APERS Entrevista: Sara Dalpiaz Carlos

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Sara Dalpiaz Carlos é licenciada e bacharelanda em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e foi estagiária do APERS entre maio de 2016 e maio de 2018 participando dos projetos de conservação de documentos, Organização e Disponibilização do acervo da Comissão Estadual da Verdade do RS e Arranjo, Descrição e Difusão dos Acervos das Secretarias da Justiça (1891 – 1991). Em janeiro deste ano apresentou seu trabalho de conclusão de curso intitulado Os “zeladores” da democracia: ação democrática renovadora – um alicerce da ditadura civil-militar no Rio Grande do Sul tendo como fonte de pesquisa o acervo do APERS, confira nossa entrevista com Sara:

Blog do APERS: Sara, como e por que você decidiu cursar História?

Sara: Desde criança fui incentivada pelos meus pais a ler. Este privilégio através da leitura foi importante para que eu tivesse mais afinidade na escola com a disciplina de História. Além disso, as aulas do professor de História no ensino médio foram um grande incentivo para esta escolha. Naquela época ainda não tinha certeza se gostava da docência, porém a História, assim como as relações políticas e sociais ali estabelecidas, me encantavam.

Blog do APERS: Você poderia comentar um pouco sobre como teve interesse despertado para a temática da ditadura civil-militar?

Sara: Como comentei na primeira pergunta, as aulas deste professor de história e a sensibilidade com que ele tocava em temas como, por exemplo, ditadura civil-militar, possibilitaram que eu construísse uma opinião bem assertiva sobre o tema. Além disso, gostava muito de assistir filmes, ler textos ou livros que trouxessem relatos sobre este período, principalmente sobre questões de resistência. Quando finalmente iniciei a jornada universitária, a temática sobre ditadura civil-militar estava em voga, visto que houve muitos eventos em alusão aos 50 anos do golpe no país. Por inúmeros motivos, me afastei da temática, apesar de nitidamente estar inclinada a estudar história do Brasil, principalmente a partir da década de 1950. No entanto, ao iniciar o estágio no APERS, participei da organização do acervo da Comissão Estadual da Verdade, atividade que trouxe muitos aprendizados e acrescentou muito à minha vivência como estudante de História e como indivíduo. Com o encerramento da organização do acervo, durante as atividades de restauro, por acaso encontrei um processo administrativo de utilidade pública do fundo da Secretaria da Justiça que tratava de uma entidade anticomunista chamada Ação Democrática Renovadora (ADR), fundada durante a ditadura civil-militar em Porto Alegre. Assim, minha relação com a ditadura civil-militar tornou-se mais sólida, pois a partir deste “achado” comecei a pesquisar sobre o tema.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para tua atuação enquanto pesquisadora?

Sara: Julgo o acervo documental do APERS muito importante para todas(os) nós que estudamos e escrevemos História. No meu caso, por meio do acervo pude analisar processos administrativos que traziam informações muito importantes acerca deste grupo pró ditadura civil-militar que atuou após o golpe de 1964. Foi através do acervo do APERS que conheci a entidade e a partir dessas informações, encontrei outras fontes que me auxiliaram na construção do meu trabalho de conclusão de curso.

Blog do APERS: Como avalias a importância da experiência de estágio no APERS para tua formação e atuação profissional?

Sara: Durante a graduação há poucas cadeiras ou atividades que exploram atividades práticas do historiador com suas fontes. Portanto, estagiar no APERS facilitou o contato com diferentes tipos de fontes, pois permitiu que eu conhecesse inúmeros fundos, bem como o processo de preservação dos documentos. Particularmente, o contato com a documentação no estágio foi essencial para a criação do meu trabalho de conclusão de curso, portanto acredito que estar em contato com diferentes acervos documentais é um estímulo para formular problemas de pesquisa essenciais para a preservação da memória e que são relevantes para trabalhos acadêmicos exigidos pela graduação em História.

Blog do APERS: Nas tuas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Sara: No meu tempo livre gosto muito de ler, ir ao cinema, estudar outros temas para além da História, viajar, conhecer novos lugares, culturas e pessoas, fugir para a minha cidade natal, Barra do Ribeiro e passar bons momentos com as pessoas que gosto.

Abaixo disponibilizamos o link para o trabalho de conclusão de curso de Sara e de nossos outros estagiários que também apresentaram seus TCCs em janeiro, porém sem utilizar fontes do APERS:

Os “zeladores” da democracia : ação democrática renovadora : um alicerce da ditadura civil-militar no Rio Grande do Sul de Sara Dalpiaz Carlos

“Nem Videla, nem Figueiredo!” : a batalha da Praça Argentina e a resistência estudantil na UFRGS através dos documentos do SNI de Letícia Wickert Fernandes

“Às urnas, cidadãos! Dia 6 vote não!” : o referendo de 1963 nas páginas do Diário de Notícias de Paulo Eduardo Fasolo Klein

Para saber mais sobre os acervos com que Sara trabalhou, acesse:

Acervo disponível para pesquisa: Comissão Estadual da Verdade (CEV/RS)

Acervo disponível para pesquisa: Secretaria da Justiça 

Catálogo Secretaria da Justiça: processos administrativos de utilidade pública

Catálogo Acervo da Comissão Estadual da Verdade

Acervo disponível para pesquisa virtual: Comissão Estadual da Verdade (CEV/RS)

Pesquisando no Arquivo: Secretaria da Justiça 

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AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do projeto (III)

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Tabuleiro Jogo

Compartilhamos hoje o jogo de tabuleiro que acompanha a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. Ele foi criado pela equipe do APERS a partir dos documentos selecionados, transcritos e disponibilizados no kit. Todas as perguntas são respondidas a partir do estudo e do debate prévio desses documentos. São questões que direcionam a atenção dos “estudantes-pesquisadores” para a condição social dos escravizados, tidos como mercadorias na sociedade escravista, mas, ao mesmo tempo, buscam evidenciar sua agência enquanto sujeitos, que formavam famílias, conquistavam alforrias para si e para outros companheiros de cativeiro, organizavam levantes…

Algumas perguntas são respondidas a partir da observação dos dados registrados nos documentos, exigindo atenção aos nomes dos escravizados e demais citados, às suas profissões e idades, aos locais e anos em que foram produzidos os registros, por exemplo: “1. Eu sou Faustino. Qual era minha idade quando conquistei minha Carta de Liberdade?”, “12. Hoje sou um homem livre. Durante a vida eu adquiri coisas e ajudei amigos a conquistar sua liberdade. Tudo ficou registrado em meu Testamento. Quem sou eu?”. Em outros casos se avança a “casa” interpretando informações gerais, ou analisando conceitos a partir do debate e do glossário disponibilizado com o material: “16. O que significa ser um escravo ‘de nação’?”, “28. Observando as atribuições dos escravos arrolados no Inventário, em que tipo de produção eles trabalhavam?”.

O tabuleiro foi produzido em tamanho 80X30cm. Para as escolas que desejarem baixar e reproduzir o material, sugerimos que, se possível, imprimam-no como um banner, da forma como fizemos para o kit. Cada caixa contém dois tabuleiros iguais, e dois conjuntos de pecinhas para jogar (um dado e cinco peões), para que os professores possam dividir a turma e dinamizar a atividade, conforme sugestões de trabalho no material de apoio. Cada caixa contém também duas cartelas com as regras do jogo (frente) e as respostas para as questões do tabuleiro (verso). A sugestão é de que cada grupo em torno de um tabuleiro escolha uma juíza ou um juiz que ficará com esta cartela, lendo as regras e acompanhando as respostas dos colegas. Baixe a seguir os materiais:

– Jogo de Tabuleiro
– Cartela de regras e respostas
– Glossário

Desejamos que o material seja amplamente acessado e de grande proveito! Dúvidas poderão ser sanadas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br. Reforçamos também o convite para que compartilhem conosco através desse endereço registros de suas experiências com o material, como reflexões, opiniões dos estudantes e fotos de atividades realizadas nas escolas. Tudo poderá contribuir para a difusão e a valorização desse trabalho, instigando desdobramentos.

Mulheres no APERS, gênero e história X: resgatando trajetórias

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Estamos no mês das mulheres! No último domingo, 08 de março, celebramos o Dia Internacional das Mulheres, um dia de homenagens, mas especialmente de reflexão sobre direitos conquistados e direitos ainda almejados, e de luta para garantir equidade, respeito e autonomia. No mesmo dia o Arquivo Público comemorou seus 109 anos de existência, celebrando vida longa numa instituição centenária que se atualiza e dinamiza a cada ano, atenta às transformações da sociedade.

Nesta data tão especial, duplamente marcante, nada melhor do que reafirmar o compromisso institucional com a preservação do patrimônio documental por nós custodiado e com a garantia do acesso a ele, sempre buscando difundi-lo ampliando os “pontos de acesso” e os mecanismos de aproximação entre usuários e documentos. Neste sentido, conectando a celebração do aniversário do Arquivo à celebração do Dia das Mulheres, melhor ainda reafirmar este compromisso relembrando nosso empenho em construir instrumentos de pesquisa que lancem luz especial sobre as mulheres: até o final do mês de março pretendemos lançar o tão mencionado catálogo sobre História das mulheres e das relações familiares, que descreve os documentos da Vara de Família e Sucessão do Porto Alegre.

São documentos que estamos apresentando no blog mensalmente “em pílulas”, desde o começo do ano passado. Leitoras e leitores já devem ter percebido seu grande potencial para a pesquisa nas áreas de história das mulheres, das relações familiares e de gênero. Obviamente sabemos que o recorte do acervo descrito no catálogo não registra apenas partes de histórias de mulheres, mas de mulheres e homens em relação, entretanto, o projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história”, através do qual o Catálogo História das Mulheres & Relações Familiares vem sendo lentamente construído desde 2011, apresenta uma intencionalidade política, de afirmar a história das mulheres. De apontar acervos que têm potencial para ajudar a resgatar e problematizar trajetórias, traçar perfis, questionar comportamentos, refletir sobre sofrimentos, resistências e conquistas.

Hoje, neste post celebrativo, apresentamos mais uma “pílula” torcendo para que ela instigue o desejo de pesquisar mais, de tornar-se uma usuária ou usuário do Arquivo Público, de desvendar muito mais sobre tantas mulheres que viveram em nosso estado, cujas histórias de vida são registradas aos fragmentos entre as caixas e milhares de folhas de nosso acervo. Apresentamos Ottilia em sua relação com Affonso, chamando a atenção para alguns aspectos que podemos analisar a partir dos documentos.

Ottilia era órfão de mãe e pai quando se casou, em dezembro de 1920, aos 16 anos. Seu marido, comerciante de Porto Alegre, era 18 anos mais velho, com 34. Menos de quatro anos após o matrimônio, em junho de 1924, dão entrada nos papéis de desquite amigável, documento salvaguardado pelo Arquivo e descrito no referido catálogo. Além de problematizar a grande diferença de idade entre o casal e o pouco tempo que durou a relação, outros elementos contribuem para aproximar-nos da história de Ottilia: através da pesquisa realizada para construção do instrumento, verificamos que há em nosso acervo um processo de tutela de agosto de 1920 em que Affonso aparece como tutor de Ottilia e de seu irmão, logo após o falecimento da mãe dos adolescentes. Pouco tempo depois, em novembro de 1920, ele passa o papel de tutor para o irmão mais velho dos jovens, que alcançou a maioridade.

Assim como ocorre em diversos outros casos, a tutela não foi descrita no catálogo por ser da 3ª Vara de Família, que está fora do recorte para esta ação, mas será referenciada em um campo do verbete de desquite, facilitando o trabalho de pesquisa ao relacionar os documentos da Vara de Família e Sucessão de determinado casal a outros documentos deles produzidos em outras varas/comarcas do Poder Judiciário. Mesmo que o processo de desquite amigável de Ottilia e Affonso seja relativamente simples, relacionando apenas a petição inicial, a certidão de casamento, despachos e pedidos de certidões, sem registrar a voz de testemunhas ou qualquer disputa entre os cônjuges, cruzá-lo com outros processos, como o de tutela, oportuniza ao(à) pesquisador(a) diversos elementos para construir análises e narrativas: qual seria a relação entre Affonso e a família de Ottilia, que lhe permitiu chegar a tutor? Como interpretar um casamento entre tutor e tutelada tão pouco tempo depois de sua morte da mãe, e sendo a noiva apenas uma menina? Era comum naquele período que tutores de meninas se casassem com elas? Quais as relações de poder se estabelecem em um casamento como este?

Aqui levantamos brevemente alguns apontamentos a partir de dois processos relacionados. Uma pesquisa que relacione uma quantidade maior de documentos a partir de questionamentos pertinentes, que busque localizar habilitações de casamento, processos criminais, ações de alimentos ou separação de corpos de um mesmo casal, ou de vários casais em determinado período, certamente poderá produzir reflexões expressivas e resgatar diversas trajetórias de vida!

Pesquisa de opinião Divulga APERS: resultados!

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  Aqui no Arquivo Público do RS chamamos de Divulga APERS o núcleo responsável pela difusão virtual de nossa instituição, através do Blog, Twitter e Facebook. Com o intuito de avaliar a qualidade deste serviço e a satisfação de nossos usuários virtuais quanto a ele, lançamos no dia 13 de fevereiro nossa primeira Pesquisa de Opinião.

  A pesquisa foi realizada a partir da publicação de um questionário virtual contendo 10 questões de múltipla escolha e uma aberta para comentários, utilizando o Google Docs, com disponibilização do seu link aqui no Blog, no Twitter, no Facebook e em nosso e-mail semanal, durante o período de 13 de fevereiro a 13 de junho. No período da pesquisa nosso blog foi visualizado 19.902 vezes, e somamos, até dia 13 de junho, no Twitter 734 seguidores e 774 curtidores no Facebook, sendo o questionário respondido por 131 usuários.

 Ficamos muito contentes com o número de usuários que responderam a pesquisa, e é com alegria que hoje publicamos os resultados obtidos, que são de grande valia para qualificarmos ainda mais nosso serviço de difusão virtual.

 Dos respondentes, 85% acompanham somente nossas mídias, ou seja, não utilizam os demais serviços prestados presencialmente pelo APERS, porém 40% costuma participar de nossos eventos e 21% são pesquisadores de nossa Sala de Pesquisa. Grande parte de nossos usuários virtuais são arquivistas ou historiadores, e a maioria, 95%, está satisfeito com as informações disponibilizadas em nosso Blog. Quanto a forma como disponibilizamos as informações, transparência das ações do APERS e qualidade dos conteúdos publicados a maioria dos respondentes classifica como “Bom” ou “Muito bom”. Estes dados nos motivam a manter nosso padrão de qualidade e procurar implementar melhorias sempre que necessário e possível. Para que você visualize os resultados quantitativos com maior detalhadamente, clique aqui e acesse a apresentação dos gráficos por questionamento realizado ou visualize nos slides abaixo.

  Entre os 131 respondentes, 43 usuários realizaram algum tipo de comentário, seja para melhor especificar alguma das perguntas do questionário ou efetuar críticas ou sugestões sobre nosso serviço de difusão virtual. Para podermos publicar estes resultados com transparência, demonstrando nosso comprometimento em prestar um serviço de qualidade, a equipe do Divulga APERS realizou uma reunião com a Direção do Arquivo para apresentação e discussão dos resultados obtidos, e agora apresentamos, de forma abrangente, as respostas aos comentários. Para melhor clareza, organizamos os comentários em grupos, de acordo com o assunto tratado:

  • Instrumentos de pesquisa online: disponibilizamos a consulta online aos acervos do Poder Judiciário (em fase de indexação e revisão) e Registro Civil/Habilitações para Casamentos (indexados e em fase de revisão); os acervos dos Tabelionatos estão descritos conforme ISAD (G) em nível fundo, e publicamos os relatórios sintéticos (fundos e datas limites) dos acervos do Registro Civil/Certidões e Tabelionatos. Além da publicação dos catálogos seletivos sobre os documentos da escravidão.
  • Acesso online aos documentos: há um projeto em andamento referente às Cartas de Liberdade (Projeto patrocinado), porém a disponibilização online dos acervos custodiados não depende apenas de prazo legal, mas de recursos humanos e financeiros, além da organização técnica dos acervos. Há na área da arquivologia amplos debates sobre formas de garantir o acesso e a preservação dos documentos, sendo discutidas técnicas como a microfilmagem e digitalização, e o APERS, por meio de seu corpo técnico, acompanha tais debates. Porém, é importante esclarecer que ambas as tecnologias têm alto custo, ainda mais quando estamos tratando de um acervo muito grande, como é o caso do acervo salvaguardado pelo APERS, com cerca de 8.005,49 metros lineares. A digitalização e, principalmente, a disponibilização destas imagens através da internet exige um longo e minucioso trabalho, além de espaço para armazenagem com grande capacidade. Em se tratando de um arquivo público, estas ações dependem de políticas públicas de fôlego, que defendemos sempre que possível, mas que neste momento ainda não são uma realidade.
  • Melhorias no site: para sua reformulação dependemos da disponibilidade de recursos da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos (SARH), tendo em vista que somos um Departamento desta. Não possuímos acesso para alterar a estrutura existente, apenas podemos incluir conteúdos nos campos “Eventos”, “Notícias” e “Publicações”. Desta forma, como sua atual estrutura não facilita o acesso às informações disponibilizadas, optamos por utilizá-lo apenas para a divulgação de informações institucionais (publicações técnicas, editais, cronogramas de eventos…) e por isto, encontra-se desatualizado em relação ao Blog. Este, por sua vez, foi elaborado na plataforma livre WordPress e estruturado de acordo com as ferramentas disponíveis, sendo que são realizadas melhorias sempre que necessário e de acordo com as limitações da mesma.
  • Arquivo como local interessante: fomos instigados viabilizar maneiras de tornar os Arquivos mais atraentes para o grande público, com a publicação de conteúdos interativos. Sobre isto informamos que temos a intenção de oferecer aos nossos usuários vídeos institucionais, passeios virtuais, entre outros tipos de interação midiática, porém não dispomos de recursos financeiros, tecnológicos e humanos neste momento. Mas, a partir das iniciativas do núcleo de Ação Educativa e Cultural o APERS busca proporcionar eventos que estimulem a reflexão dos conceitos que envolvem memória, patrimônio, identidade, tendo o passado como referência para a crítica do presente, além da promoção de eventos já consolidados como a Mostra de Pesquisa e a Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, e, outras iniciativas que ainda não alcançam o grande público.
  • Veiculação de conteúdos técnicos e sobre atividades dos setores do APERS: no período de fevereiro a agosto de 2012 publicamos a série “Atividades APERS”, na qual focamos os núcleos, atividades e colaboradores das divisões do Arquivo. Mas para melhor detalhamento dos serviços que prestamos aos usuários, estamos preparando uma série que especificará os procedimentos executados para o suporte ao atendimento aos usuários, que será publicada ao longo do próximo semestre. A partir das sugestões recebidas por meio desta pesquisa, conteúdos de cunho técnico entraram no planejamento das ações do Divulga APERS.
  • Projetos patrocinados: assim que possível disponibilizaremos os relatórios finais dos projetos patrocinados na aba “Projetos Patrocinados” de nosso Blog.
  • Trabalho voluntário: convidamos aos interessados em realizar algum tipo de trabalho voluntário no APERS a associarem-se a Associação dos Amidos do Arquivo Público do RS, e a partir de sua participação na Associação, proporem projetos a serem executados no APERS.

  Também recebemos alguns comentários que se referiram diretamente ao atendimento presencial realizado na Sala de Pesquisa do APERS. A respeito destes comentários a Direção do Arquivo comprometeu-se a realizar uma série de atividades durante o segundo semestre de 2013, almejando a melhoria dos serviços prestados. Entre as ações estão: treinamento dos servidores, análise do perfil dos servidores para atendimento ao público, e promoção de um “Encontro de pesquisadores” com o objetivo de aproximá-los mais de nossa Instituição, abrindo um canal de diálogo para que contribuam com as melhorias no atendimento na Sala de Pesquisa.

  A equipe do Divulga APERS ficou satisfeita com os resultados obtidos na pesquisa, pois mostrou que estamos no caminho certo, uma vez que nossa linha editorial focada nas ações e atividades que envolvem estritamente o Arquivo Público do RS, claramente, agradam ao nosso público. E os elogios que recebemos nos comentários só nos reforçam esta ideia! Mas claro, estamos sempre dispostos a receber sugestões, queremos que nossas mídias sejam um canal de diálogo, pois acreditamos que só com a ampla participação de nosso público poderemos implementar melhorias que condigam aos seus anseios e necessidades. Por fim, agrademos a tod@s que participaram da pesquisa.

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Pesquisa de Opinião com Usuários Virtuais 2013 – Divulga APERS

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Divulga APERS Pesquisa de Opinião

   Hoje lançamos nossa primeira pesquisa de opinião direcionada a você, nosso usuário virtual! O objetivo desta pesquisa é avaliar a qualidade do nosso serviço de difusão virtual e sua satisfação quanto a este.

