Anais da XIV Mostra de Pesquisa APERS

Deixe um comentário

            Conforme previsto no Regulamento da Mostra publicado em fevereiro desse ano, publicamos hoje, com grande satisfação, os Anais da XIV Mostra de Pesquisa do APERS.

            O evento foi realizado nos dias 10, 11 e 12 de setembro e contou com a apresentação de pesquisas nas modalidades de resumo-pôster e artigos, trabalhos hoje disponibilizados em formato de e-book que pode ser acessado aqui.

            Agradecemos aos autores pelo envio dos trabalhos e pela disponibilidade em apresenta-los e discuti-los com o público os resultados de suas investigações. Agradecemos também todos os participantes que prestigiaram o evento.

            Desejamos uma boa leitura e até a XV edição!

XIV Mostra de Pesquisa – Trabalhos Aceitos

Deixe um comentário

    Agradecemos aos autores que encaminharam trabalhos para apresentação na XIV Mostra de Pesquisa. Após passarem pela avaliação da Comissão de Organização e Avaliação, composta por servidores do Arquivo Público e por membros da Associação Nacional de História (ANPUH-RS), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP), e conforme cronograma divulgado no Regulamento, divulgamos hoje a Lista de trabalhos Selecionados para apresentação na XIV Mostra de Pesquisa do APERS e posterior publicação nos Anais do Evento. Para conferir, clique aqui.

    Informamos que tantos os autores dos trabalhos selecionados quanto os autores dos trabalhos não aceitos receberão até o final da semana, por e-mail, as considerações realizadas pelo avaliador sobre o texto enviado para apreciação.

   O evento ocorrerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro no Arquivo Público e a programação completa, com cronograma de apresentação de trabalhos, será divulgada no dia 25 de julho aqui no Blog. Seguem sendo realizadas, gratuitamente, as inscrições na modalidade ouvinte. Mais informações pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288 9115. Participe!

XIV Mostra de Pesquisa – Inscreva-se!!!

Deixe um comentário

   Já começaram as inscrições na modalidade ouvinte para a XIV Mostra de Pesquisa APERS, evento que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro no Arquivo Público e a participação será certificada. Para se inscrever basta enviar um e-mail para mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br com o nome completo e um e-mail para contato.

XIV Mostra de Pesquisa – Prorrogação do prazo para envio de trabalhos

Deixe um comentário

Informamos que o prazo para envio de trabalhos para apresentação no Evento da XIV Mostra de Pesquisa foi prorrogado até o dia 27 de maio!

Todas as informações constam no regulamento, clique aqui para acessar, e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9115.

Este evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes. Participe!

Notícia relacionada:
XIV Mostra de Pesquisa – Regulamento

XIV Mostra de Pesquisa – Regulamento

Deixe um comentário

Está chegando a 14ª Edição da Mostra de Pesquisa do APERS, um daqueles eventos nos quais o Arquivo Público do RS materializa sua compreensão quanto aos processos de difusão documental e quanto ao necessário diálogo entre as instituições arquivísticas e de memória, as universidades, os centros de pesquisa e a sociedade.

Possui como objetivos: (a) oportunizar espaço para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e os órgãos de guarda de acervos; (b) incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa; (c)Incentivar a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações; e (d) divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais.

Dessa forma, lançamos hoje o Regulamento da XIV Mostra de Pesquisa do APERS – para acessar clique aqui. Chamamos atenção para o período de 01 de março a 02 de maio, no qual devem ser submetidos os trabalhos para apresentação no Evento da XIV Mostra, que ocorrerá no mês de setembro. O evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes.

Todas as informações constam no regulamento e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9115.

Segue baixo, o cronograma do evento. Participe!

Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o pesquisador das Ciências Sociais I

Deixe um comentário

    O Pesquisando no Arquivo deste mês, versa sobre Processos Judiciais de Suicídio, do acervo Judiciário, da Comarca de Vacaria, ocorridos no século XX. O assunto escolhido relaciona-se com a contemporaneidade devido a repercussão, na imprensa internacional, do macabro jogo da internet Baleia Azul que foi criado especialmente para atingir crianças e adolescentes e tem como objetivo final a promoção do suicídio. Nesse jogo bizarro, os participantes devem obedecer cegamente a um curador que dá ordens e obriga-os a cumprirem tarefas tais como ouvir músicas psicodélicas, ver filmes de terror por 24 horas e não falar com ninguém. Seriam 50 desafios para serem cumpridos durante 50 dias, sendo o último deles, o suicídio. O nome “Baleia Azul” é uma alusão ao comportamento do maior animal mamífero que habita nosso planeta, quase extinto e que, muitas vezes, acaba encalhando na praia e, se não for socorrido, acaba morrendo.

   De acordo com o jornal Diário de Notícia, de Portugal, está preso o suspeito de ter criado o jogo, Philipp Budeikin (Lis), jovem russo de 21 anos, o qual foi acusado de ter incitado 16 jovens a cometerem suicídio na Rússia. Philipp disse estar a “limpar a sociedade” e que suas vítimas eram “lixo biológico” e que estavam “felizes por morrer”. Segundo o jornal, Anton Breido, do comitê de investigação russo, afirmou que Lis “sabia exatamente o que tinha de dizer para conseguir o resultado que queria” com as vítimas. “Ele começou em 2013 e desde aí melhorou as táticas e corrigiu os seus erros”, disse o investigador, acrescentando que Lis e os parceiros atraiam crianças para as redes sociais com vídeos e que a missão deles era atrair o maior número de crianças possíveis e depois descobrir quais seriam as mais suscetíveis a manipulação psicológica.

    Para o pesquisador do APERS, fica a dica de conhecer alguns processos de suicídio ‘simples’ do século XX, onde o assunto ainda não ganhara essa roupagem que conta com a tecnologia cibercrime, ou seja, uma nova versão do bullying, agora chamado de cyberbulling. Em nosso acervo, podemos encontrar nos documentos causas como envenenamento e enforcamento, dentre outras. Outra dica sobre estes processos são as questões a que os peritos tinham que responder ao fazer a perícia: “ao 1º quesito, Si houve a morte; 2º – Qual o meio que ocasionou; ao 3º – Si foi ocasionado por veneno, substâncias anesthesicas, incêndio, asphycsia ou inundação; 4º Si por sua natureza e séde, foi causa sufficiente da morte; ao 5º – Si a constituição ou estado mórbido anterior do offendido concorreram para torná-lo irremediavelmente mortal; ao 6º – Si a morte resultou das condições personalíssimas do offendido; ao 7º Se a morte resultou, não porque o golpe fosse mortal, e sim por ter o offendido deixado de observar o regime medico-hygienico reclamado por seu estado. Finalmente qual o valor do dano causado?

    Dessa forma, o pesquisador poderá conhecer um pouco mais dos casos de suicídio no RS, pois o assunto era, até pouco tempo, um tabu para nossa sociedade. Não era discutido, nem divulgado nos meios de comunicação (visto o código de ética do Jornalismo) e pouco se conversava sobre a temática. Porém, atualmente, as autoridades já estão em alerta uma vez que há muitos casos dessa natureza no País. De acordo com o site do Setembro Amarelo (clique para acessar), são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.

    Se você tiver interesse em pesquisar no APERS, envie um e-mail para a Sala de Pesquisa (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br) e solicite seu atendimento!

.

Fontes:
JORNAL DIÁRIO DE NOTÍCIAS. Baleia Azul. Disponível em: http://www.dn.pt/tag/baleia-azul.html Acesso em maio de 2017.
______. Pelo menos oito vítimas do desafio Baleia Azul identificadas em Portugal. Disponível em: http://www.dn.pt/sociedade/interior/pelo-menos-oito-vitimas-do-desafio-baleia-azul-identificadas-em-portugal-7205388.html Acesso em maio de 2017.

Anais da XIII Mostra de Pesquisa APERS

Deixe um comentário

capa-anais-mostra

  É com muita satisfação que publicamos os Anais da XIII Mostra de Pesquisa do APERS em formato eletrônico!

   O evento, que foi realizado em setembro desse ano e contou com a apresentação de seis pôsteres e dezoito artigos, que foram socializados e problematizados nas mesas do encontro e que agora são disponibilizados ao público por meio do e-book que pode ser baixado aqui.

  Agradecemos aos autores pela confiança depositada no evento e pela disposição em debater os resultados de seus trabalhos com os demais pesquisadores e participantes da Mostra.

   Desejamos uma boa leitura e reafirmamos o compromisso de seguir promovendo a Mostra de Pesquisa, de forma bianual, como espaço destinado ao compartilhamento de conhecimentos construídos a partir da pesquisa com fontes primárias. Já aguardamos ansiosamente pela XIV edição, que acontecerá no ano de 2018. Até lá!

Post atualizado em 28 de dezembro de 2016: link dos Anais.

Pesquisando no Arquivo: um olhar das Ciências Sociais sobre o contexto do tratamento da loucura no Hospital Psiquiátrico São Pedro

Deixe um comentário

    Pesquisando no Arquivo deste mês, finaliza a apresentação sobre o acervo do Hospital Psiquiátrico São Pedro (HPSP), através da seleção de um prontuário, após a leitura de prontuários de três acondicionadores referentes ao período de 1909 a 1916. O objetivo é discorrer sobre um assunto ainda um tanto obscuro: o contexto da loucura e seu tratamento no Século XX.

  Durante esse início de século, no Rio Grande do Sul, do ponto de vista epistemológico, tínhamos o modelo cartesiano de ciência, no qual havia certezas absolutas e, cada certeza, somente era substituída, à medida que fosse possível uma descoberta “mais avançada”.

    Por ser um modelo de ciência, uma espécie de forma na qual eram moldados os profissionais da época, os juízos de valor sobre suas condutas devem ser usados com cautela, pois esses profissionais estavam exercendo práticas as quais foram ‘calcadas’ por saberes científicos e, dessa forma, legitimadas por grandes universidades, na maioria das vezes de origem europeia.

    Na concepção cartesiana, o organismo era entendido e tratado em analogia a uma máquina e o conceito de saúde girava em torno do perfeito funcionamento dos órgãos e da ausência de defeitos. No paradigma em que se tratava a doença mental da época o conhecimento era reducionista, linear e mensurável, ou seja: só era considerado algo científico se passasse pelo crivo da razão e da lógica. Era evolutivo no sentido de uma lógica linear de crescimento e, talvez, a etapa mais problemática foi o aspecto reducionista, no qual não havia possibilidade ou interesse de se conhecer o indivíduo doente através da investigação do círculo de relações sociais, do protagonismo dele nessas relações, quais os aspectos de sua subjetividade, sua experiência, seus anseios ou necessidades, seus sonhos ou algum direcionamento em torno de sua autonomia. Simplesmente porque isso não se enquadrava no saber científico.

    Outro ponto importante de abordagem é o ponto de vista político, pois nesse período havia uma sociedade pós-abolicionista almejando uma intensa urbanização na cidade de Porto Alegre, e até pouco tempo (1887) admitia a escravidão humana como algo natural e necessário.

    Após a abolição, não houve mudança no paradigma e sim apenas uma variação no pensamento filosófico com a introdução dos ideais positivistas os quais permearam e influenciaram as mentalidades de muitos estudantes, filósofos, faculdades de medicina e engenharia da época. Esse método, em sintonia com o cartesianismo, desconsidera todas as formas de conhecimento humano as quais não se possam comprovar cientificamente (ficam de fora, portanto os saberes culturais, tradicionais baseados na experiência) e nega qualquer possibilidade de investigação de causas sociais ou emocionais. Qualquer processo emocional é fonte de erro e deve ser descartado. A severa separação entre sujeito e objeto, outra característica do positivismo, desconsidera qualquer empatia que o profissional de saúde pudesse ter para com o paciente, que era reduzido a um sujeito passivo e reativo.

