APERS participará do Mês da Cultura de Santa Maria

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     No próximo sábado, dia 29, as historiadoras do APERS, Clarissa Sommer e Nôva Brando, participarão do Mês da Cultura de Santa de Maria, promovido pela Prefeitura de Santa Maria, pelo Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria (AHMSM) e pela Associação dos Amigos do AHMSM.

    Apresentação e reflexões acerca das ações educativas e educação patrimonial promovidas pelo APERS e suas parcerias, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, serão a pauta do encontro. Na próxima semana, divulgaremos por aqui esta participação!

Mes da Cultura SM

Trabalhos aceitos – III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos

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Artigos aceitos Jornada

Clique aqui para acessar a listagem de trabalhos aceitos para apresentação na III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, evento bianual promovido em parceria entre o APERS, o Departamento e o PPG em História da UFRGS, e a Associação dos Amigos do APERS.

Até sexta-feira, 28/08, enviaremos email com parecer aos participantes que não tiveram seu trabalho aprovado, ou que por ventura tenham recebido observações para ajustes necessários antes da publicação. Também por email nessa data divulgaremos o cronograma de apresentações aos participantes que tiveram o trabalho aprovado. Esse cronograma será compartilhado no blog na próxima quarta-feira, 02/09, junto ao restante da programação do evento.

Dúvidas podem ser elucidadas através do endereço jornadaditaduras-apers@smarh.rs.gov.br.

APERS? Presente, professor! – Democracia e a garantia dos Direitos Políticos

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Democracia e Direitos Politicos_Capa   Hoje disponibilizamos a quarta proposta pedagógica do Projeto APERS? Presente, professor! Cuja IIª Edição problematizará os vínculos entre História e Educação para os Direitos Humanos.

    Denominada de Democracia e a garantia dos Direitos Políticos, essa proposta tem como objetivo a promoção de uma reflexão acerca da garantia dos direitos políticos, dentro da perspectiva dos direitos humanos, na democracia brasileira recente a partir de documentos produzidos no período da ditadura civil-militar, momento no qual tais direitos foram, em muitos casos, cerceados. Para construí-la, a equipe do projeto utilizou como fonte, processos administrativos da Secretaria da Justiça. Acesse aqui o arquivo da proposta. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

    Um ótimo trabalho!

Ação Educativa em Arquivos VI: o serviço educativo do Arquivo Histórico de São Paulo

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No sexto texto a respeito de ações educativas em arquivo, vamos apresentar mais um trabalho desenvolvido por um arquivo público municipal. Na segunda postagem, apresentamos as atividades desenvolvidas pelo Arquivo Histórico Moysés Vellinho de Porto Alegre. Dessa vez, vamos escrever sobre o serviço educativo do Arquivo Histórico de São Paulo.

O Arquivo Histórico de São Paulo (AHSP) é o departamento responsável por preservar a memória da administração pública estadual, assegurando o recolhimento, a organização, o acesso pleno aos documentos públicos por ele custodiado (documentos que datam do século XVI), de forma a garantir os direitos do cidadão, a subsidiar as decisões da administração e a incentivar a produção de conhecimento científico e cultural.

Conforme informações divulgadas pelo AHSP, não há uma data que precise a criação da Instituição. De qualquer forma, tem-se o registro de que em 1907, com a criação de uma Seção na Secretaria Geral, surge a responsabilidade pelos serviços de instrução pública, estatística e arquivo municipal. Desde então, os documentos que eram produzidos pelas Câmaras e ex-Intendências passaram a ser transferidos pela Prefeitura – hoje eles constituem um dos fundos mais importantes da documentação custodiada pelo Arquivo. Em 1936, surgiu o Departamento de Cultura com várias divisões, entre elas, a Divisão de Documentação Histórica e Social sob a qual estava subordinada a subdivisão chamada Documentação Histórica. Para ela já estavam estabelecidas as funções de recolher, restaurar, conservar documentos históricos ou antigos e possibilitar o acesso ao público.

AHSP - Edificio Ramos de Azevedo

Atualmente, de acordo com as informações encontradas na página da Prefeitura do município, o Arquivo Histórico de São Paulo salvaguarda os documentos considerados mais antigos da América Latina, as Atas da Câmara de Santo André da Borda do Campo datadas entre 1555 e 1558. Conta com um acervo de mil metros lineares que já ocupou vários imóveis na cidade até ser transferido para o Edifício Ramos de Azevedo (foto acima). E desde 2012 é um Departamento da Secretaria de Cultura.

Dentre as atividades oferecidas pelo AHSP, temos o Serviço Educativo cujo objetivo é a divulgação do conteúdo dos fundos documentais custodiados pela instituição e o desenvolvimento da função social do Arquivo – a conservação e acesso ao patrimônio documental da cidade. Como em muitas outras instituições arquivísticas, caracterizam esse serviço as visitas guiadas, sobretudo, e publicações destinadas ao público escolar.
De acordo com informações disponibilizadas pelo AHSP, o visitante conhece as dependências da instituição e um pouco sobre os documentos que lá se encontram. No caso de visitas técnicas para estudantes das áreas de biblioteconomia, de arquivística e de história, a atenção volta-se para a estrutura organizacional e para o tratamento recebido pela documentação. No entanto, para além de informes básicos a respeito desse serviço, ofertado por praticamente todas as instituições arquivísticas públicas, o que nos motivou a escrever sobre o Arquivo Histórico de São Paulo, nesse espaço destinado a apresentações e reflexões sobre ações educativas em arquivo, foi a proposta densa de visita guiada para o público escolar.

Capa Caderno do ProfessorPraticamente todas as informações a respeito dela, encontramos na publicação Caderno para o Professor. Para acessar, clique aqui.

Nele, está impresso uma sugestão de todos os passos para que a visita ao arquivo se transforme em uma atividade pedagógica: (1) Preparando a visita, etapa na qual o professor deve conhecer o espaço antes dos alunos, estabelecer os objetivos que pretende alcançar, definir conteúdos e temas a serem desenvolvidos com os alunos; (2) Agendamento e Visita; (3) Avaliando à visita que compreende a continuidade do trabalho em sala de aula. Para isso, seguem propostas de onze atividades.

As sugestões de atividades para serem desenvolvidas na sala de aula são as seguintes: (a) o registro de impressões dos alunos sobre a Mostra de Painéis do AHPS; (b) pesquisa direcionada no site do AHSP; (c) análise comparativa entre arquivo, biblioteca, museu e centro de documentação; (d) compreensão de textos e textos antigos; (e) exploração da Exposição Virtual; (f) reconhecendo a escola; (g) reconhecendo o bairro; (h) reconhecendo um bem cultural – elaboração de um concurso para escolha de um bem cultural que simbolize o bairro; (i) comparar vários mapas da cidade; (j) análise de painéis cujas informações retratam diversos momentos da cidade; e (l) Representação Dramática. No publicação, o leitor pode encontrar informações detalhadas de cada uma dessas sugestões de atividades. Achamos importante citá-las aqui, para refletirmos sobre o quanto, de fato, uma visita guiada deve ser compreendida como um serviço educativo quando ocorrem desdobramentos para além da contemplação da instituição, e sobre o quanto pode ser qualificada nesse sentido (principalmente em instituições que não oferecem outras atividades para o público escolar).

Capa Livro Conhecendo o AHSPPara o desenvolvimento das atividades sugeridas para o encaminhamento das visitas guiadas, o professor pode encontrar auxílio em uma publicação também elaborada para o público escolar. Trata-se do livreto Conhecendo o Arquivo Histórico Municipal – para acessar, clique aqui. Essa edição (2008), foi mais uma das formas encontradas pelo Serviço Educativo da instituição para divulgar os documentos custodiados pelo AHSP.

Pode parecer simples a oferta desses serviços. Entretanto, para aqueles que trabalham em instituições arquivísticas, é evidente o esforço para ser construído ou mantido qualquer tipo de trabalho pedagógico por instituições que são vistas pela administração pública, em boa parte das vezes, como apenas mais um, embora importante, apêndice da burocracia do estado. Dessa forma, a qualificação, pelo Serviço Educativo do AHSP, das visitas guiadas é um importante instrumento de manter a conexão entre os arquivos e o público escolar.

Fontes:
Página da Prefeitura da Cidade de São Paulo – http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/arquivo_historico/educativo/
Conhecendo o Arquivo Histórico Municipal (Publicação AHSP) – http://www.arquiamigos.org.br/info/info23/educativo/educativo.htm
Livro Caderno do Professor (Publicação AHSP) – http://issuu.com/ahsp/docs/caderno-professor-ahsp?e=6031811/2596149

Pesquisando no Arquivo: Processos Judiciais de Habeas Corpus

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PJ Habeas corpusNeste mês, nossa indicação de pesquisa é o Processo Judicial denominado habeas corpus (expressão originária do latim que significa que tenhas o teu corpo), que surgiu como medida que visa proteger o direito do ser humano de ir e vir, sendo concedido sempre que alguém sofre ou se acha ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.

