XV Mostra de Pesquisa APERS – Regulamento

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Está chegando a XV da Mostra de Pesquisa do APERS e para a edição comemorativa de 2020, o Arquivo está planejando um evento repleto de novidades.

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Realizada em parceria com a Associação dos Arquivistas do RS, a Associação Nacional de História – Seção RS, e a Associação de Amigos do APERS, a Mostra tem como objetivos: (a) oportunizar espaço para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e os órgãos de guarda de acervos; (b) incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa; (c)Incentivar a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações; e (d) divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais.

A instituição segue atenta aos processos de difusão documental e ao necessário diálogo entre as instituições arquivísticas e de memória, as universidades, os centros de pesquisa e a sociedade. Dessa forma, lança hoje o Regulamento da XV Mostra de Pesquisa do APERS – para acessar clique aqui. Chamamos atenção para o período de 09 de março a 18 de maio, no qual devem ser submetidos os trabalhos para apresentação no evento da XV Mostra, que ocorrerá no mês de setembro. O evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes.

As informações necessárias para os interessados em participar do evento constam no regulamento. Também ficamos à disposição para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@planejamento.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9126.

Segue abaixo o cronograma do evento. Participe!

cronograma

Exposição virtual “Caminhos dos Arquivos – Nossas História, Nossas Heranças”: arquivos de Porto Alegre, parte II

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Hoje trazemos a terceira edição da série de postagens mensais sobre o Programa Caminhos dos Arquivos, no qual consta o projeto de exposição, em módulo virtual, denominada “Caminhos dos Arquivos: Nossas Histórias, Nossas Heranças”. Destacaremos mais três instituições de Porto Alegre, compartilhando informações e um pouco sobre suas trajetórias.

Barros e Amélia afirmam que a memória registrada “delegou ao arquivo a função de mantê-la viva, de forma a desacelerar o desaparecimento de sinais do que se deseja manter, em face da necessidade do lembrar”.1 Nesse sentido, temos satisfação em seguir difundindo instituições arquivísticas que assumem cotidianamente o papel de preservar registros que se relacionam a tantas memórias:

AHRSArquivo Histórico do Rio Grande do Sul – o embrião de sua história inicia ainda em 1906, com a criação do Arquivo Público do Estado (APERS), à época organizado em três seções. Em 1925 a 2ª seção, denominada Arquivo Histórico e Geográfico, foi desmembrada e anexada ao Museu Júlio de Castilhos, mais tarde dando origem ao AHRS. Assim, seu surgimento como instituição independente ocorreu em 29 de janeiro de 1954, quando foi criada a Divisão de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura. A instituição tem como função primordial a guarda e a conservação da documentação histórica de origem pública e privada. Seu acervo remonta aos primeiros anos de ocupação efetiva do solo rio-grandense pela Coroa Portuguesa. Além da documentação proveniente das várias funções exercidas pelo Poder Público, o AHRS destaca-se pelos arquivos particulares recebidos através de doação ou compra, como por exemplo: Borges de Medeiros/Sinval Saldanha, João Neves da Fontoura, Francisco Brochado da Rocha, Alfredo Varela, entre outros. Além disso, existe farta documentação sobre a colonização do estado por imigrantes.

Endereço: Rua Sete de Setembro 1.020, Sala 17, Centro Histórico, Porto Alegre /RS

Horário de Funcionamento: 13h às 17h30, de terça a sexta-feira. Horário limite para acessar a sala de pesquisa: 17h.

Contatos: (51) 3227.0882 e (51) 3225.7880 – ahrs@sedactel.rs.gov.brSiteFacebook

MLRSMemorial do Legislativo do Rio Grande do Sul – foi inaugurado em 2010 e abriga a documentação histórica do Poder Legislativo, nos mais diferentes suportes de informação. Trabalha com pesquisa em prol da memória legislativa do Estado. Tem a custódia dos documentos históricos do Parlamento, dentre eles, o dossiê mais antigo que são as Atas do Conselho Geral da Província de 1828. Possui a coleção do Jornal A Federação, Anais do Parlamento desde 1862, Fundo Solar dos Câmara e a documentação de Comissões Permanentes, processos legislativos e documentos administrativos. Do acervo de multimeios tem a guarda do acervo da TVAL em BetaCam e DVCam, filmes rolo, slides e negativos de fotografias com mais de 1.500.000 imagens. Participa ativamente das atividades de gestão e preservação documental da Assembleia Legislativa, independente do suporte informacional. O prédio que sedia o Memorial do Legislativo do RS é a construção pública mais antiga da cidade de Porto Alegre, concluído em 1790, passando por diversas reformas, em 1860 ganhou o segundo pavimento com estilo neoclássico. Desde sua construção até 1828, o prédio abrigou órgãos como a Provedoria da Real Fazenda, a Casa da Junta, Câmara e Cadeia. De 1828 a 1935 sediou as atividades do Conselho Geral da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. E a partir de 1835, passou a ser cenário principal de atuação do Poder Legislativo gaúcho em suas diferentes fases políticas. Foi tombado pelo IPHAE em 17 de setembro de 1981.

Endereço: Rua Duque de Caxias, 1029, Centro Histórico, Porto Alegre/RS

Horário de Funcionamento: Segundas às Sextas: das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 18h30min.

Contatos: (51) 3210-1670; 3210-1675 – memorial@al.rs.gov.br – Site – AcervoFacebook

TRF4Arquivo do Tribunal Regional Federal – responsável pela guarda e gestão da documentação produzida e recebida no cumprimento de sua função jurisdicional, durante seus 30 anos de existência. O acervo é composto de documentos e processos administrativos e judiciais, em suporte físico e eletrônico. Em seu conteúdo, existem importantes processos que representaram marcos na história político-econômica do país. Recentemente, o acervo que já utilizou diversos e simultâneos endereços, foi todo reunido em seu prédio sede. O Arquivo tem a finalidade de preservar e manter sob guarda a documentação administrativa e judicial do TRF4, em suporte físico, promovendo seu acesso, interno e externo, através de consultas e fornecimento de íntegras de acórdãos. O acesso ao seu conteúdo pode ser realizado através de consultas locais aos processos judiciais, que se apresentam em suporte físico e meio eletrônico, e pelo Portal do TRF4 solicitado as íntegras de acórdãos.

Endereço: Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 300, Praia de Belas, Porto Alegre/RS

Horário de Funcionamento: das 13:00 às 18:00

Contatos: (51) 3213.3430 – arquivo@trf4.jus.brSite


1BARROS, Dirlene Santos; AMÉLIA, Dulce. Arquivo e memória: uma relação indissociável. Transinformação, Campinas, v. 21, p.55-61, jan-abr. 2009. Quadrimestral, p. 57. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tinf/v21n1/04.pdf&gt;. Acesso em: 06/092019.

Conhecendo Arquivos Públicos Estaduais pelo Brasil: região Nordeste, parte I.

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Retomando nossa série de postagens sobre os arquivos públicos estaduais do Brasil, iniciamos o compartilhamento de informações que contribuem para refletir sobre a realidade encontrada nos estados da região Nordeste, composta por nove unidades federativas, todas elas com arquivos legalmente criados porém em diferentes estágios de institucionalização ou com diferentes dinâmicas de funcionamento. Para evitar uma leitura extenuante, trazemos dados gerais e em seguida mais detalhes a respeito dos  arquivos nos estados, o que será feito em duas partes – com sequência do texto na próxima semana.

A tabela a seguir traz um panorama das nove instituições, com seu ano de fundação, vinculação administrativa, endereço e contatos:

Tabela Arquivos Nordeste

Clique na imagem para ampliar.

Observa-se que a região agrega instituições arquivísticas criadas em distintos contextos históricos, desde o Arquivo Público do Estado da Bahia (1890), segundo arquivo estadual criado no país, atrás apenas do Arquivo Público do Paraná (1855), passando por instituições criadas ao longo de todo o século XX até chegarmos ao Arquivo mais recente, criado em dezembro de 2018 no estado da Paraíba, que ainda está em fase de implementação.

Cinco dos nove arquivos estão vinculados à área da Cultura (BA, CE, MA, PI e SE), sendo o Arquivo baiano um departamento da Fundação Pedro Calmon, e não um equipamento cultural diretamente vinculado à estrutura do Poder Executivo. Três deles são vinculados à esfera de Governo/Casa Civil (AL, PB e PE), e um à Administração (RN). Se na área de arquivos costuma-se defender que a vinculação a esfera de Governo é a mais adequada por uma questão de hierarquia dentro da Administração Pública, a partir da observação que foi possível realizar à distância, por meio de sites, redes sociais, trocas de e-mails, reportagens, entre outros conteúdos na internet, é complexo afirmar que isso determine diretamente as condições estruturais, a visibilidade social ou a inserção estratégica de tais instituições junto ao Estado, especialmente quando se trata de tentar entender o enraizamento dos processos de gestão documental.

Com exceção do estado do Piauí, para o qual não foi possível obter informação a respeito, todos os Arquivos dos demais estados em questão são oficialmente reconhecidos como órgãos centrais dos respectivos Sistemas de Arquivo estaduais. No caso do estado de Pernambuco, o Arquivo Público é identificado como responsável pela “Política Estadual de Gestão Documental”. Porém, existe pouca e esparsa produção identificada via internet que nos permita dimensionar o impacto da atuação na área, transparecendo que em alguns casos há dificuldades para a consecução dos objetivos traçados a partir da legislação.

A pesquisa que embasou essa série de postagens – realizada pela servidora Clarissa Sommer para sua dissertação de mestrado – contou com a resposta a mapeamentos e questionários enviados para os Arquivos Estaduais de todo o país, retornos esses que não foram obtidos em todos os estados da região Nordeste, dificultando a construção de uma análise mais precisa. Entretanto, alguns apontamentos podem ser compartilhados, começando hoje pelos cinco primeiros estados da região em ordem alfabética:

Fotos arquivos Nordeste

Arquivo Público de Alagoas – mesmo contato com uma equipe pequena, nove pessoas entre servidores e bolsistas, o APA busca manter um perfil de instituição cultural atuante por meio das redes sociais e da realizando exposições e eventos periódicos, como os promovidos por meio do projeto “Chá de Memória”, que objetiva socializar o acervo do APA a partir de atividades mensais como palestras e mesas redondas sobre os mais variados temas. Possui um moderno laboratório de conservação e restauração de documentos considerado referência no Nordeste (para notícia a respeito, clique aqui), assim como salas climatizadas com controle de temperatura e umidade. Também promovem visitas técnicas e cursos com orientações quanto à gestão e preservação de documentos nos órgãos do estado. Clique aqui para saber mais.

Arquivo Público da Bahia – espaço tradicional de pesquisas, possui acervo riquíssimo que remete ao período inicial de colonização do Brasil, o que coloca o APEB entre as principais instituições arquivísticas do país. Ao que foi possível levantar, conta com equipe de cerca de 30 pessoas. Seu acervo começou a ser descrito por meio do ICAAtoM, que pode ser acessado aqui. Embora não tenha sido possível um contato mais próximo com servidores por meio da resposta aos questionários, percebe-se que sua equipe mantém-se atuante junto aos fóruns da área de arquivos, participando de eventos e publicações. A instituição lutou ao longo de anos pela reforça de sua sede, o Solar da Quinta do Tanque, conquistada que vem sendo alcançada por etapas desde 2012. Atualmente o espaço está em obras que visam sua requalificação – para a notícia a respeito, clique aqui.

Arquivo Público do Ceará – sua sede passou por restauração recente: pintura externa e interna, reforma de banheiros, recuperação e pintura de esquadrias em madeira e vidro, reforma da coberta, duplicação da estrutura do mezanino para acondicionamento dos documentos que compõem o acervo. Vem desenvolvendo projetos de digitalização de documentos (notícia aqui) para ampliar o acesso ao acervo, assim como atividades na área de gestão documental, como o Encontro de Arquivos Públicos e Privados do Ceará, realizado em outubro de 2018 (para saber mais, clique aqui) e uma série de audiências públicas no intuito de sensibilizar para a criação de arquivos municipais.

Arquivo Público do Maranhão – além da direção, a equipe de cerca de 30 pessoas, entre elas seis estagiários e três vigias, distribui-se entre os serviços de Apoio Técnico, Processamento e Informática, Gestão do Sistema de Arquivo, Apoio Administrativo, Biblioteca de Apoio, Laboratório de Conservação e Restauração de Papéis e Laboratório de Digitalização. Vem promovendo uma série de exposições para difusão do acervo (como esta aqui), oficinas na área de conservação preventiva e preservação de documentos (como esta aqui), além de reuniões com órgãos setoriais para promover a implantação de uma política de arquivos.

Arquivo Público da Paraíba – como já referido, a instituição está em fase de implementação, mas ao que tudo indica nasceu de um processo de mobilização e diálogo entre instituições culturais, universidades e poder público. Até o momento, não havia um Sistema de Arquivos e a documentação produzida na esfera estadual estava segmentada em três arquivos desarticulados e não institucionalizados: Arquivo Histórico Waldemar Duarte (Secretaria de Cultura do Estado), Gerência Operacional de Arquivo e Documentação (Secretaria de Administração do Estado), e Arquivo dos Governadores (Diretora do Departamento de Documentação e Arquivo da Fundação Casa de José Américo – FCJA, também subordinada à Cultura). A Lei 11.263/2018 cria o Arquivo Público, o Sistema Estadual de Arquivos e define as diretrizes da política estadual de arquivos. Talvez por ter sido promulgada tão contemporaneamente, e em um contexto de debate com múltiplos agentes da área de arquivos, apresenta-se como uma legislação bastante atual e completa. A última informação a que tivemos acesso (aqui) refere a nomeação do quadro diretivo do APEPB.

Até a próxima quarta-feira!

Servidor do APERS participa do 30º Simpósio Nacional de História

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Na semana entre os dias 15 e 19 de julho, o servidor Rodrigo de Azevedo Weimer, historiador do APERS, esteve presente no 30º Encontro Nacional de História, ocorrido na UFPE, Recife, Pernambuco.

2019.07.24 logo simposio nacional de historia

Além de assistir várias conferências e mesas redondas com intelectuais de destaque da historiografia nacional e internacional, houve a participação no simpósio temático “Clio sai do armário: homossexualidades e escrita da história”, coordenado por Rita Colaço e Elias Veras, no qual foi apresentada uma pesquisa sobre homossexualidade na década de 1930 no Rio Grande do Sul (pode ser lida clicando aqui), com base em processos criminais custodiados no Arquivo Público do RS. Destaca-se a discussão realizada no ST sobre a preservação de acervos relacionados à história LGBT e o papel das instituições arquivísticas.

2019.07.24 ST Simpósio Nacional de História

Conhecendo Arquivos Públicos Estaduais pelo Brasil: região Centro-Oeste

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Hoje damos sequência a nossa série de postagens a respeito dos arquivos públicos estaduais do Brasil apresentando alguns dados que ajudam a pensar sobre a realidade encontrada nos estados da região Centro-Oeste, que acolhe quatro unidades federativas, todas elas com arquivos institucionalizados em funcionamento.

