Cinema no Arquivo: Curta no Almoço

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2015.08.05 CINEMA NO ARQUIVO blog e face i

Na próxima quarta-feira, 12 de agosto, a partir das 12h, o Arquivo Público do RS apresentará duas produções audiovisuais de média e curta-metragem criadas a partir de imagens selecionadas do youtube com música autoral do grupo Dimensão Experimental.

Confira as sinopses abaixo.

1914 (2015 – Brasil), de Klaus Farina

“Filas de rostos pálidos murmurando, máscaras de medo, Eles deixam as trincheiras, subindo pela borda, Enquanto o tempo bate vazio e apressado nos pulsos, E a esperança, de olhos furtivos e punhos cerrados, Naufraga na lama. Ó Jesus , fazei com que isso acabe”.

A poesia de Siegfried Sassoon abre o documentário musical “1914” sobre a Primeira Guerra Mundial. Este é o mais recente trabalho do projeto cultural Música, Cinema e Memória de autoria do grupo Dimensão Experimental. Este projeto tem como objetivo o resgate e uma releitura da linguagem do cinema silencioso. “1914” é inspirado em imagens coletadas no youtube de filmes antigos feitos por cinegrafistas, jornalistas e outros que cobriram a Primeira Guerra Mundial. Este conflito mudou os rumos da história da humanidade, inaugurando uma era de violência extrema que, conforme o historiador Eric Hobsbawm, marcou a característica do século XX.

“1914” foi roteirizado e editado sob a forma de um documentário mudo musicado ao vivo. A trilha sonora é de autoria do grupo Dimensão Experimental (Álvaro Sabóia, Mozart Dutra e Klaus Farina) que também assinam os arranjos.

Brasil um retorno a razão!? (2014 – Brasil), de Klaus Farina

“Brasil um retorno a razão!?” é um minidocumentário experimental feito com imagens coletadas no youtube sobre os movimentos de junho de 2013 em contraste com os acontecimentos dos últimos 50 anos ocorridos no Brasil, como o golpe de 1964, a revolta da juventude de 1968, as diretas já de 1984 e o “Fora Collor” de 1992, mescladas às imagens de filmes experimentais dos anos 1920 como metáforas das engrenagens sociais.

A entrada é franca e não precisa de agendamento prévio.

Participe!

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Cinema no Arquivo: O Ilusionista

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    O Cinema no Arquivo projetou, no dia 16 de julho, no auditório Marcos Justo Tramontini, o filme O Ilusionista, de Jos Stelling. Após a exibição do filme, a Professora de Filosofia da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Doutora em Filosofia pela UFRGS, Ana Carolina da Costa e Fonseca, conversou com o público sobre o desconforto e o dilema que o filme provoca, por se tratar o que vulgarmente se considera “loucura” e “normalidade”. Ela destacou que o diretor pode ter se utilizado dos trabalhos de Friedrich Nietzsche, Michel Foucault, Sigmund Freud e Wilhelm Reich para desconstruir estes conceitos, questionando a suposta normalidade da sociedade, revelando a doença social que está presente em cada um de nós.

    Algumas faces da “loucura”, como a do artista que é incompreendido na sociedade, pois não se enquadra nos supostos padrões de normalidade, e a do doente mental, cujo preconceito e intolerância segregam, são facilmente identificadas no filme, porém loucura e normalidade se misturam a ponto de não se saber quem é o “louco” e quem é o “normal”, mostrando que a dita normalidade não passa de um equívoco. Cada um pode parecer “louco” aos olhos do outro; ou seja, O Ilusionista provoca a discussão do que é normalidade, fato que causou certo alvoroço na plateia. Concordando ou não com os conceitos abordados, ele provoca certa estranheza que certamente nos levará a questionamentos internos da relação de nosso papel tanto na sociedade quanto em nosso universo interior.

   As imagens, aliadas à música, falam por meio de símbolos, como frases incompletas em letreiros, pintura lobotomizada de Freud, moscas mortas a martelada, uma mãe controladora, um suicida, uma situação quase incestuosa da mãe com um dos filhos, um caixão virado de cabeça para baixo e padres rindo desta situação (demonstrando um comportamento inadequado como sacerdotes e guardiões da moralidade), a dependência dos óculos que os dois principais personagens têm (pois enxergam a realidade de forma diferente sem eles).

   De qualquer forma, há muitas cargas dramáticas que norteiam as cenas desta obra, fazendo de “O Ilusionista” um filme para ser visto várias vezes.

    Confira as imagens do evento abaixo!

Exposição Mundos de Dentro, Mundos de Fora

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Na última quinta-feira, 16 de julho, o APERS promoveu o encontro de três frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Carlos Giovane de Oliveira, Teresa Noeci Brito da Silva e Jacqueline Krueger estiveram presentes com familiares e amigos para celebrar a Exposição Mundos de Dentro, Mundos de Fora.

Partindo de experiências sensoriais e das observações do cotidiano, os três artistas fazem trabalhos diferenciados, tanto na forma de expressão quanto no material utilizado.

01 Carlos GiovaneCarlos Giovane, 49 anos, mora em Novo Hamburgo e frequenta a Oficina desde fevereiro de 2014. Sua técnica utilizada é a colagem. Contumaz observador, ele procura em revistas, imagens e cores que farão parte do mosaico de sua criação. Sua preferência recai sobre páginas coloridas e brilhantes. Giovane considera-se metódico em seu trabalho, buscando sempre um resultado que satisfaça suas exigências. Por conta disso, ele está participando do VI Concurso Nacional de pintura, poesia e desenhos, da Arte de Viver, Valorizar Vidas por meio da Arte, em São Paulo. É mais um estímulo para que ele siga criando imagens a partir de seu mundo interior.

02 TeresaTeresa Noeci, 48 anos, moradora da Lomba do Pinheiro, frequenta a Oficina desde 2004. Alegre e extrovertida, adora os trabalhos que faz. Começou fazendo trabalhos manuais com linha, passou pelas têmperas e, neste momento, cria suas “baianas tropicanas” de tecido e renda que ela borda em quadrados que podem ser utilizados em almofadas, travesseiros, roupas ou onde a imaginação desejar. Considera-se uma autodidata e adora criar coisas. Para Teresa, suas belas “baianas tropicanas” representam todas as pluralidades dos povos, as diferentes culturas que estão inseridas numa festa só, o carnaval. Teresa frequenta a Oficina nas terças e quintas-feiras, sempre disposta a buscar novidades.

03 JacquelineJacqueline, 49 anos, está na Oficina desde 2005. Sua técnica está na pintura monocromática feita em papel Canson, bege ou branco, com caneta Nanquim de várias pontas (preferencialmente na cor preta). Sua criatividade permite que ela trabalhe vários detalhes em linhas milimétricas que formam paisagens ora abstratas ora alusivas à natureza. Dotada de grande habilidade no manuseio da caneta, Jacqueline deixa-se “acontecer”. Para ela, são sentimentos que saem espontaneamente, prazeirosamente, resultando num trabalho que ela não pretende explicar ou interpretar. Ela se permite utilizar sua liberdade ao desenhar o que surge de seu mundo interior, desejando que a mesma liberdade seja também utilizada no momento em que seus trabalhos são apreciados. Além da Oficina de Criatividade, Jacqueline também participa do Atelier de Escrita, transformando em versos sentimentos e emoções que preenchem seu rico universo.

Bárbara Neubarth, coordenadora da Oficina de Criatividade, estimula seus frequentadores e se diz admiradora de criações que surgem a partir dos encontros semanais.

Venha ver os trabalhos de Giovane, Teresa e Jacqueline que estão em exposição na Sala Joél Abilio Pinto dos Santos do Arquivo Público do Estado, a visitação pode ser feita das 8h30 às 17h até o dia 14 de agosto de 2015.

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Exposição Mundos de Dentro, Mundos de Fora

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O Arquivo Público do RS, em parceria com a Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, promove a exposição Mundos de dentro, mundos de fora.

2015.07.15 Exposição HSP cartaz

Nesta segunda-feira, 13 de julho, estreou, na sala Professor Joél Abílio Pinto dos Santos, no APERS, a exposição Mundos de dentro, mundos de fora, que dialoga com o filme O Ilusionista, de Jos Stelling, visto que ambos permeiam as relações entre o mundo exterior e o mundo interior que habita em cada um.

Até o dia 14 de agosto estarão disponíveis, para apreciação, “os trabalhos artísticos de Carlos Giovane de Oliveira, Jacqueline Krueger e Teresa Noeci Brito da Silva, frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, que, utilizando-se de diferentes linguagens artísticas, tramaram um fazer que é comum a nós humanos – o transitar entre o dentro e o fora. Como efeito desta faina, surgem obras que revelam com extrema sutileza marcas particulares.

2015.07.15 Colagens Carlos GiovaneAs colagens de Carlos Giovane são rigorosamente planejadas, mas o rigor com que ele as executa nem por isto torna o trabalho pesado. Partindo da escolha da cor do suporte, segue com um rascunho de medidas adequadas a diferentes formas geométricas. Utilizando-se de papel vegetal e carbono, copia o estudo no suporte e inicia a triagem dos papéis multicoloridos. Recortados e cuidadosamente colados, os pequenos fragmentos que compõem cada um dos quadros estrutura-se simetricamente, como se fosse um caleidoscópio – esta imagem bonita de se olhar.

2015.07.15 Desenhos JacquelinePara dar forma a seus desenhos, Jacqueline utiliza canetas em espessuras diversas. Em muitas vezes ela é evidente na figuração e quase se enxergam as árvores, as florestas, uns e outros animais. Em outros momentos, ela deixa ao expectador a possibilidade de presumir, através do sentido e força do tracejar, quer na fragmentação e no adensamento das linhas ou nos espaços vazios ou saturados. O olhar alheio pode, então, fazer infinitos caminhos, diferentes leituras, criar outras tantas histórias.

