Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na Área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, quase todas as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição. Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica.

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Para a segunda edição do projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas, foram construídas propostas de trabalho para a sala de aula com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos. Essas propostas foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog do Arquivo, com os seguintes objetivos:

  • Contribuir, a partir de mais uma ação dentro da perspectiva da Difusão Cultural e das Ações Educativas, para a divulgação dos acervos do Arquivo e das suas potencialidades;
  • Contribuir para o uso de fontes arquivísticas no trabalho pedagógico desenvolvidas nas escolas de Educação Básica;
  • Fomentar discussões, no âmbito dos processos de ensino-aprendizagem, em torno dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva histórica.
  • Divulgar e incentivar a utilização, tanto para pesquisa quanto para o ensino, de documentos tais como os processos administrativos de indenização, inventários e processos-crime do período da escravidão, de processos de desquites e divórcios, de processos administrativos da Secretaria da Justiça, dentre outros que trabalhados.

Até o dia 28 de novembro, foram produzidas 6 propostas pedagógicas, com em média, 36 páginas cada uma. Desde o início da segunda edição até a metade do mês de dezembro as propostas pedagógicas tiveram cerca de 108 visualizações no Blog Institucional.

Com o encerramento dessa segunda edição do projeto, ocorrerá a publicação de uma coletânea em volume único, contendo as seis propostas. Praticamente finalizada, o arquivo aguarda apenas ficha catalográfica e ajustes finais de formatação. Para o ano de 2016 está prevista a publicação da coletânea no mês de fevereiro e a interrupção da produção de novas propostas pedagógicas. Nesse caso, não haverá uma IIIª edição para o próximo ano, uma vez que a historiadora responsável pelo projeto se dedicará a outras atividades na instituição. De qualquer forma, permanece no horizonte da Divisão de Documentação a possibilidade de publicação das propostas elaboradas nas duas edições. Para isso, a equipe da Divisão estará atenta aos editais e possibilidades de captação de recursos para esse fim.

Outra atividade que demandou atenção das equipes da Divisão de Documentação foi a elaboração do projeto piloto Estágio Curricular para o Curso de História. O Estágio Curricular em História é um dos serviços educativos oferecido pelo APERS. Caracteriza-se por uma série de atividades destinadas ao cumprimento de estágio curricular obrigatório ou para horas complementares exigidas para integralização dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em História. Objetiva oportunizar aos graduandos dos cursos de história vivências relacionados aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. No projeto-piloto foram previstas a apresentação da instituição e dos processos de trabalho realizados por sua equipe, em especial a equipe de historiadoras do APERS; observação participativa de atividades realizadas por historiadores; prática monitorada de atividades previamente selecionadas pela equipe responsável pela supervisão do estágio.

O Estágio Curricular objetivou oportunizar aos graduandos dos cursos de História vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. Seis alunos do Curso de História da FAPA concluíram o estágio que contou com uma carga horária de 30 horas. Para o ano de 2016 foram planejadas as seguintes atividades: seminário sobre instituições de guarda de acervos e seus profissionais, e estágio curricular.

CaixaPedagogicaAinda entre as ações educativas, merece destaque o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Ele foi desenvolvido ao longo de 2014 a partir de recursos captados junto ao Prêmio Pontos de Memória 2012, do IBRAM (conforme registrado na aba “Projetos Patrocinados”). Em 2015 centramos o trabalho na finalização da montagem de 700 caixas pedagógicas, na distribuição das mesmas, e na divulgação dessa ação. Intencionávamos realizar parceria com a Secretaria Estadual de Educação para o processo de distribuição em todas as escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto originalmente no projeto aprovado pelo IBRAM. No entanto, como esta parceria não se efetivou, a entrega das caixas às escolas tornou-se mais morosa, exigindo que um responsável de cada instituição venha até o APERS retirar o material. Assim, após enviarmos e-mails para as Coordenadorias Regionais e Secretarias Municipais e divulgarmos em nossas mídias sociais, decidimos ampliar o público-alvo a partir do segundo semestre de 2015, passando a atender todas as escolas públicas que manifestem interesse em receber a caixa.

