Catálogo Secretaria da Justiça: processos administrativos de pensão

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2019.07.10 Catalogo SJ Pensoes CapaCom o intuito de facilitar o acesso ao acervo custodiado pelo Arquivo Público do RS, hoje publicamos o Catálogo Secretaria da Justiça: processos administrativos de pensão. Para acessá-lo clique aqui.

Este catálogo faz um recorte no acervo da Secretaria da Justiça (1975 – 1991), disponível para pesquisa desde 2017. São 1.490 processos de solicitação e de revisão de pensão requeridas, em sua maioria, por dependentes de servidores públicos falecidos.

Mais do que falar de “direitos e vantagens” burocraticamente concedidas, as pensões podem contribuir para falar da organização e luta de servidores do Estado, para entender melhor sua participação em conflitos armados nos quais no Rio Grande do Sul tomou parte ao longo do século XX, como as chamadas Revoluções de 1930 e Constitucionalista de 1932; para nos aproximar das entranhas da máquina pública, do cotidiano da Casa Civil, do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), do Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais, do Poder Judiciário, das forças policiais e de segurança, de escolas e instituições culturais. São documentos que nos levam a relações de trabalho, a estudos sobre condições de vida, saúde e morte, que podem contribuir para conhecer projetos e ações nas mais diversas áreas das políticas públicas, levantar pistas desde temas globais como as relações entre Estado, sociedade e meio ambiente, até temáticas específicas nesse sentido, como a opção do Estado brasileiro pelas rodovias, com consequente e progressivo abandono das ferrovias, por exemplo.

Estamos certos de que são documentos que poderão render excelentes análises. Boa leitura e boa pesquisa!


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Catálogo Secretaria da Justiça: processos administrativos de utilidade pública

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É com satisfação que publicamos o Catálogo Secretaria da Justiça: processos administrativos de utilidade pública, para acessá-lo clique aqui. Este catálogo faz um recorte no acervo da Secretaria da Justiça (1975 – 1991), liberado para pesquisa em fevereiro deste ano, a partir da descrição dos 697 processos de solicitação e de manutenção do título de utilidade pública de entidades que tinham como fim servir desinteressadamente a coletividade.

Estes documentos possibilitam diversas análises acerca da história do nosso Estado, e a elaboração do instrumento pretende aproximar este acervo dos usuários e instigar futuras pesquisas. O catálogo está organizado em ordem alfabética do nome das entidades que solicitam o título e/ou a sua manutenção, estando os verbetes distribuídos em ordem crescente da data de abertura dos processos. Boa leitura e boa pesquisa.

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APERS Entrevista: Analistas PROCERGS

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No mês de agosto completamos 10 anos do primeiro atendimento documentado via Sistema de Administração de Acervos Públicos – AAP (para saber mais clique aqui). Hoje entrevistamos Diones Rossetto e Viviane Hekman, analistas da Companhia de Processamento de Dados do RS – PROCERGS que atualmente são responsáveis por assessorar o Arquivo Público do RS nas demandas do sistema AAP.

2016-09-14-apers-entrevista-analistas-procergs FOTO PROCERGS

Diones Francisco Rossetto, 30 anos, é graduado em Ciência da Computação pela PUC/RS e pós-graduado em Engenharia de Software pela UNISC. É analista de Computação na PROCERGS e trabalha com o sistema AAP desde 2011.

Viviane Therezinha Langone Hekman, é graduada em Processamento de Dados pela Unisinos, especialista em Análise de Sistemas pela PUC/RS e em Gestão Empresarial pela ESPM. É analista de Sistemas na PROCERGS e trabalha com o sistema AAP desde 2004, quando iniciou o levantamento de requisitos para informatização do APERS.

Blog do APERS: O sistema AAP foi desenvolvido em sua totalidade pelas equipes do Arquivo Público do RS e da PROCERGS. Qual foi o maior desafio ao receber essa demanda?

Diones: Dentre os inúmeros desafios que este sistema nos apresentou, o principal deles foi desenvolver um sistema que atenda o cliente de forma plenamente satisfatória e atenda os requisitos necessários da área de arquivística.