    Ao analisar um dos prontuários do período já referido, chama atenção o cuidado que teve o médico ou a pessoa que fez o registro no dia 6 de fevereiro de 1941 sobre o comportamento da interna: “Reticente… faz questão de que não se inclua em seu nome o sobrenome do marido”. A partir dessa informação, ao checar os nomes dos documentos anexos ao prontuário, verifica-se uma divergência, pois na capa está escrito F.O.G.B e infere-se que este seja possivelmente seu nome de casada, pois alguns dos sobrenomes coincidem com o do provável marido A.G.M.B. Já num pedido de internação, o nome da paciente é F.O.A.

prontuario-01    O fato é que nesse contexto, muitos dos pacientes eram trazidos por suas próprias famílias, já exaustas, com o peso de suas próprias vidas, e sem saber como recuperar seus doentes, viam no HPSP uma fonte de esperança e alívio. Nesse caso, (segundo os documentos do prontuário) a mulher F.O.A. de 31 anos, casada, deu entrada no Hospital às 22 horas do dia 4 de janeiro de 1916, trazida por sua irmã, era doméstica, natural deste Estado, e, segundo os registros, passou por sete internações algumas mais longas (90 dias), outras mais curtas. O diagnóstico é esquizofrenia. prontuario-02Há várias descrições de seu comportamento e de exames laboratoriais. A primeira internação registrada no prontuário é 4 de fevereiro de 1916 e a última, em 9 de dezembro de 1946. Como era de se esperar, dentro do modelo de ciência da época, mesmo nos momentos de lucidez da doença, não se percebe a fala da paciente, a não ser que isso contribua para validar algum diagnóstico.

prontuario-03    Seu corpo foi exposto a várias terapias de choque como a insulinoterapia de Sakel (o coma por insulina requeria cinco a nove horas de hospitalização e um seguimento mais trabalhoso, mas ela era facilmente controlada e terminada com injeções de adrenalina e glicose, quando necessário) e a eletroconvulsioterapia de Ugo Cerletti (1937).

prontuario-04    A partir de 16 de março de 1944, num de seus reingressos, iniciam-se as sessões de eletrochoque: 22 de março, 23 de março, 27 de março, 30 de março, 3 abril, 10 de abril, “queixa-se de dores na região dorsal”. Em 28 de dezembro do mesmo ano, é prescrito novamente um tratamento de choque (mais 29 sessões), só que desta vez, por insulinoterapia (coma induzido).

    Até o momento, a cura definitiva para a esquizofrenia não está descoberta, embora houve avanços nesse campo. Com uma terapia não tão invasiva e violenta como a dos choques químicos ou físicos, fases de internação nos momentos de surtos do paciente esquizofrênico, aliada a uma reeducação familiar para lidar com seu ente querido e uma busca constante de autonomia para o paciente nos momentos de calmaria ou trégua da doença tem tido consideráveis resultados, porém para isso, foi preciso um novo contexto e isso só foi possível dentro de um novo paradigma para se lidar com a doença mental.

Fontes de referência:
COMTE, Auguste. Vida e obra. São Paulo: Abril Cultural, 1978. Disponível em: http://resumodaobra.com/comte-pensadores-obra/ Acesso em: novembro de 2016.
DESCARTES, R. Discurso do método. Tradução J. Guinsburg & B. P. Júnior. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983a, p. 25-71.
SABBATINI, Renato M. E. A história da terapia por choque em Psiquiatria. Disponível em: http://www.cerebromente.org.br/n04/historia/shock.htm#sakel Acesso em: novembro de 2016.
.
Notícias Relacionadas:
Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica II
Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica I
Pesquisando no Arquivo: Prontuários médicos

Aconteceu a XIII Mostra de Pesquisa APERS

Deixe um comentário

            Entre os dias 12 e 14 de setembro, nos turnos da tarde e da noite, foi realizada a XIII Mostra de Pesquisa do APERS. O evento contou com a apresentação de 24 trabalhos entre apresentação de artigos e de pôsteres. Os assuntos abordados passaram pelas temáticas da Escravidão e das relações Étnico-raciais; pelo Patrimônio Documental e Cultural; pelos Golpes de Estado e Ditaduras; pelas discussões ligadas à história das cidades e do estado do Rio Grande do Sul; pela história das profissões e da profissionalização, a partir de aspectos sociais; pelas representações do século XVII e XVIII; e pela análise de biografias.

            Aqueles que acompanharam o evento tiveram a oportunidade de presenciar discussões muito qualificadas a respeito de cada um dos trabalhos, que além das problematizações sobre as diferentes temáticas, também contribuíram com o conhecimento e com a difusão de acervos documentais espalhados pelas cidades e estados do nosso país.

            O Arquivo Público agradece ao apoio da Associação de Arquivistas do RS, da Associação Nacional de História e da Associação de Amigos do APERS, que inclusive esteve presentes nos três dias de evento, pelo apoio destinado a realização de mais uma Mostra de Pesquisa. Agradece também aos autores, pela confiança depositada na Instituição para o compartilhamento de seus trabalhos. E agradece ao público que esteve presente, incluindo os alunos do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria que vieram de longe para prestigiar o evento.

            Em dezembro lançamos os Anais da XIII Mostra que será publicada aqui no Blog do APERS. E depois disso, esperaremos todos para a XIV edição.

XIII Mostra de Pesquisa – Alteração na Programação

Deixe um comentário

Infelizmente temos uma modificação na programação da XIII Mostra: a Mesa de Abertura foi cancelada. A historiadora e servidora do APERS, Clarissa Sommer, que iria abrir o evento, está de licença médica. Até o momento, estávamos aguardando pelo diagnóstico e pela previsão de melhora e de retorno da servidora. Entretanto, hoje soubemos que não será possível sua participação no evento.

Por esse motivo, a XIII Mostra de Pesquisa iniciará com a apresentação dos trabalhos da primeira mesa temática, as 15h30 do dia 12 de setembro. Clique aqui para acessar a programação completa.

Contamos com a compreensão de todos e ficamos à disposição para quaisquer esclarecimento pelo telefone 3288 9112 ou pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br.

mostra_programacao-alterada

XIII Mostra de Pesquisa: Programação

Deixe um comentário

   Divulgamos hoje, a programação da XIII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Auditório Marcos Justos Tramontini e no Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1031, Centro).

   Serão apresentados 33 trabalhos, distribuídos em oito mesas temáticas, além de uma palestra de abertura com a historiadora da Casa, Clarissa Sommer Alves. Confira aqui a programação completa.

Cartaz Programacao

    Você ainda pode participar como ouvinte!!! As inscrições são gratuitas e continuam sendo realizados pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br .

Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica I

Deixe um comentário

    O objetivo deste mês do Pesquisando no Arquivo é dar continuidade às sugestões de pesquisa em Ciências Sociais, através do acervo de prontuários médicos do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Este acervo possui restrição de acesso, tema já abordado aqui na categoria em 2015 (clique para acessar a publicação). Agora vamos analisá-lo sob a perspectiva da Antropologia, a qual ampliou consideravelmente seu campo de estudo ao considerar objetos seus a “saúde” e a “doença”, os estudos multiplicaram-se a partir de 1980, mas ainda há muito que desvendar.

    A Antropologia Médica não desconsidera a perspectiva bio-neurológica, ao contrário, veio por ampliá-la ao considerar que saúde/doença são expressões da relação de uma multiplicidade de valores coexistentes tais como biológicos, sociais, políticos, culturais e ambientais. Investigar o contexto, as representações culturais dos atores envolvidos no processo de cura, o cenário médico, as formas de medicalização da sociedade, as relações entre as forças de poder, as formas de controle social e os modelos biomédicos numa perspectiva transdisciplinar são algumas possibilidades reais de pesquisa.

    Assim, nos próximos artigos, selecionaremos alguns prontuários, dentre as 4.036 caixas contendo 67.943 prontuários médicos de pacientes entre os anos de 1884 a 1973, com alguns recortes de tempo que foram marcos epistemológicos dos modelos biomédicos e verificaremos, en passant, algumas possibilidades de análise antropológica dos prontuários nesse, que foi o primeiro Hospital Psiquiátrico do Estado do Rio Grande do Sul, e um fiel depositário de esperança para a cura do sofrimento psíquico para a população gaúcha do interior e da capital.

    O convívio com a loucura nunca foi tarefa fácil, tanto para o doente, quanto para a equipe de saúde, para sociedade ou mesmo para a família que na maioria das vezes só percebe o sofrimento psíquico já num estágio muito avançado da doença. Quando enfim, a família, depara-se com a realidade através da obtenção de um diagnóstico, na maioria das vezes se sente sobrecarregada, pois não encontra suporte suficiente e eficaz nas políticas públicas.

    Nos séculos XIX ou XX a situação não era muito diferente. Todos demandavam uma solução para o doente mental: a família, a sociedade, a polícia. E a solução encontrada, na maioria das vezes era o isolamento social. Para dificultar, a própria ‘loucura’ foi e continua sendo um conceito disputado: exclusividade da Religião na Idade Média, aos poucos, foi passando pelo domínio da Medicina.

   No Brasil, atualmente, temos um modelo de revisão crítica das práticas de saúde mental. E as contribuições da Antropologia para as Ciências Médicas estão no sentido de contextualizar o doente no processo histórico-social em que está vivendo, bem como, possibilitar a leitura e análise subjetiva da construção da doença em seu universo simbólico, ou seja, em sua construção de ‘imaginários’ sobre a doença mental em diferentes culturas, ou dentro de uma mesma cultura mas entre profissionais com saberes epistemológicos distintos possibilitando uma aproximação entre os diversos olhares.

    Se você tiver interesse em pesquisar no APERS, envie um e-mail para a Sala de Pesquisa (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br) e solicite seu atendimento!

Notícia relacionada:
Pesquisando no Arquivo: Prontuários médicos

XIII Mostra de Pesquisa – Trabalhos Aceitos

Deixe um comentário

Mostra de Pesquisa APERS     Agradecemos desde já aos autores que encaminharam trabalhos para apresentação na Mostra de Pesquisa. Após passarem pela avaliação da Comissão de Organização e Avaliação, composta por servidores do Arquivo Público e por membros da Associação Nacional de História (ANPUH-RS), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP), e conforme cronograma divulgado no Regulamento, divulgamos hoje a lista de trabalhos aceitos para apresentação na XIII Mostra de Pesquisa do APERS e posterior publicação nos Anais do Evento. Para conferir, clique aqui.

     Informamos que tantos os autores dos trabalhos selecionados quanto os autores dos trabalhos não aceitos receberão até o final da semana, por e-mail, as considerações realizadas pelo avaliador sobre o texto enviado para apreciação.

   O evento ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Arquivo Público e a programação completa, com cronograma de apresentação de trabalhos, será divulgada no dia 20 de julho aqui no Blog. Seguem sendo realizadas, gratuitamente, as inscrições na modalidade ouvinte. Mais informações pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288 9112. Participe!

.

Notícias relacionadas:

XIII Mostra de Pesquisa – Modalidade Ouvinte, inscreva-se!!!

XIII Mostra de Pesquisa – Modalidade Ouvinte, inscreva-se!!!

2 Comentários

Já começaram as inscrições na modalidade ouvinte para a XIII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Arquivo Público. Para se inscrever basta enviar um e-mail para mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br com o nome completo e um e-mail para contato.

2016.05.25 Inscrição Ouvintes

Pesquisando no APERS: Possibilidades de pesquisa para a Sociologia da Infância

Deixe um comentário

    Desafios teóricos e metodológicos de pesquisa são evidentes também para a Sociologia da Infância, pois tradicionalmente não se considerou as crianças como atores sociais plenos, sendo um assunto ainda pouco explorado nas Ciências Sociais. A tendência atual, é que os pesquisadores retomem esses estudos utilizando tanto as categorias tradicionais de análise ou, outras, não necessariamente opostas, mas distintas: mais fluidas e dinâmicas. Menos “fechadas”, sem necessariamente separar adultos de crianças, ao utilizar a metáfora de “redes” ou de fluxos.

    Um dos clássicos da sociologia, Emile Durkheim (1858-1917), usou o modelo de análise impositivo, ou seja, as relações históricas, políticas e culturais de cada sociedade acabam por construir e, por assim dizer, moldar a forma com que os adultos aprendem a tratar as crianças. É uma relação vertical, e possivelmente, não havia “espaço” para outras categorias de análise naquele tempo. O foco de Durkheim não era a infância propriamente dita, pois ele acreditava que a educação que as crianças recebiam influenciava na coesão social. Não demorou muito para que se interpretasse isso de forma negativa e se criasse, principalmente no senso comum, uma visão negativa da infância.

    No APERS, há um conjunto significativo de documentos do século XX disponíveis para pesquisa, contemporâneos a Durkheim, são os Processos Judiciais de Tutela, e se considerarmos só os da Comarca de Porto Alegre, são mais de mil documentos.

    Durante uma leitura rápida nos processos judiciais de tutela, entre os anos de 1913 a 1918, por exemplo, podemos de imediato, identificar “pistas” que sugerem uma complexa problemática de pesquisa:

  • principais formas de interações entre os participantes do processo e os papéis atribuídos aos diversos atores sociais;
  • ausência da “voz” da criança objeto da tutela;
  • a problemática social latente explícita ou não;
  • construção de um modelo de infância;
  • as noções de “família” e parentesco;
  • a trajetória de circulação de crianças.

“É como se as sociedades fossem compostas apenas por indivíduos adultos ou, ainda, é como se apenas os relatos desses indivíduos fossem sociologicamente relevantes para a compreensão das sociedades. Nesse sentido, a Sociologia foi a ciência que mais levou ao pé da letra a etimologia da palavra infante – o “não falante” (Ariès, 1988)”.

    Se você tiver interesse em pesquisar estes documentos, envie um e-mail para a Sala de Pesquisa do APERS (saladepesquisa@smarh.rs.gov.br) e solicite seu atendimento!

.

Fonte:
CUNHA, Lucas de Lima e. Os clássicos da “literatura” sociológica infantil: as crianças e a infância de acordo com Marx, Weber, Durkheim e Mauss. Acessado em maio de 2016: http://www.revistas.usp.br/plural/article/viewFile/74416/78040

XIII Mostra de Pesquisa – Prorrogação dos prazos para envio de trabalhos

Deixe um comentário

Informamos que o prazo para envio de trabalhos para apresentação no Evento da XIII Mostra de Pesquisa foi prorrogado para o dia 04 de maio. O evento é gratuito para todos.

Todas as informações constam no regulamento e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9112.

Consulte aqui o regulamento.

Cartaz Prazos Prorrogados

Pesquisando no APERS: Quando o campo é o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS)

Deixe um comentário

     A proposta, ao longo deste ano, é fazer breves apresentações de documentos – custodiados pelo Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) – com a finalidade de instigar a curiosidade do pesquisador e fornecer possibilidades de pesquisa ou sugestões de temas/assuntos utilizando fontes primárias para a área das Ciências Sociais e Humanas. Sem a pretensão do rigor científico da academia, nossa ação é especulativa, uma vez que apresentaremos documentos “brutos”. O universo de pesquisa é imenso! São mais de 24 milhões de documentos distribuídos em 3 acervos: legislativo, executivo e judiciário. Neste último, por exemplo, há uma infinidade de tipologias a serem pesquisadas e muitas vezes, desvendadas.

     Pode causar um certo estranhamento, pois não é tradição na Antropologia realizar pesquisa em arquivos. Mesmo sem aquela interação com o informante, a leitura corporal, a entonação das vozes, os silêncios entre os diálogos, há outros elementos que entram em cena para uma “leitura” de determinado fato, num certo período de tempo: a investigação, a capacidade de relacionar fontes, a busca em vários acervos diferentes e a pesquisa histórica para entender o contexto em que foi criado aquele documento.

     Embora nem sempre encontraremos anexos nos documentos (mapas, fotos, recortes de jornais e outros), quando isso acontece, o resultado também é surpreendente. Parece que um assunto “puxa” outro e trabalhar numa perspectiva transdisciplinar é a mais indicada.

     Assim, “[…] o documento escrito constitui uma fonte extremamente preciosa para todo pesquisador nas ciências sociais. Ele é, evidentemente, insubstituível em qualquer reconstituição referente a um passado relativamente distante, pois não é raro que ele represente a quase totalidade dos vestígios da atividade humana em determinadas épocas. Além disso, muito frequentemente, ele permanece como o único testemunho de atividades particulares ocorridas num passado recente.” (CELLARD, 2008: 295)

     Iniciaremos com um processo judicial de exibição de autógrafos. Ano: 1923 Comarca: Porto Alegre.

     O processo foi movido porque o português, Alberto, comerciante e proprietário e um cinema no bairro Tristeza, sentiu-se ofendido com a coluna intitulada “Tristeza” (uma alusão ao bairro onde se situava o cinema). Esta foi publicada no jornal “A Sogra” no de 1923, na cidade de Porto Alegre.

     Na leitura do processo, encontramos 3 exemplares do jornal, do mesmo ano, citado acima. Colorido e monocromático, impressos a cada edição, numa cor diferente da anterior, eram publicados aos sábados, por isso, foram chamados de semanários.

2016.03.09 Pesquisando no Arquivo (2)     Chama atenção a impecável diagramação, as charges e o intenso noticiário da vida quotidiana da cidade. Logo na capa, há avisos aos leitores: “critica sem offensa” e “liberdade sem abuso”. Com muito humor e em tom novelesco há relatados minuciosos da vida privada em ambiente público na capital do Estado. Sendo a tiragem semanal 12 mil exemplares, um número significativo, pois estima-se que naquele período a cidade tinha 150 mil habitantes. Ninguém assina as matérias. A única forma de contato com os autores é o endereço de uma caixa postal: 581.

    Lendo as colunas e observando as charges é possível inferir dados sobre as regras de convivência da época, a preocupação com os valores morais alheios, a cultura, as transgressões, ou pequenos furtos, as noções bem definidas entre o público x privado, e as peculiaridades de uma capital ainda em formação.

    Se você tiver interesse em pesquisar estes documentos, envie um e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

.
*Título inspirado no seminário da Fundação Getúlio Vargas e pelo Laboratório de Antropologia e História do IFCSNFR, com o apoio da Associação Brasileira de Antropologia. Atualizado em 25 e 26 de novembro de 2004 pelo CPDOC.

XIII Mostra de Pesquisa – Regulamento

Deixe um comentário

A Mostra de Pesquisa do APERS chega na sua 13ª Edição, consolidando a compreensão do Arquivo Público do RS quanto aos processos de difusão documental e quanto ao necessário diálogo entre as instituições arquivísticas e de memória, as universidades e centros de pesquisa e a sociedade.
Cartaz chamada de Artigos
Desde 2014, transformou-se em um evento bianual, organizado pelo Arquivo, com o apoio da Associação de Amigos dos APERS, da Associação dos Arquivistas do RS e da Associação Nacional de História – Seção RS. Possuí como objetivos: (a) oportunizar espaço para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e desta com os órgãos de guarda de acervos; (b) incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa; (c)Incentivar a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações; e (d) divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais.

Dessa forma, lançamos hoje o Regulamento da XIII Mostra de Pesquisa do APERS, para acessar clique aqui, e chamamos atenção para o período de 25 de fevereiro a 20 de abril, no qual devem ser submetidos os trabalhos para apresentação no Evento da XIII Mostra, que ocorrerá no mês de setembro. O evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes.

Todas as informações contam no regulamento e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9112.

Segue baixo, o cronograma do evento. Participe!

Cronograma Mostra

Anais da XII Mostra de Pesquisa do APERS

Deixe um comentário

2015.11.25 Anais XII Mostra de PesquisaBLOG   É com muita alegria que finalmente lançamos os anais da XII Mostra de Pesquisa do APERS, em formato de livro eletrônico! O evento, que foi realizado em setembro do ano passado, contou com a apresentação de dez pôsteres e vinte e seis artigos, que foram debatidos nas mesas do encontro e agora são difundidos ao público através do e-book que pode ser baixado aqui, e pode ser lido pelo Issuu aqui.

   Agradecemos a cada participante por ter compartilhado os resultados de seu trabalho com o Arquivo Público, com os demais pesquisadores e com a sociedade. Desejamos uma excelente leitura, e reafirmamos o compromisso de seguir promovendo a Mostra de forma bianual, como um espaço para troca de conhecimentos e de experiências em pesquisa com fontes arquivísticas. Estejam atentos ao nosso blog para em breve acessar o regulamento da XIII Mostra de Pesquisa, que ocorrerá em 2016!

XII Mostra de Pesquisa

Deixe um comentário

     Nos dias 09, 10 e 11 de setembro ocorreu no Arquivo Público a 12ª edição da Mostra de Pesquisa do APERS, promovida pelo Arquivo com o apoio de sua Associação dos Amigos (AAAP), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação Nacional de História – Seção RS (ANPUH-RS). O espaço é organizado para a divulgação de pesquisas produzidas a partir de fontes primárias arquivísticas ou a respeito de instituições arquivísticas, suas funções e ações, oportunizando a troca de experiências e conhecimentos entre pesquisadores dos diferentes níveis de graduação, estudantes e demais interessados.

     O evento foi aberto na noite do dia 09, com as saudações do Prof. do Departamento de História da UFRGS, Fábio Kühn, e a representante da Associação dos Amigos do APERS, Sônia Burnett. Em seguida deu-se início à palestra “O solo de liberdade”, realizada por Jônatas Marques Caratti, que abordou a jornada de sua pesquisa sobre as trajetórias da preta Faustina e do pardo Anacleto pela fronteira rio-grandense em tempos do processo abolicionista uruguaio (1842-1862). Na sequência, passou-se a comunicação de artigos, contando com trabalhos produzidos a partir de documentos relacionados à escravidão.

    As atividades seguiram na noite do dia 09, com a mesa temática intitulada: Patrimônio Documental e Cultural, apresentou reflexões sobre a importância da gestão documental para a viabilização da pesquisa histórica e a análise de políticas públicas de arquivo. Em seguida passou-se a apresentação do acervo do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, que abordou o tratamento arquivístico. Após, foi feita a explanação do projeto Arquivo de Memórias com a valorização da história a partir do resgate e organização de documentos em uma escola.

     No dia 10 de setembro, na parte da tarde, a Mostra seguiu com as apresentações de artigos que se utilizaram de revistas e periódicos como fonte de pesquisa. À noite, os artigos estavam relacionados à justiça criminal e os crimes cometidos e julgados no Rio Grande do Sul.

     No último dia do evento, dia 11 de setembro, a parte da tarde teve a temática das relações sociais e familiares nos séculos XVIII e XIX para as apresentações, dentre as quais citamos os casamentos açorianos e a vida celibatária. Na parte da noite, no encerramento do evento, as palestras versaram sobre a História do Brasil e seus distintos olhares, tanto da história recente (Regime de exceção 1964-1984) quanto da visita de Hans Staden em solo brasileiro (século XVI).

     Após o processo iniciado em abril deste ano com o recebimento e avaliação de trabalhos, mais uma vez encerramos a Mostra de Pesquisa com a certeza de ter cumprido um importante papel na difusão de acervos, locais e metodologias de pesquisa. Ao longo do segundo semestre trabalharemos na organização da publicação dos anais do evento, e assim que possível divulgaremos a data de seu lançamento. Agradecemos aos participantes, aos membros da Comissão de Seleção e Organização e servidores do Arquivo envolvidos para viabilizar mais esta edição.

     Veja abaixo algumas fotos:

Este slideshow necessita de JavaScript.

XII Mostra de Pesquisa do APERS: inscreva-se!

Deixe um comentário

      A XII Mostra de Pesquisa do APERS acontecerá durante os dias 09, 10 e 11 de setembro, nos turnos da tarde e noite!

     A participação é gratuita; para se inscrever como ouvinte envie email com o seu nome completo para mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br. Para aqueles que atingirem 75% de presença será fornecido certificado de 30 horas.

     Participe! Venha prestigiar a apresentação de trabalhos de pesquisa elaborados a partir de fontes primárias! Confira a programação clicando aqui.

XII Mostra de Pesquisa APERS cartaz

XII Mostra de Pesquisa: Programação

Deixe um comentário

2014.07.23 Programacao XII Mostra     Divulgamos a programação preliminar da XII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que ocorrerá no Arquivo Público do RS nos dias 09, 10 e 11 de setembro de 2014. Devido ao elevado número de trabalhos aceitos neste ano, acrescentamos um dia na programação para a apresentação dos mesmos. Clique na imagem para ler a programação.

     Participe como ouvinte! A inscrição é gratuita e com certificado. Faça sua inscrição através do email mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br

XII Mostra de Pesquisa APERS: trabalhos aceitos

2 Comentários

É com satisfação que divulgamos a lista de trabalhos aceitos para apresentação e posterior publicação na XII Mostra de Pesquisa do APERS. Para conferir, clique aqui.

O evento ocorrerá nos dias 09, 10 e 11 de setembro de 2014, no Arquivo Público. Em breve divulgaremos a programação completa, com cronograma de apresentação dos trabalhos. As inscrições para ouvintes são gratuitas, com direito a certificado. Mais informações através do e-mail: mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br. Participe!

