Arquivo Público do RS é pauta do programa Momento do Patrimônio

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Ontem à noite foi ao ar a primeira parte do programa Momento do Patrimônio, da Rádio da Universidade (UFRGS), que teve como pauta o Arquivo Público do Estado do RS, clique aqui para ouvir.

O Programa, produzido por Diego Devincenzi, servidor do Setor de Patrimônio Histórico da UFRGS e doutorando em História, trouxe entrevista com a servidora Clarissa Sommer, que falou do APERS enquanto patrimônio cultural, espaço de produção de conhecimento e de gestão da documentação pública produzida pelo estado do RS.

Este diálogo seguirá na próxima edição do Momento do Patrimônio, que irá ao ar na terça-feira, 04 de julho, às 20:30h. Para ouvir, basta sintonizar na faixa 1080 AM, ou acompanhar pelo site da Rádio. O foco da conversa será o Programa de Educação Patrimonial desenvolvido em parceria entre o APERS e a UFRGS, por meio de seu Departamento de História.

Parabenizamos à Rádio da UFRGS pelo espaço criado, que valoriza e difunde o patrimônio em diversas perspectivas, e agradecemos pelo convite e pela oportunidade de falar sobre nossa instituição. Estamos sempre abertos à comunidade!

Relatórios 2015 – DIDOC: Exposições e eventos

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2016.01.27 Relatórios 2015 DIDOC - Exposições e eventos

Cumprindo seu papel social enquanto instituição pública de caráter cultural, em 2015 o APERS promoveu, sediou e participou de cursos, eventos e exposições, além dos já referidos no âmbito das ações educativas.

Entre os dias 31 de setembro e 02 de outubro foi da vez da III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, evento realizado bianualmente em parceria com o Departamento e o PPG em História da UFRGS e a Associação dos Amigos do APERS. Esta é uma atividade que envolve planejamento e trabalho ao longo de todo o ano, desde a construção do regulamento do evento, que estabelece as normas para participação de comunicadores e ouvintes, até a leitura e avaliação de trabalhos, montagem de mesas de debate e da estrutura do evento.

Em 2015 a Jornada contou com três mesas de debates, uma conferência, uma oficina, 44 trabalhos apresentados em sessões de comunicações, e com um público ouvinte que chegou a cerca de 100 pessoas. Tivemos a presença de pesquisadores de diversas regiões do estado e do país, com destaque para o interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá. No primeiro semestre de 2016 vamos trabalhar na organização dos anais do evento, que divulgarão os artigos que foram a base para as comunicações apresentadas, e de um livro, construído a partir de textos produzidos pelos palestrantes, que participaram das mesas, oficina e conferência. Novidades em breve!

2015 também viu nascer os anais da XII Mostra de Pesquisa do APERS, evento realizado em 2014, cuja publicação em formato de e-book já está disponível. Clique aqui para acessar.

Em 2016 teremos a XIII Mostra, espaço que visa contribuir para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e desta com os órgãos de guarda de acervos; incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa e a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações, e divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais. Fique atento ao blog para acompanhar o lançamento do regulamento, e participe!

De maio a agosto o Arquivo Público do RS também promoveu o Cinema no Arquivo, projeto que teve por objetivo disponibilizar espaços culturais para servidores da Casa, para o público que utiliza nossos serviços e para o público em geral através da projeção de filmes de longa e curta-metragem.

Nesse período foram exibidos dois longas-metragens: Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio; e O Ilusionista, de Jos Stelling; e dez curta metragem: O Comitê, de Peter Sykes; Inhabitants, de Artavazd Peleshian; H2O, de Ralph Steiner; Regen, de Joris Ivens; Ilha das Flores, de Jorge Furtado; Unglassed Windows Cast a Terrible Reflection, de Stan Brakhage; A Concha e o Clérigo, de Germaine Dula; Madame Tuti-Putli, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski; e a coletânea de curtas produzidos entre 1896 e 1906, por Alice Guy; além de duas produções audiovisuais de média e curta-metragem criadas a partir de imagens selecionadas do youtube com música autoral do grupo Dimensão Experimental: 1914 e Brasil um retorno a razão!?, ambos de Klaus Farina. Para saber mais, clique aqui.

Em 2015 nosso Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos recebeu três exposições:

  • A (des)urbanização do meio ambiente: exposição fotográfica, que compôs o projeto Cinema no Arquivo, em parceria com o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, tendo como temática o meio ambiente, de 11 de maio a 26 de junho.
  • Mundos de dentro, mundos de fora: trabalhos artísticos de Carlos Giovane de Oliveira, Jacqueline Krueger e Teresa Noeci Brito da Silva, frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, de 13 de julho a 14 de agosto, esta exposição também compôs o projeto Cinema no Arquivo.
  • Exposição de Banners do Memorial Jesuíta da Unisinos: reprodução de parte da Coleção de Obras Raras e Especiais do Memorial Jesuíta da Unisinos, de 13 a 28 de novembro.