   O período de coleta de dados será de 13 de fevereiro a 13 de junho de 2013. Em 26 de junho pretendemos publicar os resultado já com propostas de readequações, caso seja necessário.

Para responder a pesquisa, clique aqui!

   O link para o formulário ficará disponível, também, na parte superior de nossa barra lateral durante o período de coleta de dados.

APERS na Oficina Educação Patrimonial em Museus e Arquivos: teoria e prática

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     Entre os dias 24 e 26 de outubro as historiadoras Clarissa Sommer Alves e Natália Souza Silva, membros do núcleo de Ação Educativa do APERS, estiveram em São Paulo para participar da Oficina Educação Patrimonial em Museu e Arquivos: teoria e prática, realizada pela Associação de Arquivista de São Paulo e ministrada pela Profª Dra. Maria de Lourdes Parreiras Horta, pioneira na introdução da Educação Patrimonial no Brasil. O curso ocorreu nos dias 25 e 26 de outubro, na USP.

    Nesta oficina puderam reforçar os conhecimentos já aplicados no Programa de Educação Patrimonial do APERS, tendo contato com outras instituições brasileiras que atuam na área, trazendo novos referenciais teóricos e ideias de metodologias e práticas.

     Aproveitando a viagem até aquele estado, na tarde de 24 de outubro Clarissa e Natália participaram de visita técnica ao Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), realizada pelas servidoras Haike Roselane Kleber da Silva e Andresa Cristina Oliver Barbosa, a quem agradecemos muito pela receptividade e parabenizamos pela dedicação e carinho com que desempenham suas funções no APESP. Este arquivo inaugurou recentemente sua nova sede, que possui estrutura e organização exemplar para guarda, tratamento, difusão e acesso à documentação. Lá nossa equipe teve contato com diversos setores do APESP, como difusão e ação educativa, conservação, restauro, informática, iconografia, entre outros, aprendendo muito com as colegas paulistas. Conheça um pouco mais a partir das fotos na galeria abaixo.

     Também visitaram a Pinacoteca de São Paulo, na noite de 25 de outubro, com olhar atento às ações educativas lá realizadas. Destacam-se os jogos pedagógicos elaborados para apropriação das exposições por parte das crianças, e a forte preocupação daquela instituição com a acessibilidade, que se expressa na realização de exposições receptivas a cidadãos com as mais diversas deficiências.

     Acreditamos que a ida a São Paulo foi de suma importância para a qualificação de nossas ações na área de difusão, especialmente no campo das ações educativas. Pretendemos em breve estar divulgando no blog novas atividades e oficinas que sejam frutos desta rica experiência!

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APERS conta histórias: Acesso à documentação salvaguardada no APERS

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     O Arquivo Público do RS, além de preservar seu acervo se preocupa com a difusão do mesmo. Proporcionar o acesso da sua documentação aos pesquisadores e comunidade em geral é, sem dúvida, uma das prioridades.

     Com o objetivo de padronizar a rotina de atendimento, no ano de 2000, o APERS realizou o 1º Seminário Interno de Atendimento ao Público. Em 2004 foi instituído o teleatendimento no APERS, acelerando o fornecimento de cópias autenticadas.

    A possibilidade de solicitar da documentação através do site do APERS, no Balcão Virtual, foi outra melhoria implantada em 2005. O usuário pode, ainda, requerer presencialmente a documentação. No caso das Certidões de Nascimento, Casamento ou Óbito, o usuário deverá aguardar cerca de uma hora para a retirada da cópia autenticada, que é disponibilizada sem qualquer custo.

     Já o pesquisador deverá agendar uma entrevista e fazer um cadastro no APERS.  Ele terá acesso aos documentos mediante solicitação prévia. Para facilitar a pesquisa será permitido fotografar a documentação, sem o uso do flash.

  A solicitação de documentação poderá ser feita através do e-mail, tele-apers@sarh.rs.gov.br, telefone 51 3288 9100 ou ainda na própria sala de pesquisa.  O horário de atendimento é das 8h30min às 17h, de segunda à sexta.

     Buscando facilitar o acesso dos pesquisadores ao acervo, a sala de pesquisa abre em dois sábados por mês, das 9h às 14h, e o pesquisador, mediante solicitação prévia, poderá consultar a documentação. Mensalmente o Blog do APERS divulga os sábados em que a sala de pesquisa abrirá.

Sala de pesquisa do APERS

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