Participe do curso “Close na Sala de Aula: Educar para a Diversidade”

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2019.09.18 Close na sala de aula

O Arquivo Público do Estado está participando, junto com o grupo Close – Centro de Referência da História LGBTQI+ do RS, da organização do evento “Close na Sala de Aula: Educar para a Diversidade”. A iniciativa é um curso de formação de professores da Educação Básica voltado às temáticas de diversidade de gênero e sexualidade. Ocorrerá no dia 19 de outubro, sábado, no Auditório do APERS, é gratuito e as vagas são limitadas. Participe!

Informações e inscrições pelo e-mail: closehistoria@gmail.com.

Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: participe da 7ª edição de nosso curso de formação para professores!

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Entre hoje e o dia 20/09 estão abertas as inscrições para a 7ª edição do curso de formação para professores do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS! A participação é gratuita, com certificado de 40h. As vagas são limitadas, e serão destinadas, preferencialmente, para professores em pleno exercício de sala de aula.

Interessados devem enviar e-mail para acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Confira a programação:

Cartaz Curso PEP Profs 2017

Inscreva-se no Curso “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente”.

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Confira a programação completa do curso:

Cartaz Curso PEP Profs Programação geral

Para solicitar participação, baixe a ficha de inscrição clicando aqui, e siga as instruções nela contidas.

Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na Área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, quase todas as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição. Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica.

Logo Laranja

Para a segunda edição do projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas, foram construídas propostas de trabalho para a sala de aula com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos. Essas propostas foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog do Arquivo, com os seguintes objetivos:

  • Contribuir, a partir de mais uma ação dentro da perspectiva da Difusão Cultural e das Ações Educativas, para a divulgação dos acervos do Arquivo e das suas potencialidades;
  • Contribuir para o uso de fontes arquivísticas no trabalho pedagógico desenvolvidas nas escolas de Educação Básica;
  • Fomentar discussões, no âmbito dos processos de ensino-aprendizagem, em torno dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva histórica.
  • Divulgar e incentivar a utilização, tanto para pesquisa quanto para o ensino, de documentos tais como os processos administrativos de indenização, inventários e processos-crime do período da escravidão, de processos de desquites e divórcios, de processos administrativos da Secretaria da Justiça, dentre outros que trabalhados.

Até o dia 28 de novembro, foram produzidas 6 propostas pedagógicas, com em média, 36 páginas cada uma. Desde o início da segunda edição até a metade do mês de dezembro as propostas pedagógicas tiveram cerca de 108 visualizações no Blog Institucional.

Com o encerramento dessa segunda edição do projeto, ocorrerá a publicação de uma coletânea em volume único, contendo as seis propostas. Praticamente finalizada, o arquivo aguarda apenas ficha catalográfica e ajustes finais de formatação. Para o ano de 2016 está prevista a publicação da coletânea no mês de fevereiro e a interrupção da produção de novas propostas pedagógicas. Nesse caso, não haverá uma IIIª edição para o próximo ano, uma vez que a historiadora responsável pelo projeto se dedicará a outras atividades na instituição. De qualquer forma, permanece no horizonte da Divisão de Documentação a possibilidade de publicação das propostas elaboradas nas duas edições. Para isso, a equipe da Divisão estará atenta aos editais e possibilidades de captação de recursos para esse fim.

Outra atividade que demandou atenção das equipes da Divisão de Documentação foi a elaboração do projeto piloto Estágio Curricular para o Curso de História. O Estágio Curricular em História é um dos serviços educativos oferecido pelo APERS. Caracteriza-se por uma série de atividades destinadas ao cumprimento de estágio curricular obrigatório ou para horas complementares exigidas para integralização dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em História. Objetiva oportunizar aos graduandos dos cursos de história vivências relacionados aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. No projeto-piloto foram previstas a apresentação da instituição e dos processos de trabalho realizados por sua equipe, em especial a equipe de historiadoras do APERS; observação participativa de atividades realizadas por historiadores; prática monitorada de atividades previamente selecionadas pela equipe responsável pela supervisão do estágio.

O Estágio Curricular objetivou oportunizar aos graduandos dos cursos de História vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. Seis alunos do Curso de História da FAPA concluíram o estágio que contou com uma carga horária de 30 horas. Para o ano de 2016 foram planejadas as seguintes atividades: seminário sobre instituições de guarda de acervos e seus profissionais, e estágio curricular.

CaixaPedagogicaAinda entre as ações educativas, merece destaque o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Ele foi desenvolvido ao longo de 2014 a partir de recursos captados junto ao Prêmio Pontos de Memória 2012, do IBRAM (conforme registrado na aba “Projetos Patrocinados”). Em 2015 centramos o trabalho na finalização da montagem de 700 caixas pedagógicas, na distribuição das mesmas, e na divulgação dessa ação. Intencionávamos realizar parceria com a Secretaria Estadual de Educação para o processo de distribuição em todas as escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto originalmente no projeto aprovado pelo IBRAM. No entanto, como esta parceria não se efetivou, a entrega das caixas às escolas tornou-se mais morosa, exigindo que um responsável de cada instituição venha até o APERS retirar o material. Assim, após enviarmos e-mails para as Coordenadorias Regionais e Secretarias Municipais e divulgarmos em nossas mídias sociais, decidimos ampliar o público-alvo a partir do segundo semestre de 2015, passando a atender todas as escolas públicas que manifestem interesse em receber a caixa.

Ao longo deste percurso contamos com o auxílio da equipe do Departamento de Transporte da SMARH, que em diversos turnos cedeu um carro da Central de Veículos, com motorista, para visitar escolas de Canoas e Gravataí entregando as caixas. O motorista viajou sempre acompanhado por Davi dos Santos, estagiário que faz parte de nossa equipe de Ação Educativa. Registramos e agradecemos também o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA), que abriu espaço em seu IV Encontro de Educadores, realizado em outubro de 2015, para que pudéssemos entregar o material aos professores da rede municipal de Porto Alegre.

Até dezembro de 2015 foram distribuídas cerca de 400 unidades. Ainda temos um grande número de exemplares para fazer chegar aos estudantes e professores em 2016! Se você é professor(a), estudantes, ou membro de alguma comunidade escolar, comente sobre o projeto. Pergunte se a escola já recebeu o material, e caso haja interesse, entre em contato conosco através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou do fone (51)3288-9117.

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O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), realizado nesta parceria institucional desde 2009, teve novidades, desafios e conquistas em 2015. Graças aos recursos captados através da UFRGS pelo Edital ProEXT, Programa de Extensão Universitária do MEC, ao empenho da equipe e a acolhida que o Arquivo dá ao público recebido em suas dependências, foi possível manter a realização das oficinas de Educação Patrimonial, do curso de formação para professores e da capacitação de oficineiros, entre outras atividades. Os recursos viabilizaram a contratação de transporte para o deslocamento das turmas até o Arquivo, e de bolsistas, que junto aos estagiários do APERS atuaram como oficineiros com ao público escolar, assim como a produção de um livro e de um folder do PEP.

Ao longo do ano foram ministradas 85 oficinas, atendendo um total de 1.769 estudantes. Foram 48 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo (para 6º e 7º ano), 24 oficinas Resistência em Arquivo (para o Ensino Médio), e 13 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia (para 8º e 9º ano). Se compararmos ao número de oficinas realizadas em 2014 entre abril e dezembro (128), aparentemente tivemos um desempenho menor, entretanto, 2015 foi palco de uma atividade bastante importante e enriquecedora: a reformulação da oficina Tesouros, a primeira criada pelo PEP, construída a partir de documentos relacionados ao contexto da escravidão no Rio Grande do Sul. Dedicamos boa parte do primeiro semestre a esta reformulação, em paralelo ao desenvolvimento da 5ª edição do curso de formação para professores. Nossa equipe participou dos encontros do curso – também voltado à temática da escravidão e da luta por liberdade –, desenvolveu pesquisa no acervo para selecionar documentos que abordassem os contextos e conceitos desejados, fez a digitalização, transcrição, reprodução e plastificação dos mesmos, criou materiais de apoio, pintou as novas caixas em MDF utilizadas na dinâmica… Tudo preparado com carinho entre março e junho, quando retomamos o recebimento das turmas, seguindo com oficinas entre junho e o começo de dezembro.

A nova  Tesouros está mais densa, focada na análise e problematização de documentos que ajudam a conhecer melhor a trajetória de mulheres e homens outrora escravizados, que resistiram no cotidiano por uma vida melhor. Os estudantes entram em contato com quatro diferentes tipos de carta de liberdade; com um testamento de um liberto que fazia parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; com um processo criminal em que uma criança negra, livre, de 11 anos foi sequestrada no Uruguai e escravizada ilegalmente aqui; com três inventários que demonstram diferentes estruturas de posse de escravizados, suas idades, afazeres e contexto social no qual estavam inseridos; e com a história do casal Ana e Manoel, contada a partir de um registro de compra e venda, de uma carta de liberdade e de um registro de casamento. Esse destaque dado à oficina Tesouros em 2015 explica a quantidade bem maior de práticas dela frente as demais: para testar o novo modelo, entre os meses de junho e julho agendamos apenas esta oficina, retomando as outras duas em agosto.

Quanto ao já mencionado curso de formação para professores, intitulado Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, foi realizado entre os meses de abril e junho, em 10 encontros nas manhãs de sábado. Foram capacitados 38 professores, que concluíram as horas necessárias para o recebimento do certificado, além de duas servidoras do IPHAE e 11 estagiários e bolsistas da equipe do PEP. Para mais informações, veja o relatório do curso.

Devido à programação diferenciada, a capacitação de oficineiros também ocorreu de forma distinta no 1º semestre. Foi possível receber três estudantes da disciplina de Estágio de Docência III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, que se incluíram no processo de reformulação da oficina, participando de alguns dos encontros do curso de formação, realizando visita ao conjunto arquitetônico do APERS, construindo materiais didáticos para a oficina Tesouros em parceria com a equipe do PEP, e finalmente realizando quatro práticas dessa oficina. No 2º semestre voltamos à capacitação em seu formato habitual, com 12 encontros, sendo quatro de aproximação com as oficinas e sua base teórica, dois de observação, e seis de práticas. Neste semestre foram capacitados 11 oficineiros.

Em 2015 também participamos de eventos promovendo a difusão do PEP:

  • No encontro Dos Ofícios de Clio V: Patrimônio e Diversidade Cultural, promovido pelo GT Acervos/ANPUH-RS, a historiadora Clarissa Sommer apresentou a comunicação intitulada “Oficina Os Tesouros da Família Arquivo e Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo: ações educativas no Arquivo Público do Estado do RS e patrimônio negro”;
  • No XXVIII Simpósio Nacional de História da ANPUH-Brasil as professoras Carla Simone Rodeghero (UFRGS) e Claudira Cardoso (FAPA e IFRS) apresentaram a comunicação “O arquivo como espaço de ensino: experiências de educação patrimonial na parceria UFRGS-APERS”;
  • A oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos foi apresentada na UNIVATES por Andressa Malhão, Clarissa Sommer, Deise Freitas e Nôva Brando, como parte da programação do IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade e Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais;
  • No XVI Salão de Extensão da UFRGS, Andressa Malhão e João Victor Câmara apresentaram a comunicação “Educação patrimonial e formação de professores: escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”;
  • No XI Salão de Ensino da UFRGS foi a vez de Amanda Ciarlo e Guilherme Lauterbach apresentarem “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”.

Como mencionado anteriormente, também produzimos o livro “PEP em revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, pensado em formato de revista, bastante ilustrado e dinâmico, que conta a história do PEP de 2009 até meados de 2015. O material está pronto, aguardando envio à Gráfica da UFRGS para impressão, e será lançado em seguida. Já o folder do PEP, produzido este ano, está impresso! Confira:

Fechamos o balanço de um ano tão produtivo agradecendo a participação de cada uma e cada um que colaborou de alguma forma para esta construção tão coletiva: estudantes de graduação e de cada escola, professores da Educação Básica, professores das Universidades, equipe PEP… Que 2016 seja ainda melhor!

Neste sentido, aproveitamos para informar que em 2016 o agendamento de oficinas será organizado a partir de um regulamento, que será publicado aqui no blog na próxima quarta. O principal objetivo é estreitar os laços com as escolas, fazendo com que as atividades de educação patrimonial extrapolem a vivência das oficinas no espaço do Arquivo, sendo aprofundadas na comunidade escolar. Informações pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Até breve!

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Arquivo Público no Salão UFRGS 2013

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   No intuito de difundir as ações do nosso Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido em parceria com o Departamento de História da UFRGS, mais uma vez nossa equipe participou do Salão UFRGS, que este ano teve o slogan “Universidade e Desafios da Sociedade”. O evento articula as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade, propiciando ao público a oportunidade de percorrer espaços que apresentam e discutem novos conhecimentos produzidos na pesquisa científica, nas práticas docentes e na interação com a comunidade, apresentados de forma articulada no Salão de Ensino, Salão de Iniciação Científica e Salão de Extensão.Clarissa Nôva e Vanessa

   No dia 22 de outubro as historiadoras Clarissa Sommer, Nôva Brando e Vanessa Menezes apresentaram no Salão de Ensino o trabalho intitulado Formação de Professores em Educação Patrimonial, Ditaduras e Direitos Humanos – Parceria APERS e UFRGS, em que abordaram o curso de formação continuada oferecido anualmente para educadores. Em 2013 o curso está em sua terceira edição, e teve como enfoque a reflexão a respeito da história ditatorial recente de nosso país, e de como abordá-la a partir de bens patrimoniais. Para acessar a apresentação clique aqui.

  Já Alexandre Ávila, Andreia Suris e Eduardo Hass, estagiários de História e membros da equipe, apresentaram no mesmo dia o trabalho Planejamento Participativo: qualificando o Programa de Educação Patrimonial APERS/UFRGS em parceria com a comunidade. Nesse relato compartilharam com o público presente a experiência de organizar o Programa a partir de uma metodologia participativa, com reuniões abertas à comunidade, resultando na qualificação das ações desenvolvidas e tendo como principal produto a construção de uma nova oficina, voltada aos estudantes do Ensino Médio. Para acessar a apresentação clique aqui.

Cópia de Andreia Ale e Edu   No dia 24 de outubro Andreia Suris retornou à UFRGS, em parceria com a prof.ª Carla Rodeghero (História/UFRGS), para apresentar no Salão de Extensão o relato intitulado Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, a partir do qual debateu a oficina homônima, apresentando seu processo de criação e etapas. Oficina essa que foi elaborada a partir dos processos de indenização a ex-presos políticos salvaguardados no APERS, e traz aos estudantes a oportunidade de refletir a respeito da ditadura civil militar brasileira a partir de fontes primárias arquivísticas.

  Acreditamos que a participação em espaços de debate e construção do conhecimento, como o evento em questão, é fundamental para o aprofundamento da reflexão em relação as nossas práticas cotidianas, permitindo qualificar e expandir nossa intervenção.

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