Aniversário do APERS e abertura da exposição “Trabalhadoras Mulheres no APERS”

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    No dia 08 de março, além do Dia Internacional da Mulher, o Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS) celebrou seus 111 anos com a abertura da exposição “Trabalhadoras Mulheres no APERS”, no Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos, coordenada pelas arquivistas Iara Gomide e Marta Araújo e pela técnica em assuntos culturais Caroline Baseggio.

   A abertura foi realizada pela Diretora do Arquivo Público, Aerta Moscon e pelo Secretário de Estado da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos (SMARH), Raffaele Di Cameli, que ressaltaram a qualificação profissional e das atividades realizadas e o legado para a sociedade deixado pelas servidoras do APERS.

    A solenidade também contou com a presença de servidoras, funcionárias terceirizadas e estagiárias que compõem o quadro atual da instituição e muitas outras que já não trabalham mais no Arquivo. Em clima de reencontro e confraternização todas e todos puderam reencontrar ex-colegas e conferir a mostra de fotografias, documentos, móveis, e equipamentos e instrumentos de trabalho, a fim que prestar uma homenagem aos 111 anos do APERS e às mulheres que trabalham e já trabalharam no Arquivo Público. Confira algumas imagens do evento clicando aqui.

    Ao longo da semana, a exposição teve repercussão em meios de comunicação, sendo divulgada na página de notícias do Governo do Estado, na página do ClicRBS e na coluna Almanaque Gaúcho edição de final de semana, 11 e 12 de março de 2017, do Jornal Zero Hora.

    A exposição permanece aberta para visitação até 31 de março de 2017, das 8h30min às 17h, no APERS, Rua Riachuelo, 1031, Centro Histórico de Porto Alegre. Informação pelo fone (51) 3288-9100.

Semana APERS 106 anos e a violência contra a mulher: reflexões

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   Na semana que passou o Arquivo Público celebrou seu aniversário de 106 anos, que é comemorado no dia 08 de março, oferecendo diversas atividades. Como sabemos, o dia 08 de março é especial, afinal, nesta data comemora-se também o Dia Internacional da Mulher. E como não poderia deixar de ser, o APERS aproveitou a oportunidade para debater uma questão fundamental: a violência contra a mulher.

    Mesmo após muitos anos de luta e trabalho das mulheres para garantir que as diferenças de sexo e gênero não sejam determinantes de relações de poder que as coloque em posição de submissão, e após diversas conquistas como o sufrágio universal, o acesso à educação e ao mercado de trabalho, sabemos que os movimentos de mulheres ainda se deparam com este grave problema: como acabar com a violência contra a mulher? Assim, no dia 07 reuniram-se para debate Clarissa Sommer (historiadora/APERS); Eloá Muniz da Silva (Coordenação Municipal da Mulher de Porto Alegre); Delegada Isabel Trevisan (Delegacia de Atendimento à Mulher de Bento Gonçalves); Nilce Azevedo Cardoso (psicopedagoga); e Marília Menezes (Centro de Referência da Mulher/Secretaria de Políticas para as Mulheres do RS). Todas as falas foram riquíssimas e evidenciaram a importância do trabalho em rede para proteger as mulheres e dar-lhes suporte para que consigam se libertar emocional, psicológica e financeiramente de relações violentas.

    Outro aspecto destacado por todas foi o reconhecimento do caráter histórico e cultural da violência contra a mulher em nossa sociedade, o que torna a resolução do problema mais complexa, já que suas raízes estão nas mentalidades que permeiam cada um de nós. Neste sentido, a historiadora Clarissa destacou a importância de iniciativas como o Projeto Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história, que vem sendo desenvolvido desde março de 2011 no intuito de destacar através de Catálogos Seletivos acervos do APERS que possibilitem olhar para o passado e compreender melhor tais relações e a história das mulheres. Ao longo do trabalho no projeto, que atualmente lida com os documentos produzidos pela Vara de Família e Sucessão da Comarca de Porto Alegre, evidencia-se que a violência e a subjugação das mulheres é histórica. Mas, cabe destacar que se tal situação é construída historicamente, ela não é natural. E não sendo natural, ela pode e deve ser transformada! Por isto todas as iniciativas para acabar com a violência contra as mulheres são importantes: resgate da historicidade destas relações de gênero; amparo legal, psicológico e econômico; e inclusive de reeducação de agressores – além da punição legal cabível, é claro – como vem buscando fazer a Delegada Isabel Trevisan.

    Conheça parte de um processo do acervo do APERS que está sendo catalogado pelo referido Projeto:

Processo de Desquite Judicial. Autora: Ercy; Réu: Augusto; Ano: 1940; Motivação: sevícias e injúria grave

Abertura do processo: argumentação da autora. Parte I

Abertura do processo: argumentação da autora. Parte II

Abertura do processo: argumentação da autora. Parte III

APERS participa de Seminário sobre os Direitos da Mulher

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   Na segunda-feira, dia 05, o Arquivo Público do RS esteve presente através da diretora Isabel Almeida, da chefe da DIPEP Maria Cristina Fernandes e da servidora Márcia Reis, no Seminário sobre os Direitos da Mulher, no auditório do CAFF, que foi idealizado pela DPU, em parceria com a APERS e a SARH.

     No evento, em alusão ao Dia Internacional do Mulher, foram discutidos temas como: políticas de promoção à equidade do gênero, suas interfaces para o enfrentamento das desigualdades sociais e dos direitos humanos, além da participação das mulheres na política, buscando a ampliação da representatividade de gênero na política brasileira.

     A participação neste evento foi importante visto que a temática está em voga no APERS com o desenvolvimento do projeto “Afinal, onde estão as mulheres no Arquivo Público? Gênero, memória e história”.

Saiba mais sobre o evento.

Participe das comemorações aos 106 anos do APERS!

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