Oficinas de Educação Patrimonial – Outubro 2019

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Ao longo do mês de outubro realizamos 17 oficinas a partir do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS. Confira as turmas que estiveram conosco:

  • 02/10: Iniciamos o mês de outubro com a realização da oficina “Tesouros da Família Arquivo” durante o evento “Questões para a História Negra do RS”, recebendo um público diverso, entre estudantes de graduação e pós-graduação, professores e ativistas sociais. Para ver as fotos do evento, clique aqui.
  • 04/10: Acompanhados pela professora Daniela Scheffers, as e os estudantes da turma 203, 2° ano do Colégio Estadual Inácio Montanha, estiveram no Arquivo Público em uma manhã de sexta-feira para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 08/10: Em uma manhã de terça-feira, as e os alunos do 2º ano do Colégio Estadual Inácio Montanha, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pela professora Denise Marques. Para ver fotos, clique aqui.
  • 09/10: Durante uma manhã de quarta-feira, os estudantes de 9° ano da EEEM Oscar Pereira estiveram no APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pela professora Adriana Costa. Para ver fotos, clique aqui.
  • 10/10: Acompanhados pelo professor Rodrigo Souza dos Santos, estudantes do 8° ano da EMEF Pepita Leão foram recebidos no Arquivo Público em uma manhã de quinta-feira para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 10/10: Durante uma tarde de quinta-feira, os alunos da EEEM Ceará vieram ao APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pela professora Adriana Costa. Para ver fotos, clique aqui.
  • 11/10: Em uma tarde de sexta-feira as e os estudantes do 6° ano da EEEM Oscar Pereira estiveram no Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Jaqueline Fraga. Para ver fotos, clique aqui.
  • 15/10: Em uma manhã chuvosa de terça-feira, as alunas e alunos do 6° ano do Colégio Romano Senhor Bom Jesus vieram ao APERS para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Maria Eduarda Carvalho. Para ver fotos, clique aqui.
  • 16/10: Durante a manhã de quarta-feira, os estudantes do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí, vieram visitar o Arquivo Público para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver fotos, clique aqui.
  • 17/10: Nem o temporal daquela sexta-feira de manhã foi suficiente para impedir que as e os alunos do 2° ano do Colégio Estadual Inácio Montanha viessem ao APERS. Acompanhados pela professora Raquel Braun, elas e eles vieram participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 22/10: Na manhã de 22/10 a equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS deslocou-se até a Unisinos para ofertar a oficina “Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na história” dentro da programação do VII Ofícios de Clio, evento promovido pelo GT Acervos, da ANPUH-RS. Para ver fotos, clique aqui.
  • 23/10: Durante a manhã de quarta-feira, estudantes do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver fotos, clique aqui.
  • 24/10: Na tarde de quinta-feira, o APERS recebeu a visita de mais uma turma do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí que, acompanhados pelo professor Diego Scherer, vieram participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 25/10: Pela manhã de sexta-feira, as e os estudantes do 6° ano do Colégio Romano São Mateus, vieram ao Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Karen Cerutti. Para ver fotos, clique aqui.
  • 29/10: Durante a manhã de terça-feira as e os estudantes de 6° ano do Colégio Romano Santa Maria vieram ao APERS para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pelo professor Alessandro Maldonado. Para ver fotos, clique aqui.
  • 31/10: Na manhã de quinta-feira, estudantes da turma 163 do 6° ano do Colégio Romano Senhor Bom Jesus vieram ao Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Eduarda Carvalho. Para ver fotos, clique aqui.
  • 31/10: Na noite de 31/10, quinta-feira, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da EEEF Cândido Portinari estiveram no APERS para vivenciar a oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, acompanhados pela professora Adriana Quadros. Para ver fotos, clique aqui.

Para saber mais a respeito das oficinas e demais ações desenvolvidas no âmbito do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, clique aqui. Contate-nos pelo e-mail acaoeducativa@planejamento.rs.gov.br.

Ação Educativa em Arquivos IX: serviço educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

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Torre do TomboRetomando nossa série de postagens sobre ação educativa em arquivos, hoje abordamos as atividades desenvolvidas pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, localizado na cidade portuguesa de Lisboa, instituição importantíssima para pesquisadores do mundo inteiro, que abriga acervo milenar e, em muitos aspectos, intimamente relacionado à história do Brasil e dos demais países que foram colônias portuguesas.

