Exposição virtual “Caminhos dos Arquivos – Nossas Histórias, Nossas Heranças”: arquivos de Erechim, Esteio e Passo Fundo

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“[…] a construção da memória está estreitamente vinculada ao acesso à informação, que por sua vez está vinculada à organização dos seus suportes materiais.” (PEREIRA, 2011, p. 20)1.

Chegamos à quarta edição da série de postagens mensais sobre o Programa Caminhos dos Arquivos, no qual consta o projeto de exposição, em módulo virtual, denominada “Caminhos dos Arquivos: Nossas Histórias, Nossas Heranças”. Hoje destacaremos instituições de Erechim, Esteio e Passo Fundo, compartilhando seus serviços e trajetórias:

Erechim

Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font (Erechim) – agrega informações desde o início da colonização do Alto Uruguai Gaúcho. É o órgão responsável pela custódia, conservação, processamento técnico e divulgação de valioso conjunto documental constituído de textos, fotografias, mapas e plantas produzidos pela administração pública municipal desde o início do século XX até a atualidade. Entre outros registros significativos para a história da cidade e demais municípios da região do Alto Uruguai, também encontra-se disponível acervo de depoimentos orais e fundos documentais particulares. Esses fundos e coleções são fruto de incorporações resultantes de doações de arquivos pessoais e de família e de extinção de órgãos ligados ao comércio, indústria, hospitais, e vários segmentos econômico-sociais. Tendo como meta ampliar o acesso público ao acervo, o Arquivo está em constante processo de catalogação, com a criação de base de dados específica para seus conjuntos documentais. O acervo do arquivo é de reconhecido valor probatório e histórico-cultural, além de constituir-se em registro da memória local e testemunho do cotidiano da cidade. Destaca-se a grandiosa contribuição acadêmica que este espaço fornece aos pesquisadores, resultando em diversas dissertações e teses apresentadas nas mais renomadas instituições de ensino superior do Brasil. Assinalamos, também outros projetos desenvolvidos pelos profissionais do Arquivo, tais como a Colonização de Erechim, História Oral, Práticas em Arquivos, Divulgando Monografias e Seminário de História Regional.

Endereço: Avenida Pedro Pinto de Souza, nº 100, Erechim/RS.

Horário de Funcionamento: das 8h às 11h30min e das 13h30min às 18h.

Contatos: (54) 3522 9284 – arquivoerechim@gmail.comFacebook – Instagram

Esteio

Arquivo Público Municipal Terezinha Laci dos Santos (Esteio) – de responsabilidade da Secretaria Municipal de Administração, possui denominação em homenagem a Terezinha Laci dos Santos. Nascida em 1949 em Viamão, Terezinha foi admitida como servidora do Município de Esteio em 3 de abril de 1984, no cargo de auxiliar de escritório. Trabalhou em diferentes setores, até ingressar no Arquivo Municipal, onde ficou lotada entre 1995 e 2009, ano de seu falecimento, exercendo, por último, a função de chefe de seção de comunicação e arquivo. A servidora dedicou-se ao trabalho de organização, guarda e conservação da documentação do Município, mesmo com a precariedade das instalações, contribuindo para que muitos documentos pudessem ser preservados até hoje. Considerado um dos setores fundamentais para o andamento da gestão pública, possui documentos com as principais informações a respeito dos recursos humanos, financeiros e de patrimônio, desde a criação do município. O Arquivo atende, principalmente, solicitações internas de documentos por servidores da Prefeitura. Os pedidos externos, que ingressam via Ouvidoria da Administração Municipal, também são respondidos, dentro do previsto pela Lei Federal nº 12.527, mais conhecida como Lei de Acesso à Informação. A partir de 2016, com a promulgação da Lei Municipal 6.403/2016 cria-se o SISMARQ – Sistema Municipal de Arquivos, onde define-se responsabilidades e procedimentos técnicos para o Arquivo. As solicitações também atendem órgãos externos como Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público. Atualmente o espaço contempla as necessidades básicas de um arquivo, como a localização em andar térreo (devido ao peso do conjunto de documentos), acondicionamento em estantes de aço e caixas padronizadas, condições adequadas de climatização e de circulação do ar e área disponível para expansão.

Endereço: Avenida Presidente Vargas 2662, Centro, Esteio/RS.

Horário de Funcionamento: 08:00 – 11:30 / 12:30 – 17:00

Contatos: (51) 3458-1878 – arquivo.esteio@gmail.com

Histórico PF

Arquivo Histórico Regional (AHR) – iniciou suas atividades com a denominação de Museu e Arquivo Histórico Regional, no Campus I da Universidade de Passo Fundo (UPF), em 1984. Após uma reorganização física e nominativa, recebeu a designação atual e foi alocado no Campus III da UPF, no centro de Passo Fundo. O AHR está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da UPF e ao curso de graduação em História, servindo de local de guarda, conservação e restauro e, sobretudo, de laboratório para pesquisadores da cidade e região, vetor para a produção do conhecimento.

Endereço: Campus III / UPF – Avenida Brasil, 743, Centro, Passo Fundo/RS

Horário de Funcionamento: de segunda à sexta-feira das 08h às 11h30min e das 13h30min às 17h30min

Contatos: (54) 3316.8516 – ahr@upf.brSite – Facebook


1 BORGES, Cila Vs; FERREIRA, Ivani Gama; VIEGAS, Solange Ribeiro. A Oficina de Conservação da Biblioteca José de Alencar em consonância com a Agenda 2030. In: Seminário de Informação em Arte, 6., 2018, Rio de Janeiro. Anais… . Rio de Janeiro: Redeart/rj, 2018. p. 1-10. Disponível em: <https://docplayer.com.br/137100034-A-oficina-de-conservacao-da-biblioteca-jose-de-alencar-em-consonancia-com-a-agenda-2030.html&gt;. Acesso em: 15 out. 2019.

Exposição virtual “Caminhos dos Arquivos – Nossas História, Nossas Heranças”: arquivos de Porto Alegre, parte II

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Hoje trazemos a terceira edição da série de postagens mensais sobre o Programa Caminhos dos Arquivos, no qual consta o projeto de exposição, em módulo virtual, denominada “Caminhos dos Arquivos: Nossas Histórias, Nossas Heranças”. Destacaremos mais três instituições de Porto Alegre, compartilhando informações e um pouco sobre suas trajetórias.

Barros e Amélia afirmam que a memória registrada “delegou ao arquivo a função de mantê-la viva, de forma a desacelerar o desaparecimento de sinais do que se deseja manter, em face da necessidade do lembrar”.1 Nesse sentido, temos satisfação em seguir difundindo instituições arquivísticas que assumem cotidianamente o papel de preservar registros que se relacionam a tantas memórias:

AHRSArquivo Histórico do Rio Grande do Sul – o embrião de sua história inicia ainda em 1906, com a criação do Arquivo Público do Estado (APERS), à época organizado em três seções. Em 1925 a 2ª seção, denominada Arquivo Histórico e Geográfico, foi desmembrada e anexada ao Museu Júlio de Castilhos, mais tarde dando origem ao AHRS. Assim, seu surgimento como instituição independente ocorreu em 29 de janeiro de 1954, quando foi criada a Divisão de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura. A instituição tem como função primordial a guarda e a conservação da documentação histórica de origem pública e privada. Seu acervo remonta aos primeiros anos de ocupação efetiva do solo rio-grandense pela Coroa Portuguesa. Além da documentação proveniente das várias funções exercidas pelo Poder Público, o AHRS destaca-se pelos arquivos particulares recebidos através de doação ou compra, como por exemplo: Borges de Medeiros/Sinval Saldanha, João Neves da Fontoura, Francisco Brochado da Rocha, Alfredo Varela, entre outros. Além disso, existe farta documentação sobre a colonização do estado por imigrantes.

Endereço: Rua Sete de Setembro 1.020, Sala 17, Centro Histórico, Porto Alegre /RS

Horário de Funcionamento: 13h às 17h30, de terça a sexta-feira. Horário limite para acessar a sala de pesquisa: 17h.

Contatos: (51) 3227.0882 e (51) 3225.7880 – ahrs@sedactel.rs.gov.brSiteFacebook

MLRSMemorial do Legislativo do Rio Grande do Sul – foi inaugurado em 2010 e abriga a documentação histórica do Poder Legislativo, nos mais diferentes suportes de informação. Trabalha com pesquisa em prol da memória legislativa do Estado. Tem a custódia dos documentos históricos do Parlamento, dentre eles, o dossiê mais antigo que são as Atas do Conselho Geral da Província de 1828. Possui a coleção do Jornal A Federação, Anais do Parlamento desde 1862, Fundo Solar dos Câmara e a documentação de Comissões Permanentes, processos legislativos e documentos administrativos. Do acervo de multimeios tem a guarda do acervo da TVAL em BetaCam e DVCam, filmes rolo, slides e negativos de fotografias com mais de 1.500.000 imagens. Participa ativamente das atividades de gestão e preservação documental da Assembleia Legislativa, independente do suporte informacional. O prédio que sedia o Memorial do Legislativo do RS é a construção pública mais antiga da cidade de Porto Alegre, concluído em 1790, passando por diversas reformas, em 1860 ganhou o segundo pavimento com estilo neoclássico. Desde sua construção até 1828, o prédio abrigou órgãos como a Provedoria da Real Fazenda, a Casa da Junta, Câmara e Cadeia. De 1828 a 1935 sediou as atividades do Conselho Geral da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. E a partir de 1835, passou a ser cenário principal de atuação do Poder Legislativo gaúcho em suas diferentes fases políticas. Foi tombado pelo IPHAE em 17 de setembro de 1981.

Endereço: Rua Duque de Caxias, 1029, Centro Histórico, Porto Alegre/RS

Horário de Funcionamento: Segundas às Sextas: das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 18h30min.

Contatos: (51) 3210-1670; 3210-1675 – memorial@al.rs.gov.br – Site – AcervoFacebook

TRF4Arquivo do Tribunal Regional Federal – responsável pela guarda e gestão da documentação produzida e recebida no cumprimento de sua função jurisdicional, durante seus 30 anos de existência. O acervo é composto de documentos e processos administrativos e judiciais, em suporte físico e eletrônico. Em seu conteúdo, existem importantes processos que representaram marcos na história político-econômica do país. Recentemente, o acervo que já utilizou diversos e simultâneos endereços, foi todo reunido em seu prédio sede. O Arquivo tem a finalidade de preservar e manter sob guarda a documentação administrativa e judicial do TRF4, em suporte físico, promovendo seu acesso, interno e externo, através de consultas e fornecimento de íntegras de acórdãos. O acesso ao seu conteúdo pode ser realizado através de consultas locais aos processos judiciais, que se apresentam em suporte físico e meio eletrônico, e pelo Portal do TRF4 solicitado as íntegras de acórdãos.

Endereço: Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 300, Praia de Belas, Porto Alegre/RS

Horário de Funcionamento: das 13:00 às 18:00

Contatos: (51) 3213.3430 – arquivo@trf4.jus.brSite


1BARROS, Dirlene Santos; AMÉLIA, Dulce. Arquivo e memória: uma relação indissociável. Transinformação, Campinas, v. 21, p.55-61, jan-abr. 2009. Quadrimestral, p. 57. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tinf/v21n1/04.pdf&gt;. Acesso em: 06/092019.

Exposição virtual “Caminhos dos Arquivos – Nossas História, Nossas Heranças”: arquivos de Porto Alegre

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Dando continuidade à série de postagens mensais que tem por objetivo compartilhar experiências e conhecimentos sobre o Programa Caminhos dos Arquivos, no qual encontra-se incluído o projeto de exposição, em módulos virtual e presencial, denominada “Caminhos dos Arquivos: Nossas Histórias, Nossas Heranças”. Este Programa faz parte das ações do APERS na Semana Nacional de Arquivos (SNA), em parceria com outras instituições arquivísticas gaúchas, com o objetivo de expor acervos e informações sobre as instituições e seus serviços, promover a consciência da importância dos arquivos, como um referencial, um guia de arquivos, na preservação do passado e valorização do patrimônio histórico.

Como destaca LOMBARDI (2004), “as fontes resultam da ação histórica do homem e, mesmo que não tenham sido produzidas com a intencionalidade de registrar a sua vida e o seu mundo, acabam testemunhando o mundo dos homens em suas relações com outros homens e com o mundo circundante” (p.155). Assim, falaremos, neste mês, sobre instituições de Porto Alegre:

Colégio Farroupilha

Memorial Deutscher Hilfsverein ao Colégio Farroupilha – fundado em 05 de junho de 2002, caracteriza-se como um espaço museológico, pedagógico e de pesquisa, que possibilita uma variedade de temas e objetos para analisar a trajetória de uma instituição de mais de 150 anos, configurando-se como patrimônio cultural escolar do Colégio Farroupilha de sua fundação até os nossos dias, exemplar e emblemático da história da educação de Porto Alegre e do RS. Tem como prêmio o Certificado de Menção Honrosa no 10º Prêmio em Responsabilidade Cultural – Categoria Desenvolvimento Cultural (2015) e a publicação de dois livros (2013 e 2015) do grupo de pesquisa coordenado pela Dra. Maria Helena Camara Bastos “Do Deutscher Hilfsverein ao Colégio Farroupilha/RS: entre memórias e histórias (1858-2008)” (PUCRS, CNPq, FAPERGS), organizados por Maria Helena, Dra. Alice Rigoni Jacques e Dra. Dóris Bittencourt Almeida. A unidade de Gestão Documental tem por finalidade preservar e divulgar o patrimônio histórico escolar da instituição e de sua mantenedora – a Associação Beneficente Educacional (ABE – 1858), fundada por imigrantes alemães há 161 anos. Promove, assim, o acesso à pesquisa, além de exposições, oficinas e aulas temáticas.

Endereço: Rua Carlos Huber, 425, bairro Três Figueiras, Porto Alegre/RS

Horário de funcionamento: 8h às 12h (2ª à 6ª Feira) – 14h às 17h (2ª, 3ª e 4ª feira)

Contatos: (51) 3455-1858 e 3455.1875 memorial@colegiofarroupilha.com.brSite Facebook 

DAER

Biblioteca Eng.º Darcy Gonçalves Teixeira/Escola de Gestão Daeriana (EGD)/ DAER-RS – vinculada à Diretoria Técnica, em 1937 foi criada a Biblioteca Eng.º Darcy Gonçalves Teixeira pelo engenheiro Alfredo M. Waldeck no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem. O Eng.º Clóvis Pestana, diretor da Diretoria Técnica, assim descreveu o feito na época: “Conquistas mais recentes da técnica moderna: Laboratório, Biblioteca e Boletim do DAER”. Inicialmente voltada às obras de engenharia, o local foi referência para servidores e estudantes na realização de pesquisas, além de formação e atualização profissional por mais de sete décadas, tendo sido fechada em 2010. Teve sua reabertura no ano de 2015, alinhada à nova estratégia de modernização da autarquia que instituiu o Programa de Educação Profissional do Departamento (Escola de Gestão Daeriana) e a disseminação da produção teórica e prática do corpo técnico. Atualmente, detém o acervo de, aproximadamente, 20 mil itens, entre eles 5 mil fotografias, no espaço que tem o nome do primeiro diretor da Divisão de Estudos e Projetos do Daer, Eng.º Darcy Gonçalves Teixeira, grande incentivador da biblioteca. Possui características de um Centro de Documentação, pois reúne seu acervo pelo assunto de Engenharia Rodoviária. O acervo é composto de livros, relatórios, periódicos, manuais, mapas e fotografias da construção e conservação de rodovias e obras de arte especiais (pontes e viadutos) no Estado do Rio Grande do Sul. Possui raridades como: Plano de Viação do Rio Grande do Sul de 1931, Tratado de Marcenaria de 1871 (obra em francês), Livros manuscritos de Hidráulica, Livros em alemão sobre Matemática/Astronomia (189-), Livros de História do RS (19-?) e possuía Projetos da Diretoria de Obras (a partir de 1865) – Doados ao Arquivo SEP. Destacamos também o Boletim do DAER (1938-1972) que continha além da construção de rodovias e pontes (com descrição das técnicas, cálculos e métodos utilizados), informações das cidades e características dos locais onde as rodovias eram construídas. Há, por exemplo, um artigo do jornalista Glênio Peres abordando o Turismo no Rio Grande do Sul com ricas descrições e fotografias dos locais. Hoje, a Biblioteca é referência como fonte de pesquisa para estudantes, engenheiros, historiadores, entre outras formações, auxiliando a diversos órgãos e universidades como o DNIT, a UFRGS, a PUC-RS, a USP, a UNB, entre outros. Serviços Prestados: Consulta local; empréstimo mediante cadastro (apenas para servidores e estagiários do Daer); orientação na utilização dos recursos de informação da biblioteca; levantamento bibliográfico e auxílio à pesquisa, e visita guiada.

Endereço: Av. Borges de Medeiros, nº 1555, 3º andar, Bairro Praia de Belas, Porto Alegre/RS

Horário de Funcionamento: das 13h30 às 18h | de segunda a sexta-feira

Contatos: (51) 3210-5090 – biblioteca@daer.rs.gov.br – Site

IPE-PREV

Arquivo do IPE-PREV – A Previdência brasileira como a concebemos hoje teve origem em 1923, com a Lei Eloy Chaves. A partir desta Lei, a proteção social no Brasil passou a contar com uma instituição que oferecia pensão, aposentadoria, assistência médica e auxílio farmacêutico. Até o ano de 1923, as instituições concediam apenas um ou outro benefício. Hoje, a pensão e a aposentadoria são benefícios indispensáveis para que se caracterize uma instituição previdenciária. Na década de 30, o sistema previdenciário reestruturou-se, mantendo as bases corporativas. A relação entre Estado e classe operária foi organizada, mediante a interligação de três sistemas: sindicatos, Justiça do Trabalho e política previdenciária. Ao final da década de 40, tínhamos dez vezes mais segurados do que em 1934. O IPERGS foi criado a oito de agosto de 1931, por meio do Decreto nº 4.842, pelo então interventor federal no estado General José Antonio Flores da Cunha. Sua primeira sede localizava-se na Praça da Alfândega, atual Edifício Imperial. O primeiro presidente do IPERGS foi o Engenheiro Egydio Hervê. O Arquivo permanente está em fase de organização para disponibilizar o acesso à fontes que contam a história da Instituição no contexto político e social do Estado e do País.

Endereço: Avenida Borges de Medeiros, 1945, bairro Praia de Belas, Porto Alegre/RS

Horário de Funcionamento: Seg. – Sex. 08:00 – 17:00

Contatos: (51) 3210-5623 – planejamento-gestao@ipe.rs.gov.brSite – Facebook

Exposição virtual “Caminhos dos Arquivos – Nossas História, Nossas Heranças”: arquivos da região da Serra

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Hoje, iniciamos uma série de postagens mensais que tem por objetivo compartilhar experiências e conhecimentos sobre o Programa Caminhos dos Arquivos, no qual encontra-se incluído o projeto de exposição, em módulos virtual e presencial, denominada “Caminhos dos Arquivos: Nossas Histórias, Nossas Heranças”. Este Programa faz parte das ações do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – APERS na Semana Nacional de Arquivos – SNA, juntamente com outras instituições gaúchas parceiras.

“Preservar a memória não é somente resgatar o passado, mas também é compreender diferenças e reconhecer limites de cada período, para construir o presente e planejar o futuro” (FUNDACENTRO). Assim, destacamos o Projeto da Exposição em seu módulo virtual, acessível pelo site www.caminhosdosarquivos.com, na qual o tema é “os lugares que preservam a memória de todos os gaúchos”.

Com o objetivo expor acervos e informações sobre as Instituições e seus serviços arquivísticos, além de reunir o maior número de entidades que custodiam documentos arquivísticos no RS, estimular parcerias com o APERS e promover a consciência da importância dos arquivos, como um referencial, um guia de arquivos, na preservação do passado e valorização do patrimônio histórico; assim como também a fim de valorizar seus parceiros nas vivências em grupo, despertar o sentimento de pertencimento, destacar as instituições como locais privilegiados, e seus colaboradores como agentes responsáveis pela difusão junto à sua comunidade.

Assim, falaremos sobre esta experiência de parceria do APERS com as 42 instituições que compuseram esta exposição coletiva, no ano de 2019. Ao fim da 3ª SNA, foi feita a reunião de feedback e o questionário de pesquisa de satisfação, com comentários, sugestões e criticas, dentro das quais destacamos: o bom acolhimento das instituições com intenção de permanência no projeto e no site; o reconhecimento da importância da divulgação e de um lugar de referência dos acervos; a permanência do site no ar, assim como os arquivos das edições anteriores; a divulgação para a próxima edição deverá ser feita a partir de inicio de maio com a indexação dos novos documentos; inserção do mapa de localização das instituições no site; continuação do uso das ferramentas e-mail e WhatsApp para comunicação; os novos e antigos parceiros devem mandar seus arquivos para Exposição virtual até o final do mês de abril; para maior facilidade de navegação aos leigos, evitar atraso na trocas de fotos no site das edições anteriores.

Para continuação de nosso compromisso de divulgação passaremos a publicar, com periodicidade mensal, textos sobre as instituições parceiras, o acesso aos seus acervos documentais, história e serviços prestados. Iniciaremos pela região da serra:

– Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi: fundado no ano de 1976, no Município de Flores da Cunha (RS), com a intenção de valorizar e preservar a memória, a história e a cultura dos imigrantes italianos no município, denominando-se, na época, Museu da Imigração. Pela Lei Municipal 2.322 de 16 de junho de 2003, passou a denominado Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi, em homenagem ao primeiro Prefeito municipal eleito após a abertura democrática de 1946. Seu acervo é composto por centenas de objetos que resguardam a história da imigração italiana, bem como, das vivências e dos saberes que permeiam o período de 1876-1960, no Município. Além dos objetos expostos no museu, o prédio abriga o Arquivo Histórico Municipal, que acondiciona inúmeros documentos e fotografias, tanto produzidos pela Administração Pública quanto pelos munícipes. Situado na Av. 25 de Julho, 1608, bairro Centro; pode ser contatado pelo e-mail neusa.museu@floresdacunha.rs.gov.br; site www.floresdacunha.rs.gov.br. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 8:00 às 17:30.

– Arquivo Histórico Municipal de Nova Petrópolis: idealizado pelo Professor Renato Urbano Seibt e junto com seus colaboradores, seu início ocorreu graças à doação de itens pela comunidade e também pelas histórias orais do Município, que foram gravadas. O arquivo já teve sua sede no Parque Aldeia do Imigrante, no prédio da atual Prefeitura e hoje se encontra no terceiro andar do prédio da Biblioteca Pública. No dia 04 de abril de 1989, sob a Lei Municipal Nº 1.080, de criação do Arquivo Histórico Municipal. Tem como objetivos restaurar, conservar, guardar e preservar a história do município. Seu acervo é composto de, além dos registros orais, documentos, fotografias, livros, mapas, jornais e revistas especializadas. Situado na Rua Tiradentes nº 256, bairro Centro; pode ser contatado pelo e-mail arquivohistorico@novapetropolis.rs.gov.br. Conta com visita agendada. O horário de funcionamento é de segunda-feira à sexta-feira, das 7: 30 às 12h:00 e das 13:15 às 17:30.

– Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami: foi criado em 5 de agosto de 1976, pelo Decreto nº 4047. Em 1997, foi acrescentada à denominação oficial em homenagem ao historiador caxiense João Spadari Adami, por sua importante contribuição para o resgate e preservação da história local. Tem como finalidade receber, guardar, preservar e dar acesso ao patrimônio documental do Município de Caxias do Sul. Composto por três unidades: Arquivo Público, Arquivos Privados e Banco de Memória Oral, a instituição também desenvolve pesquisas e publicações, divulgando seu acervo e contribuindo para o conhecimento da história do Município. Instalado em um prédio do início do século XX, tombado em níveis estadual e municipal, o Arquivo é vinculado à Secretaria Municipal da Cultura. Situado na Av. Júlio de Castilhos, 318, bairro Lourdes; pode ser contatado pelo e-mail: arquivohistorico@caxias.rs.gov.br; site: www.arquivomunicipal.caxias.rs.gov.br. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 16:00.

– Instituto Federal Farroupilha – Campus São Vicente do Sul – Unidade de Gestão de Documentos: o Campus do Instituto Federal Farroupilha – IFFar, com sede no município de São Vicente do Sul, RS, foi criado em 17 de novembro de 1954, através de Termo de Acordo firmado entre a União e o então município de General Vargas, sob a denominação de Escola de Iniciação Agrícola, em conformidade com os Artigos 2º e 4º do Decreto Federal nº 22.470, de 20 e janeiro de 1947, que instalou o Ensino Agrícola no Brasil, e os dispositivos do Decreto Lei 9.613, de 20 de agosto de 1946; onde são oferecidos cursos técnicos e tecnológicos em três níveis: Médio, Superior e Pós-Graduação. A Unidade de Gestão Documental tem como finalidade dar acesso livre e gratuito dos documentos a todos os cidadãos mediante cadastro. Situado na rua 20 de Setembro, nº 2616, pode ser contatado pelo e-mail ugd.svs@iffarroupilha.edu.br, no horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:45 e das 13h15 às 17h00, exceto feriados nacionais, estaduais e municipais.

Visitem a Exposição virtual, apropriem-se das instituições. Esse é um patrimônio de todas e todos nós! Até o próximo mês.

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