Regulamento PEP 2016: divulgação do resultado final sairá apenas na próxima semana

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

    Conforme divulgamos amplamente através do Regulamento PEP 2016, acabou nesta segunda-feira, dia 21 de março, o prazo para envio da documentação necessária à seleção das escolas que serão atendidas este ano nas oficinas realizadas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP).

    O regulamento previa que hoje, 23 de março, seria divulgada a lista das escolas contempladas, e que entre os dias 24 e 30 de março entraríamos em contato por telefone com cada uma delas para agendar as datas de oficinas. Entretanto, devido a grande procura que tivemos, informamos que o prazo para divulgação da lista final será estendido até o dia 30/03. Esperávamos ser procurados por cerca de 15 escolas, mas recebemos inscrição de 27, o que torna necessário mais tempo para organizar os documentos recebidos e tentar contemplar o maior número de escolas, professores e estudantes na agenda anual.

   Neste sentido, informamos também que não haverá prorrogação das inscrições. Contamos com a compreensão de todas e todos. Estejam atentos às notícias do blog, já que ao longo do ano divulgaremos outras ações oferecidas pelo PEP, como o curso de formação para professores.

Aniversário do APERS e lançamento da publicação PEP em Revista!

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Selo APERS 110 anos finalA noite de ontem foi de celebração e alegria no Arquivo Público do RS: na data em que o APERS comemorou seus 110 anos, recebemos o carinho da comunidade e de autoridades, em uma atividade abrilhantada pela maravilhosa apresentação da Orquestra Villa-Lobos e pelo lançamento da publicação PEP em Revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, que registra o trabalho desenvolvido entre 2009 e 2015 na parceria entre o Arquivo e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A solenidade de abertura do evento contou com a participação da tesoureira da Associação dos Amigos do APERS, Sônia Burnet, da diretora do APERS, Débora Flores, da Vice-Pró Reitora de Extensão da UFRGS, Cláudia Aristimunha, e do Secretário de Estado da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos, Eduardo Oliveira. Todos registraram a importância da preservação do patrimônio salvaguardado pelo APERS, a valorização de sua história e serviços prestados à sociedade, assim como a centralidade da parceria com a UFRGS para ampliar a difusão e o acesso a tudo isso. Também foram saudados o presidente da AAAP, Daniel Leite, a presidente da Associação dos Arquivistas do RS, Flávia Conrado, a tenente Berenice Zemper, representando o Comando da Brigada Militar, o diretor-geral do DETRAN, Ildo Mário Szinvelski, o presidente do IPERS José Alfredo Parode, a diretora do Instituto Cultural Kizomba, Maria Luisa Rodrigues e o diretor do Departamento de Perícia e Saúde do Trabalho da SMARH, Henrique Abraão.

Em seguida, tendo como cenário o belo pátio interno da instituição, apreciamos a apresentação da Orquestra Villa-Lobos, regida pela professora Cecília Silveira, e composta por cerca de 40 crianças, adolescentes e jovens atendidos pelo programa de educação musical desenvolvido a partir da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Lomba do Pinheiro, bairro da zona leste de Porto Alegre. O grupo executou um repertório emocionante, que percorreu referências da música popular, com clássicos de George Harrison, Cartola, Ari Barroso e a empolgante Olhos Coloridos, conhecidíssima na voz de Sandra de Sá. Para conhecer mais sobre esse lindo projeto, desenvolvido com muita dedicação e amor há 23 anos, clique aqui. Mais uma vez registramos nosso agradecimento e reconhecimento a cada membro da Orquestra!

Foto divulgação ascom smarh

Logo após, o público encaminhou-se ao auditório Marco Justos Tramontini para o momento oficial de lançamento da publicação, apresentada sob diversas perspectivas: através da experiência da professora Claudira do Socorro Cardoso, pós-doutoranda na área de Patrimônio pela UFSM, graças a quem foram iniciadas as relações entre APERS e UFRGS na área de Educação Patrimonial, ainda em 2008, quando a professora atuava como docente da disciplina de Estágio em Educação Patrimonial no curso de História da UFRGS, e procurou a direção do Arquivo para estabelecer o trabalho conjunto; pelos olhos da historiadora Clarissa Sommer Alves, que atua no APERS desde 2009, quando o Programa de Educação Patrimonial estava nascendo, e segue envolvida diretamente com a coordenação destas atividades ao longo desses anos; e pelas reflexões de Carla Simone Rodeghero, professora da graduação e do PPG em História da UFRGS, atual coordenadora do PEP UFRGS-APERS enquanto programa de extensão universitária, que vem se dedicando, junto à equipe do APERS e aos professores Igor Salomão Teixeira (História/UFRGS) e Vanderlei Machado (Colégio de Aplicação UFRGS) não apenas à captação e execução de recursos através de editais do Ministério da Educação que incentivam ações de extensão, mas também à organização de formações para graduandos e professores, à qualificação das oficinas voltadas à educação básica e seus materiais pedagógicos, etc.

2016.03.08 APERS 110 anos (62)

Para fechar a noite, após as falas a revista foi distribuída aos presentes, e todos e todas fizeram um brinde ao trabalho desenvolvido, desejosos de que ele se mantenha nos próximos anos.

2016.03.08 APERS 110 anos (65)

Esta foi uma intensa primeira terça-feira de atividades em comemoração aos 110 anos. Siga acompanhando a nossa programação! Clique aqui e veja mais fotos do evento.

Participe das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016!

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

Nosso Programa de Educação Patrimonial está entrando em seu oitavo ano de atividades. A cada novo período buscamos inovar e qualificar os serviços prestados. Nesse sentido, e no intuito de estreitar os laços entre escolas, Universidade e Arquivo, aprofundando os processos de ensino-aprendizagem a partir do patrimônio cultural vinculado ao ensino de História e à arquivística, no ano de 2016 a participação das turmas nas oficinas de Educação Patrimonial oferecidas nas dependências do APERS será compreendida como parte de um projeto, orientado pelo PEP em contato com professores e coordenações pedagógicas das escolas, desenvolvido ao longo do ano letivo de 2016, e norteado pelo Regulamento PEP 2016. Clique aqui para acessá-lo.

Pedimos ampla divulgação do regulamento, pois todos os agendamentos de oficinas para o ano serão feitos a partir dele.

Professora e professor, leia atentamente, divulgue entre sua rede de contatos, converse com colegas na Escola, e já insiram a participação no Programa em seu plano de ensino para o ano, prevendo as etapas desenhadas pelo regulamento: preparação das turmas antes da vinda à oficina, vivência das oficinas no APERS (com transporte oferecido pelo PEP), e aprofundamento da discussão sobre educação a partir do patrimônio em sala de aula, que resultará em um produto a ser exposto na Mostra PEP de Final de Ano, na primeira semana de dezembro de 2016.

Os “produtos” poderão ser textos, poesias, fotografias, maquetes, peças teatrais, fanzines, ou tudo aquilo que as(os) estudantes possam criar a partir do contato com o patrimônio salvaguardado pelo Arquivo Público, com o conhecimento construído a partir da participação no Programa, e pela reflexão a respeito dos bens culturais de nossa sociedade, do bairro, da comunidade escolar. Todas as atividades são gratuitas e poderão ser orientadas pela equipe do PEP, composta por servidores, professores, estagiários e bolsistas da UFRGS e do APERS.

Conforme regulamento, as inscrições das escolas interessadas em participar serão recebidas até o dia 21 de março de 2016, através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Dúvidas poderão ser elucidadas pelo mesmo endereço, ou do telefone (51) 3288-9117. Estamos empolgados com as possibilidades que se abrem em 2016, e desejamos contar também com a empolgação de professores(as), coordenações pedagógicas, direções, pais e estudantes! Participem!

Relatórios 2015 – DIDOC: Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS

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O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), realizado nesta parceria institucional desde 2009, teve novidades, desafios e conquistas em 2015. Graças aos recursos captados através da UFRGS pelo Edital ProEXT, Programa de Extensão Universitária do MEC, ao empenho da equipe e a acolhida que o Arquivo dá ao público recebido em suas dependências, foi possível manter a realização das oficinas de Educação Patrimonial, do curso de formação para professores e da capacitação de oficineiros, entre outras atividades. Os recursos viabilizaram a contratação de transporte para o deslocamento das turmas até o Arquivo, e de bolsistas, que junto aos estagiários do APERS atuaram como oficineiros com ao público escolar, assim como a produção de um livro e de um folder do PEP.

Ao longo do ano foram ministradas 85 oficinas, atendendo um total de 1.769 estudantes. Foram 48 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo (para 6º e 7º ano), 24 oficinas Resistência em Arquivo (para o Ensino Médio), e 13 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia (para 8º e 9º ano). Se compararmos ao número de oficinas realizadas em 2014 entre abril e dezembro (128), aparentemente tivemos um desempenho menor, entretanto, 2015 foi palco de uma atividade bastante importante e enriquecedora: a reformulação da oficina Tesouros, a primeira criada pelo PEP, construída a partir de documentos relacionados ao contexto da escravidão no Rio Grande do Sul. Dedicamos boa parte do primeiro semestre a esta reformulação, em paralelo ao desenvolvimento da 5ª edição do curso de formação para professores. Nossa equipe participou dos encontros do curso – também voltado à temática da escravidão e da luta por liberdade –, desenvolveu pesquisa no acervo para selecionar documentos que abordassem os contextos e conceitos desejados, fez a digitalização, transcrição, reprodução e plastificação dos mesmos, criou materiais de apoio, pintou as novas caixas em MDF utilizadas na dinâmica… Tudo preparado com carinho entre março e junho, quando retomamos o recebimento das turmas, seguindo com oficinas entre junho e o começo de dezembro.

