Aplicando a Lei 10.639: história afro em Quadrinhos

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2013.08.14 Heró Brasileiro

Da Turma da Mônica à Mafalda. Dos super-heróis aos personagens realistas. Dos clássicos das HQs à moderníssimas histórias de ação e Mangás. Quem de nós nunca leu? Com certeza as Histórias em Quadrinhos têm um brilho especial e ultrapassam gerações, e certamente o fascínio que elas exercem pode ser utilizado a favor dos que buscam adquirir ou transmitir conhecimentos.

Nesta perspectiva, acreditamos que as HQs podem ser instrumentos potenciais para o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas e outros espaços de educação, além, é claro, de serem dinâmicas fontes de informação para todos nós. Em uma breve pesquisa na internet pudemos perceber que há muitos profissionais, como educadores, pesquisadores das Ciências Humanas e artistas plásticos, que se dedicam a este tema e vêm tanto produzindo Quadrinhos com a temática, quando criando e aplicando atividades pedagógicas com eles em sala de aula.

2013.08.14 AfroHQNo blog AfroHQ o Prof. Amaro Braga compartilha notícias sobre Quadrinhos na área, divulga seus projetos em HQ – que ele chama de veículo-arte – e especialmente o álbum “AfroHQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos”, criado em parceria com Danielle Jaimes e Roberta Cirne, ambas das Artes Plásticas. Narrada pelos orixás, a história começa com o surgimento do homem na África, passa pela escravidão e aprofunda as contribuições materiais e imateriais do povo afro ao Brasil. Na elaboração do roteiro, Braga utilizou ampla bibliografia sobre a presença negra no país, desde o clássico “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre a vários manuais publicados pelo Ministério da Educação (MEC). Produzido com patrocínio do Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco, a obra foi distribuída às bibliotecas de escolas públicas daquele Estado, e hoje está a venda.

Já o blog Repensando a África divulga uma série de materiais, livros e vídeos que possam contribuir para a implementação da Lei 10.639. E entre os materiais ressaltados estão as HQs. Para o blog “apesar do uso efetivo dos quadrinhos como objeto de estudos acadêmicos e pedagógicos ainda serem pouco explorados, eles podem representar uma eficiente plataforma para novas abordagens, servindo como uma excitante ferramenta para o aprendizado de temáticas africanas”. Nesta postagem são divulgados vários álbuns com temática afro. Vale a pena conferir!

O site História e Quadrinhos  traz diversas postagens interessantes a respeito do uso de Quadrinhos em sala de aula, sobre múltiplas temáticas. Entre elas apresenta ao menos seis postagens que abordam especificamente a questão afro a partir dos HQs. Os posts relacionados em tema podem ser identificados a partir de marcadores como “Lei 10.639” ou “a questão do negro”. São compartilhadas propostas de atividades pedagógicas, em sua maioria realizadas pelo Prof. Caio Ferraro, divulgando as páginas dos Quadrinhos utilizados, um resumo da proposta e comentários gerais. São trazidas imagens excelentes e ideias inspiradoras!

2013.08.14 Xaxado A. Cedraz

Aplicando a Lei 10.639: preparando a segunda edição do Curso!

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2013.07.10 Aplicando a Lei 10.639 imagem

     Ao longo de meses estamos postando notícias que abordam a questão do ensino de história da África e cultura afro-brasileira, conforme você deve vir acompanhando! É importante recordar que a ideia de realizar estas postagens surgiu a partir da realização, em novembro de 2012, do Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-brasileira, que teve como principal objetivo contribuir para a formação de educadores.

     A partir da demanda de diversos participantes do curso, de seguidores de nossas mídias sociais, e da compreensão de que esta é uma temática central em nossa história, decidimos manter este curso como uma ação do Programa de Educação Patrimonial do APERS, realizando sua segunda edição no começo de novembro de 2013.

     Assim, hoje, além de compartilhar essa informação prévia, gostaríamos de abrir espaço para que você ajude a construir o novo evento, respondendo a uma pequena pesquisa com suas sugestões. Para participar, clique aqui!

Aplicando a Lei 10.639: relações étnico raciais e educação 10 anos após a promulgação da Lei

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2013.05.15 Aplicando a Lei

   Em 2013 celebramos os 10 anos da promulgação da Lei 10.639. Uma década pode ser encarada como espaço de tempo suficiente para muitos avanços na área educacional, e por conseguinte, na própria sociedade. Por outro lado, em um país cuja história foi forjada em relação direta com o preconceito e a discriminação racista a partir de quase 400 anos de escravidão, certamente é pouco tempo para mudar nosso sistema educacional de forma a impactar nossas relações sociais de maneira determinante.

  Uma série de ações tem sido levadas a cabo desde 2003, como cursos de formação para professores, incentivo a pesquisas e publicações, mudanças curriculares, etc. No Arquivo Público, sem relação direta com as determinações legais, catalogamos os acervos que retratam o período da escravidão e a luta por liberdade, elaboramos oficina para estudantes do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental com base nesses documentos, realizamos eventos, seminários e cursos. Mas sabemos que ainda há muito por ser feito. E hoje ressaltamos como uma área de atuação e sensibilização fundamental na busca por igualdade racial, respeito e admiração às diferenças: a Educação Infantil.