Viviane: O maior desafio foi a normalização dos processos de indexação dos documentos, isso foi condição sine qua non para viabilizar a informatização do APERS. Para este processo houve uma imersão dos técnicos da PROCERGS e ativa participação colaborativa dos arquivistas do APERS com apoio total da Diretora da instituição, na época a Sra. Rosane Feron. Na normalização dos processos, o APERS aderiu a norma ISAD (G) e posteriormente a Nobrade. Para que fosse possível informatizar os serviços de atendimento ao público, houve normalização também dos processos de atendimento ao cidadão/pesquisador.

Blog do APERS: Para iniciar o trabalho de desenvolvimento do sistema foi necessário se apropriar de alguns conceitos e teorias que fundamentam a arquivística. O que mais chamou a sua atenção sobre essa nova área?

Diones: Toda a parte de terminologia, acervos e organização documental requereu bastante estudo e, como não possuía conhecimento prévio, foi muito interessante essa experiência.

Viviane: Foi o embasamento nos quatro pilares da arquivologia, ou seja, classificação, avaliação, descrição e preservação. Bem como o gerenciamento de políticas e ações arquivísticas, na preservação do patrimônio histórico.

Blog do APERS: Como a experiência em trabalhar com o sistema AAP colabora para que vocês pensem o acesso a informações e documentos no desenvolvimento de novos sistemas?

Diones: A experiência em trabalhar no AAP e em temas de arquivos, certamente trouxe muito mais informações sobre a forma de documentação, sobre a organização dos acervos nos arquivos, sobre história e genealogia.

Viviane: Com os resultados obtidos no uso do sistema AAP introjeta-se a importância de gerenciar e administrar documentos, aplicando os conceitos e teorias utilizados pela Arquivologia. Esses conceitos permitem às empresas públicas ou privadas maior controle sobre as informações que produzem e custodiam, bem como otimizar a logística dos espaços para a guarda dos documentos, permitindo desta forma, prestarem serviços com mais eficiência e rapidez, atendendo adequadamente aos cidadãos.

Blog do APERS: Hoje em dia é bastante comum acessar serviços por aplicativos. Disponibilizar o acesso ao sistema AAP pelo aplicativo RS Móvel foi uma iniciativa de vocês, como surgiu a ideia?

Diones: A ideia surgiu devido a um trabalho que estava fazendo na disciplina da Pós-Graduação que estava cursando na época, na qual pude ter contato com o desenvolvimento de tecnologia móvel. Como o AAP não possuía tal recurso, decidimos criar essa ferramenta e adicionarmos ela ao RS Móvel, e ao mesmo tempo, permitir uma melhor experiência dos usuários do APERS durante suas pesquisas e atendimento com o uso dessa inovação tecnológica.

Viviane: O Diones teve uma disciplina sobre tecnologia móvel no curso de pós-graduação que cursou em 2015/2016, daí surgiu a oportunidade de aplicar este conhecimento no desenvolvimento da plataforma da Pesquisa de Documentos também para o RS Móvel.

Blog do APERS: Sabemos que muitos programas de gerenciamento de documentos e informações são desenvolvidos por profissionais da área de tecnologia da informação sem o auxílio de arquivistas ou conhecimento da teoria arquivística. A partir da parceria entre profissionais da PROCERGS e do APERS, quais dicas vocês podem dar aos profissionais da tecnologia da informação ao desenvolverem sistemas com essa finalidade?

Diones: A área de arquivística é uma área muito rica e o desenvolvimento de soluções para a mesma e requer muito suporte, informações e ajuda de profissionais dessa área, a fim de entregarmos um sistema de suporte eficiente aos conceitos de arquivologia, tão importante para a manutenção da história da sociedade.

Viviane: No processo de informatização de toda atividade/negócio é essencial a parceria entre profissionais de informática e de quem detém o conhecimento, para a excelência no resultado final.

Sistema AAP: há 10 anos facilitando o gerenciamento do patrimônio documental do RS

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AAP logo

    No mês de agosto completamos 10 anos do primeiro atendimento documentado via Sistema de Administração de Acervos Públicos – AAP! O Sistema AAP foi concebido a partir de uma parceria entre as equipes do Arquivo Público do RS e da Companhia de Processamento de Dados do RS – Procergs, para atender a necessidade de gerenciamento do patrimônio documental custodiado pelo Arquivo.

