Ação Educativa e Consciência Negra no APERS #NovembroNegro

Deixe um comentário

Damos sequência às nossas postagens que ficaram pendentes em relação ao ano de 2019, iniciando pelo último texto da série em celebração ao #NovembroNegro.

Desde 2009 o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS oferece, entre outras, a oficina Os Tesouros da Família Arquivo, construída a partir de diferentes tipos documentais produzidos no contexto da escravidão no Brasil e salvaguardados por nossa instituição. A oficina busca nomear e reconhecer a ação de mulheres e homens a quem o cativeiro foi imposto, mas que resistiram de formas diversas e lutaram por liberdade. A partir de um testamento e um processo-crime, alguns inventários, registros de compra e venda e cartas de liberdade, entramos em contato a história de Maria, senhora de “mais ou menos 90 anos” que foi capturada na região do Congo no final do século XVIII; com o Pancho, menino uruguaio de 12 anos que nasceu livre mas foi sequestrado na banda oriental e vendido ilegalmente como escravo em uma colônia de imigrantes; com a Jacinta e o Vicente, pais do Fortunato, uma família sendo tratada como bens. Falamos de possibilidades de trabalho e sociabilidade em grandes plantéis rurais ou em pequenas manufaturas urbanas, da formação de famílias, de formas diversas de resistência.

A seguir compartilhamos pequenos vídeos gravados por estudantes da EMEF Nossa Senhora de Fátima (bairro Bom Jesus/Porto Alegre) comentando sua participação na referida oficina. Eles estiveram conosco no dia 12 de novembro, trazidos pelo professor Bruno Xavier Silveira:

 

 

 

Essa ação, pensada em 2008 com inspiração no trabalho de descrição arquivística que deu origem aos Catálogos de Documentos da Escravidão, transformou-se em uma importante atividade de difusão do acervo e de ação educativa que, por sua vez, inspirou o desenvolvimento do projeto “AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil”. A partir desse último, com recursos captados em edital do IBRAM, distribuímos caixas pedagógicas como doação para escolas levando um pouco de nosso acervo para dentro das salas de aula, promovendo discussões a respeito das conexões entre África e Brasil a partir da diáspora e sobre as marcas da escravização em nossa sociedade. Aqui, compartilhamos alguns registros de estudantes utilizando a caixa AfricaNoArquivo na EMEF Osório Ramos Correa, de Gravataí, sob orientação da professora Jane Rocha de Mattos, e na EEEF Imperatriz Leopoldina, de Porto Alegre, com a professora Isadora Librenza:

Oficina e caixa pedagógica, entre outras diversas atividades como cursos e eventos promovidos pelo Arquivo Público com essa temática, são afirmações de nosso potencial enquanto lugar de memória negra, enquanto lugar que se presta à produção de conhecimento engajado no combate às desigualdades e ao racismo.

Para informações sobre as ações educativas desenvolvidas pelo APERS, entrar em contato pelo e-mail acaoeducativa@planejamento.rs.gov.br.

APERS no mês da Consciência Negra #NovembroNegro

Deixe um comentário

2019.11.06 APERS Consciência Negra

Embora partilhemos da compreensão de que é importante que as instituições arquivísticas organizem seus acervos globalmente, permitindo à comunidade acessar informações diversas, independente do tema de pesquisa ou do direito que se pretende acessar, acreditamos, também, na centralidade de tais instituições assumirem uma postura ativa frente aos temas sensíveis que marcam nossa sociedade, postulando espaços de defesa dos direitos humanos, de enfrentamento ao racismo, ao machismo, à lgbtfobia. Afinal, a gestão de documentos, o acesso à informação, assim como a diversidade que marca o patrimônio documental estão no cerne da construção de uma sociedade plural e democrática.

Nessa perspectiva, ao longo das últimas décadas do APERS vem desenvolvendo projetos, realizando eventos e promovendo a difusão de seus acervos com especial atenção às relações étnico-raciais e à história negra do Rio Grande do Sul. Agora, adentrando o mês de novembro, que marca o Dia da Consciência Negra nacionalmente, propomos uma programação especial para nossas mídias, que resgata ações já empreendidas e fortalece a divulgação projetos nessa área.

Aqui no blog, a começar pela presente postagem, traremos conteúdos semanais que marquem a percepção do APERS como um lugar de memórias e de histórias negras. Falaremos de documentos e de seu tratamento, de eventos e exposições, de ações educativas e, em especial, do projeto Documentos da Escravidão. Ele originou dez volumes de catálogos seletivos que lançam luz sobre a presença de negras e negros em nosso acervo, e foi desenvolvido pela instituição ao longo de mais de uma década, de modo que seus impactos sobre as pesquisas em ciências humanas ainda estão por ser estudados.

Recentemente, em uma banca de um trabalho de pós-graduação, uma importante pesquisadora do centro do país perguntou ao candidato: “você pesquisou diretamente nos documentos ou utilizou os catálogos seletivos ‘Documentos da Escravidão’, publicados pelo Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul?” Diante da confirmação de que, de fato, estes foram consultados, ela afirmou: “ah, bom! Porque aqui vocês têm algo que não existe em nenhum outro lugar no país”. Essa pequena anedota demonstra a relevância historiográfica assumida pelo monumental trabalho de pesquisa e descrição documental realizada em nossa instituição nos primeiros anos do século XXI.

Ainda em relação ao blog, o 20 de novembro cairá em uma quarta-feira, dia tradicional de postagens por aqui, e será marcado pelo “Especial Consciência Negra no APERS”.

Nosso Facebook, como de costume, repercutirá tudo o que for veiculado em nosso blog, assim como colocará na vitrine a exposição do mês – organizada dentro do projeto “Descobrindo o Acervo do Arquivo Público” – e o evento que estamos organizando para os dias 25 e 26/11 – em breve mais informações. Nosso perfil será “consciência negra” a cada caractere!

Nosso Instagram trará para o mundo virtual a exposição física que ocupará, no APERS, a Sala Joel Abilio Pinto dos Santos, e também apresentará à comunidade os documentos sobre o contexto da escravização que são explorados com as turmas escolares que nos visitam para vivenciar a oficina “Tesouros da Família Arquivo”.

Já em nosso Twitter todos as postagens do mês serão relacionadas à temática. Desse modo, traremos a nossas seguidoras e seguidores a referência de trabalhos acadêmicos, de livros, de produções audiovisuais, entre outras reflexões relacionadas à área de arquivos que se conectem com a consciência negra.

Acompanhe nossas mídias e participes das atividades!

Projeto AfricaNoArquivo participa de Evento da ATEMPA

Deixe um comentário

Nos dias 16 e 17 de outubro ocorreu o IV Encontro de Educadores da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA) no Auditório do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA). Para esse encontro foi escolhido como tema de debate a Diversidade nas Escolas e o Arquivo Público, por meio do Projeto AfricaNoArquivo – Fontes de Pesquisa e Debates para a Igualdade Étnico-racial, esteve presente.

Assim como a proposta das atividades promovidas pela ATEMPA, também o Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS tem promovido ações de debates em torno das relações e de políticas que promovam a igualdade étnico-racial. Umas delas foram a produção das Caixas Pedagógicas pelo Projeto AfricaNoArquivo. A participação do APERS deu-se por meio da distribuição, durante os dois dias, das Caixas Pedagógicas aos professores das escolas que ainda não tinham recebido o material e que estavam participando do evento. Com isso, tivemos como resultado a distribuição, para algumas dezenas de escolas do município de Porto Alegre, de um material pedagógico que, com certeza, contribuirá para o prosseguimento do debate em torno da diversidade nas escolas.

Projeto AfricaNoArquivo é divulgado pelo Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra (PRDCN)

1 Comentário

     No final do mês de setembro o Projeto AfricaNoArquivo recebeu uma divulgação especial: um vídeo feito pela professora Carla Lopes, atuante na área de História, Arquivologia e Gestão da Informação, professora de História e coordenadora pedagógica da rede pública estadual de ensino no Rio de Janeiro, criadora e coordenadora do Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra (PRDCN). O PRDCN é uma experiência metodológica de implementação da Lei 10.639/03 e um observatório de práticas pedagógicas em Educação para as Relações Étnico-raciais.

     O vídeo foi produzido a partir de uma viagem a Porto Alegre, na qual a prof.ª Carla pode conhecer o Arquivo Histórico e o Arquivo Público do Rio Grande do Sul. Assim, ela comenta sobre a publicação “RS Negro: cartografias sobre a produção do conhecimento”, organizada em parceria entre o AHRS e a PUC-RS, e sobre uma série de projetos com os quais tomou contato no APERS, desenvolvidos no âmbito da difusão de acervos e da Educação Patrimonial, relacionados à história da escravização e da luta por liberdade no Rio Grande do Sul, numa perspectiva antirracista.

     Carla fala da caixa pedagógica AfricaNoArquivo, conectando-a com as demais ações desenvolvidas pelo Arquivo Público, que destacam as contribuições de negras e negros na formação história e social do RS, como os Catálogos de Documentos da Escravidão e a oficina Os Tesouros da Família Arquivo. A professora referencia a qualidade do material e evidencia o importante papel que as instituições arquivísticas têm, como lugares de memórias, no acesso à informação, na produção e difusão de conhecimentos, e na efetivação da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas do Brasil. Assista ao vídeo abaixo, ou neste link:

     Agradecemos a visita, o reconhecimento, e mais essa oportunidade de divulgar um trabalho que vem sendo feito com muita convicção e carinho pela equipe do APERS.

AfricaNoArquivo: desdobramentos do trabalho (I)

Deixe um comentário

2015.06.24 AfricaNoArquivo

    Até o mês passado disponibilizamos nessa categoria todos os materiais que compõem a caixa pedagógica AfricaNoArquivo, de forma que educadores e demais interessados possam ter acesso e montá-la para trabalhar com o tema da escravidão e da luta por liberdade a partir das fontes arquivísticas salvaguardadas no APERS. Hoje começamos a compartilhar atividades relacionadas, ou desdobramentos construídos a partir desse material, mostrando suas potencialidades.

    Além da distribuição e da difusão do projeto AfricaNoArquivo, uma das ações centrais com a qual a equipe de Ação Educativa do APERS está envolvida nesse primeiro semestre de 2015 é a reformulação da oficina de educação patrimonial Os Tesouros da Família Arquivo, realizada no âmbito do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS desde 2009. Esta oficina é oferecida às turmas de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental e também debate a resistência à escravidão a partir de inventários, processos criminais, testamentos, registro de compra e venda e cartas de liberdade.

    Uma das medidas para sua qualificação foi a construção de uma atividade preparatória a ser realizada pelas turmas antes da vinda ao Arquivo, tendo como principal objetivo contribuir para que os/as estudantes reconheçam diferentes tipologias documentais do acervo do APERS que podem ser usados na pesquisa histórica, e com os quais terão contato na oficina. Compreendemos que a participação das crianças e adolescente na oficina oportunizada nas dependências do Arquivo é potencializada com uma preparação anterior, que aproxime-os do tema e do universo do Arquivo. Tendo como eixo os conceitos de fonte histórica e diversidade, a proposta foi produzida pela professora Carla Rodeghero (História/UFRGS) a partir dos debates realizados pela equipe, é composta com um pequeno vídeo, que está disponível no YouTube, e duas questões simples que buscam, primeiro, levantar os conhecimentos prévios trazidos pelos estudantes sobre as tipologias documentais, e em seguida, a partir do manuseio e análise dos fac-similes disponíveis na caixa pedagógica AfricaNoArquivo – que já estão na escola! – produzir uma ficha de investigação que evidencia as funções daqueles documentos e que tipos de informações podem ser extraídas a partir deles.

    Nesse sentido, a atividade preparatória à oficina Tesouros pode servir como uma introdução ao trabalho com a caixa pedagógica, assim como a caixa pedagógica qualifica e potencializa o trabalho realizado presencialmente no Arquivo.

    Se você é professor, ainda que não tenhas como agendar oficinas no Arquivo para suas turmas, cremos que podes introduzir o trabalho com a caixa pedagógica AfricaNoArquivo a partir das questões propostas na atividade preparatória. E, se tiveres registros das atividades realizadas em sala de aula a partir de todos esses materiais, assim como outras produções a partir deles, compartilhe conosco! Estamos em contato pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br.

Ações Educativas do APERS são divulgadas na FAPA

Deixe um comentário

Na noite do dia 12 de junho, as historiadoras do Arquivo Público do RS, Clarissa Sommer e Nôva Brando apresentaram as Ações Educativas desenvolvidas pelo APERS na Faculdade Porto-Alegrense (FAPA).

A convite da Professora Claudira Cardoso, Clarissa e Nôva conversaram com estudantes das disciplinas de Prática e Educação Patrimonial, daquela Instituição, acerca das atividades educativas desenvolvidas pelo Arquivo. Dentre elas, as ações promovidas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS|APERS como as Oficinas de Educação Patrimonial, as Capacitações de Oficineiros, os Cursos para Professores, o Projeto AfricaNoArquivo e pelo Projeto APERS? Presente, Professor!.

O foco das discussões centrou-se na construção dessas atividades, uma vez que os estudantes passam pelo processo de elaboração de propostas na área de educação patrimonial que serão apresentadas nesse semestre e aplicados no próximo.

Para o APERS foi uma experiência muito gratificante, na medida em que compreendemos a importância da difusão tanto das atividades desenvolvidas pela Instituição quanto dos acervos pelo Arquivo custodiados. Acreditamos que, dessa forma, cumprimos com aquilo que consideramos uma das funções de um arquivo público: o diálogo permanente com diferentes esferas de produção de conhecimento e com a sociedade no geral.

AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do projeto (III)

2 Comentários

Tabuleiro Jogo

Compartilhamos hoje o jogo de tabuleiro que acompanha a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. Ele foi criado pela equipe do APERS a partir dos documentos selecionados, transcritos e disponibilizados no kit. Todas as perguntas são respondidas a partir do estudo e do debate prévio desses documentos. São questões que direcionam a atenção dos “estudantes-pesquisadores” para a condição social dos escravizados, tidos como mercadorias na sociedade escravista, mas, ao mesmo tempo, buscam evidenciar sua agência enquanto sujeitos, que formavam famílias, conquistavam alforrias para si e para outros companheiros de cativeiro, organizavam levantes…

Algumas perguntas são respondidas a partir da observação dos dados registrados nos documentos, exigindo atenção aos nomes dos escravizados e demais citados, às suas profissões e idades, aos locais e anos em que foram produzidos os registros, por exemplo: “1. Eu sou Faustino. Qual era minha idade quando conquistei minha Carta de Liberdade?”, “12. Hoje sou um homem livre. Durante a vida eu adquiri coisas e ajudei amigos a conquistar sua liberdade. Tudo ficou registrado em meu Testamento. Quem sou eu?”. Em outros casos se avança a “casa” interpretando informações gerais, ou analisando conceitos a partir do debate e do glossário disponibilizado com o material: “16. O que significa ser um escravo ‘de nação’?”, “28. Observando as atribuições dos escravos arrolados no Inventário, em que tipo de produção eles trabalhavam?”.

O tabuleiro foi produzido em tamanho 80X30cm. Para as escolas que desejarem baixar e reproduzir o material, sugerimos que, se possível, imprimam-no como um banner, da forma como fizemos para o kit. Cada caixa contém dois tabuleiros iguais, e dois conjuntos de pecinhas para jogar (um dado e cinco peões), para que os professores possam dividir a turma e dinamizar a atividade, conforme sugestões de trabalho no material de apoio. Cada caixa contém também duas cartelas com as regras do jogo (frente) e as respostas para as questões do tabuleiro (verso). A sugestão é de que cada grupo em torno de um tabuleiro escolha uma juíza ou um juiz que ficará com esta cartela, lendo as regras e acompanhando as respostas dos colegas. Baixe a seguir os materiais:

– Jogo de Tabuleiro
– Cartela de regras e respostas
– Glossário

Desejamos que o material seja amplamente acessado e de grande proveito! Dúvidas poderão ser sanadas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br. Reforçamos também o convite para que compartilhem conosco através desse endereço registros de suas experiências com o material, como reflexões, opiniões dos estudantes e fotos de atividades realizadas nas escolas. Tudo poderá contribuir para a difusão e a valorização desse trabalho, instigando desdobramentos.

AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do Projeto (II)

Deixe um comentário

2015.03.25 AfricaNoArquivo II imagem

Hoje damos sequência à disponibilização dos materiais que compõe a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. O “Material de Apoio à Professora e ao Professor!”, a seleção de páginas do inventário de Felisbina da Silva Antunes, a carta de liberdade da Rita e o testamento do Antonio Gaia já estão aqui. Agora, você pode baixar também:

– Carta de Liberdade de Faustino (Jaguarão, 1866) Liberto aos 18 anos com a condição de servir em um dos corpos do Exército por 12 anos no lugar de seu senhor. Possível problematizar o contexto da Guerra do Paraguai e a realidade de uma região de fronteira.

– Processo-crime de insurreição escrava na Aldeia dos Anjos (Comarca de Porto Alegre,1863) Tratando-se de um processo com cerca de 260 páginas, fizemos um recorte optando por digitalizar e transcrever sua abertura, o depoimento, o julgamento e a sentença relacionados ao réu Bento, apresentando a história registrada no documento a partir de sua versão. Contribui para debater a agência e a resistência dos escravizados em uma região (Gravataí) muito próxima aos estudantes que estão em contato com a caixa pedagógica. Interessante notar que esta insurreição já foi objeto das pesquisas do historiador Wagner Pedroso, que utilizou esse processo e diversos outros documentos do acervo do APERS. Acesse sua dissertação de mestrado e um artigo.

– Escritura de compra e venda de Felizarda e seus três filhos (Vila de Porto Alegre/Continente de Rio Grande de São Pedro, 1798) Documento registra a venda de Felizarda e seus filhos “mulatinhos” Francisco, Antonio e Felisbino pela quantia de 305$600. Permite questionar a formação de famílias, a paternidade muitas vezes relacionada aos próprios senhores, as transações mercantis com vidas humanas…

Aos que já acompanharam a postagem do mês passado e leram o material de apoio fica claro que a proposta da Caixa Pedagógica parte da exploração dos documentos em todo o seu potencial, incentivando que cada estudante se debruce sobre eles como pesquisadores, investigando informações, contextos e conceitos. A partir daí estarão aptos à próxima etapa: utilizar o conhecimento adquirido para explorar o jogo de tabuleiro, que será disponibilizado no mês seguinte com a cartela de regras.

Ressaltamos que os documentos que compõe a Caixa são apenas exemplares selecionados dentro de um acervo riquíssimo. A utilização dos mesmos pode e deve motivar novas pesquisas e desdobramentos.

Nesse sentido, reforçamos o convite para que sigam acompanhando as postagens relacionadas ao Projeto AfricaNoArquivo, e para que compartilhem conosco através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registros de suas experiências com o material, como reflexões, opiniões dos estudantes e fotos de atividades realizadas nas escolas. Tudo poderá contribuir para a difusão e a valorização desse trabalho, instigando desdobramentos!

AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do Projeto (I)

Deixe um comentário

Conforme nos propusemos para 2015, hoje iniciamos as postagens mensais na categoria AfricaNoArquivo, que terão como objetivo difundir o Projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil compartilhando seus produtos, problematizando as possibilidades de trabalho a partir deles e apontando desdobramentos para dar sequência ao que foi desenvolvido ao longo do ano passado.

Em 2014 já havíamos publicado no blog três reflexões produzidas a partir de três dos seis documentos que compõem o kit da caixa pedagógica. Nesses textos, que podem ser lidos na categoria “Arquivos & Diversidade Étnica” apresentamos previamente os documentos sugerindo possibilidades de abordagem. Porém, como o projeto ainda estava em construção, não postamos as reproduções no formato como estão sendo distribuídas nas caixas, com suas respectivas transcrições e diagramação.

2015.03.04 Imagem para AfricaNoArquivo

Hoje começamos a disponibilizar para download todos materiais que compõem o kit que está sendo entregue às escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão. Dessa forma ampliaremos o alcance do projeto, permitindo que pesquisadores, leitores interessados no tema e educadores de qualquer lugar tenham acesso, podendo baixar, imprimir, utilizar em atividades educativas, criar propostas a partir das que são por nós apresentadas… Neste post você pode baixar:

Material de Apoio à Professora e ao Professor! Traz uma contextualização e introdução ao projeto, além de instruções e dicas de como aplicá-lo com as turmas escolares e com outros grupos.

Seleção de páginas do Inventário de Felisbina da Silva Antunes (1871, cidade de Pelotas). No documento constam arrolados um total de 146 escravizados. Optamos por digitalizar, transcrever e reproduzir a página inicial do processo, as duas primeiras e as duas últimas páginas do arrolamento dos “Bens semoventes e moveis”, onde é possível identificar nome, idade, especialização e valor atribuído às e aos escravizados. Dados que permitem problematizar a formação do plantel, o tipo de propriedade e de trabalho produtivo com que estes sujeitos históricos estavam envolvidos, a reprodução e a formação de famílias na propriedade, o local de nascimento dessas pessoas…

Carta de Liberdade de Rita (Pelotas, 1835). Escrava de ganho de Manoel José de Barros, foi ama de leite da filha do senhor e comprou sua alforria com pecúlio acumulado a partir da venda se “quitandas”.

Testamento de Antonio Gaia (Rio Grande, 1883). Preto forro da Costa da Mina, Antonio registra neste documento seus últimos desejos por encontrar-se “doente e temendo a morte”. Acumulou bens e estabeleceu rede de sociabilidade com negros e negras que são contemplados em seu Testamento.

No próximo mês disponibilizaremos os outros três documentos do kit, e na sequência o jogo de tabuleiro e o vídeo produzido pela equipe para aprofundar e qualificar as ações nas escolas. Acompanhe e compartilhe conosco através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registros de suas experiências com o material produzido pelo Projeto AfricaNoArquivo. Reflexões, fotos de atividades realizadas nas escolas… Tudo poderá contribuir para a difusão e a valorização desse trabalho, instigando desdobramentos!

Distribuição de Caixas Pedagógicas e Catálogos Seletivos

4 Comentários

Relembramos que estamos em fase de distribuição das caixas pedagógicas do projeto AfricaNoArquivo e do catálogo seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil. Saiba mais:

CaixaPedagogicaCaixas pedagógicas AfricaNoArquivo: distribuídas às escolas públicas de Canoas, Gravataí, Porto Alegre, Viamão e para as 30 primeiras escolas de qualquer município, instituições de memória, associações e entidades da área (cultura negra) que declararem e justificarem o interesse em receber o material. Neste caso, a escola/ instituição/ entidade deverá enviar uma mensagem para nossa equipe através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registrando o interesse e referenciando a atuação na área. Essas 30 caixas serão destinadas conforme a ordem de recebimento dos e-mails. Mais informações na Aba “Projetos Patrocinados”.

2015.01.21 Catalogo ResistenciaCatálogo Seletivo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil: distribuição do catálogo para instituições voltadas para o ensino e a pesquisa sobre a história da ditadura no Brasil, como escolas de ensino médio da rede pública, universidades, arquivos, bibliotecas e organizações ligadas a essa temática. Acesse aqui a listagem de instituições contempladas. Para ler outras notícias sobre este catálogo, clique aqui.

Ambos os materiais, de distribuição gratuita, podem ser retirados na sede do Arquivo Público do RS (Rua Riachuelo, nº 1031 – Centro Histórico | Porto Alegre) por um representante da instituição devidamente identificado e mediante a assinatura de termo de compromisso, sendo doada uma caixa ou um catálogo por instituição.

