“Descobrindo o Acervo do Arquivo Público: Repressão à Umbanda na Cidade Baixa de 1940” agora é exposição virtual! #NovembroNegro

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Cartaz abertura Exp Virtual

Para marcar o mês da Consciência Negra no APERS trouxemos para o blog a edição de novembro do projeto Descobrindo o Acervo do Arquivo Público com a exposição “Repressão à Umbanda na Cidade Baixa de 1940“, que foi apresentada fisicamente no Espaço Cultural Joel Abílio Pinto dos Santos entre os dias 05 e 14/11, e agora transforma-se em uma exposição virtual.

Selecionamos em nosso acervo o processo criminal contra Laudelino Manoel de Souza Gomes, oficial reformado da Marinha brasileira e líder de duas casas de umbanda em Porto Alegre – nas ruas Lima e Silva e Lobo da Costa. Laudelino foi denunciado, em 28 de janeiro de 1943, por prescrever homeopatia e dar passes, diagnosticar moléstias e exercer ilegalmente a farmácia. Foi acusado de enriquecer ilicitamente a partir do ofício de curandeiro. Sua fé era indicada como “mixto de catolicismo e cultos africanos”.

Em seu depoimento o réu afirma que liderara um templo em São Luiz, no Maranhão, e que era professor de física, português, aritmética e inglês. Sustenta que o atendimento prestado era gratuito e que sua casa praticava a caridade. A peça apresentada em sua defesa apelava à liberdade religiosa e à legitimidade da umbanda como confissão, alegando a antiguidade de sua prática no Brasil.

Ele foi condenado a seis meses de detenção, mas apelou da sentença e pagou Cr$ 1.000,00 como fiança para responder em liberdade. Ao fim das contas, no dia 3 de dezembro de 1943, foi suspensa a execução de sua pena.

imagem blog laudelino

Detalhe de fotografia à folha 43: altar no Abrigo Francisco de Assis

O Estado brasileiro frequentemente perseguiu as religiões afro-brasileiras sob diversas alegações. Para refletir a respeito, trazemos um processo-crime como fonte primária para análise e discussão sobre seu conteúdo: explicita-se que o objetivo era mesmo denunciar o exercício ilegal de determinada profissão, ou verificamos que há outros olhares incidindo sobre a acusação pelo local ser uma casa onde a religião Umbanda se fazia presente? O incentivo a que se lancem novas abordagens aos documentos salvaguardados pelo APERS estende-se às relações sócio-cultural travadas em nosso cotidiano, muitas vezes amparadas em preconceitos historicamente construídos que repercutem em nossa atual sociedade.

 

A sequência de imagens a seguir é uma seleção de 23 páginas do processo:

 

Para acessar o documento digitalizado na íntegra, clique aqui.

 

2019.11.05 Laudelino - local

Localização da casa de Laudelino Manoel de Souza Gomes

 

Ficha técnica:

  • Pesquisa documental e textos: Rodrigo de Azevedo Weimer
  • Concepção e montagem: Iara Gomide e Marta Helena Araújo
  • Arte: Luís Otávio Martins
  • Colaboração à exposição virtual: Clarissa Sommer e Juliano Balbon

Exposição Descobrindo o Acervo do Arquivo Público: Repressão à Umbanda na Cidade Baixa de 1940 #NovembroNegro

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Neste mês, dando continuidade ao projeto exposição “Descobrindo o Acervo do Arquivo Público”, no intuito de revelar vestígios comprobatórios de ações, paixões e concepções deixadas pelos sujeitos históricos em documentos, selecionamos em nosso acervo o Processo de Laudelino Manoel de Souza Gomes, líder da casa de Umbanda localizada no Bairro Cidade Baixa em Porto Alegre, sendo denunciado por prescrever homeopatia e dar passes, diagnosticar moléstias e exercer ilegalmente a farmácia.