A nova  Tesouros está mais densa, focada na análise e problematização de documentos que ajudam a conhecer melhor a trajetória de mulheres e homens outrora escravizados, que resistiram no cotidiano por uma vida melhor. Os estudantes entram em contato com quatro diferentes tipos de carta de liberdade; com um testamento de um liberto que fazia parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; com um processo criminal em que uma criança negra, livre, de 11 anos foi sequestrada no Uruguai e escravizada ilegalmente aqui; com três inventários que demonstram diferentes estruturas de posse de escravizados, suas idades, afazeres e contexto social no qual estavam inseridos; e com a história do casal Ana e Manoel, contada a partir de um registro de compra e venda, de uma carta de liberdade e de um registro de casamento. Esse destaque dado à oficina Tesouros em 2015 explica a quantidade bem maior de práticas dela frente as demais: para testar o novo modelo, entre os meses de junho e julho agendamos apenas esta oficina, retomando as outras duas em agosto.

Quanto ao já mencionado curso de formação para professores, intitulado Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, foi realizado entre os meses de abril e junho, em 10 encontros nas manhãs de sábado. Foram capacitados 38 professores, que concluíram as horas necessárias para o recebimento do certificado, além de duas servidoras do IPHAE e 11 estagiários e bolsistas da equipe do PEP. Para mais informações, veja o relatório do curso.

Devido à programação diferenciada, a capacitação de oficineiros também ocorreu de forma distinta no 1º semestre. Foi possível receber três estudantes da disciplina de Estágio de Docência III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, que se incluíram no processo de reformulação da oficina, participando de alguns dos encontros do curso de formação, realizando visita ao conjunto arquitetônico do APERS, construindo materiais didáticos para a oficina Tesouros em parceria com a equipe do PEP, e finalmente realizando quatro práticas dessa oficina. No 2º semestre voltamos à capacitação em seu formato habitual, com 12 encontros, sendo quatro de aproximação com as oficinas e sua base teórica, dois de observação, e seis de práticas. Neste semestre foram capacitados 11 oficineiros.

Em 2015 também participamos de eventos promovendo a difusão do PEP:

  • No encontro Dos Ofícios de Clio V: Patrimônio e Diversidade Cultural, promovido pelo GT Acervos/ANPUH-RS, a historiadora Clarissa Sommer apresentou a comunicação intitulada “Oficina Os Tesouros da Família Arquivo e Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo: ações educativas no Arquivo Público do Estado do RS e patrimônio negro”;
  • No XXVIII Simpósio Nacional de História da ANPUH-Brasil as professoras Carla Simone Rodeghero (UFRGS) e Claudira Cardoso (FAPA e IFRS) apresentaram a comunicação “O arquivo como espaço de ensino: experiências de educação patrimonial na parceria UFRGS-APERS”;
  • A oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos foi apresentada na UNIVATES por Andressa Malhão, Clarissa Sommer, Deise Freitas e Nôva Brando, como parte da programação do IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade e Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais;
  • No XVI Salão de Extensão da UFRGS, Andressa Malhão e João Victor Câmara apresentaram a comunicação “Educação patrimonial e formação de professores: escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”;
  • No XI Salão de Ensino da UFRGS foi a vez de Amanda Ciarlo e Guilherme Lauterbach apresentarem “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”.

Como mencionado anteriormente, também produzimos o livro “PEP em revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, pensado em formato de revista, bastante ilustrado e dinâmico, que conta a história do PEP de 2009 até meados de 2015. O material está pronto, aguardando envio à Gráfica da UFRGS para impressão, e será lançado em seguida. Já o folder do PEP, produzido este ano, está impresso! Confira:

Fechamos o balanço de um ano tão produtivo agradecendo a participação de cada uma e cada um que colaborou de alguma forma para esta construção tão coletiva: estudantes de graduação e de cada escola, professores da Educação Básica, professores das Universidades, equipe PEP… Que 2016 seja ainda melhor!

Neste sentido, aproveitamos para informar que em 2016 o agendamento de oficinas será organizado a partir de um regulamento, que será publicado aqui no blog na próxima quarta. O principal objetivo é estreitar os laços com as escolas, fazendo com que as atividades de educação patrimonial extrapolem a vivência das oficinas no espaço do Arquivo, sendo aprofundadas na comunidade escolar. Informações pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Até breve!

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Balanço 2015 do APERS

Relatórios 2015 – DIDOC: Divulga APERS

O 20 de Novembro e o APERS

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A sexta-feira da semana passada foi marcada por mais um Dia da Consciência Negra, data escolhida pela comunidade para celebrar as lutas, as conquistas, a cultura do povo negro, para discutir e denunciar a permanência de relações racializadas e racistas entre as diferentes etnias que formam a população e para reivindicar mais direitos àqueles que contribuíram decisivamente para a construção do Brasil.

Embora o APERS não tenha conseguido realizar na semana da Consciência Negra um evento sobre as diversas temáticas possíveis e desejáveis de discussão para essa data, há tempos temos problematizado a história da escravidão, da luta por liberdade e das relações étnico-raciais, no decorrer de todo o ano. Nesse, especialmente, realizamos um trabalho de fôlego que, em paralelo à realização de um curso de formação para professores e para nossa equipe sobre tais temas, reformulou a oficina de educação patrimonial Os Tesouros da Família Arquivo, que os aborda a partir de documentos aqui salvaguardados e permite entrar em contato com vestígios do passado que registram a história de pessoas que foram escravizadas no Rio Grande do Sul.

A oficina foi a primeira criada na parceria entre o Arquivo Público e a UFRGS, sendo oferecida desde 2009 no âmbito do Programa de Educação Patrimonial (PEP). Em 2015 dedicamos a ela o primeiro semestre, aprofundando a pesquisa histórica em nosso acervo para escolher novos documentos que deem conta de ressaltar a diversidade de experiências e a resistência cotidiana de sujeitos históricos muitas vezes generalizados pela categoria “escravo” ou “escravizado”.

Hoje, como forma de valorizar e difundir o trabalho realizado, e de celebrar a Consciência Negra, compartilhamos um produto especial desse percurso: as gravuras que representam os personagens presentes na documentação analisada na oficina, que foram produzidas por Bruno Ortiz, professor de história e desenhista contratado pelo PEP. Até 2014 os estudantes recebiam uma silhueta com o perfil de uma mulher ou um homem escravizados, que deveriam caracterizar desenhando e escrevendo informações coletadas na pesquisa documental, buscando dar identidade aos indivíduos, como nestas fotos:

Entretanto, ainda que os estudantes fossem incentivados a personalizar as silhuetas, e a discussão fosse canalizada para a recuperação de histórias que foram conectadas pela experiência do cativeiro, mas que tinham suas singularidades, como utilizar o mesmo perfil para retratar a Maria, identificada como tendo vindo da região do Congo, que recebia sua alforria em 1883, quando tinha “noventa anos, mais ou menos”, e a Jacinta, nascida no Brasil, que estava sendo vendida com seu marido, Vicente, e com seu filho, Fortunato, de 1 aninho? Foi na tentativa de dar identidade a estas pessoas que as novas gravuras foram produzidas, e hoje são parte do material pedagógico utilizado pelas turmas que vivenciam a oficina Tesouros. Aqui estão:

As gravuras foram produzidas a partir da caracterização feita com base na pesquisa documental, transmitida ao artista pela equipe do PEP, e também em pesquisas bibliográficas e iconográficas realizadas por ele. Documentos e imagens possibilitam debates sobre a origem de cada escravizado, condições de vida, formas de resistência e de trabalho, especialização, cultura trazida do continente africano, reorganizada desde o tráfico transatlântico e produzida no Brasil, casamento e formação de famílias, luta pela liberdade e formas de alforria, entre diversos outros temas, que contribuem para que possamos conhecer trajetórias e relações sociais, entender sua complexidade, e nos apropriar de histórias que nos constituem.

Com esta postagem não apenas celebramos o Dia da Consciência Negra, mas especialmente reafirmamos o compromisso do APERS com a difusão de acervos, temáticas e pesquisas relacionadas ao conhecimento e valorização da história de negras e negros em nossa sociedade. Nesse sentido, é oportuno destacar uma recente conquista: a partir do próximo ano 20 de novembro será feriado municipal em Porto Alegre, decisão aprovada recentemente pela Câmara Municipal de Vereadores como resposta a uma reivindicação histórica da comunidade negra dessa cidade.

De nossa parte, assumindo nossa responsabilidade enquanto instituição pública de memória, continuaremos, por meio do desenvolvimento de diversas atividades, valorizando as lutas e o legado do povo negro, e multiplicando os 20 de novembro no APERS.

Bolsistas do PEP UFRGS-APERS recebem prêmio e reconhecimento de destaque no XI Salão de Ensino da UFRGS

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foto apresentacaoNo dia 21 de outubro integrantes do Programa de Educação Patrimonial do APERS vinculado pela ProExt com a UFRGS, apresentaram o relato de experiência no XI Salão de Ensino da UFRGS. O Salão oferece espaços de apresentação de trabalhos voltados para o ensino, a pesquisa e a extensão e aconteceu de 19 a 23 de outubro.

Com o título “Do Patacho ao Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade.” Amanda Ramos e Guilherme Palermo, bolsistas do PEP, apresentaram o planejamento e o processo de adequação do material documental do Arquivo Público do RS utilizado para a oficina de educação patrimonial denominada “Tesouros da Família Arquivo”. Recebendo a premiação e o reconhecimento de destaque da sessão com este trabalho.

foto salao ensino destaque

Ações do Programa de Educação Patrimonial serão difundidas no Salão UFRGS 2015

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Na próxima semana, dia 21/10, quarta-feira, Amanda Ciarlo, Andressa Malhão, Guilherme Lauterbach e João Victor Câmara, bolsistas do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), participarão do Salão UFRGS 2015, apresentando trabalhos produzidos sob orientação da prof.ª Carla Rodeghero (UFRGS) a respeito das ações desenvolvidas no APERS.

Banner Salão de Extensão

No turno da manhã, das 09h às 12h, Andressa e João vão participar de uma tertúlia no XVI Salão de Extensão, apresentando a comunicação intitulada “Educação patrimonial e formação de professores: Escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”. A reflexão é fruto do trabalho desenvolvido no APERS ao longo do primeiro semestre de 2015, com o oferecimento do curso de Formação para Professores “Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e liberdade no Rio Grande do Sul”, realizado pelo PEP e pelo GT Emancipações e pós-abolição da ANPUH-RS, e com a reformulação da oficina Os Tesouros da Família Arquivo. Confira a programação completa das tertúlias no Salão de Extensão aqui, e os resumos de todos os trabalhos que serão apresentados em nossa sessão, aqui.

banner Salão de Ensino

Já no turno da tarde, das 14h às 18h, Amanda e Guilherme farão sua comunicação no XI Salão de Ensino, na Sessão 10.2 – Relato de Experiência pedagógica na Graduação. O trabalho, intitulado “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”, visa compartilhar as vivências da equipe durante a reformulação da oficina Tesouros, quando os processos criminais salvaguardados pelo APERS foram pesquisados para compor a atividade. O relato aponta as dificuldades e potencialidades percebidas para o trabalho com turmas dos 6º e 7º ano do Ensino Fundamental a partir dessa tipologia documental

A apresentação da manhã ocorre na Sala 01 do Instituto de Letras, e a da tarde ocorre na Sala 212 do Prédio 43124, ambas no Campus do Vale (Av. Bento Gonçalves, n.º 9.500). Participe!

Estágio Curricular para o Curso de História – Projeto Piloto com alunos da FAPA

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No início do mês de setembro, a equipe responsável pela Difusão Cultural e Serviços Educativos do APERS foi procurada pela Professora do Curso de História da Faculdade Porto-Alegrense (FAPA), Claudira Cardoso, que trouxe a seguinte demanda à instituição: a possibilidade de ofertamos vagas para estágio curricular que contemplasse vivências na área do Patrimônio Histórico-Cultural e que discutisse o fazer dos historiadores em instituições arquivísticas.

Como se sabe, desde 2009, o Arquivo oferece para os alunos de graduação dos curso de história, e outros cursos ligados ao Patrimônio Histórico-Cultural, uma outra modalidade de estágio, a Capacitação de Oficineiros, que possui como objetivo central, habilitar futuros profissionais para práticas de ações educativas a partir de patrimônios documentais. Como parte do Programa de Educação Patrimonial PEP UFRGS|APERS, a Capacitação de Oficineiros é procurada principalmente por alunos do Curso de Licenciatura em História da UFRGS, que necessitam de horas de prática em instituições culturais que respondam as exigências da disciplina Estágio em Educação Patrimonial. Dessa forma, a estrutura da Capacitação de Oficineiro, mais vinculada a processos educativos, não contempla uma série de outras atividades realizadas por historiadores dentro de instituições arquivísticas.

Por esse motivo, a equipe do APERS já vinha discutindo a possibilidade de construção de uma proposta de estágio para o curso de história, que abrangesse outras áreas para além da educação patrimonial. E foi a partir da demanda mais imediata vinda do Curso de História da FAPA que a Equipe da Difusão e Ações Educativa elaborou um programa de Estágio Curricular para o Curso de História, no formato de um projeto-piloto.

Com o objetivo de oportunizar aos graduandos vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas, foi estruturado um estágio com uma carga horária de 30 horas, divididas em 10 horas de observação e 20 horas de práticas. Organizado em seis encontros, o projeto-piloto atendeu a seis alunos entre o dia quinze de setembro e cinco de outubro, nos turnos da manhã e tarde.

Visita GuiadaNo primeiro encontro de Observação, os estudantes participaram de uma Visita Guiada, com a Técnica em Assuntos Culturais Giglioli Rodrigues, e de uma apresentação das atividades nas quais temos historiadores envolvidos, organizada pelas historiadoras Caroline Baseggio e Nôva Brando. No segundo turno de Observação, os alunos acompanharam os processos de trabalho sobre os quais adiante realizariam práticas monitoradas: Sala de Pesquisa, Difusão de Acervos e Pesquisa Histórica, Avaliação e Descrição Documental e Ações Educativas.

Atividade Sala de PesquisaA primeira prática foi na Sala de Pesquisa. Durante os períodos em que estiveram observando o trabalho, acompanhado da Caroline Baseggio, os estudantes puderam conversar e conhecer um pouco das diversas atividades de atendimento ao usuário. Foram apresentados os Instrumentos de Pesquisa utilizados na sala e o sistema de consulta online de documentos. Para que os alunos pudessem entender melhor como funciona a pesquisa no Arquivo, o grupo também fez a busca de processos e certidões no Acervo. Ao final, a discussão ficou por conta da seguinte questão: em que o Historiador pode contribuir de maneira diferenciada ao atendimento aos usuários/pesquisadores de instituições de guarda de documentos?

Atividade de Difusão de Acervos e Pesquisa HistóricaDurante a observação, os graduandos puderam acompanhar as atividades que envolvem a Difusão de Acervos e Pesquisa Histórica, tais como seleção de conjunto documental, pesquisa sobre a temática abordado nos documentos e elaboração de texto para divulgar o acervo do qual tais fontes fazem parte. Essa mesma dinâmica observada, foi vivenciada na segunda prática. Nela, acompanhados por Nôva Brando, puderam conhecer uma seleção de processos administrativos do Acervo da Secretaria da Justiça, que está em tratamento técnico, e produzir um texto de difusão a respeito daquele conjunto documentos que pelo recorte, permitem acessarmos informações a respeito de políticas de segurança pública.

Acompanhadas no período da observação, as atividades de Avaliação e Descrição Documental foram exploradas na terceira prática. Nela, sob a supervisão da arquivista Viviane Portella e da Técnica em Assuntos Culturais Roberta Scholz, eles puderam entrar em contato com instrumentos de classificação e avaliação documental e com o Sistema de Administração de Acervos Públicos (AAP), onde são indexados os documentos. Fizeram alguns exercícios de avaliação a partir também de uma seleção de documentos e também cadastraram alguns documentos no AAP.

Por fim, puderam colocar em prática aquilo que observaram nos trabalhos realizados pela Equipe das Atividade Ações EducativasAções Educativas. Dentre uma série de possibilidades de planejamento e execução de atividades que vinculem a educação aos documentos de arquivo, na quarta e última prática, acompanhados por Nôva Brando e pela historiadora Clarissa Alves, elaboraram uma proposta de atividade pedagógica a partir de processos de indenização a ex-presos políticos do período da Ditadura Civil-militar, que foram previamente selecionados.

Finalizada a experiência, temos a certeza de que a oferta de um tipo de estágio no qual os alunos vivenciem as diferentes atividades nas quais historiadores estão envolvidos é uma tarefa importante da instituição. Ao mesmo tempo que possibilita a problematização a respeito das possibilidades de atuação dos historiadores em espaços e instituições de memória, que oportuniza a qualificação aos futuros profissionais da área de história, também divulga o Arquivo e os acervos por ele custodiados para um público cada vez maior.

Oficina de Educação Patrimonial do PEP UFRGS-APERS é realizada na UNIVATES

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Na última sexta-feira, 18 de setembro, o Arquivo Público do RS marcou presença na UNIVATES, universidade localizada na cidade de Lajeado. A convite da professora Márcia Volkmer, que atua no curso de História especialmente nas áreas de Ensino de História, imigração, patrimônio cultural e acervos, parte de nossa equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS esteve na instituição aplicando a oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos”, oferecida no Arquivo Público desde o segundo semestre de 2013.

As servidoras Clarissa Sommer e Nôva Brando, a estagiária Deise Freitas e a bolsista da UFRGS Andressa Malhão foram recebidas pelas professoras Márcia e Maribel Girelli, coordenadora do curso de História, e desenvolveram a atividade ao longo da tarde com professores e estudantes dos cursos de História, Direito e Letras.

A oficina compôs a programação da Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais, integrada ao IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade. Na oportunidade foi possível debater, a partir dos processos administrativos de indenização a ex-presos políticos que são pesquisados durante a oficina, sobre a importância do acesso aos arquivos relacionados ao contexto da ditadura no Brasil, e sobre as potencialidades desse acervo salvaguardado pelo APERS, tanto para a pesquisa histórica e a garantia de direitos aos cidadãos quanto para usos educativos.

O estudo a partir das trajetórias de vida de militantes, registradas nas páginas dos processos, possibilita conhecer mais a respeito do contexto, entender formas de repressão e de resistência, assim como tomar consciência das violações de Direitos Humanos perpetradas pelo Estado ditatorial, para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça! Agradecemos a oportunidade de trocar experiências e de seguir difundindo o acervo e o trabalho do Arquivo Público. Estamos sempre dispostos a participar de momentos como estes. Confira as fotos.

Avaliação do Curso de Formação para Professores PEP UFRGS|APERS

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     Nos meses de abril, maio e junho desse ano, ocorreu a 5ª Edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial PEP UFRGS|APERS. Organizado em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh-RS e com recursos do Edital Proext/MEC, o Curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS certificou trinta e oito professores e onze bolsistas e estagiários do APERS e do Programa de Educação Patrimonial.

    Ao final de cada nova edição, a equipe do Programa realiza uma pesquisa para que os professores avaliem o curso e para que as futuras edições possam ser qualificadas de acordo com a demanda dos docentes.

Avaliação Curso Professores    Dentre todos os professores, dezessete participaram da proposta de avaliação – um questionário encaminhado via Google docs. Parte das perguntas, sobre questões pontuais do curso, foram de múltipla escolha. Segue um breve comentário a respeito dos resultados: em relação: (1) a estrutura, dias da semana e turno de realização do curso, carga horária, conteúdos ministrados, materiais de apoio e serviço de secretaria, os professores se mostram satisfeitos ou muito satisfeitos; (2) sobre os encontros específicos, na maior parte das respostas os professores consideraram boas e ótimas as contribuições para a sua prática docente; (3) também consideraram os conteúdos adequados e de acordo com a proposta do curso; (4) dois dos 17 professores acharam pouco adequado a aplicabilidade do conteúdo à realidade profissional, enquanto 15 deles acharam adequado; (5) por unanimidade, acharam adequada a bibliografia.

