APERS na 1ª Semana Nacional de Arquivos

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Entre 5 e 10 de junho aconteceu a I Semana Nacional de Arquivos, promovido pelo Arquivo Nacional e a Fundação Casa de Rui Barbosa.

A Semana Nacional de Arquivos, inspirada na Noite dos Museus teve como finalidade abrir os arquivos para a cultura e divulgar o trabalho desenvolvido nas instituições arquivísticas e centros de memória e documentação de todo país. O evento ocorreu na Semana em que se celebra o Dia Internacional dos Arquivos, 9 de junho e reuniu mais de 100 instituições culturais em todo país, com programação diversa.

A Semana foi movimentada no APERS – Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, com o relançamento do Guia Arquitetônico de Porto Alegre, de autoria de Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman, na noite do dia 08 de junho. A sessão de autógrafos foi precedida de palestra sobre o contexto histórico e a concepção que norteou a construção do Prédio I, resgatando aspectos importantes do entorno urbanístico, como a Praça da Matriz, Catedral e Capela do Divino, Palácio do Governo e Auditório Araújo Viana.

A seguir foi apresentado o Guia, publicado pela Editora Escritos, que reúne 100 fotos e apresenta uma visão geral do patrimônio arquitetônico, paisagístico e urbano da nossa Capital com um registro dos exemplos mais representativos que ilustram a evolução da cidade desde suas origens até a atualidade.

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Na sexta-feira, dia 09 à tarde houve o Encontro dos Arquivistas, onde os servidores se reuniram para conversar sobre as atividades em andamento do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul (SIARQ/RS) desenvolvidas no APERS..

Após, a apresentação de Quarteto de Violoncelo de alunas da Escola de Música da OSPA. As jovens, entre 11 e 25 anos, encantaram os presentes com interpretações de Piazzolla e Mahler entre outros.

O Conservatório Pablo Komlós – Escola de Música da OSPA é referência de qualidade no ensino musical no RS. A Escola é gratuita e tem como público alvo crianças e jovens entre 8 e 25 anos. Trata-se da única instituição de ensino voltada a formação de músicos de orquestra no Estado, oferecendo a estudantes de baixa renda a oportunidade de profissionalização na área.

O atual Diretor do Conservatório é o clarinetista Diego Grendene de Souza, músico da OSPA. Os contatos com a Escola podem ser feitos através do telefone: (51) 3228-6737 ou escolademusica.ospa@gmail.com.

Também na Semana houve diversas visitas guiadas que oportunizaram o conhecimento do acervo, bem como as particularidades relativas a salvaguarda de documentos e história do conjunto arquitetônico do APERS tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) em 1991. As visitas guiadas são realizadas semanalmente e podem ser agendadas através do e-mail visitas@smarh.rs.gov.br.

Os eventos realizados no APERS afirmaram esta Instituição como uma das mais importantes de nosso Estado na divulgação da memória, influindo diretamente na formação de uma consciência cidadã voltada à preservação documental e cultural. Clique aqui para ver as fotos dos eventos.

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APERS participará da 1ª Semana Nacional de Arquivos

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    Vem aí a 1ª Semana Nacional de Arquivos, evento organizado pelo Arquivo Nacional e a Fundação Casa de Rui Barbosa, que acontecerá entre os dias 5 a 10 de junho de 2017, semana escolhida em comemoração ao Dia Internacional dos Arquivos: 9 de junho.

    Conforme divulgado, através dessa iniciativa, as instituições arquivísticas, centros de memória e documentação e demais entidades que abrigam serviços de arquivos do Brasil, podem participar promovendo eventos a fim de atrair público variado. A ideia dos organizadores é abrir os arquivos para a sociedade e divulgar o trabalho de salvaguarda do patrimônio documental desenvolvido no país.

    O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) também participará da 1ª Semana Nacional de Arquivos com eventos diversificados, oferecendo visitas guiadas, relançamento do Guia de arquitetura de Porto Alegre com exposição fotográfica e palestra, Encontro de arquivistas e apresentação da escola da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Confira a nossa programação e participe:

    Para acompanhar todos os participantes e eventos da 1ª Semana Nacional de Arquivos, clique aqui.

APERS recebe a visita do Diretor do Arquivo Nacional

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    Na manhã desta quarta-feira, dia 25 de janeiro, José Ricardo Marques, Diretor do Arquivo Nacional (AN), esteve no Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS), acompanhado por integrantes da Câmara Técnica de Capacitação de Recursos Humanos (CTCRH) do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), professores Sérgio Guedes de Souza e Adriana Cox Hollos, presidente da CTCRH.

   Em reunião com arquivistas da Divisão de Gestão Documental, Maria Cristina Kneipp Fernandes e Cléo Belicio Lopes; foi manifestado o interesse em constituir uma parceria do Arquivo Nacional com o APERS visando realizar a capacitação, na área arquivística, de mulheres em situação de vulnerabilidade social e um projeto de gestão dos prontuários do Sistema Penitenciário, ambos inseridos no Plano Nacional de Segurança Pública, do qual o AN participa.

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Servidores do Arquivo Nacional e Arquivo Público do RS: Caroline, Sérgio, Adriana, Silvia, Iara, Marta, Maria Cristina, José Ricardo e Cléo.

APERS recebe a visita do Diretor do Arquivo Nacional

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     Dia 03 de junho Jaime Antunes, Diretor do Arquivo Nacional, esteve no Arquivo Público do RS. Em reunião com a Diretora do APERS, Débora Flores, e a historiadora Nôva Brando, foram pautas discussões a respeito da disponibilização de acervos no geral e, em particular, da disponibilização e digitalização dos acervos da Comissão Especial de Indenização e da Comissão Estadual da Verdade do RS via Projeto Memórias Reveladas.

     Em companhia de Débora, Nôva e das arquivistas Maria Cristina Fernandes e Aerta Moscon, o Diretor visitou as dependências do APERS, em especial o Prédio I. E, a seguir, a equipe do APERS pôde assistir uma fala de Jaime Antunes no Auditório Marcos Justo Tramontini, momento no qual foram abordadas questões relativas a políticas públicas de arquivos e a contribuição da Lei de Acesso à Informação para ampliação e consolidação dos trabalhos desenvolvidos pelos arquivos públicos, naquilo que diz respeito tanto as suas funções junto à administração, quanto à garantia de direitos aos cidadãos e à preservação da memória.

Publicado os Anais do I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência

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Capa da PublicaçãoNo mês de junho de 2013, servidoras do APERS participaram do I Seminário Internacional Documentar a Ditadura, organizado pelo Arquivo Nacional na cidade do Rio de Janeiro. Além do envolvimento nas discussões como ouvintes, as servidoras apresentaram comunicações que retrataram algumas das ações desenvolvidas pelo Projeto Resistência em Arquivo e pelo Programa de Educação Patrimonial do APERS, realizado em parceria com a UFRGS.

A partir dessas apresentações, foram escritos artigos, agora publicados nos Anais do Evento. O primeiro deles, escrito por Renata Vasconcellos (arquivista) e Vanessa de Menezes (historiadora), chama-se A Importância da elaboração de instrumentos de pesquisa para o resgate da memória: a experiência do Arquivo Público do estado do rio Grande do Sul na confecção de um catálogo seletivo da documentação da Comissão Especial de Indenização. Esse texto relata o processo de elaboração de mais um instrumento de pesquisa relativo à documentação custodiada por nossa instituição. Trata-se da construção de verbetes individualizados que originarão um catálogo seletivo dos processos administrativos de indenização produzidos pela Comissão Especial de Indenização, instituída pela Lei Estadual nº 11.042/97, que guardam inúmeras informações sobre o período da ditadura civil-militar no Brasil e especialmente no Rio Grande do Sul.

O segundo, escrito por Clarissa Sommer e Nôva Brando (historiadoras), chama-se Ditadura, Direitos Humanos, Arquivos e Educação a partir do patrimônio: documentar a ditadura para que(m)?. Tal texto propôs uma discussão acerca do papel das instituições arquivísticas e de seus acervos no contexto de luta por memória, verdade e justiça, compreendendo que as ações de lugares custodiadores de documentação sobre o período da Ditadura podem extrapolar a viabilização de pesquisas históricas e a garantia de direitos às vítimas e seus familiares, fomentando também a ampliação do acesso a tais documentos, especialmente no processo de ensino e aprendizagem na Educação Básica. Essa discussão foi possível, a partir da construção de uma nova oficina de educação patrimonial, Resistência em Arquivo, destinada aos alunos do ensino médio, que tem como fonte histórica e pedagógica os já citados processos administrativos de indenização.

Clique aqui e confira, na íntegra, os textos, as discussões e as reflexões realizadas pelas autoras no evento.

Para acessar outras notícias sobre esse evento clique aqui.

APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Apresentação da arquivista Renata Vasconcellos e historiadora Vanessa Menezes

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  Dando continuidade as notícias referentes à participação das servidoras do APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência realizado no Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro em junho de 2013, veremos a seguir um panorama da comunicação intitulada: A importância da elaboração de instrumentos de pesquisa para o resgate da memória: a experiência do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul na confecção de um catálogo seletivo da documentação da Comissão Especial de Indenização, apresentada pela arquivista Renata Vasconcellos e a historiadora Vanessa Menezes.

 O APERS desenvolve ações, projetos e programas de incentivo à pesquisa, divulgação do acervo, e elabora instrumentos de pesquisa que facilitam o trabalho dos pesquisadores. Nesta perspectiva, a equipe do APERS trabalha na construção de verbetes individualizados que originarão um catálogo seletivo dos processos administrativos produzidos pela Comissão Especial de Indenização, instituída pela Lei Estadual nº 11.042/97, que guardam inúmeras informações sobre o período da ditadura civil-militar no Brasil e especialmente no Rio Grande do Sul.

  A Comissão Especial de Indenização formou-se com o intuito de avaliar as solicitações de indenização feitas por ex-presos políticos e, nos casos de falecimento, por seus descendentes ou cônjuges. Os processos administrativos são compostos de recortes de jornais, fotografias, certidões expedidas por órgãos públicos federais e estaduais, cópias de inquéritos policiais e militares, pareceres psiquiátricos e outros. Juntamente a este rol de documentos, temos declarações feitas pelas partes envolvidas que, detalhadamente, relatam sua atuação política, bem como sua prisão, os maus tratos dos quais foram vítimas e as consequências deles decorridas.

  Durante a apresentação destacamos a importância destes processos de indenização para a recuperação de fatos históricos relacionados às graves violações de direitos humanos que foram cometidas no Estado do Rio Grande do Sul. Desta forma, a construção do catálogo relacionado à temática da ditadura civil-militar no Brasil, auxiliará no resgate à memória daqueles envolvidos na resistência contra este regime. Consideramos este instrumento de pesquisa um suporte para novas interpretações, na medida que, contribuirá para esclarecimentos acerca da nossa história recente.

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APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Apresentação de Trabalho das Historiadoras Clarissa Sommer e Nôva Brando

APERS no I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência

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  Entre os dias 4 e 6 de junho ocorreu na cidade do Rio de Janeiro o I Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência. O Evento foi promovido pelo Arquivo Nacional e o APERS marcou presença com a participação da diretora Isabel Oliveira Perna Almeida e das servidoras Clarissa Sommer, Nôva Brando, Vanessa de Menezes (historiadoras) e Renata Vasconcellos (arquivista).

  A partir do contexto da promulgação da Lei de Acesso e da vigência dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, muitas foram as discussões travadas em torno da identificação, da preservação, da difusão e do acesso de documentações relativas a períodos de regimes autoritários, como a Ditadura Civil-Militar no Brasil. Nesse contexto, os arquivos assumem extrema relevância enquanto instituições públicas que contribuem diretamente para a guarda especializada do patrimônio documental, para a promoção do direito à memória, para a construção do conhecimento histórico acerca do período e para o acesso à justiça. E foi no escopo de tais debates que se desenvolveram as atividades do Seminário, estruturado em mesas redondas e sessões de comunicação.

  Teve início na noite de terça-feira com uma leitura cênica de excerto da peça “Criado Mudo”, com as saudações de abertura do diretor-geral do Arquivo Nacional Jaime Antunes e com a Conferência de Cláudio Fonteles, membro da Comissão Nacional da Verdade, que apontou a importância do envolvimento da sociedade junto às ações da CNV, apropriando-se dela, demandando tarefas e contribuindo com seus trabalhos.

  As atividades seguiram com a Mesa “Arquivos da Repressão e Arquivos da Resistência: experiências internacionais”. Iniciou Bruno Groppo (Cente d”Histoire Sociale du XX Siècle/ Universidade de Paris), que brindou o Seminário com seus estudos sobre os arquivos e o acesso a documentação em diferentes transições dos regimes autoritários comunistas para regimes democráticos, demonstradas por meio dos casos da Polônia, da Alemanha Oriental e da Rússia. A continuação dos trabalhos coube a Luciana Quillet Heymann (Fundação Getúlio Vargas) que falou sobre o contexto de alargamento de uma cultura democrática que migrou do direito particular de indenização das vítimas da Ditadura para o direito geral, como dever do Estado, de conhecer a verdade. Por último, a mesa contou com a presença de Fabiola Heredia (Universidad Nacional de Córdova) que trouxe a experiência do Archivo Provincial de la Memória em Córdova como um exemplo de organização e humanização de acervos que tratem de violações a direitos humanos levados a efeito por regimes de exceção, em contraposição à burocracia estatal que tendem a uniformizá-los conforme os demais documentos produzidos pelo Estado.

  A segunda Mesa de debates, intitulada de “Arquivos da Ditadura e acesso à informação” foi composta pelo diretor do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, e pelo diretor do Arquivo Público do Estado do RJ, Paulo Knauss. Antunes centrou sua fala em torno de informações referente aos editais públicos, de manutenção de restrição do acesso, lançados pelo Arquivo Nacional como estratégia legal de liberar o acesso à documentação referente ao período da Ditadura. Já Knauss, abrigou em sua argumentação, a defesa do acesso à documentação como uma política institucional dos arquivos e centros de documentação, uma vez que tais espaços públicos são representantivos da nossa democracia. Ainda lembrou das possibilidades que os arquivos da repressão e da resistência trazem em relação à ampliação e ao fomento do debate a respeito da preservação e da difusão e acesso a documentação em geral.

  A terceira Mesa “Arquivos dos Movimentos Sociais e ditadura” contou com a presença de Aldo Escobar, que falou da construção do Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro; de Angélica Müller (Universo) que tratou do Projeto Memória do Movimento Estudantil da UNE; de Antônio Celso Ferreira, que trabalhou com o Centro de Documentação e Memória da UNESPE; de Maria Rosângela Batistoni (UFJF) que levantou questões a respeito do projeto de Memória da Oposição Sindical do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

  A última Mesa do evento, formada por Rogério Gesta Leal (UNISC e UNOESC), pela Georgete Medleg Rodrigues (UnB) e pela Icléia Thiesen (UFRJ), desenvolveu temas sobre a Informação, os documentos, o arquivo e a questão da verdade, ressaltando limites da documentação, do saber memorialístico e as possibilidades das fontes arquivísticas na construção do conhecimento histórico.

 Além da participação enquanto ouvintes, as servidoras apresentaram comunicações no Evento, que retrataram algumas das ações desenvolvidas pelo Projeto Resistência em Arquivo e pelo Programa de Educação Patrimonial do APERS. O primeiro deles, apresentado por Renata Vasconcellos e Vanessa de Menezes, “A Importância da elaboração de instrumentos de pesquisa para o resgate da memória: a experiência do Arquivo Público do estado do rio Grande do Sul na confecção de um catálogo seletivo da documentação da Comissão Especial de Indenização”. O segundo, apresentado por Clarissa Sommer e Nôva Brando, “Ditadura, Direitos Humanos, Arquivos e Educação a partir do patrimônio: documentar a ditadura para que(m)?”. Nas próximas duas semanas, apresentaremos mais detalhadamente as comunicações.

 Por fim, ressaltamos a relevância do evento para o trabalho realizado no APERS. O Seminário trouxe novos conhecimentos de modo geral e possibilidades específicas de trabalho com o acervo da Comissão Especial de Indenização, tanto naquilo que diz respeito a elaboração de instrumentos de pesquisa quanto na construção das novas ações de educação patrimonial.

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