Oficinas de Educação Patrimonial – Outubro 2019

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Ao longo do mês de outubro realizamos 17 oficinas a partir do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS. Confira as turmas que estiveram conosco:

  • 02/10: Iniciamos o mês de outubro com a realização da oficina “Tesouros da Família Arquivo” durante o evento “Questões para a História Negra do RS”, recebendo um público diverso, entre estudantes de graduação e pós-graduação, professores e ativistas sociais. Para ver as fotos do evento, clique aqui.
  • 04/10: Acompanhados pela professora Daniela Scheffers, as e os estudantes da turma 203, 2° ano do Colégio Estadual Inácio Montanha, estiveram no Arquivo Público em uma manhã de sexta-feira para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 08/10: Em uma manhã de terça-feira, as e os alunos do 2º ano do Colégio Estadual Inácio Montanha, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pela professora Denise Marques. Para ver fotos, clique aqui.
  • 09/10: Durante uma manhã de quarta-feira, os estudantes de 9° ano da EEEM Oscar Pereira estiveram no APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pela professora Adriana Costa. Para ver fotos, clique aqui.
  • 10/10: Acompanhados pelo professor Rodrigo Souza dos Santos, estudantes do 8° ano da EMEF Pepita Leão foram recebidos no Arquivo Público em uma manhã de quinta-feira para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 10/10: Durante uma tarde de quinta-feira, os alunos da EEEM Ceará vieram ao APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pela professora Adriana Costa. Para ver fotos, clique aqui.
  • 11/10: Em uma tarde de sexta-feira as e os estudantes do 6° ano da EEEM Oscar Pereira estiveram no Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Jaqueline Fraga. Para ver fotos, clique aqui.
  • 15/10: Em uma manhã chuvosa de terça-feira, as alunas e alunos do 6° ano do Colégio Romano Senhor Bom Jesus vieram ao APERS para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Maria Eduarda Carvalho. Para ver fotos, clique aqui.
  • 16/10: Durante a manhã de quarta-feira, os estudantes do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí, vieram visitar o Arquivo Público para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver fotos, clique aqui.
  • 17/10: Nem o temporal daquela sexta-feira de manhã foi suficiente para impedir que as e os alunos do 2° ano do Colégio Estadual Inácio Montanha viessem ao APERS. Acompanhados pela professora Raquel Braun, elas e eles vieram participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 22/10: Na manhã de 22/10 a equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS deslocou-se até a Unisinos para ofertar a oficina “Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na história” dentro da programação do VII Ofícios de Clio, evento promovido pelo GT Acervos, da ANPUH-RS. Para ver fotos, clique aqui.
  • 23/10: Durante a manhã de quarta-feira, estudantes do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver fotos, clique aqui.
  • 24/10: Na tarde de quinta-feira, o APERS recebeu a visita de mais uma turma do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí que, acompanhados pelo professor Diego Scherer, vieram participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver fotos, clique aqui.
  • 25/10: Pela manhã de sexta-feira, as e os estudantes do 6° ano do Colégio Romano São Mateus, vieram ao Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Karen Cerutti. Para ver fotos, clique aqui.
  • 29/10: Durante a manhã de terça-feira as e os estudantes de 6° ano do Colégio Romano Santa Maria vieram ao APERS para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pelo professor Alessandro Maldonado. Para ver fotos, clique aqui.
  • 31/10: Na manhã de quinta-feira, estudantes da turma 163 do 6° ano do Colégio Romano Senhor Bom Jesus vieram ao Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Eduarda Carvalho. Para ver fotos, clique aqui.
  • 31/10: Na noite de 31/10, quinta-feira, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da EEEF Cândido Portinari estiveram no APERS para vivenciar a oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, acompanhados pela professora Adriana Quadros. Para ver fotos, clique aqui.

Para saber mais a respeito das oficinas e demais ações desenvolvidas no âmbito do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, clique aqui. Contate-nos pelo e-mail acaoeducativa@planejamento.rs.gov.br.

Historiadora do APERS participa de conversa virtual com mestrandos da UFSC sobre a atuação em Arquivos.

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2019.09.04 Servidora em bate-papo virtual na UFSC

A convite das professoras Carmem Zeli Gil e Mônica Martins da Silva, a servidora Clarissa Sommer Alves participou, na manhã da última terça-feira (03/09) de um bate-papo virtual com estudantes da disciplina “Educação Patrimonial e Ensino de História”, ofertada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na grade do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória).

A turma foi convidada a ler a monografia defendida por Clarissa em 2015 junto ao Departamento de História da UFRGS, intitulada “Reflexões sobre o ofício do historiador em arquivos a partir da construção da oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos“. O texto foi escrito sob orientação da prof.ª Carla Roseghero, e tem como objeto essa que é uma das oficinas ofertadas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS. A partir dessa leitura foi estabelecido o diálogo, que tinha como principal objetivo oportunizar espaço para elucidar dúvidas, compartilhar informações atuais a respeito dos serviços educativos ofertados pelo APERS, e sobre a experiência da atuação de historiadoras em instituições arquivísticas na perspectiva da educação patrimonial.

Embora o tempo tenha sido curto para tantas questões surgidas, a conversa foi bastante estimulante. Agrademos a oportunidade de difundir nosso trabalho e de construir referências para o aprofundamento da reflexão sobre o potencial educativo dos arquivos.

Núcleo de Ação Educativa do APERS: balanço de 2018 e perspectivas para 2019

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    O Núcleo de Ação Educativa do Arquivo Público tem se organizado a partir da consolidação na instituição de ações no âmbito da difusão em arquivos e dos usos educativos de seu patrimônio documental e arquitetônico. Vinculado à Divisão de Preservação, Acesso e Difusão (DIPAD), no último período tem contato com uma servidora formada em História e três estagiários também da História.

     Em 2018 as principais atividades desenvolvidas pelo Núcleo organizaram-se em torno do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, que realiza oficinas para turmas escolares e formações para professores em parceria entre o Arquivo e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e da Jogoteca Educativa do APERS, projeto que visa a criação de jogos a partir do acervo e do patrimônio cultural em geral.

1. Construção da Jogoteca Educativa do APERS

Apostando no potencial dos jogos como ferramentas didáticas lúdicas, decidimos produzir jogos autorais que mobilizem documentos do APERS, o universo dos arquivos e do patrimônio cultural. O projeto envolve leituras, pesquisa, escrita, criatividade e produção “caseira” de tabuleiros, cartinhas e demais materiais de cada jogo.

As pesquisas para início da atividade iniciaram ainda em dezembro de 2017, envolvendo apropriação em relação ao uso de jogos em processos de ensino-aprendizagem, visita à Ludoteca da Faculdade de Educação da UFRGS, buscas pela internet a respeito de ações similares, etc. Em maio de 2018, o projeto foi lançado com o painel “Documentos e Jogos no Ensino de História”, realizado como parte da programação da 2ª Semana Nacional de Arquivos. A partir daí foram criados dois jogos: Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre – inspirado no jogo “Detetive” da Estrela; ambienta-se no período da ditadura civil-militar e convida os jogadores a desvendar um crime ocorrido em um dos lugares de memória marcados pelo regime na cidade; trabalha a partir do acervo da Comissão Especial de Indenização, salvaguardado pelo Arquivo, e Enigmas do Patrimônio – mescla resolução de charadas com a dinâmica de jogo da memória; trabalha conceitos do campo do patrimônio cultural e das instituições de memória.

Ainda no âmbito desse novo projeto outras ações foram importantes: como pode ser acompanhado em notícias anteriores aqui no blog, nossa equipe participou de diferentes eventos divulgando a jogoteca e sua primeira criação. Também servimos como campo de estágio para dois estudantes da disciplina Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, oferecida na Faculdade de Educação da UFRGS. Gustavo Ziehl e Carlos Casara, a quem agradecemos muito pela colaboração – estiveram 40 horas conosco participando de visita ao APERS e apresentação de suas atividades educativas, leitura e discussão de textos sobre educação patrimonial e jogos no ensino, realização de rodadas de teste do Caso X, contribuição na produção de seus materiais, contato com escolas para agendamento da atividades-piloto e, enfim, visita ao Instituto de Educação Flores da Cunha, à Escola Imperatriz Leopoldina e à Escola Oscar Pereira para aplicação do jogo, que teve excelente repercussão entre professores e estudantes.

A partir de maio de 2019 tanto o Caso X quanto o Enigmas do Patrimônio estarão disponíveis para locação por professores e professoras, que deverão cadastrar-se junto à Jogoteca, retirar e fazer a devolução dos materiais com a equipe de Ação Educativa. Informações pelo e-mail: acaoeducativa@planejamento.rs.gov.br.

2. Sequência às ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP)

Nossa parceria com o Departamento de História da UFRGS, especialmente na pessoa da prof.ª Carla Simone Rodeghero, segue firme apesar de não termos tido acesso a editais externos para captação de recursos no último período – a exemplo do PROEXT, com o qual fomos contemplados em anos anteriores, mas que desde 2016 deixou de ser aberto. Contando com nossa equipe interna e com bolsistas contratados com recursos da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, cuja atuação concentramos no segundo semestre para dar conta da realização das oficinas sem alterações que desqualificariam a proposta.

Na 2ª metade do ano que passou reabrimos a agenda de oficinas para as escolas, ofertarmos nova capacitação de oficineiros, voltada aos estudantes da já referida disciplina de Estágio em Educação Patrimonial, e realizamos um evento especial de encerramento das atividades do ano.

Quanto à capacitação, organizada em 40 horas, envolveu encontros para apresentação das oficinas “Tesouros da Família Arquivo” e “Resistência em Arquivo”, encontros preparatórios para leitura, estudo e debate de seus materiais, observações das duas oficinas sendo realizadas por nossa equipe, e seis práticas de oficinas para cada um dos estudantes mencionados, de acordo com o agendamento das escolas. Agradecemos a Guilherme Pires Nunes, Ignacio Angues, Julien Mello, Mariana Silva, Paula Ribeiro e Pedro Henrique Bastistella por terem se somado ao grupo do PEP, contribuindo com o oferecimento e qualificação de nossas oficinas.

Sobre as oficinas, em junho iniciamos o agendamento para as turmas escolares, processo que seguiu ao longo de quase todo segundo semestre, já que a agenda é bastante dinâmica. As visitas ocorreram entre 21 de agosto e 06 de dezembro, em um total de 39:

  • 01 oficina com aplicação dos jogos África No Arquivo e Caso X (para turma do curso de Museologia da UFRGS, disciplina Educação em Museus);
  • 10 Tesouros da Família Arquivo, para 6º e 7º anos do Ens. Fundamental;
  • 05 Desvendando o Arquivo: relações de gênero na história, para 8º e 9º anos do Ens. Fundamental;
  • 23 Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, para 9º anos e Ensino Médio.

Entre as oficinas “Resistência em Arquivo” realizadas vale destacar a oferecida no dia 17 de julho, dentro da programação do X Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História, a convite da organização do evento.

Já a respeito do evento de final de ano, foi uma alegria fechar as atividades de 2018 recebendo no Arquivo, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, pessoas a quem respeitamos muito: Cláudio Weyne Gutierrez, Ignez Maria Serpa e Nilce Azevedo Cardoso compuseram a mesa “Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade”, realizada na tarde de 10 de dezembro, momento em que compartilharam suas histórias de luta contra a ditadura com servidores do APERS, equipe do PEP, professores e estudantes que lotavam nosso auditório. Seus processos de indenização fazem parte do acervo e são utilizados durante a oficina Resistência em Arquivo.

3. Perspectivas para 2019

Nossa atuação em 2019 terá uma organização similar à dos anos anteriores, mesclando ações vinculadas ao PEP (com a UFRGS) e iniciativas educativas do APERS.

Nessa primeira metade do ano já estamos envolvidos com atividades internas, como a retomada da divulgação e distribuição da caixa pedagógica AfricaNoArquivo, e a realização de pesquisas para atualização da oficina Resistência em Arquivo, que foi criada em 2013 e desde então, além da renovação física de seus materiais, não teve inserção de novos documentos ou conceitos. Ainda no 1º semestre, pretendemos criar mais um jogo educativo, dessa vez trabalhando conceitos arquivísticos; organizar nova edição do curso de formação para professores, que será realizado ainda esse ano; e produzir o 2º volume da publicação “PEP em Revista” (clique aqui para acessar o Vol. 1).

A partir de junho retomaremos o agendamento de oficinas, em julho voltamos a rearticular a equipe recebendo bolsistas da UFRGS, em agosto iniciamos o processo de capacitação de oficineiros, e no final de agosto abrimos as portas para as turmas!

Agradecemos a todas e todos que participaram das ações educativas do APERS em 2018! Cada momento partilhado com professores e estudantes dão sentido à nossa existência enquanto instituição pública. Também agradecemos a toda a equipe que se dedicou nesse último período para manter o PEP UFRGS/APERS em funcionamento:

  • Carla Simone Rodeghero (Professora Dep. e PPG em História, coordenadora do Programa de Extensão junto à UFRGS),
  • Clarissa Sommer Alves (Téc. Assuntos Culturais/Historiadora APERS),
  • Elincoln Lucas (Bolsista UFRGS),
  • Gustavo Ziel (Estagiário APERS),
  • Jéssica Gomes de Borba (Estagiária APERS),
  • Laryssa Fontoura (Estagiária APERS),
  • Marina Alburgeri (Bolsista UFRGS),
  • Paulo Fasolo Klein (Estagiário APERS),
  • Thiago Frazzon Arend (Bolsista UFRGS).

    Que 2019 seja um ano de muita produção criativa e realizações que contribuam para valorizar a área de arquivos e a educação em nosso país. Venham conosco!

Aconteceu no APERS: evento Vozes que não se calam!

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Na última segunda-feira tivemos o privilégio de promover o evento “Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade”, mesa que contou com os depoimentos de Cláudio Antônio Weyne Gutierrez, Ignez Maria Serpa e Nilce Azevedo Cardoso, ex-presos e perseguidos políticos que tiveram suas vidas profundamente impactadas após o golpe de 1964 e a ditadura civil-militar que se instaurou no país perdurando por 21 anos.

A atividade foi realizada para marcar o encerramento das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2018, e foi organizada com inspiração na oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos”, afinal, os processos de indenização dos três protagonistas do evento, salvaguardados pelo Arquivo, são utilizados nessa oficina para debater com as e os estudantes a respeito do papel das instituições arquivísticas, do acesso à informação, da riqueza de acervos que tratam do período ditatorial em questão, e sobre os horrores perpetrados pelo Estado durante aquele período.

A principal motivação foi reunir professores, estudantes, servidores do APERS, pessoas que fazem ou já fizeram parte da equipe do PEP para ouvir pessoalmente os testemunhos daqueles com quem dialogamos tantas vezes no cotidiano por meio de seus registros, acolhendo suas falas, sensibilizando-nos com suas lutas, e refletindo sobre a importância dos valores democráticos e do respeito à dignidade humana, bases da Declaração Internacional dos Direitos Humanos, cuja assinatura completou 70 anos em 2018.

Em muitos sentidos o evento foi um sucesso: conseguimos reunir mais de 80 pessoas e construir um ambiente receptivo, em um auditório lotado e atencioso. Também pudemos dar visibilidade à instituição e às ações realizadas por meio do Programa de Educação Patrimonial em parceria com a UFRGS, que vem desde 2009 enraizando-se e gerando muitos frutos. Interessante registrar que pela primeira vez a equipe do PEP transmitiu um de seus eventos ao vivo pelo Facebook, o que oportunizou maior alcance para as falas e mais interações com nossas mídias sociais – não sem percalços, como é comum quando se está realizando algo pela primeira vez – mas certamente foi uma tarde gratificante, repleta de emoção e força.

Pensando na importância de partilharmos essas experiências, que consideramos como parte integrante de nosso patrimônio cultural imaterial, peças fundamentais para tecer memórias e entender nossa sociedade, nas próximas semanas disponibilizaremos a gravação da mesa através do Youtube do APERS. Acompanhe!

Atualizado em 19.12.2018.

PEP UFRGS-APERS convida: Mesa Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade.

