Participação em curso de Descrição arquivística

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Renata e Profª Drª Dunia

Renata e Profª Drª Dunia

   A arquivista do APERS Renata Pacheco de Vasconcellos participou, nos dias 15 e 16 deste mês, do curso “Las nuevas tendencias de la descripción archivística y su normalización”, promovido pelo Curso de Arquivologia, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

  O curso teve como ministrante a Professora Dra. Dunia Llanes Padrón, da Universidad de la Habana/Cuba, que explanou sobre a normalização da descrição arquivística – conceitos e evolução; os processos nacionais e internacionais de descrição e sobre as normas ISAD(G) e ISAAR(CPF) seus princípios, finalidades, estruturas e aplicação nos acervos.

   O conhecimento das normas de descrição arquivística é importante para que o APERS prossiga com as atividades de descrição em seus acervos.

    Para acessar a apresentação do curso clique aqui.

AAAP convida: Oficina “Documento: Paleografia, Diplomática e Preservação”

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2014.03.19 AAAP Curso Paleografia

Para acessar o programa da Oficina, clique aqui.

Cursos, eventos e exposições realizados em 2013!

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2014.01.15 Eventos APERS

     No que concerne a promover a divulgação do acervo e assegurar à comunidade a disseminação da memória, bem como implementar atividades culturais, o Arquivo Público realizou e apoio diversos cursos, exposições e eventos que demandaram nossa dedicação e esforço para seu êxito, confira:

     Realizações do Arquivo:

– Exposição APERS: fragmentos de uma história : montada na Sala Joel Abílio Pinto dos Santos em março, em comemoração ao aniversário de 107 anos do APERS. Fotos e legendas ilustrando a história da instituição desde sua criação, em 1906.

– Cine debate APERS, Memória e Direitos Humanos: realizado de 01 a 04 de abril, no turno da noite, registrado como atividade da I Semana Nacional de Memória e Direitos Humanos. Exibição e debate de 04 filmes, com comentários de João Carlos Bona Garcia, Solon Viola, Nilce Azevedo Cardoso, Paula Blume e Alexsandro Largher. Contamos com 42 participantes no total das exibições.

– II Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos: evento realizado de 24 a 27 de abril, em parceria com o Departamento e o PPG em História da UFRGS. Importante espaço para divulgação da produção acadêmica na área, através do qual foram selecionados 51 artigos para apresentação e publicação em formato digital no site do APERS (e-book), para acessar clique aqui. Foram apresentados 45 dos trabalhos selecionados, realizadas 05 mesas redondas com pesquisadores reconhecidos na área, além de contarmos com a participação da profª Verónica Valdívia, de Santiago do Chile, na conferência de abertura. 90 inscritos, entre comunicadores e ouvintes, de diversas cidades do Rio Grande do Sul e do Brasil. Alojamos 05 participantes, que se hospedaram na Sala Borges de Medeiros.

– Os Caminhos da Matriz: projeto do qual o APERS faz parte desde 2010, realizado em parceria com Solar dos Câmara/ALRS, Memorial do Ministério Público, Memorial do Judiciário, Palácio Piratini e Museu Julio de Castilhos/SEDAC-RS. Em 2013 fizemos parte do roteiro 2, realizando 04 visitas mediadas nas tardes dos dias 25 de maio, 27 de julho, 28 de setembro de 30 de novembro.

– Seminário Difusão virtual em instituições culturais: mídias sociais no “mundo dos arquivos”: o evento celebrou os dois anos do núcleo de difusão virtual do APERS no dia 30 de agosto, abrindo espaço para o debate sobre as formas de difusão adotas por instituições culturais que visam se manterem atrativas aos usuários.

– XI Mostra de Pesquisa do APERS: evento realizado nos dias 09 e 10 de setembro, no qual foram apresentados 09 artigos e 01 pôster produzidos a partir de pesquisas em fontes primárias arquivísticas. Contou ainda com três palestras que abriram os trabalhos das mesas de apresentações, sempre relacionadas aos temas abordados pelos pesquisadores em seus trabalhos. Os trabalhos apresentados serão publicados em formato de livro ainda este ano.

– Exposição Virtual Revolução e Guerra Civil Espanhola em cartaz: no dia 17 de julho lançamos no blog do APERS mais uma exposição virtual, montada a partir da digitalização de cartazes produzidos durante o processo da Guerra Civil Espanhola, e publicados na contracapa dos fascículos da obra La Guerra Civil Española, de Hugh Thomas, reeditada pela Ediciones Urbión, em 1979. O material ora digitalizado já havia sido exposto no APERS em 2011, e faz parte do acervo pessoal do profº Enrique Serra Padrós.