2015.07.15 Bordado Teresa NoeciTeresa Noeci se alegra em contar detalhadamente seu processo artístico, que inicia ao imaginar o vestido das meninas e segue no risco do lápis sobre o tecido. Em seguida, agulha e linha fazem aparecer o contorno do bordado. Não menos importante é, para ela, a escolha cuidadosa das cores de tecidos e linhas e do par de sapatos, tudo em combinação com a cor da pele, negra ou branca. É quando comenta Teresa, nem bem termino uma das meninas e a próxima já aparece na minha imaginação”.

Fonte: Barbara E. Neubarth (coordenadora da Oficina).
Equipe da Oficina de Criatividade (2015): Aline Dallagnese, Clara Grassi, Daniela Gaviraghi, Giselle Sanches, Itapa Rodrigues, Maria Aparecida Osório, Neusa Helena Carvalho Viapiana, Samanta Andreolli e Vanessa Manzke.

Amanhã, 16 de julho, às 17h30min, os integrantes desta Oficina estarão no APERS para apresentarem seus trabalhos.

Venha prestigiar!

Cinema no Arquivo: Curta no Almoço

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Na próxima quarta-feira, dia 22 de julho, a partir das 12h, teremos o Curta no Almoço com projeção dos filmes A Concha e o Clérigo (Le Coquille et Clergyman), de Germaine Dulac, e Madame Tuti-Putli, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski no Auditório Marcos Justo Tramontini do Arquivo Público do RS.

A entrada é franca, venha prestigiar!

Sinopses:

Le Coquille et Clergyman (1928, França) é um filme surrealista de Germaine Dulac, inspirado num texto homônimo de Antonin Artaud. A trama gira em torno de um padre obcecado pela esposa de um general. O clérigo passa a ter visões estranhas sobre a morte e acaba lutando contra o próprio erotismo. (Fonte aqui)

A madame Tutli-Putli (2007, França) embarca num trem noturno carregando todos os seus pertences, incluindo os fantasmas de seu passado. Ela viaja sozinha e encara, ao mesmo tempo, a bondade de alguns e o perigo iminente representado em outros. Quando o dia vai clareando, madame Tutli-Putli descobre-se numa aventura desesperada e metafísica. Vagando entre o real e o imaginário, ela confronta seus demônios numa corrente de mistério e suspense. (Fonte aqui)

É amanhã! Cinema no Arquivo com a projeção do filme holandês O Ilusionista

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2015.07.15 Cinema O IlusionistaVenha prestigiar mais um evento cultural no Auditório Marcos Justo Tramontini, do Arquivo Público do RS. Amanhã, 16 de julho de 2015, às 18h30min, teremos a projeção do filme O Ilusionista.

Ao final da exibição, haverá debate com a Doutora Ana Carolina da Costa e Fonseca, Professora de Filosofia na Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

A entrada é franca!
Certificado de 4h.

Participe!

Confira a sinopse e o trailer do filme abaixo:

Drama, com toques de humor, que narra a vida de dois irmãos que vivem em uma região pacata da Holanda. Um deles sonha com as luzes da ribalta e com a possibilidade de ser um ‘show-man’. O outro, deficiente mental, se satisfaz com sua rotina tranquila, cômoda, onde possa ser apenas o que é. Numa analogia à história de Caim e Abel, o roteiro mostra a inevitabilidade dos conflitos entre os dois para que possam realizar seus respectivos desejos. Sem diálogos, o roteiro exprime com brilhantismo o mundo desses dois irmãos, marcado pelos sussurros, grunhidos e lamentações.

Cinema no Arquivo: O Ilusionista

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2015.07.08 Cinema no Arquivo

Na próxima semana, dia 16 de julho, às 18h30min, no Auditório Marcos Justo Tramontini – APERS, o Cinema no Arquivo exibirá o filme O Ilusionista, do diretor holandês Jos Stelling. Produzido em 1984, foi o grande vencedor do Prêmio do Público da 9ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 1985. É um desses filmes que deve ser revisto de tempos em tempos, pois a cada observação mais se absorve das imagens, fazendo surgir novas impressões e interpretações devido à sua subjetividade.

Não perca a possibilidade de viver esta experiência e venha assistir este inusitado filme. Logo após, teremos debate com a filósofa Doutora Ana Carolina da Costa e Fonseca, professora de Filosofia na Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e de Filosofia do Direito na Faculdade do Ministério Público (FMP).

Confira a sinopse:

Vencedor do Prêmio do Público da 9ª Mostra, esse drama, com toques de humor, narra a vida de dois irmãos, que vivem em uma região pacata da Holanda. Um deles sonha com as luzes da ribalta e com a possibilidade de ser um ‘show-man’. O outro, deficiente mental, se satisfaz com sua rotina tranquila, cômoda, onde possa ser apenas o que é. Numa analogia à história de Caim e Abel, o roteiro mostra a inevitabilidade dos conflitos entre os dois para que possam realizar seus respectivos desejos. Sem diálogos, o roteiro exprime com brilhantismo o mundo desses dois irmãos, marcado pelos sussurros, grunhidos e lamentações.

A entrada é franca e não exige inscrição prévia. Venha prestigiar mais um evento cultural do APERS!

Participe!

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