    Além delas, também foram elaboradas três perguntas dissertativas. A primeira solicitava que o professor narrasse alguma situação da sua vida pessoal ou profissional na qual tivesse se sentido influenciado pelas discussões feitas ao longo do curso, ou ainda alguma experiência passada à qual tivesse atribuído novo significado a partir do curso. Das respostas, salientamos as considerações sobre a palestra da professora Sherol, que foi recordada pela temática das famílias escravas, por sinal mencionada mais de uma vez; sobre a perspectiva do trabalho com a questão da liberdade, mencionada por outra professora; sobre a relação entre escola e universidade suscitada pelas falas dos professores Arilson e Verena; sobre o quanto emocionante foi o encontro que trabalhou com o tema das trajetórias; sobre os aprendizados a partir da Vivência da Oficina Tesouros da Família Arquivo; e sobre a afirmação da identidade de um professor.

    A segunda propôs que a professor avaliasse em que medida o curso contribuiu para a educação sobre história africana e afro-brasileira e para a discussão em sala de aula sobre relações étnico-raciais. As respostas foram diversas, passaram pela contribuição naquilo que diz respeito ao planejamento de aula; ao aporte para discussões com outros professores a respeito da importância do trabalho com a temática; à utilização de dados estatísticos sobre a escravidão em outras disciplinas; à identificação de possibilidades de fontes para serem trabalhadas na sala de aula; à qualificação da crítica e das formas de trabalho com o livro didático. E não poderíamos deixar de mencionar o relato de uma professora sobre a contribuição do trabalho com a Caixa AfricaNoArquivo, apresentada e distribuída ao longo do curso, que “percebeu que os alunos que se identificam como afrodescendentes, se sentem muito orgulhosos por terem seus ascendentes como tema de estudo“.

    Na terceira, em que abrimos espaços para críticas, foram manifestados alguns aspectos tais como: a impressão de que algumas discussões foram acadêmicas demais, da falta de leitura por parte dos colegas, da falta de planejamento de alguns poucos palestrantes e da pouca dinamicidade de muitas falas. Já no campo sugestões para outras edições, foram apontadas ideias como: uma mostra de trabalho dos educadores e a escrita de um artigo ou de um plano de aula, como trabalho de finalização do curso, uma carga horária maior que contemplasse outras áreas do conhecimento.

    Caso deseje, pode acessar aqui o Relatório Completo da Avaliação. Da nossa parte, ficamos muito satisfeitos com a avaliação sincera e propositiva que fizeram os professores que participaram do curso. Ao mesmo tempo em que julgamos se tratar de uma excelente edição do Curso de Educação Patrimonial e Cidadania, acreditamos na permanente qualificação de todo e qualquer trabalho educativo. Até a próxima edição!

Finalizada Edição 2015 do Curso de Formação para Professores – PEP UFRGS|APERS

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     Entre os dias 11 de abril e 27 de junho desse ano, sempre aos sábados, ocorreu a 5ª Edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial – PEP UFRGS|APERS.

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    Organizado em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS e com recursos do Edital Proext/MEC o Curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, contou com a presença de vinte palestrantes cujas contribuições foram divididas em dez encontros. No primeiro dia, além da apresentação do PEP e do Programa do Curso, realizada pela coordenadora Carla Rodeghero, foi abordada a temática do Tráfico Negreiro pelos professores Gabriel Santos Berute e Jonas Vargas. O encontro seguinte foi dedicado ao Ensino de História da Escravidão e da Liberdade, assunto problematizado pelos professores Arilson dos Santos Gomes e Verena Alberti. Seguiu-se a ele o sábado no qual o tema Mundos do Trabalho foi o tema central das falas dos professores Thiago Leitão de Araújo e Vinícius Pereira de Oliveira. Família Escrava e a Apresentação da Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo dividiram as atenções do público no quinto encontro que contou com a participação da professora Sherol dos Santos e da historiadora Clarissa Sommer.

     Tivemos ainda um encontro dedicado a Vivência da Oficina Os Tesouros da Família Arquivo. No sexto sábado, foram discutidas questões a respeito dos Quilombos históricos e insurreições com os professores Caiuá Cardoso Al- Alam, Wagner Pedroso e Maria do Carmo Aguiar. No encontro seguinte, Associativismo Negro foi o centro das atenções na conversa das professoras Liane Susan Müller e Beatriz Loner com os professores da rede pública. Depois disso, foi a vez da temática Alforrias, trazida por Jônatas Caratti e Jovani Scherer. Para o penúltimo encontro, Melina Perussatto, Marcelo Matheus e Gislaine Ramos formaram a mesa que discutiu Emancipações e Abolição. No décimo encontro, Paulo Roberto Moreira e Rodrigo de Azevedo Weimer fecharam o curso com uma conversa sobre Trajetórias.

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    Em todos os encontros, a participação do público esteve presente. Pelo que foi possível notar, as angústias em torno das formas (1) de efetivar a obrigatoriedade do ensino de história e das culturas afro-brasileiras e africana, previstas na Lei 10.639; (2) de garantir o direito à igualdade de condições de vida e de cidadania às histórias e culturas que compõem a nação brasileira, assegurados pelo artigo 26A da LDB; e (3) de responder as recomendações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e africana acompanharam os professores do início ao final do curso.

    A assiduidade do público e o evidente interesse em participar das discussões demonstraram que, em alguma medida, aquilo que motivou os professores a se inscreverem e frequentarem o curso foi problematizado no decorrer dos encontros. Ao todo, trinta e oito professores, duas servidoras do IPHAE e onze estagiários e bolsistas foram certificados pela participação no curso.

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    Esperamos que o curso tenha contribuído para a qualificação das abordagens em torno do ensino da história da escravidão e da liberdade e que tenha encorajado os professores a trabalharem a temática a partir de documentos e patrimônios diversos, com uma das formas de alcançarem aprendizagens significativas à construção da cidadania e à valorização da democracia.

Curso de Formação para Professores – Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS – Lista de Selecionados

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2015.04.08 Lista de Selecionados

     No próximo sábado, dia 11 de abril, iniciará a Edição 2015 do Curso de Formação de Professores promovido pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS e pelo GT Emancipações e Pós-abolição da ANPUH-RS. Hoje, divulgamos a lista de selecionados para participarem do Curso. Informamos que os critérios para seleção foram, no caso dos professores: (1) ser professor da rede pública de ensino e estar em exercício em sala de aula; e (2) data de entrega da documentação solicitada para inscrição.

     Lembramos que as atividades iniciam as 08h30, no auditório do Arquivo Público do Rio Grande do Sul. Contamos com a presença de todos.

     Acesse aqui a Lista de Selecionados.

Reencontro de professores do Curso de Formação 2014

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DDHH

Na última segunda, 23/03, a equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS se reencontrou com parte do grupo que participou da quarta edição do curso de formação para professores, realizado em 2014 e intitulado Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos. O objetivo do encontro foi realizar uma conversa sobre as formas encontradas pelos professores para incluir a Educação Patrimonial e o conhecimento adquirido no curso em seus planejamentos junto às escolas, sobre as dificuldades percebidas e as atividades já realizadas.

Os educadores comentaram o quão enriquecedor foi o curso para ampliar o repertório cultural e os recursos pedagógicos por eles utilizados, se dispuseram a abordar o tema em aula e a levar os estudantes para visitar museus e arquivos em 2015, e identificaram possibilidades de trabalho relacionadas aos Direitos Humanos a partir de bens culturais das comunidades em que as escolas estão inseridas.

Na conversa abordamos também os usos da Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo, entregue a estes professores ao final do curso. Eles já tiveram suas primeiras experiências com o material, seja aplicando a pesquisa e o jogo pedagógico com turmas no final do ano letivo de 2014, seja apresentando-o para o corpo docente das escolas no começo desse ano, o que tem despertado a atenção e unido interesses de professores do Currículo por Atividades (CAT), das séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de diferentes disciplinas. Tais experiências reafirmam o caráter interdisciplinar da Educação Patrimonial, e a premente necessidade sentida nas escolas de extrapolar os debates sugeridos pelos atuais currículos fechados em disciplinas.

Contamos com a participação de professores das séries iniciais, o que gerou um diálogo que contribuiu para percebemos o grande potencial do trabalho com o patrimônio cultural e documental também junto às crianças. Ainda que as inscrições no curso tenham sido abertas a professores de todos os níveis do ensino, ainda não temos nenhuma oficina ou material produzido especificamente para este público. Agora, fica este desafio! Também observamos a importância de manter e fortalecer a oferta de atividades que contribuam, por um lado, para o acúmulo de novos conhecimentos sobre temas e conteúdos transversais presentes nos currículos e parâmetros educacionais, assim como para a formação didática dos professores, oferecendo subsídios para a qualificação da prática docente.

Seguiremos em contato com todas e todos os professores que participaram do curso, buscando fortalecer nossa rede de contatos e de formação. Agradecemos a cada participante, tanto os que puderam quanto os que não puderam estar presentes nessa segunda, e nos colocamos sempre a disposição. Em breve receberemos o novo grupo para a formação de 2015, em um trabalho que certamente renderá muitos novos e bons frutos!

Curso de Formação para Professores – Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS – Programação

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Hoje estamos disponibilizando o Programa Completo, clique aqui para acessá-lo, do Cursos de Formação para Professores. Conforme divulgado na semana passada, o Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS, em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS no ano de 2015, realizará a quinta edição do Curso que abordará a história da escravidão e da liberdade no RS.

Lembramos que o curso é gratuito e que possui carga horária e certificação de 60 horas. Os encontros presenciais acontecerão nos dias 11, 18 e 25 de abril; 9, 16, 23 e 30 de maio; e 13, 20, e 27 de junho de 2015 (sempre aos sábados, das 8h30 as 12h) no Arquivo Público do RS. É destinado aos professores da rede pública de ensino com efetivo exercício em sala de aula e aos membros das equipes (estagiários, monitores, bolsistas) do Projeto Territórios Negros e do Programa de Educação Patrimonial.

Os interessados devem entrar em contato, para mais informações e para proceder com a inscrição (vagas limitadas), pelo telefone (51) 3288-9112/9117 ou pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.

2015.03.20 Cartaz Programação Corrigido

Curso de Formação para Professores – Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no Rio Grande do Sul

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Neste primeiro semestre de 2015, o Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS realizará a quinta edição do Curso de Formação para Professores. Para organizá-la, o Programa buscou parceria junto ao Grupo de Trabalho Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS, que prontamente aceitou o convite para a construção do curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no Rio Grande do Sul.

Com recursos do Edital Proext/MEC 2015-16, o Programa, em conjunto com GT da Anpuh, elaborou uma programação, que será divulgada na próxima semana, cujo eixo será a história da escravidão e da liberdade no RS, abordadas por meio da leitura de documentos e das possibilidades de trabalhos pedagógicos a partir de patrimônios diversos.

O curso é gratuito e contará com uma carga horária de 60 horas, das quais 20 horas serão reservadas para estudos a distância. Os encontros presenciais acontecerão nos dias 11, 18 e 25 de abril; 9, 16, 23 e 30 de maio; e 13, 20 e 27 de junho, sempre aos sábados, das 08h30 as 12h no Auditório do Arquivo Público do RS. O público alvo são os professores da rede pública de ensino, para os quais serão destinadas a maior quantidade de vagas, as equipes do Projeto Territórios Negros e do Programa de Educação Patrimonial.

As inscrições (vagas limitadas) começam a partir do dia 19 de março e serão realizadas pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (51) 3288-9112.

2015.03.13 Cartaz Corrigido

Distribuição de Caixas Pedagógicas e Catálogos Seletivos

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Relembramos que estamos em fase de distribuição das caixas pedagógicas do projeto AfricaNoArquivo e do catálogo seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil. Saiba mais:

CaixaPedagogicaCaixas pedagógicas AfricaNoArquivo: distribuídas às escolas públicas de Canoas, Gravataí, Porto Alegre, Viamão e para as 30 primeiras escolas de qualquer município, instituições de memória, associações e entidades da área (cultura negra) que declararem e justificarem o interesse em receber o material. Neste caso, a escola/ instituição/ entidade deverá enviar uma mensagem para nossa equipe através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registrando o interesse e referenciando a atuação na área. Essas 30 caixas serão destinadas conforme a ordem de recebimento dos e-mails. Mais informações na Aba “Projetos Patrocinados”.

2015.01.21 Catalogo ResistenciaCatálogo Seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil: distribuição do catálogo para instituições voltadas para o ensino e a pesquisa sobre a história da ditadura no Brasil, como escolas de ensino médio da rede pública, universidades, arquivos, bibliotecas e organizações ligadas a essa temática. Acesse aqui a listagem de instituições contempladas. Para ler outras notícias sobre este catálogo, clique aqui.

Ambos os materiais, de distribuição gratuita, podem ser retirados na sede do Arquivo Público do RS (Rua Riachuelo, nº 1031 – Centro Histórico | Porto Alegre) por um representante da instituição devidamente identificado e mediante a assinatura de termo de compromisso, sendo doada uma caixa ou um catálogo por instituição.

Relatórios 2014 – DIPEP: Projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil

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Arte Adesivo Caixas corrigido logo SARH

Projeto realizado com recursos do Prêmio Pontos de Memória 2012, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), captados através da Associação dos Amigos do APERS, e com apoio da UFRGS através do Programa de Educação Patrimonial para confecção das reproduções de documentos.

A execução do plano de trabalho e a concretização das ações do Projeto se deu de forma satisfatória. Foi possível cumprir as metas estipuladas e avançar em relação a elas, ampliando o alcance das caixas pedagógicas para mais escolas do que o previsto inicialmente, efetivando a reedição dos Catálogos de Documentos da Escravidão no RS em formato CD e adquirindo diversos equipamentos para o APERS que poderão ser utilizados a longo prazo para divulgar essas ações, para qualificar as demais atividades que a instituição já vinha realizando na área da história e cultura afro-brasileira – como a oficina Os Tesouros da Família Arquivo, oferecida no espaço do Arquivo para turmas das séries finais do Ensino Fundamental – e ainda para seguir propondo desdobramentos ao projeto.

Tudo isto oportunizou um grande avanço no campo da difusão, tanto do acervo quanto da instituição, levando os documentos relacionado ao período da escravidão e os debates sobre história e cultura negras no Rio Grande do Sul para dentro de 700 escolas das redes públicas de ensino dos quatro municípios mais populosos da região metropolitana (Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão), restando ainda algumas caixas para distribuir a escolas de outros municípios, instituições de memória e associações ligadas ao tema que manifestaram interesse no material, conforme quadro a seguir:

quadro

Sobre as metas gerais do projeto, podemos apresentar os resultados sinteticamente da seguinte forma:

  • Ação 1 – Aquisição de Equipamentos
    Previsto: 01 notebook e 01 projetor.
    Executado: 01 notebook, 01 projetor, um HD externo, um suporte para projetor, uma caixa de som portátil, uma máquina fotográfica.
  • Ação 2 – Reedição dos Catálogos de Documentos da Escravidão no RS em CD
    Previsto: 500 cópias
    Executado: 500 cópias
  • Ação 3 – Confecção e distribuição de caixas pedagógicas para escolas públicas dos municípios mais populosos da região metropolitana de Porto Alegre
    Previsto: 650 caixas
    Executado: produção de 700 caixas, distribuição de 100 caixas até o momento, dando sequência à distribuição ao longo do primeiro semestre de 2015.

Em relação aos produtos e resultados obtidos, sistematizamos assim:

  • Seleção e transcrição de documentos através de pesquisa histórica no acervo do APERS;
  • Produção de um jogo pedagógico temático, autoral e inédito;
  • Produção de 04 entrevistas registradas em vídeo com: Professor José Rivais Macedo (História/UFRGS), Thiago Leitão de Araújo (pesquisador do APERS e doutorando em História Social da Cultura pelo Cecult/Unicamp), Iara Deodoro (professora e coreógrafa do Instituto Social Afro-Sul Odomodê), e Ana Centeno (griô). O material de vídeo produzido nas entrevistas foi analisado, selecionado e editado para fazer parte do vídeo formativo.
  • Produção de um vídeo formativo com 20 minutos, também inédito, relacionando o APERS, seus acervos, os processos de ensino e aprendizagem e a história negra no RS;
  • Confecção de 700 caixas pedagógicas;
  • Organização e realização de um evento com entrada franca para o lançamento público das caixas pedagógicas, com palestra e atividade cultural;
  • Ampliação do alcance ao acervo do APERS tanto através da distribuição das caixas pedagógicas quanto dos Catálogos em CD;
  • Produção de postagens para o blog institucional do APERS divulgando o projeto e sugerindo atividades pedagógicas a partir do acervo selecionado para as caixas. Também incluímos o projeto na aba “Projetos Patrocinados” do blog, dando destaque à parceria com o IBRAM em nossa principal mídia social;
  • Alcançados todos os objetivos/resultados relacionados no plano de trabalho: consolidou-se o APERS como um Ponto de Memória identificado com a história, a memória e a cultura afro-brasileira; qualificou-se sua infraestrutura através da aquisição de equipamentos para estas ações e para projetos vindouros; ampliou-se a difusão dos acervos da instituição através dos quais se podem reconstituir a história da escravidão e da luta por liberdade no Rio Grande do Sul e no Brasil em relação direta com o continente africano, possibilitando a problematização das marcas deixadas por este processo histórico em nossa realidade social atual; difundiu-se as ações já desenvolvidas pelo APERS em parceria com a AAAP-RS na área educativa e cultural, como seu Programa de Educação Patrimonial e a oficina Os Tesouros da Família Arquivo, que já utilizava documentos referentes ao período da escravidão; contribui-se para a aplicação da Lei 10.639/2003 a partir da distribuição de caixas pedagógicas que dão suporte aos professores para que possam refletir e debater sobre a temática de maneira sólida e embasada; incentivou-se a democratização do acesso aos arquivos públicos como espaços de memória e produção do conhecimento a partir da difusão do APERS e seu acervo.

Ainda temos como pendência para 2015 a finalização da distribuição das caixas, que se demonstrou mais lenta do que o previsto, especialmente porque ainda não conseguimos efetivar parceria nesse sentido com as Secretarias de Educação (estadual e municipais) e pela distribuição ter iniciado no final de novembro, próximo ao início das férias escolares. Certamente a procura aumentará agora, com início das aulas, e nossa equipe seguirá envolvida com essa tarefa, assim como com a proposição de novas atividades para difundir e qualificar o alcance do Projeto. Novidades sempre serão amplamente divulgadas pelo blog. Acompanhe!

Programa de Educação Patrimonial – Planejamento 2015

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Desde 2009 o APERS vem desenvolvendo seu Programa de Educação Patrimonial em parceria com a UFRGS, em especial com o Departamento de História e o Colégio de Aplicação. Conforme já divulgamos ao final de 2014, através dessa parceria foi possível captar recursos para 2015 e 2016 que viabilizarão a manutenção das ações, sua qualificação e aprofundamento. Neste sentido, para 2015 temos um planejamento diferenciado, elaborado a partir da reflexão sobre o trabalho desenvolvido ao longo do ano passado, que nos apontou para a necessidade de formação da equipe, de produção de publicações a partir de nossa experiência, e de qualificação da oficina Os Tesouros da Família Arquivo, que foi a primeira a ser criada e oferecida às escolas, ainda em 2009, e tem como fonte primária documentos que retratam o contexto da escravidão no Rio Grande do Sul.

Assim como em 2013, ao identificarmos a urgência em criar uma oficina para o Ensino Médio que tratasse do tema ditaduras e direitos humanos, organizamos o planejamento daquele ano de forma que pudéssemos dedicar o primeiro semestre à criação da oficina, e o segundo à aplicação dela e das demais que já oferecíamos, este ano vamos dedicar o primeiro semestre à qualificação da oficina Os Tesouros da Família Arquivo e para outras produções:

  1. Produção de um fôlder de divulgação e de uma revista sobre as ações do Programa, entre fevereiro e março;
  2. Realização de curso de formação da equipe em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS, entre os meses de abril e maio, com calendário a ser definido. O curso será aberto para professores da rede pública de ensino e versará sobre escravidão, liberdade e pós-abolição a partir de documentos de arquivo;
  3. Reformulação, entre maio e a primeira quinzena de junho, da oficina Os Tesouros da Família Arquivo a partir do aprendizado construído no curso;
  4. Oferecimento às turmas escolares da referida oficina já qualificada, entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho, antes das férias escolares.

Em relação ao segundo semestre, aproveitaremos o período de férias escolares para fazer ajustes nas demais oficinas, “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” e “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, realizaremos em agosto a capacitação de novos oficineiros, voltada a estudantes de graduação em estágio curricular ou que desejem obter certificado de horas complementares, e em setembro retomaremos a agenda normal com as três oficinas, que se estenderá até a primeira semana de dezembro. No segundo semestre também pretendemos organizar e publicar um caderno de propostas pedagógicas para o momento “pós-oficina”, que contribuam para a continuidade do trabalho com Educação Patrimonial e documentos de arquivo após a vivência das turmas no APERS.

O contato para agendamento de oficinas poderá ser feito a partir de 01 de abril. As atividades são gratuitas e ofereceremos também o transporte para escolas. Desejando qualificar o agendamento, as marcações serão confirmadas mediante preenchimento de formulário que será enviado por nossa equipe aos professores e professoras. Outra novidade será um turno fixo quinzenal em que ofereceremos qualquer das três oficinas à noite. O objetivo é ampliar o trabalho com os cursos noturnos e com a EJA. Até o final de fevereiro divulgaremos em qual dia da semana isso ocorrerá. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br ou pelo fone (51)3288-9117.

Aproveitamos para reforçar a divulgação da distribuição das caixas pedagógicas AfricaNoArquivo, mais uma ação educativa de nossa instituição. As caixas estão disponíveis como doação para todas as escolas públicas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, e podem ser retiradas no Arquivo Público de segunda a sexta das 08:30h às 17h. Para conhecer melhor esse projeto clique aqui.

Que 2015 seja muito produtivo e nos possibilite ampliar o alcance do Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS!

Relatórios 2014 – DIPEP: Programa de Educação Patrimonial

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logo-pep_curvas2014 foi um ano e tanto para nosso Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e compreendido no APERS como parte de nossas ações educativas. Como o nome já diz, o Programa abrange uma série de ações realizadas ao longo de todo o ano, envolvendo uma equipe de estagiários, bolsistas e servidores. Graças a importante parceria com a UFRGS pudemos receber recursos do Edital ProExt, Programa de Extensão Universitária do MEC, que viabilizou o pagamento de transporte para turmas escolares, de bolsas para seis estudantes de graduação em História que, junto aos estagiários do APERS, tiveram intensa atuação como oficineiros ao longo do ano, e também de publicações que já foram empenhadas e serão lançadas no primeiro semestre de 2015.

Ao total foram realizadas 128 oficinas, que atenderam 2.720 estudantes das séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Dentre essas oficinas é interessante destacar que quatro foram oferecidas como vivências para uma turma de graduação em História da FAPA, uma turma do curso técnico de Turismo do SENAC, um grupo de professores em formação do município de Santo Antônio da Patrulha e um grupo de profissionais de instituições de memória que participaram da atividade dentro da programação do Seminário da Rede de Educadores em Museus. Entre todas foram 55 oficinas “Os Tesouros da Família Arquivo”, para os 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, 21 oficinas “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia”, para os 8º e 9º anos, e 52 oficinas “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditaduras e Direitos Humanos”, para o Ensino Médio e EJA. No ano em que o Brasil rememorou os 50 anos do golpe militar de 1964 tivemos a oportunidade de debater o tema com mais de 1.000 estudantes, que vivenciaram esta última oficina criada no segundo semestre de 2013 a partir dos processos de indenização que compõem o acervo da Comissão Especial de Indenização salvaguardado pelo APERS.

Além das oficinas realizamos duas edições do Curso de Capacitação de Oficineiros, destinadas a estudantes de graduação em História e áreas ligadas ao Patrimônio Cultural. No primeiro semestre o processo de capacitação iniciou em 12 de março com 15 novos oficineiros. No segundo semestre foram mais 16 oficineiros que estiveram conosco a partir de 15 de agosto realizando seus estágios curriculares ou obtendo certificados de horas complementares. Esta ação se configura como um importante espaço de interação entre o APERS e as universidades, colocando o Arquivo como campo de estágio para graduandos, difundindo a educação patrimonial como metodologia de ensino e aprendizagem, e contribuindo para a formação de futuros educadores.

Também nos empenhamos no esforço anual de oferecer um espaço qualificado de formação continuada para professores, realizando a quarta edição do Curso Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos, que contou com 35 inscritos e 18 professores que foram até o final da formação. Foi excelente debater diversos temas como escravidão e liberdade, gênero, ditadura e direitos humanos a partir do patrimônio e de documentos de arquivo, estimulando o acesso aos bens culturais assim como sua valorização, análise e crítica, oportunizando fruição, informação e ferramentas para a leitura do mundo e a produção de conhecimento.

Para difundir e compartilhar nossas experiências participamos de diversos eventos. Em agosto estivemos no XII Encontro Estadual de História, promovido pela ANPUH-RS, onde foram apresentados os pôsteres “História, memória e verdade: reflexão sobre desafios éticos a partir da aplicação da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, de autoria dos estagiários Gabriel Amorim e Guilherme Tortelli, e “Patrimônio, Escravidão e Ensino: abordagens e desafios éticos no ensino sobre escravidão no Rio Grande do Sul a partir da oficina Os Tesouros da Família Arquivo”, do estagiário Eduardo Hass e do bolsista Gustavo Malossi; e a comunicação “Construção da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos – memórias, história e ética”, de autoria da historiadora Clarissa Sommer Alves. Em setembro a historiadora Clarissa apresentou a mesma oficina no Seminário Arquivos, Ditadura e Democracia, promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz – RJ) problematizando os papéis das instituições arquivísticas e as possibilidades de difusão e usos educativos de seus acervos. Em outubro participamos do 15º Salão de Extensão UFRGS, onde a estagiária Thaise Mazzei, sob orientação da professora Carla Rodeghero, apresentou a comunicação intitulada “Oficinas de Educação Patrimonial: graduandos e alunos da escola básica compartilhando um mesmo espaço de aprendizagem”, e em novembro da XX Jornada de Ensino de História e Educação, em que as historiadoras Clarissa Sommer, Nôva Brando e Vanessa Menezes ministraram para professores e estudantes de História uma versão adaptada da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos. No início de dezembro o Programa foi apresentado também no 1º Encontro Nacional de Extensão Universitária, que reuniu em Brasília professores e coordenadores de projetos e programas contemplados pelo edital ProExt, oportunidade em que fomos representado pelo professor Igor Teixeira, da UFRGS.

Outra ação realizada com apoio do Programa de Educação Patrimonial foi o projeto “AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil”, através do qual distribuiremos centenas de caixas pedagógicas para escolas públicas de diversos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, e que será objeto de um relatório específico a ser publicado em breve.

Felizmente nossa atuação, que vem se desenvolvendo e consolidando desde 2009, foi novamente reconhecida através do Edital ProExt 2015, de forma que teremos recursos garantidos para os próximos dois anos. A parceria com a UFRGS, reafirmada institucionalmente através da renovação de nosso convênio no final de 2014, afirma-se como fundamental, demonstrando a partir dessa experiência conjunta muito bem-sucedida o quão frutífera pode ser a aproximação entre universidades, instituições de memória e sociedade. Conforme planejamento que também postamos hoje, temos uma série de novos objetivos e de novos planos para 2015, que passam pela qualificação das oficinas, de nossa equipe e do registro de nossas ações, assim como pela produção e publicação de reflexões. Que 2015 seja tão produtivo quanto 2014 foi!

Novidades AfricaNoArquivo! Ampliação do alcance do Projeto

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Arte Adesivo Caixas corrigido logo SARH

A partir de uma readequação dos recursos captados pelo Prêmio Pontos de Memória/IBRAM e do apoio da UFRGS através do Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS será possível ampliar o alcance das caixas pedagógicas AfricaNoArquivo.

Inicialmente elas seriam distribuídas às escolas públicas de Porto Alegre, Canoas e Gravataí. Agora, serão distribuídas também para as escolas de Viamão, alcançando os quatro municípios mais populosos da região metropolitana, e para as 30 primeiras escolas de qualquer município, instituições de memória, associações e entidades da área (cultura negra) que declararem e justificarem o interesse em receber o material. Neste caso, a escola/instituição/entidade deverá enviar uma mensagem para nossa equipe através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registrando o interesse e referenciando a atuação na área. Essas 30 caixas serão destinadas conforme a ordem de recebimento dos e-mails.

Lembramos a todas e todos que o material pode ser retirado no Arquivo Público por um responsável pela escola devidamente identificado, que preencherá um termo de compromisso, sendo doada uma caixa por instituição. Mais informações na Aba “Projetos Patrocinados”.

Outra novidade é que a partir de fevereiro teremos em nosso blog a categoria “AfricaNoArquivo”. Através dela divulgaremos notícias sobre desdobramentos do Projeto, reflexões e dicas para qualificar e potencializar os usos do material distribuído. Acompanhe!

Chega ao fim mais uma edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial

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Entre os meses de outubro e novembro realizamos a 4ª edição do curso de formação para professores oferecido por nosso Programa de Educação Patrimonial (PEP) em parceria entre APERS e UFRGS. O Curso Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos ocorreu ao longo de nove encontros, nas segundas à noite e aos sábados, e foi um espaço para troca de conhecimentos, estímulo à produção de novas metodologias e ao uso de fontes documentais e bens culturais nos processos de ensino e aprendizado.

No dia 06/10 realizamos o primeiro encontro, em que o Arquivo foi apresentado pela diretora Isabel Almeida, o Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS foi apresentado pelo professor Igor Teixeira, e a dinâmica da “Caixa da Memória” foi conduzida pela professora Carla Rodeghero com auxílio da historiadora Clarissa Sommer, momento em que cada professor apresentou-se ao grupo a partir de um objetivo sensível para a história de sua trajetória de vida. Confira fotos desse momento:

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No dia 13 de outubro o professor Sérgio Osório apresentou o Projeto “Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade” (confirma o blog do projeto), desenvolvido dentro do Colégio Estadual Julio de Castilhos com a participação professores e estudantes, tendo como objetivo central o resgate e a problematização da história do Julinho no contexto da ditadura civil militar a partir de leituras, pesquisas em seu acervo, entrevistas com ex-alunos… Um excelente momento para verificar como os usos dos bens culturais produzidos pela comunidade escolar pode contribuir para os processos de ensino e aprendizagem, e para a construção de identidades no ambiente das escolas.

No dia 20 de outubro a equipe do Programa de Educação Patrimonial realizou a vivência da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditaduras e Direitos Humanos com o grupo de professores, oficina criada pelo Programa para atender turmas do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos. Assim foi possível debater mais formas de utilizar o patrimônio como fonte primária para o ensino.

 

Já no dia 27 recebemos Maria Cristina Padilha Leizke, do setor sócio-educativo-cultural do Museu da UFRGS, Éverton Quevedo, do Museu de História da Medicina (MUHM), e Rivadávia Padilha Vieira Jr., mestre em História que realizou práticas de Educação Patrimonial junto ao Museu Julio de Castilhos. Os três convidados compartilharam com o grupo de professores suas experiências na área de ação educativa em instituições de memória, apresentado possibilidades de ações a serem realizadas por educadores nesses espaços, problematizando as dificuldades encontradas pelas escolas para acessá-los, assim como as tensões constantes vivenciadas pelos profissionais de museus, arquivos e centros de memória para consolidar e difundir tais ações junto aos educadores.

No primeiro encontro de novembro, dia 01/11, recebemos o historiador Jovani Scherer, pesquisador e professor da rede municipal de Porto Alegre, que abordou as possibilidades de trabalho a partir de documentos de arquivo para tratar a história da escravidão e as relações étnico-raciais nas escolas, problematizando questões teóricas e metodológicas. Na segunda parte do encontro da historiadora Vanessa Menezes, do APERS, apresentou os projetos desenvolvidos pela instituição nessa área, e desafiou os professores a propor discussões e atividades a partir de documentos do acervo do Arquivo selecionados para o encontro.

O encontro seguinte, em 08/11, foi o dia de recebermos a historiadora Alessandra Carvalho, professora do Colégio de Aplicação da UFRJ, que abordou a formação de professores para trabalhar em sala de aula do tema ditaduras e direitos humanos, comentando experiências e fundamentos, tanto pedagógicos quanto epistemológicos para essa abordagem. Já a professora Carla Rodeghero, do Departamento de História da UFRGS e parceira de nosso Programa de Educação Patrimonial, trabalhou a questão das ditaduras e o debate sobre direitos humanos a partir de propostas de dinâmicas que envolvem o uso de testemunhos de vítimas da ditadura.

No dia 15/11 as historiadoras do APERS Clarissa Sommer e Nôva Brando realizaram dinâmicas sobre relações de gênero e igualdade a partir de bens culturais, debatendo conceitos como gênero, sexualidade, orientação sexual e violência de gênero, e propondo abordagens que contribuam para o fim de preconceitos, que podem ser suscitadas a partir de patrimônios como monumentos, acervos museais e documentos de arquivo. Na oportunidade trabalharam mais a fundo com processos de desquite da primeira metade do século passado, do Poder Judiciário.

O último encontro, realizado no dia 29/11, encerou o curso com chave de ouro: recebemos a pedagoga e socióloga Flávia Schilling, professora da Faculdade de Educação da USP, que nos brindou com a conferência “Educação e Direitos Humanos”, uma fala muito sensível a respeito do papel central que pode ser desempenhado pelos professores e pela escola na busca por uma sociedade justa, demonstrando que todas e todos nós estamos dentro dos embates políticos travados cotidianamente para garantir o direito à vida e à dignidade para cada ser humano.

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Agradecemos o empenho dos professores e professoras que seguiram até o final de nosso curso, e registrando nosso grande prazer em ter convivido e aprendido com cada participante e palestrante ao longo desse período. Esperamos que as vivências proporcionadas a partir desse espaço contribuam efetivamente para qualificar e dar sentido ao fazer docente de cada uma e cada um. Em 2015 tem mais!

Resultado Pesquisa Ações Educativas

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Resultado pesquisaNo dia primeiro de outubro, junto com a Lista Final de Inscritos para o Curso de Formação de Professores – Edição 2014, divulgamos uma chamada para que os professores participassem de uma pesquisa elaborada pelo APERS sobre o desenvolvimento de Ações Educativas.

A pesquisa ficou disponível até essa segunda-feira, 6 de outubro e foi liberada tanto para os professores que participariam do curso (que receberam o convite para participarem da pesquisa por e-mail) quanto para os professores que acompanham as mídias institucionais do Arquivo. Hoje, publicizamos os resultados dessa primeira pesquisa aberta sobre as Ações Educativas desenvolvidas pelo Arquivo.

Contamos com 19 participações de pessoas que se dispuseram a responder um número de dez questões. De um modo geral, a maioria dessas pessoas ainda não participaram de atividade de caráter educativo desenvolvidas pela instituição. Entretanto, um número considerável reconhece as atividades oferecidas pelo APERS. Dentre essas atividades, as mais reconhecidas por esse público são o Curso de Formação para Professores e as Oficinas de Educação Patrimonial. Daqueles que conhecem as oficinas, uma pequena parte já vivenciou a dinâmica acompanhando de seus alunos.

Os professores foram questionados a respeito do conhecimento que tinham sobre outros dois projetos desenvolvidos pelo Arquivo, ÁfricaNoArquivo – Fontes de Pesquisa & Debates par a Igualdade Étnico-racial no Brasil e APERS? Presente, professor! – Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas. Sobre eles, a maioria respondeu que não conhecia as iniciativas. Sobre o Projeto APERS? Presente, professor!, um participante declarou guardar o material que recebe por e-mail para confeccioná-lo durante as férias. Também não foram tantos os professores que conheciam o Blog Temático Resistência em Arquivo e as publicações temáticas Arquivo & Diversidade Étnica e Lei 10.639 publicadas periodicamente no Blog do APERS.

Por fim, a grande maioria das pessoas declaram que tomam conhecimento das atividades e eventos promovidos pelo Arquivo a partir dos posts da Página do APERS no Facebook e das notícias encaminhadas pelo e-mail. Especificamente sobre o Curso de Formação de Professores, um participante foi informado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, parceira na construção do Programa de Educação Patrimonial. Outra consideração sobre o curso, foi o desejo manifestado de que ocorresse com mais frequência.

Agradecemos a participação dos professores nessa pesquisa, que foi uma primeira tentativa de nos aproximarmos da repercussão do trabalho realizado em Ações Educativas de forma mais sistematizada.

Para acessar o relatório completo da pesquisa, clique aqui.

Curso de Formação para Professores – Edição 2014: Lista Final de Inscritos

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Lista Final de Inscritos

Na próxima segunda-feira, dia 06 de outubro, iniciará a edição 2014 do Curso de Formação de Professores promovido pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS & APERS. No dia de ontem, divulgamos a Lista final de Inscritos que foram selecionados para participarem do Curso no site do Arquivo Público do RS. Hoje, divulgamos também por aqui a lista com o nome dos professores e educadores sociais que participarão do Curso de Formação – Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos.

Acesse aqui a Lista Final de Inscritos.

Enquanto aguardamos o início do Curso, solicitamos que os professores que acompanham o blog participem da pesquisa elaborada pelo APERS sobre o desenvolvimento de Ações Educativas. Em alguns poucos minutos você pode ajudar o Arquivo e o Programa de Educação Patrimonial na qualificação de suas atividades.

Clique aqui para acessar a pesquisa.

Curso de Formação para Professores – Edição 2014: Programação Completa

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Hoje estamos disponibilizando o Programa Completo do Cursos de Formação para Professores. Conforme divulgado algumas semanas atrás, nesse ano, o Programa de Educação Patrimonial, uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Arquivo Público do RS (APERS), realizará a quarta edição do Curso de Formação para Professores.

Lembramos que o curso é gratuito e que possui carga horária e certificação de 45 horas. Os encontros acontecerão nos dias 6, 13, 20 e 27 de outubro (segundas-feiras, das 18h30 as 22h) e nos dias 1, 8, 22 e 29 de novembro (sábados, das 09h as 13h) no Arquivo Público do RS. O curso é destinado aos professores da rede pública de ensino com efetivo exercício em sala de aula, prioritariamente, aos educadores sociais com atuação em espaços não formais de educação e aos estudantes de cursos de licenciatura a partir do 5° semestre.

Os interessados devem entrar em contato, para mais informações e para proceder com a inscrição (vagas limitadas), pelo telefone (51) 3288-9117 ou pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.

Clique aqui para ver o Programa Completo do Curso.

Clique na imagem para melhor visualização da programação.

Clique na imagem para melhor visualização da programação.

Convênio entre Arquivo Público e Secretaria da Educação do Estado do RS em pauta

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Logo PrEduPatrimonial

Para aqueles que acompanham de perto as ações e projetos desenvolvidos pelo Arquivo Público do RS não é novidade alguma o empenho que a instituição dispende em realizar atividades educativas de qualidade destinadas tanto ao público de alunos da Educação Básica quanto para os professores das redes de ensino, sobretudo as públicas. Dessa forma, o APERS consolidou seu Programa de Educação Patrimonial, construído em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que hoje oferece, como ações permanentes, três oficinas de educação patrimonial, curso de capacitação de oficineiros e curso de formação para professores.

