PEP UFRGS-APERS convida: Mesa Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade.

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No Dia Internacional dos Direitos Humanos, no ano em que se celebram os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dia 10 de dezembro, segunda-feira, às 14:30h, realizaremos a atividade de encerramento das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2018. A mesa “Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade” será realizada com testemunhos de Claudio Gutierrez, Ignez Serpa e Nilce Azevedo Cardoso, ex-presos políticos que têm seus processos de indenização salvaguardados pelo APERS. Tais documentos são utilizados com as turmas escolares que participam da oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos”.

Nosso objetivo é oportunizar um espaço de encontro e escuta sensível, em que estudantes e professores que leram e debateram sobre sus histórias – marcadas pela repressão, tortura e resistência à ditadura civil-militar – possam conhecê-los pessoalmente, prestar-lhes a homenagem merecida e aprofundar conhecimentos.

Cremos que será uma tarde muito significativa não apenas para pensarmos as relações entre passado e presente, mas também para reafirmarmos nosso compromisso com o livre acesso à informação e aos arquivos, com o direito à memória e com a democracia.

Informações podem ser obtidas pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br ou pelo fone (51)3288-9117. O evento é aberto à comunidade, entretanto o público prioritário são os estudantes e professores que participaram das oficinas do PEP em 2018. Nesse sentido, as inscrições devem ser feitas por e-mail informando nome completo, telefone para contato e escola/instituição de vinculação, de forma que possamos confirmar as vagas oportunamente antes do evento.

Cartaz Vozes que não se calam PEP 2018 final

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Encontro dos Arquivistas e Apresentação Musical

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Na última sexta-feira, dia 23 de novembro, tivemos o Encontro dos Arquivistas, com relatos sobre o VIII Congresso Nacional de Arquivologia de 2018, pelo arquivista Jonas Ferrigolo, e sobre as ações para criação do Conselho Profissional de Arquivologia, pela arquivista Clara Kurtz. Como encerramento das atividades da 1ª Semana do Arquivista e do Servidor Público – 1ª SAS, desfrutamos de uma apresentação musical do quarteto Camila Paes, Daniela Amaral, Carlos Dinarte e Mauro Amaral, evento aberto à participação dos profissionais da área.

 

Ação Educativa do APERS e o “Caso X” no III Encontro Discente de História da UFRGS

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Pensando na ampliação dos usos de seu acervo para além das pesquisas acadêmicas e técnicas já habituais ao Arquivo, o APERS tem investido na elaboração de ações educativas que visam utilizar o patrimônio documental nele salvaguardado de uma maneira mais lúdica e didática, mas sem deixar de lado todo o aspecto crítico e investigador inerente ao campo da História e da Arquivologia.

Já compartilhado no XIV Encontro Estadual de História da ANPUH-RS e no XIII Salão de Iniciação Científica e Extensão do IPA sobre o processo de elaboração da Jogoteca Educativa do APERS e a criação de seu primeiro jogo, “Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre”. No dia 19 de novembro foi a vez de compartilhá-los no III Encontro Discente de História da UFRGS.

O trabalho intitulado “Fontes documentais e ensino de História: o uso do Caso X em sala de aula” foi apresentado no eixo temático “saberes, práticas e ensino de história” pelos estagiários e estudantes de História da UFRGS, Gustavo Ziel e Jéssica Gomes de Borba. Deu-se atenção à criação do jogo, mas o enfoque recaiu sobre a fase de testes através de quatro partidas realizadas em três escolas de Porto Alegre, debatendo-se a eficiência do projeto, relatando as discussões obtidas a partir dele e os conceitos que foram trabalhados. Nestes momentos os alunos trouxeram para as partidas e discussões um pouco de suas vivências, visões de mundo e temas trabalhados pelos seus professores em sala de aula.

As escolas visitas foram: Institudo de Educação Flores da Cunha, EEEF Imperatriz Leopoldina e EEEM Oscar Pereira. Agradecemos às professoras Laura Montemezzo, Isadora Librenza e Adriana Santos pela receptividade e parceria com toda equipe do PEP e parabenizamos pelo excelente trabalho com as suas turmas.

