Programação do APERS na 3ª Semana Nacional de Arquivos

Deixe um comentário

Cartaz ASCOM III SNA 3

Oficina: Genealogia e Cidadania Europeia

Deixe um comentário

Oficina AAAPQuando: sábado, 11 de junho de 2016.

Horário: 9h às 12h e 14h às 17h

Ministrantes: Daniel Meirelles-Leite, Adriana Weber e Viviane Velloso

Local: Auditório Marcos Justos Tramontini do APERS

Promoção: Associação dos Amigos do Arquivo Público do RS

Taxa de inscrição: R$ 10,00 sem almoço ou R$ 30,00 com almoço no local. Pagamento no local do evento.

Inscrições: pelo tel. (51) 8581-0420 ou (51) 9113-6803 ou pelo e-mail: aaaprs@gmail.com. Ao solicitar sua inscrição, informar nome completo, email, local de trabalho ou estudo, se a participação é com ou sem almoço no local.

Arquivos & Genealogia: Habilitações de Casamento

1 Comentário

Enquanto pensava em como iria apresentar as Habilitações de Casamento para vocês lembrei de uma sopa que comi num restaurante tailandês, as palavras que encontrei para descrever foram: – É uma explosão de sabores! Ao pesquisar um processo de Habilitação de Casamento é mais ou menos isto que pode acontecer: – Uma explosão de emoções!!

Comecemos então por uma definição do que é a Habilitação de Casamento. Gostei do que está na Wikipédia: “Habilitação de casamento, habilitação para o casamento ou processo de casamento é o conjunto de documentos apresentados pelos noivos ao cartório do Registro Civil para que possam contrair matrimônio. Os documentos necessários são dispostos pelo Código Civil vigente à data do pedido de habilitação.”(Clique aqui para acessar o link).

Em geral podemos encontrar num destes processos:

  • Certidão de batismo ou certidão de nascimento dos noivos;
  • Passaporte, se for estrangeiro;
  • Declaração de testemunhas quando não há documentação;
  • Autorização dos pais para o casamento;
  • Data do casamento;
  • Assinaturas.

Disponibilizamos alguns exemplos de habilitações de casamentos de um mesmo município, em condições e épocas diferentes. Vejam que interessante, em um deles há um documento militar (Processo 1), em que há uma descrição das características do noivo. Em outro há um passaporte da România (Processo 2), que necessitou de tradução oficial! Analisem as páginas dos processos e vejam o quão interessante pode ser pesquisar nestes documentos.

Duas vantagens em relação aos Processos de Habilitação de Documentos: você pode procurar pelo sobrenome do noivo no índice do site do APERS, e pode encontrar as imagens digitalizadas no site do FamilySearch! Muitos voluntários, genealogistas ou não, estão fazendo índices das imagens para facilitar as buscas! Junte-se a eles e doe algumas horas de seu tempo livre para confeccionar o índice do município de seu interesse.

Que sua busca seja um explosão de emoções!!!!

Processo 1

Processo 1

Processo 2

Processo 2

Processo 3

Processo 3

.

 

AAAP: Nossa oficina “Origens” foi um sucesso!

Deixe um comentário

Agradecemos aos palestrantes, painelistas e ouvintes que tornaram a oficina “Origens – Oficina de Genealogia”, realizada em parceira entre o Arquivo Público do RS e a Associação de Amigos do APERS, um sucesso!

Pela manhã, Adriana Weber e Daniel Teixeira Meilleres Leite compartilharam com os presentes dicas aos interessados em realizar uma pequisa genealógica para que saibam como e onde começar a pesquisa, os dados básicos que devem coletar, as possibilidades de informação de acordo com as tipologias pesquisadas, as fontes documentais disponíveis no APERS e no RS, entre outras.

Na parte da tarde participaram como painelistas: Vanessa Gomes de Campos, representando o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul – IHGRS, Nélio Jair Schmidt do grupo de pesquisadores “GenealogiaRS”, Viviane Velloso da empresa de assessoria em pesquisas “Oficina das Origens”, José Rommano Conzatti Giordani do Circolo Trentino Di Porto Alegre, Elimar de Castro Insaurriaga, representando o Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas – IHGPel, e Vera Lucia Maciel Barroso, representando a Casa dos Açores. Os painelistas expuseram aos participante informações sobre noções de pesquisas e instituições que tratam de acervos das principais etnias do nosso Estado.