Arte AfricaNoArquivo Além do Programa de Educação Patrimonial, a Instituição, nos últimos anos, tem construído uma série de outros projetos voltados para diálogo entre o Arquivo e as escolas. Para ficarmos apenas no ano de 2014, podemos citar duas iniciativas importantes: o Projeto ÁfricaNoArquivo-Fontes de pesquisa & debates para igualdade étnico-racial no Brasil e o Projeto APERS? Presente, professor! – Propostas Pedagógicas a partir de fontes arquivísticas. O primeiro deles consiste na elaboração e distribuição para as escolas de caixas pedagógicas com materiais que abordam a história e a cultura afro-brasileira. Em fase de conclusão, muitas escolas da grande Porto Alegre receberão as caixas custeadas com recursos oriundos do IBRAM (Ministério da Cultura) e do PROEXT/UFRGS (Ministério da Cultura). O segundo, tem por objetivo disponibilizar, por meio virtual, propostas pedagógicas em arquivos PDF, nas quais temáticas como a escravidão, a ditadura civil-militar e temas transversais possam ser trabalhadas em sala de aula a partir de fontes arquivísticas custodiadas pelo APERS. Tais propostas são disponibilizadas no Blog do Arquivo.

Logo Apers-Presente professorEsses são dois exemplos de duas ações planejadas para atender o público escolar. No entanto, ainda contamos com a elaboração de instrumentos de pesquisas, que ao mesmo tempo que auxiliam os pesquisadores em seus trabalhos, também podem somar significados ao processo de ensino-aprendizagem na escola. Esse é o caso do Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura Militar no Rio Grande do Sul que vem sendo construído desde o ano de 2012 e que em breve será publicado e distribuído também a algumas centenas de escolas que poderão, a partir dele, entrar em contato com narrativas acerca do período da ditadura civil-militar.

Por conta de trabalhos como esses, o Arquivo Público do RS percebeu a necessidade de uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC/RS), tanto para compartilhar quanto para otimizar o alcance das ações que pelo APERS, e parcerias, estão sendo desenvolvidas na área da educação. Nesse caminho, a Diretora do Arquivo, Isabel de Almeida, a Arquivista Chefe da Divisão de Pesquisas e Projetos, Maria Cristina Fernandes e a Historiadora, Nôva Brando, se reuniram com a Equipe Pedagógica da SEDUC/RS nessa sexta-feira, dia 12 de setembro, para apresentar os projetos do APERS e para propor formas de viabilização de uma parceria entre as instituições.

Convênio-cooperação

Além de solicitações pontuais, como o auxílio da Secretaria para o trabalho logístico de entrega das Caixas Pedagógicas do Projeto AfricaNoArquivo e dos Catálogos Resistência em Arquivo às escolas, o Arquivo propôs à Secretaria um convênio no qual fosse formalizada a cooperação entre a SEDUC/RS e o APERS, via Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH). Desde então, o Arquivo está trabalhando na construção da minuta do convênio, na expectativa de que formalizado, possamos contar com o apoio da SEDUC/RS para divulgação e ampliação do alcance das atividades por aqui já desenvolvida e, quem sabe, na formulação de futuros projetos e propostas de trabalho em conjunto.

Curso de Formação para Professores – Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos

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Cartaz Curso Profs 2014

Nesse segundo semestre de 2014, o Programa de Educação Patrimonial, uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Arquivo Público do RS (APERS) realizará sua quarta edição do Curso de Formação para Professores. Com recursos do Edital Proext/MEC 2014, o Programa organizou um curso que contará com palestras, conferências, leituras, debates, vivência de Oficinas de Educação Patrimonial, relatos de experiências de professores e profissionais de instituições de memória, além de atividades que apontem metodologias no trabalho com documentos de arquivo em sala de aula.

O curso é gratuito e contará com uma carga horária, e certificação, de 45 horas. Os encontros acontecerão nos dias 6, 13, 20 e 27 de outubro (segundas-feiras, das 18h30 as 22h) e nos dias 1, 8, 22 e 29 de novembro (sábados, das 09h as 13h) no Arquivo Público do RS. O público-alvo do curso são: 1º) professores da rede pública de ensino com efetivo exercício em sala de aula; 2º) educadores sociais com atuação em espaços não formais de educação; e 3º) estudantes de cursos de licenciatura a partir do 5° semestre.

Os interessados podem entrar em contato, para mais informações e para proceder com a inscrição (vagas limitadas), pelo telefone (51) 3288-9117 ou pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.

Clique aqui para ver o Programa Resumido do Curso.

Continuem acompanhando as notícias, pois nas próximas semanas, divulgaremos a programação com o nome dos convidados que comporão as mesas e as demais dinâmicas.

Oficina Resistência em Arquivo na Jornada de Ensino na FURG

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2014.08.27 XX Jornada Ensino de HistóriaEntre os dias 3 e 6 de novembro, acontecerá na Universidade Federal de Rio Grande (FURG) a XX Jornada de Ensino de História e Educação. No evento serão abordados temas como a formação e funcionamentos de espaços, laboratórios e núcleos, nos quais sejam discutidos permanentemente questões relativas ao ensino de história. Trabalhos sobre formação continuada, estágios e aplicação das Leis 10.639 e 11.645 terão debate garantido. Além disso, ocorrerão diversas oficinas de diferentes temáticas como, por exemplo, ditadura e direitos humanos, ensino de história e cinema, ensino de história e povos indígenas, cultura afro-brasileira e práticas pedagógicas.

Para essa edição, o Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS) foi convidado a apresentar a Oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, que é oferecida para o público escolar do Ensino Médio nas dependências do Arquivo. Estarão envolvidas com essa tarefa as servidoras Clarissa Sommer, Nôva Brando e Vanessa Menezes que fazem parte da equipe do Programa de Educação Patrimonial, uma parceria entre APERS e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Confira aqui a programação completa do Evento.

Capacitação de Oficineiros – Segundo Semestre/2014

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Nos dias 15, 18, 20 e 22 desse mês o Programa de Educação Patrimonial ofereceu a segunda edição do Curso de Capacitação de Oficineiro nesse ano de 2014. Dezesseis alunos de graduação, dos cursos de História, Pedagogia e Museologia, iniciaram em um total de 12 encontros. No primeiro dia, ocorreu a apresentação do Programa do Curso e uma Visita Guiada à Instituição. No segundo e no terceiro dia, vivenciaram as oficinas Tesouros da Família Arquivo e Resistência em Arquivo. No quarto dia, a partir de uma bibliografia pré-selecionada pela equipe do Programa, discutiram questões relativas à Educação Patrimonial.

Do quinto encontro em diante, a partir do agendamento de oficinas com as escolas e das disponibilidades de horários de cada cursista, ainda ocorrerão duas observações e seis práticas juntos as turmas que vivenciarão no Arquivo uma das duas oficinas mencionadas acima. Junto delas, os oficineiros poderão trabalhar com conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, tomando como ponto de partida, documentos custodiados pelo Arquivo.

Com a edição de mais um Curso de Capacitação, esperamos que o Programa tenha contribuído para a apropriação, por parte dos graduandos, dos debates acerca dos usos dos bens culturais nos processos educativos.

APERS participa do XII Encontro Estadual de História ANPUH/RS

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     Na última semana, entre os dias 11 e 14 de agosto, aconteceu o XII Encontro Estadual de História ANPUH/RS: História, Verdade e Ética; onde foram exibidos pôsteres referentes às oficinas do Programa de Educação Patrimonial do Arquivo Público do RS (APERS) em parceria com a Universidade Federal do RS (UFRGS).

     A participação do APERS ocorreu no dia 12, na sessão de “Extensão”, onde os estagiários Gabriel Chaves Amorim e Guilherme Tortelli apresentaram o trabalho intitulado História, memória e verdade: reflexão sobre desafios éticos a partir da aplicação da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”; já o bolsista Gustavo Mor Malossi e o estagiário Eduardo Hass da Silva expuseram o trabalho denominado Patrimônio, Escravidão e Ensino: abordagens e desafios éticos no ensino sobre escravidão no Rio Grande do Sul a partir da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”. Ambos trabalhos tiveram a orientação da servidora Clarissa Sommer Alves.

     Participar do evento permitiu a troca de experiências com pesquisadores de diferentes partes do Estado, dando subsídios teóricos e metodológicos para continuar desenvolvendo e aprimorando as atividades desenvolvidas no Programa de Educação Patrimonial, bem como possibilitou a divulgação das atividades, criando novas possibilidades de pesquisa e problematização.

Participe de nossa capacitação de oficineiros em Educação Patrimonial!

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A partir de hoje está aberto o período de inscrições para a segunda edição de 2014 da Capacitação de oficineiros, promovido pelo APERS em parceria com a UFRGS. O público-alvo são estudantes de graduação em História e demais áreas ligadas ao Patrimônio Cultural que estejam cursando a partir do 3º semestre, e o principal objetivo do curso de capacitação é oportunizar contato teórico e prático com a metodologia da Educação Patrimonial. Serão inscritos estudantes da disciplina de Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS (que realizarão as atividades para cumprir seu estágio obrigatório), e demais interessados que pretendam receber certificado de 40h complementares.

O curso iniciará no dia 15 de agosto e está organizado em doze encontros. Os quatro primeiros são encontros teóricos, em que debateremos textos ligados à temática e conheceremos a metodologia das oficinas. Eles ocorrerão nos dias 15, 18, 20 e 22 de agosto, sempre às 14h, no auditório do APERS. O 5º e 6º encontro é reservado para a observação, em que os oficineiros devem acompanhar a realização de uma oficina pela equipe do Arquivo. A partir do 7º encontro ocorrerão as práticas, em que cada oficineiro acompanhará um pequeno grupo de alunos da Educação Básica ao longo de todo o turno da oficina, trabalhando com eles conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, a partir de um documento pertencente ao acervo do Arquivo.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br, informando nome completo, instituição, curso, semestre e telefone para contato. Para acessar o cronograma, clique aqui. Participe!

 2014.07.30 Capacitação Oficineiros 2014.02

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