Sua data de criação é incerta, e remonta ao século XIV. A mais antiga certidão expedida é de 1378. Desde então até o ano de 1755 funcionou como Arquivo do rei e dos seus vassalos, da administração do reino e das possessões ultramarinas, servindo à administração régia, emitindo certidões e franqueando a consulta a poucos pesquisadores. Apenas no século XIX as atribuições do Arquivo alargaram-se à formação de funcionários e ao ensino da Diplomática, em um processo que pouco a pouco trouxe a compreensão contemporânea do Arquivo como instituição voltada à sociedade.

Hoje, como um dos arquivos de âmbito nacional da rede portuguesa de arquivos, é subordinado à Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, serviço central da administração direta do Estado português, que por sua vez é integrado à Secretaria de Estado da Cultura. Tem investido em sua difusão por meio do Serviço Educativo, compreendido como uma necessidade para fazer valer os dispositivos legais que reconhecem o papel sócio cultural dos arquivos e do patrimônio por eles salvaguardados, conforme podemos acompanhar através do artigo “Conhecer e visitar: o Serviço Educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo”, de Maria de Lurdes Henriques.

Em um cenário marcado pela visão de que os arquivos seriam instituições eminentemente voltadas a apoiar a administração pública e atender a demanda de pesquisadores, nos quais pouco ou nenhum espaço sobraria para a educação. Maria de Lurdes enfatiza o esforço que fora empreendido nos últimos 10 anos, até mesmo entre os profissionais da área, para convencer sobre a necessidade de ir além das visitas tradicionalmente oferecidas ao público interessado em conhecer o Arquivo, passando a assumir uma postura pró ativa no campo da educação para a cidadania, buscando atrair novos públicos e atuando de forma articulada às escolas, afinal, somente é possível valorizar e divulgar aquilo que se conhece.

No caso português, o ainda jovem Serviço Educativo passou a oferecer “visitas temáticas apoiadas em textos didáctico-pedagógicos, complementados por documentos seleccionados, que poderão ser visualizados em diferentes suportes, do original ao digital”. São abordados temas como as origens e evolução da Língua Portuguesa; literatura e censura literária; formação e evolução do Estado Português; minorias étnicas e religiosas, entre muitos outros.

Guardar-memorias_abrir-caminhosO primeiro produto editado e publicado pelo Serviço como material de apoio voltado a um público amplo, especialmente de professores e estudantes, foi o “Guia jovem: Guardar memórias… Abrir caminhos…”, distribuído gratuitamente em todas as bibliotecas escolares. Igualmente, passou-se a criar e produzir exposições e mostras documentais, como polo dinamizador para as visitas e a interação com o público, já que estas permitem abordagens diversificadas, com a construção de diálogos que dependem muito dos saberes e interesses trazidos pelos visitantes.

No mesmo sentido, o Arquivo assinou protocolo de colaboração entre a Direcção Geral de Arquivos e a Direcção Geral do Desenvolvimento e Inovação Curricular, por meio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, que coordena mais de 2 mil bibliotecas escolares, tendo como objetivo a sensibilização dos professores responsáveis pelas bibliotecas para as potencialidades pedagógicas e para a relevância dos recursos de informação disponíveis nos arquivos. Se as experiências cotidianas demonstravam que os professores muitas vezes não consideravam os arquivos como locais a visitar, tal como seriam bibliotecas, museus, monumentos ou sítios arqueológicos, o importante seria cativar e demonstrar o contrário. Esta proximidade com os professores tem sido valorizada em cada ação, especialmente no planejamento, construção e realização das visitas, pensadas de acordo com o perfil e os interesses dos grupos, em diálogo desde o agendamento, passando pela troca de materiais preparatórios, até a visita em si.

Maria de Lurdes também registra que a dedicação da instituição à digitalização de documentos contribuiu para a efetivação do Serviço Educativo, ao viabilizar a ampliação do acesso sem prejudicar a conservação dos originais.

Conhecer um pouco mais sobre as experiências portuguesas, em um país ibérico onde a arquivística é bastante desenvolvida, nos dá mais fôlego para seguir a diante na consolidação de nosso próprio serviço educativo, demonstrando que estamos na direção correta!

_____________________

Referência:

HENRIQUES, Maria de Lurdes. Conhecer e visitar: o Serviço Educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. ALA, n.27, 2012: 7° SIAT. Disponível em http://docplayer.com.br/4894782-Conhecer-e-visitar-o-servico-educativo-do-arquivo-nacional-da-torre-do-tombo.html, acesso em 24 mai 2016.

Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS 2016: escolas contempladas

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

Hoje compartilhamos a lista das escolas contempladas para participação no Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016, conforme o regulamento anteriormente divulgado. Confira a lista das escolas a seguir:

1 – Escola Estadual Fernando Gomes (Porto Alegre)
2 – Colégio Estadual Augusto Meyer (Guaíba)
3 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva (Porto Alegre)
4 – Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo (Porto Alegre)
5 – Escola Estadual de Ensino Fundamental Planalto Canoense (Canoas)
6 – Colégio Estadual Paraná (Porto Alegre)
7 – Colégio Romano Senhor Bom Jesus (Porto Alegre)
8 – Colégio Romano São Mateus (Porto Alegre)
9 – Colégio Romano Santa Marta (Porto Alegre
10 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Wenceslau Fontoura (Porto Alegre)
11 – Escola Municipal de Educação Básica Alberto Santos Dumont (Sapucaia do Sul)
12 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Justino Camboim (EJA) (Sapucaia do Sul)
13 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Justino Camboim (Sapucaia do Sul)
14 – Escola Municipal de Educação Básica João de Barro (Sapucaia do Sul)
15 – Colégio de Aplicação da UFRGS (Porto Alegre)
16* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Anisio Teixeira (Porto Alegre)
17* – Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu (Porto Alegre)
18* – Escola Estadual de Ensino Médio Rafaela Remião (Porto Alegre)
19* – Escola Estadual de Ensino Médio Baltazar de Oliveira Garcia (Porto Alegre)
20* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Vicente (Viamão)
21* – Escola Estadual de Ensino Fundamental Vila Cruzeiro do Sul (Porto Alegre)
22* – Escola Técnica Estadual Frederico G. Schmidt (São Leopoldo)
23* – Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro (Porto Alegre)
24* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Jerônimo Porto (Viamão)
25* – Escola Estadual Padre Nunes (Gravataí)
26* – Escola Estadual de Ensino Municipal Polisinos (São Leopoldo)
27* – Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Oswaldo Aranha (Porto Alegre)
28* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Herbert José de Souza (Alvorada)

 * Inicialmente prevíamos inscrever até 15 escolas, mas devido à grande procura e interesse, estamos adaptando nossa agenda para acolher o maior número de escolas e turmas possíveis! Entretanto, a partir da 16ª (décima sexta) escola inscrita, de acordo com a ordem de recebimento da documentação, não está garantido o agendamento para todas as oficinas solicitadas. A quantidade e datas por escola serão definidas através de contato telefônico nos próximos dias.

Dúvidas podem ser elucidadas pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br.

Agradecemos a participação de todas e todos!

Regulamento PEP 2016: divulgação do resultado final sairá apenas na próxima semana

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

    Conforme divulgamos amplamente através do Regulamento PEP 2016, acabou nesta segunda-feira, dia 21 de março, o prazo para envio da documentação necessária à seleção das escolas que serão atendidas este ano nas oficinas realizadas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP).

    O regulamento previa que hoje, 23 de março, seria divulgada a lista das escolas contempladas, e que entre os dias 24 e 30 de março entraríamos em contato por telefone com cada uma delas para agendar as datas de oficinas. Entretanto, devido a grande procura que tivemos, informamos que o prazo para divulgação da lista final será estendido até o dia 30/03. Esperávamos ser procurados por cerca de 15 escolas, mas recebemos inscrição de 27, o que torna necessário mais tempo para organizar os documentos recebidos e tentar contemplar o maior número de escolas, professores e estudantes na agenda anual.

   Neste sentido, informamos também que não haverá prorrogação das inscrições. Contamos com a compreensão de todas e todos. Estejam atentos às notícias do blog, já que ao longo do ano divulgaremos outras ações oferecidas pelo PEP, como o curso de formação para professores.

Participe das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016!

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

Nosso Programa de Educação Patrimonial está entrando em seu oitavo ano de atividades. A cada novo período buscamos inovar e qualificar os serviços prestados. Nesse sentido, e no intuito de estreitar os laços entre escolas, Universidade e Arquivo, aprofundando os processos de ensino-aprendizagem a partir do patrimônio cultural vinculado ao ensino de História e à arquivística, no ano de 2016 a participação das turmas nas oficinas de Educação Patrimonial oferecidas nas dependências do APERS será compreendida como parte de um projeto, orientado pelo PEP em contato com professores e coordenações pedagógicas das escolas, desenvolvido ao longo do ano letivo de 2016, e norteado pelo Regulamento PEP 2016. Clique aqui para acessá-lo.