  Ainda que o Arquivo não tenha ações específicas nessa área, compreendemos que instituições de memória também têm seu papel a cumprir nesta luta. Acreditamos que a apropriação e valorização desde a infância da cultura e patrimônios afro-brasileiros, seus saberes, fazeres, lugares e acervos, é importante para lançar as bases de uma educação em prol da equidade e liberdade, que passa também pela atenção e intervenção em situação racistas no processo educacional, pela formação de professores, ampliação das ofertas de atividades lúdico pedagógicas com o tema, etc.

  Em 1998, antes da Lei 10.639, a pesquisadora Eliane Cavalleiro detectou nas escolas uma realidade adversa neste sentido. Ela comentava em sua dissertação: “o modo como as professoras concebem o cotidiano escolar e as relações interpessoais nele estabelecidas dificulta a percepção dos conflitos étnicos e, inclusive, a realização de um trabalho sistemático que propicie a convivência multiétnica, já que para elas esses problemas inexistem. Para as professoras, as crianças nessa idade não ‘percebem’ as diferenças étnicas e, se as ‘percebem’, não se ‘importam com elas’. Soma-se a isso a ideia de que tratar desse tema é algo desnecessário e ‘cansativo’”. Por outro lado, ao ouvir as crianças, chegou a relatos que negavam a percepção das educadoras, como aquele em que uma menina afirma que as demais crianças brincavam com ela apenas: (…) quando eu trago brinquedo. Porque eu sou preta. A Catarina branca um dia falou: ‘Eu não vou ser tia dela (da própria criança que está narrando)’, a gente estava brincando de mamãe. A Camila que é branca não tem nojo de mim”, afirmando ainda que as outras crianças tinham.

  Relatos como este com certeza chocam. E muitos de nós poderíamos pensar: “bem, já se passaram 15 anos!”. Mas será que hoje a situação é outra? Imaginamos que em relação a formação e atuação dos educadores e educadoras devam ter ocorrido muitas mudanças, porém este é um processo longo, que visa transformar uma realidade de marcas muito profundas. E diversas experiências vivenciadas ao longo das oficinas de Educação Patrimonial no próprio APERS, de 2009 ao presente, evidenciaram muitas situações de racismo que nos servem de alerta para seguir atuando firmemente!

Para acessar a dissertação da pesquisadora Eliane Cavalleiro, clique aqui.

Artigos relacionados:

Aplicando a Lei 10.639: conhecendo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

Aplicando a Lei 10.639: dica de vídeos

Aplicando a Lei 10.639: conhecendo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

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   Dando sequências às postagens sobre a aplicação da Lei 10.639, pensadas a2013.04.10 Aplicando a Lei 10639 - imagem Google partir da realização do curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira no APERS em novembro de 2012, hoje gostaríamos de compartilhar e refletir a respeito das “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana”.

   Estabelecidas a partir da Resolução 01 de 17 de junho de 2004, do Conselho Nacional de Educação, foram elaboradas nos marcos de uma política mais ampla que visa corrigir injustiças, eliminar discriminações e promover a inclusão social e a cidadania para todos no sistema educacional brasileiro, e estão em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que assegura o direito à igualdade de condições de vida e de cidadania, assim como garantem igual direito às histórias e culturas que compõem a nação brasileira.

   As Diretrizes “constituem-se de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da Educação, e têm por meta, promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de nação democrática” (Art. 2), estamdo embasadas nos princípios de valorização da consciência política e histórica da diversidade, fortalecimento de identidades e de direitos, e ações educativas de combate ao racismo e a discriminações, trazendo uma série de importantes considerações e aportes que contribuem para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana em nosso país.

   Ainda que seja necessário ponderar e criticar quais são as reais condições encontradas pelos educadores no sistema educacional para que possam realmente implementar a referida Lei, estudar e refletir a respeito de documentos e contribuições como esta são centrais para apontar caminhos e auxiliar na qualificação daqueles que atuam na área da educação. Boa leitura a tod@s!

   Para ler o artigo “Aplicando a Lei 10.639: dica de vídeos” clique aqui.

Divulga APERS 2013!

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Em 2013 vamos dar continuidade às atividades de difusão virtual dos acervos e serviçosDIVULGA logo vert prestados pelo APERS. Desta forma, pretendemos estimulá-lo a participar efetivamente de nossas ações, aproximando-o do universo das fontes primárias.

Para este ano estamos preparando novas dicas de livros, filmes e seriados que tem ligação com o “Mundo dos Arquivos”, assim mesmo nos meses de férias você estará conectado aos ambientes e enredos que remetem aos arquivos, bibliotecas e museus.

Na seção “APERS conta histórias” a historiadora Vanessa Menezes explorará o acervo do Poder Executivo como fonte de pesquisa, com artigos bimensais a serem publicados na terceira semana dos meses de março, maio, julho, setembro e novembro.

Devido ao sucesso das postagens resultantes do Curso de extensão Aplicando a Lei 10.639 a historiadora Clarissa Alves escreverá artigos mensais sobre esta temática a serem publicados na segunda semana de cada mês a partir de fevereiro.

IBSN: a partir deste ano adotamos o Internet Blog Serial Number (IBSN) para nosso Blog. Este registro consiste em um número de indexação que pretende garantir o direito de autoria do blog sobre as produções veiculadas, obrigando que sejam feitas referências aos conteúdos aqui disponibilizados. O código de barras, de número 1906-03-08-00, está disponível em nossa barra lateral.

Também temos novidade em nosso perfil no Twitter! A arquivista Silvia de Freitas Soares criou um novo plano de fundo, deixando-o mais clean.

Em 2013 pretendemos manter um diálogo mais efetivo com nossos usuários, contamos com sua participação!

Atualizado em: 06.02.2013.

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