Antes de partirmos diretamente ao tema, porém, gostaríamos de compartilhar uma atualização que recebemos a partir das interações com a postagem de abertura da série. Havíamos divulgado por meio de um gráfico que o estado da Paraíba estava entre aqueles que não possuem arquivo institucionalizado, mas tivemos acesso à informação de que no dia 28 de dezembro de 2018 foi publicada a Lei 11.263 que “dispõe sobre a criação do Arquivo Público do Estado da Paraíba, do Sistema Estadual de Arquivos e define as diretrizes da política estadual de arquivos públicos e arquivos privados de interesse público e social”. Sabíamos que havia uma comissão trabalhando nesse sentido e ficamos felizes pelo trabalho estar dando bons frutos. Nesse momento a nova instituição está em processo de estruturação, com a definição da sede prevista ainda para o mês de abril. Desejamos que o processo siga e que o Arquivo da Paraíba tenha uma bela trajetória!

Agora voltando nossa atenção à região que intitula nosso texto, partimos da tabela a seguir, que traz um panorama com o nome das instituições, ano de fundação, vinculação administrativa atual, endereço e contatos:

Clique na imagem para ampliar.

Um dado simples, como o ano de fundação dos órgãos, permite uma série de reflexões e a percepção da estreita relação da história das instituições arquivísticas com a história política e administrativa do país no desenvolvimento de sua ocupação territorial e transformações econômicas. Mato Grosso (MT), por exemplo, possui arquivo desde 1896, o 5º mais antigo do Brasil, enquanto Mato Grosso do Sul (MS) foi o penúltimo a ser criado, em 1987. Depois dele, apenas o novo Arquivo da Paraíba. Para entender, podemos observar que o território atual de MT é um dos mais antigos habitados no interior do país, tendo sido disputado por espanhóis e portugueses especialmente no contexto da chamada “corrida do ouro”, no início do século XVIII. Em 1719 foi fundado o Arraial de Cuiabá, elevado à condição de Vila em 1726 e de Capitania em 1748. Já o estado de MS é fruto de um desmembramento do primeiro, ocorrido somente em 1977. Logo, a estruturação administrativa, a produção documental e consequente necessidade de arquivamento podem ser percebidas como parte dessas transformações.

O caso de Goiás é interessante, provavelmente merecedor de uma pesquisa mais profunda a cerca da relação entre arquivos, memória e história: a região também participou do processo da corrida do ouro, efetivou-se enquanto capitania em 1749, teve seu território desmembrado dando origem ao estado de Tocantins em 1988, mas seu arquivo estadual é bastante recente. Ainda que a partir de um olhar breve, podemos aventar possibilidades: Goiás é um estado marcado pela história da mineração e de sua decadência, com período de estagnação econômica e populacional. Já na década de 1930 um projeto modernizador passou a ser empreendido, do qual fazia parte a chegada de uma estrada de ferro e a mudança da capital. Assim, Goiânia foi planejada e fundada em 1937, sob o signo do novo. Como podemos observar pela página do Arquivo Histórico Estadual, a partir da década de 1920 havia o Arquivo Público do Estado, que foi mantido com a criação da nova capital e vinculado à Secretaria de Justiça. Em 1961 foi renomeado para Arquivo Geral, vinculada à Administração, e na década de 1970 seu acervo considerado permanente, que data desde os tempos da capitania, deu origem ao Arquivo Histórico, ficando o Arquivo Geral identificado como arquivo intermediário, ou setorial, da Administração. Talvez o esforço de coligir acervos históricos e refundar a instituição arquivística estadual em novos moldes tenha feito parte de um anseio modernizador e identitário mais global.

Quanto ao Arquivo Público do Distrito Federal, fundado em um contexto de abertura democrática, de maior amadurecimento da arquivística no país, e em que se debatia a necessidade da gestão documental e de uma política nacional de arquivos, nasceu com uma roupagem moderna. Sua fundação recente relativiza-se quando lembramos que Brasília foi inaugurada em 1960 e a atual organização administrativa do DF foi dada apenas pela Constituição de 1988.

Também podemos observar, quanto à vinculação administrativa, que dois dos arquivos em questão estão vinculados à área da cultura (GO e MS), e dois à área da administração/gestão (DF e MT). Embora seja um tanto arriscado afirmar terminantemente – uma vez que não desenvolvemos pesquisas aprofundadas a respeito da atuação de cada arquivo em particular – parece-nos que nessa região aqueles vinculados à esfera da gestão realmente conseguem maior visibilidade no estado e apresentam-se como instituições mais fortes, sendo identificadas como centrais para implantação de políticas de gestão de documentos, enquanto os demais mantêm um perfil voltado à preservação e promoção do acesso aos documentos para pesquisa histórica.

Essa perspectiva de análise é reforçada quando pensamos a composição das equipes e as condições estruturais de trabalho. Excetuando-se o número de estagiários, que não foi possível contabilizarmos embora saibamos da importância do trabalho dos mesmos para manter ativos diversos serviços no estado, DF e MT possuem, respectivamente, 35 e 31 servidores, em sua maioria concursados, enquanto GO e MS possuem 5 e 7 servidores, em sua maioria cedidos de outros órgãos ou comissionados. Em relação à estrutura, a partir dos questionários que foi possível aplicar com historiadores lotados nesses locais, verificamos que os profissionais do DF e de MT referem boas condições gerais de trabalho (salas amplas, equipamentos, etc.), embora os prédios necessitem de intervenções físicas para tornarem-se adequados à preservação de acervos. Em Mato Grosso foi destacada a debilidade infraestrutural do prédio, construído na década de 1940 e localizado em via muito movimentada, problema que vem sendo tratado com boa gestão e esforço das equipes. Em MS a infraestrutura foi elogiada pelos entrevistados, já que recentemente o Arquivo conquistou espaço próprio em um prédio bem localizado e equipado, ainda que seja possível perceber pelos relatos que se trata de uma estrutura diminuta em termos de tamanho. Já em GO as condições de trabalho foram criticadas, já que o prédio não é adequado para ser arquivo, falta material e espaço físico.

São realidades díspares, em nenhum local a situação é ideal, mas em todos os casos encontramos profissionais atuantes, prontos a contribuir e convencidos da importância do trabalho que fazem. Evidencia-se que muito mais poderá ser feito quando o investimento na área de arquivos for compreendido pelo Estado como estratégico para a administração pública, e especialmente como um direito de toda a sociedade. Seguimos essa conversa no mês de junho. Até lá!

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Conhecendo Arquivos Públicos Estaduais pelo Brasil: abertura

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    Este é o blog de um arquivo público estadual. Escrevemos desde o lugar de uma instituição responsável pela gestão e preservação da documentação permanente produzida no âmbito do Poder Executivo de todo o Estado, ou seja, é a maior instituição arquivística do Rio Grande do Sul. Saber que somos o órgão gestor do Sistema de Arquivos do Estado (SIARQ-RS) e referência enquanto local de pesquisa nos traz uma grande responsabilidade, que muitas vezes se choca com os limites impostos pela realidade. Certamente a visibilidade social e política dos arquivos no Brasil ainda é pequena, e temos muito a conquistar. Entretanto, quando trazemos uma afirmação como essa – correta, porém genérica – de que realidade estamos falando? Quais são as reais condições de atuação dos arquivos públicos pelo país? Em que ano foram fundados, quais suas vinculações institucionais, como são compostas suas equipes?

    Hoje iniciamos uma série de postagens bimensais que tem por objetivo compartilhar informações e reflexões a respeito de como está o quadro atual das instituições arquivísticas estaduais brasileiras, lançando luz sobre essas e outras questões. A base para produção dos escritos é a pesquisa de mestrado da servidora Clarissa Sommer, que desenvolve dissertação junto ao PPG em História da UFRGS a ser defendida em maio desse ano. Além do texto de hoje, que funciona como abertura para a série, serão postados mais cinco, a cada dois meses, tendo como eixos as regiões do país: em abril, Centro-Oeste; em junho, Nordeste; em agosto, Norte; em outubro, Sudeste; e em dezembro, Sul, acompanhado de um balanço e da divulgação da dissertação completa. Exceto este texto de abertura, os demais estarão no blog sempre na segunda quarta-feira do mês.

    Para preparar o caminho e deixar todas e todos com vontade de saber mais, hoje compartilhamos dois gráficos oriundos dos levantamentos, que contribuem para a construção de um panorama sobre o tema:

     Pela imagem acima, que apresenta graficamente o ano de fundação dos arquivos estaduais, observa-se em um breve olhar que cinco estados ainda não possuem seus arquivos: Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins na região Norte, e Paraíba no Nordeste. A percepção em relação à situação dos documentos arquivísticos em cada um deles será melhor abordada nos textos correspondentes às regiões, mas salta aos olhos a dificuldade da região Norte se considerarmos que, embora possa haver debilidades em qualquer instituição, sua existência é uma primeira sinalização de que o estado reconhece a necessidade de gerir e preservar seus documentos. Observa-se também que boa parte deles foi criado ainda na 1ª República, respondendo a um amplo processo de reorganização administrativa e social vivido no país após o fim do Império. Note-se que tratamos de 28 arquivos considerando 26 estados e o Distrito Federal, cada um com uma instituição identificada (ou inexistente), e o Rio Grande do Sul como o único estado que possui dois arquivos públicos institucionalizados, o APERS e o Arquivo Histórico (AHRS).

     Para fins de visualização do gráfico acima, que demonstra a quais Secretarias de Estado os Arquivos estão vinculados em cada unidade federativa, as vinculações foram agrupadas em três blocos, por afinidade das funções desempenhadas pelas Secretarias, já que há grande diversidade de nomenclaturas entre elas. Os blocos são:

  • Administração/Gestão: e/ou Modernização, Planejamento, Previdência, Recursos Humanos (07 Arquivos);
  • Casa Civil: e/ou Secretaria de Governo, Gabinete Civil, Desenvolvimento Econômico (05 Arquivos);
  • Cultura: e/ou Educação, Esportes, Lazer, Turismo (11 Arquivos).

     Percebe-se rapidamente que, embora haja na área a defesa de que os arquivos – nacional, estaduais e municipais – sejam posicionados em nível estratégico da Administração Pública, inclusive conforme resolução da I Conferência Nacional de Arquivos realizada em 2011 (clique aqui para acessar), há diversidade de tratamentos ao tema, em um arranjo que parece representar a dicotomia muitas vezes enfrentada no mundo dos arquivos: eles são instituições culturais, voltadas à história e à pesquisa? Ou são instituições de apoio à administração e gestão do Estado? Essa aparente separação pode ser superada se pensarmos os arquivos enquanto instituições híbridas, que devem atentar para todo o fluxo percorrido ao longo do ciclo de vida dos documentos, assim como para seu acesso e difusão, garantindo direitos às cidadãs e cidadãos e contribuindo para a produção de conhecimento de maneira ampla em nossa sociedade. Havendo essa compreensão, da qual decorre o reconhecimento de que se deve dotar tais instituições de estrutura e recursos compatíveis com seu papel estratégico, talvez nem sempre o debate da vinculação formal seja o mais importante. Ao final de nossa série talvez seja possível aos leitores traçarem seu próprio entendimento a esse respeito a partir das experiências dos estados.

    Desejamos que as informações por ora trazidas sirvam com um convite para que você siga nos acompanhando!

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Anais da XIV Mostra de Pesquisa APERS

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            Conforme previsto no Regulamento da Mostra publicado em fevereiro desse ano, publicamos hoje, com grande satisfação, os Anais da XIV Mostra de Pesquisa do APERS.

            O evento foi realizado nos dias 10, 11 e 12 de setembro e contou com a apresentação de pesquisas nas modalidades de resumo-pôster e artigos, trabalhos hoje disponibilizados em formato de e-book que pode ser acessado aqui.

            Agradecemos aos autores pelo envio dos trabalhos e pela disponibilidade em apresenta-los e discuti-los com o público os resultados de suas investigações. Agradecemos também todos os participantes que prestigiaram o evento.

            Desejamos uma boa leitura e até a XV edição!

APERS sedia banca de qualificação de mestrado de servidora da instituição

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Na manhã do dia 28 de setembro, sábado, o auditório do APERS recebeu uma atividade diferente: a banca de qualificação de mestrado em História da servidora Clarissa Sommer, que atua como historiadora na instituição desde 2010 e vem desenvolvendo junto ao PPG em História da UFRGS o projeto intitulado “Operações historiográficas em Arquivos? Uma análise sobre o ofício do historiador em arquivos públicos estaduais brasileiros na atualidade”, sob orientação do prof. dr. Benito Bisso Schmidt.

A realização da banca de qualificação faz parte dos pré-requisitos exigidos para a obtenção do grau de mestre, e tem lugar ao longo do processo de produção da dissertação. Em geral é feita dentro do campus da Universidade, mas por questões de agenda dos membros da banca, considerando o tema da pesquisa e o vínculo da mestranda, abriu-se exceção para que fosse realizada nas dependências do Arquivo Público. Os avaliadores convidados foram o prof. dr. Arthur Lima de Ávila (PPG em História UFRGS) e o prof. dr. Paulo Staudt Moreira (PPG em História Unisinos).

Para esta etapa a servidora apresentou a introdução e o primeiro capítulo da dissertação, assim como um planejamento para os próximos capítulos, com previsão de fontes e de questões a serem tratadas.

A introdução apresenta o problema de pesquisa, os objetivos e justificativas para a mesma e seu referencial teórico geral. Ali Clarissa demonstra como as inquietações oriundas do trabalho cotidiano no APERS ao longo destes anos fizeram-na desejar refletir sobre que tensões e pressupostos do fazer historiográfico se expressam no exercício do ofício do historiador em arquivos públicos estaduais na atualidade, considerando que no campo da teoria e metodologia da história as reflexões têm sido muito centradas na atuação das historiadoras e historiadores como pesquisadores dos arquivos, ocupando um lugar em suas salas de pesquisa, mas não sobre o fazer historiográfico no “lado de dentro do balcão” do arquivo, trabalhando no tratamento técnico de acervos, em sua gestão, difusão ou promoção do acesso.

O primeiro capítulo, intitulado “Arquivos Públicos Estaduais e Historiadores: entendo o lugar social de atuação profissional”, traz primeiramente uma reflexão teórica sobre os conceitos de documento, memória e arquivos relacionados às áreas da história e da arquivística, entre as quais se estabelece uma relação longa e intrínseca. Também apresenta a constituição do corpo documental da pesquisa compartilhando o percurso e apontamentos metodológicos, para em seguida tecer o cenário dos arquivos estaduais enquanto campo de atuação profissional de historiadores a partir do mapeamento e de questionários aplicados nas instituições de todo o país, abordando o ano de criação, a vinculação institucional, as condições físicas gerais e os acervos salvaguardados, o envolvimento com processos de gestão documental nos respectivos estados, assim como o perfil dos quadros de servidores e o perfil de formação dos historiadores que deles fazem parte.

De acordo com a previsão levada à banca e por ela corroborada, a servidora pretende desenvolver mais dois capítulos: “Historiadores em Arquivos: experiências de trabalho e percepções de si enquanto profissionais da história”, elaborado a partir dos questionários coletados por e-mail, de entrevistas presenciais e de observações de campo realizadas em alguns arquivos, enquanto amostras; e “Operações historiográficas em Arquivos? Reflexões a partir de produtos do fazer de historiadores em instituições arquivísticas”, escrito a partir da análise de uma amostra de produtos – publicações, exposições, catálogos, projetos, relatórios, etc. – que são fruto da atuação dos historiadores entrevistados dentro das instituições arquivísticas em questão.

Com este trabalho a servidora pretende contribuir para o (re)conhecimento dos lugares de atuação profissional dos historiadores debatendo as potencialidades e limitações legadas a estes profissionais por sua formação acadêmica quando pensamos no trabalho em arquivos, assim como problematizar as formas de diálogo interdisciplinar e as tensões que se colocam na relação com arquivistas, bibliotecários, administradores e demais profissionais com os quais compartilham o fazer cotidiano, buscando aproximar-se das atribuições que lhes são próprias ou das lacunas nessa definição. Objetiva, também, lançar luz sobre os possíveis produtos do trabalho desses historiadores nos arquivos em diálogo com a história pública, e perceber se e como os imperativos da memória na sociedade contemporânea podem incidir sobre a produção de conhecimentos e a construção de narrativas críticas por parte deles.

Como bem destacou o prof. Paulo Moreira, o local para a realização da banca de qualificação não poderia ter sido mais adequado e simbólico, afinal, trata-se de uma profissional dos arquivos dedicando um esforço intelectual para (re)pensar seu fazer e consolidar entendimentos na área. Que a sequência de seu trabalho seja marcada pela mesma qualidade e pelo mesmo olhar desnaturalizador e humano apontados pelos avaliadores até esta etapa.

XIV Mostra de Pesquisa – Trabalhos Aceitos

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    Agradecemos aos autores que encaminharam trabalhos para apresentação na XIV Mostra de Pesquisa. Após passarem pela avaliação da Comissão de Organização e Avaliação, composta por servidores do Arquivo Público e por membros da Associação Nacional de História (ANPUH-RS), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP), e conforme cronograma divulgado no Regulamento, divulgamos hoje a Lista de trabalhos Selecionados para apresentação na XIV Mostra de Pesquisa do APERS e posterior publicação nos Anais do Evento. Para conferir, clique aqui.

    Informamos que tantos os autores dos trabalhos selecionados quanto os autores dos trabalhos não aceitos receberão até o final da semana, por e-mail, as considerações realizadas pelo avaliador sobre o texto enviado para apreciação.

   O evento ocorrerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro no Arquivo Público e a programação completa, com cronograma de apresentação de trabalhos, será divulgada no dia 25 de julho aqui no Blog. Seguem sendo realizadas, gratuitamente, as inscrições na modalidade ouvinte. Mais informações pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288 9115. Participe!

XIV Mostra de Pesquisa – Inscreva-se!!!

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   Já começaram as inscrições na modalidade ouvinte para a XIV Mostra de Pesquisa APERS, evento que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro no Arquivo Público e a participação será certificada. Para se inscrever basta enviar um e-mail para mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br com o nome completo e um e-mail para contato.

XIV Mostra de Pesquisa – Prorrogação do prazo para envio de trabalhos

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Informamos que o prazo para envio de trabalhos para apresentação no Evento da XIV Mostra de Pesquisa foi prorrogado até o dia 27 de maio!

Todas as informações constam no regulamento, clique aqui para acessar, e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9115.

Este evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes. Participe!

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XIV Mostra de Pesquisa – Regulamento

XIV Mostra de Pesquisa – Regulamento

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Está chegando a 14ª Edição da Mostra de Pesquisa do APERS, um daqueles eventos nos quais o Arquivo Público do RS materializa sua compreensão quanto aos processos de difusão documental e quanto ao necessário diálogo entre as instituições arquivísticas e de memória, as universidades, os centros de pesquisa e a sociedade.

Possui como objetivos: (a) oportunizar espaço para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e os órgãos de guarda de acervos; (b) incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa; (c)Incentivar a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações; e (d) divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais.

Dessa forma, lançamos hoje o Regulamento da XIV Mostra de Pesquisa do APERS – para acessar clique aqui. Chamamos atenção para o período de 01 de março a 02 de maio, no qual devem ser submetidos os trabalhos para apresentação no Evento da XIV Mostra, que ocorrerá no mês de setembro. O evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes.

Todas as informações constam no regulamento e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9115.

Segue baixo, o cronograma do evento. Participe!

Estagiários do APERS defendem TCC

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    Entre hoje e segunda-feira (21/01) alguns de nossos estagiários apresentarão seus Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, todos alunos do Curso de Licenciatura em História. Esta é uma importante etapa da vida acadêmica, onde os futuros historiadores têm a oportunidade de vivenciar a pesquisa científica em acervos contextualizando e refletindo a partir da literatura especializada.

   Entre os pesquisadores, Sara Dalpiaz Carlos pesquisou em fontes primárias do Arquivo Público do RS e Guilherme da Silva Cardoso, Letícia Wickert Fernandes e Paulo Eduardo Fasolo Klein em fontes de outras instituições de memória ou literárias.

    No desejo de uma boa apresentação a todos, informamos a programação:

2017.01.17 Programação defesas TCCs Estagiários APERS alterado

 

Catálogo Seletivo I – Escravidão, Liberdade e Tutela

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            O APERS, de acordo com as atribuições de difundir seus acervos e de facilitar o acesso à documentação que custodia, publica mais um instrumento de pesquisa nesse ano. Trata-se do Catálogo Seletivo I – Escravidão, Liberdade e Tutela, no qual o leitor encontrará a descrição de Processos Judiciais de Tutela que tramitaram entre os anos de 1871 e 1898 no Juízo de Órfãos das 1ª, 2ª e 3ª Varas de Família e Sucessão da Comarca de Porto Alegre no estado do Rio Grande do Sul.

            Como recorte temático, em meio às múltiplas possibilidades de pesquisas que podem ser realizadas a partir desses processos, optamos pela abordagem das relações entre escravidão, liberdade e tutela. Por esse motivo, foram descritos os documentos nos quais a presença das figuras do escravo, do liberto, do negro e do pardo foi registrada.

            Desde a promulgação da Lei do Ventre Livre em 1871, observamos que o aparecimento desses sujeitos nos autos dos processos ocorreu com maior frequência e também com inscrições de informações e argumentações diversas para a solicitação de tutela e para a nomeação de tutor para negros e pardos, filhos de cativos e de libertos com idade até vinte e um anos. Muito embora a promulgação da Lei Áurea em 1888 represente formalmente o fim da escravidão, estendemos o intervalo do recorte temporal por dez anos após essa data em razão da permanência da presença desses indivíduos nos registros. A relevância dessa escolha apoia-se na perspectiva de possibilitar a visualização das relações de rupturas e permanências, presentes na documentação nos primeiros anos do pós-abolição, naquilo que diz respeito à tutela.

            O leitor encontrará, no contato com os verbetes, fontes potenciais para o estudo, por exemplo, da transição do trabalho escravo para o trabalho livre, da manutenção das relações escravistas, bem como da luta por liberdade no Brasil. As referências que constam nos documentos possibilitam problematizar a forma pela qual, senhores, autoridades, governo e a população escrava se utilizaram do instrumento da tutela para exercer seu protagonismo em torno de seus interesses nas últimas décadas do século XIX.

            Esperamos que essas informações preliminares incentivem a leitura do catálogo e que o instrumento permita a qualificação de trabalhos de pesquisa que utilizem nosso acervo, seja qual for o objeto e áreas de interesse, e que, como convenientemente lembrou o Professor Paulo Moreira, em 2010, no prefácio dedicado ao Catálogo Documentos da Escravidão, que a invisibilidade dos africanos e dos seus descendentes siga sendo dissipada na perspectiva de que ocupem o lugar no qual sempre estiveram na história do RS e do Brasil.

            Boa leitura!

Relatórios APERS 2016 – DIPAD: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição.

APERS? Presente, professor!Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos em 2014 o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica. Em 2016 se deu a publicação e disponibilização da Coletânea da IIª Edição do Projeto APERS? Presente, professor!. As propostas que compõe esta coletânea foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog Institucional do APERS ao longo de 2015 e foram construídas com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos.

Outra atividade que demandou tempo das equipes da Divisão de Preservação, Acesso e Difusão foi a elaboração do projeto Estágio Curricular para o Curso de História. O estágio foi desenvolvido entre os dias 29 de setembro e 26 de outubro, e foi oferecido para alunos dos cursos de graduação em História, tanto bacharelado quanto licenciatura.

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Com uma carga horária de 50 horas, distribuídas em 12 encontros, os estagiários puderam discutir e vivenciar, saberes e fazeres de um historiador dentro de uma instituição arquivística. No primeiro encontro, foram apresentados ao APERS por meio de uma Visita Guiada e de conversa sobre as atividades, em geral, desenvolvidas pelo arquivo. Nos segundo e terceiro encontros, foram abordados assuntos relacionados à Classificação, Avaliação e Descrição Documental. Além de leituras, foram propostas duas atividades com documentos do Poder Executivo, para as quais o contato com o Plano de Classificação e a Tabela de Temporalidade (IN02/2014 SIARQ/RS) e as normas de descrição da NOBRADE se faziam necessárias para realização dos exercícios. No quarto encontro, foram trabalhados aspectos da indexação de documentos, umas das etapas da descrição documental, na qual foram utilizados documentos do Poder Judiciário. Nesse encontro, de forma prática, os alunos puderam conhecer o banco de dados do Arquivo AAP (Administração de Acervos Públicos) e realizar atividades práticas de alimentação do site.

Nos quinto e sexto encontros, os estagiários entraram em contato com as áreas de Preservação e de Conservação. Realizaram leitura e debates sobre o tema e observaram as condições do arquivo e dos acervos a partir desse prisma. Também puderam realizar algumas atividades práticas de conservação como higienização, desmetalização, feitura de capas e costuras. Os próximos dois encontros, o sétimo e oitavo, foram destinados ao Atendimento ao Pesquisador. Além de leituras sobre o papel do historiador que atua em arquivos no suporte à pesquisa, conheceram os diferentes instrumentos de pesquisa disponíveis para acesso aos documentos dos poderes legislativo, judiciário e executivo. Depois disso, realizaram atividades de pedidos e de busca de documentação.

Para os últimos quatro encontros, ficaram reservadas as temáticas da Difusão e das Ações Educativas. Para a primeira, além da proposta de leitura e discussão de texto sobre o assunto e apresentação das atividades de difusão desenvolvidas pelo APERS, os alunos, tiveram que escrever um texto, divulgando um conjunto documental, Acervo da Vara de Família e Sucessão, custodiado pelo Arquivo. Por fim, foram apresentados às ações educativas desenvolvidas pelo APERS e conheceram um pouco mais sobre os serviços pedagógicos de outros arquivos, nacionais e internacionais. E como exercício, construíram uma atividade pedagógica a partir de documentos da Comissão Especial de Indenização.

Dessa forma, os estagiários puderam conhecer, problematizar e realizar algumas tarefas que compõem cada uma dessas atividades desenvolvidas pelos servidores dos APERS. Acreditamos que a proposta inicial, de oportunizar o contato de estudantes dos Cursos de História com os trabalhos desenvolvidos em instituições arquivísticas foi cumprido e que, para eles, além das instituições de educação básica e de ensino superior, os arquivos se transformaram em campo de atuação profissional. Segue a descrição das atividades:

  • Planejamento;
  • Elaboração e submissão do Programa do Estágio à direção do APERS;
  • Elaboração de material de divulgação;
  • Reunião com a Equipe do Estágio Curricular;
  • Alteração do Programa original (alteração de datas);
  • Recebimentos de indicação, organização e inclusão de Bibliografia no Programa do Estágio Curricular;
  • Contatos Universidades (UFRGS, PUC, Unisinos e FAPA) – prospecção de demanda pelo estágio Curricular;
  • Finalização do material de divulgação após alterações de datas;
  • Divulgação do Estágio Curricular (Blog);
  • Divulgação Estágio Curricular Universidades;
  • Início das Inscrições pelo e-mail apers@;
  • Contato Maria Lúcia Ricardo Souto para autorização de utilização de texto sobre conservação e reparos;
  • Reserva do Auditório e da Sala de Reuniões para atividades do Estágio;
  • Agenda Expresso – convite|registro atividades dos integrantes da equipe;
  • Lista de Informações sobre o Estágio para disponibilizar na Recepção do APERS;
  • Elaboração de Apresentação/slides para o primeiro encontro;
  • Elaboração de Ficha de Avaliação;
  • Acompanhamento do e-mail APERS;
  • Planejamento e execução das atividades realizadas no encontro de Apresentação da Instituição (Nôva e Caroline);
  • Planejamento e execução das atividades realizadas nos encontros de Classificação, Avaliação e Descrição (Viviane);
  • Planejamento e execução das atividades realizadas nos encontros de Indexação (Roberta);
  • Planejamento e execução das atividades realizadas nos encontros (dois) de Conservação e Preservação (Nôva);
  • Planejamento e execução das atividades realizadas nos encontros (dois) de Atendimento ao Pesquisador (Caroline)
  • Planejamento, elaboração de materiais e execução das atividades realizadas nos encontros (dois) de Pesquisa Histórica e Difusão de Acervos (Nôva);
  • Planejamento, elaboração de materiais e execução das atividades realizadas nos encontros (dois) de Ação Educativa (Nôva e Caroline);
  • Elaboração e entrega, por e-mail, de certificado de conclusão do Estágio;
  • Organização Pasta Servidor e materiais físicos;
  • Elaboração de Notícia para o Blog sobre a Iª Edição do Estágio.

Trabalharam na organização do Estágio: Caroline Acco Baseggio, Nôva Marques Brando, Roberta Capelão Valença Scholz, e Viviane Portella de Portella. Nôva Marques Brando foi responsável também pelo projeto APERS? Presente, professor!

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Balanço 2016 do APERS

Relatórios APERS 2016 – DIPAD: Divulga APERS

Relatórios APERS 2016 – DIPAD: Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS

Relatórios APERS 2016 – DIPAD: Atendimento aos usuários

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O atendimento aos usuários, realizado pelas equipes da Divisão de Preservação, Acesso e Difusão (DIPAD) do Arquivo Público do RS, consiste na disponibilização dos documentos na Sala de Pesquisa, na entrega de documentos comprobatórios aos cidadãos e na recepção de visitantes.

No ano de 2016 atendemos 4.983 usuários, os quais geraram 12.397 solicitações de atendimentos. Como usuários do APERS, aqui consideramos os usuários internos, servidores da Instituição, que demandam acesso aos documentos, visto que o processo de análise e tratamento técnico é uma atividade continua, o cidadão comum e os pesquisadores.

O atendimento ao cidadão comum consiste no fornecimento de cópias de documentos para fins comprobatórios, como certidões de nascimento, casamento e óbito. Em 2016 atendemos a 4.395 cidadãos, que geraram 5.500 solicitações de atendimento e requereram um total de 12.007 cópias de documentos, sendo que 2.343 cidadãos realizaram suas solicitações por telefone, 834 por e-mail e 2.323 presencialmente no balcão de atendimento do APERS.

Já o atendimento ao pesquisador é uma atividade técnica que demanda conhecimento do acervo, no que diz respeito tanto às tipologias, quanto às localizações físicas no Arquivo. No que se refere ao atendimento ao pesquisador, ao longo do ano de 2016, nossa Sala de Pesquisa passou por uma série de reformulações que impactaram positivamente em nosso atendimento, como a separação da Sala de Atendimento ao Pesquisador do Serviço de Recepção e Atendimento ao Cidadão. Entre janeiro e dezembro, atendemos 544 pesquisadores, destes 369 são novos pesquisadores, gerando 6.409 pedidos de documentação, sendo 324 solicitações realizadas por telefone, 4.282 por e-mail e 1.803 presencialmente. Em comparação ao ano anterior, em 2015, no mesmo período, foram atendidos 438 pesquisadores que realizaram 4.631 solicitações, isto é um aumento de 20% no número de pesquisadores e de 28% no número de solicitações de atendimento. Os temas pesquisados foram: Genealogia (3.432), História RS (1.389), Escravo RS (554), Crime (309), Justiça Ditadura (106), Ditadura (96), Terras (86), Política no Império (66), Imigração Italiana (53), Quilombos (46), Biografia (45), Transcrição Paleográfica (41), Presídios (36), Colonização Alemã (34), Imigração Alemã (31), Loteamento Porto Alegre (23), História das Mulheres (15), Genealogia Terras (13), Infância (10), Violência (06), Emancipação (05), Patrimônio Documental (04), Patrimônio Histórico (03), Tutela de menores (02), Herança (02), Porto (01), Índios (01).

Outra atividade que desenvolvemos em 2016 foi a realização de visitas guiadas, que consiste na recepção e percurso com os visitantes pelas dependências da Instituição, tendo por objetivo apresentar e difundir o Arquivo Público do RS. Destaca-se, para tanto, os contextos arquitetônico, administrativo, histórico e cultural da Instituição, no ano que passou realizamos 72 visitas a 1.118 visitantes. Durante todo o ano oferecemos, semanalmente, dois horários fixos de visitas guiadas, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Visitaram a Instituição em:

Janeiro:

  1. Dia 05: Bruna Silva Fragoso, estudante de Arquivologia da UFSC e Djulli Silva, estudante da E.M.E.F. Portugal.

Março:

  1. Dia 07: 18 alunos, menores aprendizes, do SENAC Comunidade, acompanhados pelo professor Luciano, que ministra a Disciplina de Serviços de Escritório. O objetivo da visita foi relacioná-la com um conteúdo específico da disciplina Arquivos e Protocolos.
  2. Dia 24: 39 alunos do curso de História da Ensino Médio Escola Sesi Arthur Aloísio Daudt acompanhados pelo professor Guilherme Pokorski.

Abril:

  1. Dia 15: 8 alunos do curso Técnico em Biblioteconomia da Escola Técnica Cristo Redentor, acompanhados pela professora Andréa Fontoura da Silva, que ministra a disciplina de Técnicas de Arquivo. O objetivo da visita foi conhecer o APERS e as suas atividades, como, por exemplo a Gestão Documental, ressaltando a importância desse Órgão para a sociedade.
  2. Dia 19: visita realizada com Karin Fonseca Kestering, aluna do curso de Filosofia. O objetivo da visita deveu-se a realização de um trabalho acadêmico para a disciplina de Antropologia.
  3. Dia 25: David Kura Minuzzo, Eduardo Bortolon da Silva e Thiago Silva de Araujo. David e Thiago são museólogos e visitaram o Arquivo no intuito de conhecer sua arquitetura para estudar a viabilidade de adaptar outros locais para a guarda de acervos.
  4. Dia 30: a turma de Teoria da História I do curso de História da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, acompanhada do professor da disciplina, Rodrigo Lemos Simões. Durante a visita, os estudantes puderam conhecer um pouco sobre a história da instituição, arquitetura, forma de recolhimento e guarda de documentos. Acreditamos que a atividade possa ter instigado os alunos a frequentarem nossa instituição no intuito de desenvolverem futuras pesquisas.

Maio:

  1. Dia 02: Aldo Francesconi, Francily Francesconi, Vanderlei Violin e Alice Violin, acompanhados por Sônia Burnett e João Guilherme Burnett, ambos da Associação dos Amigos do APERS. Os participantes da visita são integrantes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e estavam interessados em conhecer como se dá a preservação dos registros armazenados pelo APERS.
  2. Dia 02: Ana Paula Soares Pinheiro, aluna da disciplina de Técnicas de Arquivo da Escola Técnica Cristo Redentor participou da visita com a intenção de conhecer e interagir com o meio Arquivístico.
  3. Dia 04: Roberto Ferreira da Silva, do serviço de protocolo da FDRH, acompanhado de Ariane de Oliveira, Maria Gabriela de Oliveira, Nathália Dutra e Renata Ramos, estagiárias.
  4. Dia 06: 08 alunos do Curso de História da PUCRS, acompanhados pela professora Gislene Monticelle, que ministra a disciplina de História e Acervos. A visita teve por objetivo prestigiar a “Exposição Porto Alegre Imaginada” e conhecer o APERS como um todo.
  5. Dia 07: 22 alunos do Curso de Arquivologia da FURG, acompanhados pela professora Luciana Souza de Brito, que ministra a disciplina de Fundamentos da Arquivologia. O objetivo da visita foi demonstrar as funções do Arquivista e do APERS como Órgão do Estado.
  6. Dia 10: 34 alunos da disciplina de Fundamentos de Arquivologia do Curso de Arquivologia da UFRGS acompanhados pela professora Valéria Bertotti. A professora trouxe os alunos ao APERS para que conhecessem a atuação da instituição desde a produção documental até a guarda e difusão da documentação do Estado, enfatizando os diferentes profissionais envolvidos.
  7. Dia 14: 42 alunos da disciplina Fundamentos do Patrimônio Cultural do Curso de História e da disciplina Museu e suas Representações do Curso de Mestrado em História da UCS, acompanhados pela professora Luiza Horn Iotti. Os principais interesses da turma foi, além de conhecer o prédio e sua história, conhecer as propostas de ações educativas que realizadas pelo Arquivo.
  8. Dia 17: 23 alunos da turma de Introdução à História do Curso de História Noturno da UFRGS acompanhados pelo professor Benito Schmidt.
  9. Dia 21: 25 participantes do roteiro de visitas guiadas Os Caminhos da Matriz. Neste roteiro os visitantes conhecem as instituições culturais que circundam a Praça da Matriz um sábado por mês. São oferecidos dois roteiros, o APERS participa com a Cúria Metropolitana e o Solar dos Câmara/Memorial do Legislativo.
  10. Dia 27: 17 alunos da turma de História dos Registros Humanos da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO) da UFRGS acompanhados pela professora Ana Celina Figueira da Silva. A turma teve por objetivo conhecer o conjunto arquitetônico do APERS, bem como sua história e organização, as atividades oferecidas e o seu papel social.

Junho:

  1. Dia 04: 19 alunos da disciplina de Iniciação à Docência do Curso de História da Universidade Federal de Pelotas, acompanhados pela professora Ana Inez Klein, com o objetivo de apresentar aos alunos de história o Arquivo Público: sua história, principais acervos e organização.
  2. Dia 08: 24 alunos do 1º semestre Curso de História, disciplina de Patrimônio e Educação, da UniRitter, acompanhados pela professora Fernanda O. Silva. Esta disciplina é ministrada no 1º semestre e a turma é apresentada às discussões que permeiam a noção de patrimônio, assim como alguns lugares de memória, incluindo arquivos. Nesse sentido, a visitação ao APERS teve o objetivo de oportunizar aos alunos conhecer a instituição no que tange aos seus projetos, oficinas de Educação Patrimonial, caixa pedagógica e demais.
  3. Dia 20: 26 alunos da Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial/RS, acompanhados pelo professor Luciano de Lima Silveira, com o objetivo de conhecer a história da APERS e sua importância para a cidadania do povo do estado do RS, conhecer tipos e funções de documentos, métodos e técnicas de arquivo e protocolo: classificação de documentos, recebimento, distribuição, tramitação, expedição, temporalidade e tipos de arquivo (físico e eletrônico).
  4. Dia 24: pela manhã 18 alunos do curso de Auxiliar Administrativo da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Luciane Brum. De acordo com a professora, a experiência vivida na visita foi de extrema valia para conscientização dos alunos quanto a preservação tanto da cultura como dos documentos.
  5. Dia 24: pela tarde 21 alunos do curso de Auxiliar Administrativo Hospitalar da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Mariana Kirchhof com o objetivo de conhecer o Arquivo e saber mais como se dá a prática da organização e técnicas de arquivos.
  6. Dia 27: pela manhã 16 alunos do curso de Auxiliar Administrativo Hospitalar da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Kelly Cardoso com o objetivo de conhecer o Arquivo e os seus serviços.
  7. Dia 27: pela tarde 26 alunos da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Kelly Cardoso com o objetivo de conhecer a organização e classificação dos documentos.
  8. Dia 27: a professora Eliane Cristina de Freitas da Escola da Ciência da Informação da UFMG visitou nossa instituição por pesquisar sobre a relação que os arquivos públicos têm com seus públicos. Assim, após a visita guiada realizou uma entrevista sobre os serviços do Arquivo e sua relação com seus públicos.

Julho:

  1. Dia 01: 18 alunos da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Luciane Brum. De acordo com a professora, a parte mais interessante da visita foi a explanação sobre os documentos e os fatos históricos relacionados.
  2. Dia 11: 15 alunos do Curso Técnico em Secretariado do Colégio Politécnico da UFSM acompanhados pelo professor Patri Kayser, com o objetivo de vislumbrar o processo de gestão documental.
  3. Dia 15: 11 alunos do Curso de Auxiliar Administrativo da Rede de Ação Social Murialdo acompanhados pela professora Luciane Brum.
  4. Dia 18: Alexssander Nascentes da Silva do Curso de História Bacharelado Noturno da UFRGS.
  5. Dia 22: 07 pessoas que trabalham em Arquivos, participantes de Curso oferecido pelo IGAM – Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos – acompanhados pela professora Clara Marli Kurtz, que ministra a disciplina de Organização em Arquivos. O grupo teve por objetivo conhecer a estrutura física do APERS, bem como a organização do acervo.
  6. Dia 27: no turno da manhã, 23 Jovens Aprendizes da ESPRO, alunos do Curso Formação para o Mundo do Trabalho, acompanhados pela professora Luana Borges da Silveira. O objetivo da Visita foi conhecer os arquivos e saber o tipo de documentação existente.
  7. Dia 27: no turno da tarde, 22 Jovens Aprendizes da ESPRO, alunos do Curso Formação para o Mundo do Trabalho, acompanhados pela professora Luana Borges da Silveira.
  8. Dia 30: 40 participantes do roteiro de visitas guiadas Os Caminhos da Matriz. Neste roteiro os visitantes conhecem as instituições culturais que circundam a Praça da Matriz um sábado por mês. São oferecidos dois roteiros, o APERS participa com a Cúria Metropolitana e o Solar dos Câmara/Memorial do Legislativo.

Agosto:

  1. Dia 08: André Luiz Tognoli Lima, historiador no Arquivo Estadual Jordão Emerenciano de Pernambuco, acompanhado de sua esposa Rejane Leimig.
  2. Dia 08: Andreia Szyskafretta, auxiliar em arquivo, e Eva Nunes, Janete da Silva, Liliane da Silva, Marina dos Santos, serviços gerais no APERS.
  3. Dia 09: 05 alunos do programa Jovem Aprendiz do Instituto Murialdo acompanhados pela professora Luciane Brum.
  4. Dia 11: pela manhã, Fabiane Severo, Mara e Graziela Silva da Geda Cia de Dança Contemporânea, realizaram a visita com o objetivo de conhecer o espaço físico (interno e externo) e o histórico do Arquivo Público.
  5. Dia 11: a tarde, três alunos do programa Jovem Aprendiz do curso de Auxiliar Administrativo do Instituto Murialdo acompanhados pela professora Ivanise Helena da Silva Santos.
  6. Dia 12: Aline Leal da Silva, estudante do Curso de História da Ulbra de Canoas. Aline realizou a visita para coletar informações para um trabalho da disciplina de Projeto de Pesquisa em História e gostou de conhecer o espaço e os acervos custodiados.
  7. Dia 22: Célia Paulina Martins e Rodolfo da Silva Machado, alunos do Curso de História da Ulbra de Canoas. Os estudantes também realizaram a visita para coletar informações para o trabalho da disciplina de Projeto de Pesquisa em História.
  8. Dia 22: 36 alunos da turma Jovens Aprendizes do curso de Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos do Senac, acompanhados pelo professor Luciano de Lima Silveira. O professor trouxe os alunos com a expectativa de “oportunizar aos alunos um momento de reflexão sobre a importância dos documentos e registros, bem como sua importância na construção da cidadania do povo”.

Setembro:

  1. Dia 01: 24 alunos do Laboratório de Pesquisa em História da Arte I do Curso de Bacharelado em História da Arte da UFRGS, acompanhados pela professora Joana Bosak. A professora teve a iniciativa de proporcionar aos alunos a visita guiada ao APERS para que conheçam o arquivo, a documentação e as possibilidades de pesquisa.
  2. Dia 03: 20 alunos do Curso de Extensão Pesquisa Histórica em Fontes Judiciais da Faculdade Porto-Alegrense (FAPA), acompanhados pelo professor Vitor Borges da Cunha, com o intuito de conhecer os métodos de preservação documental.
  3. Dia 08: 03 alunos do Instituto Leonardo Murialdo – Programa Jovem Aprendiz acompanhados pela professora Luciane Brum.
  4. Dia 12: 35 alunos do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) acompanhados pela professora Fernanda Pedrazzi. A professora aproveitou a viagem de participação na XIII Mostra de Pesquisa para oportunizar aos alunos conhecer a estrutura, os espaços e os serviços do APERS.
  5. Dia 13: 07 alunos do Instituto Leonardo Murialdo – Programa Jovem Aprendiz acompanhados pela professora Luciane Brum.
  6. Dia 16: Leonardo Grazziani do Curso de História da FAPA.
  7. Dia 19: 10 alunos do 4º semestre do Curso de História da Uniritter – Laureate Internaional Universities acompanhados pelo professor Marcello Paniz Giacomoni. A visita foi realizada por dialogar diretamente com as discussões efetuadas na cadeira de Metodologia Científica, mais especificamente na problematização sobre as fontes históricas manipuladas pelos historiadores.
  8. Dia 24: aproximadamente 50 visitantes participaram do roteiro de visitas guiadas Os Caminhos da Matriz; onde conhecem as instituições culturais que circundam a Praça da Matriz um sábado por mês. São oferecidos dois roteiros, o APERS participa com a Cúria Metropolitana e o Solar dos Câmara/Memorial do Legislativo.
  9. Dia 26: 17 alunos da turma de Teoria da História I do Curso de História da ULBRA – Canoas acompanhados pelo professor Rodrigo Simões. A visita foi realizada visando conhecer a história do APERS, suas dependências, guarda dos documentos, tipos de documentos existentes no local e possibilidades de pesquisa.
  10. Dia 30: 32 alunos do Curso Jovem Aprendiz da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (RENAPSI), acompanhados pela Professora Ana Claudia Carvalho de Oliveira, que ministra o Curso de Ocupações Administrativas. O objetivo da visita foi fechar o mês em que se comemora a Semana Farroupilha com uma atividade sobre a história do Rio Grande do Sul.

Outubro:

  1. Dia 04: 07 alunos da Rede de Ação Social Murialdo – Jovem Aprendiz Administrativo, acompanhados pelas professoras Luciana Brum e Mariana Kirchhof Dau. A visita teve por finalidade conhecer os procedimentos de arquivo, documentos e o porque de arquivar.
  2. Dia 08: 32 alunos do curso de História da Universidade de Passo Fundo (UPF), acompanhados pelos professores Alessandro Batistella e Marcos Gerhardt. O grupo tinha como interesse conhecer a organização arquivística, os fundos e as potencialidades de pesquisa histórica.
  3. Dia 08: 36 alunos das disciplinas de Arquivos e Fontes para a Pesquisa Histórica e História e Educação Patrimonial do Curso de História da Universidade de Santa Cruz do Sul, acompanhados pelo professor Éder da Silva Silveira. O professor viabilizou a vinda dos alunos ao APERS para que a visita contribuísse com objetivos de disciplinas, tais como identificar e caracterizar o uso de arquivos, fontes e abordagens na pesquisa histórica; diferenciar arquivos e fontes em relação à variedade, à tipologia e aos usos na pesquisa histórica e no ensino de história e conhecer a estrutura e funcionamento de um arquivo histórico.
  4. Dia 11: Maria da Glória Lopes Kopp, pesquisadora do APERS, doutoranda em Ciências Sociais da PUCRS e Rosa Maria Rodrigues de Oliveira, do Estado de Santa Catarina, Doutora em Ciências Humanas.
  5. Dia 13: 12 alunos do último semestre do Curso de História da PUCRS, acompanhados pela professora Gislene Monticelli, que ministra a disciplina de História e Acervos. O objetivo da visita foi oportunizar à turma conhecimentos sobre a importância, o funcionamento e os acervos do APERS, enquanto instituição e patrimônio.
  6. Dia 13: 04 alunos do curso de Museologia da UFRGS, acompanhados pela professora Ana Ramos Rodrigues, que ministra a disciplina eletiva Ação Cultural e Educativa em Museus. Os alunos puderam visitar o espaço e conhecer as ações educativas desenvolvidas pelo APERS.
  7. Dia 14: 25 alunos do Jovens Aprendizes do Senac – Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos acompanhados pelo professor Luciano de Lima Silveira. A visita teve por finalidade proporcionar aos alunos noções básicas da estrutura de um arquivo.
  8. Dia 17: O aluno Rafael Noschang Buzzo, do 6° semestre do Curso de História da FAPA. A visita guiada fez parte do desenvolvimento de seu estágio obrigatório, objetivando integrar conhecimentos da teoria e da prática.
  9. Dia 21: Tiago Aurélio de Brito, advogado. Tiago fez a visita guiada para conhecer como o APERS poderia contribuir para questões de seu trabalho, com relação ao acesso à documentação custodiada.
  10. Dia 31: 24 alunos da disciplina de Patrimônio Cultural do Curso de Licenciatura em História da UNIVATES acompanhados pela professora Márcia Volkmer. A visita teve por objetivo conhecer o histórico do Arquivo e saber mais sobre os projetos educativos do APERS.

Novembro:

  1. Dia 03: 13 alunos do Curso Técnico em Registros e Informação em Saúde do Grupo Hospitalar Conceição, acompanhados pela professora Luciane Berto Benedetti, que ministra a disciplina de Gestão de Documentos. A turma teve por objetivo conhecer a história do APERS, bem como estudar e observar conteúdos vistos em aula que são desenvolvidos pelo Arquivo.
  2. Dia 07: 22 alunos do Senac Comunidade – Aprendizagem Profissional em Serviços Administrativos, acompanhados pelo orientador de educação profissional Luciano de Lima Silveira. A visita foi realizada para que os alunos conhecessem a história do Arquivo Público do RS, os diferentes tipos, formas de classificação e acondicionamento de documentos, e os procedimentos para pesquisar os diferentes acervos, bem como a importância dos documentos salvaguardados para a história do povo gaúcho.
  3. Dia 08: 08 alunos da Rede Murialdo de Ação Social Programa Jovem Aprendiz acompanhados pela professora Luciana Brum com o objetivo de proporcionar aos jovens a conhecimento sobre o tratamento dos documentos desde sua contextualização até a conservação predial.
    Dia 11: Rafael Buzzo e Pablo Rodrigo, alunos do Curso de História da FAPA, os quais visitaram o APERS como parte das atividades da cadeira de Estágio Supervisionado 2.
  4. Dia 18: 18 alunos do Curso de Administração da Escola Técnica UNITEC, acompanhados pela professora Cintia Rebello, que ministra o componente Organização e Métodos. O objetivo da Visita foi inserir o assunto relacionado aos arquivos de modo mais prático.
  5. Dia 26: aproximadamente 15 visitantes participaram do roteiro de visitas guiadas Os Caminhos da Matriz; onde conhecem as instituições culturais que circundam a Praça da Matriz um sábado por mês. O grupo se encontrou na Praça da Matriz, pontualmente às 14 horas e seguiu para uma visita guiada na Cúria Metropolitana. Logo após, por volta das 15 horas, chegou aqui ao Arquivo Público do RS. Foi uma caminhada animada, com um público atento e curioso! Nem o sol forte e a alta temperatura desanimou o grupo que também descansou à sombra no jardim do APERS. Muitos questionamentos e registros fotográficos. Prometeram voltar para uma visita guiada no APERS, para conhecer maiores detalhes sobre o funcionamento de nossa instituição.
  6. Dia 28: 17 alunos do Senac Comunidade – Aprendizagem Profissional em Serviços Administrativos acompanhados pelo orientador de educação profissional Luciano de Lima Silveira. A visita foi realizada para que os alunos conhecessem a história do Arquivo Público do RS, bem como a importância dos documentos para a história do povo gaúcho e construção e manutenção de sua cidadania.
  7. Dia 28: Ingrid Juhn, José Ribeiro, Willian Silva e Camila Vieira da Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação. A equipe começará a aplicar os instrumentos de gestão de documentos no arquivo do Protocolo da Secretaria e a visita ocorreu para conhecerem o Arquivo Público do RS sua história e como se originou o Sistema de Arquivo do Estado do RS.

Dezembro:

  1. Dia 06: 03 alunas do Curso de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Dia 09: 08 alunos da Rede Murialdo de Ação Social Programa Jovem Aprendiz acompanhados pela professora Mariana Dau.
  2. Dia 12: 05 alunos da Rede Murialdo de Ação Social Programa Jovem Aprendiz acompanhados pela professora Mariana Dau.
  3. Dia 21: 33 alunos do Curso de Aprendizagem Comercial do SENAC Comunidade de Porto Alegre, acompanhados pelo professor Ricardo Garcia Ferreira, que ministra a disciplina de Serviços Administrativos. O Objetivo da visita foi conhecer o processo de arquivamento dos documentos e as questões históricas implicadas no contexto do APERS.
  4. Dia 28: 23 alunos do Curso de Comercial em Vendas do SENAC Comunidade de Porto Alegre, acompanhados pelo professor Luciano de Lima Silveira. A visita foi proporcionada aos alunos para que esses conhecessem a história do estado do Rio grande do sul e de Porto Alegre através dos documentos históricos, contribuindo para a construção da cidadania e da participação dos jovens como elementos ativos.

Para o ano de 2017, ressaltamos o nosso compromisso de continuar atendendo com qualidade, focados nas necessidades os usuários, buscando, nessa relação próxima, estarmos sempre atentos as demandas e buscando solucioná-las de maneira eficiente.

Trabalharam em atividades referentes ao atendimento aos usuários: Aerta Grazzioli Moscon, Carlos Henrique Armani Nery, Caroline Acco Baseggio, Cassiano Ricardo Schavinski, Clarissa de Lourdes Sommer Alves, Gabriel da Silva Batista, Giglioli Rodrigues, Givaneide Neusa de Farias, Iara Gomide Machado, Janaina Rodrigues Teixeira, Jorge Miranda da Silva, Karen Bicca Da Silva, Luciane Mondin Cardoso Flores, Márcia Vanessa Assis dos Reis, Maria de Lourdes Soares Zamo, Nôva Marques Brando, Renatta Fontoura Gonçalves, Rose Mary Horn Wawrzeniak, Thiago Alvez Judes e Viviane Portella de Portella.

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Balanço 2016 do APERS

Relatórios APERS 2016 – DIPAD: Divulga APERS

Relatórios APERS 2016 – DIPAD: Divulga APERS

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O Divulga APERS é o núcleo de difusão virtual, vinculado a Divisão de Preservação, Acesso e Difusão (DIPAD) do Arquivo Público do RS, o qual compreende o blog institucional, o perfil no Twitter e a página no Facebook. A equipe do Divulga APERS procura incentivar os colegas a escreverem notícias relacionadas diretamente com as atividades-fim do Arquivo, sempre prestando o serviço de editoração final e publicação dos artigos. Ao longo do ano foram publicados os artigos fixos de acordo com o planejamento do núcleo para 2016 e notícias esporádicas sobre eventos que a instituição promoveu ou apoio.

Em 2016 publicados 182 artigos no blog institucional, alcançando um total de 148.712 visualizações, com uma média de 406 visualizações por dia. Os artigos foram publicados às quartas-feiras, sendo realizadas chamadas na página do Facebook e perfil do Twitter.

2016-01-04-blog

Estatística de visualizações blog

Durante o ano publicamos as seguintes sessões periódicas:

  • Ação Educativa em Arquivos: nossa Técnica em Assuntos Culturais/Historiadora Clarissa de Lourdes Sommer Alves publicou artigos sobre as experiências de ações educativas em instituições arquivísticas. Foram publicados 02 artigos. Para acessar, clique aqui,
  • Mulheres no APERS: nossa Técnica em Assuntos Culturais/Historiadora Clarissa de Lourdes Sommer Alves publicou artigos nos instigando ao debate sobre a temática tendo como ponto de partida documentos que compõem o catálogo seletivo resultante do projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história”. Foram publicados 02 artigos. Para acessar, clique aqui.
  • Pesquisando no Arquivo: nossas Técnicas em Assuntos Culturais/Cientista Social Giglioli Rodrigues e a Técnica em Assuntos Culturais/Historiadora Caroline Baseggio publicaram artigos abordando as possibilidades de pesquisa nos acervos do APERS. Giglioli publicou 05 artigos a partir da perspectiva da sociologia e Caroline publicou 04 artigos a partir o olhar da história. Para acessar, clique aqui.
  • Revisitando as Mostras de Pesquisa: nossa Técnica em Assuntos Culturais/Historiadora Nôva Marques Brando escreveu resenhas mensais de artigos publicados em edições de nossa Mostra de Pesquisa, instigando os pesquisadores a inscreverem seus trabalhos na edição de 2016. Foram publicados 06 artigos. Para acessar, clique aqui.
  • APERS em Números: publicação que traz toda a primeira quarta-feira do mês os dados quantitativos sobre algumas atividades desenvolvidas pelas equipes do Arquivo no mês anterior. É de responsabilidade da arquivista Viviane Portella de Portella, em colaboração com outros colegas quando necessário. Clique aqui para acessar.
  • Atividades SIARQ/RS: relato, publicado toda primeira quarta-feira do mês, das assessorias e outras atividades realizadas pelos servidores do APERS visando a implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental. É de responsabilidade da arquivista Silvia de Freitas Soares, em colaboração com outros colegas quando necessário. Clique aqui para acessar.
  • Oficinas de educação patrimonial: relação das escolas que participaram de nossas oficinas de educação patrimonial no mês anterior. Na página do Arquivo no Facebook são publicados os álbuns com as fotografias por oficina realizada, clique aqui para acessar. Em 2016 as publicações mensais aconteceram toda a primeira quarta-feira do mês e foram de responsabilidade das arquivistas Silvia de Freitas Soares e Viviane Portella de Portella e dos estagiários Deise Soares Freitas e Davi dos SantosClique aqui para acessar.
  • Sala de Pesquisa: de março a novembro nossa Sala de Pesquisa esteve aberta um sábado por mês, assim, toda a primeira quarta-feira do mês foi publicado aviso sobre o sábado que a sala estaria aberta para que os pesquisadores se programassem. A publicação foi de responsabilidade da arquivista Viviane Portella de PortellaClique aqui para acessar.
  • Visitas guiadas: relato, publicado toda primeira quarta-feira do mês, das visitas guiadas realizadas no conjunto arquitetônico do APERS no mês anterior. Foram responsáveis pelos artigos as arquivistas Viviane Portella de Portella e Silvia de Freitas Soares, as técnicas em assuntos culturais Gigliori Rodrigues e Clarissa de Lourdes Sommer Alves e o agente administrativo Carlos Henrique Armany NeriClique aqui para acessar.

Abaixo segue lista de artigos publicados de acordo com seus respectivos autores:

Assessoria de Comunicação / SMARH

  1. Participe do ato de comemoração dos 110 anos do APERS!

Associação de Amigos do Arquivo Público do RS – AAAP

  1. AAAP Convida: Galeto de Confraternização
  2. Oficina: Genealogia e Cidadania Europeia
  3. AAAP Convida: Feijoada no APERS
  4. Oficina de Genealogia – Raízes Negras: propostas e perspectivas

Carlos Henrique Armani Nery

  1. Visitas guiadas ao APERS – Março 2016
  2. Visitas guiadas ao APERS – Abril 2016

Carlos Henrique Armani Nery, Clarissa de Lourdes Sommer Alves, Silvia de Freitas Soares e Viviane Portella de Portella

  1. Visitas guiadas ao APERS – Outubro 2016

Carlos Henrique Armani Nery e Viviane Portella de Portella

  1. Visitas guiadas ao APERS – Novembro 2016

Caroline Acco Baseggio

  1. APERS recebe doação de expositores
  2. Pesquisando no APERS: Sugestões para o Historiador I
  3. Atendimento APERS: funcionamento Sala de Pesquisa
  4. Servidoras do APERS participaram do Programa Nação da TVE
  5. Reformulação da Sala de Pesquisa do APERS
  6. Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o Historiador II
  7. Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o Historiador III
  8. Pedidos de documentos Sala de Pesquisa
  9. Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o Historiador IV

Caroline Acco Baseggio e Viviane Portella de Portella

  1. Relatórios 2015 – DIDOC: Atendimento aos usuários
  2. APERS entre “Os Caminhos da Matriz”

Clarissa de Lourdes Sommer Alves

  1. Relatórios 2015 – DIDOC: Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS
  2. APERS na Comissão Organizadora do XIII Encontro Estadual de História
  3. Participe das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016!
  4. 2016 é ano de 110 anos do APERS!
  5. Participe dos eventos em comemoração aos 110 anos do APERS!
  6. 110 anos do APERS: Lançamento “PEP em Revista” e concerto Orquestra Villa-Lobos
  7. Aniversário do APERS e lançamento da publicação PEP em Revista!
  8. Na próxima terça-feira: lançamento de nosso vídeo institucional!
  9. Após confraternização e pré-estreia entre servidores, vídeo institucional do APERS é lançado!
  10. APERS 110 anos: mesa de debate e lançamento da exposição Porto Alegre Imaginada
  11. APERS lança a Exposição “Porto Alegre Imaginada: conexões entre o APERS e a Cidade”
  12. Regulamento PEP 2016: divulgação do resultado final sairá apenas na próxima semana
  13. APERS 110 anos: Lançamento do Catálogo História das Mulheres & Relações Familiares
  14. Catálogo História das Mulheres & Relações Familiares
  15. Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS 2016: escolas contempladas
  16. Mulheres no APERS, gênero e história (XII)
  17. Ação Educativa em Arquivos IX: serviço educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
  18. Participe do XIII Encontro Estadual de História da ANPUH-RS!
  19. APERS e FDRH planejam curso sobre gestão documental
  20. Mulheres no APERS, gênero e história (XIII): verdade e reflexões históricas.
  21. Estudantes de Arquivologia produzem vídeo sobre o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS
  22. Agora você pode baixar a publicação “PEP em Revista”!
  23. Participe: PEP UFRG-APERS promove 6ª edição do curso anual de formação para professores!
  24. Ação Educativa em Arquivos X: experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (I)
  25. Inscreva-se no Curso “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente
  26. APERS Entrevista: Nôva Marques Brando
  27. Lista de Inscritos – Curso Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: desafios do tempo presente
  28. APERS Entrevista: Caroline Acco Baseggio
  29. Ação Educativa em Arquivos XI: experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (II)
  30. APERS no I Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural

Clarissa de Lourdes Sommer Alves e Nôva Marques Brando

  1. Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

Clarissa de Lourdes Sommer Alves e Viviane Portella de Portella

  1. Relatórios 2015 – DIDOC: Exposições e eventos
  2. Servidoras do APERS participam de capacitação
  3. APERS é tema de reportagem do jornal Metro de Porto Alegre

Cléo Belicio Lopes

  1. Reunião do Comitê Gestor do SIARQ/RS
  2. Comitê Gestor do SIARQ/RS: disponibilização dos registros de reuniões

Cléo Belicio Lopes, Maria Cristina Kneipp Fernandes e Silvia de Freitas Soares

  1. Atividades SIARQ/RS – Setembro 2016

Cléo Belicio Lopes, Maria Cristina Kneipp Fernandes, Renata Pacheco de Vasconcellos e Silvia de Freitas Soares

  1. Atividades SIARQ/RS – Outubro 2016
  2. Atividades SIARQ/RS – Novembro 2016

Davi dos Santos

  1. I Mostra de Educação Patrimonial

Davi dos Santos e Viviane Portella de Portella

  1. Oficinas de educação patrimonial – Agosto 2016
  2. Oficinas de educação patrimonial – Setembro 2016
  3. Oficinas de educação patrimonial – Novembro 2016

Davi dos Santos, Silvia de Freitas Soares e Viviane Portella de Portella

  1. Oficinas de educação patrimonial – Outubro 2016

Débora Flores, Denise Nauderer Hogetop e Silvia de Freitas Soares

  1. Atividades SIARQ/RS – Janeiro 2016

Deise Soares de Freitas e Viviane Portella de Portella

  1. Oficinas de educação patrimonial – Abril 2016
  2. Oficinas de educação patrimonial – Maio 2016
  3. Oficinas de educação patrimonial – Junho 2016

Gigliori Rodrigues

  1. Visitas guiadas ao APERS – Dezembro de 2015
  2. Visitas guiadas – Janeiro 2016
  3. Pesquisando no APERS: Quando o campo é o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS)
  4. Pesquisando no APERS: Possibilidades de pesquisa para a Sociologia da Infância
  5. Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica I
  6. Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica II
  7. Pesquisando no Arquivo: um olhar das Ciências Sociais sobre o contexto do tratamento da loucura no Hospital Psiquiátrico São Pedro

Guilherme Lauterbach e Viviane Portella de Portella

  1. Oficinas de educação patrimonial – Dezembro 2015

Iara Gomide Machado

  1. APERS no VII Congresso Nacional de Arquivologia

Iara Gomide Machado, Jonas Ferrigolo Melo e Silvia de Freitas Soares

  1. Atividades SIARQ/RS – Dezembro/2015

Jonas Ferrigolo Melo

  1. APERS promove palestra “Gestão documental aplicada ao Sistema PROA”
  2. Palestra “Gestão documental aplicada ao Sistema PROA” teve participação gratificante
  3. A gestão documental no PROA é assunto de palestra na XIV SAA/UFSM

Jonas Ferrigolo Melo e Maria Cristina Kneipp Fernandes e Silvia de Freitas Soares

  1. Atividades SIARQ/RS – Março 2016
  2. Atividades SIARQ/RS – Agosto 2016

Jonas Ferrigolo Melo e Silvia de Freitas Soares

  1. Relatórios 2015 – DIPEP: SIARQ/RS e a participação no Sistema PROA
  2. Curso de Gestão Documental: inscrições abertas

Jonas Ferrigolo Melo, Maria Cristina Kneipp Fernandes, Silvia de Freitas Soares e Viviane Portella de Portella

  1. Atividades SIARQ/RS – Abril 2016
  2. Atividades SIARQ/RS – Maio 2016
  3. Atividades SIARQ/RS – Junho 2016
  4. Atividades SIARQ/RS – Julho 2016

Maria Cristina Kneipp Fernandes e Silvia de Freitas Soares

  1. Relatórios 2015 – DIPEP: Sistema de Arquivos do Estado do RS

Nôva Marques Brando

  1. XIII Mostra de Pesquisa – Regulamento
  2. Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS I
  3. Coletânea da IIª Edição do Projeto APERS? Presente, professor!
  4. Projeto APERS? Presente, professor! é apresentado em aula do Curso de História da UFRGS
  5. XIII Mostra de Pesquisa – Prorrogação dos prazos para envio de trabalhos
  6. Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS II
  7. Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS III
  8. XIII Mostra de Pesquisa – Modalidade Ouvinte, inscreva-se!!!
  9. Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS IV
  10. Seminário Políticas Públicas e Acervos Doumentais
  11. XIII Mostra de Pesquisa – Trabalhos Aceitos
  12. Capacitação de servidora do APERS em Conservação e Restauração de Documentos
  13. Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais – Programação e Inscrição
  14. Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS V – História da Ditadura Civil-Militar
  15. Inscrições Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais
  16. XIII Mostra de Pesquisa: Programação
  17. Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais: transferido para dia 05, sexta-feira!
  18. Aconteceu no APERS o Seminário de Políticas Públicas e Acervos Documentais
  19. Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS VI – História das Infâncias
  20. Estágio Curricular em História
  21. XIII Mostra de Pesquisa – Alteração na Programação
  22. Servidora do APERS participa de Curso de Conservação e Restauro de Documentos
  23. Aconteceu a XIII Mostra de Pesquisa APERS
  24. Seminário Políticas Públicas e Gestão do Estado: preservação de bens e acervos culturais em instituições de memória
  25. Estágio Curricular em História APERS – Iª Edição| 2016
  26. Seminário Políticas Públicas e Gestão do Estado – Informações
  27. Seguem as inscrições para o Seminário Políticas Públicas e Gestão do Estado
  28. Aconteceu o Seminário Políticas Públicas e Gestão do Estado
  29. Anais da XIII Mostra de Pesquisa APERS

Roberta Capelão Valença Scholz

  1. Comarcas de Bagé e Canguçu/Piratini disponíveis para consulta online

Roberta Capelão Valença Scholz e Viviane Portella de Portella

  1. Relatórios 2015 – DIDOC: Gerenciamento de Acervos

Silvia de Freitas Soares

  1. Nova Estrutura Básica e Regimento Interno da SMARH
  2. Atividades SIARQ/RS – Fevereiro 2016
  3. Expediente do APERS no feriado de Páscoa
  4. Os Caminhos da Matriz: APERS fará parte do Roteiro do dia 30 de julho
  5. Curso de Gestão Documental para a SMARH

Silvia de Freitas Soares e Viviane Portella de Portella

  1. APERS Entrevista: Analistas PROCERGS
  2. Nomeada nova chefia da Divisão de Gestão Documental
  3. APERS em Números – Setembro 2016
  4. Publicada nova Instrução Normativa sobre eliminação de documentos: IN nº 01/2016
  5. Boas Festas e Próspero 2017!
  6. Atendimento APERS

Viviane Portella de Portella

  1. Balanço 2015 do APERS
  2. Relatórios 2015 – DIDOC: Divulga APERS
  3. Divulga APERS – Diretrizes 2016
  4. Expediente do APERS no período de Carnaval
  5. APERS em Números – Janeiro 2016
  6. Sala de Pesquisa: sábados de atendimento em 2016
  7. Atendimento APERS: horário de expediente diferenciado
  8. APERS em Números – Fevereiro 2016
  9. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Março 2016
  10. Atendimento APERS: horário de expediente diferenciado
  11. APERS em Números – Março 2016
  12. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Abril 2016
  13. APERS em Números – Abril 2016
  14. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Maio 2016
  15. Atendimento APERS: horário de expediente diferenciado
  16. Os Caminhos da Matriz: APERS fará parte do Roteiro deste sábado!
  17. APERS é tema de reportagem do jornal Band Cidade
  18. Visitas guiadas ao APERS – Maio 2016
  19. APERS em Números – Maio 2016
  20. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Junho 2016
  21. Nomeada nova diretora do APERS
  22. Novidade no blog: aba SIARQ/RS!
  23. Visitas guiadas ao APERS – Junho 2016
  24. APERS em Números – Junho 2016
  25. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Julho 2016
  26. Acervo disponível para pesquisa
  27. Visitas guiadas ao APERS – Julho 2016
  28. APERS em Números – Julho 2016
  29. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Agosto 2016
  30. Hoje tem APERS no Programa Nação da TVE, assista!
  31. APERS Entrevista: Clarissa de Lourdes Sommer Alves
  32. Sistema AAP: há 10 anos facilitando o gerenciamento do patrimônio documental do RS
  33. Visitas guiadas ao APERS – Agosto 2016
  34. APERS em Números – Agosto 2016
  35. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Setembro 2016
  36. Os Caminhos da Matriz: APERS fará parte do Roteiro do dia 24 de setembro!
  37. Disponível descrição das tipologias do Poder Judiciário
  38. Contato com o APERS por telefone
  39. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Outubro 2016
  40. Visitas guiadas ao APERS – Setembro 2016
  41. APERS em Números – Outubro 2016
  42. Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Novembro 2016
  43. Atendimento APERS
  44. Os Caminhos da Matriz: APERS fará parte do Roteiro do dia 26 de novembro!
  45. Atendimento APERS: horário de expediente diferenciado
  46. APERS em Números – Novembro 2016
  47. Biblioteca de Apoio APERS
  48. Acervo Justiça Federal sob custódia do APERS será transferido à JF – 1ª Grau
  49. Transferência acervo Justiça Federal sob custódia do APERS à JF – 1º Grau

Nas quintas-feiras, a agente administrativa Maria de Lourdes Soares Zamo e arquivista Viviane enviaram e-mail com as chamadas para os artigos publicados no blog para a lista de contatos do APERS. Também foram publicadas chamadas para artigos do blog institucional nas terças e quintas-feiras na página do Facebook, sendo estas replicadas no perfil do Twitter. Segue lista das categorias publicadas: Ação Educativa em Arquivos, Acervo da Justiça e Pesquisa Histórica, Mundo dos Arquivos, AfricaNoArquivo, Mulheres no APERS, gênero e história, e Pesquisando no Arquivo.

Tendo em vista o Dia Internacional dos Arquivos, celebrado dia 09 de junho, a arquivista Viviane idealizou a campanha #UmArquivoÉ, em consonância com outras iniciativas alinhadas ao Conselho Internacional de Arquivo e outras instituições, convidando os servidores e os usuários do APERS a escrever uma frase de até 140 caracteres definindo o que “um arquivo é”. Foram recebidas dez frases as quais foram publicadas ao longo do dia 09 na página do Arquivo Público no Facebook. Clique aqui para o álbum da campanha.

No perfil do Twitter foram publicadas, em média, três twitters de segunda a sexta-feira com chamadas para artigos publicados nos blogs da instituição ou dicas sobre as temáticas abrangidas pelo Arquivo Público do RS, de responsabilidade das arquivistas Silvia e Viviane. Em 2016 chegamos a 5.219 curtidas no Facebook e a 1.559 seguidores no Twitter. Trabalharam na editoração e operacionalização das mídias Clarissa e Viviane (DIPAD) e Silvia (DIGED) e na compilação de dados e envio de emails Carlos Henrique, Davi, Deise, Maria de Lourdes e Viviane (DIPAD) e Silvia (DIGED).

Para 2017 desejamos que você continue a nos acompanhar pelas mídias, mas claro, também queremos sua presença em nossa Sala de Pesquisa, eventos e demais atividades que realizamos visando sua participação e interação!

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Balanço 2016 do APERS

Balanço 2016 do APERS

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   Hoje apresentamos um relatório sucinto com o balanço das principais atividades que demandaram nossa atenção no ano que passou, e nas próximas semanas detalharemos alguns resultados em posts específicos, confira!

– Continuidade das atividades de atendimento ao público com a disponibilização do acervo documental custodiado, sendo atendidos 4.983 usuários, os quais geraram 12.397 solicitações de atendimentos.

– Foram realizadas 73 visitas guiadas para 1.118 pessoas.

– Conclusão dos projetos Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história e APERS? Presente, professor!, continuidade dos projetos Organização dos Acervos das Secretarias da Justiça, Estágio Curricular para o Curso de História e Organização do acervo da Comissão Estadual da Verdade, e início do projeto Organização do Acervo da Secretaria da Coordenação e Planejamento.

– Em 2016 os servidores do APERS seguiram atuando para a implementação da gestão documental no Estado através do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS; participaram de 88 reuniões de assessorias técnicas, ministraram um Curso de Gestão Documental (parceria com FDRH/Escola de Governo), apreciaram 59 Listagens de Eliminação de Documentos. Foram recebidos e enviados cerca de 500 e-mails com questões referentes à gestão documental, realizaram 03 reuniões do Comitê Gestor do SIARQ/RS e 01 Encontro dos Arquivistas RS. Foram publicadas no Diário Oficial a Instrução Normativa que estabelece procedimentos para a eliminação de documentos (IN nº 01/2016) e o Regimento Interno do Comitê Gestor do SIARQ/RS (Resolução Nº 01/2016 e retificação na Resolução Nº 02/2016).

– Em relação ao Sistema PROA, foram realizados 02 treinamentos Sala de Gestão do PROA para servidores de vários órgãos (parceria com PROCERGS), participaram de 29 reuniões no Comitê Gestor do Processo Administrativo Eletrônico, foram recebidos e enviados mais de 2.000 e-mails relacionados à atribuição de Assuntos e Tipos de Assuntos e foi ministrada a palestra Gestão Documental aplicada ao Sistema PROA.

– Revisão e preparação para indexação no sistema AAP de processos proveniente das Comarcas de Arroio Grande, Bagé, Bento Gonçalves, Caçapava do Sul, Canguçu, Dom Pedrito, Jaguarão, Júlio de Castilhos, Passo Fundo, Piratini, Porto Alegre, Quaraí, Rio Grande, Rio Pardo, Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, e Vacaria. Foram disponibilizados para consulta em nosso portal os dados dos acervos das Comarcas de Bagé e Canguçu/Piratini.

– Realização dos eventos em comemoração aos 110 anos do APERS: Lançamento “PEP em Revista” e concerto Orquestra Villa-Lobos, pré-estreia do vídeo institucional do APERS, mesa de debate e lançamento da exposição Porto Alegre Imaginada, e lançamento do Catálogo História das Mulheres & Relações Familiares. Também realizamos o Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais, a XIII Mostra de Pesquisa, o Seminário Políticas Públicas e Gestão do Estado: preservação de bens e acervos culturais em instituições de memória, e a I Mostra de Educação Patrimonial.