Abaixo disponibilizamos alguns materiais apresentados durante a oficina!

Daniel Leite

Daniel Leite

Viviane Velloso - Oficina das Origens

Viviane Velloso – Oficina das Origens

Vera Barroso - Casa dos Açores

Vera Barroso – Casa dos Açores

Vanessa Campos - IHGRGS

Vanessa Campos – IHGRGS

Elimar Insaurriaga - IHGPel

Elimar Insaurriaga – IHGPel

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Alguns participantes questionaram sobre como se associar a AAAP – Associação de Amigos do Arquivo Público. Então, para se associar deve-se preencher a Ficha de cadastro de novos sócios (clique aqui para acessar). O valor da anuidade é R$50,00 e deve ser paga no Banrisul Ag. 0100 CC. nº 06.260.287.0-7. Após o pagamento, enviar email para aaaprs@gmail.com, com a Ficha devidamente preenchida, informando o nome do sócio e a data do pagamento.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Exposição: Emoções

Deixe um comentário

2014.07.16 Cartaz Exposição Emoções

AAAP convida: Origens – Oficina de Genealogia

2 Comentários

Com o intuito de instrumentalizar o público interessado em iniciar uma pesquisa genealógica e difundir as fontes documentais disponíveis do APERS e do RS a Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – AAAP, oferece a oficina Origens – Oficina de Genealogia, no próximo dia 19 de julho, sábado. Participe!

2014.07.02 Oficina Genealogia - Cartaz

 

Arquivos & Genealogia: Certidão de Óbito

3 Comentários

     Aqui estamos mais uma vez para aprender como usar os documentos do Arquivo Público do RS, digitalizados pelo FamilySearch e que se encontram disponíveis online. Lembremos que este é um processo em andamento que está em constante atualização, o documento que não encontramos hoje pode estar lá na semana que vem.

Exemplo certidão completa

Exemplo certidão completa

     Veremos hoje a Certidão de Óbito, terminando assim a trilogia do que chamamos os Registros Vitais de uma pessoa.

     As certidões de óbito disponíveis no APERS compreendem o período de 1929-1975, como os outros registros civis apresentados anteriormente, da maioria dos municípios gaúchos e seus distritos.

     Numa Certidão de Óbito vamos encontrar várias informações: o nome do falecido; a data, hora e local do óbito; a idade; o estado civil; a naturalidade; o nome dos pais, se já falecidos ou não; a naturalidade dos pais; a causa mortis, quem declarou; o dia, hora e local do sepultamento; a pessoa que declarou o óbito, o local e a data do registro.

     Algumas observações a respeito da certidão de óbito: a qualidade e fidelidade dos dados encontrados sobre o falecido nem sempre serão 100% acurados, tudo dependerá de alguns fatores, como por exemplo: quem declarou os dados, o escrivão ser meticuloso ou não.

Exemplo certidão incompleta

Exemplo certidão incompleta

     Muitas vezes o declarante do óbito não é o familiar mais chegado, pode ser um vizinho, um amigo, ou mesmo um estranho, portanto não será a pessoa que mais sabe sobre o falecido, e ao fornecer as informações ao escrivão podem acontecer coisas do tipo: pais desconhecidos ou ignorados. Isto não quer dizer exatamente que os pais do falecido eram desconhecidos ou ignorados, apenas pode ser que fossem desconhecidos ou ignorados pelo declarante.

     Já, se o declarante for um familiar ou alguém bem próximo e o escrivão for bem meticuloso, teremos a idade na data do óbito bem determinada, por exemplo: 63 anos, 2 meses e 4 dias. Também, com um pouco de sorte, podemos encontrar o nome do cônjuge, dos filhos, suas idades, se tinha bens a inventariar ou testamento.

     Espero que tenham bom proveito em suas pesquisas e na próxima oportunidade falaremos sobre as Habilitações de Casamento, um verdadeiro tesouro de informações para sua História da Família, ou genealogia, como queiram chamar!

Arquivos & Genealogia: Certidão de Casamento

3 Comentários

Exemplo certidão completa

Exemplo certidão completa

     Hoje vamos conhecer e analisar as Certidões de Casamento. Se você conseguiu as informações em casa mesmo, maravilha (!), é como fruta na estação colhida no pé! Mas, e se tiver que procurar, onde irá?

    Já sabemos que os Registros Civis começam oficialmente por volta de 1889, o ano da Proclamação da República, pois a partir daí se tornou lei! Somente em algumas cidades grandes podemos encontrar Registros Civis anteriores a esta data.

    Também sabemos que, aqui no APERS, podemos encontrar cópias dos Registros Civis do período de 1929 a 1975, pois este é o período determinado em lei, para que cópias dos registros fossem enviadas aos Arquivos Públicos.

   Você sabia que: O nosso APERS é referência nacional neste ponto? E que nem todos os Arquivos Públicos Estaduais no Brasil possuem ou disponibilizam a pesquisa destes registros?

Exemplo certidão incompleta

Exemplo certidão incompleta

     Bem, vamos ao que interessa então? No registro de uma Certidão de Casamento podemos encontrar: o nome dos noivos, data de nascimento ou idade, local de nascimento, estado civil e profissão; o nome dos pais, data de nascimento ou idade, local de nascimento. E por fim a data do casamento, o regime da união e o nome que a noiva usará depois de casada. Consta também o nome das testemunhas, que geralmente são parentes. Se o escrivão local era bem organizado e detalhista você terá todas estas informações!

    Mas e se o casamento que você procura se deu antes desta data? Ainda temos possibilidade de encontrá-lo no APERS! Sabe aquela papelada toda que os noivos têm que apresentar nos cartórios antes de se casarem? Isto forma um Processo Civil e chama-se Habilitação de Casamento!

    Será o assunto de nosso próximo encontro e você irá adorar, é como provar um bolo industrializado e depois provar um feito pela vovó!

    Parte do acervo de Registro Civil do APERS está disponível online no FamilySearch , como: Rio Grande do Sul – Registros Diversos (para acessar clique aqui), escolha o município, e Matrimônios. Não fique triste se não encontrar da primeira vez, os operadores de câmera do FamilySearch trabalham incansáveis adicionando diariamente mais de 1000 registros cada um, pode ser que o que você busca esteja lá na semana que vem!

 

Arquivos & Genealogia: dados de uma Certidão de Nascimento

Deixe um comentário

     Chegamos então na etapa de reconhecer os ingredientes de nossa receita e saber aproveitá-los da melhor maneira possível. Hoje vamos analisar quais dados uma Certidão de Nascimento pode fornecer para nossas pesquisas.

     Supondo que você já tenha pelo menos até o nome de seus avós ou mesmo bisavós, tios e primos, você colheu dados em casa, lembra? Se você tem informações orais e ainda não conseguiu os documentos poderá procurá-los no Arquivo Público do RS. Saiba o nome da cidade e/ou distrito e a época em que a pessoa que você quer pesquisar nasceu.

     Os Registros Civis iniciaram oficialmente no Brasil com a Proclamação da República em 1889, mas já vinham sendo mantidos em cartórios nos maiores centros desde aproximadamente 1870. Os principais, que são chamados Registros Vitais, são: Certidão de Nascimento, Casamento e Óbito. Os que estão arquivados no APERS cobrem o período de 1929 – 1975, e é o material que temos para nossa pesquisa.

     Considere que você pode fazer muita coisa, mesmo que este período seja restrito. Por exemplo: alguém que casou em 1929 pode ter nascido por volta de 1900, ou ainda alguém que morreu em 1929, pode ter nascido por volta de 1839. Você se surpreenderá com o que conseguirá fazer…

     Nem todos os municípios já tem os documentos digitalizados pelo FamilySearch, é um processo que está em andamento, e você pode acompanhar no próprio site quando são acrescentados novos lotes de imagens. Dois cameraman produzem cerca de 2000 imagens diariamente no APERS.

Certidao Nascimento Dietwald Weber     Portanto vamos analisar em primeiro lugar uma Certidão de Nascimento. Neste tipo de documento, normalmente encontramos o nome da criança, o local onde nasceu, a data, hora, o nome dos pais, e dos avó paternos e maternos. Veja o exemplo da certidão de nascimento do meu pai, Dietwald Weber (documento pesquisado no Acervo do APERS, ainda não disponível no FamilySearch).

     Advertência: Há um grande risco de você se apaixonar pela busca, se tornará um doce vício!!!!

     O próximo passo será encontrar a Certidão de Casamento dos pais dele.

     Para ler os artigos anteriores clique aqui.

Arquivos & Genealogia: organizando as informações

Deixe um comentário

     Agora que já temos os ingredientes e já definimos a receita, vamos começar a organizar os dados: sempre comece por você mesmo, aí então vá para seus pais, seus avós, bisavós, e assim por diante…

     Se você pretende levar sua pesquisa bem longe, talvez se tornar expert na “cozinha”, aconselho a escolher um programa para organizar os dados que for encontrando, este será o seu Livro de Receitas.

     Há vários programas disponíveis na internet, entre eles:

2014.03.19 Arquivos e Genealogia MH

My Heritage – página inicial

   Cada programa tem suas particularidades e talvez deva verificar vários antes de escolher aquele que melhor atende às suas expectativas. À medida que for registrando os dados nunca esqueça de citar a fonte, esta informação dará legitimidade à sua pesquisa e o ajudará a encontrar novamente a informação depois de algum tempo. Se você optar pelo uso da Árvore Familiar poderá baixar o link direto!

     A ordem sugerida de tipologias documentais para iniciar sua pesquisa é: Registros Civis, Habilitações para Casamento, Inventários e Testamentos e por fim, outros tipo de registros. Através da Consulta OnLine de Documentos, no site do APERS, é possível pesquisar por nomes, sobrenomes e datas, gerando um índice de documentos.

2014.03.19 Arquivos e Genealogia HC

Habilitação de Casamento

2014.03.19 Arquivos e Genealogia RC

Registro Civil

.

    No próximo mês vamos começar a analisar como tirar proveito de cada um destes documentos para sua pesquisa genealógica!

     Para ler os artigos anteriores clique aqui.

Arquivos & Genealogia: como pesquisar no site FamilySearch

3 Comentários

     Esta é nossa primeira receita para começar a pesquisa genealógica a partir de imagens do Arquivo Público do RS digitalizadas e disponibilizadas pelo FamilySearch.

    Uma vez reunidos os ingredientes, digo, documentos, que você tenha, será preciso determinar o que quer saber, portanto, você vai partir do que sabe para o que não sabe…

     O seu supermercado será o site do FamilySearch onde poderá encontrar muitas variedades de documentos que o ajudarão na formação de sua Árvore Familiar.

     Para visualizar os documentos digitalizados:

– Acesse a página www.familysearch.org.

– Clique em “Pesquisar” (Imagem 1), role a barra para baixo até encontrar o mapa mundi, então clique em “Caribe, América Central e do Sul” (Imagem 2).

– Escolha na lista da esquerda o país “Brasil” (Imagem 3) role a barra para baixo mais uma vez até encontrar “Brasil, Rio Grande do Sul, Registros Diversos,1748-1998” (Imagem 4).

– Clique em “Navegue por 2.357.910 imagens”, número variável devido ao acréscimo de novas imagens, este é um processo em andamento (Imagem 5).

 Você encontrará a lista de municípios (Imagem 6) que já tem documentação digitalizada. Escolha a cidade e poderá encontrar diversos tipos de documentos (Imagem 7), tais como: Certidões de Nascimento, Casamento e Óbitos, Habilitações de Casamento, Registros Diversos, Registros Ordinários, Transmissões de Notas (Imagem 8).

  Para verificar dicas, vá na página inicial do FamilySearch, no lado superior direito clique “Obter Ajuda” (Imagem 9), selecione e clique em Cursos em Vídeo do Centro de Aprendizagem, selecione o local Brazil e após localize e clique em Série Brasil Começando a Pesquisar Lição 1: Começando.

    Boa experiência!!

Veja as imagens de como pesquisar abaixo:

Notícia relacionada:

Arquivos & Genealogia: Receitas culinárias! 

 

Arquivos & Genealogia: Receitas culinárias!

Deixe um comentário

Neste ano nosso blog terá a colaboração da genealogista Adriana Weber, nossa pesquisadora desde 1997 e voluntária do Family Search. Esta proposta surgiu a partir do trabalho de Adriana enquanto consultora do Family Search, com o qual temos um convênio visando implementar o projeto de criação de arquivos eletrônicos de imagens digitais, denominado Digitalização de Imagens, de documentos custodiados pelo APERS, com o fornecimento de cópia destas imagens digitalizadas. Assim, Adriana será responsável pela nossa nova categoria “Arquivos & Genealogia”.

Confira o primeiro post:

2014.01.22 Arquivos e genealogia

Em minha família, como na maioria, cozinhar é quase uma tradição. A cada nova receita a descoberta e o desejo de compartilhar logo toma conta e já se começa a passar adiante. No meu caderno de receitas, que herdei de minha mãe, costumo colocar as novas receitas pelo nome de quem me passou, por exemplo: Bolo de laranja da Ivone, Nega Maluca da Cecília, Panetone da Marlene…

Bom, esta introdução toda é para dizer como vamos usar as informações do Arquivo que foram digitalizados pelo Family Search e disponibilizados no seu portal, www.familysearch.org, para construir nossa genealogia, ou melhor, dizendo, história familiar.

Em primeiro lugar, como numa receita, precisamos reunir os ingredientes. Veja tudo o que você tem, reúna documentos, informações orais e comece a organizar os dados. Você pode fazer isto criando uma conta no portal do Family Search e começando a preencher a sua Árvore Familiar.

Nos próximos meses buscaremos informações nos documentos do Arquivo Público do RS que estão disponíveis em imagens no site do Family Search. Aprenderemos a usar os diferentes tipos de documentos disponíveis para montar na Árvore Familiar. Até!

Seminário Genealogia: História e Identidade movimenta o APERS

1 Comentário

     No último sábado, dia 15/09, o Arquivo Público do RS foi movimentado pelo Seminário Genealogia: História e Identidade, realizado pela Associação dos Amigos do APERS. O evento contou com ampla adesão de pesquisadores da área da história, genealogistas profissionais e cidadãos que buscam recompor a história de suas famílias. Todas as 80 vagas disponibilizadas foram preenchidas, tornando o Auditório Marcos Justo Tramontini pequeno diante de tanto interesse pela temática.

     A mesa do turno da manhã contou com a participação dos pesquisadores Daniel Leite e Adriana Weber, e do professor Fábio Kuhn, debatendo as fontes, ferramentas e tecnologias para a pesquisa genealógica e sua interface com a História. Já a mesa da tarde foi composta por Liriana Stefanello, Anita Brumer e Estácio Nievinski, que levantaram inúmeras questões a respeito da genealogia de famílias em diferentes etnias que contribuíram para a construção do Estado do RS.

     O sucesso deste evento demonstrou o quão amplo é o espaço que tem a Genealogia entre os usuários de arquivos, instigando o APERS e sua Associação dos Amigos a organizar novas atividades nesta área. Fique atento! Em 2013 teremos novidades! Confira abaixo fotos das atividades:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Seminário Genealogia: História e Identidade

3 Comentários

APERS Entrevista: Adriana Weber

2 Comentários

Adriana Weber, 53 anos, é consultora de pesquisas genealógicas para o Family Search e pesquisa no APERS desde 1997. Confira nossa entrevista com Adriana e conheça um pouco mais sobre pesquisas em fontes primárias:

Blog do APERS: Adriana, como você começou a realizar pesquisas genealógicas?

Adriana: Comecei a pesquisar em 1997, para saber a genealogia de minha família. Primeiro pesquisei nos microfilmes disponibilizados pelos Centros de História da Família da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e depois vim ao APERS. A pesquisa estava tendo êxito, então uma amiga que tinha interesses em saber a ascendência de sua família perguntou se eu faria a pesquisa, pois ela tinha pouco tempo. Então, tornei-me pesquisadora pelo “marketing boca a boca” e já tive mais de trinta clientes! As pesquisas podem ser usadas para processos de habilitação para cidadania estrangeira ou para montar árvores genealógicas, histórias de famílias, ou, ainda, de terras.

Blog do APERS: Você poderia comentar um pouco sobre o trabalho que vens desenvolvendo?

Adriana: Uma pesquisa completa até os ascendentes que chegaram ao Brasil leva, em média, dois anos, assim estou sempre desenvolvendo várias pesquisas. Se quiser buscar os descendentes de uma família, provavelmente não terminará nunca… Atualmente me concentro mais em pesquisas a partir de solicitações para projetos do Family Search. Estamos com vários projetos para disponibilizar no sítio alguns estudos em vídeo. Nesses vídeos será mostrada a linha do tempo de uma pessoa, desde o seu nascimento até o óbito, com fotos e documentos digitalizados, quando possível.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para sua atuação enquanto pesquisadora?

Adriana: O acervo do APERS é fundamental. Em uma pesquisa começamos pelas informações básicas, oriundas dos registros vitais, como chamamos o registro civil, composto por certidão de nascimento, casamento e óbito. Quando precisamos de mais informações passamos a pesquisar em habilitações para casamento, testamentos, inventários e livros de notas. Mas claro, às vezes há exceções e utilizamos fontes indiretas, como uma vez que encontrei o nome de um integrante de uma família relacionado em um processo de pensão alimentícia. Em outra pesquisa, que teve uma equipe de quinze pessoas e levou mais de dois anos, sobre a genealogia de umas terras compradas por uma empresa estrangeira, utilizei os livros de notas e os contratos de compra e venda. Sobre genealogia de terras há casos bem interessantes, como o de uma fazenda que permaneceu na mesma família desde a doação das sesmarias e tudo estava documentado nos inventários e nas cartas de sesmarias. Todos os documentos aqui do acervo são importantes e podem ser usados para pesquisas genealógicas. Ainda relacionado ao APERS, falando da sala de pesquisa, o relacionamento com outros pesquisadores é bastante amistoso, pois vários são pesquisadores frequentes. Então, acabamos compartilhando experiências, dados sobre as pesquisas e desenvolvendo grandes amizades.

Blog do APERS: Qual a sua dica para os pesquisadores que estão começando a realizar pesquisas genealógicas e a trabalhar com fontes primárias?

Adriana: Para os pesquisadores que estão começando, o ideal é partir dos dados que se tem em casa, dos documentos dos familiares e da história oral. Montar a árvore genealógica com estes dados primeiro e depois começar a pesquisar. É uma pesquisa de “formiguinha”, saber quantos irmãos tem, quem eram os mais velhos, os mais novos… Um ponto positivo é que no Brasil, nas certidões de nascimento constam os nomes dos pais e dos avós, pois em muitos países latinos constam somente os nomes dos pais. A pesquisa pode ser complementada nos arquivos da Igreja Católica ou Luterana. Além disso, tem o Family Search, ligado a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que digitaliza alguns registros e disponibiliza no sítio www.familysearch.org, gratuitamente. Sobre esta ação, tem um projeto interessante no qual a comunidade pode participar! Consiste em indexar alguns registros, para isto basta se inscrever e após receber o seu lote de documentos (em média de três a cinco registros) ler na imagem os dados e cadastrá-los, em média o tempo para cadastrar um lote é de 20 minutos. Entre os documentos a serem indexados há parte do registro civil de Porto Alegre anterior a 1929.

Blog do APERS: Nas suas horas vagas, quando não está pesquisando, quais são os seus hobbies ou suas atividades preferidas de lazer?

Adriana: Gosto de cozinhar receitas de família e experimentar novas receitas, fazer tricô e crochê. As atividades físicas não passam das mãos e dos olhos!!! Talvez seja por isso que quando comecei a pesquisar me apaixonei! Comecei vindo uma vez por semana, como hobbie, tirava um dia para descansar, então vinha ao APERS pesquisar sobre minha família. Teve uma época que cheguei a vir de segunda a sexta-feira, quando estava fazendo o Projeto das Terras, é fácil se apaixonar, se tornar “viciadinho em pesquisa”. Às vezes o silêncio da sala de pesquisa é quebrado por um “achei” e todos vêm compartilhar da alegria! Os nomes que pesquisamos viram histórias, é possível descobrir a personalidade de alguém através de um documento, criar vínculos afetivos com alguém que viveu em outro tempo, passam a nos emocionar e contamos suas histórias como se os conhecêssemos. Teve uma vez que descobri que um antepassado meu e o antepassado de um amigo meu foram amigos, foi muito emocionante!

%d blogueiros gostam disto: