APERS e UFRGS realizarão a III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos

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2015.05.06 III Jornada2015 é ano de Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos no APERS! O evento bianual é promovido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul através do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História, e com a Associação dos Amigos do APERS. Tem como principais objetivos oportunizar espaço para a difusão da produção intelectual sobre Ditaduras de Segurança Nacional na América Latina e Direitos Humanos, e sobre ações no campo da gestão documental de acervos relacionados ao tema, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e desta com a sociedade, divulgando locais de pesquisas e seus respectivos acervos, e estimulando a produção e compartilhamento de conhecimento.

Nessa edição as atividades da Jornada ocorrerão nos dias 29 e 30 de setembro, 01 e 02 de outubro de 2015, e incluirão palestras, debates, comunicações e atividades culturais, conforme programação a ser divulgada em agosto. Entretanto, é com satisfação que hoje lançamos o regulamento para participação no evento, que apresenta normas e prazos. Serão aceitas inscrições de comunicadores e de ouvintes, de acordo com o seguinte calendário geral:

  • 06 de maio de 2015: lançamento do regulamento;
  • 13 de julho de 2015: data limite para envio de trabalhos / inscrições como comunicador;
  • 19 de agosto de 2015: divulgação dos trabalhos aceitos e cronograma de apresentações;
  • 14 de setembro de 2015: data limite para inscrições como ouvinte;
  • 29 e 30 de setembro de 2015: dias de realização da III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos.

Baixe o regulamento completo aqui. Anota na agenda, divulga e participa. Faça parte dessa Jornada conosco!

Blog Resistência em Arquivo – Venha ser autor junto com o APERS!

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   Desde o mês de novembro do ano passado, o Arquivo Público construiu um blog temático chamado Resistência em Arquivo – Memória e História da Ditadura (acesse aqui), no qual o APERS pudesse trocar conteúdos e informações com a comunidade envolvida em torno das temáticas da Ditadura Militar e dos Direitos Humanos.

  Agora queremos convidar vocês, alunos e professores que participam da Oficina de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo, professores, alunos, pesquisadores, ativistas e militantes que se interessam pelo tema, que participam dos diversos eventos promovidos pelo Arquivo em suas múltiplas parcerias, para conhecerem o Blog e para participarem da elaboração de seus conteúdos.

2014.03.19 Blog Resistência em Arquivo

Blog temático Resistência em Arquivo: acompanhe nossas postagens no ano de 2014

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2014.01.15 Blog Resistência em Arquivo      Neste ano de 2014, chegamos aos 50 anos do início da Ditadura Civil-militar no Brasil. Muitas serão as iniciativas em torno do tema, muitas serão as disputas em torno dessa história, muitas serão as histórias contadas sobre a ditadura. Por aqui, no Arquivo Público, também queremos contá-la, “para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”!

     Além de futuras ações que o APERS desenvolverá nesse ano, ainda em 2013 construímos um Blog Temático, para compartilharmos com vocês postagens específicas sobre o tema Ditadura Militar e Direitos Humanos. Para esse ano, fizemos um planejamento com o propósito de passar por temáticas e por acontecimentos significativos desses longos 21 anos de ditadura.

    Começamos, na semana passada, com um debate inicial necessário sobre Capitalismo e Direitos Humanos e sobre Democracia, Ditadura e Direitos Humanos – além de postagens Relato de Oficineiro, Publicação de Artigos e Texto do Eduardo Galeano. Depois desse primeiro momento, pretendemos viajar em uma linha do tempo para compor nossas postagens semanais.

    Confira lá nosso trabalho e participe encaminhando sugestões para o e-mail resistenciaemarquivo@sarh.rs.gov.br!!!

         Para acessar o blog: http://resistenciaemarquivo.wordpress.com/

Anais da II Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos

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2013.12.24 Anais Jornada

  Na última sexta-feira, dia 20, publicamos em nosso site institucional os anais da II Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos. O evento foi realizado em abril de 2013 pelo Arquivo Público, o Departamento e o PPG em História da UFRGS, e a Associação dos Amigos do APERS, contando com cerca de 50 comunicações, mesas de debate e atividade musical.

  Em um ano que marcou as quatro décadas dos golpes militares no Chile e no Uruguai, em um contexto de Ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul, os anais são lançados com o subtítulo “Há 40 anos dos golpes no Chile e no Uruguai” como uma forma de marcar esse momento e registrar as reflexões realizadas ao longo do evento. Percebemos essa publicação como mais uma importante contribuição ao debate e ao conhecimento de nossa história ditatorial recente, para que não se esqueça e nunca mais aconteça!

  Para acessar em formato .pdf clique aqui e para visualizar através da plataforma Issuu clique aqui.  Boa leitura a todos!

Conheça o blog Resistência em Arquivo!

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2013.11.27 Blog Resistência

  Dia 05 de novembro foi lançado o blog do Projeto Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil, clique aqui para acessá-lo.

   Esse Projeto é desenvolvido pelo APERS no intuito de debater a importância dos documentos relativos à ditadura em nossa sociedade, de difundir os acervos da instituição, de refletir e resgatar histórias e memórias tão recentes do nosso país. Além da criação e manutenção do blog temático, as principais ações do Projeto são a criação de um catálogo de descrição do acervo da Comissão Especial de Indenização a ex-presos políticos, que será lançado em 2014, a criação de uma oficina de Educação Patrimonial a partir desse acervo, que tem como público-alvo estudantes do Ensino Médio e que vem sendo realizada desde setembro desse ano.

   O blog, que teve seu editorial publicado como primeira postagem no dia 22/11, tem a intenção, não só de difundir as ações do Projeto, mas também de compartilhar notícias, músicas, filmes, textos, imagens relacionados à temática. Neste sentido, sua contribuição e sugestões serão fundamentais. Se tiveres algum conteúdo relacionado ao tema das ditaduras no Brasil e na América Latina, envie para nós através do e-mail resistenciaemarquivo@sarh.rs.gov.br!

 Participe, produza conteúdos, compartilhe, comente. Nossas postagens serão semanais, todas as sextas-ferias, e gostaríamos muito de poder contar com a contribuição de nossos leitores. Construiremos junt@s esse instrumento de troca de informações e conhecimentos!

Aconteceu no APERS: II Jornada – 2º Dia de evento!

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     Continuando nossas postagens sobre a II Jornada de Estudos sobre Ditadura e Direitos Humanos, hoje falaremos sobre o segundo dia de evento (25/04, quinta-feira), além de trazer o depoimento da participante Cláudia Maia, acadêmica do curso de história da Faculdade Porto-alegrense (FAPA).

    Na quinta iniciamos às comunicações, espaço de apresentação de trabalhos acadêmicos dos variados níveis de graduação oriundos de diversas cidades e estados. Elas aconteceram em dois locais dentro do APERS, como alternativa para viabilizar um número maior de trabalhos apresentados. Assim, além do Auditório, já utilizado normalmente para atividades como essa, adaptou-se o espaço da Sala de Pesquisas, que ficou fechada excepcionalmente para manuseio dos acervos, de maneira a receber sessões de comunicações e debate. Essa atividade começou às 09h da manhã, com intervalo para o almoço e retomada às 13:30h, e estendeu-se até as 15:30h.

     Às 16h teve inicio a mesa redonda A imprensa como trincheira: denúncia e resistência, que contou a participação do jornalista Elmar Bones (CooJornal e Jornal Já) e do cartunista Santiago, com coordenação do Prof. Gerson Fraga, da UFFS. Os palestrantes abordaram o papel da imprensa e a atuação dos profissionais da área durante a ditadura civil militar a partir de suas experiências, comentando também a importância da democratização do acesso à informação e ampliação dos incentivos para mídias alternativas hoje, quebrando monopólios de grandes mídias e buscando garantir espaço para múltiplas posições e opiniões nos meios de comunicação.

     O turno da noite começou com uma surpresa especial: contamos com a saudação especial de Adelaide de Alayde, integrante do movimento argentino Madres de Plaza de Mayo, que viera a Porto Alegre para outro evento da área e brindou-nos com sua presença, trazendo um pouco da experiência e persistência das mães do país vizinho, que seguem insistentemente procurando por seus filhos desaparecidos pela Ditadura. Em seguida teve início a segunda mesa redonda do dia, Brasil: mídias e ditadura, com Carla Luciana da Silva, Prof.ª de História da UNIOESTE, e Nilo Piana de Castro, Prof. do Colégio de Aplicação da UFRGS, sob coordenação da Prof.ª Alessandra Gasparotto, da UFPel. Luciana abordou a relação da Revista Veja com a Ditadura e seus posicionamentos político-ideológicos, explicitando o espaço dado pelo periódico aos militares e suas versões da história em relação aquele período mesmo após a abertura política e redemocratização, mostrando o quanto estavam comprometidos com a defesa desta posição e de um ideal neoliberal e reacionário. Já Nilo falou a respeito da Rede Globo, narrando a história da emissora e apresentando diversas evidências que a ligam ao regime militar, demonstrando o quanto cresceram e se beneficiaram neste período, defendendo. Foi uma mesa riquíssima, densa de informação e com amplo debate!

     Agora apresentamos parte da conversa que tivemos com a participante Cláudia Maia:

APERS: Como tu ficaste sabendo do evento? O que mais te chamou a atenção até agora?

Cláudia: Fiquei sabendo da atividade pelo site do APERS. O assunto é por si só interessante e indiferentemente de ser ou não estudante de história, o tema nos desperta curiosidade. As apresentações chamam muito atenção por sua diversidade temática, além disso temos a oportunidade de escolher entre diferentes apresentações que ocorrem paralelamente. Até o momento o que mais chamou minha atenção foram as apresentações relacionadas à memória local, que auxiliam a compreender o que estava ocorrendo no período da ditadura militar. Destaco a importância do depoimento da madre da Praça de Maio, cujo relato permitiu uma melhor compreensão dos fatos na Argentina.

APERS: De que modo os conhecimentos adquiridos na II Jornada serão uteis na tua vida acadêmica?

Cláudia: Desde o inicio da Jornada observei diferentes casos e relatos que tenham grande importância para meu desenvolvimento acadêmico. Sendo o assunto atual os exemplos são importantes para uma melhor compreensão do período e para a desconstrução das abordagens feitas pela mídia. A mídia assim como influencia hoje, influenciou muito no período ditatorial, o que nos permite traçar um paralelo entre o passado e o presente, observando mutações e permanências.

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  Dando continuidade às notícias relativas a II Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, falaremos hoje sobre as atividades realizadas no primeiro dia do evento (24/04, quarta- feira), e apresentaremos a entrevista realizada com a participante Nôva Brando.

  A partir das 13:30h demos inicio ao credenciamento, onde tivemos a oportunidade de ter o primeiro contato com os participantes, vindos de diferentes cidades, estados e universidades. Após o credenciamento, os presentes tiveram a oportunidade conhecer as dependências e espaços de guarda do acervo do Arquivo Público através de uma visita guiada realizada pela servidora Maria Lúcia. As 16h foi exibido o documentário O dia que durou 21 anos, que retrata as relações entre Brasil e Estados Unidos no contexto do golpe civil militar de 1964, explicitando as conexões entre presidentes, embaixadores, agentes da CIA e do Exército, e abordando a chamada Operação Brother Sam, através da qual os EUA apoiariam belicamente o golpe no Brasil caso houvesse resistência. A exibição do documentário e posterior debate, conduzido pela historiadora do APERS Clarissa Sommer, contou com a participação de muitos inscritos e já demonstrou o quanto seriam frutíferas as reflexões ao longo do evento.

  As 19h teve início a solenidade de abertura da II Jornada, que contou com as presenças de Valter Amaral, Chefe de Gabinete da SARH, representando o Secretário Alessandro Barcellos; do Profº Dr. Luiz Alberto Grijó, representando o IFCH e o PPG em História da UFRGS; da Diretora do APERS, Isabel Oliveira Perna Almeida; do Profº Enrique Serra Padrós representando a coordenação do evento, e de Lilian Celiberti, ex-militante uruguaia do Partido da Vitória do Povo (PVP) sequestrada pela Operação Condor em Porto Alegre em 1978, que estando em Porto Alegre para outra atividade brindou aos presentes com sua saudação e apoio ao evento.

  Na sequencia ocorreu a conferência Regime Pinochet (1973-1990): ditadura e terrorismo de estado no Chile, com a professora Dra. Verónica Valdívia Ortiz de Zarate, da Universidad Diego Portalles, em Santiago/Chile, e comentários do Profº Dr. Cesar Augusto Barcellos Guazzelli, da UFRGS. Verónica traçou um panorama muito rico a respeito do período Pinochet no Chile, abordando o projeto político, econômico e social da ditadura chilena para enquadrar, aterrorizar e amortecer a sociedade daquele país, que vinha caminhando a passos largos para o aprofundamento da democracia com participação popular durante o governo do então presidente Salvador Allende, que sofreu um golpe de Estado que ficou marcado na memória latino-americana. Já Guazzelli explicitou as intensas relações entre Brasil e Chile naquele contexto de golpes e Ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul, especialmente em relação às redes de solidariedade entre cidadãos destes países. Com certeza foi uma noite de muita informação, memória e história, que deverá abrir espaços para novas pesquisas na área!

  E na busca por estreitar os laços com usuários do APERS e participantes da Jornada, apresentamos parte da entrevista com Nôva, graduada em História pela UFRGS, estudante de pedagogia na mesma universidade e recentemente também historiadora do APERS. Nôva apresentou o trabalho Memórias da ditadura militar — Índio Vargas e Jorge Fisher Nunes: os referenciais da resistência armada, durante o período da Ditadura Militar, vistas a partir das memórias de dois militantes de esquerda que atuaram no Rio Grande do Sul, e conversou conosco a respeito da experiência:

APERS: O que tu apresentaste na II Jornada de Ditaduras e Direitos Humanos?

Nôva: Meu trabalho refere-se à memória de dois militantes que atuaram no Rio Grande do Sul, na luta armada, ou melhor, aquilo a que chamamos luta armada, ações de expropriações bancarias e tentativas de sequestro. Os dois autores são Indio Vargas e Jorge Fisher Nunes. Através da memória deste dois militantes, procuro fazer referencia à esquerda armada e suas reivindicações para pegar em armas. Além disso a ideia de trabalhar com estes dois autores visa também dar voz às minorias não lembradas da ditadura militar. Esta apresentação resulta de um recorte do meu trabalho de conclusão de curso que fora realizado em 2007 e adaptado para a Jornada.

APERS: De que forma a participação no evento contribuiu para sua trajetória como pesquisadora?

Nôva: Estar no evento permitiu o dialogo com outros participantes, onde destaco a troca de informações com o “pessoal” do Paraná, que está pesquisando ditadura no interior do seu estado, procurando também dar voz às pessoas da vida cotidiana, para que estas possam falar de suas memórias a cerca do período ditatorial. Assim como os paranaenses, exite também no interior do Rio Grande do Sul pesquisadores que trabalham com a oralidade e memória, articulando-as com outros documentos, dando voz a resistência.

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