XII Mostra de Pesquisa do APERS: prazo ampliado para envio de trabalhos!

Deixe um comentário

Como você já sabe, este ano o Arquivo Público realiza sua XII Mostra de Pesquisa. Para ampliar as possibilidades de participação no evento estendemos um pouquinho o prazo para envio de trabalhos. Agora você pode enviar seu artigo ou resumo de pôster até o dia 15/06/2014. Todo o restante do regulamento segue valendo. Consulte-o aqui e participe!

Chamada de Trabalhos XII Mostra

Lançamento do livro & Sessão de autógrafos – XI Mostra de Pesquisa do APERS

Deixe um comentário

É com satisfação que convidamos todos os autores, autoras e colaboradores da XI Mostra de Pesquisa do APERS, realizada em setembro de 2013, para evento de lançamento do livro e sessão de autógrafos. Será na próxima segunda-feira, 09/06, às 18:30h, na sede do Arquivo Público. Convide seus familiares e amigos e participe!

Após autógrafos faremos uma confraternização junina. Por favor, se possível, confirme presença.

Convite Lançamento Livro XI Mostra

XII Mostra de Pesquisa do APERS

Deixe um comentário

Mostra Pesquisa APERS

     A Mostra de Pesquisa do APERS, que a partir de 2014 será realizada a cada dois anos, é aberta a acadêmicos de graduação, pós-graduação e pesquisadores em geral que através deste espaço, divulgarão seus trabalhos a partir de fontes documentais primárias salvaguardadas em instituições arquivísticas e de memória. Nesta perspectiva, buscamos a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e desta com os órgãos de guarda de acervos.

      Hoje lançamos o Regulamento da XII Mostra de Pesquisa, sendo que o prazo para envio dos trabalhos se encerra no dia 12 de junho de 2014. Serão recebidos para avaliação artigos e pôsteres resultantes de estudos a respeito das instituições de memória, suas funções e ações ou de pesquisas realizadas com base em fontes primárias arquivísticas ou em documentação salvaguardada em demais instituições de memória. Os trabalhos selecionados serão apresentados e publicados.

   Mais informações através do e-mail mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288-9115.

    Confira as regras para participar neste link: Regulamento XII Mostra de Pesquisa. Abaixo segue o cronograma do evento. Participe!

Cronograma XII Mostra de Pesquisa APERS

APERS Entrevista: José Carlos da Silva Cardozo

Deixe um comentário

José Carlos da Silva Cardozo, 26 anos, é graduado em Historia (UNISINOS – 2005/2009), graduando em Ciências Sociais (UFRGS – 2008/2012), mestre em História Latino-Americana (UNISINOS – 2009/2011) e doutorando em História Latino-Americana (PPGH/UNISINOS – 2011). Coordenador do Grupo de Trabalho da ANPUH/RS História da Infância, Juventude e Família. Editor da Revista Brasileira de História & Ciências Sociais e da Revista Latino-Americana de História, Secretário da ANPUH/RS e bolsista CAPES/MEC. José Carlos pesquisa no APERS desde 2008 e entre seus temas de pesquisa estão: criança, família, Poder Judiciário, registros eclesiásticos e demografia histórica. Confira nossa entrevista com ele:

Blog do APERS: José Carlos, como se deu tua aproximação com a pesquisa sobre menores envolvidos nos processos de tutela?

José Carlos: Eu fazia iniciação científica na UNISINOS em demografia histórica, pesquisando em registros paroquiais de batismo, casamento e óbito de Porto Alegre, de 1772 a 1835, para cadastrá-los num sistema. Comecei a interessar-me pelas crianças, tanto por aquelas que acabaram morrendo quanto as que nasciam… Nuances da relação familiar que aparecem nesses registros e nos documentos que os precedem. Contudo, queria fazer um trabalho voltado para as crianças do início do século 20. Isto porque meu avô, que trabalhava na viação, foi para a Alemanha fazer uma cirurgia e quando voltou não desembarcou em Porto Alegre, desapareceu. Meu pai e minha avó ficaram desamparados. Ela não sabia muito bem o que fazer com os bens, deixou para uma pessoa administrar e em pouco tempo o patrimônio estava dilapidado. Meu pai desde pequeno começou a trabalhar para se manter e ajudar sua mãe… As dificuldades aumentaram e minha avó o enviou para ser criado por alguns parentes em uma fazenda no município de Esteio. O início do século 20 me chama a atenção por isso. Mas como trabalhar com essas crianças com minha experiência em demografia histórica? Conversando com a professora Ana Silvia Volpi Scott, minha orientadora, ela me indicou algumas leituras, entre elas “Os caminhos da adoção” da professora Claudia Fonseca, que é antropóloga na UFGRS e pesquisou os registros de busca e apreensão de menores aqui no APERS na década de 1980. Ela produziu artigos e capítulos de livros a partir dessa documentação por mais de dez anos, o fundo do Juizado dos Órfãos é muito rico para pesquisas sobre crianças, famílias, seus conflitos e sobre a própria Justiça. Ela trabalhou com o início do século 20, então conversamos e ela apontou que essa documentação não era muito explorada. A partir dessas leituras e conversas com as professoras foi-me aberto o caminho para a pesquisa.

Blog do APERS: Você poderia comentar um pouco sobre o trabalho que vens desenvolvendo atualmente?

José Carlos: Na pesquisa de mestrado investiguei crianças, adolescentes e jovens, suas famílias e os juízes do Juizado de Órfãos de Porto Alegre no início do século 20. Fiz meu recorte de 1900 a 1927, do início do século até a entrada em vigor do Código de Menores. Nesse período as Ordenações Filipinas estavam em vigor e meu recorte foi baseado nisso, trabalhei com 823 processos de tutela. Para o doutorado investigo um pouquinho antes do final do século 19, da Lei do Ventre Livre até a abolição em 1888, mas pesquisando dez anos antes e dez anos depois desses marcos para ter uma margem de contexto. Trabalho, então, com a problemática da Lei do Ventre Livre, a lei em que todas as crianças, filhas de escravas, nascidas a partir de 28 de setembro de 1871, seriam consideradas como ingênuas. Assim, quando chegassem aos oito anos de idade seu senhor poderia optar por continuar com elas até os 21 anos, como forma de indenização, ou entregá-la para o Estado, mas a maioria deles ficou com os menores. E o que me inquieta, que é uma das questões da pesquisa, é o porquê que com essa prerrogativa da Lei, muitos senhores acabavam tutelando a criança. Uma das minhas hipóteses é que a Lei proíbe que mãe e filho sejam separados, contudo se esse senhor tutelar a criança poderia vender a mãe ou mandá-la trabalhar em um lugar mais distante e ficar usufruindo dos serviços da criança. Mas minha pesquisa não centra só na criança ingênua, circunscreve as crianças porto-alegrenses de forma geral.