– Lançamento da Oficina Resistência em Arquivo: evento organizado para celebrar a criação da oficina para o Ensino Médio no âmbito do Programa de Educação Patrimonial, e para homenagear aos que lutaram contra a ditadura no Brasil. Realizado na noite de 05 de novembro, contou com cerca de 70 participantes, entre ex-presos políticos e seus familiares, autoridades, servidores do APERS e de outros departamentos da SARH, e membros do Programa vinculados à UFRGS.

– Exposição Resistência em Arquivo: montada para demonstrar um pouco do trabalho de construção da nova oficina, suas etapas, documentos utilizados, e retornos dos estudantes que dela participam. Foi lançada no dia 05/11, para ser visitada pelos participantes do lançamento da oficina, e seguiu montada até 26/11.

– Cine Debate Rio Grande do Sul de Matrizes Africanas: organizado em parceria com o Coletivo Catarse, realizou-se nas noites de 03 e 04 de dezembro, para celebrar a Consciência Negra e marcar o espaço de discussão do tema no APERS. Contou com a exibição dos documentários O Grande Tambor e Batuque Gaúcho: a nação dos orixás, debatidos por Sérgio Valentim e Eugênio Alencar (Mestre Paraqueda). Contou com 30 participantes.

     Apoio a eventos de outras instituições:

– Curso Preservação e Pequenos Reparos em Documentos: realizado pela Associação dos Amigos do APERS nos dias 19 e 20 de abril.

– Semana Acadêmica da História UFRGS: organizada pelo Centro de Estudantes de História (CHIST-UFRGS), realizada entre os dias 20 a 24 de maio, no auditório do APERS.

– Seminário Ditadura, Gênero e Ensino de História: organizado pela Revista Aedos – Revista do corpo discente do PPG em História UFRGS, realizado no auditório do APERS entre 18 e 20 de novembro.

– Seminário Internacional de Hagiografia Medieval: realizado no auditório do APERS pelo PPG em História UFRGS entre os dias 15 e 17 de outubro.

– VII Seminário de Estudos Medievais e II Fórum de Pós-graduação em Estudos Medievais: realizado no auditório do APERS pelo GT de Estudos Medievais e o PPG em História UFRGS, entre 26 e 29 de novembro.

Equipe envolvida com essas atividades: Aerta Moscon, Alexandre Ávila, Alexsandro Largher, Andreia Suris, Arianne Chiogna, Carlos Henrique Nery, Cíntia Brogni, Clarissa Sommer, Daniel da Silva, Eduardo Hass, Elisabeth Lima, Gabriel Amorim, Guilherme Tortelli, Iara Machado, Irineu Lima, Luiza Cunha, Maria Cristina Fernandes, Nôva Brando, Paula Blume, Renata Vasconcellos, Rosemeri Iensen, Silvia Soares, Vanessa Menezes, Viviane Portella, além de colaboradores das instituições parceiras.

     Em 2014 pretendemos desenvolver muitas outras atividades e contamos com sua participação!

Aplicando a Lei 10.639: preparando a segunda edição do Curso!

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2013.07.10 Aplicando a Lei 10.639 imagem

     Ao longo de meses estamos postando notícias que abordam a questão do ensino de história da África e cultura afro-brasileira, conforme você deve vir acompanhando! É importante recordar que a ideia de realizar estas postagens surgiu a partir da realização, em novembro de 2012, do Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-brasileira, que teve como principal objetivo contribuir para a formação de educadores.

     A partir da demanda de diversos participantes do curso, de seguidores de nossas mídias sociais, e da compreensão de que esta é uma temática central em nossa história, decidimos manter este curso como uma ação do Programa de Educação Patrimonial do APERS, realizando sua segunda edição no começo de novembro de 2013.

     Assim, hoje, além de compartilhar essa informação prévia, gostaríamos de abrir espaço para que você ajude a construir o novo evento, respondendo a uma pequena pesquisa com suas sugestões. Para participar, clique aqui!

Aplicando a Lei 10.639: dicas de filmes para debater escravidão, resistência negra e racismo

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   Existem muitas maneiras de pesquisar, ensinar e aprender sobre história. Cada fonte de informação traz suas peculiaridades, e todas as análises históricas exigem olhares atentos e críticos, já que há diferentes formas de interpretação e escrita sobre o passado. Entretanto, na busca por conhecimento devemos aproveitar as múltiplas possibilidades de fontes, que de acordo com as interrogações e leituras empreendidas serão válidas. Neste sentido, o cinema está entre as fontes possíveis, e certamente, como uma das expressões da arte, tem poder de tocar e estimular reflexões. Assim, hoje indicamos cinco filmes que podem contribuir para trazer conhecimentos e lançar debates sobre a escravidão, o racismo e a resistência negra ontem e hoje. Podem ser assistidos e debatidos em espaços formais e não formais de educação, em nossas casas, e por todos nós.