Tecnicamente, entende-se que este instituto é uma ação constitucional de caráter penal e de procedimento especial, isenta de custas. Não se trata de um recurso, apesar de se encontrar no mesmo capítulo destes no Código de Processo Penal.

No processo de habeas corpus, identificam-se as seguintes pessoas:

  • Impetrante – aquele que requer ou impetra a ordem de habeas corpus a favor do paciente.
  • Paciente – indivíduo que sofre a coação, a ameaça ou a violência consumada.
  • Coator – quem pratica ou ordena a prática do ato coativo ou da violência.
  • Detentor – quem mantém o paciente sobre o seu poder ou o aprisiona.

Sendo destinado aos atos administrativos praticados por quaisquer agentes, independentes se são autoridades ou não, atos judiciários e atos praticados por cidadãos, é um direito básico previsto na constituição brasileira.

Há dois tipos de habeas corpus: o preventivo, também conhecido como salvo-conduto, expedido em caso da iminente ameaça a direito, e o liberatório ou repressivo, utilizado quando o indivíduo já se encontra detido.

No Brasil, o ordenamento jurídico acolhe a regra do habeas corpus logo após a partida de D. João VI para Portugal, por meio do Decreto de 23 de maio de 1821. A Constituição de 1824 proibia as prisões arbitrárias, regra mais tarde regulamentada pelo Código de Processo Criminal de 24 de novembro de 1832, nos artigos 340 a 355.

Com a República, o Decreto de 11 de outubro de 1890 determinava que todo cidadão nacional ou estrangeiro poderia solicitar ordem de habeas corpus, sempre que ocorresse ou estivesse em vias de se consumar um constrangimento ilegal. Este dispositivo marca o surgimento entre nós do habeas corpus preventivo.

A Constituição da República de 1891 incorporou o habeas corpus em seu texto, no artigo 72, parágrafo 22, elevando o writ à categoria de garantia constitucional. Contudo, a redação da norma deixou de fazer alusão expressa ao direito de liberdade de locomoção, para garantir ao indivíduo a proteção contra “iminente perigo de sofrer violência ou coação por ilegalidade ou abuso de poder”.

O atual Código de Processo Penal, no mesmo diapasão, dispõe no artigo 647: “Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.”

No Brasil, com a redemocratização do país depois de mais de 20 anos de ditadura militar, a Constituição Cidadã, como ficou conhecida a de 1988, foi alicerce fundamental para apoiar as decisões judiciais, a fim de resgatar o respeito ao devido processo legal, consagrando o Estado Democrático de Direito.

Em nosso acervo, há cerca de 10209 registros de habeas corpus, que vão, com algumas variantes de tempo, de 1841 a 1971. Se você tiver interesse em pesquisar estes documentos, envie um e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

APERS no “Viva o Centro a Pé”

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Na manhã de sábado, o APERS, recebeu dezenas de pessoas, durante a sétima edição da caminhada orientada pelo Centro Histórico de Porto Alegre – Programa Viva o Centro a Pé. O roteiro iniciou-se às 10h da manhã na Praça da Matriz e Palácio da Justiça (visitação externa) e, logo após, o Arquivo Público do Estado abriu as portas para visitação interna.

Quem orientou o passeio foi o professor Claudio Calovi Pereira das disciplinas de “História da Arquitetura” e “Projeto Arquitetônico” da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, doutor em arquitetura pelo MIT (Cambrige, EUA). Estiveram presentes também, a idealizadora do programa – Liane Klein, Alexandre Leão – da Prefeitura de Porto Alegre – e Luiz Carlos Couto Motta, voluntário do programa.

As caminhadas do programa Viva o Centro a Pé são realizadas sempre aos sábados, orientadas por professores e especialistas em História, Arquitetura ou áreas afins. Os interessados deverão solicitar inscrição pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com e aguardar confirmação.

A realização é da Secretaria da Cultura (SMC), Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Programa Viva o Centro e apoio do Arquivo Público do Estado do RS.

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APERS na 80ª e 81ª Reuniões Plenárias do CONARQ

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2015.09.09 Noticia Plenarias CONARQ.jpgO Arquivo Público do RS, através da Diretora Débora Flores, participou nos dias 12 e 13 de agosto de 2015 das 80ª e 81ª Reuniões Plenárias do Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ. Nas Reuniões do CONARQ, o Plenário decide sobre assuntos encaminhados à sua apreciação, baixa normas necessárias à regulamentação e implementação da política nacional de arquivos.