O Estado brasileiro frequentemente perseguiu as religiões afro-brasileiras sob diversas alegações. Para a marcação do #NovembroNegro, dentre outros acontecimentos que ocorrerão no APERS (veja aqui), selecionamos o processo em questão para a análise e discussão sobre o conteúdo do processo – neste caso, se o mesmo tinha o objetivo de denunciar o exercício ilegal da profissão, ou verificamos que há outros olhares sobre o local ser uma casa onde a religião Umbanda se fazia presente?! Nessa perspectiva, convidamos a comunidade para repensar e quem sabe, lançar um novo viés aos documentos armazenados no APERS e às opiniões muitas vezes equivocadas e o que elas repercutem em nossa atual sociedade.

2019.11.07 Descobrindo o Acervo Novembro

Visitas guiadas ao APERS – Outubro 2019

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Visitas Guiadas APERS

No mês de outubro foram realizadas oito visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Saiba quem foram nossos(as) visitantes:

Dia 03: visitaram o Arquivo naquela quinta-feira a Professora Manuela Catafesta e sete alunos do Curso de Arquitetura de Extensão da Faculdade Ritter. Também acompanharam a visita Diego Gomide e Lucas Damasceno.

Dia 14: na tarde de segunda-feira recebemos a família Nunes: senhor Artur, senhora Magda e o filho André. Também acompanharam a visita o estagiário do APERS Luiz Otávio Martins, do curso História da PUCRS, e o servidor Álvaro Klafke.

Dia 14: visita na noite de segunda-feira, com foco nas ações educativas do APERS. Recebemos 23 estudantes da disciplina de Introdução à Prática e Estágio, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, acompanhados pela professora Carla Meinerz.

Dia 16: nesta quarta-feira, recebemos 11 alunos da E.E.E.F. Professora Thereza Noronha Carvalho, acompanhados pelos professores Alexander Silva, Gustavo Monteiro, Milton M. Braga, Andreia Fraga de Bem e Fatima Silveira. Também acompanhou a visita a estagiária do APERS Elisa Costa, do curso de História da PUCRS.

Dia 19: na tarde de sábado, recebemos 22 escoteiros da Tropa Caetés (Tropa 1) do Grupo Escoteiro Georg Black, acompanhados pelos chefes Carlos Eduardo Klein, Thiago Yuki Kajiwara e Tatiane G. M. Voelcker.

Dia 22: na noite de terça-feira recebemos nove estudantes do Seminário de História Pública, ministrado pelo professor Benito Bisso Schmidt a estudantes do curso de Bacharelado em História da UFRGS. A visita teve como principal objetivo debater o trabalho desenvolvido por historiadores dentro de instituições arquivísticas. Foto de Renata Coutinho.

Dia 25: sexta-feira pela manhã recebemos a visita do Professor Fábio Ramos Barbosa Filho, da UFRGS.

Dia 30: na tarde de quarta-feira recebemos 17 jovens acompanhados pelo professor Marcelo Silva, do Programa Jovem Aprendiz – Instituto Leonardo Murialdo.

Guias: Clarissa Alves e Iara Gomide.

Lembre-se: semanalmente oferecemos, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do APERS com duração de 1h30min. Para visita de grupos em horários específicos, agende pelo e-mail visitas@planejamento.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288-9134.

Visitas guiadas ao APERS – Setembro 2019

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Visitas Guiadas APERS

No mês de setembro foram realizadas 08  visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 06:  visitaram o Arquivo Iara Ledur Marques e seu esposo Mario Fernando Gomes Marques.

Dia 09:  visitou o Arquivo Olinda Frantz Vogel, viúva do nosso ex-diretor Henrique Canísio Vogel.

Dia 12: pela manhã 16 alunos do Programa SENAC-RS Comunidade, acompanhados pela professora Angelita Franco Cardoso.

Dia 13: pela manhã, 39 alunos da escola Estadual Padre Jaeger em Canoas-RS, acompanhados pela professora Diulli Adriene e Marcia Ecoten.

Dia 13: à tarde, o artista João Goedert da Bienal 2010 que doou a obra ao APERS chamada “Guarda”.

Dia 23: pela manhã, a estagiária Manuela Pavoni e seus pais Neri Antonio Pavone e Onivalda Maria Perondi.

Dia 24: 11 componentes do grupo do Projeto Moradia Popular: a cidade em disputa no Pós-Abolição, em parceria com o Arquivo Público, GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS e o Quilombonja.

Dia 26: 06 alunos do Programa do Instituto Leonardo Murialdo, acompanhados pelo professor Marcelo Silva.

Guias: Giglioli Rodrigues, Iara Gomide e Marta Helena de Araujo.

Lembramos que oferecemos, semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Agende sua visita pelo e-mail visitas@planejamento.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288 9134.

Visitas guiadas ao APERS – Agosto 2019

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Visitas Guiadas APERS

No mês de agosto foram realizadas 16 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 02: nesta sexta-feira visitaram o Arquivo a pesquisadora Alrlene Guimarães Foletto, sua filha Cecília Foletto Andreatta e sua sobrinha Maria Vitória Dias Collares.

Dia 05: nesta segunda-feira visitaram o Arquivo os pesquisadores José Eduardo Ardenghi e Marcos Perini.

Dia 06: pela manhã, 32 alunos do Programa da Associação de Integração Empresa Escola Integrar/RS, acompanhados pelos professores Ricardo Z. Abreu, Glauce Neves Guterres e Letícia Sommer.

Dia 06: pela manhã, Lucas Q. Petry, Andre L.P. Guimarães, Shirlei Zounat, Daniela Tonietto, Andressa A. Wernier e João Paulo Passos estagiários do Arquivo Público do Estado RS.

Dia 06: à tarde, 26 alunos do Programa da Associação de Integração Empresa Escola Integrar/RS, acompanhados pelas professoras Glauce Neves Guterres e Letícia Sommer

Dia 12: à noite, 22 alunos do curso de Administração da UNITEC Escola Técnica, acompanhados pela professora Cintia Rebelo.

Dia 14: 04 alunos do Programa da Associação de Integração Empresa Escola Integrar/RS, acompanhados pela professora Luana Borges.

Dia 20: 23 alunos do Programa da Associação de Integração Empresa Escola Integrar/RS, acompanhados pela professora Tainá Araujo Freitas.

Dia 21: Gabriel Favretto, Laura Antunes Silva, Lisiê Nunes, Lucas Samuel, Luísa Abbott e Vinícius Beulk, estudantes da disciplina de Estágio em Educação Patrimonial (História/UFRGS), Carla Rodeghero, Gustavo Ziel, João Vitor Almeida, Laryssa Fontoura e Natália Noronha (equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS).

Dia 24: como parte da programação da VI Semana Acadêmica do Curso de História da FACCAT – Faculdades de Taquara, recebemos 45 estudantes de diversos semestres do curso, acompanhados pela professora Sandra Donner.

Dia 26: 20 alunos da Escola Estadual Presidente Costa e Silva, acompanhados pela professora Cândida da Silveira.

Dia 27: 24 alunos do SENAC-RS COMUNIDADE, acompanhados pela professora Juliana Cunha Alves.

Dia 27: Matheus Donay, estudante de História da Universidade Federal de Santa Maria.

Dia 29: 15 alunos do Programa do Instituto Leonardo Murialdo, acompanhados pelo professor Pedro Leivas.

Dia 29: Jaqueline das Chagas Mercedes, estagiária sala de pesquisa do APERS.

Dia 30: 21 alunos do SENAC-RS COMUNIDADE, acompanhados pela professora Tainá Araújo Freitas.

Guias: Clarissa Sommer e Iara Gomide.

Lembramos que oferecemos, semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Agende sua visita pelo e-mail visitas@smarh.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288 9134.