Ao longo deste percurso contamos com o auxílio da equipe do Departamento de Transporte da SMARH, que em diversos turnos cedeu um carro da Central de Veículos, com motorista, para visitar escolas de Canoas e Gravataí entregando as caixas. O motorista viajou sempre acompanhado por Davi dos Santos, estagiário que faz parte de nossa equipe de Ação Educativa. Registramos e agradecemos também o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA), que abriu espaço em seu IV Encontro de Educadores, realizado em outubro de 2015, para que pudéssemos entregar o material aos professores da rede municipal de Porto Alegre.

Até dezembro de 2015 foram distribuídas cerca de 400 unidades. Ainda temos um grande número de exemplares para fazer chegar aos estudantes e professores em 2016! Se você é professor(a), estudantes, ou membro de alguma comunidade escolar, comente sobre o projeto. Pergunte se a escola já recebeu o material, e caso haja interesse, entre em contato conosco através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou do fone (51)3288-9117.

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O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), realizado nesta parceria institucional desde 2009, teve novidades, desafios e conquistas em 2015. Graças aos recursos captados através da UFRGS pelo Edital ProEXT, Programa de Extensão Universitária do MEC, ao empenho da equipe e a acolhida que o Arquivo dá ao público recebido em suas dependências, foi possível manter a realização das oficinas de Educação Patrimonial, do curso de formação para professores e da capacitação de oficineiros, entre outras atividades. Os recursos viabilizaram a contratação de transporte para o deslocamento das turmas até o Arquivo, e de bolsistas, que junto aos estagiários do APERS atuaram como oficineiros com ao público escolar, assim como a produção de um livro e de um folder do PEP.

Ao longo do ano foram ministradas 85 oficinas, atendendo um total de 1.769 estudantes. Foram 48 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo (para 6º e 7º ano), 24 oficinas Resistência em Arquivo (para o Ensino Médio), e 13 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia (para 8º e 9º ano). Se compararmos ao número de oficinas realizadas em 2014 entre abril e dezembro (128), aparentemente tivemos um desempenho menor, entretanto, 2015 foi palco de uma atividade bastante importante e enriquecedora: a reformulação da oficina Tesouros, a primeira criada pelo PEP, construída a partir de documentos relacionados ao contexto da escravidão no Rio Grande do Sul. Dedicamos boa parte do primeiro semestre a esta reformulação, em paralelo ao desenvolvimento da 5ª edição do curso de formação para professores. Nossa equipe participou dos encontros do curso – também voltado à temática da escravidão e da luta por liberdade –, desenvolveu pesquisa no acervo para selecionar documentos que abordassem os contextos e conceitos desejados, fez a digitalização, transcrição, reprodução e plastificação dos mesmos, criou materiais de apoio, pintou as novas caixas em MDF utilizadas na dinâmica… Tudo preparado com carinho entre março e junho, quando retomamos o recebimento das turmas, seguindo com oficinas entre junho e o começo de dezembro.

A nova  Tesouros está mais densa, focada na análise e problematização de documentos que ajudam a conhecer melhor a trajetória de mulheres e homens outrora escravizados, que resistiram no cotidiano por uma vida melhor. Os estudantes entram em contato com quatro diferentes tipos de carta de liberdade; com um testamento de um liberto que fazia parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; com um processo criminal em que uma criança negra, livre, de 11 anos foi sequestrada no Uruguai e escravizada ilegalmente aqui; com três inventários que demonstram diferentes estruturas de posse de escravizados, suas idades, afazeres e contexto social no qual estavam inseridos; e com a história do casal Ana e Manoel, contada a partir de um registro de compra e venda, de uma carta de liberdade e de um registro de casamento. Esse destaque dado à oficina Tesouros em 2015 explica a quantidade bem maior de práticas dela frente as demais: para testar o novo modelo, entre os meses de junho e julho agendamos apenas esta oficina, retomando as outras duas em agosto.

Quanto ao já mencionado curso de formação para professores, intitulado Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, foi realizado entre os meses de abril e junho, em 10 encontros nas manhãs de sábado. Foram capacitados 38 professores, que concluíram as horas necessárias para o recebimento do certificado, além de duas servidoras do IPHAE e 11 estagiários e bolsistas da equipe do PEP. Para mais informações, veja o relatório do curso.

Devido à programação diferenciada, a capacitação de oficineiros também ocorreu de forma distinta no 1º semestre. Foi possível receber três estudantes da disciplina de Estágio de Docência III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, que se incluíram no processo de reformulação da oficina, participando de alguns dos encontros do curso de formação, realizando visita ao conjunto arquitetônico do APERS, construindo materiais didáticos para a oficina Tesouros em parceria com a equipe do PEP, e finalmente realizando quatro práticas dessa oficina. No 2º semestre voltamos à capacitação em seu formato habitual, com 12 encontros, sendo quatro de aproximação com as oficinas e sua base teórica, dois de observação, e seis de práticas. Neste semestre foram capacitados 11 oficineiros.

Em 2015 também participamos de eventos promovendo a difusão do PEP:

  • No encontro Dos Ofícios de Clio V: Patrimônio e Diversidade Cultural, promovido pelo GT Acervos/ANPUH-RS, a historiadora Clarissa Sommer apresentou a comunicação intitulada “Oficina Os Tesouros da Família Arquivo e Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo: ações educativas no Arquivo Público do Estado do RS e patrimônio negro”;
  • No XXVIII Simpósio Nacional de História da ANPUH-Brasil as professoras Carla Simone Rodeghero (UFRGS) e Claudira Cardoso (FAPA e IFRS) apresentaram a comunicação “O arquivo como espaço de ensino: experiências de educação patrimonial na parceria UFRGS-APERS”;
  • A oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos foi apresentada na UNIVATES por Andressa Malhão, Clarissa Sommer, Deise Freitas e Nôva Brando, como parte da programação do IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade e Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais;
  • No XVI Salão de Extensão da UFRGS, Andressa Malhão e João Victor Câmara apresentaram a comunicação “Educação patrimonial e formação de professores: escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”;
  • No XI Salão de Ensino da UFRGS foi a vez de Amanda Ciarlo e Guilherme Lauterbach apresentarem “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”.

Como mencionado anteriormente, também produzimos o livro “PEP em revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, pensado em formato de revista, bastante ilustrado e dinâmico, que conta a história do PEP de 2009 até meados de 2015. O material está pronto, aguardando envio à Gráfica da UFRGS para impressão, e será lançado em seguida. Já o folder do PEP, produzido este ano, está impresso! Confira:

Fechamos o balanço de um ano tão produtivo agradecendo a participação de cada uma e cada um que colaborou de alguma forma para esta construção tão coletiva: estudantes de graduação e de cada escola, professores da Educação Básica, professores das Universidades, equipe PEP… Que 2016 seja ainda melhor!

Neste sentido, aproveitamos para informar que em 2016 o agendamento de oficinas será organizado a partir de um regulamento, que será publicado aqui no blog na próxima quarta. O principal objetivo é estreitar os laços com as escolas, fazendo com que as atividades de educação patrimonial extrapolem a vivência das oficinas no espaço do Arquivo, sendo aprofundadas na comunidade escolar. Informações pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Até breve!

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Oficinas de Educação Patrimonial – Outubro

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Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de outubro:

Dia 02: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Cândido José de Godói, acompanhados pela professora Vânia Fonseca Soares. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 08: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da 6ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Aramy Silva acompanhados pela professora Fabiana Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 10: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do Centro Promoção da Infância e da Juventude, acompanhados pela professora Greice Galão. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 10: participaram da Oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Cândido José de Godói, acompanhados pela professora Vânia Fonseca Soares. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da 6ª série, turmas C12 e C13, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva acompanhados pela professora Fabiana Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 21: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos da 8ª série da Escola Bom Jesus São Luiz acompanhados pelo professor Bruno Ortiz. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 22: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos do Colégio de Aplicação da UFRGS acompanhados pela professora Marla Assumpção. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da turma 71F9 do Instituto de Educação Flores da Cunha acompanhados pela professora Eliane Domingues. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos das turmas T6A e T6B da Escola Estadual Leopolda Barnewitz acompanhados pela professora Eliane Domingues. Clique aqui para acessar o álbum de fotos

Dia 29: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da turma 71 do Colégio Estadual Florinda Tubino Sampaio acompanhados pelos professores Eleni Schroeder e Eduardo Hass. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” os alunos da turma 70 A da Escola Estadual Planalto Canoense acompanhados pela professora Sherol dos Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 31: participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” os alunos da 8ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo acompanhados pelo professor Carlos Reni. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

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