Chico ReiChico Rei (1985, Dir. Walter Lima Jr.): Conta a história do lendário Chico Rei, que teria vivido em meados do século XVIII em Minas Gerais. Teria nascido no Reino do Congo, batizado como Galanga, onde era um monarca guerreiro e sacerdote do deus Zambi-Apungo. Foi capturado junto com seus súditos por comerciantes portugueses e traficantes de escravos, e enviado para trabalhos forçados na mineração de ouro, em Vila Rica. Escondendo pepitas no corpo e nos cabelos, Galanga compra sua alforria e adquire a mina Encardideira. Associa-se a uma irmandade para ajudar outros negros a comprarem sua liberdade. Chico Rei, teria então fundado em reino, que durou muitos anos, e por seus atos heroicos foi coroado o primeiro Rei Congo no Brasil. Segundo contam, foi autorizado a promover a primeira festa do congado, em homenagem às entidades protetoras dos africanos e de seus descendentes. A lenda do Chico Rei explica, portanto, a origem do congado, e, mesmo que não seja verdadeira, é parte importante de nosso patrimônio cultural.amistad

Amistad (1997, Dir. Steven Spielberg): História real, remete ao ano de 1839, quando negros escravizados realizaram um motim a bordo do navio negreiro La Amistad, entre Cuba e os Estados Unidos. O filme relata a luta de um grupo do grupo de escravos africanos em território norte-americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação. A trama permite conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para trabalhos na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.

homens de honraHomens de Honra (2000, Dir. George Tillman Jr.): Conta a história real do sargento Carl Brashear, interpretado por Cuba Gooding Jr em personagem homônimo. Filho de agricultores do Kentucky, que sonhava desde a infância em fazer parte da Marinha e ser mergulhador. Alistou-se e tornou-se cozinheiro inicialmente, um dos únicos postos permitidos para negros à época. Foi o primeiro mergulhador negro da Marinha dos Estados Unidos, e mais tarde, o primeiro mergulhador amputado. O filme apresenta-o como um grande exemplo de determinação e persistência ao enfrentar o racismo explícito da sociedade norte-americana nos anos de 1950.malcolm X

Malcolm X (1992, Dir. Spike Lee): Biografia de um dos grandes líderes negros norte-americanos. Denzel Washington interpreta Malcolm X, que teve o pai, que era pastor, morto pela Ku Kux Klan (seita racista surgida nos EUA no final do séc. XIX), a mãe internada por insanidade, e acabou tornando-se um “malandro de rua”. Quando esteve preso, porém, converteu-se ao islamismo e iniciou sua pregação pela igualdade racial. Este filme e a história de Malcon X pode ser debatida em relação à história do grupo Panteras Negras, também retratada pelo cinema algumas vezes, mostrando outra perspectiva na luta contra o racismo e pelos direitos civis dos negros.

a outra historia americanaA outra história americana (1998, Dir. Tony Kaye): Considerado um dos melhores filmes sobre o tema racial da década de 1990, não poupa o espectador da violência e do ódio ao mostrar os crimes de uma gangue racista de skin heads, formada por integrantes neonazistas, nos Estados Unidos. O filme tem o poder de mostrar como o ódio racial acaba com a vida tanto de agressores quanto de agredidos, e é contundente, principalmente pela mensagem e pela ótima interpretação de Edward Norton.

Curso: Elaboração de Projetos Sociais

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2013.01.09 Curso Elaboração de Projetos Sociais

Aplicando a Lei 10.639 V: fontes primárias em sala de aula e danças africanas.

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Hoje chegamos a nossa última publicação sobre o Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira. E como não poderia deixar de ser, fechamos nossos posts a este respeito com “chave de ouro”, já que o Curso também foi encerrado desta forma, em uma sexta-feira repleta de energia, com espaços de reflexão e confraternização.

No começo da tarde a equipe do APERS esmerou-se em apresentar ao grupo de participantes os projetos e acervos do Arquivo que podem ser utilizados para pesquisa e como ferramentas no ensino. A arquivista Elizabeth Lima, chefe da Divisão de Documentação, apresentou os catálogos seletivos de documentos da escravidão como produtos do Projeto Documentos da Escravidão no RS, elaborados a partir do acervo do APERS e muito utilizados por pesquisadores para recuperar a história de escravização e luta por liberdade de africanos e afro-descendentes em nosso estado. Elizabeth procurou esclarecer o quanto estes documentos podem ser úteis aos educadores, como fontes primárias de conhecimento. Em seguida a equipe que está trabalhando atualmente em uma nova fase do Projeto Documentos da Escravidão no RS também trouxe sua contribuição. Este grupo está realizando a indexação das cartas de liberdade salvaguardada pelo APERS que foram digitalizadas, de maneira que os pesquisadores possam consultá-las via internet relacionadas aos seus respectivos verbetes descritivos. Assim, elaboraram reflexão a respeito do uso destes documentos na sala de aula, apontando potencialidades, conteúdos e críticas que podem ser feitas a partir da leitura e análise das chamadas cartas de alforria.

Já ao final da tarde, aproveitando o belo espaço do pátio interno do Arquivo, que faz parte do Espaço Cultural da instituição, foi realizada atividade de encerramento com apresentação de danças africanas, em que contamos com a alegre e qualificada contribuição de Miguel (DJ Muhali) e Segone Cossa, estudantes moçambicanos que realizam intercâmbio na UFRGS e trabalhos vinculados à cultura africana. Eles apresentaram de maneira interativa diversos ritmos e passos de danças africanas de diferentes períodos, ensinando-os ao público e fazendo com que todos dançassem. Enfim, o Curso foi finalizado com um leve e descontraído coquetel, servido sob as árvores do jardim. Torna-se difícil descrever esta tarde de alegria com palavras, então confira um pouco mais a partir das fotos exibidas abaixo!

Agradecemos a todas e todos que colaboraram para a realização deste Curso, seja como palestrantes, oficineiros, participantes. Cada um trouxe sua experiência e conhecimento na busca por construirmos juntos uma educação mais equitativa, inclusiva e engajada. Devido à grande adesão por parte dos educadores e estudantes de licenciaturas, já estamos planejando uma segunda edição para o ano de 2013, que certamente será divulgada no blog. Então, até breve!

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Aplicando a Lei 10.639 IV: Territórios Negros e Literaturas Afro

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   No dia 08 de novembro, quinta-feira, os participantes do curso de extensão Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira tiveram oportunidades únicas para discutir o ensino da temática a partir de fontes que podem ser muito significativas e atrativas aos educandos: o patrimônio cultural da cidade que os cerca, e a literatura africana e afro-brasileira.

   No turno da tarde contamos com a importante parceria da Prefeitura de Porto Alegre por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Companhia Carris Porto-alegrense, que desenvolvem o projeto Territórios Negros: afro-brasileiros em Porto Alegre. Através deste projeto educadores, estudantes e a comunidade em geral têm a oportunidade de percorrer diferentes espaços da cidade ocupados e constituídos por afro-brasileiros, em um “tour cultural” realizado em ônibus da Carris adaptado especialmente para o percurso que apresenta territórios históricos e contemporâneos da Capital. Para atender o grande número de inscritos no Curso o grupo foi dividido e a visitação foi realizada duas vezes na mesma tarde. Nesta maratona contamos com a colaboração da atenciosa guia Fátima Rosane da Silva André, funcionária da Carris que acompanhou os participantes ao longo de todo o trajeto que incluiu visitação ao Largo da Forca, na Praça Brigadeiro Sampaio, ao Mercado Público e ao Areal da Baronesa, no Quilombo da Travessa Luis Garanha. De dentro do ônibus foi possível conhecer diversos outros locais, porém nestes o público foi convidado a descer para maior interação com os espaços. Acreditamos que a participação no Territórios Negros foi de suma importância para qualificar cada participante como multiplicador de conhecimentos e sensibilidades para com o tema, explicitando exemplos da presença negra e suas contribuições que estão em cada canto da cidade, ao nosso redor, e muitas vezes passam despercebidos, seja pela carência de políticas de memória e valorização da cultura afro-brasileira, ou por não sermos educados a ler para a cidade a partir da observação e análise de seus espaços, bens patrimoniais e culturais.

   Já no turno da noite as experiências foram centradas no uso da literatura como ferramenta de ensino e aprendizagem em sala de aula, seja nas aulas de literatura em si ou em outras disciplinas. Na mesa intitulada Literaturas Africanas e Afro-Brasileiras em Sala de Aula contamos com a presença de Geny Ferreira Guimarães, professora de Geografia da rede pública de ensino do Rio de Janeiro e doutoranda pela UFBA, e de Eliana Inge Pritsch, doutora em Letras e professora da FAPA. Geny abordou o uso de literaturas afro-brasileiras nas aulas de Geografia, incentivando que os educadores busquem novos materiais de apoio para suas aulas; que procurem trabalhar em perspectiva interdisciplinar; que superem o trabalho com mapas e a própria Geografia Física ampliando conceitos e conteúdos; e que façam opções tanto metodológicas quanto políticas, levando para dentro das escolas textos de escritores e intelectuais negros, contribuindo para desconstruir imagens de subalternidade que tenham sido projetadas em relação aos negros ao longo de nossa história. Eliana comentou a relação entre a produção literária e as transformações na história, evidenciando que os negros, tanto em África quanto no Brasil, foram deixando de ser vistos como objetos da Literatura e passando a ser sujeitos dela à medida que se organizaram e lutaram pela superação do passado colonial e escravista. Salientou ainda a importância de introduzir literaturas africanas e afro-brasileiras nos currículos escolares, buscando superar a predominância de cânones literários que pouco dão visibilidade à cultura afro, explicitando que há grande produção em poesia, contos e romances tratando do universo africano e afro-brasileiro.

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   Para saber mais informações sobre o “Territórios Negros” clique aqui.

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Aplicando a Lei 10.639 III: Tesouros da Família Arquivo & Ensino de História Afro

Aplicando a Lei 10.639 III: Tesouros da Família Arquivo & Ensino de História Afro

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   Chegamos às reflexões sobre nosso terceiro dia de evento, quarta-feira, 07/11, quando os participantes tiveram a oportunidade de experienciar a oficina de Educação Patrimonial Os Tesouros da Família Arquivo, e da participar de uma mesa de debates focada nas ferramentas e possibilidades metodológicas para o ensino de história da África e afro-brasileira.

   No turno da tarde realizou-se a vivência da oficina Os Tesouros da Família Arquivo, que faz parte do Programa de Educação Patrimonial do APERS e vem sendo oferecida desde 2009 para turmas de 6º e 7º ano do Ensino Fundamental. Foi elaborada a partir de fontes primárias salvaguardadas no Arquivo que tratam sobre a escravidão no RS, e tem como principal objetivo debater a importância do patrimônio cultural para a compreensão de nossa história, a construção e questionamento de nossas memórias, buscando debater sempre as marcas da escravidão em nossa sociedade explicitando o racismo como algo que precisa ser combatido. As turmas visitam as dependências do Arquivo, participam de atividades como teatro de bonecos de luva e caça ao tesouro, e tomam contato com documentos como carta de liberdade, registro de compra e venda de escravos, inventário, processo crime e testamento. Ainda que a atividade tenha sido idealizada para um público com faixa etária em torno de 10 e 13 anos, sempre que é oferecida como espaço de vivência para adultos, seja com turmas de cursos de licenciatura, com grupos de educadores ou público diverso, surte excelente debate, afinal, apresenta-se como uma alternativa lúdica e atrativa de trabalho com a temática afro a partir do patrimônio cultural que nos circunda. Além disto, as vivências com grupos adultos oportunizam conversas e reflexões que auxiliam a equipe da instituição a repensar e aprimorar a oficina a partir das contribuições levantadas pelos participantes.

   No turno da noite a mesa foi composta pelas historiadoras Clarissa Sommer e Vanessa Menezes, ambos do APERS, e pela Prof.ª Carla Moura, da Escola Estadual Santa Luzia, em Porto Alegre. Todas as falas focaram-se em abordar possibilidades de trabalho em sala de aula e formas de vencer as dificuldades impostas pela escassez de recursos, pouco conhecimento advindo de formações universitárias ainda deficitárias nesta área, e em muitos casos o pouco apoio das direções ou do Estado para realização de atividades inovadoras, que quebrem a lógica de currículos eurocêntricos, lineares e factuais. Este foi o tema central abordado por Clarissa, que ressaltou a importância da organização e luta dos educadores na busca pelo avanço destas pautas, e aproveitou a oportunidade para compartilhar materiais de subsídio que podem ser baixados gratuitamente pela internet, como a coleção História Geral da África, da UNESCO. Vanessa criou propostas de atividades apresentadas como sugestões a serem aplicadas pelos professores nas escolas, como oficina de culinária afro-brasileira, trabalhos com literaturas infanto-juvenis, e também com mapas de diversos períodos, que ajudam a localizar e ressaltar a complexidade da história africana, seus reinos e diferentes formas de organização. Já Carla apresentou o projeto O poder da Memória, que desenvolveu na Escola Santa Luzia a partir de sua participação no curso para professores em Educação Patrimonial e Cidadania, oferecido pelo APERS em ao longo de 2012. Carla desenvolveu com seus educandos atividades de prospecção, identificação, registro e apropriação dos patrimônios da comunidade em que a Escola está inserida (bairro Santo Antônio, Vila Maria da Conceição, mais conhecida como “Maria Degolada”), propondo a “Educação Patrimonial como ensino centrado nos bens culturais, não como simples objetos de contemplação e conformação social, mas como testemunhas da história, elo entre o passado e o presente, entre vivos e mortos e acima de tudo como um convite à ação, portanto, ao exercício da cidadania”. Como a comunidade é de maioria negra, grande parte dos patrimônios elencados por seus alunos referiam-se às matrizes afro-brasileiras, ainda que a princípio poucos dos estudantes se reconhecessem neles ou se auto-afirmassem negros. Assim, Carla buscou problematizar e valorizar o patrimônio da comunidade e dos afro-brasileiros, para a partir da realidade dos estudantes e de seus familiares trabalhar diversos outros conhecimentos e conceitos. Saiba mais sobre O Poder da Memória.

   Para baixar História Geral da África, clique aqui.

   Para acessar o blog da profª Carla, clique aqui.

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   Dando sequência as reflexões a partir do Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira, hoje abordamos as atividades realizadas no dia 06/11, segundo dia de evento.

   No turno da tarde contamos com a parceria do Museu Julio de Castilhos (MJC), instituição museal mais antiga do Estado que salvaguarda acervos relativos à história do RS. A proposta era discutir com os participantes possibilidades de trabalhar a história afro-brasileira a partir dos museus e seus acervos, tendo o MJC como referência para reflexão. O grupo foi recebido no auditório pelo historiador Gabriel Castello Costa, técnico da instituição, que falou a respeito da importância da valorização do patrimônio, e do papel dos museus para que isto seja possível. Em seguida, foram por ele conduzidos em visita panorâmica pelos espaços expositivos, com enfoque nas Salas Escravista e Farroupilha, que trazem acervos diretamente relacionados à temática em questão. A Sala Escravista, que abriga objetos de tortura utilizados durante o período da Escravidão com painéis que buscam contextualizá-los falando da resistência escrava, é um espaço que está em debate para reformulação. Já a Sala Farroupilha faz breve menção aos Lanceiros Negros, corpos de negros libertos que lutaram na chamada Revolução Farroupilha, através da exposição de exemplares de suas lanças. Nesta sala é debatida a importante atuação dos negros na guerra farrapa em contraposição ao pequeno espaço que lhes tem sido dedicado na história construída até então sobre o episódio. Após a visita os participantes foram novamente acomodados no auditório, onde a historiadora Jane Mattos apresentou-lhes as propostas do MJC para reformulação dos espaços expositivos dedicados à memória afro-brasileira, salientando a importância de evidenciar as lutas e contribuições deste grupo étnico para o RS, e não apenas a história da escravidão. Um dos debates suscitados neste momento foi a respeito da manutenção da exposição de objetos de tortura no Museu. Para muitos esta é uma abordagem histórica que já foi bastante trabalhada e vitimiza o povo negro, podendo ser agora substituída por outros enfoques. Já outros advogam que esta é parte importante de nossa história, que precisa ser explicitada. Esta e outras questões estão sendo discutida pelo corpo técnico do MJC, que está aberto à contribuições da comunidade.

   Já no turno da noite o debate centrou-se na obra de Monteiro Lobado, reconhecido literato brasileiro, autor de Sítio do Pica-Pau Amarelo e muitas outras obras infantis e infanto-juvenis que têm presença marcada nas salas de aula, inclusive através de programas mantidos pelo governo federal, como o Programa Nacional Biblioteca na Escola. Porém, a permanência destes textos nas instituições de ensino tem sido questionada pelo Superior Tribunal Federal (STF) que investiga a existência de elementos racistas e eugênicos em suas obras. O debate foi apresentado pela conferencista Paula Arantes Botelho Briglia Habib, historiadora e pesquisadora da FIOCRUZ. Para expor de maneira mais clara as influências teóricas as quais Lobato estava vinculado, Paula abordou sua relação com personalidades e associações eugênicas, comentando ainda com maior pormenor a obra O Presidente Negro (romance) que apresenta conteúdo explicitamente eugênico, chegando a utilizar como desfecho para seu enredo a esterelização da “raça negra”. Se muitos dos presentes já estavam preparados para ouvir menções às pirraças de Emília contra Anastácia, muitas vezes tratada como “inferior” pela boneca do Sítio por ser negra ou “serviçal”, poucos conheciam o caráter declaradamente racista de outras obra de Monteiro Lobato, conhecimento este que tornou ainda mais explícita a necessidade de rediscutir sua inclusão entre as obras literárias financiadas com recursos públicos para estarem presentes nas escolas. O debate apontou que seria incorreto simplesmente censurar os livros, reafirmando a importância de que os educadores tenham formação qualificada para debater os conteúdos ali abordados em relação ao contexto histórico em que foram produzidos. Assim como no STF, segue em aberto a discussão sobre a manutenção de tais títulos em programas como o acima mencionado, lembrando-se sempre que qualquer obra que faça apologia ao racismo deve ser considerada criminosa.

   Mais uma vez agradecemos a importante parceria do Museu Julio de Castilhos, assim como à brilhante conferência de Paula Habib, desejosos de que os debates levantados neste dia sigam sendo pautados em cada espaço educacional.

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Conforme proposta lançada na semana anterior, hoje iniciamos as postagens mais detalhadas a respeito das atividades desenvolvidas ao longo do Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira. Abordaremos as mesas e debates realizados no primeiro dia, 05/11, marcado por duas reflexões fundamentais para compreender a importância da Lei 10.639 e buscar sua aplicação.

A primeira reflexão diz respeito ao contexto de criação de tal Lei, com as motivações e significados que justificaram seu surgimento em dado momento histórico, e foi trazida no turno da tarde pelo Profº Dr. José Antônio dos Santos, do Departamento de Educação e Desenvolvimento Social, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, e professor do curso de especialização em História Africana e Afro-Brasileira da FAPA.

Profº José Antônio dos Santos

José Antônio elucidou os presentes sobre o processo histórico de organização e luta do povo negro por igualdade racial e de direitos, evidenciando que a publicação de qualquer legislação deste cunho nos anos 2000 somente se explica pelas décadas de mobilização antecedentes. Sabemos que a resistência do povo negro pode ser localizada desde a luta contra a escravização, e que muitos se organizaram e resistiram pela abolição e afirmação dos afro-brasileiros no período posterior a ela. Estes aspectos foram trabalhados, porém, o palestrante focou sua abordagem na rearticulação do Movimento Negro a partir dos anos de 1970, quando no período de distensão da ditadura civil-militar os movimentos sociais voltaram a articular-se. A partir do legado de todos os que lutaram, em 1988 chegamos à promulgação de uma Constituição mais plural, que criminaliza o racismo e coloca como dever do Estado a promoção do bem de todos, sem preconceitos, e desde então percebemos o fortalecimento das conquistas nesta área, com debate público sobre políticas de ação afirmativa, cotas raciais e sociais nas universidades, etc. E é a este contexto que precisamos vincular a Lei 10.639, sob pena de esvaziá-la em conteúdo e sentido quando muitos questionam o “peso das leis” na transformação da realidade em nosso país. Ainda que seja necessário debater sua aplicabilidade – o que foi feito aprofundadamente ao longo do curso – é necessário reconhecer sua importância como uma conquista de nossa sociedade.

Profº José Rivair Macedo

No turno da noite a reflexão central girou em torno de como e qual História da África trabalhar nas salas de aula, especialmente levando-se em consideração que a maior parte dos educadores que hoje atuam não teve este conteúdo ao longo de sua formação. Nesta mesa os professores José Rivair Macedo e Luiz Dario Teixeira Ribeiro, ambos vinculados ao Departamento de História da UFRGS, buscaram auxiliar os participantes do curso a respeito de como abordar a história africana, ressaltando vários aspectos: ter empatia com o tema; partir de um referencial antirracista e crítico ao eurocentrismo e à tradição linear/factual no ensino de História; trabalhar com o conceito de diáspora africana – para estimular a compreensão das influências da África no mundo e do mundo na África; explorar a produção de pensadores, escritores, músicos e artistas africanos – especialmente para que os estudantes deixem de lado a visão estereotipada e preconceituosa de que na África não há produção de conhecimento, ciência ou cultura modernas; além de sempre deixar claro que a África, assim

Profº Luiz Dario Teixeira Ribeiro

como outros espaços geográficos, não teve uma evolução linear, o que colabora para o entendimento de que lá havia, e ainda há, diversas formas de organização social (reinos, clãs, estados, impérios, etc.) convivendo em um mesmo contexto, e que umas não são “inferiores” às outras, mas respondem a necessidades diferentes. Além disto, o trabalho a partir do destaque das peculiaridades do continente, suas riquezas naturais e humanas, suas contribuições às demais civilizações não apenas no âmbito da cultura, mas também da tecnologia e da ciência, foram apontados como ferramentas importantes para desmistificar as compreensões sobre a África.

Agradecemos mais uma vez aos professores José Antônio, Dario e Rivair pelas brilhantes explanações, desejando que suas contribuições possam auxiliar a muitos educadores e pesquisadores!

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Resultados do Curso de Extensão Aplicando a Lei 10.639

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    Desde 2004, a partir da criação e implementação do projeto Documentos da Escravidão no RS, o Arquivo Público do RS vem expressando-se como instituição preocupada em fomentar a pesquisa, debates e reflexões sobre escravidão e liberdade, história e cultura africana e afro-brasileira. Neste sentido, mais um desdobramento deste eixo de atuação foi a realização do Curso de Extensão Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira, entre os dias 05 e 09 de novembro.

     A partir da consolidação de nosso Programa de Educação Patrimonial, que é realizado em parceria com a UFRGS e tem como um de seus focos a formação de professores, e a partir do reconhecimento da necessidade de qualificação para professores e futuros educadores que terão a tarefa de aplicar tal Lei, mas em sua maioria têm pouco conhecimento a respeito da história africana, dos afro-descendentes e deste legado no Brasil, apostamos na realização de um curso de extensão de 40 horas onde fosse possível abordar desde o ensino de História da África, passando por debates atuais que envolvem ações afirmativas e combate ao racismo, até fontes e metodologias de ensino e aprendizagem.

      Foram recebidas 80 inscrições prévias, além de uma lista de suplentes com mais de 30 nomes, o que indica o grande interesse de educadores e estudantes de licenciatura no tema, assim como a carência de espaços de debate nesta área. Ao longo de toda a semana contamos com público frequentador médio de 60 pessoas, que acompanharam palestras, oficinas e debates muito ricos. Assim, para difundir e compartilhar ainda mais as discussões e conhecimentos acumulados ao longo do Curso, a partir da próxima semana publicaremos a cada quarta-feira um post a respeito de cada dia do evento, comentando de maneira mais minuciosa suas atividades e reflexões. Serão cinco publicações entre 21/11 e 19/12. Acompanhe!

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Programação Cultural de encerramento do Curso de Extensão: Aplicando a Lei 10.639

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Curso de Extensão: Aplicando a Lei 10.639 – Programação Completa

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Curso de Extensão: Aplicando a Lei 10.639

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    O Programa de Educação Patrimonial do APERS em parceria com a UFRGS está organizando o Curso de Extensão Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-brasileira, que tem como principal objetivo contribuir com a formação de educadores e estudantes de licenciatura para que consigam colocar em prática a Lei que obriga o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira.

    O Curso ocorrerá no Arquivo entre os dias 05 e 09/11, nos turnos da tarde e da noite. As inscrições são gratuitas, priorizando o público alvo acima mencionado. Participe!

Participe: encerramento do Curso Educação Patrimonial e Cidadania

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Encerramento da Oficina de Paleografia promovida pela AAAP

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     Encerrou com chave de ouro no sábado, dia 14 de julho, a “Oficina de Paleografia – O Documento: entendê-lo, compreendê-lo, preservá-lo” promovido pela Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado – AAAP e ministrada pela arquivista e paleógrafa Vanessa Gomes de Campos e a conservadora-restauradora Maria Lúcia Ricardo Souto, com apoio do Arquivo Público do Estado do RS.

     A oficina, realizada aos sábados de 02 de junho a 14 de julho, tratou entre outros temas: de entender a estrutura formal da criação documental através da Diplomática; aprender noções de preservação e conservação de acervos em suporte papel; conhecer os elementos que envolvem a paleografia da escrita latina e praticar a leitura e transcrição paleográfica a partir das Normas Técnicas para Transcrição de Documentos Brasileiros.

     Com aulas teóricas e exercícios práticos, realizados na documentação manuscrita do APERS, a oficina teve grande procura do meio acadêmico, sendo dos 32 inscritos a maioria estudantes do curso de História. No último dia de aula, além da atividade de manuseio dos documentos originais, ocorreu a palestra da historiadora e arquivista Ana Inês Arce, que mostrou a todos os presentes a potencialidade de trabalhos que envolvem a paleografia.

Encerramento da Oficina de Paleografia

APERS oferece Curso de Educação Patrimonial e Cidadania

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   Desde 2009 o APERS vem desenvolvendo na instituição um Programa de Educação Patrimonial, que conta com a parceria da UFRGS através da extensão universitária. Dentre as ações desenvolvidas a partir deste Programa está a capacitação de professores para o trabalho com a metodologia da Educação Patrimonial e qualificação profissional continuada.

   Nesta perspectiva, a partir de 05 de maio será oferecida a 2ª Edição do Curso de Educação Patrimonial e Cidadania, voltado a professores da rede pública de ensino. O curso é gratuito, com certificação de 30h. Mais informações e inscrições podem ser realizadas através do email acaoeducativa.apers@gmail.com ou pelo fone (51)3288-9117.

Participe da Capacitação de Oficineiros!

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