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No Dia Internacional dos Direitos Humanos, no ano em que se celebram os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dia 10 de dezembro, segunda-feira, às 14:30h, realizaremos a atividade de encerramento das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2018. A mesa “Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade” será realizada com testemunhos de Claudio Gutierrez, Ignez Serpa e Nilce Azevedo Cardoso, ex-presos políticos que têm seus processos de indenização salvaguardados pelo APERS. Tais documentos são utilizados com as turmas escolares que participam da oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos”.

Nosso objetivo é oportunizar um espaço de encontro e escuta sensível, em que estudantes e professores que leram e debateram sobre sus histórias – marcadas pela repressão, tortura e resistência à ditadura civil-militar – possam conhecê-los pessoalmente, prestar-lhes a homenagem merecida e aprofundar conhecimentos.

Cremos que será uma tarde muito significativa não apenas para pensarmos as relações entre passado e presente, mas também para reafirmarmos nosso compromisso com o livre acesso à informação e aos arquivos, com o direito à memória e com a democracia.

Informações podem ser obtidas pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br ou pelo fone (51)3288-9117. O evento é aberto à comunidade, entretanto o público prioritário são os estudantes e professores que participaram das oficinas do PEP em 2018. Nesse sentido, as inscrições devem ser feitas por e-mail informando nome completo, telefone para contato e escola/instituição de vinculação, de forma que possamos confirmar as vagas oportunamente antes do evento.

Cartaz Vozes que não se calam PEP 2018 final

Compartilhando reflexões publicadas a partir do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS

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Em meio a tantas atividades e tarefas, demoramos para compartilhar, mas é com satisfação que disponibilizamos mais duas importantes reflexões produzidas a partir das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, relacionadas aos conceitos de memória e história, à profissão de historiador(a) e ao potencial dos Arquivos como espaços para produção intelectual, educativa e cultural:

  • Reflexões sobre o ofício do historiador em arquivos a partir da construção da oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, de Clarissa Sommer Alves, Trabalho de Conclusão de Curso, Bacharelato em História, UFRGS, 2015. Clique aqui para acessar.
  • As oficinas do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, de Clarissa Sommer Alves e Carla Simone Rodeghero, artigo publicado nos anais do I Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural, pág. 703 a 713. Evento realizado em Porto Alegre, em 2016. Clique aqui para acessar.

Os textos seguirão referenciados na aba “Publicações” deste blog. Boa leitura!

Oficina do PEP mais uma vez contribuindo para processos de formação docente!

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   Nos dias 26 e 29 de março realizamos vivências da oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos para as turmas diurna e noturna da disciplina de Introdução ao Estágio, do curso de licenciatura em História da UFRGS, que é ministrada de forma compartilhada pelos professores Carmem Gil, Caroline Pacievtch, Fernando Seffner e Nilton Pereira, do Departamento de Ensino e Currículo da FACED/UFRGS.

   A atividade foi agendada como espaço de fechamento para as discussões que as turmas vinham realizando sobre o trabalho com temas sensíveis em sala de aula. A oficina permitiu abordar a ditadura civil-militar no Brasil e as violações de direitos humanos perpetradas pelo Estado ao longo daquele regime, pensando as marcas deixadas em nossa sociedade e a trajetória de vida daqueles que resistiram. Cada estudante pode ter contato com fontes arquivísticas, com o ambiente do APERS, e com múltiplas possibilidades metodológicas para inspirar planejamentos educativos vindouros.

   Em dois turnos foram recebidos 33 futuros professores de História, e dois professores da UFRGS, que se envolveram em profícua discussão sobre os usos de documentos e de depoimentos nos processos de ensino-aprendizagem, sobre a importância da defesa dos valores democráticos, e do acesso público ao patrimônio documental, como fonte de informação e garantia de direitos.

   Embora as oficinas oferecidas às escolas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS estejam no planejamento do 2º semestre, atendemos ao pedido da profª Carmem por compreender a potencialidade desse momento para o processo de formação docente. Assim, realizamos as vivências com a contribuição de equipe do APERS, da prof.ª Carla Rodeghero (coordenadora do PEP na UFRGS), e de ex-estagiários da disciplina de Estágio em Educação Patrimonial, que em 2017 atuaram como oficineiros no Arquivo, e retornaram à instituição de forma voluntária. Neste sentido, agradecemos muito à Camila Barbosa, ao Guilherme Cardoso e à Letícia Fernandes.

Programa de Educação Patrimonial: balanço de 2017 e perspectivas para 2018.

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Equipe PEP UFRGS-APERS: Paula Ribeiro, Jéssica Borba, Carla Rodeghero, Bianca Zotti, Gustavo Rolim, Clarissa Sommer Alves, Guilherme Cardoso e Paulo Fasolo Klein.

O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS é desenvolvido em parceria entre o APERS e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, voltado à realização de oficinas de educação patrimonial para escolas, cursos de formação para professores, e capacitações de estudantes de graduação como oficineiros na área de Educação Patrimonial, tendo o patrimônio documental e arquitetônico do APERS como fonte de informação, reflexão e produção de conhecimento.

Em 2017, as ações centraram-se no 2º semestre, considerando a inexistência de recursos externos capitados para contratação de bolsistas através da UFRGS ou oferecimento de transporte para as escolas, assim como a licença-maternidade da servidora responsável pelo Programa no APERS na primeira metade do ano. Entretanto, as atividades foram intensas a partir de julho, com os seguintes resultados alcançados:

  • Finalização e lançamento do documentário sobre o PEP, que recebeu o título “Educação patrimonial: cidadania, diversidade e direitos humanos”. A produção do material teve início no final de 2016. As últimas avaliações e correções foram feitas entre junho e agosto. Foi lançado no primeiro dia do curso de formação para professores de 2017, e em breve será disponibilizado pelo canal do Arquivo no Youtube.
  • Formação de equipe e reformulação de materiais: realizadas ao longo dos meses de junho e julho, já que três novos estudantes foram contratados para compor o grupo em junho. Realizamos apresentação das oficinas, leitura e debate de seus documentos, leitura de textos históricos tratando de suas temáticas, e dinâmicas de treinamento da aplicação das mesmas. Também revisamos as localizações de guarda das caixas no acervo e reformulamos pistas que levam até elas; substituímos um dos documentos utilizados na oficina Desvendando o Arquivo Público, refazendo materiais para debater o tema das mulheres negras no contexto da escravização; remodelamos a logo da oficina Desvendando para dialogar com a nova abordagem (relações de gênero); renovamos os materiais das três oficinas que demonstravam desgaste, realizando reimpressões, trocando envelopes, lixando e pintando novamente as caixas da Tesouros, etc.
  • Oficina de teatro de bonecos para a equipe, realizada em agosto, ainda com recursos do edital PROEXT 2016, ministrada por Denis e Alberto do Ateliê Nunes. Nos quatro encontros conhecemos a história e as modalidades do teatro de bonecos, fizemos exercícios vocais e alongamentos, aprendemos técnicas de manipulação de bonecos, reformulamos o texto do teatro da oficina Tesouros da Família Arquivo, e fizemos uma série de ensaios. O Ateliê também foi responsável pela confecção de novo cenário para o teatro, e de novas almofadas utilizadas em todas as oficinas.
  • Realização de oficinas de Educação Patrimonial, voltadas para turmas escolares da Educação Básica:

– Tesouros da Família Arquivo (6º e 7º anos) = 10

– Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na História (8º e 9º anos) = 08

– Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos  (Ens. Médio) = 09

Total: 27 oficinas, com o total de 477 participantes

  • Capacitação de oficineiros, voltada a estudantes do Ensino Superior do curso de Licenciatura em História da UFRGS, realizando estágio obrigatório: 07 estudantes capacitados, cumprindo, cada um, carga horária de 42h.
  • 7ª edição do Curso de Formação “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos”, voltado para professores, estudantes de licenciatura e profissionais de instituições de memória: tivemos 48 pessoas inscritas. Destas, 30 permaneceram com o grupo, e tiveram certificado emitido, em carga horária entre 20h e 40h. Interessante destacar que os participantes entregaram propostas de atividades pedagógicas criadas a partir das discussões realizadas no curso, que estão sendo organizadas em formato de e-book, e serão disponibilizadas pelo blog do APERS até o final de janeiro.
  • Difusão do Programa: para compartilhar as experiências do PEP, trocar conhecimentos e difundir nosso trabalho, participamos dos seguintes eventos:

– XVIII Salão de Extensão UFRGS, com duas atividades, ambas no Campus do Vale: 17/10, turno da manhã, participação em tertúlia (roda de conversas com fala e debate) apresentando os cursos de formação para professores como um eixo de ação do PEP; 19/10, turno da tarde, oferecimento da oficina Resistência em Arquivo, adaptada ao público e espaço físico de uma sala de aula.

– VI Ofícios de Clio: evento promovido pelo GT Acervos, da ANPUH-RS. Fomos convidados a participar do evento para debater os espaços de memória, seus acervos e o uso de novas tecnologias e formas de pesquisa/ensino. Assim, decidimos apresentar o documentário sobre o PEP, como uma boa oportunidade de divulgar nossas ações de maneira sistematizada e atrativa, e suscitar o debate sobre o uso do audiovisual como recurso nessa área. O vídeo foi transmitido no dia 06/12, e comentado pela profª Carla.

Pensando em perspectivas para 2018, compartilhamos que o planejamento do PEP também considera as possibilidades de recursos e equipe disponíveis. Neste sentido, o primeiro semestre será dedicado à: 1) edição e disponibilização via internet de vídeos das palestras do curso de formação para professores, e 2) escrita, edição e publicação do segundo volume da publicação “PEP em Revista”, para a qual já temos recursos empenhados através da UFRGS, recebidos ainda do edital PROEXT 2016. No segundo semestre, a partir da contratação de novos bolsistas pela UFRGS e manutenção dos estagiários do APERS da área de ação educativa, pretendemos retomar as oficinas para as escolas, a capacitação de oficineiros, e realizar a 8ª edição do curso para professores. Novidades sempre serão divulgadas no blog. Acompanhe!

Enquanto instituição arquivística, acreditamos que, apesar de dificuldades ou desafios colocados pelo último ano, conseguimos manter as atividades no campo da ação educativa, trabalhando com qualidade e dedicação aos nossos usuários. Agradecemos a todas e todos que participaram! Cada momento partilhado com professores e estudantes dão sentido à nossa existência enquanto instituição pública. Também agradecemos a toda a equipe que se dedicou nesse último período para manter o Programa em funcionamento, de forma que a Educação Patrimonial siga sendo difundida e apropriada pela comunidade:

  • Bianca Zotti (Bolsista História UFRGS)
  • Carla Simone Rodeghero (Professora Dep. e PPG em História, coordenadora do Programa de Extensão junto à UFRGS)
  • Clarissa Sommer Alves (Téc. Assuntos Culturais/Historiadora APERS)
  • Guilherme Cardoso (Estagiário História APERS)
  • Gustavo Rolim (Bolsista História UFRGS)
  • Jéssica Borba (Estagiária História APERS)
  • Paula Ribeiro (Bolsista História UFRGS)
  • Paulo Fasolo Klein (Estagiário História APERS)

Para acessar “PEP em Revista, vol. 1”, clique aqui.

PEP no Salão de Extensão da UFRGS!

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Nossas atividades relacionadas à Educação Patrimonial são desenvolvidas em parceria com a UFRGS, no âmbito do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, carinhosamente chamado de PEP. Este ano, como forma de difundir nossas ações, buscar contatos e inspirações para novas produções, participamos do Salão de Extensão da UFRGS, que esteve em sua 18ª edição.

Na terça-feira pela manhã, dia 17/10, participamos da tertúlia intitulada “Estratégias em Ensino/Aprendizagem”, apresentando o curso de formação para professores oferecido pelo PEP. Conforme proposta do evento, tertúlia é uma reunião de pessoas interessadas em um mesmo tema para debate, informação e compartilhamento de informações, privilegiando a aprendizagem a partir da troca de ideias e experiências. Apresentamos as motivações para o oferecimento dos cursos anuais como espaços de formação, os temas tratados, as conexões desta linha de ação com as oficinas ofertadas às turmas escolares, dando enfoque ao curso que está em andamento este ano. Em contato com as comunicações dos demais grupos, surgiram oportunidades de trabalho em parceria, e ideias para nossa atuação em 2018.

Na quinta-feira à tarde, dia 19/10, oferecemos no Salão uma vivência da oficina Resistência em Arquivo. Levamos os materiais que são utilizados nas dependências do APERS, e pudemos divulgar nosso trabalho em um formato adaptado ao espaço da universidade.

Seguimos buscando oportunidades para compartilhar nosso trabalho, estimular o acesso ao patrimônio documental e a apropriação em relação aos bens culturais de nossa sociedade em geral.

Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: participe da 7ª edição de nosso curso de formação para professores!

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Entre hoje e o dia 20/09 estão abertas as inscrições para a 7ª edição do curso de formação para professores do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS! A participação é gratuita, com certificado de 40h. As vagas são limitadas, e serão destinadas, preferencialmente, para professores em pleno exercício de sala de aula.

Interessados devem enviar e-mail para acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Confira a programação:

Cartaz Curso PEP Profs 2017

Arquivo Público do RS é pauta do programa Momento do Patrimônio

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Ontem à noite foi ao ar a primeira parte do programa Momento do Patrimônio, da Rádio da Universidade (UFRGS), que teve como pauta o Arquivo Público do Estado do RS, clique aqui para ouvir.

O Programa, produzido por Diego Devincenzi, servidor do Setor de Patrimônio Histórico da UFRGS e doutorando em História, trouxe entrevista com a servidora Clarissa Sommer, que falou do APERS enquanto patrimônio cultural, espaço de produção de conhecimento e de gestão da documentação pública produzida pelo estado do RS.

Este diálogo seguirá na próxima edição do Momento do Patrimônio, que irá ao ar na terça-feira, 04 de julho, às 20:30h. Para ouvir, basta sintonizar na faixa 1080 AM, ou acompanhar pelo site da Rádio. O foco da conversa será o Programa de Educação Patrimonial desenvolvido em parceria entre o APERS e a UFRGS, por meio de seu Departamento de História.

Parabenizamos à Rádio da UFRGS pelo espaço criado, que valoriza e difunde o patrimônio em diversas perspectivas, e agradecemos pelo convite e pela oportunidade de falar sobre nossa instituição. Estamos sempre abertos à comunidade!

Aconteceu no APERS o Seminário de Políticas Públicas e Acervos Documentais

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            Na sexta-feira, dia 05 de agosto, aconteceu no APERS o Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais, que contou com a participação de um público que lotou o auditório da instituição. O evento foi aberto com as boas vindas da Diretora Aerta Moscon, que falou da importância do debate em torno de políticas públicas que visem a promoção da gestão, da preservação e da difusão de acervos documentais.

            Com a mediação da professora Claudira Cardoso, Sônia Constante e Débora Flores foram as primeiras palestrantes da tarde. Noções Teóricas em questão de Políticas Públicas Arquivísticas foi o nome dado pela Professora Sônia (UFSM) para sua apresentação. Começou tratando das competências nas diferentes esferas de governo e dos impostos e receitas federais, estaduais e municipais, a partir de informações contidas em portais institucionais, como forma de introduzir as discussões a respeito de políticas públicas, de modo geral, e depois de políticas públicas relacionadas a arquivos. Na sequência, partindo de exemplo de dados noticiados por alguns meios de comunicação, comentou a relação entre imprensa, comunicação e poder e a relação delas com as Políticas de Estado. Depois disso, Sônia trabalhou com o conceito de Jose Maria Jardim para Políticas Públicas Arquivísticas, “o conjunto de premissas, decisões e ações – produzidas pelo Estado e inseridas nas agendas governamentais em nome do interesse social – que contemplam os diversos aspectos (administrativo, legal, científico, cultural, tecnológico, etc.) relativos à produção, ao uso e à preservação da informação arquivística da natureza pública e privada”. Lembrou que de acordo com a legislação, caberia ao Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) a elaboração e ao Arquivo Nacional, a implementação e o acompanhamento de uma política nacional de arquivos, no âmbito de um Sistema Nacional de Arquivos (SINAR) –  o caminho entre a legislação e a efetiva implementação, foi palco de discussões ao longo do Seminário. Ainda em sua fala inicial, tocou em outros dois assunto. O primeiro deles, sobre o Modelo de Gestão de Llansó Sanjuan que dentre outras exigências, prevê a necessidade de recursos humanos e econômicos para implementação de uma política de sucesso. Por fim, falou para os participantes da necessidade da presença de abordagens sobre políticas públicas arquivíticas nos currículos dos cursos de arquivologia. E encerrou sua fala problematizando o projeto de Emenda Constitucional nº 241/2016 (PEC 241), que tramita no Congresso Federal e que institui um novo regime fiscal, o qual desvincula os gastos e investimentos do setor público à receita de impostos e ao Produto Interno Bruto. Com a possibilidade de sua aprovação, deixou a seguinte pergunta: Seria possível, diante deste cenário e de maiores restrições de recursos, a efetivação de uma política pública para arquivos?

            Rosani Feron, diretora do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moisés Vellinho, retomou o conceito de Jardim para problematizar a existência de políticas públicas de arquivo no Brasil em sua apresentação intitulada Políticas Públicas de Arquivo. Além desse autor, a palestrante recorreu aos elementos, apontados por Renato Tarcísio, necessários para efetivá-las, como a necessidade de definição das ações e metas a serem realizada, a implementação de processos e meios para colocá-las em prática e as normas para dar a garantia legal a ações. Conforme Rosani, teríamos uma quantidade expressiva de leis e normativas sobre arquivos, entretanto, estariam faltando os meios para colocá-las em prática. O Arquivo Nacional, responsável por implementar e acompanhar a Política Nacional de Arquivos, definida pelo Conselho Nacional de Arquivos, não cumpriria os objetivos, justamente pela ausência de dotação orçamentária prevista para a execução de políticas públicas de arquivo em esfera nacional. De acordo com a gestora, portanto, a inexistência de recursos destinados à execução de uma política nacional de arquivos seria o elemento central para a não efetivação daquilo que é previsto em legislação.

            No segundo momento da tarde, conduzido por Jonas Melo, Débora Flores levantou, com a apresentação de Os Documentos Digitais e o uso do Processo Eletrônico, inquietações sobre a produção de documentos digitais. Segundo a palestrante, seriam poucas as experiências de preservação digital comprovadas e experimentadas por instituições se comparadas às experiências com manuscritos ou com impressos. Ressaltou, entretanto, que os documentos digitais estão sendo produzidos em escala crescente e que o respeito a normas e a procedimentos legais para a gestão e a preservação desse material seria mais que urgente – lembrou que a responsabilidade para a definição de norma, procedimentos e instrumentos legais é de responsabilidade da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos (CTDE) do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). A arquivista apresentou aos participantes um conceito de documento arquivístico digital e falou sobre o Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD), um conjunto de procedimentos e operações técnicas, característica do sistema de gestão arquivística de documentos, processado por um computador. Lembrou da necessária observância do e-Arq Brasil, um modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivítica de documentos que devem integrar qualquer SIGAD e da necessidade de um repositório digital confiável (RDC-Arq). Por fim, explorou um pouco o projeto de Processo Eletrônico Nacional e da implantação do Processo eletrônico no RS (PROA – Processos Administrativos e-GOV), sistema de tramitação integral em forma digital de processo administrativo, através de atividade de cadastramento e movimentações efetuadas pelos usuários. Ressaltou a participação do SIARQ/RS (Sistema de Arquivos do RS) no Comitê Gestor do PROA; das normativas arquivísticas previstas pelo sistema, desde a elaboração do Decreto que o instituiu no âmbito do Poder Executivo Estadual; da implantação de política de classificação, avaliação e preservação de acesso aos processos eletrônicos de modo que o atual sistema possa ser transformado, futuramente, em um SIGAD; e do cadastramento de assuntos dos processos estar centralizada no APERS.

            E na última palestra, Da avaliação à Difusão da Informação: estratégias para arquivistas e profissionais da informação, de Moisés Rockembach foram discutidos os paradigmas que separam diferentes concepções sobre o objeto da arquivologia, o modelo custodial e o modelo pós-custodial. Apresentou os métodos de avaliação de forma historicizada, desde as origens da avaliação de Jenkinson (1922), passando pela Teoria dos valores de Schellenberg (1958),  Plano documental de Booms (1970), Estratégia documentária de Samuels (1986), Macroavaliação de Cook (1992), Microavaliação de Eastwood (1992), Avaliação integrada de Couture (1998) até o Fluxo Informacional de Silva e Ribeiro (2005). Seguiu no caminho da difusão, ponto que considerou como interdisciplinar nos estudos da informação. Falou sobre a diferença entre a difusão passiva e a difusão ativa (cultural, educativa, editorial); sobre acessibilidade e transparência, sobre o atendimento e o entendimento do público que procura por documentos custodiados por arquivos; sobre as mudanças na mediação, compreendida, para ele, como uma forma de selecionar, filtrar, acrescentar qualidade na recuperação de conteúdos; e sobre o reconhecimento de que toda ação sobre qualquer informação não é neutra e nem imparcial e que, portanto, o trabalho arquivístico é posicionado.

            Lembrando da grande participação do público, que esteve presente até o final do evento, agradecemos a todos os apoiadores (Museu da História da Medicina do RS, PPG em História da UFSM, Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS e Associação de Amigos do APERS) que auxiliaram na construção do evento e, principalmente, ao público, que compreendeu a necessidade de que discutamos cada vez mais o assunto até que consigamos, de fato, implementar uma Política Nacional de Arquivos que responda a urgente necessidade de gestão, preservação, acesso e difusão dos acervos públicos e de interesse social em nosso país.

Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais: transferido para dia 05, sexta-feira!

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Informamos que, por diferentes motivos, tivemos alterações na data e na programação do Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais.

Cartaz_Novas data e Programau§u£o

Inscrições Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais

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    Devido a problemas técnicos, não estamos conseguindo realizar as inscrições para o Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais pelo e-mail institucional apers@smarh.rs.gov.br (divulgado anteriormente). Como forma de solucionar o problema rapidamente, criamos uma conta de e-mail para efetivação do procedimento.

   Portanto, para os interessados, divulgamos o novo e-mail para realização das inscrições: seminarioapers@gmail.com. Basta enviar o nome completo do interessado e um e-mail para contato. Avisamos também, que toda a inscrição será confirmada por e-mail. Desde já nos desculpamos pelos transtornos e ficamos à disposição, para quaisquer dúvidas, pelo telefone 51 3288 9112.

Cartaz Programacao - Email

Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais – Programação e Inscrição

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    Hoje divulgamos a Programação do Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais, que será realizado no dia 04 de agosto no Arquivo Público do Rio Grande do Sul, Auditório Marcos Justos Tramontini (Rua Riachuelo 1031, Centro).

Cartaz Programacao - Email

   A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas pelo e-mail seminarioapers@gmail.com. Serão fornecidos certificados com carga horária de 6 horas para ouvintes que acompanharem o evento na sua totalidade. Outras informações por e-mail ou pelo telefone 51 3288 9112.

Post alterado em 20/07/2016: alteração do email para inscrição.

Estudantes de Arquivologia produzem vídeo sobre o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS

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Ao longo deste semestre nossa equipe do Programa de Educação Patrimonial recebeu as e os estudantes Fabiano Nunes, Letícia Prauchner, Paula Sant’Anna, Sharon Daniela Nuñez e William Albano, da disciplina de Difusão em Arquivos oferecida pelo curso de Arquivologia da UFRGS, e ministrada pelo Prof. Dr. Moisés Rockembach. O objetivo dos encontros foi viabilizar a realização do trabalho final da disciplina, já que o grupo optou por abordar a difusão por meio da Educação Patrimonial.

Nas visitas das(os) estudantes ao APERS, apresentamos o Programa e as concepções que vêm embasando este trabalho, realizamos visita guiada pela instituição, oportunizamos encontro com toda a equipe do PEP em uma de suas reuniões, assim como organizamos a observação e filmagem de algumas oficinas, momentos nos quais puderam ter contato com professores e estudantes da Educação Básica.

