Arquivos & conceitos: Arquivo

Deixe um comentário

2014.02.26 Arquivos e conceitos - Arquivo

Arqui o quê? Arquivo. Ah, arquivo morto! Não, é AR-QUI-VO, ARQUIVO! Arquivo é cheio de vida, de informação, é algo útil. Ao longo dos tempos o conceito de arquivo mudou e se adaptou às transformações políticas e culturais da sociedade, hoje podemos definí-lo como:

  • Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade pública ou privada, ou por uma família ou pessoa no desempenho de suas atividades.
  • Órgão de documentação ou serviço responsável pela guarda, processamento técnico, conservação e viabilização do acesso aos documentos por ele custodiados.
  • Local onde funciona o órgão de documentação denominado “Arquivo” ou móvel destinado à guarda de documentos.

Os arquivos conservam documentos necessários para informar e provar as ações humanas, sendo necessários para termos o conhecimento dos tempos passados, para que possamos entender nosso presente e, talvez, para planejar nosso futuro. Neste contexto podemos citar Couture (1998, p. 35) teórico canadense que entende os arquivos como “uma fonte de informação única sobre as pessoas e as organizações e, por esse motivo, constituem materiais indispensáveis à história ou a qualquer outra disciplina cujo o objeto seja o passado”. Os documentos de arquivo configuram-se na unidade que serve para o registro da informação, independente do suporte utilizado. Já o suporte é o material sobre o qual a informação foi registrada, pode ser uma fita VHS, papel, DVD, filmes fotográficos…

Podemos classificar os arquivos de diversas formas, ao tentarmos categorizá-los quando à entidade mantenedora temos fundamentalmente dois tipos: os públicos e os privados.

  • Arquivos públicos: são formados por conjuntos documentais de entidades de direito privado encarregadas de serviços públicos ou por documentos acumulados a partir das funções executivas, legislativas e judiciárias de âmbito municipal, estadual e federal. Como exemplos de arquivos municipais temos o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho e o Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria, de arquivos estaduais temos nós (!) o Arquivo Público do RS e o Arquivo Público do Estado de São Paulo, e de arquivos federais temos o Arquivo Nacional do Brasil e o Archivo General de la Nacion (Arquivo Nacional da Argentina).
  • Arquivos privados: são acumulados pelas pessoas físicas ou jurídicas, de caráter particular, em decorrência de suas atividades. Como exemplos citamos: Arquivos pessoas, Arquivos de Igrejas, e Arquivos de Escolas particulares.

Os arquivos tem por função básica guardar, conservar e disponibilizar os documentos que o integram, permitindo o seu amplo acesso. Assim, precisamos tê-los organizados arquivisticamente para que seja inteligível aos seus usuários. Sobre as questões que envolvem esse processo vamos tratar nos próximos meses!

Mundo dos Arquivos – Dicas de filmes Parte I

1 Comentário

Para tornar suas férias ainda mais divertidas indicamos quatro filmes que têm em seu enredo a temática dos arquivos. Bom filme!

A prova, de John Madden, com Gwyneth Paltrow, Anthony Hopkins, Hope Davis,1.1 A prova - John Madden Jake Gyllenhaal

Catherine (Gwyneth Paltrow) é uma jovem que, depois da morte do pai (Anthony Hopkins) – um matemático brilhante, porém com problemas mentais, tem que enfrentar seus próprios temores: ter herdado não só a genialidade, mas também a loucura dele. Para complicar sua vida, ela tem que lidar com a inesperada visita da irmã (Hope Davis) e a presença constante de Hal (Jake Gyllenhaal), um ex-aluno interessado em pesquisar os arquivos do mestre.

Links: trailer, fonte de pesquisa.

Anti-herói americano, de Shari Springer Berman e Robert Pulcini, com Paul Giamatti, Hope Davis, James Urbaniak.

1.1 Anti-heroi AmericanoO balconista de hospital Harvey Pekar (Paul Giamatti) deixa cair no chão alguns arquivos de óbito e encontra a ficha de um homem que trabalhou a vida inteira como balconista em Cleveland ­ um emprego burocrático, exatamente como o dele. Esse episódio, combinado com o fato de ter visto o seu amigo Robert Crumb (James Urbaniak) se tornar uma pequena celebridade em São Francisco como cartunista, o inspira a criar a sua própria revista em quadrinhos, chamada American Splendor. A revista, publicada em 1976 com grande sucesso, retratava com realismo o cotidiano do próprio Harvey, um amante compulsivo de jazz e livros. Foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.

Links: trailer, fonte de pesquisa.

Areias do Tempo, de Alberto Negrin, com Ben Cross, Peter Weller e Marco Bonini

Diane, uma jovem e atraente arqueóloga, conhece o Dr. Neal Hogan nos arquivos secretos no 1.1 Areias do Tempo - Alberto NegrinVaticano. Ambos estão interessados no grande mistério que pai de Diane, o famoso cientista Dr. Shannon, deve ter descoberto na África – porque desde então ele nunca mais foi visto por ninguém. Mas Diane está totalmente convencida de que seu pai ainda está vivo. Ele procurava uma torre que, de acordo com registros antigos, pode conduzir as pessoas à extrema sabedoria. Ignorando os avisos de seus amigos, Diane decide viajar em busca de seu pai e encontrar a lendária torre. Também na busca do monumento, que contém as respostas sobre o tempo e o espaço, está uma tropa de cavaleiros selvagens do deserto, sob o comando do bravo oficial Léon. Ajudada por Rashid, um misterioso príncipe do deserto e velho amigo de seu pai, Diane passará por grandes perigos.

Link: fonte de pesquisa.

A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, com Asa Butterfield, Chloe Moretz, Jude Law, Sacha Baron Cohen.

É a adaptação cinematográfica do livro infanto-juvenil assinado por Brian Selznick. A narrativa ambientada na Paris dos anos 30 acompanha as aventuras de Hugo Cabret (Asa Butterfield), um garoto órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Seu bem mais precioso é um robô que não funciona, deixado por seu pai (Jude Law) antes de morrer. Um dia, enquanto foge do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma garota excêntrica e apaixonada por livros com quem inicia uma forte amizade. Eles logo descobrem que Isabelle possui uma chave em formato de coração que se encaixa perfeitamente na fechadura existente no robô. Assim, o boneco volta a funcionar e os três se juntam para resolver um incrível mistério. O filme foi eleito o melhor de 2011 pela National Board of Review, a associação de críticos americanos, e líder em indicações ao Oscar 2012, presente em 11 categorias, recebendo os troféus técnicos de Melhor Fotografia, Direção de Arte, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais.

Links: trailer, fonte de pesquisa.

Confira, também, nossas dicas de filmes de 2012 nos seguintes links: Parte I e Parte II.

Assista e nos conte qual foi sua percepção sobre as cenas nos ambientes que nos remetem ao “Mundo dos Arquivos”!

I CNARQ – Etapa Regional Sul

Deixe um comentário

    Antecedendo a I Conferência Nacional de Arquivos – I CNARQ, que será nos dias 15 a 17 de dezembro, em Brasília, ocorrerão cinco conferências regionais. O Estado do Rio Grande do Sul sediará a da Região Sul, na cidade de Porto Alegre, nos dias 21 e 22 de outubro.

    Para tanto, estamos fazendo um chamamento a todos para que se mobilizem juntos aos seus pares que façam discussões internas, tendo como base os seis eixos temáticos constantes no projeto e reproduzidos abaixo, para que a discussão na Conferência Regional de Arquivos possa ser mais rica e produtiva.

  É importante que cada Instituição, além de promover as discussões, participe da Conferência com o maior número possível de representantes e apresente suas propostas.

    Eixos temáticos:

  1. Regime jurídico dos arquivos no Brasil e a Lei nº 8.159, 8 de janeiro de 1991: Avaliação do impacto da Lei após 20 anos de implementação. O regime jurídico arquivístico nos estados e municípios após a Lei. O projeto de lei de acesso. O anteprojeto de lei de proteção de dados pessoais. O direito autoral e o direito de uso e reprodução dos documentos de arquivo.
  2. A administração pública e a gestão dos arquivos: A estrutura do Estado no Brasil. A gestão das instituições públicas e a questão dos arquivos no contexto atual. O papel dos arquivos para o Estado e a sociedade. O modelo de instituições e serviços arquivísticos públicos (subordinação, estrutura, orçamento, recursos humanos, materiais, científicos e tecnológicos). Os arquivos públicos e sua relação com políticas e programas de modernização institucional e gestão da informação governamental. Os arquivos como patrimônio científico e cultural e no contexto das políticas de preservação do patrimônio cultural. Fontes de financiamento para a ação arquivística.
  3. Políticas públicas arquivísticas: A estrutura vigente para a definição e implementação de uma política nacional de arquivos (Arquivo Nacional, Conselho Nacional de Arquivos, SINAR), além de políticas federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais: balanços e possíveis redesenhos. A anatomia do SINAR. O Conselho Nacional de Arquivos – função, composição e funcionamento. As políticas arquivísticas e suas interseções com outras políticas públicas: cultura, patrimônio, ciência, bibliotecas, governo eletrônico, museus, acesso livre, banda larga, etc. Fontes de financiamento para a implementação de políticas públicas arquivísticas.
  4. Acesso aos Arquivos, Informação e Cidadania: Usos e usuários dos arquivos no Brasil. Instrumentos para a gestão de usos e usuários dos arquivos. Obstáculos e recursos favoráveis ao acesso aos arquivos no Brasil. Mecanismos de ampliação do uso social, cultural e educacional dos arquivos.
  5. Arquivos privados: O cenário dos arquivos privados no Brasil. Serviços privados e públicos de preservação e acesso a arquivos privados. Modelos de gestão e acesso a arquivos privados em diferentes contextos organizacionais. Políticas de aquisição de acervos arquivísticos privados. Critérios e impactos da classificação de arquivos privados de interesse público e outras formas de ação do Estado em relação a arquivos privados. Fontes de Financiamentos para a preservação e acesso a arquivos privados.
  6. Educação, Pesquisa e Recursos Humanos para os Arquivos: Formação e capacitação profissional: balanços e perspectivas. Produção e difusão de conhecimento arquivístico: a situação das linhas de pesquisa, dos periódicos especializados e outros canais de difusão do conhecimento arquivístico. Relações entre Universidades, Instituições e Serviços Arquivísticos. As associações profissionais e a atualização profissional. A profissão de arquivista no Brasil: regulamentação, perfis profissionais, formação, mercado de trabalho etc.

    Os representantes da Comissão Organizadora Regional colocam-se à disposição para ajudar no encaminhamento das discussões.

Contato: conferenciaarquivosul@sarh.rs.gov.br.

Outras notícias.

%d blogueiros gostam disto: