Aconteceu no Arquivo: Simpósio Questões para a História Negra do RS / 8º Curso de Formação para Professores PEP UFRGS-APERS

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Entre os dias 01 e 03 de outubro o Arquivo Público recebeu um evento muito especial, que colocou a história negra do Rio Grande do Sul no centro de nossas atenções e reflexões. Promovido em parceria entre o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, o Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS) e o Núcleo de Pesquisa em História (NPH) da UFRGS, o Simpósio Questões para a História Negra do RS / 8º Curso de Formação para Professores PEP UFRGS-APERS contou com um público bastante assíduo que se dedicou a debater experiências e epistemologias negras atuais a partir de diversos ângulos.

As mesas de debate e apresentação de trabalhos, assim como a conferência, a oficina e as atividades culturais, convergiam para a reflexão em torno da produção e disseminação do conhecimento em uma perspectiva negra, trazendo temas como o ensino em Educação para as Relações Étnico-raciais, as religiões de matriz africana, a história da escravização e da luta por liberdade, os estudos do pós-abolição, do associativismo e da militância negra, abordagens geográficas sob a ótica da apropriação de territórios e ocupação dos espaços urbanos, o feminismo negro, a história da arte e os patrimônios culturais.

A partir do álbum de fotos a seguir é possível visualizar um pouco do que foi essa enriquecedora experiência coletiva, que contou com comunicadores e palestrantes tanto de Porto Alegre quanto do interior do Rio Grande do Sul e de outros estados.

Mais uma vez agradecemos a participação de todas e todos, reafirmando o compromisso do APERS com o combate ao racismo e a difusão de acervos e temáticas que contribuam nesse sentido.

Participe: Questões para a História Negra do RS 2019 & 8º Curso de Formação para Professores PEP UFRGS-APERS

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2019.09.04 Cartaz 8 Curso de Formação para profs PEPEstão abertas as inscrições para ouvintes no evento Questões para a História Negra do Rio Grande do Sul – 2019 & 8º Curso de Formação para Professores PEP UFRGS-APERS. O curso é resultado de uma parceria entre o Arquivo Público do Estado, o Núcleo de Pesquisa em História (NPH/UFRGS) e o Departamento de Desenvolvimento Social (DEDS/UFRGS, que surgiu do desejo de somar esforços para promover um espaço rico e plural de reflexão e formação continuada. Terá como eixo temático as epistemologias negras a partir do questionamento a respeito das categorias de análise que têm sido utilizadas em diversos campos do saber e na produção de conhecimentos sobre as pessoas negras no Rio Grande do Sul.

As vagas são abertas para a comunidade em geral, mas a programação e a divulgação têm sido pensadas para alcançar, também, professoras e professores que vivenciam o cotidiano da Educação Básica, assim como profissionais que atuam em espaços não formais de educação e em instituições de memória.

O curso acontecerá entre os dias 01 e 03 de outubro, no Arquivo Público (Rua Riachuelo, 1031, Porto Alegre/RS). A programação pode ser acessada clicando aqui, e o fôlder pode ser baixado aqui.

Para informações sobre inscrições, clique aqui. O custo é de R$10,00 e dá direito a certificado de 30h. Atenção: as inscrições estão sendo centralizadas pela equipe do NPH/UFRGS. Interessados devem seguir as instruções do link, ou contatá-los diretamente: fone (51) 3308-6631 | e-mail: nph@ufrgs.br.

Vem ai o 8º Curso de Formação para Professores do PEP UFRGS-APERS!

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Desde 2011 nosso Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS promove, anualmente, um curso de formação para professores que relaciona o mundo do patrimônio documental, a educação patrimonial e temáticas sensíveis à educação no tempo presente.

Em 2018, devido a outras atividades, realizamos um evento especial de encerramento do ano voltado ao público de professores e estudantes, mas não foi possível oferecer uma edição do curso em si. Mas para 2019 temos novidades: realizaremos, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em História (NPH/UFRGS) e o Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS/UFRGS), o Simpósio Curso Questões para a História Negra do RS  &  8º Curso de Formação para Professores PEP UFRGS-APERS.

2019.08.07 Cartaz Curso História Negra PEP UFRGS APERS 2019

As atividades ocorrerão nos dias 01, 02 e 03 de outubro, nas dependências do Arquivo Público (Rua Riachuelo, 1031, Centro Histórico de Porto Alegre/RS). As inscrições, no valor de R$10,00, garantem certificado de 30h, e serão feitas entre os dias 19 de agosto e 30 de setembro – em breve divulgaremos o link para isso. As vagas são limitadas e a inscrição de professores da Educação Básica será priorizada.

Acesse a programação e mais informações clicando aqui. Agende-se e participe!

Lista de Inscritos – Curso Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente.

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É com satisfação que divulgamos a lista de inscritos para o curso “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente”.

As atividades começam nesta sexta-feira, 26/08, às 14h, no auditório do Arquivo Público (Rua Riachuelo, 1031, Centro de Porto Alegre). Até lá!

Lista de Inscritos Curso Educ Patrimonial 2016

Acesse aqui a programação completa.

Inscreva-se no Curso “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente”.

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Confira a programação completa do curso:

Cartaz Curso PEP Profs Programação geral

Para solicitar participação, baixe a ficha de inscrição clicando aqui, e siga as instruções nela contidas.

Avaliação do Curso de Formação para Professores PEP UFRGS|APERS

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     Nos meses de abril, maio e junho desse ano, ocorreu a 5ª Edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial PEP UFRGS|APERS. Organizado em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh-RS e com recursos do Edital Proext/MEC, o Curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS certificou trinta e oito professores e onze bolsistas e estagiários do APERS e do Programa de Educação Patrimonial.

    Ao final de cada nova edição, a equipe do Programa realiza uma pesquisa para que os professores avaliem o curso e para que as futuras edições possam ser qualificadas de acordo com a demanda dos docentes.

Avaliação Curso Professores    Dentre todos os professores, dezessete participaram da proposta de avaliação – um questionário encaminhado via Google docs. Parte das perguntas, sobre questões pontuais do curso, foram de múltipla escolha. Segue um breve comentário a respeito dos resultados: em relação: (1) a estrutura, dias da semana e turno de realização do curso, carga horária, conteúdos ministrados, materiais de apoio e serviço de secretaria, os professores se mostram satisfeitos ou muito satisfeitos; (2) sobre os encontros específicos, na maior parte das respostas os professores consideraram boas e ótimas as contribuições para a sua prática docente; (3) também consideraram os conteúdos adequados e de acordo com a proposta do curso; (4) dois dos 17 professores acharam pouco adequado a aplicabilidade do conteúdo à realidade profissional, enquanto 15 deles acharam adequado; (5) por unanimidade, acharam adequada a bibliografia.

    Além delas, também foram elaboradas três perguntas dissertativas. A primeira solicitava que o professor narrasse alguma situação da sua vida pessoal ou profissional na qual tivesse se sentido influenciado pelas discussões feitas ao longo do curso, ou ainda alguma experiência passada à qual tivesse atribuído novo significado a partir do curso. Das respostas, salientamos as considerações sobre a palestra da professora Sherol, que foi recordada pela temática das famílias escravas, por sinal mencionada mais de uma vez; sobre a perspectiva do trabalho com a questão da liberdade, mencionada por outra professora; sobre a relação entre escola e universidade suscitada pelas falas dos professores Arilson e Verena; sobre o quanto emocionante foi o encontro que trabalhou com o tema das trajetórias; sobre os aprendizados a partir da Vivência da Oficina Tesouros da Família Arquivo; e sobre a afirmação da identidade de um professor.

    A segunda propôs que a professor avaliasse em que medida o curso contribuiu para a educação sobre história africana e afro-brasileira e para a discussão em sala de aula sobre relações étnico-raciais. As respostas foram diversas, passaram pela contribuição naquilo que diz respeito ao planejamento de aula; ao aporte para discussões com outros professores a respeito da importância do trabalho com a temática; à utilização de dados estatísticos sobre a escravidão em outras disciplinas; à identificação de possibilidades de fontes para serem trabalhadas na sala de aula; à qualificação da crítica e das formas de trabalho com o livro didático. E não poderíamos deixar de mencionar o relato de uma professora sobre a contribuição do trabalho com a Caixa AfricaNoArquivo, apresentada e distribuída ao longo do curso, que “percebeu que os alunos que se identificam como afrodescendentes, se sentem muito orgulhosos por terem seus ascendentes como tema de estudo“.

    Na terceira, em que abrimos espaços para críticas, foram manifestados alguns aspectos tais como: a impressão de que algumas discussões foram acadêmicas demais, da falta de leitura por parte dos colegas, da falta de planejamento de alguns poucos palestrantes e da pouca dinamicidade de muitas falas. Já no campo sugestões para outras edições, foram apontadas ideias como: uma mostra de trabalho dos educadores e a escrita de um artigo ou de um plano de aula, como trabalho de finalização do curso, uma carga horária maior que contemplasse outras áreas do conhecimento.

    Caso deseje, pode acessar aqui o Relatório Completo da Avaliação. Da nossa parte, ficamos muito satisfeitos com a avaliação sincera e propositiva que fizeram os professores que participaram do curso. Ao mesmo tempo em que julgamos se tratar de uma excelente edição do Curso de Educação Patrimonial e Cidadania, acreditamos na permanente qualificação de todo e qualquer trabalho educativo. Até a próxima edição!

Finalizada Edição 2015 do Curso de Formação para Professores – PEP UFRGS|APERS

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     Entre os dias 11 de abril e 27 de junho desse ano, sempre aos sábados, ocorreu a 5ª Edição do Curso de Formação para Professores do Programa de Educação Patrimonial – PEP UFRGS|APERS.

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    Organizado em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS e com recursos do Edital Proext/MEC o Curso Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, contou com a presença de vinte palestrantes cujas contribuições foram divididas em dez encontros. No primeiro dia, além da apresentação do PEP e do Programa do Curso, realizada pela coordenadora Carla Rodeghero, foi abordada a temática do Tráfico Negreiro pelos professores Gabriel Santos Berute e Jonas Vargas. O encontro seguinte foi dedicado ao Ensino de História da Escravidão e da Liberdade, assunto problematizado pelos professores Arilson dos Santos Gomes e Verena Alberti. Seguiu-se a ele o sábado no qual o tema Mundos do Trabalho foi o tema central das falas dos professores Thiago Leitão de Araújo e Vinícius Pereira de Oliveira. Família Escrava e a Apresentação da Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo dividiram as atenções do público no quinto encontro que contou com a participação da professora Sherol dos Santos e da historiadora Clarissa Sommer.

     Tivemos ainda um encontro dedicado a Vivência da Oficina Os Tesouros da Família Arquivo. No sexto sábado, foram discutidas questões a respeito dos Quilombos históricos e insurreições com os professores Caiuá Cardoso Al- Alam, Wagner Pedroso e Maria do Carmo Aguiar. No encontro seguinte, Associativismo Negro foi o centro das atenções na conversa das professoras Liane Susan Müller e Beatriz Loner com os professores da rede pública. Depois disso, foi a vez da temática Alforrias, trazida por Jônatas Caratti e Jovani Scherer. Para o penúltimo encontro, Melina Perussatto, Marcelo Matheus e Gislaine Ramos formaram a mesa que discutiu Emancipações e Abolição. No décimo encontro, Paulo Roberto Moreira e Rodrigo de Azevedo Weimer fecharam o curso com uma conversa sobre Trajetórias.

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    Em todos os encontros, a participação do público esteve presente. Pelo que foi possível notar, as angústias em torno das formas (1) de efetivar a obrigatoriedade do ensino de história e das culturas afro-brasileiras e africana, previstas na Lei 10.639; (2) de garantir o direito à igualdade de condições de vida e de cidadania às histórias e culturas que compõem a nação brasileira, assegurados pelo artigo 26A da LDB; e (3) de responder as recomendações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e africana acompanharam os professores do início ao final do curso.

    A assiduidade do público e o evidente interesse em participar das discussões demonstraram que, em alguma medida, aquilo que motivou os professores a se inscreverem e frequentarem o curso foi problematizado no decorrer dos encontros. Ao todo, trinta e oito professores, duas servidoras do IPHAE e onze estagiários e bolsistas foram certificados pela participação no curso.

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    Esperamos que o curso tenha contribuído para a qualificação das abordagens em torno do ensino da história da escravidão e da liberdade e que tenha encorajado os professores a trabalharem a temática a partir de documentos e patrimônios diversos, com uma das formas de alcançarem aprendizagens significativas à construção da cidadania e à valorização da democracia.

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