XIV Mostra de Pesquisa – Regulamento

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Está chegando a 14ª Edição da Mostra de Pesquisa do APERS, um daqueles eventos nos quais o Arquivo Público do RS materializa sua compreensão quanto aos processos de difusão documental e quanto ao necessário diálogo entre as instituições arquivísticas e de memória, as universidades, os centros de pesquisa e a sociedade.

Possui como objetivos: (a) oportunizar espaço para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e os órgãos de guarda de acervos; (b) incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa; (c)Incentivar a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações; e (d) divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais.

Dessa forma, lançamos hoje o Regulamento da XIV Mostra de Pesquisa do APERS – para acessar clique aqui. Chamamos atenção para o período de 01 de março a 02 de maio, no qual devem ser submetidos os trabalhos para apresentação no Evento da XIV Mostra, que ocorrerá no mês de setembro. O evento é gratuito, tanto para apresentação de trabalhos quanto para ouvintes.

Todas as informações constam no regulamento e ficamos disponíveis para quaisquer dúvidas pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br e pelo telefone (51) 3288 9115.

Segue baixo, o cronograma do evento. Participe!

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Anais da XIII Mostra de Pesquisa APERS

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  É com muita satisfação que publicamos os Anais da XIII Mostra de Pesquisa do APERS em formato eletrônico!

   O evento, que foi realizado em setembro desse ano e contou com a apresentação de seis pôsteres e dezoito artigos, que foram socializados e problematizados nas mesas do encontro e que agora são disponibilizados ao público por meio do e-book que pode ser baixado aqui.

  Agradecemos aos autores pela confiança depositada no evento e pela disposição em debater os resultados de seus trabalhos com os demais pesquisadores e participantes da Mostra.

   Desejamos uma boa leitura e reafirmamos o compromisso de seguir promovendo a Mostra de Pesquisa, de forma bianual, como espaço destinado ao compartilhamento de conhecimentos construídos a partir da pesquisa com fontes primárias. Já aguardamos ansiosamente pela XIV edição, que acontecerá no ano de 2018. Até lá!

Post atualizado em 28 de dezembro de 2016: link dos Anais.

Aconteceu a XIII Mostra de Pesquisa APERS

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            Entre os dias 12 e 14 de setembro, nos turnos da tarde e da noite, foi realizada a XIII Mostra de Pesquisa do APERS. O evento contou com a apresentação de 24 trabalhos entre apresentação de artigos e de pôsteres. Os assuntos abordados passaram pelas temáticas da Escravidão e das relações Étnico-raciais; pelo Patrimônio Documental e Cultural; pelos Golpes de Estado e Ditaduras; pelas discussões ligadas à história das cidades e do estado do Rio Grande do Sul; pela história das profissões e da profissionalização, a partir de aspectos sociais; pelas representações do século XVII e XVIII; e pela análise de biografias.

            Aqueles que acompanharam o evento tiveram a oportunidade de presenciar discussões muito qualificadas a respeito de cada um dos trabalhos, que além das problematizações sobre as diferentes temáticas, também contribuíram com o conhecimento e com a difusão de acervos documentais espalhados pelas cidades e estados do nosso país.

            O Arquivo Público agradece ao apoio da Associação de Arquivistas do RS, da Associação Nacional de História e da Associação de Amigos do APERS, que inclusive esteve presentes nos três dias de evento, pelo apoio destinado a realização de mais uma Mostra de Pesquisa. Agradece também aos autores, pela confiança depositada na Instituição para o compartilhamento de seus trabalhos. E agradece ao público que esteve presente, incluindo os alunos do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria que vieram de longe para prestigiar o evento.

            Em dezembro lançamos os Anais da XIII Mostra que será publicada aqui no Blog do APERS. E depois disso, esperaremos todos para a XIV edição.

XIII Mostra de Pesquisa – Alteração na Programação

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Infelizmente temos uma modificação na programação da XIII Mostra: a Mesa de Abertura foi cancelada. A historiadora e servidora do APERS, Clarissa Sommer, que iria abrir o evento, está de licença médica. Até o momento, estávamos aguardando pelo diagnóstico e pela previsão de melhora e de retorno da servidora. Entretanto, hoje soubemos que não será possível sua participação no evento.

Por esse motivo, a XIII Mostra de Pesquisa iniciará com a apresentação dos trabalhos da primeira mesa temática, as 15h30 do dia 12 de setembro. Clique aqui para acessar a programação completa.

Contamos com a compreensão de todos e ficamos à disposição para quaisquer esclarecimento pelo telefone 3288 9112 ou pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br.

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Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS VI – História das Infâncias

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            Estamos nos aproximando da XIII Mostra de Pesquisa APERS e, com isso, chegamos à última postagem da série Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS. Nela, vamos discutir um pouco mais sobre uma temática recente na historiografia: Infâncias.

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            Para isso, vamos comentar as publicações de dois autores. O primeiro deles, Carlos da Silva Cardozo, apresentou trabalhos em quatro edições do evento, partindo de pesquisas em um mesmo acervo. O primeiro artigo foi publicado nos Anais da VII Mostra de Pesquisa e recebeu o título de A criança porto-alegrense na belle époque brasileira através do juízo de órfãos. Nele, o autor investigou a formação da criança porto-alegrense no período denominado de Belle Époque, sobre a influência do processo de modernização da cidade de Porto Alegre. Para isso, debruçou-se sobre a situação das crianças envolvidas nos processos de tutela, documentação produzida pelo Juízo Distrital da Vara de Órfãos de Porto Alegre, 2ª Vara de Família e Sucessão, no período de 1900 e 1930 custodiados pelo Arquivo Público do RS. Segundo o autor, ideias modernizadoras europeias do período influenciaram modificações importantes na instituição família, considerada como alvo para regularização do comportamento social, da remodelação do urbano e da normatização da conduta individual e coletiva. Para ele, o juizado de órfãos essencial para o encaminhamento e para solucionar questões relativas ao abandono e a marginalização de crianças como, por exemplo, a mediação nas relações praticadas pela família, em particular, “o interesse dos órfãos, das suas heranças, das relações entre os menores e seus familiares ou tutores, bem como de sua renda e de seus bens”. Nos processos, encontrou casos que demonstraram “o uso da tutela para a manutenção dos menores em atividades produtivas para a realização de casamentos, para o zelo e educação dos menores, além de mostrar a remodelação do espaço urbano […]”. Com o estudo, Carlos pretendeu apresentar as potencialidades dessas fontes para investigar a família e a criança, no sentido de somar tais conhecimentos às investigações sobre a história da infância no RS e no Brasil.

            Na VIII Mostra, Cardozo apresentou o trabalho O Juizado de Órfãos de Porto Alegre: um reflexo da sociedade. Nele o autor retoma a função do Juizado de órfãos, que teria contribuído “para a regularização social das famílias porto-alegrense que passaram por alguma situação de desagregação familiar envolvendo menores nos anos iniciais do século XX” e defende, como resultado de sua pesquisa, que “os valores sociais e morais possuíam importância nas decisões e desfechos para se tutelar um menor”. Carlos lembra que nos anos iniciais da República, a família burguesa era o exemplo de conformação de grupo familiar a ser seguido e o Juizado de Órfãos seria um dos exemplos de como o poder judiciário intervia de modo a uniformizar a conduta familiar e com a formação do futuro cidadão  – que era o menor, expressão problematizada conceitualmente tanto por Cardozo quanto pela Franciele cujo trabalho vamos abordar mais adiante. De acordo com o pesquisador, cuidou primeiro dos menores de elite, decidindo e normatizando questões que envolviam heranças, familiares e tutores e, com a elaboração de políticas reguladoras, “passou a direcionar uma vigilância distinta para o cuidado (abandono, saúde, educação, etc) da criança pobre”.

            Na IX Mostra, apresentou o trabalho Tutelar ou Adotar: o melhor para quem?, no qual abordou a requisição de tutelas de crianças, forma eleita por muitos adultos para zelar pela saúde, alimentação, moradia e educação de menores órfãos e para administrar heranças.

            E, por fim, na X Mostra, apresentou outro desdobramento de suas pesquisas no acervo: O Gênero na Justiça: o caso do Juízo dos Órfãos de Porto Alegre. Segundo ele, “o gênero estava presente na Justiça e, consequentemente, utilizados pelos sujeitos que pleiteavam a guarda de um menor de idade”. O objetivo de Cardozo, com esse trabalho, foi, a partir da História Social, identificar como se apresentavam nos processos judiciais de tutela (1900-1927) na cidade de Porto Alegre a “situação delicada que a mulher adulta tinha perante o homem adulto quando decidia pleitear a tutela de uma criança ou adolescente” e também “a preocupação que a Justiça e sociedade tinham com as meninas. De modo geral, o autor verificou que o Juízo de Órfãos de Porto Alegre “realizou sua ação de zelar pelas meninas e adolescentes, depreciando, por outro lado, as mulheres adultas como possível tutoras de menores de idade”.

            Na IX Mostra de Pesquisa, tivemos a apresentação do trabalho de Franciele Becher, Conceituando a infância e a juventude: memória, esquecimento e políticas públicas de assistência em Caxias do Sul – RS, que partiu de sua pesquisa de mestrado sobre as políticas públicas voltadas à infância e à juventude pobre de Caxias do Sul-RS, para analisar um conjunto de fontes pertencentes a uma instituição assistencial da cidade de modo a observar a trajetória do conceito de menoridade – conceito também problematizado por Carlos Cardozo nos artigos que mencionamos anteriormente. Além das fontes analisadas, também o período pesquisado pela autora diferem dos trabalhos anteriores. Ela voltou-se para as décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990 (Promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente), no interesse de perceber “o quanto mudanças sociais e jurídicas na área da assistência refletiram também em mudanças conceituais a nível documental”. Para isso, parte da ideia de que o significado de infância não foi sempre o mesmo e que o “menor” e a “criança” não seriam meros substantivos, mas sim adjetivos da infância do final do século XIX e início do século XX – o menor seria a criança filha da pobreza, “que exigia ações urgentes do Estado em vias de sua educação, recuperação, vigilância e repressão”. Após consistentes abordagens e problematizações conceituais, a autora segue com a exploração de uma série de legislação e apresentação de instituições que foram criadas no período para dar conta da assistência (e repressão) dessa criança filha da pobreza. E, tomando isso como fonte, lista uma série de nomeclaturas utilizadas para rotular as crianças que apresentavam determinados comportamentos (e chega até a recente expressão meninos e meninas de rua). Entretanto, ressalta que “todas as noções que rondam o conceito de menoridade tinham por finalidade um controle do Estado sobre a vida dessas crianças, tendo elas famílias ou não”. Depois disso, foca na análise de documentos da Comissão Municipal de Amparo à Infância (COMAI) de Caxias do Sul e sintetiza, afirmando que a palavra menor não seria apenas uma categoria jurídica e nem uma expressão para indicar o estágio de desenvolvimento físico-corporal e sim “um conceito a partir do momento em que adjetiva, tutela e impõe controle sobre a população que pretende nomear”. De acordo com Franciele, a análise da trajetória de tal conceito nos documentos oficiais seria um dos caminhos para entendermos a trajetória da institucionalização da infância e da juventude no Brasil.

            Desde a História da Infância e da Família (1960) de Philippe Ariès, passando pela A Construção Social da Infância (1994) de Miguel Gonzáles Arroyo, a infância transformou-se em tema de pesquisa recorrente em diferentes campos do conhecimento, de modo a declararmos a existência de Infâncias. E podemos verificar isso tanto na pesquisa de Carlos Cardozo quando na pesquisa de Franciele Becher que, a partir de diferentes perguntas e fontes, verificaram indícios (classe social e gênero, por exemplo) que apontam para a existência de mais de um tipo de infância.

            Encerramos, sugerindo a leitura da recente publicação Dossiê “Infância, Juventude e Família”, resultado da I Jornada do Grupo de Trabalho Infância, Juventude e Família da ANPUH, realizado em outubro de 2015, disponível em: https://www.rbhcs.com/rbhcs

            Com essa postagem, finalizamos a série de textos Revisitando as Mostras de Pesquisas e aproveitamos para convidar os leitores a participarem da XIII edição do evento, que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro próximo. As inscrições para ouvinte continuam abertas e basta que encaminhe para o e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br o nome e o e-mail completo do interessado ou interessada. Lembramos também, que serão fornecidos certificados de 30 horas para os participantes com, no mínimo, 75% de frequência. Para acessar a programação completa do evento, clique aqui.

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Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS II

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS III

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS IV

Revisitando as Mostras de Pesquisa APERS V – História da Ditadura Civil-Militar

XIII Mostra de Pesquisa: Programação

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   Divulgamos hoje, a programação da XIII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Auditório Marcos Justos Tramontini e no Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1031, Centro).

   Serão apresentados 33 trabalhos, distribuídos em oito mesas temáticas, além de uma palestra de abertura com a historiadora da Casa, Clarissa Sommer Alves. Confira aqui a programação completa.

Cartaz Programacao

    Você ainda pode participar como ouvinte!!! As inscrições são gratuitas e continuam sendo realizados pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br .

XIII Mostra de Pesquisa – Trabalhos Aceitos

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Mostra de Pesquisa APERS     Agradecemos desde já aos autores que encaminharam trabalhos para apresentação na Mostra de Pesquisa. Após passarem pela avaliação da Comissão de Organização e Avaliação, composta por servidores do Arquivo Público e por membros da Associação Nacional de História (ANPUH-RS), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação dos Amigos do Arquivo Público (AAAP), e conforme cronograma divulgado no Regulamento, divulgamos hoje a lista de trabalhos aceitos para apresentação na XIII Mostra de Pesquisa do APERS e posterior publicação nos Anais do Evento. Para conferir, clique aqui.

     Informamos que tantos os autores dos trabalhos selecionados quanto os autores dos trabalhos não aceitos receberão até o final da semana, por e-mail, as considerações realizadas pelo avaliador sobre o texto enviado para apreciação.

   O evento ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro no Arquivo Público e a programação completa, com cronograma de apresentação de trabalhos, será divulgada no dia 20 de julho aqui no Blog. Seguem sendo realizadas, gratuitamente, as inscrições na modalidade ouvinte. Mais informações pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288 9112. Participe!

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XIII Mostra de Pesquisa – Modalidade Ouvinte, inscreva-se!!!

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