AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do Projeto (IV)

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Hoje publicamos nossa última postagem de compartilhamento dos materiais que compõem a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. Os documentos, glossário, material de apoio, jogo de tabuleiro, regras e respostas já foram disponibilizados nos meses anteriores. Agora você poderá assistir através do YouTube o vídeo educativo produzido com muito carinho pela equipe do APERS!

O objetivo central do vídeo é instigar o estudo da história e cultura africana e afro-brasileira, mostrando as conexões entre África e Brasil e relacionando às potencialidades do acervo do APERS para tais reflexões. Ele foi produzido a partir da pesquisa de imagens, da tomada de cenas dentro do Arquivo Público, e entrevistas realizadas com o professor de História da África da UFRGS, José Rivair Macedo, com o pesquisador do APERS e doutorando da Unicamp, Tiago Araújo, e com a professora e coreógrafa do Afro-Sul Odomodê, Iara Deodoro.

Indicamos que o vídeo seja assistido pelas turmas antes de iniciar o trabalho de pesquisa documental, para introduzir o debate problematizando as marcas da escravidão no Brasil e evidenciando a contribuição fundamental de negras e negros no processo de construção de nossa sociedade. Entretanto, cada educador pode escolher a melhor forma de trabalhar: assistir com os estudantes ou com os colegas professores, assistir e debater antes, durante ou ao final da pesquisa, assistir na íntegra (21 minutos) ou partes…

Ficamos a disposição para esclarecer dúvidas, receber relatos e sugestões através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. A partir do próximo mês seguiremos alimentando essa categoria do blog com ideias, propostas e reflexões de desdobramento a partir do material produzido e distribuído na Caixa Pedagógica. Bom trabalho para todas e todos nós!

I Simpósio Internacional sobre História e Cultura Negra: o APERS participou!

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   Visando difundir as atividades realizadas pelo Arquivo Público do RS, a instituição participou na última semana do I Simpósio Internacional sobre História e Cultura Negra, ocorrido entre os dias 18 e 22 de novembro de 2013 na FAPA (Faculdade Porto-Alegrense), realizando duas apresentações. A primeira delas, Os Tesouros da Família Arquivo: Resgatando Sujeitos e Identidades de Escravizados no RS, aconteceu no dia 20 de novembro, sendo apresentada pelos estagiários Andréia Suris e Eduardo Hass da Silva. A apresentação consistiu em mostrar as atividades de resgate histórico da identidade de sujeitos escravizados no estado, realizadas em uma das oficinas do Programa de Educação Patrimonial, Os Tesouros da Família Arquivo.

   A segunda apresentação, Patrimônio, Cultura, História da África e Afro-brasileira no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul: reflexões sobre a aplicabilidade da Lei 10.639, aconteceu no dia 22 de novembro, sendo feita pelo estagiário Alexandre Ávila e pela historiadora do Arquivo Vanessa Menezes. A comunicação consistiu em mostrar os resultados do curso para professores Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura, História da África e Afro-brasileira, sendo apresentado o cronograma do evento, fotos das atividades realizadas no curso e os temas e assuntos trabalhados em todas as mesas. Ao final, apresentou-se os resultados: número de participantes e o retorno dos mesmos, abrindo a possibilidade de realização de uma segunda edição.

   Foi com muita satisfação que o Arquivo Público do RS participou do evento, e espera poder estar presente nas próximas edições.

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Aplicando a Lei 10.639: ensino de história afro e o uso de documentos de arquivo!

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 Mensalmente nosso blog tem apresentado artigos que contribuem para instrumentalizar e refletir sobre o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas do país, estipulado pela Lei 10.639. No mês anterior propusemos a ampliação dessa reflexão, incluindo o debate a cerca da Lei 11.645, que se refere ao ensino de história e cultura dos povos indígenas. Já trouxemos dicas de como trabalhar a partir de histórias em quadrinhos, filmes, artigos… Hoje gostaríamos de instigar o trabalho a partir de documentos de arquivo, afinal, nesta seara temos muito a contribuir!

   Para iniciar, sugerimos a leitura do artigo de Sheila de Castro Faria, Sinhás Pretas, publicado na edição n.º 78 da Revista de História da Biblioteca Nacional ( para acessar clique aqui). Essa edição traz o Dossiê África Brasil, que apresenta muitos conteúdos interessantes para quem deseja conhecer mais a respeito da contribuição dos africanos à formação do país. E o artigo mencionado aborda a atuação de mulheres africanas que foram capazes de se adaptar à vida no Brasil colonial e escravista, criando redes de sociabilidade entre africanas, aproveitando os conhecimentos e experiências trazidos da África, que lhes possibilitaram comprar alforrias, negociar e acumular muitas riquezas.

   Mas porque salientar esse artigo justamente em uma postagem que pretende abordar o potencial dos documentos de arquivo para o ensino da temática em questão? Justamente porque as fontes de pesquisa utilizadas por Sheila para tal reflexão são inventários e testamentos, tipologias documentais também encontradas no Arquivo Público e bastante utilizadas por historiadores e outros estudiosos em nossa Sala de Pesquisa. Obviamente o testamento mencionado pela autora neste artigo tem um caráter excepcional, não sendo proporcionalmente tão comuns os casos de escravos forros que conseguiram acumular tantos bens significativos como a escrava em questão, assim como não são tão abundantes as informações sobre “a vida material e as escolhas dos escravos em seu cotidiano”, como Sheila bem salienta. Entretanto, o estudo a partir dessas fontes possibilita tanto visualizar casos excepcionais – que lançam luz sobre as brechas e tensões de um sistema escravista que perdurou por quase 400 anos no Brasil – quanto nos ajuda a visualizar certos padrões nas relações sociais estabelecidas entre escravos e senhores, suas formas de negociação cotidiana, as formas de resistência dos sujeitos escravizados, etc.

   Assim, acreditamos que a utilização de fontes primárias de arquivo em atividades educativas pode contribuir efetivamente para aproximar os estudantes do passado, para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais palpável e concreto, e também para desmistificar uma visão ainda bastante arraigada de uma Escravidão maniqueísta, de senhores todo-poderosos e sanguinários, contra escravos submissos e “coitados”. A realidade da qual podemos nos aproximar a partir dos indícios do passado que chegam a nós através dos documentos evidencia que a Escravidão sobreviveu em nosso país por tanto tempo por interesses econômicos, mas também pela capacidade de adaptação do próprio sistema às demandas dos africanos e seus descendentes nascidos aqui, que se expressaram através de muita luta e negociação.

   Como exemplo de uma atividade possível, apresentamos um dos documentos utilizados na oficina Os Tesouros da Família Arquivo, oferecida pelo APERS aos estudantes dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Em outros espaços o documento digitalizado pode ser impresso e distribuído aos estudantes em grupos, ou projetado para leitura conjunta. Trata-se do testamento de Mariana Coutinho de Jesus Pansa, lavrado em Porto Alegre no ano de 1864 (imagens abaixo). Estando enferma e sendo muito religiosa, Mariana decide fazer seu testamento, incumbindo o testamenteiro Bernardo Grasselli de executar sua vontade, o que incluía mandar rezar muitas “missas”. Na sequência elenca os bens de que dispunha, e em meio às “moradas de casas” e “mobília”, menciona seus escravos: Luiza e Maria, ambas escravas “de nação” (nascidas na África), Rosalina e Izabel, duas jovens escravas “crioulas” (nascidas no Brasil), e Antonio, um menino de 11 para 12 anos, também nascido aqui. A senhora aponta no documento o destino deles, libertando imediatamente após sua morte Luiza e Maria – afirmando inclusive que a última já possuía carta de alforria há anos, porém em seu poder, sem nunca ter sido entregue – e registrando a liberdade condicionada dos três crioulos, que deveriam servir a seus filhos adotivos até os 21 anos, sendo postos em liberdade em seguida. Mariana chega a deixar 20 mil réis para Luiza e a mesma quantia a Maria, para auxiliá-las a “tratar de suas vidas”.

   Talvez o conteúdo do testamento mencionado por Sheila em seu artigo soe como mais surpreendente, especialmente para aqueles que ainda têm em mente uma imagem da Escravidão em que os escravos estão em situação total de penúria e submissão. Mas que tipo de informações e conclusões podemos tirar a partir da análise do testamento de Mariana Coutinho, quando relacionado aos conhecimentos de que dispomos sobre o período? Que tipo de discussões podem ser suscitadas em sala de aula ou outros espaços educativos a partir da leitura de um documento como esse? Que contribuições a introdução desse documento na escola poderia trazer?

   Certamente as respostas são múltiplas, e cada educador poderá conduzir a reflexão de sua forma, a partir de seus referenciais teóricos e metodológicos, mas cabem alguns apontamos para incentivar o trabalho! Primeiramente, a própria forma do documento pode ser trabalhada: o papel e a tinta utilizados para escrita, a grafia da época, as mudanças ortográficas… Os conceitos empregados no texto também podem ser debatidos, como escravos “de nação” ou “crioulos”, por exemplo, assim como a estreita relação com a religião, que se expressa tanto na abertura do documento, que inicia com “Em Nome de Deos, Amem”, quanto no enfático desejo da inventariada de que fossem rezadas missas em seu nome. Em seguida, pode ser problematizado o fato de Mariana deixar a liberdade para todos os seus cinco escravos, e deixar recursos para duas delas. Por que ela faria isso? Que sociedade é esta, afinal, pauta por um regime perverso de exploração da mão de obra escrava, mas que ao mesmo tempo abria espaço para que uma senhora de escravos optasse por agraciá-los em seu testamento?

   A problematização de questões como essas a partir da pesquisa e do uso de fontes primárias nos aproxima do passado, e nos leva a um raciocínio crítico e investigativo, possibilitando a percepção dos escravos como sujeitos, como seres humanos capazes de buscar um lugar na sociedade em que viviam, ora através de luta aberta e frontal, em revoltas, aquilombamentos, fugas, ora através de resistências cotidianas a partir do estabelecimento de relações com seus senhores, com os demais escravos, com as pessoas com quem conviviam no trabalho, no comércio, nas lavouras. Esta perspectiva é importante ao evidenciar que a Escravidão vigorou enquanto instituição social, que atendia a certo modelo de desenvolvimento econômico, e que influenciou a todos os membros daquela sociedade, o que ajuda a entender por exemplo, o que levava ex-escravos como Ana – apresentada por Sheila Faria – a tornar-se também uma proprietária de escravos: possuir escravos era sinal de poder e status.

   Consideramos interessante que educadores utilizem fontes de pesquisa em suas aulas não apenas pela importância de incentivar os estudantes a que sejam críticos, que saibam formular problemas e buscar respostas através de investigação, mas também para que os próprios educadores possam se apropriar dos mecanismos que viabilizam a pesquisa histórica. Acreditamos que todo o professor é também um pesquisador, e nessa lógica consegue qualificar sua atuação. Assim, desejamos que os materiais aqui apresentados sejam apenas uma “fagulha” de incentivo para que busquem o APERS e outras instituições de memória, explorando seus acervos para o aprofundamento de seu conhecimento e qualificação de sua tarefa docente!

Aplicando a Lei 10.639: ampliando o debate e incluindo os povos indígenas!

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2013.09.11 Aplicando a lei

   Desde novembro de 2012 e da realização do curso “Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira” nosso blog tem apresentado notícias e reflexões relacionadas a aplicação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira na rede de ensino de nosso país. Sabemos que esta Lei foi uma conquista de militantes de diversos seguimentos, em especial dos movimentos negros e da educação, que tiveram sua luta reconhecida por esse marco legal.

  Em função do reconhecendo à centralidade desta temática e das demandas dos usuários de nossas mídias sociais, estamos começando a nos organizar para realizar nova edição do referido curso, ainda em 2013 (ajude a construi-lo respondendo uma pesquisa com suas sugestões clicando aqui). Mas, também em função de alguns comentários e contribuições recebidos ao longo desse período, desejamos iniciar a ampliação do debate suscitado quando pensamos na luta por incluir nos currículos escolares temas que dizem respeito a grupos étnicos em condição de minoria – compreendendo-se o conceito de minoria não apenas em sua relação numérica, mas também política, quando se observa determinados grupos sociais em condições socioeconômicas desfavoráveis. E nessa perspectiva, indagamos a respeito da Lei 11.645, de 2008, que novamente altera artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir não apenas a história e cultura afro-brasileira, mas também a dos povos indígenas.

   Com certeza é um exercício complexo buscar entender os movimentos que levaram à aprovação da Lei 10.639 em 2003 com um texto focado na história afro, ainda que seja evidente a condição subalterna e muitas vezes de invisibilidade em que se encontram os indígenas de nosso país. A constatação de tal condição concreta, assim como as distorções, simplificações e estereótipos na forma como a questão indígena é tratada muitas vezes no sistema educacional parece suficiente para evidenciar a necessária garantia do ensino relacionado à história e às culturas indígenas brasileiras. Porém, estão envolvidos os agentes que se organizaram para lutar pela inclusão de dispositivos na Lei, assim como a própria condição dos diferentes grupos étnicos para que pudessem se mobilizar, sendo importante considerar ainda suas diversas concepções e formas de articulação.

   Ao fim e ao cabo, cinco anos após a aprovação da Lei 10.639, os povos indígenas e os segmentos a eles vinculados também obtiveram uma vitória, garantida pelo texto da Lei 11.645, que amplia o espectro das alterações na LDB ao garantir que seu artigo 26-A passa a vigorar com o seguinte redação: “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. E seu § 1o coloca que “O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.”

  Desejosos de ampliar a discussão nesse sentido, indicamos a leitura de um primeiro artigo que aborda a Lei 1.645 e o Ensino Indígena (para acessá-lo clique aqui), escrito por Leandro Vilar e Thiago Dantas e publicado no blog Seguindo os passos da História. Esperamos que a reedição do evento esse ano seja feliz ao tentar contemplar também, ainda que se forma inicial, a questão do ensino a respeito dos povos indígenas.

Aplicando a Lei 10.639: história afro em Quadrinhos

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2013.08.14 Heró Brasileiro

Da Turma da Mônica à Mafalda. Dos super-heróis aos personagens realistas. Dos clássicos das HQs à moderníssimas histórias de ação e Mangás. Quem de nós nunca leu? Com certeza as Histórias em Quadrinhos têm um brilho especial e ultrapassam gerações, e certamente o fascínio que elas exercem pode ser utilizado a favor dos que buscam adquirir ou transmitir conhecimentos.

Nesta perspectiva, acreditamos que as HQs podem ser instrumentos potenciais para o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas e outros espaços de educação, além, é claro, de serem dinâmicas fontes de informação para todos nós. Em uma breve pesquisa na internet pudemos perceber que há muitos profissionais, como educadores, pesquisadores das Ciências Humanas e artistas plásticos, que se dedicam a este tema e vêm tanto produzindo Quadrinhos com a temática, quando criando e aplicando atividades pedagógicas com eles em sala de aula.

2013.08.14 AfroHQNo blog AfroHQ o Prof. Amaro Braga compartilha notícias sobre Quadrinhos na área, divulga seus projetos em HQ – que ele chama de veículo-arte – e especialmente o álbum “AfroHQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos”, criado em parceria com Danielle Jaimes e Roberta Cirne, ambas das Artes Plásticas. Narrada pelos orixás, a história começa com o surgimento do homem na África, passa pela escravidão e aprofunda as contribuições materiais e imateriais do povo afro ao Brasil. Na elaboração do roteiro, Braga utilizou ampla bibliografia sobre a presença negra no país, desde o clássico “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre a vários manuais publicados pelo Ministério da Educação (MEC). Produzido com patrocínio do Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco, a obra foi distribuída às bibliotecas de escolas públicas daquele Estado, e hoje está a venda.

Já o blog Repensando a África divulga uma série de materiais, livros e vídeos que possam contribuir para a implementação da Lei 10.639. E entre os materiais ressaltados estão as HQs. Para o blog “apesar do uso efetivo dos quadrinhos como objeto de estudos acadêmicos e pedagógicos ainda serem pouco explorados, eles podem representar uma eficiente plataforma para novas abordagens, servindo como uma excitante ferramenta para o aprendizado de temáticas africanas”. Nesta postagem são divulgados vários álbuns com temática afro. Vale a pena conferir!

O site História e Quadrinhos  traz diversas postagens interessantes a respeito do uso de Quadrinhos em sala de aula, sobre múltiplas temáticas. Entre elas apresenta ao menos seis postagens que abordam especificamente a questão afro a partir dos HQs. Os posts relacionados em tema podem ser identificados a partir de marcadores como “Lei 10.639” ou “a questão do negro”. São compartilhadas propostas de atividades pedagógicas, em sua maioria realizadas pelo Prof. Caio Ferraro, divulgando as páginas dos Quadrinhos utilizados, um resumo da proposta e comentários gerais. São trazidas imagens excelentes e ideias inspiradoras!

2013.08.14 Xaxado A. Cedraz

Aplicando a Lei 10.639: preparando a segunda edição do Curso!

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2013.07.10 Aplicando a Lei 10.639 imagem

     Ao longo de meses estamos postando notícias que abordam a questão do ensino de história da África e cultura afro-brasileira, conforme você deve vir acompanhando! É importante recordar que a ideia de realizar estas postagens surgiu a partir da realização, em novembro de 2012, do Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-brasileira, que teve como principal objetivo contribuir para a formação de educadores.

     A partir da demanda de diversos participantes do curso, de seguidores de nossas mídias sociais, e da compreensão de que esta é uma temática central em nossa história, decidimos manter este curso como uma ação do Programa de Educação Patrimonial do APERS, realizando sua segunda edição no começo de novembro de 2013.

     Assim, hoje, além de compartilhar essa informação prévia, gostaríamos de abrir espaço para que você ajude a construir o novo evento, respondendo a uma pequena pesquisa com suas sugestões. Para participar, clique aqui!

Aplicando a Lei 10.639 V: fontes primárias em sala de aula e danças africanas.

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Hoje chegamos a nossa última publicação sobre o Curso Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira. E como não poderia deixar de ser, fechamos nossos posts a este respeito com “chave de ouro”, já que o Curso também foi encerrado desta forma, em uma sexta-feira repleta de energia, com espaços de reflexão e confraternização.

No começo da tarde a equipe do APERS esmerou-se em apresentar ao grupo de participantes os projetos e acervos do Arquivo que podem ser utilizados para pesquisa e como ferramentas no ensino. A arquivista Elizabeth Lima, chefe da Divisão de Documentação, apresentou os catálogos seletivos de documentos da escravidão como produtos do Projeto Documentos da Escravidão no RS, elaborados a partir do acervo do APERS e muito utilizados por pesquisadores para recuperar a história de escravização e luta por liberdade de africanos e afro-descendentes em nosso estado. Elizabeth procurou esclarecer o quanto estes documentos podem ser úteis aos educadores, como fontes primárias de conhecimento. Em seguida a equipe que está trabalhando atualmente em uma nova fase do Projeto Documentos da Escravidão no RS também trouxe sua contribuição. Este grupo está realizando a indexação das cartas de liberdade salvaguardada pelo APERS que foram digitalizadas, de maneira que os pesquisadores possam consultá-las via internet relacionadas aos seus respectivos verbetes descritivos. Assim, elaboraram reflexão a respeito do uso destes documentos na sala de aula, apontando potencialidades, conteúdos e críticas que podem ser feitas a partir da leitura e análise das chamadas cartas de alforria.

Já ao final da tarde, aproveitando o belo espaço do pátio interno do Arquivo, que faz parte do Espaço Cultural da instituição, foi realizada atividade de encerramento com apresentação de danças africanas, em que contamos com a alegre e qualificada contribuição de Miguel (DJ Muhali) e Segone Cossa, estudantes moçambicanos que realizam intercâmbio na UFRGS e trabalhos vinculados à cultura africana. Eles apresentaram de maneira interativa diversos ritmos e passos de danças africanas de diferentes períodos, ensinando-os ao público e fazendo com que todos dançassem. Enfim, o Curso foi finalizado com um leve e descontraído coquetel, servido sob as árvores do jardim. Torna-se difícil descrever esta tarde de alegria com palavras, então confira um pouco mais a partir das fotos exibidas abaixo!

Agradecemos a todas e todos que colaboraram para a realização deste Curso, seja como palestrantes, oficineiros, participantes. Cada um trouxe sua experiência e conhecimento na busca por construirmos juntos uma educação mais equitativa, inclusiva e engajada. Devido à grande adesão por parte dos educadores e estudantes de licenciaturas, já estamos planejando uma segunda edição para o ano de 2013, que certamente será divulgada no blog. Então, até breve!

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