As reuniões do CONARQ acontecem duas vezes por ano, nas dependências do Arquivo Nacional. As atas dessas reuniões são disponibilizadas após sua aprovação pelo Plenário, isso ocorre sempre nas reuniões seguintes à sua realização.

Na 80ª Reunião Plenária foram apresentados e discutidos os seguintes pontos:

  • Proposta de Resolução que altera a Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014 que estabelece diretrizes para a implementação de repositórios digitais confiáveis;
  • Proposta para reconhecimento como de interesse público e social dos seguintes acervos privados: – Caliban Produções Cinematográficas (Cineasta Silvio Tendler) e Circo Voador;
  • Ampliação do estudo Papel Reciclado e Recomendação para higienização de acervos arquivísticos; Apresentação do curso CONARQ Ead em noções de gestão de documentos voltados para agentes públicos.

Na 81ª Reunião Plenária foram apresentados e discutidos os seguintes pontos:

  • Debate e proposição de política de preservação e acesso para os acervos das polícias civis e dos institutos brasileiros de medicina legal, referentes ao período de 1964 a 1985;
  • Campanha pela criação de arquivos públicos municipais Projetos piloto: Rio de Janeiro e Baixada Santista;
  • Alteração da Proposta de Projeto de Lei de Autos Findos.

A próxima reunião acontece no dia 19 de outubro de 2015 na sede do Arquivo Público do Estado de São Paulo, com pauta única: debate sobre a minuta do Decreto que regulamenta a Lei 8.159/91 (PL com alterações). A minuta do Decreto que será apreciada está à disposição com a equipe do APERS através do e-mail: apers@smarh.rs.gov.br.

Mais informações disponíveis no site do CONARQ: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/

Atendimento APERS

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2015.08.12 atendimento

APERS no “Viva o Centro a Pé”

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2015.08.12 Viva o Centro a Pé

Dia 22 de agosto ocorre mais uma edição da Caminhada orientada “Viva o Centro a Pé” e o Arquivo Público do RS integra o roteiro. A Caminhada é uma realização da Secretaria da Cultura (SMC), Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo e Programa Viva o Centro. Confira os dados:

O quê? Caminhada Orientada pelo Centro Histórico de Porto Alegre

Quando? Dia 22 de agosto, sábado. Em caso de chuva, será cancelado.

Saída: Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini.

Horário: 10h

Duração: Aproximadamente 2 horas

Roteiro: Praça da Matriz, Palácio da Justiça, Arquivo Público do RS (visitação interna).

Quem orienta: Cláudio Calovi Pereira, Professor de História da Arquitetura e Projeto Arquitetônico da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, doutor em Arquitetura pelo M.I.T. (Cambridge, EUA), orientará a sétima edição da caminhada. Cláudio também atua como orientador nos programas de mestrado e doutorado do PROPAR-UFRGS.

Inscrições: Os interessados devem solicitar inscrição pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com e aguardar confirmação.

As caminhadas do projeto Viva o Centro a Pé são realizadas sempre aos sábados, orientadas por professores especialistas em história, arquitetura ou áreas afins.

APERS conta histórias: Mitos e fatos sobre os túneis subterrâneos de Porto Alegre

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Túnel do Apers 2O objetivo deste trabalho não é o de dar um ponto final sobre a questão dos supostos túneis subterrâneos de Porto Alegre, em especial o do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS), mas procurar dar subsídios para futuras pesquisas sobre este assunto que tanto instiga o imaginário das pessoas.

A existência dos túneis subterrâneos de Porto Alegre aguça a imaginação como algo misterioso, um misto de mito e realidade que contribui na ampliação do imaginário porto-alegrense.

Conforme a historiadora Liana Martins, a autoria da construção desses túneis ou galerias subterrâneas permanece incerta, mas o fato é que existem galerias subterrâneas no Centro Histórico. Folclore ou lenda, a questão sempre foi tratada como mistério. A história dessas supostas galerias ou túneis teria se iniciado por volta de 1773. As principais fontes têm sido os livros de Ary Veiga Sanhudo, “Crônicas de Minha Cidade”, volume 1 do capítulo “As Decantadas galerias do Palácio Piratini”, publicado em 1961, e do pesquisador Walter Spalding, “Pequena História de Porto Alegre”, publicado em 1967. O trabalho destes pesquisadores subsidiaram publicações de matérias em jornais como Zero Hora (Túneis do Piratini, Caderno D, página 3, de 06/03/1988) e dissertações de mestrado (que, no entanto, não tinham os túneis como tema de pesquisa acadêmica).