O resultado foi apresentado na UFRGS, e disponibilizado no YouTube. Assista e divulgue! Através de nossas redes vamos difundido o APERS, seu acervo, e seu potencial enquanto espaço educativo e cultural. Agradecemos ao grupo e ao professor Moisés pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido. Clique aqui para acessar o vídeo.

Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais

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Cartaz Geral_Divulgação

No dia 04 de agosto será realizado, pelo Arquivo Público do Rio Grande do Sul, o Seminário Políticas Públicas e Acervos Documentais. Com o objetivo de conhecer, explorar e problematizar as políticas públicas destinadas à gestão, preservação e difusão dos acervos documentais públicos e de interesse social.

O evento será realizado com o apoio do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, do Programa de Pós-Graduação em História da UFSM, do Museu da História da Medicina do RS e da Associação de Amigos do APERS.

Em breve divulgaremos a programação completa. Acompanhe em nosso Blog!!!

Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS 2016: escolas contempladas

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

Hoje compartilhamos a lista das escolas contempladas para participação no Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016, conforme o regulamento anteriormente divulgado. Confira a lista das escolas a seguir:

1 – Escola Estadual Fernando Gomes (Porto Alegre)
2 – Colégio Estadual Augusto Meyer (Guaíba)
3 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva (Porto Alegre)
4 – Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo (Porto Alegre)
5 – Escola Estadual de Ensino Fundamental Planalto Canoense (Canoas)
6 – Colégio Estadual Paraná (Porto Alegre)
7 – Colégio Romano Senhor Bom Jesus (Porto Alegre)
8 – Colégio Romano São Mateus (Porto Alegre)
9 – Colégio Romano Santa Marta (Porto Alegre
10 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Wenceslau Fontoura (Porto Alegre)
11 – Escola Municipal de Educação Básica Alberto Santos Dumont (Sapucaia do Sul)
12 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Justino Camboim (EJA) (Sapucaia do Sul)
13 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Justino Camboim (Sapucaia do Sul)
14 – Escola Municipal de Educação Básica João de Barro (Sapucaia do Sul)
15 – Colégio de Aplicação da UFRGS (Porto Alegre)
16* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Anisio Teixeira (Porto Alegre)
17* – Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu (Porto Alegre)
18* – Escola Estadual de Ensino Médio Rafaela Remião (Porto Alegre)
19* – Escola Estadual de Ensino Médio Baltazar de Oliveira Garcia (Porto Alegre)
20* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Vicente (Viamão)
21* – Escola Estadual de Ensino Fundamental Vila Cruzeiro do Sul (Porto Alegre)
22* – Escola Técnica Estadual Frederico G. Schmidt (São Leopoldo)
23* – Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro (Porto Alegre)
24* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Jerônimo Porto (Viamão)
25* – Escola Estadual Padre Nunes (Gravataí)
26* – Escola Estadual de Ensino Municipal Polisinos (São Leopoldo)
27* – Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Oswaldo Aranha (Porto Alegre)
28* – Escola Municipal de Ensino Fundamental Herbert José de Souza (Alvorada)

 * Inicialmente prevíamos inscrever até 15 escolas, mas devido à grande procura e interesse, estamos adaptando nossa agenda para acolher o maior número de escolas e turmas possíveis! Entretanto, a partir da 16ª (décima sexta) escola inscrita, de acordo com a ordem de recebimento da documentação, não está garantido o agendamento para todas as oficinas solicitadas. A quantidade e datas por escola serão definidas através de contato telefônico nos próximos dias.

Dúvidas podem ser elucidadas pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br.

Agradecemos a participação de todas e todos!

Regulamento PEP 2016: divulgação do resultado final sairá apenas na próxima semana

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

    Conforme divulgamos amplamente através do Regulamento PEP 2016, acabou nesta segunda-feira, dia 21 de março, o prazo para envio da documentação necessária à seleção das escolas que serão atendidas este ano nas oficinas realizadas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP).

    O regulamento previa que hoje, 23 de março, seria divulgada a lista das escolas contempladas, e que entre os dias 24 e 30 de março entraríamos em contato por telefone com cada uma delas para agendar as datas de oficinas. Entretanto, devido a grande procura que tivemos, informamos que o prazo para divulgação da lista final será estendido até o dia 30/03. Esperávamos ser procurados por cerca de 15 escolas, mas recebemos inscrição de 27, o que torna necessário mais tempo para organizar os documentos recebidos e tentar contemplar o maior número de escolas, professores e estudantes na agenda anual.

   Neste sentido, informamos também que não haverá prorrogação das inscrições. Contamos com a compreensão de todas e todos. Estejam atentos às notícias do blog, já que ao longo do ano divulgaremos outras ações oferecidas pelo PEP, como o curso de formação para professores.

Participe das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016!

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

Nosso Programa de Educação Patrimonial está entrando em seu oitavo ano de atividades. A cada novo período buscamos inovar e qualificar os serviços prestados. Nesse sentido, e no intuito de estreitar os laços entre escolas, Universidade e Arquivo, aprofundando os processos de ensino-aprendizagem a partir do patrimônio cultural vinculado ao ensino de História e à arquivística, no ano de 2016 a participação das turmas nas oficinas de Educação Patrimonial oferecidas nas dependências do APERS será compreendida como parte de um projeto, orientado pelo PEP em contato com professores e coordenações pedagógicas das escolas, desenvolvido ao longo do ano letivo de 2016, e norteado pelo Regulamento PEP 2016. Clique aqui para acessá-lo.

Pedimos ampla divulgação do regulamento, pois todos os agendamentos de oficinas para o ano serão feitos a partir dele.

Professora e professor, leia atentamente, divulgue entre sua rede de contatos, converse com colegas na Escola, e já insiram a participação no Programa em seu plano de ensino para o ano, prevendo as etapas desenhadas pelo regulamento: preparação das turmas antes da vinda à oficina, vivência das oficinas no APERS (com transporte oferecido pelo PEP), e aprofundamento da discussão sobre educação a partir do patrimônio em sala de aula, que resultará em um produto a ser exposto na Mostra PEP de Final de Ano, na primeira semana de dezembro de 2016.

Os “produtos” poderão ser textos, poesias, fotografias, maquetes, peças teatrais, fanzines, ou tudo aquilo que as(os) estudantes possam criar a partir do contato com o patrimônio salvaguardado pelo Arquivo Público, com o conhecimento construído a partir da participação no Programa, e pela reflexão a respeito dos bens culturais de nossa sociedade, do bairro, da comunidade escolar. Todas as atividades são gratuitas e poderão ser orientadas pela equipe do PEP, composta por servidores, professores, estagiários e bolsistas da UFRGS e do APERS.

Conforme regulamento, as inscrições das escolas interessadas em participar serão recebidas até o dia 21 de março de 2016, através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Dúvidas poderão ser elucidadas pelo mesmo endereço, ou do telefone (51) 3288-9117. Estamos empolgados com as possibilidades que se abrem em 2016, e desejamos contar também com a empolgação de professores(as), coordenações pedagógicas, direções, pais e estudantes! Participem!

O 20 de Novembro e o APERS

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A sexta-feira da semana passada foi marcada por mais um Dia da Consciência Negra, data escolhida pela comunidade para celebrar as lutas, as conquistas, a cultura do povo negro, para discutir e denunciar a permanência de relações racializadas e racistas entre as diferentes etnias que formam a população e para reivindicar mais direitos àqueles que contribuíram decisivamente para a construção do Brasil.

Embora o APERS não tenha conseguido realizar na semana da Consciência Negra um evento sobre as diversas temáticas possíveis e desejáveis de discussão para essa data, há tempos temos problematizado a história da escravidão, da luta por liberdade e das relações étnico-raciais, no decorrer de todo o ano. Nesse, especialmente, realizamos um trabalho de fôlego que, em paralelo à realização de um curso de formação para professores e para nossa equipe sobre tais temas, reformulou a oficina de educação patrimonial Os Tesouros da Família Arquivo, que os aborda a partir de documentos aqui salvaguardados e permite entrar em contato com vestígios do passado que registram a história de pessoas que foram escravizadas no Rio Grande do Sul.