Pedimos ampla divulgação do regulamento, pois todos os agendamentos de oficinas para o ano serão feitos a partir dele.

Professora e professor, leia atentamente, divulgue entre sua rede de contatos, converse com colegas na Escola, e já insiram a participação no Programa em seu plano de ensino para o ano, prevendo as etapas desenhadas pelo regulamento: preparação das turmas antes da vinda à oficina, vivência das oficinas no APERS (com transporte oferecido pelo PEP), e aprofundamento da discussão sobre educação a partir do patrimônio em sala de aula, que resultará em um produto a ser exposto na Mostra PEP de Final de Ano, na primeira semana de dezembro de 2016.

Os “produtos” poderão ser textos, poesias, fotografias, maquetes, peças teatrais, fanzines, ou tudo aquilo que as(os) estudantes possam criar a partir do contato com o patrimônio salvaguardado pelo Arquivo Público, com o conhecimento construído a partir da participação no Programa, e pela reflexão a respeito dos bens culturais de nossa sociedade, do bairro, da comunidade escolar. Todas as atividades são gratuitas e poderão ser orientadas pela equipe do PEP, composta por servidores, professores, estagiários e bolsistas da UFRGS e do APERS.

Conforme regulamento, as inscrições das escolas interessadas em participar serão recebidas até o dia 21 de março de 2016, através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Dúvidas poderão ser elucidadas pelo mesmo endereço, ou do telefone (51) 3288-9117. Estamos empolgados com as possibilidades que se abrem em 2016, e desejamos contar também com a empolgação de professores(as), coordenações pedagógicas, direções, pais e estudantes! Participem!

Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na Área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, quase todas as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição. Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica.

Logo Laranja

Para a segunda edição do projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas, foram construídas propostas de trabalho para a sala de aula com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos. Essas propostas foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog do Arquivo, com os seguintes objetivos:

  • Contribuir, a partir de mais uma ação dentro da perspectiva da Difusão Cultural e das Ações Educativas, para a divulgação dos acervos do Arquivo e das suas potencialidades;
  • Contribuir para o uso de fontes arquivísticas no trabalho pedagógico desenvolvidas nas escolas de Educação Básica;
  • Fomentar discussões, no âmbito dos processos de ensino-aprendizagem, em torno dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva histórica.
  • Divulgar e incentivar a utilização, tanto para pesquisa quanto para o ensino, de documentos tais como os processos administrativos de indenização, inventários e processos-crime do período da escravidão, de processos de desquites e divórcios, de processos administrativos da Secretaria da Justiça, dentre outros que trabalhados.

Até o dia 28 de novembro, foram produzidas 6 propostas pedagógicas, com em média, 36 páginas cada uma. Desde o início da segunda edição até a metade do mês de dezembro as propostas pedagógicas tiveram cerca de 108 visualizações no Blog Institucional.

Com o encerramento dessa segunda edição do projeto, ocorrerá a publicação de uma coletânea em volume único, contendo as seis propostas. Praticamente finalizada, o arquivo aguarda apenas ficha catalográfica e ajustes finais de formatação. Para o ano de 2016 está prevista a publicação da coletânea no mês de fevereiro e a interrupção da produção de novas propostas pedagógicas. Nesse caso, não haverá uma IIIª edição para o próximo ano, uma vez que a historiadora responsável pelo projeto se dedicará a outras atividades na instituição. De qualquer forma, permanece no horizonte da Divisão de Documentação a possibilidade de publicação das propostas elaboradas nas duas edições. Para isso, a equipe da Divisão estará atenta aos editais e possibilidades de captação de recursos para esse fim.

Outra atividade que demandou atenção das equipes da Divisão de Documentação foi a elaboração do projeto piloto Estágio Curricular para o Curso de História. O Estágio Curricular em História é um dos serviços educativos oferecido pelo APERS. Caracteriza-se por uma série de atividades destinadas ao cumprimento de estágio curricular obrigatório ou para horas complementares exigidas para integralização dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em História. Objetiva oportunizar aos graduandos dos cursos de história vivências relacionados aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. No projeto-piloto foram previstas a apresentação da instituição e dos processos de trabalho realizados por sua equipe, em especial a equipe de historiadoras do APERS; observação participativa de atividades realizadas por historiadores; prática monitorada de atividades previamente selecionadas pela equipe responsável pela supervisão do estágio.

O Estágio Curricular objetivou oportunizar aos graduandos dos cursos de História vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. Seis alunos do Curso de História da FAPA concluíram o estágio que contou com uma carga horária de 30 horas. Para o ano de 2016 foram planejadas as seguintes atividades: seminário sobre instituições de guarda de acervos e seus profissionais, e estágio curricular.

CaixaPedagogicaAinda entre as ações educativas, merece destaque o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Ele foi desenvolvido ao longo de 2014 a partir de recursos captados junto ao Prêmio Pontos de Memória 2012, do IBRAM (conforme registrado na aba “Projetos Patrocinados”). Em 2015 centramos o trabalho na finalização da montagem de 700 caixas pedagógicas, na distribuição das mesmas, e na divulgação dessa ação. Intencionávamos realizar parceria com a Secretaria Estadual de Educação para o processo de distribuição em todas as escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto originalmente no projeto aprovado pelo IBRAM. No entanto, como esta parceria não se efetivou, a entrega das caixas às escolas tornou-se mais morosa, exigindo que um responsável de cada instituição venha até o APERS retirar o material. Assim, após enviarmos e-mails para as Coordenadorias Regionais e Secretarias Municipais e divulgarmos em nossas mídias sociais, decidimos ampliar o público-alvo a partir do segundo semestre de 2015, passando a atender todas as escolas públicas que manifestem interesse em receber a caixa.

Ao longo deste percurso contamos com o auxílio da equipe do Departamento de Transporte da SMARH, que em diversos turnos cedeu um carro da Central de Veículos, com motorista, para visitar escolas de Canoas e Gravataí entregando as caixas. O motorista viajou sempre acompanhado por Davi dos Santos, estagiário que faz parte de nossa equipe de Ação Educativa. Registramos e agradecemos também o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA), que abriu espaço em seu IV Encontro de Educadores, realizado em outubro de 2015, para que pudéssemos entregar o material aos professores da rede municipal de Porto Alegre.

Até dezembro de 2015 foram distribuídas cerca de 400 unidades. Ainda temos um grande número de exemplares para fazer chegar aos estudantes e professores em 2016! Se você é professor(a), estudantes, ou membro de alguma comunidade escolar, comente sobre o projeto. Pergunte se a escola já recebeu o material, e caso haja interesse, entre em contato conosco através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou do fone (51)3288-9117.

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O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), realizado nesta parceria institucional desde 2009, teve novidades, desafios e conquistas em 2015. Graças aos recursos captados através da UFRGS pelo Edital ProEXT, Programa de Extensão Universitária do MEC, ao empenho da equipe e a acolhida que o Arquivo dá ao público recebido em suas dependências, foi possível manter a realização das oficinas de Educação Patrimonial, do curso de formação para professores e da capacitação de oficineiros, entre outras atividades. Os recursos viabilizaram a contratação de transporte para o deslocamento das turmas até o Arquivo, e de bolsistas, que junto aos estagiários do APERS atuaram como oficineiros com ao público escolar, assim como a produção de um livro e de um folder do PEP.

Ao longo do ano foram ministradas 85 oficinas, atendendo um total de 1.769 estudantes. Foram 48 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo (para 6º e 7º ano), 24 oficinas Resistência em Arquivo (para o Ensino Médio), e 13 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia (para 8º e 9º ano). Se compararmos ao número de oficinas realizadas em 2014 entre abril e dezembro (128), aparentemente tivemos um desempenho menor, entretanto, 2015 foi palco de uma atividade bastante importante e enriquecedora: a reformulação da oficina Tesouros, a primeira criada pelo PEP, construída a partir de documentos relacionados ao contexto da escravidão no Rio Grande do Sul. Dedicamos boa parte do primeiro semestre a esta reformulação, em paralelo ao desenvolvimento da 5ª edição do curso de formação para professores. Nossa equipe participou dos encontros do curso – também voltado à temática da escravidão e da luta por liberdade –, desenvolveu pesquisa no acervo para selecionar documentos que abordassem os contextos e conceitos desejados, fez a digitalização, transcrição, reprodução e plastificação dos mesmos, criou materiais de apoio, pintou as novas caixas em MDF utilizadas na dinâmica… Tudo preparado com carinho entre março e junho, quando retomamos o recebimento das turmas, seguindo com oficinas entre junho e o começo de dezembro.

A nova  Tesouros está mais densa, focada na análise e problematização de documentos que ajudam a conhecer melhor a trajetória de mulheres e homens outrora escravizados, que resistiram no cotidiano por uma vida melhor. Os estudantes entram em contato com quatro diferentes tipos de carta de liberdade; com um testamento de um liberto que fazia parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; com um processo criminal em que uma criança negra, livre, de 11 anos foi sequestrada no Uruguai e escravizada ilegalmente aqui; com três inventários que demonstram diferentes estruturas de posse de escravizados, suas idades, afazeres e contexto social no qual estavam inseridos; e com a história do casal Ana e Manoel, contada a partir de um registro de compra e venda, de uma carta de liberdade e de um registro de casamento. Esse destaque dado à oficina Tesouros em 2015 explica a quantidade bem maior de práticas dela frente as demais: para testar o novo modelo, entre os meses de junho e julho agendamos apenas esta oficina, retomando as outras duas em agosto.

Quanto ao já mencionado curso de formação para professores, intitulado Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, foi realizado entre os meses de abril e junho, em 10 encontros nas manhãs de sábado. Foram capacitados 38 professores, que concluíram as horas necessárias para o recebimento do certificado, além de duas servidoras do IPHAE e 11 estagiários e bolsistas da equipe do PEP. Para mais informações, veja o relatório do curso.

Devido à programação diferenciada, a capacitação de oficineiros também ocorreu de forma distinta no 1º semestre. Foi possível receber três estudantes da disciplina de Estágio de Docência III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, que se incluíram no processo de reformulação da oficina, participando de alguns dos encontros do curso de formação, realizando visita ao conjunto arquitetônico do APERS, construindo materiais didáticos para a oficina Tesouros em parceria com a equipe do PEP, e finalmente realizando quatro práticas dessa oficina. No 2º semestre voltamos à capacitação em seu formato habitual, com 12 encontros, sendo quatro de aproximação com as oficinas e sua base teórica, dois de observação, e seis de práticas. Neste semestre foram capacitados 11 oficineiros.

Em 2015 também participamos de eventos promovendo a difusão do PEP:

  • No encontro Dos Ofícios de Clio V: Patrimônio e Diversidade Cultural, promovido pelo GT Acervos/ANPUH-RS, a historiadora Clarissa Sommer apresentou a comunicação intitulada “Oficina Os Tesouros da Família Arquivo e Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo: ações educativas no Arquivo Público do Estado do RS e patrimônio negro”;
  • No XXVIII Simpósio Nacional de História da ANPUH-Brasil as professoras Carla Simone Rodeghero (UFRGS) e Claudira Cardoso (FAPA e IFRS) apresentaram a comunicação “O arquivo como espaço de ensino: experiências de educação patrimonial na parceria UFRGS-APERS”;
  • A oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos foi apresentada na UNIVATES por Andressa Malhão, Clarissa Sommer, Deise Freitas e Nôva Brando, como parte da programação do IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade e Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais;
  • No XVI Salão de Extensão da UFRGS, Andressa Malhão e João Victor Câmara apresentaram a comunicação “Educação patrimonial e formação de professores: escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”;
  • No XI Salão de Ensino da UFRGS foi a vez de Amanda Ciarlo e Guilherme Lauterbach apresentarem “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”.

Como mencionado anteriormente, também produzimos o livro “PEP em revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, pensado em formato de revista, bastante ilustrado e dinâmico, que conta a história do PEP de 2009 até meados de 2015. O material está pronto, aguardando envio à Gráfica da UFRGS para impressão, e será lançado em seguida. Já o folder do PEP, produzido este ano, está impresso! Confira:

Fechamos o balanço de um ano tão produtivo agradecendo a participação de cada uma e cada um que colaborou de alguma forma para esta construção tão coletiva: estudantes de graduação e de cada escola, professores da Educação Básica, professores das Universidades, equipe PEP… Que 2016 seja ainda melhor!

Neste sentido, aproveitamos para informar que em 2016 o agendamento de oficinas será organizado a partir de um regulamento, que será publicado aqui no blog na próxima quarta. O principal objetivo é estreitar os laços com as escolas, fazendo com que as atividades de educação patrimonial extrapolem a vivência das oficinas no espaço do Arquivo, sendo aprofundadas na comunidade escolar. Informações pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Até breve!

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