Não sabemos que fontes documentais em que Spalding e Sanhudo se basearam em suas pesquisas. Sabe-se que boa parte destas informações foram coletadas pelos dois pesquisadores por meio de relato oral da população. Relatos que foram repassados através dos anos, constituindo-se numa das mais instigantes lendas urbanas da capital dos gaúchos.

Embora Spalding não faça menção direta ao então governador José Marcelino Figueiredo, seu relato sugere indiretamente que teria sido ele a mandar construir os “túneis ou galerias subterrâneas”, no final do século XVIII. Ele também não diz qual a finalidade desses supostos túneis, mas, no imaginário popular, teriam o objetivo de proporcionar uma rota de fuga para autoridades, devido aos conflitos de fronteira entre as coroas portuguesa e espanhola, em disputa dos territórios onde hoje estão o Rio Grande do Sul e os países do Rio da Prata (Argentina e Uruguai), estando, assim, Porto Alegre correndo risco de uma invasão. Os túneis ou galerias que segundo Spalding ligavam distintos prédios da cidade, teriam sido aproveitados posteriormente, no final do século XIX, para a construção de um reservatório de água.

Sanhudo menciona que, durante a Revolução Farroupilha, em 1836, os túneis eram utilizados para fins de fuga. Ele inclusive afirma que esses túneis eram em número de quatro. Especula-se que os Farroupilhas poderiam ter ampliando e/ou construído outros túneis. Sanhudo menciona que um soldado teria descoberto em sua chácara, nos “antigos campos da várzea” (atual Parque Farroupilha), no subsolo de um casarão, armas e um mapa contendo a existência dos túneis. O mapa, acompanhado de uma carta, teria sido encontrado em uma das entradas que levava a um subterrâneo. A carta dizia que na “velha colina”, antiga denominação para a região onde hoje se encontram a Catedral, o Palácio Piratini, o forte apache e o Teatro São Pedro, havia galerias subterrâneas, com ligação para vários pontos estratégicos da cidade. Esta carta teria sido escrita por Tito Lívio Zambecari, um dos intelectuais da Revolução Farroupilha. De acordo com tal carta, o mapa descreveria as diversas entradas e múltiplas galerias do “túnel”. A maior entrada passava pelo Palácio do Governo em direção a quatro lugares ou rotas: o primeiro ficaria ao oeste, indo do atual Palácio do Piratini até a volta da Usina do Gasômetro; o segundo, ao leste, Praça Raul Pila passando por onde hoje é a Santa Casa; o terceiro, ao sul, na rua Fernando Machado; e outro ao norte, que sairia no APERS, em direção ao antigo cais do porto. Nada mais apresentava o tal mapa, a não ser uma curiosidade: o nome de Bento Gonçalves, o líder máximo da Revolução Farroupilha.

Ao longo dos anos que se seguiram, outros túneis foram sendo descobertos, primeiramente quando operários da Companhia Hidráulica Porto-Alegrense, no final do século XIX, construíram uma cisterna. Sobre este suposto “túnel”, Spalding diz que em torno de 1869/70, na época em que estava sendo implementado um serviço de fornecimento de água, foi feito um reservatório junto à praça da Matriz, utilizando-se das supostas galerias subterrâneas feitas no final do século XVIII, que faziam a ligação de vários prédios. Posteriormente, no início do século XX, quando da construção dos alicerces do Palácio Piratini, teria sido encontrado outro.

Na época da construção do Arquivo Público do RS, por volta de 1910, um outro túnel teria sido descoberto. Nos anos 1930, quando foi aberta a avenida Borges de Medeiros, mais um túnel teria sido encontrado.

Túnel do Apers 5Por se tratar de um assunto tanto polêmico quanto fascinante, foi realizada uma pesquisa, a pedido da direção do APERS, pelo Técnico em Assuntos Culturais e Historiador da Instituição Claus Farina que objetivou a coleta de informações, bem como subsidiar futuras pesquisas sobre o assunto. A coleta de dados foi feita em várias instituições, tais como, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico do Estado (IPHAE), o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), o Arquivo Municipal Moysés Vellinho, a Secretaria de Obras Públicas do Estado do Rio Grande do Sul (SOP/RS), a Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV), o Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS) e o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa (MUSECOM). Além disso, foram realizadas pesquisas em jornais e em publicações na internet assim como entrevistas com arqueólogos, historiadores e geólogos.