No ano que passou o Arquivo Público do RS também participou e apoiou diversos eventos, cedendo seus espaços culturais e contribuindo na divulgação dos mesmos:

  • Programa Memória do Mundo – Oficina para Preparação de Candidatura Edital MoWBrasil
  • Lançamento do livro: Genealogia de Famílias Viamonenses
  • Lançamento da antologia 2ª Guerra Mundial – Reflexos no Brasil
  • Mês da Cultura de Santa Maria
  • Lançamento o Guia de Fundos das Câmaras Municipais do Rio Grande do Sul: período Colonial e Imperial – 1747 a 1889
  • I Jornada do GT História da Infância, Juventude e Família da ANPUH-RS
  • VIII Jornadas do GT Mundos do Trabalhos
  • Ciclo de Cinema e Debates “Mulher, Mulheres: história(s), gênero(s) e feminismo(s)”
  • Lançamento do livro Primitivos Digitais: uma abordagem arquivística

Contamos com a ampla participação de todos em nossos próximos eventos!

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Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na Área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, quase todas as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição. Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica.

Logo Laranja

Para a segunda edição do projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas, foram construídas propostas de trabalho para a sala de aula com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos. Essas propostas foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog do Arquivo, com os seguintes objetivos:

  • Contribuir, a partir de mais uma ação dentro da perspectiva da Difusão Cultural e das Ações Educativas, para a divulgação dos acervos do Arquivo e das suas potencialidades;
  • Contribuir para o uso de fontes arquivísticas no trabalho pedagógico desenvolvidas nas escolas de Educação Básica;
  • Fomentar discussões, no âmbito dos processos de ensino-aprendizagem, em torno dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva histórica.
  • Divulgar e incentivar a utilização, tanto para pesquisa quanto para o ensino, de documentos tais como os processos administrativos de indenização, inventários e processos-crime do período da escravidão, de processos de desquites e divórcios, de processos administrativos da Secretaria da Justiça, dentre outros que trabalhados.

Até o dia 28 de novembro, foram produzidas 6 propostas pedagógicas, com em média, 36 páginas cada uma. Desde o início da segunda edição até a metade do mês de dezembro as propostas pedagógicas tiveram cerca de 108 visualizações no Blog Institucional.

Com o encerramento dessa segunda edição do projeto, ocorrerá a publicação de uma coletânea em volume único, contendo as seis propostas. Praticamente finalizada, o arquivo aguarda apenas ficha catalográfica e ajustes finais de formatação. Para o ano de 2016 está prevista a publicação da coletânea no mês de fevereiro e a interrupção da produção de novas propostas pedagógicas. Nesse caso, não haverá uma IIIª edição para o próximo ano, uma vez que a historiadora responsável pelo projeto se dedicará a outras atividades na instituição. De qualquer forma, permanece no horizonte da Divisão de Documentação a possibilidade de publicação das propostas elaboradas nas duas edições. Para isso, a equipe da Divisão estará atenta aos editais e possibilidades de captação de recursos para esse fim.

Outra atividade que demandou atenção das equipes da Divisão de Documentação foi a elaboração do projeto piloto Estágio Curricular para o Curso de História. O Estágio Curricular em História é um dos serviços educativos oferecido pelo APERS. Caracteriza-se por uma série de atividades destinadas ao cumprimento de estágio curricular obrigatório ou para horas complementares exigidas para integralização dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em História. Objetiva oportunizar aos graduandos dos cursos de história vivências relacionados aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. No projeto-piloto foram previstas a apresentação da instituição e dos processos de trabalho realizados por sua equipe, em especial a equipe de historiadoras do APERS; observação participativa de atividades realizadas por historiadores; prática monitorada de atividades previamente selecionadas pela equipe responsável pela supervisão do estágio.

O Estágio Curricular objetivou oportunizar aos graduandos dos cursos de História vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. Seis alunos do Curso de História da FAPA concluíram o estágio que contou com uma carga horária de 30 horas. Para o ano de 2016 foram planejadas as seguintes atividades: seminário sobre instituições de guarda de acervos e seus profissionais, e estágio curricular.

CaixaPedagogicaAinda entre as ações educativas, merece destaque o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Ele foi desenvolvido ao longo de 2014 a partir de recursos captados junto ao Prêmio Pontos de Memória 2012, do IBRAM (conforme registrado na aba “Projetos Patrocinados”). Em 2015 centramos o trabalho na finalização da montagem de 700 caixas pedagógicas, na distribuição das mesmas, e na divulgação dessa ação. Intencionávamos realizar parceria com a Secretaria Estadual de Educação para o processo de distribuição em todas as escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto originalmente no projeto aprovado pelo IBRAM. No entanto, como esta parceria não se efetivou, a entrega das caixas às escolas tornou-se mais morosa, exigindo que um responsável de cada instituição venha até o APERS retirar o material. Assim, após enviarmos e-mails para as Coordenadorias Regionais e Secretarias Municipais e divulgarmos em nossas mídias sociais, decidimos ampliar o público-alvo a partir do segundo semestre de 2015, passando a atender todas as escolas públicas que manifestem interesse em receber a caixa.

Ao longo deste percurso contamos com o auxílio da equipe do Departamento de Transporte da SMARH, que em diversos turnos cedeu um carro da Central de Veículos, com motorista, para visitar escolas de Canoas e Gravataí entregando as caixas. O motorista viajou sempre acompanhado por Davi dos Santos, estagiário que faz parte de nossa equipe de Ação Educativa. Registramos e agradecemos também o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA), que abriu espaço em seu IV Encontro de Educadores, realizado em outubro de 2015, para que pudéssemos entregar o material aos professores da rede municipal de Porto Alegre.

Até dezembro de 2015 foram distribuídas cerca de 400 unidades. Ainda temos um grande número de exemplares para fazer chegar aos estudantes e professores em 2016! Se você é professor(a), estudantes, ou membro de alguma comunidade escolar, comente sobre o projeto. Pergunte se a escola já recebeu o material, e caso haja interesse, entre em contato conosco através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou do fone (51)3288-9117.

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O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), realizado nesta parceria institucional desde 2009, teve novidades, desafios e conquistas em 2015. Graças aos recursos captados através da UFRGS pelo Edital ProEXT, Programa de Extensão Universitária do MEC, ao empenho da equipe e a acolhida que o Arquivo dá ao público recebido em suas dependências, foi possível manter a realização das oficinas de Educação Patrimonial, do curso de formação para professores e da capacitação de oficineiros, entre outras atividades. Os recursos viabilizaram a contratação de transporte para o deslocamento das turmas até o Arquivo, e de bolsistas, que junto aos estagiários do APERS atuaram como oficineiros com ao público escolar, assim como a produção de um livro e de um folder do PEP.

Ao longo do ano foram ministradas 85 oficinas, atendendo um total de 1.769 estudantes. Foram 48 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo (para 6º e 7º ano), 24 oficinas Resistência em Arquivo (para o Ensino Médio), e 13 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia (para 8º e 9º ano). Se compararmos ao número de oficinas realizadas em 2014 entre abril e dezembro (128), aparentemente tivemos um desempenho menor, entretanto, 2015 foi palco de uma atividade bastante importante e enriquecedora: a reformulação da oficina Tesouros, a primeira criada pelo PEP, construída a partir de documentos relacionados ao contexto da escravidão no Rio Grande do Sul. Dedicamos boa parte do primeiro semestre a esta reformulação, em paralelo ao desenvolvimento da 5ª edição do curso de formação para professores. Nossa equipe participou dos encontros do curso – também voltado à temática da escravidão e da luta por liberdade –, desenvolveu pesquisa no acervo para selecionar documentos que abordassem os contextos e conceitos desejados, fez a digitalização, transcrição, reprodução e plastificação dos mesmos, criou materiais de apoio, pintou as novas caixas em MDF utilizadas na dinâmica… Tudo preparado com carinho entre março e junho, quando retomamos o recebimento das turmas, seguindo com oficinas entre junho e o começo de dezembro.

A nova  Tesouros está mais densa, focada na análise e problematização de documentos que ajudam a conhecer melhor a trajetória de mulheres e homens outrora escravizados, que resistiram no cotidiano por uma vida melhor. Os estudantes entram em contato com quatro diferentes tipos de carta de liberdade; com um testamento de um liberto que fazia parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; com um processo criminal em que uma criança negra, livre, de 11 anos foi sequestrada no Uruguai e escravizada ilegalmente aqui; com três inventários que demonstram diferentes estruturas de posse de escravizados, suas idades, afazeres e contexto social no qual estavam inseridos; e com a história do casal Ana e Manoel, contada a partir de um registro de compra e venda, de uma carta de liberdade e de um registro de casamento. Esse destaque dado à oficina Tesouros em 2015 explica a quantidade bem maior de práticas dela frente as demais: para testar o novo modelo, entre os meses de junho e julho agendamos apenas esta oficina, retomando as outras duas em agosto.

Quanto ao já mencionado curso de formação para professores, intitulado Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, foi realizado entre os meses de abril e junho, em 10 encontros nas manhãs de sábado. Foram capacitados 38 professores, que concluíram as horas necessárias para o recebimento do certificado, além de duas servidoras do IPHAE e 11 estagiários e bolsistas da equipe do PEP. Para mais informações, veja o relatório do curso.

Devido à programação diferenciada, a capacitação de oficineiros também ocorreu de forma distinta no 1º semestre. Foi possível receber três estudantes da disciplina de Estágio de Docência III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, que se incluíram no processo de reformulação da oficina, participando de alguns dos encontros do curso de formação, realizando visita ao conjunto arquitetônico do APERS, construindo materiais didáticos para a oficina Tesouros em parceria com a equipe do PEP, e finalmente realizando quatro práticas dessa oficina. No 2º semestre voltamos à capacitação em seu formato habitual, com 12 encontros, sendo quatro de aproximação com as oficinas e sua base teórica, dois de observação, e seis de práticas. Neste semestre foram capacitados 11 oficineiros.

Em 2015 também participamos de eventos promovendo a difusão do PEP:

  • No encontro Dos Ofícios de Clio V: Patrimônio e Diversidade Cultural, promovido pelo GT Acervos/ANPUH-RS, a historiadora Clarissa Sommer apresentou a comunicação intitulada “Oficina Os Tesouros da Família Arquivo e Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo: ações educativas no Arquivo Público do Estado do RS e patrimônio negro”;
  • No XXVIII Simpósio Nacional de História da ANPUH-Brasil as professoras Carla Simone Rodeghero (UFRGS) e Claudira Cardoso (FAPA e IFRS) apresentaram a comunicação “O arquivo como espaço de ensino: experiências de educação patrimonial na parceria UFRGS-APERS”;
  • A oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos foi apresentada na UNIVATES por Andressa Malhão, Clarissa Sommer, Deise Freitas e Nôva Brando, como parte da programação do IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade e Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais;
  • No XVI Salão de Extensão da UFRGS, Andressa Malhão e João Victor Câmara apresentaram a comunicação “Educação patrimonial e formação de professores: escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”;
  • No XI Salão de Ensino da UFRGS foi a vez de Amanda Ciarlo e Guilherme Lauterbach apresentarem “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”.

Como mencionado anteriormente, também produzimos o livro “PEP em revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, pensado em formato de revista, bastante ilustrado e dinâmico, que conta a história do PEP de 2009 até meados de 2015. O material está pronto, aguardando envio à Gráfica da UFRGS para impressão, e será lançado em seguida. Já o folder do PEP, produzido este ano, está impresso! Confira:

Fechamos o balanço de um ano tão produtivo agradecendo a participação de cada uma e cada um que colaborou de alguma forma para esta construção tão coletiva: estudantes de graduação e de cada escola, professores da Educação Básica, professores das Universidades, equipe PEP… Que 2016 seja ainda melhor!

Neste sentido, aproveitamos para informar que em 2016 o agendamento de oficinas será organizado a partir de um regulamento, que será publicado aqui no blog na próxima quarta. O principal objetivo é estreitar os laços com as escolas, fazendo com que as atividades de educação patrimonial extrapolem a vivência das oficinas no espaço do Arquivo, sendo aprofundadas na comunidade escolar. Informações pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Até breve!

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Prorrogação de Prazo – Chamada de Artigos para III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e DH

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    Se você deseja participar da III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos como comunicador(a), atenção: o prazo para submissão de artigos foi prorrogado para o dia 03 de agosto. Devido a questões organizativas, ao final do semestre e a proximidade com outros eventos da área, a comissão de avaliação achou por bem retificar o prazo. Aproveite e envie sua contribuição! Até o dia 19 de agosto divulgaremos os trabalhos aceitos.

    Se você deseja participar como ouvinte, as inscrições vão até o dia 14 de setembro. Porém, indicamos que sejam feitas o quanto antes, já que as vagas são limitadas. O evento ocorre entre 29 de setembro e 02 de outubro. Informações e inscrições pelo email jornadaditaduras-apers@smarh.rs.gov.br.

2015.06.24 Jornada Chamada de Artigos Prorrogada

Participe de nossa capacitação de oficineiros em Educação Patrimonial!

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A partir de hoje está aberto o período de inscrições para a segunda edição de 2014 da Capacitação de oficineiros, promovido pelo APERS em parceria com a UFRGS. O público-alvo são estudantes de graduação em História e demais áreas ligadas ao Patrimônio Cultural que estejam cursando a partir do 3º semestre, e o principal objetivo do curso de capacitação é oportunizar contato teórico e prático com a metodologia da Educação Patrimonial. Serão inscritos estudantes da disciplina de Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS (que realizarão as atividades para cumprir seu estágio obrigatório), e demais interessados que pretendam receber certificado de 40h complementares.

O curso iniciará no dia 15 de agosto e está organizado em doze encontros. Os quatro primeiros são encontros teóricos, em que debateremos textos ligados à temática e conheceremos a metodologia das oficinas. Eles ocorrerão nos dias 15, 18, 20 e 22 de agosto, sempre às 14h, no auditório do APERS. O 5º e 6º encontro é reservado para a observação, em que os oficineiros devem acompanhar a realização de uma oficina pela equipe do Arquivo. A partir do 7º encontro ocorrerão as práticas, em que cada oficineiro acompanhará um pequeno grupo de alunos da Educação Básica ao longo de todo o turno da oficina, trabalhando com eles conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, a partir de um documento pertencente ao acervo do Arquivo.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br, informando nome completo, instituição, curso, semestre e telefone para contato. Para acessar o cronograma, clique aqui. Participe!

 2014.07.30 Capacitação Oficineiros 2014.02

Participe de nossa capacitação de oficineiros em Educação Patrimonial!

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2014.02.26 Cartaz Capacitação

   Nosso Programa de Educação Patrimonial está retomando os trabalhos relacionados à realização de oficinas com as turmas da Educação Básica. E antes de começar a recebê-las, como fazemos a cada novo semestre, realizaremos a primeira edição de 2014 da Capacitação de oficineiros, que iniciará no dia 12 de março.

   O público-alvo são estudantes de graduação em História e demais áreas ligadas ao Patrimônio Cultural que estejam cursando a partir do 3º semestre, e o principal objetivo do curso de capacitação é oportunizar contato teórico e prático com a metodologia da Educação Patrimonial. Serão inscritos estudantes da disciplina de Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS (que realizarão as atividades para cumprir seu estágio obrigatório), e demais interessados que pretendam receber certificado de 40h complementares.

   O curso está organizado em onze encontros. Os quatro primeiros são encontros teóricos, em que debateremos textos ligados à temática e conheceremos a metodologia das oficinas. Eles ocorrerão nos dias 12, 14, 19 e 21 de março, sempre às 14h, no auditório do APERS. O 5º encontro é reservado para a observação, em que os oficineiros deverão acompanhar a equipe do Arquivo enquanto esta realiza uma oficina. A partir do 6º encontro ocorrerão as práticas, em que cada oficineiro acompanhará um pequeno grupo de alunos da Educação Básica ao longo de todo o turno da oficina, trabalhando com eles conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, a partir de um documento pertencente ao acervo do Arquivo.

  As inscrições devem ser feitas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br, informando nome completo, instituição, curso, semestre e telefone para contato. Participe! Nos vemos no dia 12/03, às 14h, no auditório do APERS!

Programa de Educação Patrimonial terá recursos externos em 2014!

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     A partir de um esforço intenso empreendido em 2013 pela equipe de nosso Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido pelo APERS em parceria com a UFRGS, este ano poderemos contar com recursos para realizar com mais qualidade e em maior quantidade uma série de ações.

Proext  Graças ao convênio estabelecido entre APERS e UFRGS, ao reconhecimento – em especial por parte de nossos parceiros no Departamento de História – do potencial do Arquivo Público enquanto lugar de memória, de produção de conhecimento e de educação, e graças ao empenho desses que, na UFRGS, lutam para afirmar a Extensão como um dos pilares da universidade pública, gratuita e de qualidade, o Programa de Educação Patrimonial conseguiu concorrer como um Programa de Extensão junto ao Edital Proext 2014, do Ministério da Educação. Captamos R$150.000,00, que serão utilizados ao longo desse ano para publicações, aquisição de materiais, contratação de bolsistas, qualificação do curso de formação de professores e pagamento de transporte para as turmas, viabilizando o deslocamento entre as escolas e o Arquivo Público. Essa é, com certeza, uma grande conquista, já que a ausência de recursos para o transporte é uma das principais dificuldades relatadas pelos professores que desejam participar de nossas atividades. Confira nossa classificação aqui, diretamente no site do MEC.

IBRAM

   Além disso, através da Associação dos Amigos do APERS captamos recursos para expandir o Programa em um outro sentido: enviando um pedacinho do Arquivo para dentro das escolas! É o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil, submetido ao Edital Pontos de Memória 2012, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). O objetivo central da proposta é ampliar as discussões hoje suscitadas no APERS a partir da oficina Os Tesouros da Família Arquivo, distribuindo nas escolas caixas pedagógicas contendo reproduções de documentos do acervo do APERS relativos à escravidão no RS, com propostas de jogos e leituras que ajudem a problematizar as marcas da escravidão em nossa sociedade, assim como evidenciar as contribuições do povo negro. Confira aqui nossa classificação junto ao IBRAM!

     Desejamos que o reconhecimento ao nosso trabalho, expresso através da captação desses recursos, possa efetivamente ser revertido em mais benefícios e oportunidades para nossos usuários, cidadãos que a cada dia poderão tomar mais consciência da existência e do papel de instituições como o Arquivo Público do Estado.

Programa de Educação Patrimonial – Relatório 2013

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     O ano de 2013 foi bastante especial para o Programa de Educação Patrimonial do APERS, que é desenvolvido em parceria com o Departamento de História da UFRGS. Neste ano, ainda que não tenhamos captado recursos externos através de editais, adaptamos nosso planejamento para seguir ampliando as ações do Programa, direcionando esforços para a captação de recursos para o ano de 2014 – no que fomos muito bem sucedidos, assunto sobre o qual teremos outra postagem – para a criação de uma nova oficina voltada aos estudantes do Ensino Médio, como vínhamos discutindo e almejando desde o final de 2010, e dando sequência à formação de oficineiros e de educadores.

     Ao longo do primeiro semestre, como estratégia de trabalho adotada também em função da ausência de recursos para o transporte das escolas ao APERS, suspendemos a realização das oficinas já existentes, investindo-se na criação da nova oficina e na realização de reuniões de planejamento participativo, abertas a todos os membros do Programa, vinculados ao APERS e à UFRGS, e também à comunidade, contando com a participação de professores da rede pública, assim como com a presença em ao menos uma reunião de representante do Comitê Estadual contra a Tortura; da Comissão dos Direitos Humanos da PGE; e de Maria Celeste, secretária-adjunta da Justiça e dos Direitos Humanos. O objetivo central da adoção dessa metodologia de trabalho é ampliar os espaços de participação da comunidade na construção das ações do Programa, aprofundando os laços entre o Arquivo Público, a universidade, professores, estudantes, e demais segmentos da comunidade interessada na temática.