APERS Entrevista: Sara Dalpiaz Carlos

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Sara Dalpiaz Carlos é licenciada e bacharelanda em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e foi estagiária do APERS entre maio de 2016 e maio de 2018 participando dos projetos de conservação de documentos, Organização e Disponibilização do acervo da Comissão Estadual da Verdade do RS e Arranjo, Descrição e Difusão dos Acervos das Secretarias da Justiça (1891 – 1991). Em janeiro deste ano apresentou seu trabalho de conclusão de curso intitulado Os “zeladores” da democracia: ação democrática renovadora – um alicerce da ditadura civil-militar no Rio Grande do Sul tendo como fonte de pesquisa o acervo do APERS, confira nossa entrevista com Sara:

Blog do APERS: Sara, como e por que você decidiu cursar História?

Sara: Desde criança fui incentivada pelos meus pais a ler. Este privilégio através da leitura foi importante para que eu tivesse mais afinidade na escola com a disciplina de História. Além disso, as aulas do professor de História no ensino médio foram um grande incentivo para esta escolha. Naquela época ainda não tinha certeza se gostava da docência, porém a História, assim como as relações políticas e sociais ali estabelecidas, me encantavam.

Blog do APERS: Você poderia comentar um pouco sobre como teve interesse despertado para a temática da ditadura civil-militar?

Sara: Como comentei na primeira pergunta, as aulas deste professor de história e a sensibilidade com que ele tocava em temas como, por exemplo, ditadura civil-militar, possibilitaram que eu construísse uma opinião bem assertiva sobre o tema. Além disso, gostava muito de assistir filmes, ler textos ou livros que trouxessem relatos sobre este período, principalmente sobre questões de resistência. Quando finalmente iniciei a jornada universitária, a temática sobre ditadura civil-militar estava em voga, visto que houve muitos eventos em alusão aos 50 anos do golpe no país. Por inúmeros motivos, me afastei da temática, apesar de nitidamente estar inclinada a estudar história do Brasil, principalmente a partir da década de 1950. No entanto, ao iniciar o estágio no APERS, participei da organização do acervo da Comissão Estadual da Verdade, atividade que trouxe muitos aprendizados e acrescentou muito à minha vivência como estudante de História e como indivíduo. Com o encerramento da organização do acervo, durante as atividades de restauro, por acaso encontrei um processo administrativo de utilidade pública do fundo da Secretaria da Justiça que tratava de uma entidade anticomunista chamada Ação Democrática Renovadora (ADR), fundada durante a ditadura civil-militar em Porto Alegre. Assim, minha relação com a ditadura civil-militar tornou-se mais sólida, pois a partir deste “achado” comecei a pesquisar sobre o tema.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para tua atuação enquanto pesquisadora?

Sara: Julgo o acervo documental do APERS muito importante para todas(os) nós que estudamos e escrevemos História. No meu caso, por meio do acervo pude analisar processos administrativos que traziam informações muito importantes acerca deste grupo pró ditadura civil-militar que atuou após o golpe de 1964. Foi através do acervo do APERS que conheci a entidade e a partir dessas informações, encontrei outras fontes que me auxiliaram na construção do meu trabalho de conclusão de curso.

Blog do APERS: Como avalias a importância da experiência de estágio no APERS para tua formação e atuação profissional?

Sara: Durante a graduação há poucas cadeiras ou atividades que exploram atividades práticas do historiador com suas fontes. Portanto, estagiar no APERS facilitou o contato com diferentes tipos de fontes, pois permitiu que eu conhecesse inúmeros fundos, bem como o processo de preservação dos documentos. Particularmente, o contato com a documentação no estágio foi essencial para a criação do meu trabalho de conclusão de curso, portanto acredito que estar em contato com diferentes acervos documentais é um estímulo para formular problemas de pesquisa essenciais para a preservação da memória e que são relevantes para trabalhos acadêmicos exigidos pela graduação em História.

Blog do APERS: Nas tuas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Sara: No meu tempo livre gosto muito de ler, ir ao cinema, estudar outros temas para além da História, viajar, conhecer novos lugares, culturas e pessoas, fugir para a minha cidade natal, Barra do Ribeiro e passar bons momentos com as pessoas que gosto.

Abaixo disponibilizamos o link para o trabalho de conclusão de curso de Sara e de nossos outros estagiários que também apresentaram seus TCCs em janeiro, porém sem utilizar fontes do APERS:

Os “zeladores” da democracia : ação democrática renovadora : um alicerce da ditadura civil-militar no Rio Grande do Sul de Sara Dalpiaz Carlos

“Nem Videla, nem Figueiredo!” : a batalha da Praça Argentina e a resistência estudantil na UFRGS através dos documentos do SNI de Letícia Wickert Fernandes

“Às urnas, cidadãos! Dia 6 vote não!” : o referendo de 1963 nas páginas do Diário de Notícias de Paulo Eduardo Fasolo Klein

Para saber mais sobre os acervos com que Sara trabalhou, acesse:

Acervo disponível para pesquisa: Comissão Estadual da Verdade (CEV/RS)

Acervo disponível para pesquisa: Secretaria da Justiça 

Catálogo Secretaria da Justiça: processos administrativos de utilidade pública

Catálogo Acervo da Comissão Estadual da Verdade

Acervo disponível para pesquisa virtual: Comissão Estadual da Verdade (CEV/RS)

Pesquisando no Arquivo: Secretaria da Justiça 

AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do projeto (III)

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Tabuleiro Jogo

Compartilhamos hoje o jogo de tabuleiro que acompanha a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. Ele foi criado pela equipe do APERS a partir dos documentos selecionados, transcritos e disponibilizados no kit. Todas as perguntas são respondidas a partir do estudo e do debate prévio desses documentos. São questões que direcionam a atenção dos “estudantes-pesquisadores” para a condição social dos escravizados, tidos como mercadorias na sociedade escravista, mas, ao mesmo tempo, buscam evidenciar sua agência enquanto sujeitos, que formavam famílias, conquistavam alforrias para si e para outros companheiros de cativeiro, organizavam levantes…

Algumas perguntas são respondidas a partir da observação dos dados registrados nos documentos, exigindo atenção aos nomes dos escravizados e demais citados, às suas profissões e idades, aos locais e anos em que foram produzidos os registros, por exemplo: “1. Eu sou Faustino. Qual era minha idade quando conquistei minha Carta de Liberdade?”, “12. Hoje sou um homem livre. Durante a vida eu adquiri coisas e ajudei amigos a conquistar sua liberdade. Tudo ficou registrado em meu Testamento. Quem sou eu?”. Em outros casos se avança a “casa” interpretando informações gerais, ou analisando conceitos a partir do debate e do glossário disponibilizado com o material: “16. O que significa ser um escravo ‘de nação’?”, “28. Observando as atribuições dos escravos arrolados no Inventário, em que tipo de produção eles trabalhavam?”.

O tabuleiro foi produzido em tamanho 80X30cm. Para as escolas que desejarem baixar e reproduzir o material, sugerimos que, se possível, imprimam-no como um banner, da forma como fizemos para o kit. Cada caixa contém dois tabuleiros iguais, e dois conjuntos de pecinhas para jogar (um dado e cinco peões), para que os professores possam dividir a turma e dinamizar a atividade, conforme sugestões de trabalho no material de apoio. Cada caixa contém também duas cartelas com as regras do jogo (frente) e as respostas para as questões do tabuleiro (verso). A sugestão é de que cada grupo em torno de um tabuleiro escolha uma juíza ou um juiz que ficará com esta cartela, lendo as regras e acompanhando as respostas dos colegas. Baixe a seguir os materiais:

– Jogo de Tabuleiro
– Cartela de regras e respostas
– Glossário

Desejamos que o material seja amplamente acessado e de grande proveito! Dúvidas poderão ser sanadas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br. Reforçamos também o convite para que compartilhem conosco através desse endereço registros de suas experiências com o material, como reflexões, opiniões dos estudantes e fotos de atividades realizadas nas escolas. Tudo poderá contribuir para a difusão e a valorização desse trabalho, instigando desdobramentos.

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