    Para tanto, as equipes iniciaram o trabalho de planejamento e implementação do sistema anos antes, uma vez que tanto o APERS precisava sistematizar seus procedimentos, quanto a equipe da Procergs tinha de compreender conceitos e necessidades específicas do campo da Arquivologia. Por não existir no mercado um sistema que atendessem às funcionalidades demandadas, o sistema AAP foi desenvolvido na sua totalidade tendo por base a Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística – ISAD(G). Para saber mais sobre as características técnicas do sistema clique aqui.

    Em 16 de maio de 2005 começaram a ser cadastrados no sistema os primeiros dados básicos dos itens documentais custodiados pelo APERS, com isso podemos localizar rapidamente os documentos para sua disponibilização aos usuários. Atualmente possuímos cadastrados no sistema dados de 620.315 itens documentais, sendo que temos os dados e a disponibilização das imagens de 30 mil documentos. Estes referem-se as Cartas de Liberdade do período da escravidão no RS, 1763 a 1888, que foram contempladas pelo projeto “Documentos da Escravidão no Rio Grande do Sul” (para saber mais clique aqui).

    No último dia 16 completou 10 anos do primeiro atendimento registrado via sistema AAP, isso significa maior controle e confiabilidade na disponibilização dos documentos custodiados pelo Arquivo Público do RS. O sistema possibilita identificar a localização dos documentos, os usuários e os atendimentos realizados e contribui significativamente para a preservação dos acervos, uma vez que reduz a quantidade de manuseio dos mesmos.

    A inserção dos dados dos itens documentais permanentes no sistema AAP requer um preparo anterior, que demanda recursos humanos, financeiros e tempo. Assim, nossas equipes trabalham continuamente para que os dados dos acervos custodiados pelo APERS sejam disponibilizados via sistema.

Acervo disponível para pesquisa

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   Está disponível para pesquisa o acervo produzido e recebido em decorrência das atividades do Gabinete do Governador no período de 1994 a 2014. Composto por atas, relatórios, correspondências recebidas pelo Governador, mensagem do Governador, plano plurianual, quadro de orçamento, folhetos de divulgação, manual de identidade visual, propostas de decretos, carta de concertação, termos de cooperação e compromisso e projetos técnicos.

    O fundo encontra-se organizado em dez séries e três subséries de acordo com o Plano de Classificação Documental (PCD), anexo à Instrução Normativa 02/14 da SARH. São as seguintes: desenvolver cenários a partir das linhas políticas propostas e existentes; definir diretrizes para elaboração de políticas públicas através do plano plurianual; desenvolver políticas para atrair recursos e fomentar novos investimentos; implantar e gerenciar programas e projetos; orientar, coordenar e elaborar o orçamento do Estado; acompanhar a execução financeira e operacional do Estado; emitir e analisar atos normativos e ordinatórios; fiscalizar a arrecadação e aplicação dos recursos orçamentários/financeiros; implementar e coordenar campanhas e eventos institucionais; elaborar, distribuir e acompanhar as informações referentes às ações governamentais. Para acessar a descrição do fundo e o resumo do conteúdo dos documentos, clique aqui.

    Se você tiver interesse em consultar estes documentos em nossa Sala de Pesquisa, envie um e-mail para saladepesquisa@planejamento.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

Distribuição de Caixas Pedagógicas e Catálogos Seletivos

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Relembramos que estamos em fase de distribuição das caixas pedagógicas do projeto AfricaNoArquivo e do catálogo seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil. Saiba mais:

CaixaPedagogicaCaixas pedagógicas AfricaNoArquivo: distribuídas às escolas públicas de Canoas, Gravataí, Porto Alegre, Viamão e para as 30 primeiras escolas de qualquer município, instituições de memória, associações e entidades da área (cultura negra) que declararem e justificarem o interesse em receber o material. Neste caso, a escola/ instituição/ entidade deverá enviar uma mensagem para nossa equipe através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registrando o interesse e referenciando a atuação na área. Essas 30 caixas serão destinadas conforme a ordem de recebimento dos e-mails. Mais informações na Aba “Projetos Patrocinados”.

2015.01.21 Catalogo ResistenciaCatálogo Seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil: distribuição do catálogo para instituições voltadas para o ensino e a pesquisa sobre a história da ditadura no Brasil, como escolas de ensino médio da rede pública, universidades, arquivos, bibliotecas e organizações ligadas a essa temática. Acesse aqui a listagem de instituições contempladas. Para ler outras notícias sobre este catálogo, clique aqui.