Blog do APERS: Tu pesquisas sobre menores envolvidos nos processos de tutela na Porto Alegre do início do século XX, é possível fazer um comparativo com os processos de tutela do final deste século, início do século XXI?

José Carlos: Não, porque os processos de tutela seriam, nesse período em que estudo, o mesma que a guarda de menores. Hoje se o pai ou responsável não pode ficar com a criança a Justiça viabiliza outro responsável. O tutor é mais para administrar os bens, se a criança não tem quem cuide dela, é internada em orfanato… E o tutor administra os bens, muitas vezes, não tem contato com a criança. A tutela também é empregada quando as crianças e adolescentes estão num abrigo sob responsabilidade da Justiça, recebem um tutor temporário até a definição de um responsável legal… No inicio do século 20 a guarda e tutela eram praticamente a mesma coisa, em concepções jurídicas.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para tua atuação enquanto pesquisador?

José Carlos: Fundamental. Sem ele e a organização que há na instituição não haveria estudo sobre o Juízo dos Órfãos. Não há pesquisa sobre o tema. O que a professora Claudia Fonseca desenvolveu foi como uma pedra que foi jogada na água e não reverberou, simplesmente afundou. Não houve mais pesquisa nem na parte histórica nem na antropológica envolvendo esse fundo documental. E tem vários processos que estão sob o “guarda-chuva” do Juizado de Órfãos… A maioria dos investigadores pesquisa em inventários, contudo há exame de sanidade e de pobreza, tutela, busca e apreensão, várias ações envolvendo crianças e famílias… Então o Arquivo Público ter preservado isso é fantástico! Fazia mais de 20 anos que a professora Claudia Fonseca pesquisou aqui… Então como chegar ao Arquivo Público? Lembro-me do pessoal do atendimento… Tiveram paciência comigo, porque a gente chega com uma ansiedade tão grande… Eu não vim replicar o estudo da professora Claudia Fonseca, então tentei descobrir o que o acervo do Juizado de Órfãos tinha, além dos processos que já haviam sido trabalhados… Os atendentes abriram as possibilidades e acabei pesquisando os processos de tutela. No início de minha formação fazia pesquisas quantitativas, mas ao longo do tempo comecei a trabalhar com áreas diferentes e colocá-las para dialogar (pesquisa quanti/qualitativa). A demografia trabalha muito com história quantitativa, com seriação. Eu transcrevia alguns trechos, mas com o tempo fui percebendo que as informações processuais se repetiam e pude construir um banco de dados fantástico. Essas metodologias e as fontes dão um respaldo maior para a pesquisa, para sua legitimação. E aqui o pessoal foi sempre solicito, tornando a pesquisa prazerosa.

Blog do APERS: Qual a tua dica para os pesquisadores que estão começando agora a lidar com fontes primárias?

José Carlos: O fundamental é ler. Fazer levantamento bibliográfico, muitas vezes seguimos a orientação ou o projeto do orientador, sendo que isso acaba sendo bom por um lado, por aprofundar o tema, mas por outro inviabiliza outras pesquisas. Por exemplo, o Juizado de Órfãos… Se a orientadora não me tivesse oportunizado fazer algo diferente da pesquisa dela, eu nem passaria perto do Arquivo Público, porque ela trabalha com a documentação da Cúria Metropolitana. Ela abriu essa possibilidade e indicou as leituras… Fazer o levantamento bibliográfico, o mapeamento… Bom, eu queria estudar crianças, mas dentro do tema “crianças”, o que pesquisar? Tem alguma coisa que ainda não foi pensada? No meu caso, acabei dando sorte de pegar uma documentação bem organizada, que respalda meu estudo até hoje.

Blog do APERS: Você participou de quatro edições da Mostra de Pesquisa do APERS, a qual valoriza o uso das fontes primárias. Enquanto pesquisador como avalia a importância de publicação de resultados das pesquisas, em eventos como a Mostra?

José Carlos: Talvez a publicação seja apenas uma consequência. O mais interessante quando se participa de um evento é a discussão, o debate que isso vai gerar. Porque quando você apresenta seu trabalho, compartilha com pessoas que estão te ouvindo e vão dar suas impressões sobre o que você está desenvolvendo, vão ajudar a amarrar algumas pontas, a fundamentar melhor a pesquisa e quanto mais redondo, coerente e conciso for o estudo, melhor. Reuniões como a da Mostra são muito boas, gosto muito de participar. A experiência seja nos próprios comentários, debates ou nos cafés… Os intervalos são fundamentais, muitas vezes pelo tempo, a pessoa não quer se expor muito, mas no intervalo acabamos discutindo, trocando informações de fontes, livros… Acaba sendo muito bom!

Blog do APERS: Nas tuas horas vagas, quando não estás pesquisando, quais são tuas atividades preferidas de lazer?

José Carlos: Já faz tempo! Nas horas de folga fico com a família. Uma coisa que não dá para esquecer é o valor dela, por mais que a gente fique recluso – pesquisador tem que fazer isso, seja para o levantamento das informações ou para ler e escrever – são essas pessoas que nos dão o suporte, entendem nossas ausências… Mesmo estando no quarto ao lado, nós estamos praticamente encarcerados, eu sempre tento aproveitar a companhia, sair com eles…

Artigos de José Carlos apresentados e publicados na Mostra de Pesquisa:

O Juizado de órfãos de Porto Alegre: um reflexo da Sociedade (pág.: 39 – 55).

A criança porto-alegrense na Belle Époque brasileira através do juízo de órfãos (pág.: 99 – 113).

Tutelar ou adotar: o melhor para quem? (pág.: 180 – 196).

%d blogueiros gostam disto: