Atendimento APERS: expediente diferenciado de 03 a 07 de julho

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Pesquisando no Arquivo: Louco de Tulipa

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    Na Idade Média, acreditava-se que os doentes mentais tinham uma pedra na cabeçai que precisava ser retirada conforme retratado na obra do pintor flamengo Hieronymus Bosch (sec. XV).

    A Extração da Pedra da Loucura, é impactante, pois “um olhar mais detalhado da imagem faz perceber que, na verdade, não está sendo extraído pedra alguma da ‘mente’ do ‘louco’, e sim uma planta (uma flor?). Enfim, algo vivo e símbolo da beleza e da ternura. Isto, todavia, parece não criar surpresa nas pessoas que acompanham o procedimento. Pelo contrário, estas parecem não se dar conta daquele elemento que de louco nada tem, ou tudo tem…” (VIANNA, [201-?]).

    Foi assim que os loucos medievais ficaram conhecidos como “cabeças de tulipa”.

   A relação entre loucura e genialidade há anos é objeto de estudo e pesquisa por parte dos especialistas.

   Polêmicas a parte, Virginia Woolf, Vincent Van Gogh, Robert Schumann, Friedrich Nietzsche e Francisco de Goya. E casos brasileiros, como Ernesto Nazareth, José Joaquim de Campos Leão, Lima Barreto, Arthur Bispo do Rosário e Rodrigo de Souza Leão, tinham problemas psiquiátricos e muita criatividade. O escritor Lima Barreto foi diagnosticado com neurastenia e sofria de depressão. Bispo do Rosário, artista plástico, tinha esquizofrenia-paranoide e foi internado em hospitais psiquiátricos.

    Nesse período de isolamento, começou a tecer, com fios de sua própria roupa, o Manto da Apresentação, que tinha a intenção de vestir no dia do Juízo Final. Fazia trabalhos com lixo e sucata, à moda do Pop Art de Andy Warhol, embora sem consciência disso.

   Dizia sobre a loucura: “Os doentes mentais são como beija-flores: nunca pousam, ficam a dois metros do chão”.

   Nos episódios de crise, Virginia dizia estar “mergulhada em águas profundas”. “Ela era bipolar e alternava períodos de melancolia a outros altamente criativos e saudáveis”, conta a psiquiatra Suzana Azabel. É considerada uma das principais escritoras da literatura inglesa.

    Na década de 60 do século XIX, Porto Alegre, Capital da Província de São Pedro teve o seu “louco de pedra”. Um louco genial, do cérebro do qual, tal como na obra de Hieronymus Bosch, nasciam tulipas transformadas em poesia e dramaturgia.

    “No ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e sessenta e quatro aos cinco dias do mês de outubro de dito anno, nesta Leal e Valorosa Cidade de Porto Alegre…” Assim inicia o processo de interdição sob o argumento de “alienação mental”, cuja autora é Inácia de Campos Leão, mulher de Joaquim de Campos Leão, autodenominado Qorpo Santo e que compõe o Acervo do Judiciário salvaguardado neste APERS.

    Qorpo Santo (1829-1883), professor público, dramaturgo, poeta, jornalista, tipógrafo e gramático foi avaliado pelos médicos Roberto Landell e Joaquim Pedro Soares que divergiram acerca do seu diagnóstico. Para um era louco. Para outro um gênio incompreendido. Prevaleceu o diagnóstico de loucura. Diagnosticado como monomático, sua necessidade de tudo escrever adequava-se bem a esta avaliação.

    Em recurso judicial, Qorpo Santo, solicitou ser examinado por especialistas no Rio de Janeiro, capital do Império. Foi internado no Hospício Dom Pedro II e retornou apto a gozar de seu livre arbítrio atestado pelo médico João Vicente Torres Homem, todavia já estava estigmatizado como o “louco da província”.

    As histórias sobre a vida de Qorpo-Santo, um misto de louco e gênio que sacudiu a Porto Alegre provinciana do século XIX, não poderiam ser mais apropriadas para virarem enredo de livro. Além de ter a certeza de que tinha longas conversas com o imperador Napoleão III, José Joaquim de Campos Leão também acreditava que era uma espécie de novo Jesus Cristo.