Os seguintes aspectos podem ser extraídos como resultado desta pesquisa:

A construção dos túneis subterrâneos do Centro Histórico de Porto Alegre, salvo novos dados, está relacionada às obras do começo do século XX, envolvendo a canalização de arroios, o Palácio Piratini, o APERS, a Catedral Metropolitana, entre outros prédios dessa época. A história de que a função dessas galerias ou túneis seria a de fornecer uma rota de fuga para autoridades não se coaduna com as informações encontradas. Os dados indicam que seria improvável, sob o ponto de vista econômico, tecnológico e pelo tipo de sedimento de rocha granítica que forma o centro histórico, a construção de tais túneis nos períodos anteriores ao século XX. Além disso, não foi encontrada qualquer documentação do século XVIII sobre a construção de túneis subterrâneos que pudesse corroborar com esta tese. O mesmo vale para a ideia de que, desde 1836, época da Revolução Farroupilha, os túneis já seriam utilizados para fins de fuga. A hipótese não se sustenta pelo fato de que o domínio Farroupilha em Porto Alegre durou menos de nove meses, sendo que os custos de uma guerra contra o Império não justificariam um esforço de tal magnitude. Desta forma, é possível argumentar que todas as obras verificadas como subterrâneas no Centro Histórico de Porto Alegre foram construídas com propósitos logísticos.

Conforme o ofício A. H. /nº 41-92, referente à pesquisa sobre o APERS, feita pelo Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul, sob a direção de Elena Desch, o túnel do APERS é uma galeria construída com o objetivo de favorecer a circulação de ar. Essa tese também é defendida pela ex-diretora do APERS, Rosane Feron. Assim, com base nestas informações, o túnel subterrâneo no APERS seria uma galeria longitudinal, construída no início do século XX, com objetivo de fazer circular o ar, com a ajuda de respiradouros. Favorecendo assim, a conservação dos documentos arquivados no Prédio 1 do Arquivo Público, sem nenhuma relação com passagens secretas ou túneis subterrâneos com objetivo de dar fuga a autoridades.

Da mesma forma, os túneis do Palácio Piratini são galerias subterrâneas de logística, de conhecimento notório, com objetivos múltiplos para dar subsídio à rede de esgotos, luz, água, telefonia e demais serviços, sem qualquer função que configure uma rota de fuga, conforme o parecer do Historiador e Técnico em Assuntos Culturais Robson da Silva Dutra Lima.

Por fim, o arqueólogo Alberto Tavares, que inspecionou o suposto túnel do APERS, e a arqueóloga Ângela Cappelletti, que coordenou as escavações da Cúria Metropolitana, concordam com a hipótese de que podem existir paleotocas no Centro Histórico, uma vez que sua existência já foi comprovada em outras regiões da cidade. Paleotocas são cavernas escavadas por animais pré-históricos, como o Megatério (Preguiça Gigante) entre outros. Desta forma, é possível crer que, desde o início da colonização europeia, a população de Porto Alegre tenha se deparado com paleotocas, confundido-as com túneis, dando origem às lendas que circulam desde então. A canalização dos arroios de Porto Alegre no início do século XX, contruído com pedras e tijolos antigos, deve ter contribuído com a propagação do mito.

Os resultados da pesquisa indicam que apenas uma prospecção com equipamento de georradar seguido de escavação arqueológica (se necessário) poderia elucidar a questão, e apresentar evidências da existência de paleotocas ou de alguma outra construção, além das galerias de ventilação. Clique aqui para acessar o artigo em .pdf.

Cinema no Arquivo: Curta no Almoço

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2015.08.05 CINEMA NO ARQUIVO blog e face i

Na próxima quarta-feira, 12 de agosto, a partir das 12h, o Arquivo Público do RS apresentará duas produções audiovisuais de média e curta-metragem criadas a partir de imagens selecionadas do youtube com música autoral do grupo Dimensão Experimental.

Confira as sinopses abaixo.

1914 (2015 – Brasil), de Klaus Farina

“Filas de rostos pálidos murmurando, máscaras de medo, Eles deixam as trincheiras, subindo pela borda, Enquanto o tempo bate vazio e apressado nos pulsos, E a esperança, de olhos furtivos e punhos cerrados, Naufraga na lama. Ó Jesus , fazei com que isso acabe”.