Publicação do nosso vídeo institucional, do selo comemorativo aos 110 anos do APERS utilizado durante o ano como nossa logomarca, da Coletânea da IIª Edição do Projeto APERS? Presente, professor! – Eixo Temático História e Educação em Direitos Humanos, do Catálogo História das Mulheres & Relações Familiares, da Descrição das tipologias da espécie documental “Processo Judicial” do acervo do Poder Judiciário, custodiado pelo Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul e dos Anais da XIII Mostra de Pesquisa do APERS.

– Realização de 84 oficinas de educação patrimonial com 1.650 alunos das diversas redes de ensino do RS, realização de 02 cursos de capacitação de oficineiros e 01 de curso de formação para professores, disponibilização do fôlder de divulgação do Programa de Educação Patrimonial UFRGS | APERS, publicação do livro PEP em Revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS e participação em eventos científicos para divulgação das atividades de educação patrimonial.

– Realização da higienização, desmetalização e pequenos reparos em 690 processos administrativos do acervo da Secretaria da Justiça e feituras de lombadas, costuras e pastas para documentos armazenados em 24 caixas, a totalidade do acervo, da Comissão Estadual da Verdade.

– Continuidade das atividades de difusão virtual do Arquivo através do Divulga APERS, compreendendo este blog, os perfis no Twitter, Facebook e You Tube.

Gráfico de atendimentos mensais realizados aos usuários do APERS em 2016.

Gráfico de atendimentos mensais realizados aos usuários do APERS em 2016.

   Lembre-se: nas próximas semanas, durante os meses de janeiro e fevereiro, publicaremos relatórios detalhando as principais atividades realizadas. Aguarde!

Leia os balanços de anos anteriores:

Balanço 2012 e diretrizes 2013 do APERS

Balanço 2013 do APERS

Balanço 2014 do APERS

Balanço 2015 do APERS

Anais da XIII Mostra de Pesquisa APERS

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  É com muita satisfação que publicamos os Anais da XIII Mostra de Pesquisa do APERS em formato eletrônico!

   O evento, que foi realizado em setembro desse ano e contou com a apresentação de seis pôsteres e dezoito artigos, que foram socializados e problematizados nas mesas do encontro e que agora são disponibilizados ao público por meio do e-book que pode ser baixado aqui.

  Agradecemos aos autores pela confiança depositada no evento e pela disposição em debater os resultados de seus trabalhos com os demais pesquisadores e participantes da Mostra.

   Desejamos uma boa leitura e reafirmamos o compromisso de seguir promovendo a Mostra de Pesquisa, de forma bianual, como espaço destinado ao compartilhamento de conhecimentos construídos a partir da pesquisa com fontes primárias. Já aguardamos ansiosamente pela XIV edição, que acontecerá no ano de 2018. Até lá!

Post atualizado em 28 de dezembro de 2016: link dos Anais.

Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o Historiador IV

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    Neste mês, a temática do Pesquisando no Arquivo é o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS). A repartição de Arquivo Público, Estatística e Biblioteca foi criada pelo decreto 876 de 8 de março de 1906, pelo então presidente do estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros. Sua função era “adquirir e conservar, sob a classificação sistemática, todos os documentos concernentes a legislação, a administração, a história, a geografia, as artes e indústrias do Rio Grande do Sul”. Com o passar dos anos e o esgotamento de capacidade de recolhimento, o APERS passou a receber somente documentos oriundos do Poder Executivo.

   Fruto da filosofia preservacionista e do momento político do fim do XIX e início do século XX, a criação do Arquivo Público demonstrava preocupação com a guarda e conservação de documentos públicos oficiais, sob organização metódica, impedindo extravio ou perda de documentos. Para os positivistas, era também através destes documentos que se poderia escrever a história.

    Hoje, o APERS conta com um acervo de memória institucional disponível para pesquisadores que procurem saber um pouco mais da história da nossa instituição. O fundo documental do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – APERS conta com documentos diversos, como decretos, regulamentos, processos administrativos, relatórios, pareceres, cartas, projetos técnicos, entre mais de oitenta tipologias.

Referências:

MERLO, Carmen Moreira. O palácio de papel: cem anos do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (1906-2006). Dissertação de Mestrado. Passo Fundo, 2010. Disponível em: https://arquivopublicors.files.wordpress.com/2013/04/2013-04-24-o-palacio-de-papel-cem-anos-do-apers-1906-2006-carmen-moreira-merlo.pdf. Acesso em: outubro/2016

APERS no I Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural

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2016-10-05-apers-no-seminario-nac-historia-e-patrimonio-b    Na tarde de segunda-feira, 03 de outubro, a historiadora do APERS, Clarissa Sommer, participou do I Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural apresentando trabalho em parceria com a prof.ª Carla Rodeghero (Dep. e PPG em História / UFRGS). A comunicação teve como foco as oficinas de educação patrimonial oferecidas pelo PEP UFRGS-APERS, sendo debatida no simpósio temático “Ensino de História, Patrimônio Cultural e Memória Social”.

    As apresentadoras refletiram sobre as relações entre história, memória e patrimônio, problematizando como os patrimônios salvaguardados pelo APERS – pensados enquanto vestígios do passado e enquanto possíveis suportes para diferentes memórias – podem contribuir para processos de ensino-aprendizagem que suscitem valorização e apropriação crítica de nosso patrimônio cultural, relacionando-se a identidades individuais e coletivas das e dos estudantes.

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   Neste sentido, as oficinas foram apresentadas em seus constantes processos de avaliação e reformulação, que respondem às demandas de estudantes, professores e da equipe do Programa, buscando atualizações que dialoguem com as novidades na produção historiográfica e com os desafios colocados pelo tempo presente.

    As principais ações do PEP também foram apresentadas de maneira geral, de forma que o público presente tivesse conhecimento sobre o oferecimento de oficinas, capacitações de oficineiros, cursos de formação para professores e participação da equipe em eventos e publicações. Assim que o texto completo for lançado através dos anais do evento, divulgaremos aqui!

Aconteceu a XIII Mostra de Pesquisa APERS

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            Entre os dias 12 e 14 de setembro, nos turnos da tarde e da noite, foi realizada a XIII Mostra de Pesquisa do APERS. O evento contou com a apresentação de 24 trabalhos entre apresentação de artigos e de pôsteres. Os assuntos abordados passaram pelas temáticas da Escravidão e das relações Étnico-raciais; pelo Patrimônio Documental e Cultural; pelos Golpes de Estado e Ditaduras; pelas discussões ligadas à história das cidades e do estado do Rio Grande do Sul; pela história das profissões e da profissionalização, a partir de aspectos sociais; pelas representações do século XVII e XVIII; e pela análise de biografias.

            Aqueles que acompanharam o evento tiveram a oportunidade de presenciar discussões muito qualificadas a respeito de cada um dos trabalhos, que além das problematizações sobre as diferentes temáticas, também contribuíram com o conhecimento e com a difusão de acervos documentais espalhados pelas cidades e estados do nosso país.

            O Arquivo Público agradece ao apoio da Associação de Arquivistas do RS, da Associação Nacional de História e da Associação de Amigos do APERS, que inclusive esteve presentes nos três dias de evento, pelo apoio destinado a realização de mais uma Mostra de Pesquisa. Agradece também aos autores, pela confiança depositada na Instituição para o compartilhamento de seus trabalhos. E agradece ao público que esteve presente, incluindo os alunos do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria que vieram de longe para prestigiar o evento.

            Em dezembro lançamos os Anais da XIII Mostra que será publicada aqui no Blog do APERS. E depois disso, esperaremos todos para a XIV edição.

XIII Mostra de Pesquisa – Alteração na Programação

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Infelizmente temos uma modificação na programação da XIII Mostra: a Mesa de Abertura foi cancelada. A historiadora e servidora do APERS, Clarissa Sommer, que iria abrir o evento, está de licença médica. Até o momento, estávamos aguardando pelo diagnóstico e pela previsão de melhora e de retorno da servidora. Entretanto, hoje soubemos que não será possível sua participação no evento.

Por esse motivo, a XIII Mostra de Pesquisa iniciará com a apresentação dos trabalhos da primeira mesa temática, as 15h30 do dia 12 de setembro. Clique aqui para acessar a programação completa.

Contamos com a compreensão de todos e ficamos à disposição para quaisquer esclarecimento pelo telefone 3288 9112 ou pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br.

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Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS VI – História das Infâncias

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            Estamos nos aproximando da XIII Mostra de Pesquisa APERS e, com isso, chegamos à última postagem da série Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS. Nela, vamos discutir um pouco mais sobre uma temática recente na historiografia: Infâncias.

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            Para isso, vamos comentar as publicações de dois autores. O primeiro deles, Carlos da Silva Cardozo, apresentou trabalhos em quatro edições do evento, partindo de pesquisas em um mesmo acervo. O primeiro artigo foi publicado nos Anais da VII Mostra de Pesquisa e recebeu o título de A criança porto-alegrense na belle époque brasileira através do juízo de órfãos. Nele, o autor investigou a formação da criança porto-alegrense no período denominado de Belle Époque, sobre a influência do processo de modernização da cidade de Porto Alegre. Para isso, debruçou-se sobre a situação das crianças envolvidas nos processos de tutela, documentação produzida pelo Juízo Distrital da Vara de Órfãos de Porto Alegre, 2ª Vara de Família e Sucessão, no período de 1900 e 1930 custodiados pelo Arquivo Público do RS. Segundo o autor, ideias modernizadoras europeias do período influenciaram modificações importantes na instituição família, considerada como alvo para regularização do comportamento social, da remodelação do urbano e da normatização da conduta individual e coletiva. Para ele, o juizado de órfãos essencial para o encaminhamento e para solucionar questões relativas ao abandono e a marginalização de crianças como, por exemplo, a mediação nas relações praticadas pela família, em particular, “o interesse dos órfãos, das suas heranças, das relações entre os menores e seus familiares ou tutores, bem como de sua renda e de seus bens”. Nos processos, encontrou casos que demonstraram “o uso da tutela para a manutenção dos menores em atividades produtivas para a realização de casamentos, para o zelo e educação dos menores, além de mostrar a remodelação do espaço urbano […]”. Com o estudo, Carlos pretendeu apresentar as potencialidades dessas fontes para investigar a família e a criança, no sentido de somar tais conhecimentos às investigações sobre a história da infância no RS e no Brasil.

            Na VIII Mostra, Cardozo apresentou o trabalho O Juizado de Órfãos de Porto Alegre: um reflexo da sociedade. Nele o autor retoma a função do Juizado de órfãos, que teria contribuído “para a regularização social das famílias porto-alegrense que passaram por alguma situação de desagregação familiar envolvendo menores nos anos iniciais do século XX” e defende, como resultado de sua pesquisa, que “os valores sociais e morais possuíam importância nas decisões e desfechos para se tutelar um menor”. Carlos lembra que nos anos iniciais da República, a família burguesa era o exemplo de conformação de grupo familiar a ser seguido e o Juizado de Órfãos seria um dos exemplos de como o poder judiciário intervia de modo a uniformizar a conduta familiar e com a formação do futuro cidadão  – que era o menor, expressão problematizada conceitualmente tanto por Cardozo quanto pela Franciele cujo trabalho vamos abordar mais adiante. De acordo com o pesquisador, cuidou primeiro dos menores de elite, decidindo e normatizando questões que envolviam heranças, familiares e tutores e, com a elaboração de políticas reguladoras, “passou a direcionar uma vigilância distinta para o cuidado (abandono, saúde, educação, etc) da criança pobre”.

            Na IX Mostra, apresentou o trabalho Tutelar ou Adotar: o melhor para quem?, no qual abordou a requisição de tutelas de crianças, forma eleita por muitos adultos para zelar pela saúde, alimentação, moradia e educação de menores órfãos e para administrar heranças.

            E, por fim, na X Mostra, apresentou outro desdobramento de suas pesquisas no acervo: O Gênero na Justiça: o caso do Juízo dos Órfãos de Porto Alegre. Segundo ele, “o gênero estava presente na Justiça e, consequentemente, utilizados pelos sujeitos que pleiteavam a guarda de um menor de idade”. O objetivo de Cardozo, com esse trabalho, foi, a partir da História Social, identificar como se apresentavam nos processos judiciais de tutela (1900-1927) na cidade de Porto Alegre a “situação delicada que a mulher adulta tinha perante o homem adulto quando decidia pleitear a tutela de uma criança ou adolescente” e também “a preocupação que a Justiça e sociedade tinham com as meninas. De modo geral, o autor verificou que o Juízo de Órfãos de Porto Alegre “realizou sua ação de zelar pelas meninas e adolescentes, depreciando, por outro lado, as mulheres adultas como possível tutoras de menores de idade”.

            Na IX Mostra de Pesquisa, tivemos a apresentação do trabalho de Franciele Becher, Conceituando a infância e a juventude: memória, esquecimento e políticas públicas de assistência em Caxias do Sul – RS, que partiu de sua pesquisa de mestrado sobre as políticas públicas voltadas à infância e à juventude pobre de Caxias do Sul-RS, para analisar um conjunto de fontes pertencentes a uma instituição assistencial da cidade de modo a observar a trajetória do conceito de menoridade – conceito também problematizado por Carlos Cardozo nos artigos que mencionamos anteriormente. Além das fontes analisadas, também o período pesquisado pela autora diferem dos trabalhos anteriores. Ela voltou-se para as décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990 (Promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente), no interesse de perceber “o quanto mudanças sociais e jurídicas na área da assistência refletiram também em mudanças conceituais a nível documental”. Para isso, parte da ideia de que o significado de infância não foi sempre o mesmo e que o “menor” e a “criança” não seriam meros substantivos, mas sim adjetivos da infância do final do século XIX e início do século XX – o menor seria a criança filha da pobreza, “que exigia ações urgentes do Estado em vias de sua educação, recuperação, vigilância e repressão”. Após consistentes abordagens e problematizações conceituais, a autora segue com a exploração de uma série de legislação e apresentação de instituições que foram criadas no período para dar conta da assistência (e repressão) dessa criança filha da pobreza. E, tomando isso como fonte, lista uma série de nomeclaturas utilizadas para rotular as crianças que apresentavam determinados comportamentos (e chega até a recente expressão meninos e meninas de rua). Entretanto, ressalta que “todas as noções que rondam o conceito de menoridade tinham por finalidade um controle do Estado sobre a vida dessas crianças, tendo elas famílias ou não”. Depois disso, foca na análise de documentos da Comissão Municipal de Amparo à Infância (COMAI) de Caxias do Sul e sintetiza, afirmando que a palavra menor não seria apenas uma categoria jurídica e nem uma expressão para indicar o estágio de desenvolvimento físico-corporal e sim “um conceito a partir do momento em que adjetiva, tutela e impõe controle sobre a população que pretende nomear”. De acordo com Franciele, a análise da trajetória de tal conceito nos documentos oficiais seria um dos caminhos para entendermos a trajetória da institucionalização da infância e da juventude no Brasil.

            Desde a História da Infância e da Família (1960) de Philippe Ariès, passando pela A Construção Social da Infância (1994) de Miguel Gonzáles Arroyo, a infância transformou-se em tema de pesquisa recorrente em diferentes campos do conhecimento, de modo a declararmos a existência de Infâncias. E podemos verificar isso tanto na pesquisa de Carlos Cardozo quando na pesquisa de Franciele Becher que, a partir de diferentes perguntas e fontes, verificaram indícios (classe social e gênero, por exemplo) que apontam para a existência de mais de um tipo de infância.

            Encerramos, sugerindo a leitura da recente publicação Dossiê “Infância, Juventude e Família”, resultado da I Jornada do Grupo de Trabalho Infância, Juventude e Família da ANPUH, realizado em outubro de 2015, disponível em: https://www.rbhcs.com/rbhcs

            Com essa postagem, finalizamos a série de textos Revisitando as Mostras de Pesquisas e aproveitamos para convidar os leitores a participarem da XIII edição do evento, que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro próximo. As inscrições para ouvinte continuam abertas e basta que encaminhe para o e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br o nome e o e-mail completo do interessado ou interessada. Lembramos também, que serão fornecidos certificados de 30 horas para os participantes com, no mínimo, 75% de frequência. Para acessar a programação completa do evento, clique aqui.

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Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS III

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS IV

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS V – História da Ditadura Civil-Militar

Hoje tem APERS no Programa Nação da TVE, assista!

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Hoje, às 22h30min, vai ao ar a segunda parte do programa Nação da TVE RS apresentado pela jornalista Fernanda Carvalho, gravado no Arquivo Público do RS, com a participação de nossas servidoras Aerta Moscon, arquivista, e Caroline Baseggio, técnica em assuntos culturais – historiadora.

De acordo com a emissora, o Programa Nação desta semana continua a busca pelas raízes africanas, mostrando registros e certidões do século XIX que permitem a localização de antepassados através do projeto Cartas de Liberdade do Arquivo Público do RS. E também como a genética, através de testes de DNA, pode ajudar a reconstituir a história dos afrodescendentes.

Além de nossas servidoras participam do programa os professores de história Walter Lippold e Adriano Viaro e a bióloga Rosa Maria Tavares Andrade.

O programa Nação vai ao ar hoje, às 22h30min, e sábado, às 19h30min, na TVE RS e também ao vivo pela internet (clique aqui e acesse o link) e quinta-feira, a meia noite, e domingo, às 6h, na TV Brasil.

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Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o Historiador III

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Os Arquivos Públicos, como o nosso Arquivo Público do Estado do RS, tem um público em geral bastante significativo de pesquisadores que buscam por meio dos documentos salvaguardados reconstruir trajetórias de vidas de sua família, por motivos que variam desde a simples curiosidade de saber sobre seus antepassados, como a necessidade de levantar documentos para obtenção de cidadania em outras nações (italiana, portuguesa, alemã, polonesa, etc) ou academicamente, por meio de estudos biográficos.

Dentro do campo de estudo da História, o gênero de estudo biográfico experimentou um retorno nos últimos anos, em função principalmente da descrença de modelos totalizantes de explicação histórica. Durante muito tempo, principalmente durante a hegemonia dos Annales, o entendimento era de que apenas as explicações estruturais de longa duração seriam capazes de recuperar os grandes movimentos das sociedades, escapando a superficialidade dos fatos. O mal estar suscitado pelo retorno da biografia foi aos poucos sendo dissipado; porém, ainda dentro dessas perspectivas totalizantes, a biografia encontrou-se numa encruzilhada teórica, se limitando a dois modelos: ora como biografia representativa, ora como estudo de caso.

Neste mês, queremos propor aos nossos pesquisadores que lancem um olhar para as fontes custodiadas pelo APERS no sentido de reconstruir trajetórias de vidas. Contamos com um acervo riquíssimo, composto por diversos fundos que podem auxiliar nesta tarefa. Começando pelo Poder Judiciário, que nos aponta a possibilidade de conhecer um pouco do indivíduo quando de seu acesso à justiça, seja no feitio de um inventário, como inventariante ou inventariado. Que bens ou dívidas este indivíduo deixou? Como os adquiriu? Ainda temos a possibilidade de verificar os processos-crime, outra fonte com potencial de nos auxiliar a responder diversas perguntas: este indivíduo é réu ou vítima? De que está sendo acusado ou acusando? Que discursos constrói perante à justiça para se defender ou para acusar?

Ainda contamos com o Acervo do Registro Civil (certidões de nascimento, casamento e óbito, além dos processos de Habilitação para Casamento) que podem nos dizer um pouco sobre as configurações familiares. Onde casou, se era o primeiro casamento (no caso de haver mais de uma habilitação), qual o motivo do primeiro enlace ter sido desfeito. E os Livros Notariais de Tabelionatos, onde diversos tipos de contratos podem ter sido registrados (compra ou doação de um imóvel, de um pedaço de terra, de outros tipos de bem).

Não podemos perder de vista, contudo, que o historiador-biógrafo precisa tomar certos cuidados, como o de tentar formatar seus biografados e induzir o leitor a acreditar numa vida marcada por regularidades, repetições e permanências. Sabemos que as trajetórias de vidas são singulares e não respeitam, necessariamente, as nossas necessidades de linearidade, de causa-efeito. Neste sentido, acreditamos que nosso Acervo pode ser um ponta-pé inicial para àqueles que pretendam se aventurar por esta forma de escrita da História.

Fonte:

AVELAR, Alexandre de Sá. A biografia como escrita da História: possibilidades, limites e tensões. Acesso em julho de 2016.

XIII Mostra de Pesquisa: Programação

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   Divulgamos hoje, a programação da XIII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Auditório Marcos Justos Tramontini e no Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1031, Centro).

   Serão apresentados 33 trabalhos, distribuídos em oito mesas temáticas, além de uma palestra de abertura com a historiadora da Casa, Clarissa Sommer Alves. Confira aqui a programação completa.

Cartaz Programacao

    Você ainda pode participar como ouvinte!!! As inscrições são gratuitas e continuam sendo realizados pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br .

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS V – História da Ditadura Civil-Militar

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    Chegamos à quinta publicação de Revisitando as Mostras de Pesquisa, na qual divulgaremos alguns artigos publicados nos anais das Mostras sobre a temática da Ditadura Civil-militar. Diferentemente das anteriores, nesta postagem vamos explorar um artigo, em especial, e apresentar outros títulos.

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    Muitas foram as apresentações na V Mostra que versaram sobre a história da Ditadura Civil Militar, tanto no Brasil quanto em outros países do Cone sul. Dentre elas, selecionamos o artigo de Caroline Silveira Bauer, hoje professora da UFRGS, O “crime das mãos amarradas”: sequestro, tortura, desaparição e morte do ex-sargento Manoel Raimundo Soares durante a ditadura civil-militar brasileira (1966), no qual foram exploradas várias práticas, a partir de um caso emblemático, que caracterizaram a ditadura no Brasil.

    Nesse artigo é analisado o sequestro, a tortura, o desaparecimento e a morte do ex-sargento do Exército Manoel Raimundo Soares, que ocorreu no ano de 1966. A autora toma o caso como exemplo das práticas de terrorismo de Estado aplicadas no Brasil. Conforme a Bauer, uma primeira versão deste trabalho havia sido apresentada como parte de sua dissertação de mestrado, intitulada Avenida João Pessoa, 2050 – 3° andar: terrorismo de Estado e ação de polícia política do Departamento de Ordem Política e Social do Rio Grande do Sul (1964-1982), defendida em abril de 2006 junto ao PPG em História da UFRGS. Entretanto, como parte do resultado daquela investigação, o assassinato de Manoel Raimundo Soares, de acordo com Caroline, não recebeu atenção particular naquela análise, uma vez que inserido em uma lista maior de exemplos de arbitrariedades cometidas pelo DOPS/RS.

    O assassinato de Raimundo Soares ficou conhecido como o “crime das mãos amarradas”, porque seu corpo foi encontrado nas águas do Rio Jacuí com as mãos amarradas às costas. As práticas empregadas pelos órgãos da repressão e o impacto na sociedade que, segundo a autora, pela primeira vez, de forma explícita, tomava conhecimento das ações repressivas da ditadura, levaram a historiadora escrever tal artigo, com atenção voltada para esse crime.

    A principal fonte utilizada por ela foi o processo de indenização movido pela viúva de Manoel Raimundo Soares, Elizabeth Challupp Soares, que faz parte do Acervo da Luta contra a Ditadura, localizado no Memorial do Rio Grande do Sul. Também foram consultadas outras fontes, tais como a documentação produzida pela Comissão Parlamentar de Inquérito e jornais.

    Manoel era segundo sargento do exército e desertou em 23 de abril de 1964, quando passou a viver na clandestinidade. Foi sequestrado em 13 de março de 1966, em frente ao Auditório Araújo Viana em Porto Alegre, numa cilada levada a cabo por Edu Rodrigues Pereira. Foi levado para o quartel e dois dias depois para o DOPS, lugares onde sofreu inúmeras torturas. Permaneceu ali até o dia 18 de março, quando foi levado para a Ilha do Presídio. De acordo com informações oficiais, teria sido solto no dia 12 de agosto, embora ainda haja registro de sua presença no DOPS no dia 13 do mesmo mês. Três habeas corpus, foram impetrados nos meses de junho, julho e agosto por Elizabeth, no qual era solicitado notícias sobre a localização de Manoel. Em resposta a um telegrama recebido do Supremo Tribunal Militar, no dia 20 de agosto, o DOPS informou que Manoel não se encontrava naquele órgão, conforme sequência de informações trazidas por Bauer.

    A autora afirma ainda que no dia 24 de agosto de 1966, por volta das 17 horas, foi encontrado por agricultores um corpo boiando no Rio Jacuí, próximo a Ilha das Flores. Enquanto isso, Elizabeth veio a Porto Alegre para impetrar um quarto pedido de habeas corpus, para saber onde e sob a responsabilidade de qual autoridade estava o ex-sargento. No dia seguinte, Dilmar Machado, jornalista da Zero Hora, recebeu um telegrama anônimo, informando que aquele cadáver, com as mãos amarradas às costas, seria de Manoel Raimundo Soares. Elizabeth procurou o repórter e foram juntos ao Instituto Médico Legal, onde reconheceu o corpo do seu esposo, cuja causa mortis foi por afogamento anterior ao dia 21 de agosto, conforme o auto de necrópsia.

    De acordo com Caroline Bauer, as razões do interesse do DOPS/RS em Manoel deviam-se a dois motivos principais: a de que ele respondia processo criminal por atos de subversão; e a de que poderia “fornecer informações valiosas sobre a organização e outros companheiros foragidos e uma confissão sobre a subversão, para depois, castigá-lo e puni-lo exemplarmente”. A autora ainda lembrou da declaração absurda do delegado Teobaldo Neumann, ao Jornal Zero Hora, na qual disse que “os soldados incumbidos de dar um caldo no sargento Manoel Raimundo Soares perderam o controle do corpo e disto resultou a morte por afogamento”. Ressalta, já no final do texto, que além da execução arbitrária do inquérito, o DOPS/RS mentiu diante da Justiça Militar, negando sua presença nas dependências do órgão.

    Conclui o texto, com a informação de que o enterro de Manoel Raimundo Soares, cujo corpo foi “desaparecido” no Rio Guaíba, ocorreu em 2 de setembro de 1966 e foi acompanhado por uma multidão, que, ao reconhecer agentes do DOPS/RS infiltrados os chamou de “assassinos”.

    O artigo foi escolhido, por nele encontramos inúmeros elementos que caracterizam o terrorismo de estado presente na ditadura civil-militar brasileira e que extrapolavam as disposições “legais” do regime de exceção: prisões arbitrárias, sequestros, tortura, incomunicabilidade dos presos com seus familiares, assassinato e desaparecimento – e isso é bastante explorado pela historiadora. Abaixo, em outros artigos, eles seguiram presente, bem como outras formas de condução das relações políticas, econômicas e sociais que conformaram a ditadura civil-militar iniciada no ano de 1964 no Brasil. A lista com a presença da temática nas Mostras é extensa:

  • A ocupação da Faculdade de Filosofia da UFRGS (junho de 1968), de Jaime Valim Mansan (V Mostra de Pesquisa, p.311)
  • As relações de Leonel Brizola com os setores subalternos das Forças Armadas entre 1959-1964, de César Daniel de Assis Rolim (V Mostra de Pesquisa, p.301)
  • Os arquivos virtuais sobre os regimes repressivos (V Mostra de Pesquisa, p.379)
  • A política educacional da Ditadura Militar e a UFRGS (1964-1970), de Janaína Dias da Cunha (V Mostra de Pesquisa, p. 327)
  • As conexões repressivas entre a ditadura civil-militar brasileira e o Uruguai: o caso do sequestro do cônsul brasileiro pelos tupamaros como denúncia, de Ananda Simões Fernandes (V Mostra de Pesquisa, p. 349)
  • Auditoria Militar de Santa Maria: um novo enfoque sobre a repressão e a oposição ao Regime Militar, de Taiara Souto Alves (V Mostra de Pesquisa, p. 339)
  • A resistência dos exilados brasileiros no Uruguai e o controle pelos órgão de repressão e espionagem, de Ananda Simões Fernandes (VI Mostra de Pesquisa, p.373)
  • A atuação repressiva da ditadura civil-militar brasileira durante a construção da Anistia, de Julio Mangini Fernandes (VIII Mostra de Pesquisa, p.73)
  • Episódios de uma trajetória: o apelo das Mulheres pela Anistia em meio ao trágico retorno do presidente deposto pelo golpe civil-militar, Marluci Cardoso de Vargas (X Mostra de Pesquisa, p.297)
  • O Pensamento Militar e a Política de Segurança Nacional: a elaboração do conceito estratégico nacional, 1968-1969, de Diego Oliveira de Souza (X Mostra de Pesquisa, p. 317)
  • A colaboração do Estado frente ao uso excessivo da violência policial: início e fim da questão Fleury (1968-1979), de Diego Oliveira de Souza (XII Mostra de Pesquisa, p.163)
  • Os arquivos sobre a repressão: o sequestro dos uruguaios no acervo particular Omar Ferri, de Paola Laux e Renata dos Santos Mattos (XII Mostra de Pesquisa, p.369)
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XIII Mostra de Pesquisa – Trabalhos Aceitos

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Mostra de Pesquisa APERS     Agradecemos desde já aos autores que encaminharam trabalhos para apresentação na Mostra de Pesquisa. Após passarem pela avaliação da Comissão de Organização e Avaliação, composta por servidores do Arquivo Público e por membros da Associação Nacional de História (ANPUH-RS), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP), e conforme cronograma divulgado no Regulamento, divulgamos hoje a lista de trabalhos aceitos para apresentação na XIII Mostra de Pesquisa do APERS e posterior publicação nos Anais do Evento. Para conferir, clique aqui.

     Informamos que tantos os autores dos trabalhos selecionados quanto os autores dos trabalhos não aceitos receberão até o final da semana, por e-mail, as considerações realizadas pelo avaliador sobre o texto enviado para apreciação.

   O evento ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Arquivo Público e a programação completa, com cronograma de apresentação de trabalhos, será divulgada no dia 20 de julho aqui no Blog. Seguem sendo realizadas, gratuitamente, as inscrições na modalidade ouvinte. Mais informações pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288 9112. Participe!

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XIII Mostra de Pesquisa – Modalidade Ouvinte, inscreva-se!!!

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