Ambos os materiais, de distribuição gratuita, podem ser retirados na sede do Arquivo Público do RS (Rua Riachuelo, nº 1031 – Centro Histórico | Porto Alegre) por um representante da instituição devidamente identificado e mediante a assinatura de termo de compromisso, sendo doada uma caixa ou um catálogo por instituição.

Relatórios 2014 – DIPEP: Organização dos Acervos das Secretarias da Justiça

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O projeto de organização dos acervos das Secretarias da Justiça compreende o arranjo, a descrição e a difusão dos acervos das Secretarias do Interior e Exterior (1891 – 1947), do Interior e Justiça (1947 – 1975), e da Justiça (1975 – 1991) recolhidos ao Arquivo Público do RS anteriormente a Instrução Normativa nº 04/09, a qual estabelece os procedimentos para recolhimento de acervos arquivísticos no âmbito da administração direta do Poder Executivo Estadual.

Doc em processamento tecnico (2)

Documentos sendo higienizados antes do manuseio

Com isso, este projeto tem por objetivo o cumprimento do Decreto n° 47.020/10, que reorganiza o Sistema de Arquivos do Estado, o qual possui entre seus objetivos “assegurar a proteção da documentação arquivística do Poder Público Estadual”. Com vistas a alcançar este objetivo, serão executados os seguintes objetivos específicos: classificação, avaliação e ordenação do acervo, indexação do acervo permanente no sistema AAP, difusão do acervo permanente visando o estimulo a pesquisa.

O projeto teve início em abril de 2014 com a pesquisa sobre a evolução administrativa das Secretarias para a elaboração do quadro de arranjo de cada fundo que foi responsável pelas atribuições da “Justiça” do Poder Executivo, de acordo com a período abrangido pelos acervos recolhidos ao APERS (Código 08 do QA PE). Para tanto, foi realizado o mapeamento nos Diários Oficiais do Estado (DOE) do período abrangido pelas Secretarias com o intuito de localizar os atos normativos que estabelecem suas atribuições e estrutura organizacional. Porém, poucos registros foram encontrados, o que dificulta a definição do quadro de arranjo destes fundos, o qual encontra-se em fase de estudo.

Concomitante a esta pesquisa foi realizada a mudança de 2.498 caixas e maços de documentos do andar térreo do Prédio 2 para o 2º andar do Prédio 3. Também foram realocadas 1.236 caixas e maços do período de 1947 a 1960, que estavam dispersos no andar térreo do Prédio 2. Ressalta-se que a mudança exigiu o planejamento técnico e muito esforço físico da equipe, na época composta por uma historiadora, uma arquivista e um estagiário. A mudança ocorreu durante 4 dias e contou com a participação de 8 terceirizados lotados no setor de mudanças da SARH. No Prédio 2, os acervos foram divididos conforme o fundo e ordenados de acordo com o ano de identificação das caixas.

Doc em processamento tecnico (3)

Processo de classificação e avaliação

O acervo da Secretaria da Justiça, do período de 1975 – 1991, é o primeiro que está sendo trabalhado. Optou-se por este acervo, a partir da análise de seu volume documental e por ser o mais recente. Atualmente está em implementação as etapas de classificação e avaliação, contabilizando, aproximadamente 123 caixas, separadas em: guarda permanente, guarda intermediária, eliminação e interessantes. Os “interessantes” constituem-se de processos que foram classificados, mas que durante a leitura percebeu-se determinadas curiosidades e/ou características e por isso foram selecionados para apreciação da historiadora que compõe a equipe, a qual determinará o potencial histórico do documento e seu uso para a difusão do acervo.

Com a classificação e avaliação de parte deste acervo já é possível identificar as contribuições deste projeto para o desenvolvimento da gestão documental, uma vez que foram realizados diversos questionamentos quanto a classificação e a temporalidade de várias séries e subséries documentais. A partir das observações e discussões que estão surgindo com a aplicação dos instrumentos de gestão documental será possível apontar revisões e readequações necessárias para qualificação nos mesmos.

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Relatórios 2014 – DIPEP: Projeto Memória Institucional do APERS

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Proj memoria 005O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – APERS é o departamento responsável por preservar a memória da administração estadual, detendo sob sua custódia documentos dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Entre suas funções, é responsável por estabelecer diretrizes para a gestão, preservação e acesso aos documentos de aquivos no âmbito da administração direta estadual.

Criado em 1906, acumula documentos decorrentes de suas funções administrativas internas, de atendimento ao público e de elaboração e acompanhamento de projetos. Partindo do princípio que a finalidade do APERS é prover seus usuários de informações fidedignas, facilitando seu acesso, pensou-se em dar a seu acervo administrativo, gerado em decorrência do cumprimento de suas funções, o correto tratamento, viabilizando, a partir da execução deste projeto, meios de preservação e difusão de seu acervo institucional.

Este projeto está em andamento desde 2011, e compreende a organização de 11,04 metros lineares de documentos permanentes, 3,42 metros lineares de documentos intermediários, sendo executado em quatro etapas: classificação e avaliação, no período de janeiro a março de 2011, higienização e pequenos reparos de abril de 2011 a outubro de 2012, mapeamento do acervo de janeiro de 2012 a março de 2014, e início da indexação no sistema de Administração de Acervos Públicos – AAP em abril de 2014.

No ano de 2014 as atividades de mapeamento e indexação do acervo foram priorizadas, bem como a elaboração e finalização dos instrumentos de descrição do acervo. Com isto em janeiro foi publicado no site e blog institucional a descrição do fundo Arquivo Público do RS, de acordo com a Norma Brasileira de Descrição Arquivística – NOBRADE, com o intuito de publicizar o acervo e despertar nos usuários o interesse em pesquisá-lo (para acessar clique aqui).

Em fevereiro, no dia 28, o edital de eliminação dos documentos deste acervo foi publicado no Diário Oficial do Estado. Como não ocorreram recursos, a documentação foi eliminada no mês de abril. No mês de abril foi concluída a revisão da primeira parte do mapeamento do acervo e iniciada a sua indexação no sistema AAP, a qual foi concluída no mês de maio e liberada para pesquisa interna no mês de junho, foram indexados 1.566 itens documentais. Tão logo o formulário de pesquisa de nosso site seja reformulado, o mesmo estará disponível para pesquisa online. Neste ano pretendemos publicar o catálogo sobre o acervo, com a descrição das unidades documentais, e concluir o projeto, disponibilizando a documentação administrativa do Arquivo Público para a pesquisa.

Catálogo Seletivo “Resistência em Arquivo”: distribuição dos exemplares inicia na próxima semana!

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2015.01.21 Catalogo ResistenciaO projeto Catálogo Seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil prevê a doação do catálogo para instituições voltadas para o ensino e a pesquisa sobre a história da ditadura no Brasil, como escolas de ensino médio da rede pública, universidades, arquivos, bibliotecas e organizações ligadas a essa temática. A distribuição do catálogo para as instituições mencionadas anteriormente, iniciará no dia 03 de fevereiro de 2015 na sede do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, nº 1031 – Centro Histórico | Porto Alegre). A entrega do exemplar se dará mediante assinatura do “Termo de Compromisso da Entidade” onde a instituição se compromete a deixar o material acessível para o uso comum. Acesse aqui a listagem de instituições contempladas. Para ler outras notícias sobre este catálogo, clique aqui.

Catálogo Seletivo “Resistência em Arquivo” disponível!

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2015.01.21 Catalogo ResistenciaApós a abertura política e a volta da democracia ao país, a temática da ditadura civil-militar brasileira passou a ocupar os principais espaços de debate público. Com a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação e dos trabalhos desenvolvidos pela Comissão Nacional da Verdade e Comissões Estaduais da Verdade, as discussões acerca da identificação, da preservação e do acesso a documentos cujos conteúdos remetem a violações dos direitos humanos, ganharam importância e transformaram-se em um dos campos historiográficos que mais avanços apresentaram na última década.

Diante deste cenário, o Arquivo Público do RS, como instituição detentora de importantes fontes históricas para o Estado, optou pela publicação de um catálogo tendo como base os processos administrativos oriundos da Comissão Especial de Indenização, instituída pela Lei Estadual nº 11.042, de 18 de novembro de 1997, de forma a contribuir para o desenvolvimento e a produção de pesquisas sobre este tema. Através desta lei, o Estado do Rio Grande do Sul reconheceu sua responsabilidade por danos físicos e psicológicos causados às pessoas detidas por motivos políticos, no período de 02 de agosto de 1961 a 15 de agosto de 1979 e estabeleceu normas para que fossem indenizadas.

O trabalho de construção deste instrumento de pesquisa foi desenvolvido por uma equipe técnica interdisciplinar formada por historiadores, arquivistas e estagiários que se dedicaram a analisar os processos administrativos de indenização na busca de informações relevantes para a composição do verbete.

A publicação do Catálogo Seletivo “Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil” foi realizada com recursos do Fundo de Apoio a Cultura (PRÓ-Cultura RS FAC) – Lei nº 13.490/10, em parceria da Associação dos Amigos do Arquivo Público do RS (AAAP/RS) e do Sistema Pró-Cultura do Estado. O financiamento viabilizou além da impressão, a publicação deste instrumento em formato braile para possibilitar o acesso de pessoas portadoras de deficiência visual, a estas informações tão importantes para nossa história recente.

Hoje disponibilizamos o catálogo em formato .pdf aqui no blog e em nosso site institucional, nos próximos meses disponibilizaremos a versão impressa e a versão em braile! Para acessar o catálogo, clique aqui.

Relatórios 2014 – DIPEP: Projeto Catálogo Seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil

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2015.01.21 Catalogo ResistenciaA construção deste instrumento baseou-se no acervo resultante do trabalho da Comissão Especial de Indenização criada através da Lei 11.042, de 18 de novembro de 1997, onde o Estado do Rio Grande do Sul reconheceu sua responsabilidade pelos danos físicos e psicológicos causados às pessoas detidas por motivos políticos em órgãos ou por agentes públicos estaduais no período de 02 de agosto de 1961 a 15 de agosto de 1979, estabelecendo assim, normas para as mesmas fossem indenizadas. Este acervo composto por 1.704 processos administrativos de indenização oriundos da Secretaria de Segurança Pública, é custodiado pelo Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) desde 2008.

Este projeto se propõe a produzir em primeira mão um instrumento que facilite a pesquisa de estudantes e acadêmicos que desenvolvem seus trabalhos, teses e dissertações relacionadas à temática de ditaduras e direitos humanos, tema atual que tem ampla discussão no meio acadêmico e social. Como um dos objetivos propomos a publicação do catálogo que através de seus verbetes colaborará para o esclarecimento de fatos ocorridos no Brasil e em especial no Rio Grande do Sul durante o período da Ditadura Civil Militar.

O processo de descrição do acervo contou com as seguintes etapas: leitura dos processos administrativos de indenização e elaboração dos verbetes; correção dos campos que compõem o verbete; correção de dados do documento no Sistema AAP (sistema de busca informatizada onde o acervo está cadastrado); correção ortográfica; elaboração da introdução, das convenções adotadas, da apresentação, da conclusão, do mapa e índices que compõe o catálogo.

O Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil será disponibilizado em meio eletrônico no site do APERS, possibilitando o acesso irrestrito dos interessados no tema em qualquer local por meio da rede mundial de computadores. Desde sua construção o catálogo foi pensado para ser impresso e disponibilizado de forma gratuita para diversas entidades públicas que incentivem o ensino e a pesquisa, tendo também como preocupação a inclusão de pessoas portadoras de deficiência visual que possuem carência de publicações em braille relacionadas com a temática citada.

Para tanto, contamos com o apoio do Pró-Cultura, através do Fundo de Apoio a Cultura – FAC, escrevendo este projeto na finalidade – Apoio à Produção e Inovação Cultural, modalidade Pessoa jurídica (sem fins lucrativos), onde fomos contemplados com o valor de R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais). Este recurso será utilizado na impressão de 03 catálogos em braille, visando sua distribuição para entidades voltadas às pessoas portadoras de deficiência visual bem como sua disponibilização para este público no APERS e na impressão de 500 catálogos para distribuição em instituições públicas como Arquivos, Bibliotecas, Universidades, Escolas de Ensino Médio do Rio Grande do Sul e Núcleos de Estudo voltados para a temática de Ditadura e Direitos Humanos.

A primeira etapa consistiu-se na busca de orçamentos junto a empresas especializadas na publicação de catálogos impressos e em braille; análise dos orçamentos recebidos e verificação do custo-benefício para implementação do projeto e levantamento das instituições públicas que receberão o catálogo (escolas de ensino médio, universidades, arquivos, bibliotecas, núcleos de estudos sobre ditadura, entre outros). A segunda etapa contemplou a revisão ortográfica; diagramação; elaboração de arte da capa; impressão de 500 cópias do catálogo. A confecção de releases e produção de banner, bem como a transcrição e impressão de 03 cópias do catálogo em braille e disponibilização do catálogo em formato eletrônico, tarefas que fazem parte da terceira etapa, estão em andamento.

Acreditamos que além de ajudar na preservação do acervo físico, uma vez que o pesquisador poderá levantar informações primordiais através do catálogo, evitando assim o manuseio desnecessário dos documentos originais, o Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil contribuirá para a democratização e difusão destas informações, bem como viabilizará, através de sua publicação em braille, o conhecimento a portadores de deficiência visual sobre este período histórico, proporcionando assim sua inclusão social.

Lançamento Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias es Histórias da Ditadura no Brasil

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     Na última semana, durante os dias 22, 23 e 24 de abril, o Arquivo Público do RS (APERS) lançou o Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil. Este instrumento de pesquisa é composto por verbetes elaborados a partir dos 1704 processos administrativos resultantes do trabalho da Comissão Especial de Indenização.

     A mesa de abertura do evento foi composta pela Diretora Isabel Almeida, que contou o contexto de nascimento do projeto e porque a equipe do APERS optou pela descrição destes documentos. Em seguida, a historiadora Vanessa Menezes expôs a trajetória da equipe no processo de elaboração do catálogo, demonstrando, por exemplo, como os campos dos verbetes foram definidos. Finalizando a noite, a historiadora Nôva Brando apontou de que forma este acervo pode ser utilizado na construção de pesquisa histórica, bem como propostas de trabalhos pedagógicos a partir desta documentação.

     Na segunda noite estiveram presentes Marta Maria Sica da Rocha, César Augusto Tejera de Ré e Rita Maurício, familiares de pessoas que solicitaram o benefício junto ao Estado do Rio Grande do Sul. Os convidados relataram as prisões e maus-tratos sofridos por membros de suas famílias e de que forma esta detenção afetou suas vidas.

     Já no dia 24 foi exibido o documentário Os 15 filhos, de Maria de Oliveira e Marta Nehring. Após o filme foi aberto um espaço para os comentários de Bárbara Conte da Clínica do Testemunho/SIG RS, Tânia Kolker e Vera Vital Brasil da Clínica do Testemunho/RJ.

    O Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil será disponibilizado para estudantes, pesquisadores, sociedade em geral, no site do APERS no prazo de um mês. Será publicada também uma versão em braile que viabilizará o acesso para portadores de deficiência visual que terão, através deste instrumento, a possibilidade de conhecer um pouco mais sobre este período.

     O projeto será realizado com recursos do Fundo de Apoio a Cultura (PRÓ-Cultura RS FAC), através da parceria com a Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP). Este financiamento viabilizará a publicação e distribuição do catálogo em instituições públicas como arquivos, bibliotecas, universidades, escolas de ensino médio do Rio Grande do Sul e núcleos de estudo voltados para este tema.

     Acredita-se que a publicação deste instrumento de pesquisa, que relata uma parte importantíssima da história do Brasil, possibilitará que a sociedade estude os acontecimentos da época sobre diferentes perspectivas: política, direitos humanos e democracia, de forma a construir uma sociedade mais justa e igualitária.

     Confira abaixo a entrevista concedida pela Diretora Isabel e historiadora Vanessa ao programa Estação Cultura da TVE RS, e fotos do evento.

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Participação em curso de Descrição arquivística

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Renata e Profª Drª Dunia

Renata e Profª Drª Dunia

   A arquivista do APERS Renata Pacheco de Vasconcellos participou, nos dias 15 e 16 deste mês, do curso “Las nuevas tendencias de la descripción archivística y su normalización”, promovido pelo Curso de Arquivologia, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

  O curso teve como ministrante a Professora Dra. Dunia Llanes Padrón, da Universidad de la Habana/Cuba, que explanou sobre a normalização da descrição arquivística – conceitos e evolução; os processos nacionais e internacionais de descrição e sobre as normas ISAD(G) e ISAAR(CPF) seus princípios, finalidades, estruturas e aplicação nos acervos.

   O conhecimento das normas de descrição arquivística é importante para que o APERS prossiga com as atividades de descrição em seus acervos.

    Para acessar a apresentação do curso clique aqui.

Lançamento Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil

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     Desde 2012, uma equipe, formada por historiadoras, arquivistas e estagiários do curso de história, dedicou-se a elaboração do Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil descrevendo, em forma de verbetes, os 1704 processos administrativos oriundos dos trabalhos da Comissão Especial de Indenização instituída pela Lei 11.042/97 .

     É com muita satisfação que convidamos a todos para o evento de lançamento do Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil. A atividade acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de abril, sempre às 19 horas, no Arquivo Público do RS. A inscrição é gratuita e forneceremos certificado. Participe!!!

Lancamento Catalogo Resistencia em Arquivo

AAAP e APERS têm Projeto de Catálogo Seletivo financiado pelo Pró-Cultura RS

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2014.04.02 Projeto Incentivado_Pro-Cultura

     Em dezembro de 2013 o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS), por meio da Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP), elaborou o Projeto Catálogo Seletivo Resistência em Arquivo: memórias e histórias da ditadura no Brasil, o qual foi inscrito no Edital da SEDAC nº 11/2013 – Concurso “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-Cultura RS FAC, categoria Apoio à Produção e Inovação Cultural, sendo contemplado para receber um financiamento no valor de R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais).

     O projeto tem por objetivo a publicação do catálogo e sua distribuição gratuita para diversas instituições públicas, como: Arquivos, Bibliotecas, Universidades, Escolas de Ensino Médio do Rio Grande do Sul e Núcleos de Estudo voltados para o estudo da temática de Ditadura e Direitos Humanos, além de sua disponibilização na sala de pesquisa do APERS e em formato eletrônico no site da Instituição. Este projeto possui como inovação a publicação do catálogo também em braille, que será distribuído para entidades voltadas às pessoas portadoras de deficiência visual, contribuindo assim para a inclusão social destas.

     Acreditamos que a publicação deste instrumento de pesquisa é de suma importância para a difusão e a democratização das informações constantes neste acervo de grande relevância histórica para a sociedade brasileira, por retratar o período da ditadura Civil Militar no Brasil, e em especial no Rio Grande do Sul. Este instrumento possibilitará que a sociedade estude os acontecimentos da época sobre diferentes perspectivas: política, direitos humanos e democracia, de forma a construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.

     Para acessar a lista de projetos contemplados clique aqui.

Sala de Pesquisa provida de computadores

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   O Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos (SARH), remanejou a distribuição de computadores, que compõem o conjunto de seu patrimônio material. Dessa forma, em consonância com os preceitos de acesso à informação, o APERS recebeu computadores para disponibilizar aos usuários na Sala de Pesquisa.

   A ideia é que os usuários do APERS possam qualificar suas pesquisas, tanto as mais elaboradas, como as mais objetivas, conforme suas necessidades informacionais. Nesse sentido, os usuários poderão utilizar, acessando o site do APERS, o sistema informatizado de Administração de Acervos Públicos (AAP), o qual possui um banco de dados estável que visa o acesso ágil e confiável às informações arquivísticas custodiadas pelo APERS.

   Nesse contexto, o APERS teve a honra de registrar como primeiro usuário dos novos computadores da sala de pesquisa o pesquisador Sr. Ubiratan Pereira Pilar, no dia 16 de maio de 2013. O Sr. Ubiratan declarou sua impressão acerca da novidade tecnológica: “Além do excelente atendimento, o APERS atinge a maioridade digital. A era da informática, com certeza, só trará benefícios a todos. Espero que em futuro próximo os documentos reais sejam acessados apenas por especialistas”.

   Segue abaixo a fotografia que ilustra tal momento exordial.

Sr. Ubiratan Pereira Pilar, primeiro usuário dos novos computadores da sala de pesquisa.

Sr. Ubiratan Pereira Pilar, primeiro usuário dos novos computadores.

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