A experiência conectou a equipe de Ação Educativa do APERS e a disciplina Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, ministrada pelas professoras Carmem Gil e Caroline Pacievitch. A medida em que dois de seus estudantes-estagiários puderam realizar suas 40h de observação e prática inseridos no projeto da Jogoteca, participando da finalização do jogo Caso X e realizando as práticas nas escolas. Que estes espaços de troca sigam florescendo!

Jogoteca Educativa do APERS é difundida no XIII Salão de Iniciação Científica e Extensão do IPA.

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Quais os usos possíveis para os documentos de arquivo? Como difundi-los e ampliar seu alcance social? Em geral costuma-se pensar as instituições arquivísticas como espaços de pesquisa acadêmica ou técnica, lugares “habitados” por historiadores, genealogistas, graduandos, mestrandos, doutorandos… Certamente estes são usuários potenciais e importantes, mas os arquivos pertencem a todos e todas nós, podem ser acessados por diversos grupos sociais, para diversas finalidades e em múltiplos contextos.

Nesse sentido o APERS tem investido na formulação de ações educativas em vários formatos, oportunizando a ampliação dos usos de seu acervo em ambientes escolares ou espaços não formais de educação. Entre essas propostas está a Jogoteca Educativa do APERS, projeto criado em 2018 e que vem se desenvolvendo para a partir de 2019 viabilizar o empréstimo de jogos para educadores. A ação já tinha sido divulgada em evento de lançamento realizado no Arquivo, em junho, e no XIV Encontro Estadual de História da ANPUH-RS, em julho. Em outubro foi a vez de ser compartilhada no XIII Salão de Iniciação Científica e Extensão do Centro Universitário Metodista – IPA pela estagiária Jéssica Gomes de Borba, que atualmente cursa o Bacharelado em História na UFRGS e já é licenciada em História pela FAPA. Jéssica deu visibilidade à Jogoteca dando enfoque ao processo de construção de seu primeiro jogo, “Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre”.

A apresentação da comunicação “Os usos educativos do patrimônio documental do APERS: a criação do jogo ‘Caso X’” ocorreu na tarde de 26 de outubro. O resumo expandido será publicado em breve. Informações a respeito do projeto podem ser obtidas através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br.

Arquivo Público esteve presente no XIV Encontro Estadual de História!

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Entre os dias 24 e 27 de julho a PUC-RS sediou o XIV Encontro Estadual de História da ANPUH-RS, com o tema Democracia, Liberdades e Utopias. Com o intuito de difundir as ações do APERS a equipe de seu Núcleo de Ação Educativa inscreveu trabalhos no evento, que foram apresentados no dia 26/06.

Os estagiários e Paulo Eduardo Fasolo Klein, com orientação da servidora Clarissa Sommer, inscreveram o pôster “Que os jogos comecem!”: Caso X e a formação da Jogoteca Educativa do APERS. A partir desse trabalho compartilharam a criação do novo projeto educativo da instituição e divulgaram o primeiro jogo autoral produzido em seu âmbito pela equipe. “Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre” foi inspirado no jogo Detetive e ambienta-se na cidade de Porto Alegre no contexto da ditadura civil-militar. O desafio é desvendar um crime cometido pelos agentes da repressão percorrendo lugares de memória da cidade. As biografias dos personagens foram inspiradas nas histórias de vida registradas pelos processos de indenização a ex-presos políticos salvaguardados no Arquivo, com os quais as escolas terão contato ao locar o jogo.

Já a servidora Clarissa inscreveu a comunicação “Pelo olhar de uma historiadora do Arquivo, reflexões sobre escrita da história e História Pública”, que foi aceita junto ao Simpósio Temático Teoria da História e Historiografia: Democracia, Liberdades, Utopia. Neste espaço apresentou reflexões preliminares a partir de seu trabalho de mestrado desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS, que versa sobre a atuação de historiadores em instituições arquivísticas estaduais. Buscou dialogar com os pares a respeito do cenário de atuação profissional encontrado a partir dos levantamentos realizados e da aplicação de questionários, sobre os desafios enfrentados por ela enquanto historiadora que é servidora de um Arquivo Público, e sobre as múltiplas potencialidades para a escrita da história e a história pública percebidas neste percurso.

Os resumos de ambos trabalhos podem ser acessados aqui.

 

1ª Semana do Arquivista e do Servidor Público – 1ª SAS

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    O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – APERS, no intuito de valorização e reconhecimento de seu quadro funcional na realização de pequenas ou grandes tarefas, que juntas se consolidam no funcionamento da Instituição, como no atendimento à comunidade em geral e no cumprimento das obrigações de arquivista e de servidor público, para o alcance do sucesso dos objetivos institucionais, abre as comemorações, em homenagem aos dias do Arquivista (20/10) e do Servidor Público (28/10), com a 1ª Semana do Arquivista e do Servidor Público – 1ª SAS.

   A 1ª edição da SAS foi planejada com diversas atividades, como oficinas e palestras, que envolvem seus colaboradores como participantes ou ministrantes dos eventos. A programação teve abertura dia 25 de outubro com fala da Diretora Aerta Grazzioli Moscon, seguido de um café da manhã preparado com muito esmero e carinho pela colega Nilza Teresinha de Mello Escalante, acompanhado de atração musical ao violino, e brincadeiras de confraternização entre os servidores, estagiários e terceirizados do APERS.

    No dia 26 de outubro pela manhã, teve o workshop Redação de E-mail Institucional ministrado pela colega Denise Nauderer Hogetop e, à tarde, foi realizada a Oficina de Fuxico, ensinada com muita maestria pela colega Renata Pacheco de Vasconcellos, ambos muito apreciados pelos participantes.

    Em 30 de outubro foi realizado o workshop Momento Beleza, com ensinamentos sobre limpeza de pele e maquiagem, ministrado pela instrutora Sandra Denis Kotowski Doring, da empresa Mary Kay, com o objetivo de fazer nossas meninas ficarem ainda mais bonitas. Imaginam como ficaram? Lindíssimas!

    Já no dia 09 de novembro, foi realizada a palestra Psicologia no Arquivo: Comunicação assertiva e relacionamento interpessoal no trabalho, com os formandos em Psicologia Márcia Vanessa Assis dos Reis e José Lucas Duarte.

    Hoje, dia 14 de novembro, acontece a Feira do Desapego, com exposição para doação, troca ou venda de objetos, roupas, acessórios e calçados que os servidores, estagiários e terceirizados queiram desapegar.

E para finalizar as comemorações da 1ª SAS, no dia 23 de novembro, teremos o Encontro dos Arquivistas, com relatos sobre o VIII Congresso Nacional de Arquivologia de 2018, pelo arquivista Jonas Ferrigolo, e sobre as ações para criação do Conselho Profissional de Arquivologia, pela arquivista Clara Kurtz, além de apresentação musical dos arquivistas Carlos Dinarte e Mauro Amaral, evento aberto à participação dos profissionais da área.

 

Abaixo, confira algumas fotos dos eventos.

APERS sedia banca de qualificação de mestrado de servidora da instituição

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Na manhã do dia 28 de setembro, sábado, o auditório do APERS recebeu uma atividade diferente: a banca de qualificação de mestrado em História da servidora Clarissa Sommer, que atua como historiadora na instituição desde 2010 e vem desenvolvendo junto ao PPG em História da UFRGS o projeto intitulado “Operações historiográficas em Arquivos? Uma análise sobre o ofício do historiador em arquivos públicos estaduais brasileiros na atualidade”, sob orientação do prof. dr. Benito Bisso Schmidt.

A realização da banca de qualificação faz parte dos pré-requisitos exigidos para a obtenção do grau de mestre, e tem lugar ao longo do processo de produção da dissertação. Em geral é feita dentro do campus da Universidade, mas por questões de agenda dos membros da banca, considerando o tema da pesquisa e o vínculo da mestranda, abriu-se exceção para que fosse realizada nas dependências do Arquivo Público. Os avaliadores convidados foram o prof. dr. Arthur Lima de Ávila (PPG em História UFRGS) e o prof. dr. Paulo Staudt Moreira (PPG em História Unisinos).

Para esta etapa a servidora apresentou a introdução e o primeiro capítulo da dissertação, assim como um planejamento para os próximos capítulos, com previsão de fontes e de questões a serem tratadas.

A introdução apresenta o problema de pesquisa, os objetivos e justificativas para a mesma e seu referencial teórico geral. Ali Clarissa demonstra como as inquietações oriundas do trabalho cotidiano no APERS ao longo destes anos fizeram-na desejar refletir sobre que tensões e pressupostos do fazer historiográfico se expressam no exercício do ofício do historiador em arquivos públicos estaduais na atualidade, considerando que no campo da teoria e metodologia da história as reflexões têm sido muito centradas na atuação das historiadoras e historiadores como pesquisadores dos arquivos, ocupando um lugar em suas salas de pesquisa, mas não sobre o fazer historiográfico no “lado de dentro do balcão” do arquivo, trabalhando no tratamento técnico de acervos, em sua gestão, difusão ou promoção do acesso.

O primeiro capítulo, intitulado “Arquivos Públicos Estaduais e Historiadores: entendo o lugar social de atuação profissional”, traz primeiramente uma reflexão teórica sobre os conceitos de documento, memória e arquivos relacionados às áreas da história e da arquivística, entre as quais se estabelece uma relação longa e intrínseca. Também apresenta a constituição do corpo documental da pesquisa compartilhando o percurso e apontamentos metodológicos, para em seguida tecer o cenário dos arquivos estaduais enquanto campo de atuação profissional de historiadores a partir do mapeamento e de questionários aplicados nas instituições de todo o país, abordando o ano de criação, a vinculação institucional, as condições físicas gerais e os acervos salvaguardados, o envolvimento com processos de gestão documental nos respectivos estados, assim como o perfil dos quadros de servidores e o perfil de formação dos historiadores que deles fazem parte.

De acordo com a previsão levada à banca e por ela corroborada, a servidora pretende desenvolver mais dois capítulos: “Historiadores em Arquivos: experiências de trabalho e percepções de si enquanto profissionais da história”, elaborado a partir dos questionários coletados por e-mail, de entrevistas presenciais e de observações de campo realizadas em alguns arquivos, enquanto amostras; e “Operações historiográficas em Arquivos? Reflexões a partir de produtos do fazer de historiadores em instituições arquivísticas”, escrito a partir da análise de uma amostra de produtos – publicações, exposições, catálogos, projetos, relatórios, etc. – que são fruto da atuação dos historiadores entrevistados dentro das instituições arquivísticas em questão.

Com este trabalho a servidora pretende contribuir para o (re)conhecimento dos lugares de atuação profissional dos historiadores debatendo as potencialidades e limitações legadas a estes profissionais por sua formação acadêmica quando pensamos no trabalho em arquivos, assim como problematizar as formas de diálogo interdisciplinar e as tensões que se colocam na relação com arquivistas, bibliotecários, administradores e demais profissionais com os quais compartilham o fazer cotidiano, buscando aproximar-se das atribuições que lhes são próprias ou das lacunas nessa definição. Objetiva, também, lançar luz sobre os possíveis produtos do trabalho desses historiadores nos arquivos em diálogo com a história pública, e perceber se e como os imperativos da memória na sociedade contemporânea podem incidir sobre a produção de conhecimentos e a construção de narrativas críticas por parte deles.

Como bem destacou o prof. Paulo Moreira, o local para a realização da banca de qualificação não poderia ter sido mais adequado e simbólico, afinal, trata-se de uma profissional dos arquivos dedicando um esforço intelectual para (re)pensar seu fazer e consolidar entendimentos na área. Que a sequência de seu trabalho seja marcada pela mesma qualidade e pelo mesmo olhar desnaturalizador e humano apontados pelos avaliadores até esta etapa.

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