A oficina foi a primeira criada na parceria entre o Arquivo Público e a UFRGS, sendo oferecida desde 2009 no âmbito do Programa de Educação Patrimonial (PEP). Em 2015 dedicamos a ela o primeiro semestre, aprofundando a pesquisa histórica em nosso acervo para escolher novos documentos que deem conta de ressaltar a diversidade de experiências e a resistência cotidiana de sujeitos históricos muitas vezes generalizados pela categoria “escravo” ou “escravizado”.

Hoje, como forma de valorizar e difundir o trabalho realizado, e de celebrar a Consciência Negra, compartilhamos um produto especial desse percurso: as gravuras que representam os personagens presentes na documentação analisada na oficina, que foram produzidas por Bruno Ortiz, professor de história e desenhista contratado pelo PEP. Até 2014 os estudantes recebiam uma silhueta com o perfil de uma mulher ou um homem escravizados, que deveriam caracterizar desenhando e escrevendo informações coletadas na pesquisa documental, buscando dar identidade aos indivíduos, como nestas fotos:

Entretanto, ainda que os estudantes fossem incentivados a personalizar as silhuetas, e a discussão fosse canalizada para a recuperação de histórias que foram conectadas pela experiência do cativeiro, mas que tinham suas singularidades, como utilizar o mesmo perfil para retratar a Maria, identificada como tendo vindo da região do Congo, que recebia sua alforria em 1883, quando tinha “noventa anos, mais ou menos”, e a Jacinta, nascida no Brasil, que estava sendo vendida com seu marido, Vicente, e com seu filho, Fortunato, de 1 aninho? Foi na tentativa de dar identidade a estas pessoas que as novas gravuras foram produzidas, e hoje são parte do material pedagógico utilizado pelas turmas que vivenciam a oficina Tesouros. Aqui estão:

As gravuras foram produzidas a partir da caracterização feita com base na pesquisa documental, transmitida ao artista pela equipe do PEP, e também em pesquisas bibliográficas e iconográficas realizadas por ele. Documentos e imagens possibilitam debates sobre a origem de cada escravizado, condições de vida, formas de resistência e de trabalho, especialização, cultura trazida do continente africano, reorganizada desde o tráfico transatlântico e produzida no Brasil, casamento e formação de famílias, luta pela liberdade e formas de alforria, entre diversos outros temas, que contribuem para que possamos conhecer trajetórias e relações sociais, entender sua complexidade, e nos apropriar de histórias que nos constituem.

Com esta postagem não apenas celebramos o Dia da Consciência Negra, mas especialmente reafirmamos o compromisso do APERS com a difusão de acervos, temáticas e pesquisas relacionadas ao conhecimento e valorização da história de negras e negros em nossa sociedade. Nesse sentido, é oportuno destacar uma recente conquista: a partir do próximo ano 20 de novembro será feriado municipal em Porto Alegre, decisão aprovada recentemente pela Câmara Municipal de Vereadores como resposta a uma reivindicação histórica da comunidade negra dessa cidade.

De nossa parte, assumindo nossa responsabilidade enquanto instituição pública de memória, continuaremos, por meio do desenvolvimento de diversas atividades, valorizando as lutas e o legado do povo negro, e multiplicando os 20 de novembro no APERS.

Bolsistas do PEP UFRGS-APERS recebem prêmio e reconhecimento de destaque no XI Salão de Ensino da UFRGS

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foto apresentacaoNo dia 21 de outubro integrantes do Programa de Educação Patrimonial do APERS vinculado pela ProExt com a UFRGS, apresentaram o relato de experiência no XI Salão de Ensino da UFRGS. O Salão oferece espaços de apresentação de trabalhos voltados para o ensino, a pesquisa e a extensão e aconteceu de 19 a 23 de outubro.

Com o título “Do Patacho ao Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade.” Amanda Ramos e Guilherme Palermo, bolsistas do PEP, apresentaram o planejamento e o processo de adequação do material documental do Arquivo Público do RS utilizado para a oficina de educação patrimonial denominada “Tesouros da Família Arquivo”. Recebendo a premiação e o reconhecimento de destaque da sessão com este trabalho.

foto salao ensino destaque

Projeto AfricaNoArquivo participa de Evento da ATEMPA

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Nos dias 16 e 17 de outubro ocorreu o IV Encontro de Educadores da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA) no Auditório do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA). Para esse encontro foi escolhido como tema de debate a Diversidade nas Escolas e o Arquivo Público, por meio do Projeto AfricaNoArquivo – Fontes de Pesquisa e Debates para a Igualdade Étnico-racial, esteve presente.

Assim como a proposta das atividades promovidas pela ATEMPA, também o Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS tem promovido ações de debates em torno das relações e de políticas que promovam a igualdade étnico-racial. Umas delas foram a produção das Caixas Pedagógicas pelo Projeto AfricaNoArquivo. A participação do APERS deu-se por meio da distribuição, durante os dois dias, das Caixas Pedagógicas aos professores das escolas que ainda não tinham recebido o material e que estavam participando do evento. Com isso, tivemos como resultado a distribuição, para algumas dezenas de escolas do município de Porto Alegre, de um material pedagógico que, com certeza, contribuirá para o prosseguimento do debate em torno da diversidade nas escolas.

Ações do Programa de Educação Patrimonial serão difundidas no Salão UFRGS 2015

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Na próxima semana, dia 21/10, quarta-feira, Amanda Ciarlo, Andressa Malhão, Guilherme Lauterbach e João Victor Câmara, bolsistas do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), participarão do Salão UFRGS 2015, apresentando trabalhos produzidos sob orientação da prof.ª Carla Rodeghero (UFRGS) a respeito das ações desenvolvidas no APERS.

Banner Salão de Extensão

No turno da manhã, das 09h às 12h, Andressa e João vão participar de uma tertúlia no XVI Salão de Extensão, apresentando a comunicação intitulada “Educação patrimonial e formação de professores: Escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”. A reflexão é fruto do trabalho desenvolvido no APERS ao longo do primeiro semestre de 2015, com o oferecimento do curso de Formação para Professores “Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e liberdade no Rio Grande do Sul”, realizado pelo PEP e pelo GT Emancipações e pós-abolição da ANPUH-RS, e com a reformulação da oficina Os Tesouros da Família Arquivo. Confira a programação completa das tertúlias no Salão de Extensão aqui, e os resumos de todos os trabalhos que serão apresentados em nossa sessão, aqui.

banner Salão de Ensino

Já no turno da tarde, das 14h às 18h, Amanda e Guilherme farão sua comunicação no XI Salão de Ensino, na Sessão 10.2 – Relato de Experiência pedagógica na Graduação. O trabalho, intitulado “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”, visa compartilhar as vivências da equipe durante a reformulação da oficina Tesouros, quando os processos criminais salvaguardados pelo APERS foram pesquisados para compor a atividade. O relato aponta as dificuldades e potencialidades percebidas para o trabalho com turmas dos 6º e 7º ano do Ensino Fundamental a partir dessa tipologia documental

A apresentação da manhã ocorre na Sala 01 do Instituto de Letras, e a da tarde ocorre na Sala 212 do Prédio 43124, ambas no Campus do Vale (Av. Bento Gonçalves, n.º 9.500). Participe!

Oficina de Educação Patrimonial do PEP UFRGS-APERS é realizada na UNIVATES

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Na última sexta-feira, 18 de setembro, o Arquivo Público do RS marcou presença na UNIVATES, universidade localizada na cidade de Lajeado. A convite da professora Márcia Volkmer, que atua no curso de História especialmente nas áreas de Ensino de História, imigração, patrimônio cultural e acervos, parte de nossa equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS esteve na instituição aplicando a oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos”, oferecida no Arquivo Público desde o segundo semestre de 2013.

As servidoras Clarissa Sommer e Nôva Brando, a estagiária Deise Freitas e a bolsista da UFRGS Andressa Malhão foram recebidas pelas professoras Márcia e Maribel Girelli, coordenadora do curso de História, e desenvolveram a atividade ao longo da tarde com professores e estudantes dos cursos de História, Direito e Letras.

A oficina compôs a programação da Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais, integrada ao IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade. Na oportunidade foi possível debater, a partir dos processos administrativos de indenização a ex-presos políticos que são pesquisados durante a oficina, sobre a importância do acesso aos arquivos relacionados ao contexto da ditadura no Brasil, e sobre as potencialidades desse acervo salvaguardado pelo APERS, tanto para a pesquisa histórica e a garantia de direitos aos cidadãos quanto para usos educativos.

O estudo a partir das trajetórias de vida de militantes, registradas nas páginas dos processos, possibilita conhecer mais a respeito do contexto, entender formas de repressão e de resistência, assim como tomar consciência das violações de Direitos Humanos perpetradas pelo Estado ditatorial, para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça! Agradecemos a oportunidade de trocar experiências e de seguir difundindo o acervo e o trabalho do Arquivo Público. Estamos sempre dispostos a participar de momentos como estes. Confira as fotos.

Lançamento Coletânea Resistência em Arquivo: Memória e História da Ditadura

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Capa PublicaçãoDurante o ano de 2014, uma equipe do APERS, composta por historiadoras e estagiários, criaram e alimentaram um blog temático chamado Resistência em Arquivo: Memória e História da Ditadura (Para acessar, clique aqui). Esse projeto foi elaborado para complementar as atividades desenvolvidas na Oficina de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, oferecida para alunos do Ensino Médio desde o segundo semestre de 2013 pelo Programa de Educação Patrimonial – PEP UFRGS|APERS, e para promover diversas discussões suscitadas no ano em que a instauração de uma Ditadura Civil-militar no Brasil completou 50 anos.

Encerrado o projeto no final de dezembro de 2014, decidimos reunir o conteúdo de grande parte das postagens em uma coletânea, lançada hoje no Blog do Arquivo. Clique aqui para acessar a coletânea.

Observação: Sugerimos que utilizem o navegador Internet Explorer para acessar e baixar o arquivo. Por ele, garantimos o bom funcionamento dos hiperlinks.

Ações Educativas do APERS são divulgadas na FAPA

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Na noite do dia 12 de junho, as historiadoras do Arquivo Público do RS, Clarissa Sommer e Nôva Brando apresentaram as Ações Educativas desenvolvidas pelo APERS na Faculdade Porto-Alegrense (FAPA).

A convite da Professora Claudira Cardoso, Clarissa e Nôva conversaram com estudantes das disciplinas de Prática e Educação Patrimonial, daquela Instituição, acerca das atividades educativas desenvolvidas pelo Arquivo. Dentre elas, as ações promovidas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS como as Oficinas de Educação Patrimonial, as Capacitações de Oficineiros, os Cursos para Professores, o Projeto AfricaNoArquivo e pelo Projeto APERS? Presente, Professor!.

O foco das discussões centrou-se na construção dessas atividades, uma vez que os estudantes passam pelo processo de elaboração de propostas na área de educação patrimonial que serão apresentadas nesse semestre e aplicados no próximo.

Para o APERS foi uma experiência muito gratificante, na medida em que compreendemos a importância da difusão tanto das atividades desenvolvidas pela Instituição quanto dos acervos pelo Arquivo custodiados. Acreditamos que, dessa forma, cumprimos com aquilo que consideramos uma das funções de um arquivo público: o diálogo permanente com diferentes esferas de produção de conhecimento e com a sociedade no geral.

Resultado Pesquisa Ações Educativas

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Resultado pesquisaNo dia primeiro de outubro, junto com a Lista Final de Inscritos para o Curso de Formação de Professores – Edição 2014, divulgamos uma chamada para que os professores participassem de uma pesquisa elaborada pelo APERS sobre o desenvolvimento de Ações Educativas.

A pesquisa ficou disponível até essa segunda-feira, 6 de outubro e foi liberada tanto para os professores que participariam do curso (que receberam o convite para participarem da pesquisa por e-mail) quanto para os professores que acompanham as mídias institucionais do Arquivo. Hoje, publicizamos os resultados dessa primeira pesquisa aberta sobre as Ações Educativas desenvolvidas pelo Arquivo.

Contamos com 19 participações de pessoas que se dispuseram a responder um número de dez questões. De um modo geral, a maioria dessas pessoas ainda não participaram de atividade de caráter educativo desenvolvidas pela instituição. Entretanto, um número considerável reconhece as atividades oferecidas pelo APERS. Dentre essas atividades, as mais reconhecidas por esse público são o Curso de Formação para Professores e as Oficinas de Educação Patrimonial. Daqueles que conhecem as oficinas, uma pequena parte já vivenciou a dinâmica acompanhando de seus alunos.

Os professores foram questionados a respeito do conhecimento que tinham sobre outros dois projetos desenvolvidos pelo Arquivo, ÁfricaNoArquivo – Fontes de Pesquisa & Debates par a Igualdade Étnico-racial no Brasil e APERS? Presente, professor! – Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas. Sobre eles, a maioria respondeu que não conhecia as iniciativas. Sobre o Projeto APERS? Presente, professor!, um participante declarou guardar o material que recebe por e-mail para confeccioná-lo durante as férias. Também não foram tantos os professores que conheciam o Blog Temático Resistência em Arquivo e as publicações temáticas Arquivo & Diversidade Étnica e Lei 10.639 publicadas periodicamente no Blog do APERS.

Por fim, a grande maioria das pessoas declaram que tomam conhecimento das atividades e eventos promovidos pelo Arquivo a partir dos posts da Página do APERS no Facebook e das notícias encaminhadas pelo e-mail. Especificamente sobre o Curso de Formação de Professores, um participante foi informado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, parceira na construção do Programa de Educação Patrimonial. Outra consideração sobre o curso, foi o desejo manifestado de que ocorresse com mais frequência.

Agradecemos a participação dos professores nessa pesquisa, que foi uma primeira tentativa de nos aproximarmos da repercussão do trabalho realizado em Ações Educativas de forma mais sistematizada.

Para acessar o relatório completo da pesquisa, clique aqui.

Curso de Formação para Professores – Edição 2014: Lista Final de Inscritos

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Lista Final de Inscritos

Na próxima segunda-feira, dia 06 de outubro, iniciará a edição 2014 do Curso de Formação de Professores promovido pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS & APERS. No dia de ontem, divulgamos a Lista final de Inscritos que foram selecionados para participarem do Curso no site do Arquivo Público do RS. Hoje, divulgamos também por aqui a lista com o nome dos professores e educadores sociais que participarão do Curso de Formação – Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos.

Acesse aqui a Lista Final de Inscritos.

Enquanto aguardamos o início do Curso, solicitamos que os professores que acompanham o blog participem da pesquisa elaborada pelo APERS sobre o desenvolvimento de Ações Educativas. Em alguns poucos minutos você pode ajudar o Arquivo e o Programa de Educação Patrimonial na qualificação de suas atividades.

Clique aqui para acessar a pesquisa.

Curso de Formação para Professores – Edição 2014: Programação Completa

2 Comentários

Hoje estamos disponibilizando o Programa Completo do Cursos de Formação para Professores. Conforme divulgado algumas semanas atrás, nesse ano, o Programa de Educação Patrimonial, uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Arquivo Público do RS (APERS), realizará a quarta edição do Curso de Formação para Professores.

Lembramos que o curso é gratuito e que possui carga horária e certificação de 45 horas. Os encontros acontecerão nos dias 6, 13, 20 e 27 de outubro (segundas-feiras, das 18h30 as 22h) e nos dias 1, 8, 22 e 29 de novembro (sábados, das 09h as 13h) no Arquivo Público do RS. O curso é destinado aos professores da rede pública de ensino com efetivo exercício em sala de aula, prioritariamente, aos educadores sociais com atuação em espaços não formais de educação e aos estudantes de cursos de licenciatura a partir do 5° semestre.

Os interessados devem entrar em contato, para mais informações e para proceder com a inscrição (vagas limitadas), pelo telefone (51) 3288-9117 ou pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.

Clique aqui para ver o Programa Completo do Curso.

Clique na imagem para melhor visualização da programação.

Clique na imagem para melhor visualização da programação.

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