Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS no VII Ofícios de Clio

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2019.10.23 APERS no Ofícios de Clio

Ontem pela manhã, 22 de outubro, parte de nossa equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS esteve na Unisinos participando do evento VII Ofícios de Clio – Patrimônio e Memória em Risco: Desafios do Século XXI, promovido pelo GT Acervos, Memória e Patrimônio da ANPUH/RS e pelo Programa de Pós-Graduação em História da Unisinos. Nossa contribuição se deu por meio da oferta da oficina “Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na história” como parte da programação do evento.

Foi uma excelente oportunidade para difundir o Arquivo Público, seus acervos e serviços, além de reafirmar o compromisso da instituição com o acesso à informação e a valorização de seu potencial educativo e cultural. Agradecemos a todas e todos os participantes, que se engajaram na oficina e participaram ativamente das reflexões e debates propostos, assim como à organização do evento, pela oportunidade e reconhecimento ao nosso trabalho. Desejamos vida longa ao “Ofícios de Clio”!

 

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Servidora do APERS debate “História Pública em Arquivos” na Unisinos

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No dia 24 de maio ocorreu o I Colóquio do Centro de Estudos Internacionais de História das Mobilidades, Diásporas e Migração – CEMIDI, vinculado ao PPG em História da Unisinos. Nessa oportunidade a servidora do APERS, Clarissa Sommer Alves, foi convidada a palestrar sobre o tema “História Pública em Arquivos”, partilhando o momento com a historiadora Sandra Cristina Donner, que abordou o tema “História Local como História Pública?”. Marluza Marques Harres, professora da Unisinos, foi a debatedora da mesa.

2019.06.12 História Pública em Arquivos na Unisinos

As reflexões da servidora são o resultado de um processo de observação, questionamento e atuação como historiadora e profissional de arquivo, que perpassa o trabalho no APERS há uma década, assim como a escrita de seu trabalho de conclusão do curso de bacharelado em História, em 2015, e agora, a dedicação ao mestrado junto ao PPG em História da UFRGS, sob orientação do professor Benito Schmidt. Na dissertação, volta sua análise à trajetória e aos produtos do ofício dos historiadores lotados nos arquivos públicos estaduais do país, que não tem como resultado necessariamente a produção de uma narrativa histórica a partir de um problema de pesquisa sobre o passado, mas que são por ela inquiridos como frutos de uma operação historiográfica voltada a múltiplos públicos.

Sua fala no evento teve como principal objetivo compartilhar, reflexões sobre o trabalho de historiadoras e historiadores que atuam “no lado de dentro do balcão” das instituições arquivísticas, e não como consulentes das salas de pesquisa, à luz das discussões sobre história pública que vêm se desenvolvendo em diversas partes do mundo desde a década de 1970, mas estão causando maior impacto no Brasil a partir dos anos de 2010. A intervenção foi dividida em quatro momentos: o primeiro, mais teórico, foi dedicado a explicar o uso do conceito de operação historiográfica como ferramenta analítica, e como a história pública tem ajudado a tencioná-lo, chegando a proposição da necessidade de superá-lo para dar conta de pensar os diferentes fazeres das historiadoras profissionais. Em seguida, Clarissa apresentou um panorama a respeito dos arquivos públicos estaduais brasileiros, do perfil e da inserção das historiadoras nesses espaços a partir dos dados, contatos e conexões que pode tecer ao longo da pesquisa. O terceiro movimento foi no sentido de compartilhar informações e impressões a respeito dos tipos de atividades que efetivamente vem sendo desenvolvidas por essas historiadoras, evidenciando as potencialidades e limites do conceito de operação historiográfica para analisá-las. Por fim, buscou demonstrar que há carência de discussões a respeito do trabalho de profissionais da história dentro dos arquivos, acarretando em nebulosidade sobre sua contribuição em meio às relações interdisciplinares inerentemente travadas nessas instituições, tornando oportuno estimular o aprofundamento de formulações teóricas, metodológicas e epistemológicas sobre esse fazer, para o que a história pública parece ter muito a contribuir.

Agradecemos pela deferência ao sempre parceiro do Arquivo Público, prof. Paulo Roberto Staudt Moreira, também docente do curso de História da Unisinos. Foi uma excelente oportunidade de difundir nossa instituição e promover debates que aprofundam reflexões sobre as relações entre arquivo, academia e sociedade. Acompanhe: em breve a dissertação em questão será defendida e compartilhada por aqui.

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