Dia 25/11 é dia de debater “Moradia popular: a cidade em disputa no pós-Abolição”

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Nesse Novembro Negro, o Arquivo Público promove, em parceria com o GT Emancipações e pós-Abolição da ANPUH-RS e com o Coletivo Quilombonja, o seminário “Moradia popular: a cidade em disputa no pós-Abolição“, que ocorrerá em nosso auditório no dia 25 de novembro, entre 09h e 18h.

2019.11.20 evento quilombonja2

Você já reparou na impactante arte do material? Ela foi produzida pelos estudantes José da Silva Martins e Taylor Felipe dos Santos, respectivamente do 7º e do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima, localizada no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre/RS. Nessa Escola nasceu o Coletivo Quilombonja, coordenado pelo professor Bruno Xavier Silveira, da Geografia.

Provocados a pensar sobre o tema do evento, Taylor e José colocam no papel os processos de segregação e luta por moradia vividos em nossa cidade. Perguntamos o que eles quiseram representar com o desenho. Nas palavras de Taylor,

[A imagem] significa uma… como é que eu posso te dizer, uma disputa de poder. Uma territorialidade. Uma disputa entre nós, que somos pobres, e os ricos – os brancos que são os ricos. Como nós moramos mais em comunidade, nós somos mais da favela, nós somos pobres. E os ricos são os que moram em apartamentos, chiques, essas coisas, têm piscina, têm casa boa. Tudo isso. Muitos deles não trabalham, nós temos que trabalhar para ter nossas coisas, e temos que lutar para conquistar nossas coisas. Então isso quer dizer que todo mundo tem que ter os direitos iguais, porque que nem muitos de nós aqui, negros que trabalhamos quase um mês inteiro pra ganhar metade de um salário no final do mês. Isso não é justo. E isso não faz a gente diferente dos brancos, porque nós temos que ganhar a mesma quantidade que eles ganham, porque nós trabalhamos da mesma forma que eles trabalham. Às vezes a gente até trabalha mais que eles, e eles ganham mais do que nós. E muitos deles ganham sentados. Eu quero dizer que é uma territorialidade, e é uma disputa de poder. Então, o personagem ali do meio, ele está cortando porque isto é injusto, todo mundo tem que ter direitos iguais.

José explica que “o desenho é uma representação da desigualdade social e esses negócios, tipo, a favela de um lado, e a cidade de gente rica do outro lado, dai o homem branco divide ali, com uma tesoura”. Argumenta que a segregação das populações se dá muitas vezes pelo argumento de que na favela tem muita violência, como os tiroteios, e que meninos pretos, moradores de favela como ele, não poderiam pisar nas “zonas de rico”. Mas finaliza apostando nos “bons estudos” como um caminho para ter oportunidades e romper com esse ciclo.

Vamos debater sobre o tema? O evento é gratuito e não necessita inscrição prévia. Participe!

Participe do evento “Moradia popular: a cidade em disputa no pós-Abolição” #NovembroNegro

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No novembro negro, o Arquivo Público promove, em parceria com o GT Emancipações e pós-Abolição da ANPUH-RS e com o Quilombonja, o seminário “Moradia popular: a cidade em disputa no pós-Abolição” no dia 25 de novembro.

A atividade é gratuita e não necessita inscrição prévia. Vamos participar!

Programação:

25 de novembro | 09h-12h

Lutas por moradia em Porto Alegre: perspectivas históricas e geográficas

– Daniele Vieira (POSGEA / UFRGS)

– Álvaro Klafke (APERS)

– Rodrigo Weimer (APERS)

– Vinícius Furini (DEE)

25 de novembro | 14h-18h

Da Bonja pro Mundo: territórios e lugares na cidade plural

Coletivo Quilombonja

Clique aqui para acessar o evento no Facebook. Informações pelo e-mail gteprs@gmail.com.

Projeto “Os Caminhos da Matriz” retoma suas atividades com novos itinerários!

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O projeto cultural Os Caminhos da Matriz surgiu em 2009 por uma iniciativa conjunta cujo principal articulador foi o Memorial do Ministério Público, tendo como objetivo a aproximação da população com o patrimônio histórico-cultural de Porto Alegre. Em 2011 o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul passou a integrá-lo, ampliando o número de instituições participantes. Isso exigiu que seu comitê organizador readequasse o projeto, que passou a ter dois roteiros, em agrupamentos de três instituições cada, com visitações que se alternam mensalmente, sempre no último sábado de cada mês.

A nova dinâmica tornou o projeto ainda mais atrativo, e o “Caminhos da Matriz” certamente tornou-se uma opção de atividade cultural reconhecida em Porto Alegre, promovida por órgãos públicos estaduais que envolve instituições representativas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Igreja Católica.

A edição 2019 iniciou-se no dia 28 de abril, com novidades em seus roteiros, assim distribuídos entre as instituições culturais que circundam a Praça da Matriz:

Roteiro 1 – Instituições: Museu Júlio de Castilhos, Catedral Metropolitana e Cúria Metropolitana (19 de outubro)

Roteiro 2 – Arquivo Público do Estado do RS, Memorial do Legislativo e Solar dos Câmara (30 de novembro) 

Roteiro 3 – Memorial do Ministério Público, Memorial do Judiciário e Biblioteca Pública do Estado (28 de setembro)

Neste sábado, 31 de agosto, coube ao APERS o início da visita e ao Memorial do Legislativo a fala sobre as instituições do entorno da praça e a significação do monumento em homenagem ao Júlio de Castilhos. Confira as fotos:

Para participar das próximas visitas, basta estar na Praça da Matriz às 14 horas no último sábado de cada mês. O evento é gratuito e não necessita inscrição prévia. Em caso de chuva, o grupo reúne-se na marquise do Memorial do Judiciário. Informações pelo e-mail caminhosdamatriz@gmail.com ou pela página do projeto no Facebook (para acessar, clique aqui). 

Servidores do APERS participam de eventos do Dia Estadual do Patrimônio Cultural

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2019.08.22 Dia do patrimonio cultural

No dia 17 de agosto foi comemorado o Dia do Patrimônio Cultural. A celebração estadual foi promulgada em 2019 pelo atual governador, Eduardo Leite. A data foi criada por meio do decreto nº 54.608, de 25 de abril deste ano, institui o Dia Estadual do Patrimônio Cultural e sua comemoração no terceiro final de semana de agosto. Em âmbito nacional, a data já é comemorada em 17 de agosto – nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, fundador do IPHAN e diretor da instituição por 30 anos.

Sexta-feira, dia 16 de agosto, o Ministério Público do Rio Grande de sul, em alusão à data, comemorou no evento “Patrimônio Cultural: Encontro de Reflexão” através de palestras com vários representantes de diferentes órgãos que protegem e difundem o patrimônio estadual. Cleo Lopes, Maria Cristina Fernandes, Ana Karina Uberti e Juliano Balbon estiveram presentes e prestigiaram o evento e a instituição. Para mais informações sobre o encontro acesse aqui.

No sábado, dia 17 de agosto, Maria Cristina Fernandes e Juliano Balbon participaram do “Percurso do Patrimônio Cultural da Saúde”, promovido pela Unimed Federação em Porto Alegre. Neste evento foram visitados o Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul – MUHM, o Centro Histórico Santa Casa, o Centro de Documentação da AMRIGS e para finalizar a recepção no Memória e Cultura Unimed Federação do RS. No espaço havia, além da visitação ao local de memória da empresa, a exposição do artista Paulo Favalli.

Servidor do Arquivo Público participa de exame de qualificação na UFRGS

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2019.08.22 Cartaz Banca Taiane LopesNo dia 14 de agosto de 2019, o servidor Rodrigo de Azevedo Weimer, junto com a historiadora Fernanda Oliveira da Silva e a professora orientadora Regina Weber, participou da banca de qualificação da mestranda Taiane Naressi Lopes, cujo trabalho intitula-se A “Vila África” na perspectiva de mulheres negras: território, racialização e memória em Taquara (RS).

Foi uma tarde muito produtiva, com ricas discussões e possibilidades de encaminhamento de sua dissertação!

APERS sedia evento “haCkAFFthon”

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Entre os dias 19 a 21 de julho o APERS sediou o haCkAFFthon, concurso criado pela SEPLAG que promove uma iniciativa pioneira na gestão estadual. Teve como principal objetivo, desenvolver um aplicativo com todos os serviços para quem trabalha ou frequenta o Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). Após palestras de inspiração e sobre a concepção do prédio do Caff, que reúne boa parte das secretarias de Estado, houve a contextualização de todo o processo de criação e a organização dos times.2019.07.24 hackaffthon

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o conjunto arquitetônico do APERS e o acervo documental preservado pela instituição. O local de trabalho dos mesmos foram as dependências do prédio III, como a sala de pesquisa, Auditório Marcos Justo Tramontini e o Espaço Cultural Joel Abílio Pinto dos Santos.

Após dois dias de atividades, duas equipes superaram a pontuação mínima fixada em edital e irão para a próxima etapa de concepção do aplicativo que reunirá todos os serviços do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). Os times selecionados terão mais uma semana para concepção final do projeto e testes de funcionalidade da ferramenta. Estes precisarão ter suas soluções aprovadas em quesitos como abrangência funcional, design, grau de inovação e acessibilidade e automação.

Nossos servidores estiverem presentes todos os dias para o recepção e acolhimento dos participantes e equipe organizadora.

Assista o vídeo feito pela Assessoria de Comunicação do Estado: haCkAFFthon busca soluções digitais para o CAFF

Referências:

https://planejamento.rs.gov.br/final-de-semana-sera-de-maratona-digital-pioneira-na-gestao-estadual

https://planejamento.rs.gov.br/comeca-maratona-digital-no-arquivo-publico-para-desenvolver-aplicativo-do-caff

https://planejamento.rs.gov.br/maratona-digital-para-aplicativo-do-caff-tera-dois-times-na-etapa-final

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