Ação Educativa em Arquivos X: experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (I)

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Após algumas viagens mais distantes, que nos levaram a arquivos estrangeiros, na postagem deste mês e do próximo a respeito de ações educativas em arquivos voltaremos nossa atenção ao trabalho desenvolvido pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte. Este arquivo municipal foi fundado em 1991, mesmo ano de publicação da Lei de Arquivos no Brasil, nascendo voltado à modernização de tais instituições, engajado na construção de procedimentos de gestão documental amparados pela então nova legislação, em meio aos avanços democráticos vivenciados por nossa sociedade com o fim da ditadura e no contexto de promulgação da Constituição de 1988.

Nosso texto de hoje será referenciado especialmente no artigo “Educação Patrimonial e o Ensino de História em Instituições Arquivísticas: Ações educativas no Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte”, de Raphael Rajão Ribeiro, historiador e então chefe do Departamento de Tratamento, Pesquisa e Acesso do APCBH, e Michelle Cobra Torre, graduada em História e Comunicação Social, publicado pela Revista Acervo em volume de 2012. Neste trabalho os autores historicizam a trajetória das ações educativas desenvolvidas pela instituição, chamando a atenção para uma situação especial em meio à realidade arquivística que nos cerca majoritariamente: trazem à luz as experiências de um arquivo que vem se preocupando e atuando fortemente na área educativa desde sua fundação, compreendida como parte importante de suas ações de difusão. Por este motivo, decidimos dividir a reflexão em duas partes, apresentando de forma mais geral neste post os trabalhos desenvolvidos pelo APCBH até o ano de 2010, e no mês seguinte os processos de reflexão que levaram à reformulação de suas visitas monitoradas e à formulação de novas compreensões que ajudariam a expandir os usos do Arquivo e de seus acervos nas ações educativas para além da pesquisa e ensino sobre história local.

Raphael e Michelle refletem a respeito de tais ações buscando compreender os pressupostos teóricos e metodológicos que as embasaram ao longo dos anos, apontando para a escassez de produções específicas que fundamentem a educação em arquivos, assim como para a ausência de divulgação sistemática das ações levadas a cabo no país, o que teria contribuído para uma aproximação de referenciais do ensino de história e da educação patrimonial. Destacam que a presença de historiadores na equipe e o contato com referenciais franceses corroboraram para “maior ênfase na abordagem da instituição e de seu acervo pelo seu valor de evidência para o estudo do passado”. Nesse sentido, também teriam contribuído as novas diretrizes para a educação nacional constituídas no processo de redemocratização dos anos de 1980 e 1990, que colocavam a necessidade de se trabalhar com procedimentos de pesquisa histórica nas práticas de ensino-aprendizagem da Educação Básica.

Nesse percurso de análise, vão se debruçando sobre as atividades e projetos desenvolvidos desde a década de 1990, demonstrando como os serviços educativos demandados, especialmente pelas escolas, sempre estiveram presentes na vida do APCBH, contribuindo para seu reconhecimento social e fortalecimento de seus laços com a comunidade.

Para eles, a condição de arquivo municipal propiciou grande contato com as escolas da região, que apresentaram demandas por reproduções de documentos que pudessem ser usadas em sala de aula, assim como por visitações. Nos anos iniciais, em que a instituição Foto Visita APCBHestava instalada em um espaço diminuto, em salas da então Secretaria Municipal de Cultura, o Arquivo reproduziu uma amostra de seu acervo, que era levada às escolas. A partir da mudança para um espaço próprio, ocorrida em 1996, o APCBH passou a receber visitas do público escolar, que seguem sendo oferecidas até hoje. Daquele ano até 2010 as visitas monitoradas foram organizadas como espaço para apresentação tanto da instituição quanto da trajetória histórica do município, a partir de um trabalho didático com fotografias. Para qualificar a interação entre Arquivo e professores, estes eram convidados para realização prévia de visitas técnicas.

Em 1997, ano marcado pelas comemorações dos cem anos da capital mineira, foi lançado o Projeto Momentos de uma capital centenária, que teve como produto a reprodução 31 documentos fotográficos, em pranchas e em slides, que foram distribuídos para todas as escolas da cidade, retratando paisagens marcantes da história local. Apesar do mérito nas intenções do projeto, de sua qualidade ou abrangência no alcance, a ausência de acompanhamento mais sistemático do que era feito com o material nas escolas fez com que em muitos casos os kits não chegassem aos verdadeiros interessados, sendo tomados por indivíduos como um “presente” do Arquivo, e não como um material didático que deveria ser compartilhado por professoras e professores, socializado na biblioteca escolar.