    Louco ou não, o fato é que Luiz Antonio de Assis Brasil, encontrou em Qorpo-Santo a figura ideal para protagonizar seu romance Cães da Província. Lançado no final da década de 1980, recebeu o Prêmio Literário Nacional 1988. Cães da Província não é uma biografia de Qorpo-Santo, até porque o material que se conhece sobre a vida do autor é escasso. Na verdade, Assis Brasil utiliza o mote de Qorpo-Santo para pintar a capital gaúcha de acordo com o seu próprio imaginário. Histórias fantásticas de crimes, adultérios, incestos e crueldades – bem ao gosto do personagem principal – convivem em perfeita harmonia com a romanceada vida de José Joaquim de Campos Leão.

    O tom da narrativa de Assis Brasil é de defesa contra a suposta loucura de Qorpo-Santo. Em vários momentos da trama os personagens questionam a interdição do autor teatral. A visão que Cães da Província oferece sobre Qorpo-Santo é a de um gênio incompreendido, um sonhador que se dá ao luxo de dar asas aos seus próprios devaneios. Até a personagem Inacia – esposa do protagonista – declara que o marido é muito inteligente. Tão inteligente que a única forma que ela encontrou para controlá-lo e tê-lo ao seu alcance é pedindo sua interdição. O que leva o leitor à dedução de que, realmente, Qorpo-Santo não é apresentado como um louco que precisa ser internado.

    Ao contrário, ele é o homem brilhante, que vê além do seu tempo e está acima das maledicências de uma cidade provinciana.

    Nos anos 50 do século passado, a obra de Qorpo Santo, organizada por Guilhermino Cesar se torna pública. Em 1966, 100 anos após terem sido escritas, o Clube de Cultura de Porto Alegre, apresentou pela primeira vez sob a Direção de Antônio Carlos Sena: As Relações Naturais; Mateus e Mateusa e Eu Sou Vida; Eu Não Sou Morte. Qorpo Santo se tornou célebre e é tido por alguns como tendo sido o precursor do teatro do absurdo.

    Como diz Assis Brasil, Qorpo Santo se manifesta mundo afora, de várias formas, jeitos e transfigurações “feito cometa”, que de quando em quando passa, entorno da órbita dos planetas, para chamar a atenção e suscitar em nós enormes lunetas para dar conta de tamanha e absurda genialidade.

    Para homenagear Qorpo Santo, o Teatro do Instituto de Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS leva seu nome, imortalizando seu talento e reconhecendo sua lucidez.

    “Que então, assim seja. Que todas as vozes digam, em alto e bom tom, eis chegada a hora do “Tryumpho de Qorpo Santo!”” (DIAS, 2014).

    Se você tiver interesse em pesquisar no APERS, envie um e-mail para a Sala de Pesquisa (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br) e solicite seu atendimento!

i É possível que a expressão “louco de pedra” remonte a crença medieval.

Fontes:
VIANNA, José Ricardo Alvarez. A Extração da Pedra da Loucura – Hieronymus Bosch, [201-?]. Disponível em: <http://www.jrav.com.br/a-extracao-da-pedra-da-loucura-hieronymus-bosch/&gt;. Acesso em: junho de 2017.
DIAS, Cida. QORPO-SANTO em Túnel do Tempo, 2014. Disponível em: <http://otriunfense.com.br/qorpo-santo-em-tunel-do-tempo/&gt;. Acesso em: junho de 2017.

Arquivo Público do RS é pauta do programa Momento do Patrimônio

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Ontem à noite foi ao ar a primeira parte do programa Momento do Patrimônio, da Rádio da Universidade (UFRGS), que teve como pauta o Arquivo Público do Estado do RS, clique aqui para ouvir.

O Programa, produzido por Diego Devincenzi, servidor do Setor de Patrimônio Histórico da UFRGS e doutorando em História, trouxe entrevista com a servidora Clarissa Sommer, que falou do APERS enquanto patrimônio cultural, espaço de produção de conhecimento e de gestão da documentação pública produzida pelo estado do RS.

Este diálogo seguirá na próxima edição do Momento do Patrimônio, que irá ao ar na terça-feira, 04 de julho, às 20:30h. Para ouvir, basta sintonizar na faixa 1080 AM, ou acompanhar pelo site da Rádio. O foco da conversa será o Programa de Educação Patrimonial desenvolvido em parceria entre o APERS e a UFRGS, por meio de seu Departamento de História.

Parabenizamos à Rádio da UFRGS pelo espaço criado, que valoriza e difunde o patrimônio em diversas perspectivas, e agradecemos pelo convite e pela oportunidade de falar sobre nossa instituição. Estamos sempre abertos à comunidade!

Arquivo Público e Associação dos Arquivistas promovem curso de classificação de documentos

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Esta semana, no auditório do Arquivo Público do Estado, será realizado o curso “Classificação de Documentos de Arquivo”. Como ministrante, o renomado professor da Universidade de Brasília, Renato Tarciso Barbosa de Souza.

Com objetivo de capacitar arquivistas e profissionais atuantes nos arquivos sobre a elaboração de políticas de gestão de documentos, especialmente sobre a necessidade de elaboração de instrumentos de gestão de documentos, tais como o Plano de Classificação.

O curso tem carga horária de 12 horas-aula e tratará os seguintes assuntos: conceito de organização de documentos de arquivo: classificação, ordenação e arquivamento; os princípios de classificação; os princípios arquivísticos envolvidos na classificação de documentos; a estrutura de classificação; os níveis de classificação; as unidades de classificação; a denominação das unidades de classificação; as relações possíveis entre os níveis de classificação; a transformação dos processos e subprocessos em uma estrutura classificatória; a validação do instrumento de classificação.

O curso é promovido através da parceria entre a Associação dos Arquivistas do Estado do Rio Grande do Sul (AARS) e o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS).

Mais informações sobre a Associação dos Arquivistas e seus eventos acesse a página oficial no Facebook.

 

Pesquisando no Arquivo: Secretaria de Coordenação e Planejamento II

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No “Pesquisando no Arquivo” deste mês voltaremos a explorar as possibilidades de pesquisa no acervo da Secretaria da Coordenação e Planejamento (SCP). Ainda com foco na série mencionada anteriormente, “Elaboração de atos normativos”, hoje apresentamos projetos de lei que envolvem a criação de instituições com grande papel social e que são parte da administração pública. Como vimos, atos administrativos contém um comando do Executivo, visando a aplicação da lei: possuem conteúdo, matéria e normatividade de lei, entretanto, não se tratam de leis em sentido formal. Assim, dentre as tipologias classificadas na série, temos os projetos de lei e decretos que, entre outras funções, organizam o funcionamento de órgãos e instituições do Estado, como também autorizam sua criação. Apresentamos, então, três processos administrativos cuja finalidade trata da organização e criação de três diferentes instituições.

O primeiro projeto de lei que trata da criação da PROCERGS (Companhia de Processamento Eletrônico de Dados, à época, “Centro”), aberto em 08 de outubro de 1971, um ano antes do início de suas atividades. Sua criação, bem como a opção pela formação de sociedade de economia mista, se dá no contexto de desenvolvimento de diversas outras fundações de processamento de dados no Brasil, ocorrendo simultaneamente em outros estados do país, durante a ditadura civil-militar. A centralização dos dados e da informação, bem como seu domínio, faz parte das diretrizes que moldam o pensamento institucional do período, relacionando o tratamento da informação a práticas de soberania e de doutrina de segurança nacional, características do período. O processo inclui as justificativas de criação da PROCERGS, levando em conta reflexos e impactos dos avanços tecnológicos que estavam acontecendo, dando ênfase ao papel do computador na administração pública. Também estão presentes no processo as informações da composição e atribuições da Companhia, bem como seu capital social inicial.

O segundo projeto de lei que apresentaremos é o da criação da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), que teve início em 26 de setembro de 1972, parte da reforma administrativa realizada pelo governo do Estado no início da década de 1970. No que concerne à FZB, o processo administrativo trata da absorção e ampliação das atividades ligadas a diversos parques estaduais e que se integraram à FZB naquele momento. O processo, posto às manifestações das instâncias competentes, trata da definição da área do Parque Zoobotânico, do seu capital inicial e dos bens pertencentes à Fundação. Constam nas justificativas em favor da criação da instituição a “posição do homem em primeiro plano”, considerado um “marco na administração do estado”, e a centralização das pesquisas das áreas competentes à FZB. Dentre suas finalidades, o desenvolvimento de estudos e pesquisas de fauna e flora regionais, abrindo espaço também para outras áreas de interesse, bem como incentivar o interesse da população pelo local, incluindo um local de lazer para a sociedade.

O outro projeto de lei verificado é o que trata da instituição da FEE (Fundação de Economia e Estatística), aberto em 14 de janeiro de 1974. O processo é acompanhado pelas justificativas de sua criação, e assim como as razões presentes no processo da PROCERGS, a criação se baseia nas “exigências de uma sociedade dinâmica”, e na precisão dos dados estatísticos para lhe fazer frente. Incluído no projeto de lei temos suas finalidades básicas, a receita inicial e a especificação de seus bens: por isso, o formato jurídico de uma fundação é escolhido, pela flexibilidade e agilidade na relação com o Estado. Outra atribuição da Fundação trata de embasar a sistematização e a centralização dos projetos em andamento, e assim, no mesmo contexto de criação da PROCERGS, a FEE se dá com efeito simultâneo em outros estados, num viés de controle e centralização da informação pelo Poder Executivo.

Todas as instituições tratadas hoje possuem inúmeras atribuições e competências, sendo sofisticadas e ampliadas ao longo das décadas, se beneficiando das mudanças que orientaram o controle da informação, análises estatísticas e dos avanços das pesquisas em zoobotânica, mas também sofreram e sofrem os efeitos da recessão econômica, como as atuais propostas de extinção de fundações. Esses projetos de lei são grandes fontes de informação e fazem parte do acervo da SCP, disponível na Sala de Pesquisa do APERS, e se você estiver interessado, envie um e-mail solicitando seu atendimento para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br.

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Acervo do Judiciário: liberação e indisponibilidade de Comarcas para consulta II

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Informamos que está disponível no sistema AAP, no portal do Arquivo Público do RS, a pesquisa dos dados dos documentos do Poder Judiciário referentes às Comarcas de: São Martinho (PJ 107), Jaguari (PJ 054), São Vicente (PJ 086) e General Vargas (PJ 106).

Após 3 meses e meio de trabalho, foram revisados e indexados os dados de 3.317 processos que estão distribuídos em 140 caixas da Comarca de São Vicente, 01 caixa da Comarca de General Vargas, 21 caixas da Comarca de Jaguari e 05 caixas da Comarca de São Martinho.

Abaixo disponibilizamos a descrição dos fundos e os índices contendo os dados básicos dos documentos indexados no sistema AAP (para acessar, clique em cima dos links):

Com o término do trabalho desta Comarca, a equipe de indexação do APERS deu início à Comarca de Passo Fundo, acervo do Poder Judiciário, o que acarreta na indisponibilidade do acervo para consulta na Sala de Pesquisa do APERS. Somaram-se 215 caixas, em levantamento prévio, que estão sendo analisadas e posteriormente os dados dos documentos serão digitados no sistema AAP.

Lembramos que é possível pesquisar processos já indexados do acervo do judiciário, por parte ou período aqui. Se você tiver interesse em consultar estes documentos em nossa Sala de Pesquisa, envie um e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

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Oficinas de Educação Patrimonial estarão de volta no 2º semestre! Agende-se!

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Após um período de atividades internas, produção da I Mostra de Educação Patrimonial (visitada em dezembro de 2016) e de um documentário que conta a história do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, que será lançado em breve, no 2º semestre retomaremos as oficinas oferecidas às escolas!

Os agendamentos já podem ser feitos através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou a partir da próxima semana também pelo fone (51) 3288-9117, sempre no turno da tarde (das 13h às 17h), com a servidora Clarissa Sommer. A participação é gratuita e as oficinas ocorrerão entre 17 de agosto e 07 de dezembro, sempre nas terças-feiras à tarde, quintas-feiras manhãs e tardes, com a possibilidade de alguns agendamentos noturnos, nas segundas-feiras.

Entre junho e a 1ª quinzena de agosto, além de realizar os agendamentos, passaremos por um período de formação da nova equipe, renovação dos materiais utilizados nas atividades com as turmas, e organização da 7ª edição de nosso curso de formação para professores, que também ocorrerá no 2º semestre.

Torna-se necessário informar que, devido à ausência de recursos captados externamente, não será possível oferecer transporte para os grupos, e teremos menos horários disponíveis, já que a equipe será menor. Entretanto, seguimos trabalhando com dedicação, manejando os recursos humanos de que dispomos, para que o PEP possa seguir existindo. Reafirmamos nossa percepção de que a parceria entre Arquivo, Universidade e Escolas pode contribuir para a qualificação dos processos de ensino-aprendizagem, gerar curiosidade e identidade para com o patrimônio documental, tornar mais próximas da comunidade as instituições arquivísticas e de ensino superior, ampliar o acesso a bens culturais e à informação, tudo tão caro para uma sociedade que pretendemos democrática e humana. Vamos em frente!

Para conhecer as ações do PEP e saber mais sobre as oficinas disponíveis, acesse a publicação PEP em Revista Vol.1 aqui.

APERS na 1ª Semana Nacional de Arquivos

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Entre 5 e 10 de junho aconteceu a I Semana Nacional de Arquivos, promovido pelo Arquivo Nacional e a Fundação Casa de Rui Barbosa.

A Semana Nacional de Arquivos, inspirada na Noite dos Museus teve como finalidade abrir os arquivos para a cultura e divulgar o trabalho desenvolvido nas instituições arquivísticas e centros de memória e documentação de todo país. O evento ocorreu na Semana em que se celebra o Dia Internacional dos Arquivos, 9 de junho e reuniu mais de 100 instituições culturais em todo país, com programação diversa.

A Semana foi movimentada no APERS – Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, com o relançamento do Guia Arquitetônico de Porto Alegre, de autoria de Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman, na noite do dia 08 de junho. A sessão de autógrafos foi precedida de palestra sobre o contexto histórico e a concepção que norteou a construção do Prédio I, resgatando aspectos importantes do entorno urbanístico, como a Praça da Matriz, Catedral e Capela do Divino, Palácio do Governo e Auditório Araújo Viana.

A seguir foi apresentado o Guia, publicado pela Editora Escritos, que reúne 100 fotos e apresenta uma visão geral do patrimônio arquitetônico, paisagístico e urbano da nossa Capital com um registro dos exemplos mais representativos que ilustram a evolução da cidade desde suas origens até a atualidade.

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Na sexta-feira, dia 09 à tarde houve o Encontro dos Arquivistas, onde os servidores se reuniram para conversar sobre as atividades em andamento do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul (SIARQ/RS) desenvolvidas no APERS..

Após, a apresentação de Quarteto de Violoncelo de alunas da Escola de Música da OSPA. As jovens, entre 11 e 25 anos, encantaram os presentes com interpretações de Piazzolla e Mahler entre outros.

O Conservatório Pablo Komlós – Escola de Música da OSPA é referência de qualidade no ensino musical no RS. A Escola é gratuita e tem como público alvo crianças e jovens entre 8 e 25 anos. Trata-se da única instituição de ensino voltada a formação de músicos de orquestra no Estado, oferecendo a estudantes de baixa renda a oportunidade de profissionalização na área.

O atual Diretor do Conservatório é o clarinetista Diego Grendene de Souza, músico da OSPA. Os contatos com a Escola podem ser feitos através do telefone: (51) 3228-6737 ou escolademusica.ospa@gmail.com.

Também na Semana houve diversas visitas guiadas que oportunizaram o conhecimento do acervo, bem como as particularidades relativas a salvaguarda de documentos e história do conjunto arquitetônico do APERS tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) em 1991. As visitas guiadas são realizadas semanalmente e podem ser agendadas através do e-mail visitas@smarh.rs.gov.br.

Os eventos realizados no APERS afirmaram esta Instituição como uma das mais importantes de nosso Estado na divulgação da memória, influindo diretamente na formação de uma consciência cidadã voltada à preservação documental e cultural. Clique aqui para ver as fotos dos eventos.

Mudança de domínio do email do Divulga APERS

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Informamos que a partir de hoje utilizaremos o email divulgaapers@gmail.com para enviar nossos emails semanais com as chamadas para as notícias publicadas em nosso Blog. A mudança se deve ao fato do ExpressoMail, email oficial do Poder Executivo do Estado do RS, limitar o envio de emails diários a 500 contatos, número que extrapola nosso mailing atual. Caso você ainda não receba nossa newsletter e tenha interesse de ter seu email inserido em nossa lista de contatos para acompanhar as notícias solicite através deste email.

Estágio Curricular em História APERS – Iª Edição|2017

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    Entre os dias 8 e 31 de maio, aconteceu no Arquivo Público a primeira edição do ano de 2017 do Estágio Curricular em História APERS. Foram atendidos três alunos dos cursos de bacharelado e licenciatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com carga horária de 40 horas, distribuídas em 9 encontros, os estudantes puderam vivenciar diferentes atividades pelas quais historiadores são responsáveis ou contribuem em uma instituição arquivística.

    No primeiro dia, foram recebidos pelas três historiadoras responsáveis pelo Estágio Curricular (Caroline Baseggio, Luciane Mondin e Nôva Brando), que apresentaram a Instituição e os trabalhos desenvolvidos no APERS, sobretudo as atividades nas quais participam historiadores. No segundo e no terceiro encontro, Gestão Documental e Documentação de Guarda Permanente, ocorreram discussões de textos e atividades referentes a contribuição de historiadores no processo de elaboração e atualização de instrumentos de classificação e avaliação. Além de abordagens conceituais, apresentação do Plano de Classificação de Documentos e da Tabela de Temporalidade de Documentos do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul, os estagiários puderam forjar algumas etapas da elaboração de PCD e TTD, avaliar e classificar, a partir de documentos particulares, e ainda construir um Quadro de Arranjo próprio que respondesse às características específicas dos registros trazidos por eles.

    No quarto e no quinto encontro, foram trabalhadas questões relacionadas à Difusão de acervos e pesquisa histórica. Leituras e discussões sobre o tema foram realizadas e os estagiários, como produto final dos dois encontros, tiveram de escrever um texto de divulgação do Acervo da Vara de Família e Sucessão do Poder Judiciário, a partir de alguns processos pré-selecionados. No sexto dia, a assunto foi Atendimento ao Pesquisador. Eles puderam conhecer a dinâmica de trabalho na Sala de Pesquisa e as tarefas executadas para atendimento satisfatório ao pesquisador. Tiveram de responder a e-mails e a pesquisadores fictícios, a partir de questionamentos comuns que chegam aos balcões do APERS.

    Nos três dias finais, trabalharam com assuntos e atividades relacionadas às Ações Educativas. Foram apresentadas as principais ações desenvolvidas pelo APERS (Programa de Educação Patrimonial, AfricaNoArquivo, APERS? Presente, professor!) e atividades desenvolvidas por outras instituições nacionais e internacionais. Vivenciaram uma das atividades do Projeto APERS? Presente, professor! sobre a Ditadura Civil-militar e elaboram uma proposta de atividade a partir dos Processos da Comissão Especial de Indenização.

   Como última atividade, fizeram um relatório que exigiu a problematização de cada uma das etapas propostas, momento importante para os estagiários, pois a escrita lhes permitiu a articulação das abordagens de cada encontro; e oportunidade ímpar para a equipe responsável pelo Estágio, para avaliar os erros e os acertos observados nessa edição do Estágio.

   Com a oferta de mais essa atividade, temos a clareza de que o APERS, além de responsabilizar-se pela guarda de documentos permanentes, pela elaboração de políticas arquivísticas estaduais, pela difusão de seus acervos, pelo acesso à documentação, pela vivência, junto ao público escolar, de ações educativas, também auxilia na formação de futuros profissionais da área do patrimônio, nesse caso, historiadores.

    Até a próxima edição, no segundo semestre!

APERS em Números – Maio 2017

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de maio:

– Assessorias SIARQ/RS: 12

– Usuários atendidos: 390

– Cidadão: 282

– Usuários internos: 07

– Pesquisadores: 101

– Novos pesquisadores: 46

– Atendimentos aos usuários: 904

– Cidadão: 308

– Usuários internos: 60

– Pesquisadores: 536

– Indexação Sistema AAP: 2.040

– Visitas guiadas: 10

– Visualizações blog institucional: 15.966

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de maio:

Gráficos de usuários atendidos e atendimentos realizados por dia no mês de maio.

Clique aqui para saber mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Atividades SIARQ/RS – Maio 2017

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     Enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, o APERS atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de maio os servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dia 02: as arquivistas Maria Cristina Kneipp Fernandes e Renata Vasconcellos estiveram na Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), reunidas com Wagner Coradine, Thaise Mazzei, para tratarem sobre o início das atividades de gestão documental a serem realizadas na SDR.

Dia 04: arquivistas do APERS estiveram no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) em reunião com a servidora Lívia Job Benvegnu, onde conversaram sobre classificação e avaliação de documentos utilizando TTD da Administração Direta do Poder Executivo e visitaram o Núcleo Administrativo (NAD) onde servidoras mostraram o acervo em avaliação. Participantes: Lívia Job Benvegnu, Jaqueline Lucas da Silva, Maria Helena de Carvalho Lima Cardoso (DAER), Maria Cristina Kneipp Fernandes e Silvia de Freitas Soares (APERS).

Dias 04 e 18: os arquivistas Cléo Belicio Lopes e Jonas Ferrigo Melo participaram das reuniões do Comitê Gestor do PROA, realizadas na Sala de Gestão da SMARH, onde foram analisadas as demandas recebidas dos órgãos usuários e outros temas relacionados à implantação do Sistema.

Dias 09, 19 e 26: as arquivistas Maria Cristina Kneipp Fernandes e Renata Vasconcellos estiveram na Sede Complementar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (SECOM/CAFF), acompanhando e prestando orientações para a realização das atividades dos estagiários Ederson Silva da Silva e Tiago Costa, na organização do acervo da Divisão de Pessoal (DIPES/SMARH).

Dia 09: os arquivistas do APERS, Aerta Moscon e Cléo Belicio Lopes, estiveram no Tribunal de Contas do Estado (TCE), reunidos com Luiz Carlos Martins Larretea, para esclarecerem dúvidas sobre ações necessárias para o desenvolvimento de Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade próprios.

Dias 10, 17, 24 e 31: os arquivistas Jonas Melo e Renata Vasconcellos (APERS) estiveram na Secretaria da Educação (SEDUC), Arquivo Central da Secretaria, para prestarem orientações quanto à classificação e avaliação de documentos, na organização do acervo na SEDUC.

Dia 16: servidores da Escola de Saúde Pública (ESP) e de Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS), da Secretaria da Saúde (SES) estiveram no APERS e participaram de reunião com arquivistas do APERS para dar continuidade à definição de Assuntos para uso no Sistema PROA. Participantes: da SES, Bruna Pachla Altiere (1ª CRS – Porto Alegre), Dileta do Carmo Santos Ferrari (10ª CRS – Alegrete), Dinara Monteiro Cezar (19ª CRS – Frederico Westphalen), Eloísa Azambuja Simão (7ª CRS – Bagé), Glauber Costa de Oliveira (4ª CRS – Santa Maria), Mara Elis Ferreira Fredes (3ª CRS – Pelotas), Marcos Costa (ESP), Marília Pinto Bianchini (15ª CRS – Palmeira das Missões), Maristela Lima (18ª CRS – Osório), Rejane de Carvalho (ESP), Rejane Roester Mocinho (6ª CRS – Passo Fundo), Rosane Teresinha Fontana (1ª CRS – Santo Ângelo) e do APERS Jonas Melo e Silvia Soares.

Dia 22: servidores estiveram reunidos no Arquivo da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) para verificar dúvidas de classificação de documentos: processos referentes a convênios (prestação de contas), documentos de consulta popular, caixas de documentos avulsos transferidas pelos Departamentos. Participantes: Leocádia Nunes Jung e Guilherme Sumariva (SPGG), Maria Cristina Fernandes, Silvia Soares (APERS).

Em maio, o Arquivo Público analisou sete (07) Listagens de Eliminação de Documentos visando a aprovação, recebidos por processos administrativos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

E, neste mês, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@smarh.rs.gov.br, treze (13) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos dois (02) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Visitas guiadas ao APERS – Maio 2017

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    No mês de maio foram realizadas 10 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 9: 19 alunos do Programa Jovem Aprendiz do Instituto Murialdo acompanhados as Profa. Letícia Goulart Coelho e Profa. Mariana Kirchhof Dau. O objetivo foi conhecer a Instituição e as fontes históricas custodiadas.

Dia 15: 14 alunos do Senac Comunidade, acompanhados da Profa. Letícia Goulart Coelho. O objetivo foi proporcionar ao grupo de aprendizes conhecer o histórico do Arquivo, bem como organização e funcionalidades.

Dia 16: 12 servidores da Secretaria de Saúde em visita ao Arquivo Público para assessoria técnica do SIARQ/RS. O objetivo foi aproveitar a visita para conhecer um pouco mais do acervo do APERS, a arquitetura, a forma de guarda e conservação dos documentos.

Dia 18: 03 participantes do Seminário Internacional Escravidão, Memória e Verdade no Brasil e nos EUA, em homenagem à Luiza Bairros.

Dia 19: 12 participantes do Seminário Internacional Escravidão, Memória e Verdade no Brasil e nos EUA, em homenagem à Luiza Bairros.

Dia 20: 9 alunos da Turma de Estágio em Arquivos da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) acompanhados da professora Evangelia Aravanis. O objetivo da turma foi visitar o espaço físico do Arquivo, conhecer o tipo de documentação custodiada e projetos de educação patrimonial existentes.

Dia 23: 45 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental do Colégio La Salle Dores, acompanhados dos professores Cris Horta e Daniel Neto. O objetivo da visita foi conhecer p Arquivo como fonte de pesquisa.

Dia 29: 17 alunos do Senac Comunidade, acompanhados do Prof. Luciano de Lima Silveira. O objetivo da visita foi conhecer a história do estado do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre através da documentação, as diferentes técnicas de arquivamento e protocolo. Contribuir para construção da cidadania e participação dos jovens como elementos ativos da sociedade.

Dia 29: as professoras Vanda Fortuna Serafim, da Universidade Estadual de Maringá e Edilece Couto, da Universidade Federal da Bahia. O objetivo da visita foi conhecer o conjunto arquitetônico do APERS e obter informações sobre o projeto “Documentos da escravidão”.

Dia 30: 26 alunos do Senac Comunidade, acompanhados da Profa. Fabiana Silveira Leal. O objetivo da visita foi conhecer a história do estado do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre através da documentação, as diferentes técnicas de arquivamento e protocolo. Contribuir para construção da cidadania e participação dos jovens como elementos ativos da sociedade.

Guias: Caroline Acco Baseggio, Carlos Henrique Armani Neri, Nôva Marques Brando

   Lembramos que oferecemos, semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Agende sua visita pelo e-mail visitas@smarh.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288 9127.

Atendimento Sala de Pesquisa – Horário diferenciado

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Na próxima quarta-feira, dia 07, nossa Sala de Pesquisa estará aberta para pesquisa das 13 horas às 17 horas. Durante o período da manhã o Arquivo Público do RS será cenário para a realização das filmagens do filme “Legalidade”. Segue aqui maiores informações sobre o filme. Os pesquisadores interessados em consultar documentos em nossa Sala de Pesquisa, podem enviar e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicitar seu atendimento!

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