Servidora do APERS participa do Curso de Elaboração de Projetos Sociais e SICONV

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Escola de GovernoA Escola de Governo (EG), por meio da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), promoveu, de 10 a 13 de novembro e de 23 a 27 de novembro de 2015, o Curso de Elaboração de Projetos Sociais e SICONV (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse, que tem como uma das finalidades facilitar as apresentações de projetos aos programas ofertados pelo Governo Federal).

Este curso se deu pela necessidade de capacitação dos servidores públicos para atuação no planejamento e na elaboração de projetos sociais, tendo em conta os aspectos mensuráveis, específicos, temporais, alcançáveis e significativos, de monitoramento e avaliação, visando captar recursos disponíveis e estratégicos para desenvolvimento e implementação de políticas públicas via construção de parcerias entre Estado e sociedade civil.

Foram disponibilizadas 30 vagas para servidores públicos e agentes sociais, das quais 05 foram de livre concorrência e 25 foram por indicação do Comitê de Recursos Humanos da Escola de Governo, na seguinte distribuição: Assembleia Legislativa (3), DAER (1), Defensoria Pública (3), FDRH (2), IPERGS (3), SDR (1), SEAPA (1), SEMA (1), SEPLAN (1), SETEL (2), SMARH (2), TJ (1), UERGS (2).

Participantes do curso SICONV

Pelo Arquivo Público do RS (APERS/SMARH), esteve participando deste curso a servidora Angelita Santos da Silva, Técnica em Assuntos Culturais; com o objetivo de aprender a utilizar as ferramentas corretas e ter conhecimento específico para atuar em planejamentos e em elaboração de projetos sociais, a partir da compreensão geral do portal de convênios – SICONV.

Para tal, o curso de 40 horas foi dividido em duas etapas:

  • Teórica, ministrada por Stella Bittencourt, cujo objetivo era o de apresentar os itens necessários para a elaboração e o planejamento de projetos voltados para as Políticas Públicas do Rio Grande do Sul, dando a conhecer tanto o que é um projeto social e as metodologias adequadas quanto a captação de recursos alinhados aos PPAs.
  • Prática, ministrada por Joanez Woschnack, cujas aulas foram desenvolvidas em ambiente virtual de treinamento, disponibilizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que introduziu o SICONV e possibilitou, a partir de usuário e senha disponibilizados para treinamento, uma simulação de execução, liquidação e prestação de contas de um projeto a ser avaliado.

No curso, mostrou-se desde o planejamento de um projeto, partindo da visualização de um problema e da estrutura da proposta, até o cadastramento no sistema e sua execução. O sistema é bastante complexo, mas também é uma possibilidade de se obter verba para implementação de projetos.

Participe de nossa capacitação de oficineiros em Educação Patrimonial!

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A partir de hoje está aberto o período de inscrições para a segunda edição de 2014 da Capacitação de oficineiros, promovido pelo APERS em parceria com a UFRGS. O público-alvo são estudantes de graduação em História e demais áreas ligadas ao Patrimônio Cultural que estejam cursando a partir do 3º semestre, e o principal objetivo do curso de capacitação é oportunizar contato teórico e prático com a metodologia da Educação Patrimonial. Serão inscritos estudantes da disciplina de Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS (que realizarão as atividades para cumprir seu estágio obrigatório), e demais interessados que pretendam receber certificado de 40h complementares.

O curso iniciará no dia 15 de agosto e está organizado em doze encontros. Os quatro primeiros são encontros teóricos, em que debateremos textos ligados à temática e conheceremos a metodologia das oficinas. Eles ocorrerão nos dias 15, 18, 20 e 22 de agosto, sempre às 14h, no auditório do APERS. O 5º e 6º encontro é reservado para a observação, em que os oficineiros devem acompanhar a realização de uma oficina pela equipe do Arquivo. A partir do 7º encontro ocorrerão as práticas, em que cada oficineiro acompanhará um pequeno grupo de alunos da Educação Básica ao longo de todo o turno da oficina, trabalhando com eles conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, a partir de um documento pertencente ao acervo do Arquivo.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br, informando nome completo, instituição, curso, semestre e telefone para contato. Para acessar o cronograma, clique aqui. Participe!

 2014.07.30 Capacitação Oficineiros 2014.02

Participe de nossa capacitação de oficineiros em Educação Patrimonial!

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2014.02.26 Cartaz Capacitação

   Nosso Programa de Educação Patrimonial está retomando os trabalhos relacionados à realização de oficinas com as turmas da Educação Básica. E antes de começar a recebê-las, como fazemos a cada novo semestre, realizaremos a primeira edição de 2014 da Capacitação de oficineiros, que iniciará no dia 12 de março.

   O público-alvo são estudantes de graduação em História e demais áreas ligadas ao Patrimônio Cultural que estejam cursando a partir do 3º semestre, e o principal objetivo do curso de capacitação é oportunizar contato teórico e prático com a metodologia da Educação Patrimonial. Serão inscritos estudantes da disciplina de Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS (que realizarão as atividades para cumprir seu estágio obrigatório), e demais interessados que pretendam receber certificado de 40h complementares.

   O curso está organizado em onze encontros. Os quatro primeiros são encontros teóricos, em que debateremos textos ligados à temática e conheceremos a metodologia das oficinas. Eles ocorrerão nos dias 12, 14, 19 e 21 de março, sempre às 14h, no auditório do APERS. O 5º encontro é reservado para a observação, em que os oficineiros deverão acompanhar a equipe do Arquivo enquanto esta realiza uma oficina. A partir do 6º encontro ocorrerão as práticas, em que cada oficineiro acompanhará um pequeno grupo de alunos da Educação Básica ao longo de todo o turno da oficina, trabalhando com eles conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, a partir de um documento pertencente ao acervo do Arquivo.

  As inscrições devem ser feitas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br, informando nome completo, instituição, curso, semestre e telefone para contato. Participe! Nos vemos no dia 12/03, às 14h, no auditório do APERS!

Programa de Educação Patrimonial – Planejamento 2013

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2013.03.20 Planejamento Educacao Patrimonial APERS

     Desde 2009 o Arquivo Público do RS vem desenvolvendo ações na área de Educação Patrimonial, que se consolidaram e transformaram-se em um Programa, hoje tomado como serviço da instituição e desenvolvido em parceria com o Departamento de História da UFRGS. Nestes anos já foram atendidos mais de 6.200 estudantes do Ensino Fundamental em cerca de 300 oficinas de Educação Patrimonial realizadas, além de inúmeros professores qualificados e estudantes de graduação capacitados como oficineiros.

    Para o ano de 2013 estamos planejando a ampliação dos serviços oferecidos através do Programa, aprofundando com a comunidade os debates a cerca da educação para o patrimônio e a importância da apropriação e crítica do mesmo para o exercício pleno da cidadania. Para tanto, reservamos o primeiro semestre do ano para as seguintes ações:

  • Organização, sistematização e publicação de nossa produção técnica e intelectual ao longo dos últimos quatro anos;
  • Criação de nova oficina para o Ensino Médio focada na temática Patrimônio e Direitos Humanos;
  • Qualificação e publicação do Guia Pedagógico, instrumento de apoio ao professor;
  • Criação de kits pedagógicos para distribuição às escolas, levando o Arquivo para dentro das escolas!

    Neste período, para que seja possível concretizar estas importantes ações, as oficinas para o público escolar não serão oferecidas, pois trabalharemos internamente para ampliar nossas parcerias, captar recursos e desenvolver os novos produtos.

     Entretanto, as oficinas voltarão a ser realizadas no segundo semestre, a partir do final de agosto/2013. Além disto, estamos programando a 3ª edição do curso de formação em Educação Patrimonial para educadores para o mês de maio/2013. Fique atento ao nosso blog, divulgaremos em breve mais informações!

Mês do Arquivista: Maria Cristina Kneipp Fernandes

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Maria Cristina Kneipp Fernandes, ou a “Kithy”, 44 anos, natural de Uruguaiana/RS, é formada no Curso de Arquivologia da UFSM em 1988 e integra o quadro de arquivistas do APERS desde 1992. Agora Maria Cristina, contará um pouco de sua experiência, confira!

     Na época que estava no 2° grau tinha vontade de cursar história, mas em 1984 teve a greve dos professores estaduais, como filha e irmã de professores me diziam: “quem sabe vê outro Curso…”. Então ao analisar o ementário dos Cursos da UFSM gostei de Arquivologia e me inscrevi no vestibular! A primeira aula foi com a professora Eneida (Eneida Isabel Schirmer Richter), de início eu não gostei porque ela ficava falando as características do profissional e eu não me enquadrava… Tinha que ser organizado, metódico, cuidadoso… Bah, quase levantei e fui embora, mas já estava lá… Fiquei!

     No primeiro semestre de 1988 teve o Congresso Brasileiro de Arquivologia, então o pessoal do Curso organizou um ônibus e fomos à Brasília. Lá uma das professoras nos apresentou para uma conceituada consultora de arquivos daquela cidade. No segundo semestre, na época do estágio de final de Curso, essa consultora estava iniciando um projeto de arquivo em uma fábrica de um grupo empresarial e nos convidou, eu e uma colega para fazer o estágio neste projeto. Moramos por três meses em Brasília! No retorno, essa colega considerou que tínhamos que fazer um curso de dicção e oratória antes da defesa do relatório de estágio! Procuramos um curso e ficamos uns quinze dias em Porto Alegre. Os promotores do curso eram a dona Sônia e seu João Brunet, hoje membros da diretoria da AAAP!

     Depois da defesa do relatório, uma consultoria de São Paulo abriu seleção, pois tinha fechado um contrato com uma empresa em Guaíba. Veio um ônibus da UFSM com os candidatos! Eu e outros colegas fomos selecionados, fiquei nesse trabalho por um ano e três meses, após fui trabalhar em outra consultoria em Porto Alegre! Fiquei por um ano e meio trabalhando em uma organização social voltada à indústria, fazia levantamento da produção documental na sede e nas unidades da região metropolitana.

     Neste período prestei o concurso para o Arquivo Público. Contei que havia passado e claro, fui demitida! Lembro que cheguei em casa e choraaaava! Passei os próximos seis meses trabalhando com um colega arquivista em sua consultoria em arquivos. Em janeiro de 1992, a arquivista Lenir Fernandes, então diretora do Arquivo, convidou-me e comecei a trabalhar aqui em Cargo em Comissão! Trabalhava de manhã na consultoria e a tarde atendia na sala de pesquisa do Arquivo. No início de abril fui nomeada! Nós não sabíamos muito bem quantos iam ser chamados, iam nomeando… Nada muito planejado.

    Entrei em exercício, o SIARQ/RS tinha sido criado… Então os arquivistas que já trabalhavam aqui criaram um formulário para fazer um diagnóstico da situação dos arquivos nas Secretarias para saber o volume, áreas destinadas, documentos… Era bem descritivo, para desenvolver a atividade fomos divididos em duplas. Isso foi bom porque conhecemos a estrutura do Estado. Algumas pessoas nos recebiam bem, outras não… Em cada lugar tínhamos que explicar o que era arquivista, o que íamos fazer… Apesar de ter sido encaminhado ofício antes, informando sobre o diagnóstico, nem todos tiveram conhecimento.

     Nessa época nem mesa de trabalho tínhamos, utilizávamos uma sala de reunião para debater com os colegas o andamento do trabalho… Ao concluirmos o levantamento, voltamos para o Arquivo e aí, o que fazer? Não havia muito planejamento… Houve relotações e alguns arquivistas foram para o interior… Pensou-se em elaborar uma tabela de temporalidade única, mas o levantamento não tinha informações suficientes, depois de um tempo abortamos essa ideia. De qualquer forma ele teve resultado porque os órgãos passaram a ter conhecimento de que no Arquivo Público havia arquivistas e nós conhecemos a estrutura do Estado.

    Observamos que a organização do acervo tinha falhas e concluímos que talvez fosse necessário “trabalhar” o Arquivo, precisávamos organizar a casa antes de vender trabalho externo. Fomos divididos em equipes de acordo com o perfil, como precisávamos de local de trabalho, passamos a ter salas dentro do acervo! Fazíamos o levantamento dos acervos para qualificar os instrumentos de pesquisa e atendíamos as Secretarias de acordo com a demanda, com a elaboração de planos de classificação e tabelas de temporalidade individuais. Percebemos que não era porque tinha um Decreto instituindo o SIARQ/RS que ele iria ser implementado.

    Elaboramos um estudo administrativo da história das Secretarias que resultou em uma publicação interna nomeada “Os sete governos”, a qual originou o livro “Fontes para a história administrativa do Rio Grande do Sul” publicado em 2006. Foi um trabalho de bastante pesquisa, a ideia era que contribuísse para a elaboração de instrumentos futuros.

     O período da reforma dos prédios do Arquivo e a saída da Junta Comercial agitou um pouco o dia a dia… Tomamos posse do prédio III. Bah, isso foi uma qualidade para nosso trabalho! Porque era um problema de identidade, trabalhávamos no Arquivo Público, endereço Riachuelo “2° portão”, em referência ao portão da garagem!

    Outro fato foi delimitar o espaço entre o Arquivo e os usuários. Eles iam ao acervo, faziam buscas, pegavam o que queriam, atendiam aos usuários no lugar dos atendentes, tínhamos que pedir licença… Era tudo muito amador. Tinha-se o entendimento de que o Arquivo era um arquivo intermediário, um cartório em decorrência do fornecimento de certidões. Essa mudança de imagem é fruto do nosso trabalho enquanto arquivistas. Por isso o receio de retrocesso quando notamos algumas atitudes.

    Considero que a criação do Sistema AAP, em termos de conhecimento da teoria arquivística, foi um dos projetos que mais me exigiu. Esse projeto consistiu em uma tratativa da direção do Arquivo com a PROCERGS. Tínhamos reuniões quase semanais, precisávamos delimitar o que queríamos e eles entenderem isso. O sistema foi planejado, tem falhas, mas atende as nossas necessidades e permite melhorias. Senti muita satisfação em ver o resultado!

     Também criamos a tabela de temporalidade única. Um divisor de águas! Elaboramos um levantamento através das competências dos órgãos direcionado para as funções, constituindo-se em um trabalho bem consistente com a Comissão de Avaliação. Ao concluirmos, queríamos publicar por Decreto, mas a proposta não foi bem aceita e ficou um ano parado até ser publicado por Instrução Normativa pela SARH em 2008.

    Desde 2004 estou na chefia da DIPEP, aceitei o cargo porque julgo que tinha legitimidade e sou dedicada. Não tive preparação para ser gestora, minha formação acadêmica foi bastante tecnicista e enquanto servidora participei de algumas capacitações isoladas. Considero-me boa servidora pública, não boa gestora. Conheço o Arquivo, tenho minimamente uma noção do que é ser servidor público, do que é bom ou não para o Arquivo… Sou responsável, sei que tenho de cumprir as tarefas e trabalhar.

     Até 2004 a DIPEP era dividida por funções, tínhamos equipe de descrição, avaliação, preservação e quem trabalhava com avaliação também acompanhava o SIARQ/RS. Depois disto houve a divisão por atividades e todos atendiam as demandas do SIARQ/RS. Hoje não há tanta definição, por isso eu digo que não sou uma boa gestora… Tem momentos que todos nos concentramos nas mesmas atividades, estagnando outras… Não tem muito planejamento… Nesse sentido podemos dizer que as atividades de rotina do Arquivo muitas vezes não recebem incentivo, mas projetos eventuais sim, e de certa forma o Arquivo ganha!

     Por um tempo criou-se o mito que eu tinha de falar em público, mas isso é porque nunca me neguei, sou participativa, quando tem que ir a reuniões sempre vou… Isso fez com que ficasse mais conhecida, quando trabalhávamos nos grupos setoriais do SIARQ/RS o pessoal me via e já falava “Tu de novo!”, mas era numa boa! E quando dizem que tenho boa memória é porque participo, contextualizo as situações, retendo as informações…

     Sou satisfeita enquanto arquivista. Tenho mais satisfação de fazer, por isso digo que sou boa servidora pública… Não é a função que me leva a ser o que eu sou. Dos meus 20 anos de Casa destaco a elaboração e implantação do sistema AAP como momento marcante. Foi quando me senti mais arquivista, fui exigida teoricamente… Os mínimos avanços do SIARQ/RS também são uma satisfação.

     Paralelo ao Arquivo, desde a segunda diretoria da AARS sempre ocupei algum cargo. Nunca quis ser presidente nem vice, mas já passei por todos os outros! No meu tempo livre gosto de sair, me divertir! Vou ao cinema, teatro, shows… Beber com os amigos… Gosto de caminhar… Sou colorada, gosto de ir ao Beira Rio!

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