A partir de 1999 iniciou-se o Projeto Histórias de Bairros de Belo Horizonte, em muito resultante da constante procura do Arquivo por estudantes das séries iniciais da Educação Básica, que desejavam pesquisar sobre a história local. O APCBH iniciou o “levantamento de fontes em seus acervos e nos de outras instituições de memória da cidade, sistematizado a partir da divisão espacial dos bairros”, e pensando produtos a partir do material coletado. Já em 2007 foi constituída uma equipe para “produzir uma coleção de cadernos paradidáticos APCBH 1voltados para o público de 9 a 12 anos”. Os primeiros exemplares da Coleção História de Bairros de BH foram lançados em 2008, contando hoje com nove cadernos, mais o volume dedicado ao professor. Todos podem ser baixados pela internet, acesse aqui um dos exemplares! Estes produtos colocaram o Arquivo em uma nova posição: deixaria de envolver-se apenas com o processo de seleção de fontes que seriam trabalhadas pelos professores em sala de aula, colocando-se como agente ativo, produtor de reflexões e propositor de metodologias no campo do ensino de história, evidenciando a pertinência da atuação de outros atores na confecção de materiais didáticos, para além dos profissionais diretamente envolvidos com as escolas e do grande mercado editorial brasileiro do livro didático.

Em 2003 foi lançado o material Vídeo Documento, com 11 minutos de duração, conduzido pela narrativa de uma criança chamada Davi, estudante que entra em contato com o Arquivo a partir de uma proposta de atividade feita pela professora. Já buscando ampliar a percepção dos acervos como documentos que informam sobre o passado, o foco do vídeo é discutir “o sentido daquele arquivo público municipal como patrimônio da cidade. Para tanto, parte-se das referências da criança: seu arquivo pessoal e a variedade de documentos que o compõem; suas vivências na cidade, como o uso do transporte coletivo; os locais que reconhece na documentação histórica, como o parque central da cidade; a importância de se preservar os documentos e os critérios utilizados para isso”. O material foi reconhecido pelo IPHAN com o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade na categoria de melhor ação de Educação Patrimonial do ano, e passou a ser utilizado nas visitas monitoradas.

APCBH 2Em 2007, para qualificar a preparação das e dos professores, e consequentemente das(os) estudantes, às visitas, foi publicada a cartilha “Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte: informação e memória”, que pode ser acessada aqui. Nela são apresentados conceitos importantes para a compreensão das funções de uma instituição arquivísiticas, suas atividades nos processos de gestão documental, salvaguarda, difusão e acesso ao patrimônio cultural documental , além de apresentar o APCBH, sua história e acervos, trazer orientações para melhor organização e aproveitamento da visita, e sugestões de atividades para a sala de aula.

As produções aqui evocadas evidenciam a centralidade dada pelo APCBH às ações educativas enquanto elemento constitutivo de sua identidade enquanto instituição pública de arquivo. O sucesso e reconhecimento do trabalho, agraciado com parcerias, recursos captados externamente e premiação em nível nacional, certamente está relacionado à dedicação de uma equipe constituída e consolidada para esta área, e à compreensão, por parte da instituição como um todo, do potencial e do papel social dos Arquivos enquanto espaços de memória, cultura e educação. Seguiremos com essa reflexão!

Participe: PEP UFRG-APERS promove 6ª edição do curso anual de formação para professores!

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       Problematizar e pensar juntos os desafios colocados à escola e à comunidade escolar em nossa sociedade contemporânea. Refletir sobre dificuldades e transformações, e construir caminhos que contribuam para qualificar os processos de ensino-aprendizagem, as relações humanas e a produção de conhecimentos nestes espaços. São alguns dos objetivos que motivam a oferta de mais uma edição do curso de formação para professores que vem sendo promovido pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP) desde 2011.

    Em 2016 o curso intitula-se “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente”, e iniciará no dia 26 de agosto, sexta-feira, às 14h. Serão sete encontros, sempre nas sextas, das 14h às 19:30h, com pausa para o lanche e convivência. Os temas abordados, sempre em uma perspectiva voltada ao trabalho nas escolas, serão: patrimônio cultural e educação; ditaduras e ensino na Educação Básica; liberdade docente e o projeto “Escola sem Partido”; relações étnico-raciais; estado laico e liberdade religiosa; diversidade e relações de gênero; e violência Direitos Humanos.

    A carga horária será de 40h com certificado, em um curso que envolverá palestras com debate, oficinas, relatos de experiência e rodas de conversa. As inscrições serão gratuitas, e iniciarão na próxima semana, dia 03 de agosto, quando divulgaremos a programação completa. O público-alvo são, especialmente, professoras e professores da rede pública de ensino com atuação efetiva em sala de aula. Caso as vagas não sejam todas preenchidas por estes, serão inscritos professores de redes privadas, educadores atuantes em espaços não formais de educação, e estudantes de cursos de graduação em licenciaturas.

 Informações podem ser obtidas pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br.

    Programe-se, converse com colegas de sua escola e participem!

Os Caminhos da Matriz: APERS fará parte do Roteiro do dia 30 de julho

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    No próximo sábado, dia 30 de julho acontecerá mais uma edição do roteiro de visitas guiadas Os Caminhos da Matriz, por meio do qual as instituições culturais que circundam a Praça se reúnem para oportunizar aos cidadãos visitas mensais e gratuitas.

    Nesta edição o Arquivo Público do RS participará do Roteiro 2 junto com a Cúria Metropolitana e o Solar dos Câmara/Memorial do Legislativo. Esperamos todos na Praça da Matriz, às 14 horas para o início o passeio!

 

2016.07.27 Caminhos da Matriz

 

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APERS entre “Os Caminhos da Matriz”

XIII Mostra de Pesquisa: Programação

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   Divulgamos hoje, a programação da XIII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Auditório Marcos Justos Tramontini e no Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1031, Centro).

   Serão apresentados 33 trabalhos, distribuídos em oito mesas temáticas, além de uma palestra de abertura com a historiadora da Casa, Clarissa Sommer Alves. Confira aqui a programação completa.

Cartaz Programacao

    Você ainda pode participar como ouvinte!!! As inscrições são gratuitas e continuam sendo realizados pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br .

Inscrições Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais

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    Devido a problemas técnicos, não estamos conseguindo realizar as inscrições para o Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais pelo e-mail institucional apers@smarh.rs.gov.br (divulgado anteriormente). Como forma de solucionar o problema rapidamente, criamos uma conta de e-mail para efetivação do procedimento.

   Portanto, para os interessados, divulgamos o novo e-mail para realização das inscrições: seminarioapers@gmail.com. Basta enviar o nome completo do interessado e um e-mail para contato. Avisamos também, que toda a inscrição será confirmada por e-mail. Desde já nos desculpamos pelos transtornos e ficamos à disposição, para quaisquer dúvidas, pelo telefone 51 3288 9112.

Cartaz Programacao - Email

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS V – História da Ditadura Civil-Militar

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    Chegamos à quinta publicação de Revisitando as Mostras de Pesquisa, na qual divulgaremos alguns artigos publicados nos anais das Mostras sobre a temática da Ditadura Civil-militar. Diferentemente das anteriores, nesta postagem vamos explorar um artigo, em especial, e apresentar outros títulos.

2016.07.20 Imagens

    Muitas foram as apresentações na V Mostra que versaram sobre a história da Ditadura Civil Militar, tanto no Brasil quanto em outros países do Cone sul. Dentre elas, selecionamos o artigo de Caroline Silveira Bauer, hoje professora da UFRGS, O “crime das mãos amarradas”: sequestro, tortura, desaparição e morte do ex-sargento Manoel Raimundo Soares durante a ditadura civil-militar brasileira (1966), no qual foram exploradas várias práticas, a partir de um caso emblemático, que caracterizaram a ditadura no Brasil.

    Nesse artigo é analisado o sequestro, a tortura, o desaparecimento e a morte do ex-sargento do Exército Manoel Raimundo Soares, que ocorreu no ano de 1966. A autora toma o caso como exemplo das práticas de terrorismo de Estado aplicadas no Brasil. Conforme a Bauer, uma primeira versão deste trabalho havia sido apresentada como parte de sua dissertação de mestrado, intitulada Avenida João Pessoa, 2050 – 3° andar: terrorismo de Estado e ação de polícia política do Departamento de Ordem Política e Social do Rio Grande do Sul (1964-1982), defendida em abril de 2006 junto ao PPG em História da UFRGS. Entretanto, como parte do resultado daquela investigação, o assassinato de Manoel Raimundo Soares, de acordo com Caroline, não recebeu atenção particular naquela análise, uma vez que inserido em uma lista maior de exemplos de arbitrariedades cometidas pelo DOPS/RS.

    O assassinato de Raimundo Soares ficou conhecido como o “crime das mãos amarradas”, porque seu corpo foi encontrado nas águas do Rio Jacuí com as mãos amarradas às costas. As práticas empregadas pelos órgãos da repressão e o impacto na sociedade que, segundo a autora, pela primeira vez, de forma explícita, tomava conhecimento das ações repressivas da ditadura, levaram a historiadora escrever tal artigo, com atenção voltada para esse crime.

    A principal fonte utilizada por ela foi o processo de indenização movido pela viúva de Manoel Raimundo Soares, Elizabeth Challupp Soares, que faz parte do Acervo da Luta contra a Ditadura, localizado no Memorial do Rio Grande do Sul. Também foram consultadas outras fontes, tais como a documentação produzida pela Comissão Parlamentar de Inquérito e jornais.

    Manoel era segundo sargento do exército e desertou em 23 de abril de 1964, quando passou a viver na clandestinidade. Foi sequestrado em 13 de março de 1966, em frente ao Auditório Araújo Viana em Porto Alegre, numa cilada levada a cabo por Edu Rodrigues Pereira. Foi levado para o quartel e dois dias depois para o DOPS, lugares onde sofreu inúmeras torturas. Permaneceu ali até o dia 18 de março, quando foi levado para a Ilha do Presídio. De acordo com informações oficiais, teria sido solto no dia 12 de agosto, embora ainda haja registro de sua presença no DOPS no dia 13 do mesmo mês. Três habeas corpus, foram impetrados nos meses de junho, julho e agosto por Elizabeth, no qual era solicitado notícias sobre a localização de Manoel. Em resposta a um telegrama recebido do Supremo Tribunal Militar, no dia 20 de agosto, o DOPS informou que Manoel não se encontrava naquele órgão, conforme sequência de informações trazidas por Bauer.

    A autora afirma ainda que no dia 24 de agosto de 1966, por volta das 17 horas, foi encontrado por agricultores um corpo boiando no Rio Jacuí, próximo a Ilha das Flores. Enquanto isso, Elizabeth veio a Porto Alegre para impetrar um quarto pedido de habeas corpus, para saber onde e sob a responsabilidade de qual autoridade estava o ex-sargento. No dia seguinte, Dilmar Machado, jornalista da Zero Hora, recebeu um telegrama anônimo, informando que aquele cadáver, com as mãos amarradas às costas, seria de Manoel Raimundo Soares. Elizabeth procurou o repórter e foram juntos ao Instituto Médico Legal, onde reconheceu o corpo do seu esposo, cuja causa mortis foi por afogamento anterior ao dia 21 de agosto, conforme o auto de necrópsia.

    De acordo com Caroline Bauer, as razões do interesse do DOPS/RS em Manoel deviam-se a dois motivos principais: a de que ele respondia processo criminal por atos de subversão; e a de que poderia “fornecer informações valiosas sobre a organização e outros companheiros foragidos e uma confissão sobre a subversão, para depois, castigá-lo e puni-lo exemplarmente”. A autora ainda lembrou da declaração absurda do delegado Teobaldo Neumann, ao Jornal Zero Hora, na qual disse que “os soldados incumbidos de dar um caldo no sargento Manoel Raimundo Soares perderam o controle do corpo e disto resultou a morte por afogamento”. Ressalta, já no final do texto, que além da execução arbitrária do inquérito, o DOPS/RS mentiu diante da Justiça Militar, negando sua presença nas dependências do órgão.

    Conclui o texto, com a informação de que o enterro de Manoel Raimundo Soares, cujo corpo foi “desaparecido” no Rio Guaíba, ocorreu em 2 de setembro de 1966 e foi acompanhado por uma multidão, que, ao reconhecer agentes do DOPS/RS infiltrados os chamou de “assassinos”.

    O artigo foi escolhido, por nele encontramos inúmeros elementos que caracterizam o terrorismo de estado presente na ditadura civil-militar brasileira e que extrapolavam as disposições “legais” do regime de exceção: prisões arbitrárias, sequestros, tortura, incomunicabilidade dos presos com seus familiares, assassinato e desaparecimento – e isso é bastante explorado pela historiadora. Abaixo, em outros artigos, eles seguiram presente, bem como outras formas de condução das relações políticas, econômicas e sociais que conformaram a ditadura civil-militar iniciada no ano de 1964 no Brasil. A lista com a presença da temática nas Mostras é extensa:

  • A ocupação da Faculdade de Filosofia da UFRGS (junho de 1968), de Jaime Valim Mansan (V Mostra de Pesquisa, p.311)
  • As relações de Leonel Brizola com os setores subalternos das Forças Armadas entre 1959-1964, de César Daniel de Assis Rolim (V Mostra de Pesquisa, p.301)
  • Os arquivos virtuais sobre os regimes repressivos (V Mostra de Pesquisa, p.379)
  • A política educacional da Ditadura Militar e a UFRGS (1964-1970), de Janaína Dias da Cunha (V Mostra de Pesquisa, p. 327)
  • As conexões repressivas entre a ditadura civil-militar brasileira e o Uruguai: o caso do sequestro do cônsul brasileiro pelos tupamaros como denúncia, de Ananda Simões Fernandes (V Mostra de Pesquisa, p. 349)
  • Auditoria Militar de Santa Maria: um novo enfoque sobre a repressão e a oposição ao Regime Militar, de Taiara Souto Alves (V Mostra de Pesquisa, p. 339)
  • A resistência dos exilados brasileiros no Uruguai e o controle pelos órgão de repressão e espionagem, de Ananda Simões Fernandes (VI Mostra de Pesquisa, p.373)
  • A atuação repressiva da ditadura civil-militar brasileira durante a construção da Anistia, de Julio Mangini Fernandes (VIII Mostra de Pesquisa, p.73)
  • Episódios de uma trajetória: o apelo das Mulheres pela Anistia em meio ao trágico retorno do presidente deposto pelo golpe civil-militar, Marluci Cardoso de Vargas (X Mostra de Pesquisa, p.297)
  • O Pensamento Militar e a Política de Segurança Nacional: a elaboração do conceito estratégico nacional, 1968-1969, de Diego Oliveira de Souza (X Mostra de Pesquisa, p. 317)
  • A colaboração do Estado frente ao uso excessivo da violência policial: início e fim da questão Fleury (1968-1979), de Diego Oliveira de Souza (XII Mostra de Pesquisa, p.163)
  • Os arquivos sobre a repressão: o sequestro dos uruguaios no acervo particular Omar Ferri, de Paola Laux e Renata dos Santos Mattos (XII Mostra de Pesquisa, p.369)
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Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS III
Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS IV

Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais – Programação e Inscrição

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    Hoje divulgamos a Programação do Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais, que será realizado no dia 04 de agosto no Arquivo Público do Rio Grande do Sul, Auditório Marcos Justos Tramontini (Rua Riachuelo 1031, Centro).

Cartaz Programacao - Email

   A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas pelo e-mail seminarioapers@gmail.com. Serão fornecidos certificados com carga horária de 6 horas para ouvintes que acompanharem o evento na sua totalidade. Outras informações por e-mail ou pelo telefone 51 3288 9112.

Post alterado em 20/07/2016: alteração do email para inscrição.

Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica I

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    O objetivo deste mês do Pesquisando no Arquivo é dar continuidade às sugestões de pesquisa em Ciências Sociais, através do acervo de prontuários médicos do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Este acervo possui restrição de acesso, tema já abordado aqui na categoria em 2015 (clique para acessar a publicação). Agora vamos analisá-lo sob a perspectiva da Antropologia, a qual ampliou consideravelmente seu campo de estudo ao considerar objetos seus a “saúde” e a “doença”, os estudos multiplicaram-se a partir de 1980, mas ainda há muito que desvendar.

    A Antropologia Médica não desconsidera a perspectiva bio-neurológica, ao contrário, veio por ampliá-la ao considerar que saúde/doença são expressões da relação de uma multiplicidade de valores coexistentes tais como biológicos, sociais, políticos, culturais e ambientais. Investigar o contexto, as representações culturais dos atores envolvidos no processo de cura, o cenário médico, as formas de medicalização da sociedade, as relações entre as forças de poder, as formas de controle social e os modelos biomédicos numa perspectiva transdisciplinar são algumas possibilidades reais de pesquisa.

    Assim, nos próximos artigos, selecionaremos alguns prontuários, dentre as 4.036 caixas contendo 67.943 prontuários médicos de pacientes entre os anos de 1884 a 1973, com alguns recortes de tempo que foram marcos epistemológicos dos modelos biomédicos e verificaremos, en passant, algumas possibilidades de análise antropológica dos prontuários nesse, que foi o primeiro Hospital Psiquiátrico do Estado do Rio Grande do Sul, e um fiel depositário de esperança para a cura do sofrimento psíquico para a população gaúcha do interior e da capital.

    O convívio com a loucura nunca foi tarefa fácil, tanto para o doente, quanto para a equipe de saúde, para sociedade ou mesmo para a família que na maioria das vezes só percebe o sofrimento psíquico já num estágio muito avançado da doença. Quando enfim, a família, depara-se com a realidade através da obtenção de um diagnóstico, na maioria das vezes se sente sobrecarregada, pois não encontra suporte suficiente e eficaz nas políticas públicas.

    Nos séculos XIX ou XX a situação não era muito diferente. Todos demandavam uma solução para o doente mental: a família, a sociedade, a polícia. E a solução encontrada, na maioria das vezes era o isolamento social. Para dificultar, a própria ‘loucura’ foi e continua sendo um conceito disputado: exclusividade da Religião na Idade Média, aos poucos, foi passando pelo domínio da Medicina.

   No Brasil, atualmente, temos um modelo de revisão crítica das práticas de saúde mental. E as contribuições da Antropologia para as Ciências Médicas estão no sentido de contextualizar o doente no processo histórico-social em que está vivendo, bem como, possibilitar a leitura e análise subjetiva da construção da doença em seu universo simbólico, ou seja, em sua construção de ‘imaginários’ sobre a doença mental em diferentes culturas, ou dentro de uma mesma cultura mas entre profissionais com saberes epistemológicos distintos possibilitando uma aproximação entre os diversos olhares.

    Se você tiver interesse em pesquisar no APERS, envie um e-mail para a Sala de Pesquisa (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br) e solicite seu atendimento!

Notícia relacionada:
Pesquisando no Arquivo: Prontuários médicos

Capacitação de servidora do APERS em Conservação e Restauração de Documentos

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    No primeiro semestre deste ano, Nôva Brando, historiadora|TAC do APERS, realizou o módulo I do Curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais com suporte em papel, couro e pergaminho na Oficina de Restauro Livro e Arte. Foram 120 horas, entre os dias 15 de março e 07 de julho, de capacitação sob a supervisão da professora Sílvia Jansson Breitsameter, conservadora-restauradora desde 1977.

    Durante o curso foi abordado a história, fatores de degradação do papel, Acidez e pH dos papéis e pigmentos da escrita. Também foram apresentados os principais papéis, materiais e utensílios empregados na restauração de documentos. Conceitos como conservação preventiva e conservação curativa, bem como a restauração foram problematizados. Também foi observado o código de ética do conservador-restaurador.

    Como exercício teórico e práticos foram trabalhados procedimentos de higienização de acervo documental, soluções adequadas para as manchas mais frequentes em documentos em formato de papel, técnicas de enxerto, obturação, reestruturação e planificação de documentos. Também foram realizados exercícios de restauração de documentos craquelados (isolamento de pigmento, velatura e laminação). Para os documentos devidamente recuperados e restaurados, suporte para armazenamento foram elaborados.

Professora Silvia e Nova     Em um segundo momento do curso, a conservação-restauração de livros foi abordada, a partir de procedimentos para higienização de livros e cuidados necessários a uma biblioteca. Na sequência, uma breve história da encadernação, fatores de degradação do livro, principais papéis e revestimentos empregados na restauração de livros e reconhecimento das partes do livro. As propostas para exercício foram a restauração de diferentes livros, atentando para capas soltas, lombadas danificadas, cantos de livros amassados ou rotos, perdas de revestimentos de lombadas e pastas, costuras danificadas, folhas soltas.

    Depois de quatro meses de curso, a capacitação da servidora para o desempenho qualificado de funções da instituição, tais como “realizar diagnósticos, planejar e desenvolver projetos de conservação preventiva e de preservação do acervo”, é indício da responsabilidade que o APERS tem com a preservação e a garantia das condições de acesso ao patrimônio documental do Estado.

Para saber mais do Curso:
Livro e Arte – Oficina de Restauro: http://restaurolivroearte.blogspot.com.br/

Acervo disponível para pesquisa

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   Está disponível para pesquisa o acervo produzido e recebido em decorrência das atividades do Gabinete do Governador no período de 1994 a 2014. Composto por atas, relatórios, correspondências recebidas pelo Governador, mensagem do Governador, plano plurianual, quadro de orçamento, folhetos de divulgação, manual de identidade visual, propostas de decretos, carta de concertação, termos de cooperação e compromisso e projetos técnicos.

    O fundo encontra-se organizado em dez séries e três subséries de acordo com o Plano de Classificação Documental (PCD), anexo à Instrução Normativa 02/14 da SARH. São as seguintes: desenvolver cenários a partir das linhas políticas propostas e existentes; definir diretrizes para elaboração de políticas públicas através do plano plurianual; desenvolver políticas para atrair recursos e fomentar novos investimentos; implantar e gerenciar programas e projetos; orientar, coordenar e elaborar o orçamento do Estado; acompanhar a execução financeira e operacional do Estado; emitir e analisar atos normativos e ordinatórios; fiscalizar a arrecadação e aplicação dos recursos orçamentários/financeiros; implementar e coordenar campanhas e eventos institucionais; elaborar, distribuir e acompanhar as informações referentes às ações governamentais. Para acessar a descrição do fundo e o resumo do conteúdo dos documentos, clique aqui.

    Se você tiver interesse em consultar estes documentos em nossa Sala de Pesquisa, envie um e-mail para saladepesquisa@planejamento.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

Agora você pode baixar a publicação “PEP em Revista”!

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2016.07.13 Capa PEP em Revista vol 1Em março deste ano realizamos o evento de lançamento da publicação “PEP em Revista: o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, produzida com recursos do edital Proext MEC 2015/2016 para registrar as ações que vem sendo desenvolvidas na parceria entre o APERS e a UFRGS desde 2009. O volume, organizado pelas servidoras do APERS Clarissa Sommer e Nôva Brando, e pela prof.ª Carla Simone Rodeghero (História/UFRGS),  foi produzido por elas com contribuição de toda a equipe presente no Programa em 2015 – grupo que pode ser conhecido nas páginas da publicação.

Os exemplares estão sendo distribuídos no APERS para professores, profissionais de instituições de memória e patrimônio, e demais interessados. Agora, disponibilizamos também online, para que você possa baixar e conhecer mais sobre este trabalho! Acesse clicando aqui.

Estudantes de Arquivologia produzem vídeo sobre o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS

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Ao longo deste semestre nossa equipe do Programa de Educação Patrimonial recebeu as e os estudantes Fabiano Nunes, Letícia Prauchner, Paula Sant’Anna, Sharon Daniela Nuñez e William Albano, da disciplina de Difusão em Arquivos oferecida pelo curso de Arquivologia da UFRGS, e ministrada pelo Prof. Dr. Moisés Rockembach. O objetivo dos encontros foi viabilizar a realização do trabalho final da disciplina, já que o grupo optou por abordar a difusão por meio da Educação Patrimonial.

Nas visitas das(os) estudantes ao APERS, apresentamos o Programa e as concepções que vêm embasando este trabalho, realizamos visita guiada pela instituição, oportunizamos encontro com toda a equipe do PEP em uma de suas reuniões, assim como organizamos a observação e filmagem de algumas oficinas, momentos nos quais puderam ter contato com professores e estudantes da Educação Básica.

O resultado foi apresentado na UFRGS, e disponibilizado no YouTube. Assista e divulgue! Através de nossas redes vamos difundido o APERS, seu acervo, e seu potencial enquanto espaço educativo e cultural. Agradecemos ao grupo e ao professor Moisés pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido. Clique aqui para acessar o vídeo.

Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Julho 2016

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2016.07.06 Sala de pesquisa

APERS em Números – Junho 2016

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de junho:

Assessorias técnicas do SIARQ/RS: 09

– Usuários atendidos: 543

– Cidadão: 442

– Usuários internos: 04

– Pesquisadores: 97

– Novos pesquisadores: 40

– Atendimento aos usuários: 1.309

– Cidadão: 526

– Usuários internos: 07

– Pesquisadores: 776

– Indexação Sistema AAP: 1.741

Oficinas de educação patrimonial: 13

Visitas guiadas: 08

– Visualizações blog institucional: 13.047

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de junho:

Gráfico de atendimentos mensais realizados aos usuários do APERS em junho.

Gráfico de atendimentos mensais realizados aos usuários do APERS em junho.

Clique aqui e saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Oficinas de educação patrimonial – Junho 2016

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Imagem para post Oficinas

Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de junho:

Dia 1º: pela manhã os alunos do 6° ano, turma 161, do Colégio Romano Santa Marta participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Adriana Quadros. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 02: pela manhã os alunos do 6° ano, turma 161, do Colégio Romano São Matheus participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Rinaldo Geremias. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 08: pela tarde os alunos do 7° ano, turma 7C, da Escola Municipal de Educação Básica Alberto Santos Dumont participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Ana Paula Madruga. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 09: pela manhã os alunos do 6° ano, turma 161, do Colégio Romano Bom Jesus participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Gustavo Barcelos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 09: a noite os alunos do 3° ano, turma 306, da Escola Estadual Augusto Meyer participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelo professor Alfredo Ranzan. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 13: pela manhã os alunos do 7° ano, turma C13, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Fabiana Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 15: pela manhã os alunos do 6° ano, turma 60, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Oswaldo Aranha participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Olga M. Boelter. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: pela manhã os alunos do 6° ano, turma 162, do Colégio Romano Senhor Bom Jesus participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Gustavo Barcelos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 21: pela manhã os alunos do 7° ano, turma 70, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Oswaldo Aranha participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Olga Boelter. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 22: os alunos do 7° ano, turma 72, Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Lusimara Borba. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: pela manhã os alunos do 6° ano, turma 163, do Colégio Romano Bom Jesus participaram de nossa oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Gustavo Barcelos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 29: os alunos do 8° ano, turma 80, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Carlos Reni. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: os alunos do 8° ano, turma 81, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Carlos Reni. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

Atividades SIARQ/RS – Junho 2016

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2015.02.25 SIARQRS

Enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, o APERS atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de junho os arquivistas e servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dias 02, 09, 23 e 30: o arquivista Jonas Ferrigolo Melo participou das reuniões do Comitê Gestor do PROA, realizadas na Sala de Gestão da SMARH, onde foram analisados os pedidos de excepcionalização no uso do Sistema.

Dia 13: arquivistas do APERS estiveram no Departamento Pedagógico da Secretaria de Educação a fim de padronizar os termos referentes às atividades do Departamento, para uso no Sistema PROA. Emerson Suman Corrêa, Jonas Ferrigolo Melo e Maria Cristina Kneipp Fernandes (APERS)

Dia 15: os arquivistas do APERS estiveram no Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER), para prestarem assessoria sobre questões de avaliação e eliminação documental. Participaram pelo DAER Lívia Oliveira Job e pelo APERS Jonas Ferrigolo, Maria Cristina Fernandes e Marta Helena de Araújo.

Dia 15: realizado um encontro com os servidores da Fundação Piratini TVE e Rádio Cultura para alinhamento e definições dos assuntos utilizados no Sistema PROA. O APERS foi representado por Jonas Ferrigolo Melo, Maria Cristina Fernandes, Marta Helena de Araújo e Iara Gomide Machado.

Dia 20: as arquivistas do APERS estiveram prestando assessoria sobre gestão documental aos servidores da Divisão de Protocolo e Arquivo, Secretaria da Segurança Pública (SSP). Orientaram sobre a aplicação da Tabela de Temporalidade, esclareceram dúvidas sobre classificação e explicaram as atividades para eliminar documentos conforme as normativas. Participantes: Luan Kulmann Corrêa, Larissa Natalia de Oliveira (SSP), Maria Cristina Fernandes e Silvia de Freitas Soares (APERS).

Dia 28: arquivistas do APERS estiveram reunidos com servidores da Defensoria Pública do Estado (DPE) para leitura e análise de minuta de resolução, elaborada pela DPE, visando normatizar o uso do Sistema PROA no âmbito da Defensoria. O APERS foi representado por Jonas Ferrigolo Melo, Maria Cristina Fernandes, Marta Helena de Araújo e Renata de Vasconcellos.

Durante o mês, o Arquivo Público recebeu e verificou oito (08) processos administrativos  para aprovação de Listagem de Eliminação de Documentos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

Ainda em junho, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@smarh.rs.gov.br, 165 e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos 9 e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Visitas guiadas ao APERS – Junho 2016

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No mês de junho foram realizadas 08 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 04: 19 alunos da disciplina de Iniciação à Docência do Curso de História da Universidade Federal de Pelotas, acompanhados pela professora Ana Inez Klein, com o objetivo de apresentar aos alunos de história o Arquivo Público: sua história, principais acervos e organização.

Dia 08: 24 alunos do 1º semestre Curso de História, disciplina de Patrimônio e Educação, da UniRitter, acompanhados pela professora Fernanda O. Silva. Esta disciplina é ministrada no 1º semestre e a turma é apresentada às discussões que permeiam a noção de patrimônio, assim como alguns lugares de memória, incluindo arquivos. Nesse sentido, a visitação ao APERS teve o objetivo de oportunizar aos alunos conhecer a instituição no que tange aos seus projetos, oficinas de Educação Patrimonial, caixa pedagógica e demais.

Dia 20: 26 alunos da Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial/RS, acompanhados pelo professor Luciano de Lima Silveira, com o objetivo de conhecer a história da APERS e sua importância para a cidadania do povo do estado do RS, conhecer tipos e funções de documentos, métodos e técnicas de arquivo e protocolo: classificação de documentos, recebimento, distribuição, tramitação, expedição, temporalidade e tipos de arquivo (físico e eletrônico).

Dia 24: pela manhã 18 alunos do curso de Auxiliar Administrativo da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Luciane Brum. De acordo com a professora, a experiência vivida na visita foi de extrema valia para conscientização dos alunos quanto a preservação tanto da cultura como dos documentos.

Dia 24: pela tarde 21 alunos do curso de Auxiliar Administrativo Hospitalar da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Mariana Kirchhof com o objetivo de conhecer o Arquivo e saber mais como se dá a prática da organização e técnicas de arquivos.

Dia 27: pela manhã 16 alunos do curso de Auxiliar Administrativo Hospitalar da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Kelly Cardoso com o objetivo de conhecer o Arquivo e os seus serviços.

Dia 27: pela tarde 26 alunos da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Kelly Cardoso com o objetivo de conhecer a organização e classificação dos documentos.

Dia 27: a professora Eliane Cristina de Freitas da Escola da Ciência da Informação da UFMG visitou nossa instituição por pesquisar sobre a relação que os arquivos públicos têm com seus públicos. Assim, após a visita guiada realizou uma entrevista sobre os serviços do Arquivo e sua relação com seus públicos.

Guias: Caroline Bassegio, Iara Machado, Nôva Brando e Viviane Portella.

Lembramos que oferecemos, semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Agende sua visita pelo e-mail visitas@smarh.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288 9117.

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