A poesia de Siegfried Sassoon abre o documentário musical “1914” sobre a Primeira Guerra Mundial. Este é o mais recente trabalho do projeto cultural Música, Cinema e Memória de autoria do grupo Dimensão Experimental. Este projeto tem como objetivo o resgate e uma releitura da linguagem do cinema silencioso. “1914” é inspirado em imagens coletadas no youtube de filmes antigos feitos por cinegrafistas, jornalistas e outros que cobriram a Primeira Guerra Mundial. Este conflito mudou os rumos da história da humanidade, inaugurando uma era de violência extrema que, conforme o historiador Eric Hobsbawm, marcou a característica do século XX.

“1914” foi roteirizado e editado sob a forma de um documentário mudo musicado ao vivo. A trilha sonora é de autoria do grupo Dimensão Experimental (Álvaro Sabóia, Mozart Dutra e Klaus Farina) que também assinam os arranjos.

Brasil um retorno a razão!? (2014 – Brasil), de Klaus Farina

“Brasil um retorno a razão!?” é um minidocumentário experimental feito com imagens coletadas no youtube sobre os movimentos de junho de 2013 em contraste com os acontecimentos dos últimos 50 anos ocorridos no Brasil, como o golpe de 1964, a revolta da juventude de 1968, as diretas já de 1984 e o “Fora Collor” de 1992, mescladas às imagens de filmes experimentais dos anos 1920 como metáforas das engrenagens sociais.

A entrada é franca e não precisa de agendamento prévio.

Participe!

Lançamento Coletânea Resistência em Arquivo: Memória e História da Ditadura

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Capa PublicaçãoDurante o ano de 2014, uma equipe do APERS, composta por historiadoras e estagiários, criaram e alimentaram um blog temático chamado Resistência em Arquivo: Memória e História da Ditadura (Para acessar, clique aqui). Esse projeto foi elaborado para complementar as atividades desenvolvidas na Oficina de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, oferecida para alunos do Ensino Médio desde o segundo semestre de 2013 pelo Programa de Educação Patrimonial – PEP UFRGS|APERS, e para promover diversas discussões suscitadas no ano em que a instauração de uma Ditadura Civil-militar no Brasil completou 50 anos.

Encerrado o projeto no final de dezembro de 2014, decidimos reunir o conteúdo de grande parte das postagens em uma coletânea, lançada hoje no Blog do Arquivo. Clique aqui para acessar a coletânea.

Observação: Sugerimos que utilizem o navegador Internet Explorer para acessar e baixar o arquivo. Por ele, garantimos o bom funcionamento dos hiperlinks.

AfricaNoArquivo: distribuição das caixas e desdobramentos do trabalho (II)

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No intuito de ampliar o trabalho desenvolvido através do projeto AfricaNoArquivo, de torná-lo reconhecido e de maior alcance, as servidoras Clarissa Sommer e Roberta Valença Scholz inscreveram a ação no Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade em sua edição de 2015. O Prêmio é promovido pelo IPHAN há 28 anos, e nesta edição tinha como foco reconhecer iniciativas de excelência em “técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural” e em “promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural”.

CartazPRMFA15_450Concorrendo com 234 propostas apresentadas nacionalmente, nossa proposta foi selecionada na etapa estadual, ficando entre os 57 projetos finalistas enviados para apreciação pela Comissão Nacional de Avaliação. Infelizmente não fomos selecionados entre as oito vencedoras, tendo um parecer favorável à indicação e outro contrário, mas certamente o reconhecimento de estar entre os escolhidos nos estados muito nos orgulha, e já é um incetivo para seguirmos em frente com a difusão do projeto. Acesse aqui notícia sobre as iniciativas premiadas, que compartilha também a ata de reunião da Comissão.

Aproveitamos essa postagem para divulgar amplamente que, após termos dedicado todo o primeiro semestre do ano à distribuição das caixas pedagógicas entre as escolas da rede pública de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto no projeto aprovado junto ao edital do Prêmio Pontos de Memória, do IBRAM, agora em agosto, segundo semestre, começamos a distribuir as caixas conforme demanda, a partir da lista de espera registrada desde o começo de 2015. Assim, distribuiremos para todas as instituições de ensino interessadas, por ordem de procura, até que sejam finalizados os exemplares disponíveis.

Reforçamos que a distribuição é voltada à instituições, e não a indivíduos, devendo ser disponibilizadas para uso comum nos espaços que as receberem. Além disso, priorizaremos as instituições que ainda não receberam nenhum exemplar. Dúvidas podem ser elucidadas pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br

Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Agosto 2015

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre um sábado por mês, das 9 às 13 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de agosto a Sala de Pesquisa abrirá no sábado 29.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por e-mail (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

*Notícia alterada: corrigido o horário em que a Sala de Pesquisa estará aberta.