     As reuniões realizadas entre fevereiro e agosto de 2013 focaram-se na construção da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, elaborada a partir de processos administrativos de indenização a ex presos políticos, pertencentes ao acervo da Comissão Especial de Indenização, criada em 1997 e atuante até 2004 no Rio Grande do Sul. Também debateu-se a reedição do curso de formação para educadores, já realizado nos anos de 2011 e 2012, adaptando seu formato para debater o patrimônio cultural com enfoque no tema Ditadura e Direitos Humanos, respondendo ao contexto vivenciado no Brasil a partir da promulgação da Lei de Acesso às Informações Públicas e da criação das Comissões Nacional e Estadual da Verdade, instigando o debate a cerca de nossa história recente, das marcas da ditadura, e da importância do patrimônio documental nesse contexto.

     Assim, entre junho e outubro realizamos o curso Educação Patrimonial e Cidadania: Ditadura e Direitos Humanos, voltado a professores e educadores sociais. Os encontros de formação e debate foram realizados nos dias 24, 26, e 28 de junho, 01, 03 e 05 de julho. Em seguida, realizou-se um intervalo, para que os professores pudessem desenvolver projetos em suas turmas, que foram apresentados em dois encontros de retorno, nos dias 29 e 31 de outubro. Contamos com 40 inscritos, sendo que 28 frequentaram os seis encontros formativos, e 18 educadores chegaram ao final, apresentando suas experiências com os projetos.

     Em agosto iniciamos a realizamos de mais uma turma de Capacitação de Oficineiros, voltada a estudantes de graduação em História e áreas afins. Os encontros teóricos e de formação ocorreram nos dias 20, 22, 27 e 29 de agosto. A partir de então os graduandos passaram a marcar suas observações e práticas de oficinas conforme agendamentos das escolas. Essa atuação se prolongou até o início de dezembro, quando os últimos completaram a carga horária. Contamos com 20 inscritos, sendo que 17 deles concluíram o processo de capacitação.

      Em setembro retomamos a realização das oficinas, agora disponibilizando também a oficina para o Ensino Médio. O primeiro agendamento do semestre ocorreu no dia 03/09 e o último do ano foi em 10 de dezembro, totalizando 35 oficinas ao longo do segundo semestre de 2013. Atendemos estudantes do Ensino Fundamental em 15 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo e 03 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia, e estudantes do Ensino Médio em 17 oficinas Resistência em Arquivo.

     Colocamo-nos a disposição dos professores interessados em agendar oficinas para suas turmas. Nossos contatos são: e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br ou telefone (51)3288-9117.

Oficina Resistência em Arquivo: lançamento de homenagens e emoções

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   Na semana anterior já noticiamos o evento de lançamento da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, que ocorreu no APERS na noite de 05/11. Mas não poderíamos perder a oportunidade de detalhar um pouco mais sobre o evento, que mobilizou diversos servidores da instituição, autoridades e ex-presos políticos.

  O objetivo central da atividade era, a partir do lançamento da oficina, realizar uma homenagem a mulheres e homens que lutaram contra a ditadura civil militar em nosso país, e que tiveram muitos Direitos Humanos violados neste período. Para tanto, organizamos a solenidade a partir de falas, vídeos e uma exposição, contando também com um espaço aberto para receber comentários e mensagens dos presentes.

  Os convidados foram recepcionados na Sala Joel Abílio Pinto dos Santos com a exposição Resistência em Arquivo: uma oficina, muitas histórias de luta, montada pela equipe de Ação Educativa do APERS a partir da reprodução dos materiais utilizados nas oficinas, de fotos dos estudantes durante as mesmas, e com os processos administrativos de indenização originais utilizados com os alunos. Junto a ela também estão expostos trabalhos dos alunos da Escola Estadual Professora Leopolda Barnewitz, que instigados por suas professoras Bibiana Werle, Jussara Teixeira e Helena Rovani produziram “monumentos” aos ex-presos políticos, a partir da vivência da oficina no APERS e da leitura de relatos de mulheres torturadas durante a ditadura.

  O lançamento iniciou com a solenidade de abertura, com contou com a presença e a saudação do Prof. Igor Teixeira, do Departamento de História da UFRGS, da diretora do APERS, Isabel Almeida, e do Secretário Adjunto da Administração e dos Direitos Humanos, Luiz Antônio Philomena. Todos ressaltaram a importância da parceria entre universidade e instituições de memória no intuito de resgatar nossa história recente, para que períodos autoritários como aquele não voltem a se repetir.

  Na sequência, realizou-se uma mesa em que membros do Programa de Educação Patrimonial desenvolvido entre APERS e UFRGS apresentaram a oficina e seu processo de criação. A diretora Isabel comentou a respeito do contexto no qual o Brasil esta imerso hoje, momento em que vivenciamos a promulgação da chamada Lei de Acesso à Informação, que viabiliza o acesso a documentos referentes ao período da Ditadura, assim como a promulgação da Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, na busca por examinar e esclarecer violações de direitos humanos praticadas no período a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica. A Prof.ª Carla Rodeghero, também do Departamento de História da UFRGS, falou a respeito da criação e consolidação do Programa de Educação Patrimonial, comentando suas ações, dificuldades e conquistas desde 2009, ressaltando a importância da criação de uma nova oficina para o Ensino Médio, já que até então oferecíamos apenas oficinas para o Ensino Fundamental, e em especial o tema e a documentação com a qual decidiu-se trabalhar. Já as historiadoras Nôva Brando e Vanessa Menezes, do APERS, compartilharam com o público a trajetória de criação, explicando a metodologia de planejamento participativo, em que as reuniões de construção da oficina foram abertas à comunidade, o caminho percorrido para escolha dos processos que seriam trabalhados nas oficinas com as turmas, as longas e instigantes discussões na busca por histórias que fossem capazes de expressar diferentes realidades de militância política durante a ditadura, diferentes profissões, múltiplas organizações e partidos políticos, além de serem capazes de desencadear discussões que suscitassem conceitos caros ao debate, como Ditadura, Direitos Humanos, democracia, liberdade, violência, tortura, estigma, história, memória, cidadania, censura, clandestinidade e exílio. Ao final deste trabalho, os seis processos administrativos de indenização escolhidos para a oficina são os de Alcides Kitzmann, Cláudio Gutierrez, Eloy Martins, Emílio Neme, Ignez Serpa e Nilce Azevedo Cardoso, sendo que poderão ser substituidos de tempos em tempos, para explorar novas histórias de resistência.

  Após as falas, foram exibidos dois vídeos. O primeiro foi elaborado pela equipe do Programa para ser utilizado no momento de recepção aos alunos, buscando instigá-los a partir de imagens que contextualizam o tema, desde o processo da Legalidade, passando pelo golpe, a repressão, a luta contra a ditadura, pela anistia e pela abertura política, até a luta pelas Diretas Já e a promulgação da Constituição de 1988. Logo são apresentados depoimentos de indenizados cujos processos serão trabalhados na oficina, e em seguida é feito um “link” dessas histórias com os dias atuais, a partir de imagens das mobilizações esse ano, mostrando que o espírito de luta por uma sociedade mais justa e igualitária segue vigente. O fechamento é feito com o convite para conhecer mais a fundo essas histórias, com a foto dos ex-presos políticos que esperam os estudantes dentro do acervo da instituição. O segundo vídeo foi elaborada a partir de fotos e vídeos feitos durante as oficinas pilotos, realizadas desde setembro. Nele os estudantes aparecem ocupando os diferentes espaços do Arquivo, entrando em contato com seu patrimônio arquitetônico e documental, e contando suas descobertas a partir da pesquisa direta nos processos de indenização.

  É difícil descrever a emoção daqueles que assistiram aos estudantes na projeção, em um grande telão montado no pátio do Arquivo, em meio a um lindo jardim e a prédios que são tombados como patrimônio cultural pelo IPHAE. O cenário, as histórias ali apresentadas, a vivacidade dos estudantes, o envolvimento quase afetivo de todos os que se dedicaram à construção desse oficina e naquele momento viam-na ali, concreta, cheia de possibilidade, atendendo a alunos oriundos das mais diversas realidades… E mais do que tudo, os olhos iluminados e profundos dos indenizados e seus familiares presentes naquela noite, que se sentiam agradecidos pela homenagem, mas sobre tudo orgulhosos por serem os protagonistas dessa história, tornam muito gratificante todo o trabalho que vem sendo realizado por nós! Obrigado a todos e todas que vêm contribuindo com esta construção. Sigamos em parceria, pois certamente a trajetória ainda será longa!

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Nota da Diretora Isabel Almeida:

   Na condição de Diretora do Arquivo Público do Estado agradeço a todos e a todas que fizeram com que a cerimônia de lançamento oficial da oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos e do blog Resistência em Arquivo ocorrida no dia 5 a noite, nas dependências da Instituição tenha sido simples, bela, densa e emotiva.

  Reconheço e publicizo a participação e contribuição de muitos a começar pelos servidores e servidoras da Casa, pelo apoio da equipe do gabinete do Secretário Alessandro, de colegas da SARH, dos professores e professoras do Departamento de História da UFRGS, de mestrandos e doutorandos da UFRGS, dos “ex-presos políticos’ e seus familiares, assim pela presença das autoridades que aqui se fizeram presentes e demais convidados.

APERS e UFRGS lançam oficina Resistência em Arquivo!

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2013.11.06 Lancamento Oficina 01   Na noite de ontem, 05 de novembro, o Arquivo Público do RS e a UFRGS, através de seu Departamento de História e Pró-Reitora de Extensão, lançaram oficialmente a oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, que tem como público-alvo estudantes do Ensino Médio.

2013.11.06 Lancamento Oficina 02   A atividade foi uma homenagem a todos que lutaram contra a ditadura civil militar em nosso país, na oportunidade representados por ex-presos políticos indenizados pelo estado do Rio Grande do Sul e seus familiares, cujos processos de indenização encontram-se salvaguardados no APERS e são debatidos na oficina apresentada no evento.

  Na próxima semana teremos um post mais detalhado sobre o lançamento, que contou com falas, vídeos, exposições e depoimentos. Acompanhe!

 

Programa de Educação Patrimonial capta recursos para 2014!

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     É com muita alegria que compartilhamos com nossos leitores uma excelente notícia: por meio de nossa parceria com o Departamento de História da UFRGS, o Programa de Educação Patrimonial do APERS foi contemplado com recursos para o próximo ano, através do Edital ProExt 2014 – Programa de Extensão Universitária, promovido pelo Ministério da Educação/SESu com apoio de diversos outros Ministérios.

    O principal objetivo desse Edital é apoiar financeiramente projetos e programas de extensão universitária realizados em todo o país. Como o Arquivo Público do RS atua em conjunto com o Departamento de História da UFRGS para desenvolvimento de seu Programa de Educação Patrimonial, e temos um convênio que nos coloca como campo de ação para a Extensão dessa Universidade, foi possível escrevermos um projeto em parceria, sob coordenação dos professores Igor Teixeira e Carla Rodeghero, com o qual fomos contemplados. Acesse aqui o resultado final!

     Estamos muito felizes pela possibilidade de consolidar e expandir ainda mais nossas ações nesta área! Afinal, a chegada dos recursos viabiliza a compra de equipamentos, a contratação de um atuador e de bolsistas, a realização de cursos de formação para professores com uma estrutura mais adequada, e especialmente, a contratação de transporte para deslocamento das escolas ao APERS, garantindo a participação das turmas nas oficinas.

    Agradecemos a todas e todos que se empenharam e torceram pelo sucesso desse trabalho! Em 2013 estamos atuando: construindo uma nova oficina para estudantes do Ensino Médio, realizando cursos para educadores, etc. Mas 2014 com certeza será maior! Participe!

Programa de Educação Patrimonial – Planejamento 2013

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2013.03.20 Planejamento Educacao Patrimonial APERS

     Desde 2009 o Arquivo Público do RS vem desenvolvendo ações na área de Educação Patrimonial, que se consolidaram e transformaram-se em um Programa, hoje tomado como serviço da instituição e desenvolvido em parceria com o Departamento de História da UFRGS. Nestes anos já foram atendidos mais de 6.200 estudantes do Ensino Fundamental em cerca de 300 oficinas de Educação Patrimonial realizadas, além de inúmeros professores qualificados e estudantes de graduação capacitados como oficineiros.

    Para o ano de 2013 estamos planejando a ampliação dos serviços oferecidos através do Programa, aprofundando com a comunidade os debates a cerca da educação para o patrimônio e a importância da apropriação e crítica do mesmo para o exercício pleno da cidadania. Para tanto, reservamos o primeiro semestre do ano para as seguintes ações:

  • Organização, sistematização e publicação de nossa produção técnica e intelectual ao longo dos últimos quatro anos;
  • Criação de nova oficina para o Ensino Médio focada na temática Patrimônio e Direitos Humanos;
  • Qualificação e publicação do Guia Pedagógico, instrumento de apoio ao professor;
  • Criação de kits pedagógicos para distribuição às escolas, levando o Arquivo para dentro das escolas!

    Neste período, para que seja possível concretizar estas importantes ações, as oficinas para o público escolar não serão oferecidas, pois trabalharemos internamente para ampliar nossas parcerias, captar recursos e desenvolver os novos produtos.

     Entretanto, as oficinas voltarão a ser realizadas no segundo semestre, a partir do final de agosto/2013. Além disto, estamos programando a 3ª edição do curso de formação em Educação Patrimonial para educadores para o mês de maio/2013. Fique atento ao nosso blog, divulgaremos em breve mais informações!

Veja os nomes confirmados para depoimentos no evento deste sábado!

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2012.12.05 Seminário Ditaduras, DH e Ensino Confirmação de Depoimentos

   A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do email projetocultural@sarh.rs.gov.br. Para mais informações, clique aqui.

Participe do Seminário Ditaduras, Direitos Humanos e Ensino: transformando esta História!

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   Dia 10 de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data que o APERS vem celebrando nos últimos anos através de eventos organizados em parceria com o Departamento e Programa de Pós Graduação em História da UFRGS.

   Neste ano não será diferente: com o objetivo de refletir sobre as marcas deixadas pelas Ditaduras em nosso país e no Cone Sul, sempre conectando este debate à importância da luta pela garantia dos Direitos Humanos, estamos promovendo o Seminário Ditaduras, Direitos Humanos e Ensino: transformando esta História!, que ocorrerá no dia 08/12.

   A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do email projetocultural@sarh.rs.gov.br. Confira mais informações abaixo, divulgue e participe!

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