em uma região pacata da Holanda. Um deles sonha com as luzes da ribalta e com a possibilidade de ser um ‘show-man’. O outro, deficiente mental, se satisfaz com sua rotina tranquila, cômoda, onde possa ser apenas o que é. Numa analogia à história de Caim e Abel, o roteiro mostra a inevitabilidade dos conflitos entre os dois para que possam realizar seus respectivos desejos. Sem diálogos, o roteiro exprime com brilhantismo o mundo desses dois irmãos, marcado pelos sussurros, grunhidos e lamentações.

Prorrogação de Prazo – Chamada de Artigos para III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e DH

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    Se você deseja participar da III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos como comunicador(a), atenção: o prazo para submissão de artigos foi prorrogado para o dia 03 de agosto. Devido a questões organizativas, ao final do semestre e a proximidade com outros eventos da área, a comissão de avaliação achou por bem retificar o prazo. Aproveite e envie sua contribuição! Até o dia 19 de agosto divulgaremos os trabalhos aceitos.

    Se você deseja participar como ouvinte, as inscrições vão até o dia 14 de setembro. Porém, indicamos que sejam feitas o quanto antes, já que as vagas são limitadas. O evento ocorre entre 29 de setembro e 02 de outubro. Informações e inscrições pelo email jornadaditaduras-apers@smarh.rs.gov.br.

2015.06.24 Jornada Chamada de Artigos Prorrogada

Acervo da Secretaria da Justiça e Pesquisa Histórica II

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Hoje vamos dar sequência a série de postagens sobre a documentação que compõe o Acervo da Secretaria da Justiça (1975-1991)*. Para essa segunda publicação, selecionamos uma pequena amostragem de Processos de Revisão de Pensão que encontramos durante a organização desse conjunto documental.

Em sua maioria, foram protocolados no ano de 1980 com a intenção de solicitar a revisão de um benefício previdenciário. Entretanto, parte das informações neles contidas, datam do início da segunda metade do século XX, momento no qual as ferrovias eram uma realidade no cenário dos transportes no RS.

Mapa Ferrovias

A história ferroviária iniciou no final do século XVIII e desenvolveu-se nas primeiras décadas do século XIX em um contexto de transformações ocasionadas pela Revolução Industrial. Em menos de um século, o transporte sobre os trilhos espalhou-se pelo mundo. Sinônimo de industrialização, tal expansão coexistiu com modificações nos cenários político, econômico, social e ideológico. No Brasil, a construção de linhas férreas datam da segunda metade do século XIX. Quem não lembra da figura do Barão de Mauá que inaugurou a primeira estrada de ferro no atual estado do Rio de Janeiro? E quantos de nós conhecemos Erno, Rufino, Loenço, Pedro e Salvador, vidas que construíram e que foram atravessadas pela história das ferrovias?

Sabe-se que depois da linha férrea construída pelo Barão de Mauá, centenas de metros de trilho foram construídos em todo o país. Dois foram os principais interesses na implantação de ferrovias: a integração do território nacional e a necessidade de melhorar as condições de transporte das principais mercadorias de exportação para os portos. No Rio Grande do Sul, a primeira ferrovia, construída por uma companhia inglesa, ligava as cidades de Porto Alegre e Novo Hamburgo e foi inaugurada em 14 de abril de 1874. Daí por diante, várias outras linhas foram construídas. No artigo escrito por Cristiane e Luís Fernando podemos perceber as disputas existentes no processo de construção das ferrovias que opunham, de um lado, os interesses dos latifundiários pecuaristas e, de outro, uma elite que se formava nas novas colônias localizadas aos arredores de Porto Alegre.

A partir de 1905, as ferrovias do Rio Grande do Sul foram unificadas sob o nome de Viação Férrea do RS (VFRGS) e entregue à administração de uma companhia belga. Em 1920, a VFRGS foi encampada e passou a ser uma empresa estatal. Em 1957 foi incorporada à Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que transformou a VFRGS em uma divisão. Na sequência, como empiricamente podemos avaliar, as ferrovias cederam lugar ao asfalto e passaram o habitar a memória daqueles que com elas conviveram e os espaços que hoje, também como espaços de memória, contam suas histórias.

Qual a relação dessa história toda com o acervo da Secretária de Justiça? De que forma processos de revisão de pensão estão ligados à história das ferrovias? Por que Erno, Rufino, Loenço, Pedro e Salvador foram citados no texto?

Processo

Todos esses homens foram funcionários da Rede Ferroviária Federal (RFFSA/VFRGS) e morreram em acidentes de trabalho, motivo pelo qual seus nomes encontram-se em processos de solicitação de revisão de pensão, requeridos por suas companheiras. O que sabemos deles?

(A)Erno, ao 38 anos de idade, sofreu um acidente em 1972, quando dirigia o Auto da Linha AL-14, no trajeto de Santa Maria à Cacequi, que colidiu com outro trem que vinha no sentido contrário. Conforme a conclusão da sindicância, que consta como anexo ao processo, o motorista teria adormecido e isso teria provocado o acidente. Nela também há a informação de excesso de horas de trabalho acumuladas por Erno. (B)Rufino faleceu, em dezembro de 1968, no momento em que exercia a função de guarda-freios de um trem que foi soterrado pelas pedras de um silo existente nas obras do Tronco Sul, na localidade de Paverana. (C)Leonço, sub-capataz do Trem de Lenha nº 11, foi vítima fatal de um acidente de trabalho no ano de 1956, quando o vagão-dormitório no qual viajava, de Canela para Taquara, tombou em decorrência de uma barreira caída por conta da forte chuva que ocorria no momento. (D)Já o ajudante de foguerista, Pedro, que trabalhava no Depósito de Ramiz Galvão, sofreu um terrível acidente em maio de 1959, quando o trem LCG-6 descarrilou e na sequência tombou. Com o golpe, Pedro foi prensado entre a fornalha e o material jogado de encontro a ele. Em estado de choque e gravemente queimado, foi retirado do local e encaminhado ao Hospital General Câmara, local onde faleceu alguns dias depois. (E)Por fim, Salvador, servidor público que exercia a função de guarda-freios, quando em março de 1959, após a chegada do Trem P-31 em Uruguaiana, não foi localizado no trem. Após serem efetuadas as buscas necessária, foi descoberto seu corpo debaixo da ponte do km-362. De acordo com a Comissão de Sindicância, a hipótese plausível é de que Salvador, ao colocar a cabeça para fora da composição, tenha sido atingido pela referida ponte.

Essas são algumas das informações registradas nos Processos de Revisão de Pensão, que compõem o Acervo da Secretária da Justiça, que podem nos levar às histórias das ferrovias, se pensarmos que não apenas Barões foram sujeitos no período em que as estradas de ferro passaram a compor o cenário de modernização do Brasil. Como todas as fontes, esses processos podem ser lidos como fios, que tecidos são capazes de formar uma teia, nesse caso, de conhecimento a cerca das relações sociais travadas em torno da construção e do funcionamento das ferrovias aqui no Rio Grande do Sul.

*Acervo em tratamento técnico.

Cinema no Arquivo: O Ilusionista

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2015.07.08 Cinema no Arquivo

Na próxima semana, dia 16 de julho, às 18h30min, no Auditório Marcos Justo Tramontini – APERS, o Cinema no Arquivo exibirá o filme O Ilusionista, do diretor holandês Jos Stelling. Produzido em 1984, foi o grande vencedor do Prêmio do Público da 9ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 1985. É um desses filmes que deve ser revisto de tempos em tempos, pois a cada observação mais se absorve das imagens, fazendo surgir novas impressões e interpretações devido à sua subjetividade.

Não perca a possibilidade de viver esta experiência e venha assistir este inusitado filme. Logo após, teremos debate com a filósofa Doutora Ana Carolina da Costa e Fonseca, professora de Filosofia na Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e de Filosofia do Direito na Faculdade do Ministério Público (FMP).

Confira a sinopse:

Vencedor do Prêmio do Público da 9ª Mostra, esse drama, com toques de humor, narra a vida de dois irmãos, que vivem em uma região pacata da Holanda. Um deles sonha com as luzes da ribalta e com a possibilidade de ser um ‘show-man’. O outro, deficiente mental, se satisfaz com sua rotina tranquila, cômoda, onde possa ser apenas o que é. Numa analogia à história de Caim e Abel, o roteiro mostra a inevitabilidade dos conflitos entre os dois para que possam realizar seus respectivos desejos. Sem diálogos, o roteiro exprime com brilhantismo o mundo desses dois irmãos, marcado pelos sussurros, grunhidos e lamentações.

A entrada é franca e não exige inscrição prévia. Venha prestigiar mais um evento cultural do APERS!

Participe!

Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Julho 2015

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre um sábado por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de julho a Sala de Pesquisa abrirá no sábado 25.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Junho 2015

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de junho:

  • Usuários atendidos: 701
  • Atendimentos aos usuários: 1.315
  • Documentos recuperados: 41
  • Indexação Sistema AAP: 273
  • Oficinas de educação patrimonial: 09
  • Reprodução de documentos: 994
  • Visitas guiadas: 03
  • Visualizações blog institucional: 10.830

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de junho:

2015.06.08 APERS em números

Para saber mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade clique aqui.

Oficinas de educação patrimonial – Junho 2015

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Imagem para post Oficinas

Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de junho:

Dia 23: os alunos do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Pacheco Prates participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados das professoras Andréia Suhmitt Nauler e Sílvia Siegle Fernandes. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: os alunos do 8º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Pacheco Prates participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados das professoras Andréia Suhmitt Nauler e Sílvia. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: os alunos do 7º ano, turma 71, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Eva Carminatti participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados da professora Claudia Duarte. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: os alunos do 6º ano, turma 61, do Colégio Florinda Tubino Sampaio participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados do professor Alexandra Coda. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 25: os alunos do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Pacheco Prates participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pelas professoras Andréia Suhmitt Nauler e Sílvia Siegle Fernandes. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 25: os alunos do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Pacheco Prates participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pelas professoras Andréia Suhmitt Nauler e Sílvia Siegle Fernandes. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: os alunos do 7º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Eva Carminatti participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Cláudia Duarte. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: os alunos do 6º ano, turma 62, do Colégio Florinda Tubino Sampaio participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Alexandra Coda. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: os alunos da turma do EJA do Colégio de Aplicação participaram da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos acompanhados pelo professor Vanderlei Machado. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

Visitas guiadas ao APERS – Junho 2015

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No mês de junho foram realizadas 04 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 05: André Rodeghero, Lucrécia Bordgnon e Regina Rodeghero.

Dia 05: Arion Helder Pilla e Lucca Pilla. Arion é aluno do Curso de Arquivologia da UFSM e aproveitou o feriadão para conhecer o APERS.

Dia 15: Alunas do Curso de História da UFFS: Carla Agostini e Elisa Pilotto, com o professor da disciplina de História Regional, Alisson Droppa. Também participou da visita Vanessa Dorneles Schinke, doutoranda em Direito da PUC/RS.

Dia 19: Grupo de 35 estudantes do 6º ao 9º ano e professores da Escola Estadual José Carlos Ferreira, do bairro Partenon, em Porto Alegre.

Guias: Clarissa Sommer, Giglioli Rodrigues, Nôva Brando, Viviane de Portella

Nova chefia Seção de Apoio Administrativo do APERS

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2015.07.08 Chefia Seaad

      Foi publicada no Diário Oficial do Estado a nomeação do administrador Endrigo Vanzella como chefia da Seção de Apoio Administrativo do Arquivo Público do RS.

    Endrigo, 32 anos, integra o quadro de servidores do APERS desde 2013. É graduado em Administração desde 2009 (IESP), e especialista em Gestão Pública (UNOPAR).

Atendimento APERS

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2015.07.01 Aviso Atendimento APERS

Finalizada Edição 2015 do Curso de Formação para Professores – PEP UFRGS|APERS

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     Entre os dias 11 de abril e 27 de junho desse ano, sempre aos sábados, ocorreu a 5ª Edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial – PEP UFRGS|APERS.

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    Organizado em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS e com recursos do Edital Proext/MEC o Curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, contou com a presença de vinte palestrantes cujas contribuições foram divididas em dez encontros. No primeiro dia, além da apresentação do PEP e do Programa do Curso, realizada pela coordenadora Carla Rodeghero, foi abordada a temática do Tráfico Negreiro pelos professores Gabriel Santos Berute e Jonas Vargas. O encontro seguinte foi dedicado ao Ensino de História da Escravidão e da Liberdade, assunto problematizado pelos professores Arilson dos Santos Gomes e Verena Alberti. Seguiu-se a ele o sábado no qual o tema Mundos do Trabalho foi o tema central das falas dos professores Thiago Leitão de Araújo e Vinícius Pereira de Oliveira. Família Escrava e a Apresentação da Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo dividiram as atenções do público no quinto encontro que contou com a participação da professora Sherol dos Santos e da historiadora Clarissa Sommer.

     Tivemos ainda um encontro dedicado a Vivência da Oficina Os Tesouros da Família Arquivo. No sexto sábado, foram discutidas questões a respeito dos Quilombos históricos e insurreições com os professores Caiuá Cardoso Al- Alam, Wagner Pedroso e Maria do Carmo Aguiar. No encontro seguinte, Associativismo Negro foi o centro das atenções na conversa das professoras Liane Susan Müller e Beatriz Loner com os professores da rede pública. Depois disso, foi a vez da temática Alforrias, trazida por Jônatas Caratti e Jovani Scherer. Para o penúltimo encontro, Melina Perussatto, Marcelo Matheus e Gislaine Ramos formaram a mesa que discutiu Emancipações e Abolição. No décimo encontro, Paulo Roberto Moreira e Rodrigo de Azevedo Weimer fecharam o curso com uma conversa sobre Trajetórias.

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    Em todos os encontros, a participação do público esteve presente. Pelo que foi possível notar, as angústias em torno das formas (1) de efetivar a obrigatoriedade do ensino de história e das culturas afro-brasileiras e africana, previstas na Lei 10.639; (2) de garantir o direito à igualdade de condições de vida e de cidadania às histórias e culturas que compõem a nação brasileira, assegurados pelo artigo 26A da LDB; e (3) de responder as recomendações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e africana acompanharam os professores do início ao final do curso.

    A assiduidade do público e o evidente interesse em participar das discussões demonstraram que, em alguma medida, aquilo que motivou os professores a se inscreverem e frequentarem o curso foi problematizado no decorrer dos encontros. Ao todo, trinta e oito professores, duas servidoras do IPHAE e onze estagiários e bolsistas foram certificados pela participação no curso.

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    Esperamos que o curso tenha contribuído para a qualificação das abordagens em torno do ensino da história da escravidão e da liberdade e que tenha encorajado os professores a trabalharem a temática a partir de documentos e patrimônios diversos, com uma das formas de alcançarem aprendizagens significativas à construção da cidadania e à valorização da democracia.

Encontro de Arquivistas SIARQ/RS 2015/01

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    O Arquivo Público do RS promoveu o Encontro de Arquivistas SIARQ/RS, no dia 26 de junho, sendo o primeiro de 2015. A pauta da reunião foi a apresentação do plano de ação do APERS, enquanto Órgão Gestor do SIARQ/RS.

    O APERS propôs que os arquivistas contribuíssem na elaboração de propostas para revisão dos instrumentos legais que regem a gestão documental em âmbito estadual. O objetivo é dar mais visibilidade ao Sistema de Arquivos do RS, que existe desde 1989 como um sistema consolidado nas políticas públicas do Estado, por meio da difusão e com o apoio da classe arquivística na elaboração e revisão das políticas públicas para os arquivos.

    Neste encontro participaram 23 arquivistas tanto da Administração Direta, como da Administração Indireta do Estado. Estiveram presentes: Aerta Grazzioli Moscon, Alexandre Veiga, Carlos Alberto Lucena dos Santos, Carlos Dinarte de Oliveira Keppler, Carmen Regina Mendonça Colman, Cristiele Alpi, Daniele Rodrigues Xarão, Débora Flores, Fabio Nobre Zimmer, Iara Gomide Machado, Jonas Ferrigolo Melo, José Gonçalves de Araújo, Juliana Junges Subtil Perotoni, Lidiane da Silva Machado, Maria Cristina Kneipp Fernandes, Marta Helena de Araujo, Patrícia Elisiane da Rocha Coser, Priscila Garcia Nunes, Renata Pacheco de Vasconcellos, Samantha Signor, Sandra Maria Santos Marques, Silvia de Freitas Soares, Viviane Portella de Portella.

    O próximo Encontro de Arquivistas do Estado (2015/02), será realizado em 18 de agosto e discutirá a revisão do Decreto 47.022/2010, que reorganiza o Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. Os interessados em contribuir podem enviar sugestões para a revisão do Decreto para o seguinte e-mail, até 27 de julho de 2015: siarq-apers@smarh.rs.gov.br.

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