APERS em Números – Julho 2015

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de julho:

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de julho:

2015.08.05 - APERS em Números

Clique aqui e saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

APERS representado no XXVIII Simpósio Nacional de História

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Entre os dias 27 e 31 de julho a historiadora Clarissa Sommer participou do XXVIII Simpósio Nacional de História, realizado na UFSC, em Florianópolis. Além da participação ser encarada como um momento de formação profissional continuada, para a troca de ideias e experiências, também foi uma importante maneira de difundir o trabalho do Arquivo Público, e de agregar conhecimentos para qualificá-lo.

A servidora apresentou o trabalho intitulado “O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul e as caixas pedagógicas AfricaNoArquivo: história, memória e patrimônio para a igualdade étnico-racial”, no Simpósio Temático “Ensino, memória e patrimônio: as África (s) e suas representações na cultura e identidade dos negros e negras brasileiras”, compartilhando a construção do projeto AfricaNoArquivo, a produção das caixas pedagógicas, seus desdobramentos e reflexões críticas. Confira aqui o resumo da comunicação. O artigo completo para publicação nos anais do evento será produzido até o dia 17 de agosto, de forma a poder incorporar as discussões e contribuições recebidas no Simpósio. Divulgaremos o texto assim que estiver pronto.

Com Flávia Rocha Prof do Acre

Ao final da apresentação, com a grande receptividade e demanda dos colegas, Clarissa sorteou entre os presentes no Simpósio o exemplar da caixa pedagógica que havia levado para mostrar durante a fala. A ganhadora foi Flávia Rocha, com nossa servidora na foto ao lado. Ela é professora e coordenadora do curso de especialização UNIAFRO, na Universidade Federal do Acre, e professora e coordenadora pedagógica na rede pública de ensino do mesmo estado. É uma alegria saber que o projeto AfricaNoArquivo chegou tão longe!

Além da participação no Simpósio referido, Clarissa pode participar também de debates no Simpósio “Arquivos como objeto: materialidade, temporalidade e trajetórias dos acervos documentais”, e nas mesas “História, verdade e ética”, “O lugar das historiadoras: feminismos e relações de gênero”, “Formação de professores e processos de ensino aprendizagem” e “Os historiadores e os arquivos”. Espaços que certamente contribuíram para aprofundar conhecimentos e bases teóricas, para refletir sobre as ações desenvolvidas no APERS e sobre como qualificá-las.

Certamente a participação em eventos da área é fundamental para garantir a atualização das servidoras e servidores, e para conectar o APERS com instituições e profissionais que possam contribuir para sua valorização e efetivação de seu papel social.

Visitas guiadas ao APERS – Julho 2015

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No mês de julho foram realizadas 03 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 29: F.A.C e B.H. (os visitantes preferiram não se identificar).

Dia 30: 25 alunos, sendo a maioria de nível superior, de graduações variadas, do Curso de Técnicas em Administração da ESPRO (Ensino Social Profissionalizante). Acompanhados pela professora Alexandra Korndorfer, que ministra a disciplina de Gestão de Documentos. O principal objetivo da visita foi relacionar o desenvolvimento da Gestão Documental no APERS com o conteúdo da disciplina.

Dia 31: Simone Neutzling, 42 anos, arquiteta, da cidade de Pelotas/RS.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Giglioli Rodrigues

Oferecemos semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Participe!

Oficinas de educação patrimonial – Julho 2015

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Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de julho:

Dia 01: os alunos do 7º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Gilberto Jorge participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pelo professor Itaara Pires. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 01: os alunos do 6º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Rafaela Remião participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Laura Montenezzo. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 02: os alunos do 7º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jardim Florido participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Aline Reck. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 02: os alunos do 6º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Fernando Gomes participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Adriana Quadros. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 07: os alunos do 7º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Eva Carminatti participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Cláudia Duarte. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 08: os alunos do 7º ano da Escola de Ensino Fundamental São José (Barra do Ribeiro) participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Nikita Medeiros. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 09: os alunos do 7º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Professor Oscar Pereira participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Adriana Costa. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 09: os alunos do 6º ano da Escola Estadual de Educação Básica Fernando Gomes participaram da oficina Os Tesouros da Família Arquivo acompanhados pela professora Adriana Quadros. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

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