Relatórios 2014 – DIPEP: Projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil

Deixe um comentário

Arte Adesivo Caixas corrigido logo SARH

Projeto realizado com recursos do Prêmio Pontos de Memória 2012, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), captados através da Associação dos Amigos do APERS, e com apoio da UFRGS através do Programa de Educação Patrimonial para confecção das reproduções de documentos.

A execução do plano de trabalho e a concretização das ações do Projeto se deu de forma satisfatória. Foi possível cumprir as metas estipuladas e avançar em relação a elas, ampliando o alcance das caixas pedagógicas para mais escolas do que o previsto inicialmente, efetivando a reedição dos Catálogos de Documentos da Escravidão no RS em formato CD e adquirindo diversos equipamentos para o APERS que poderão ser utilizados a longo prazo para divulgar essas ações, para qualificar as demais atividades que a instituição já vinha realizando na área da história e cultura afro-brasileira – como a oficina Os Tesouros da Família Arquivo, oferecida no espaço do Arquivo para turmas das séries finais do Ensino Fundamental – e ainda para seguir propondo desdobramentos ao projeto.

Tudo isto oportunizou um grande avanço no campo da difusão, tanto do acervo quanto da instituição, levando os documentos relacionado ao período da escravidão e os debates sobre história e cultura negras no Rio Grande do Sul para dentro de 700 escolas das redes públicas de ensino dos quatro municípios mais populosos da região metropolitana (Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão), restando ainda algumas caixas para distribuir a escolas de outros municípios, instituições de memória e associações ligadas ao tema que manifestaram interesse no material, conforme quadro a seguir:

quadro

Sobre as metas gerais do projeto, podemos apresentar os resultados sinteticamente da seguinte forma:

  • Ação 1 – Aquisição de Equipamentos
    Previsto: 01 notebook e 01 projetor.
    Executado: 01 notebook, 01 projetor, um HD externo, um suporte para projetor, uma caixa de som portátil, uma máquina fotográfica.
  • Ação 2 – Reedição dos Catálogos de Documentos da Escravidão no RS em CD
    Previsto: 500 cópias
    Executado: 500 cópias
  • Ação 3 – Confecção e distribuição de caixas pedagógicas para escolas públicas dos municípios mais populosos da região metropolitana de Porto Alegre
    Previsto: 650 caixas
    Executado: produção de 700 caixas, distribuição de 100 caixas até o momento, dando sequência à distribuição ao longo do primeiro semestre de 2015.

Em relação aos produtos e resultados obtidos, sistematizamos assim:

  • Seleção e transcrição de documentos através de pesquisa histórica no acervo do APERS;
  • Produção de um jogo pedagógico temático, autoral e inédito;
  • Produção de 04 entrevistas registradas em vídeo com: Professor José Rivais Macedo (História/UFRGS), Thiago Leitão de Araújo (pesquisador do APERS e doutorando em História Social da Cultura pelo Cecult/Unicamp), Iara Deodoro (professora e coreógrafa do Instituto Social Afro-Sul Odomodê), e Ana Centeno (griô). O material de vídeo produzido nas entrevistas foi analisado, selecionado e editado para fazer parte do vídeo formativo.
  • Produção de um vídeo formativo com 20 minutos, também inédito, relacionando o APERS, seus acervos, os processos de ensino e aprendizagem e a história negra no RS;
  • Confecção de 700 caixas pedagógicas;
  • Organização e realização de um evento com entrada franca para o lançamento público das caixas pedagógicas, com palestra e atividade cultural;
  • Ampliação do alcance ao acervo do APERS tanto através da distribuição das caixas pedagógicas quanto dos Catálogos em CD;
  • Produção de postagens para o blog institucional do APERS divulgando o projeto e sugerindo atividades pedagógicas a partir do acervo selecionado para as caixas. Também incluímos o projeto na aba “Projetos Patrocinados” do blog, dando destaque à parceria com o IBRAM em nossa principal mídia social;
  • Alcançados todos os objetivos/resultados relacionados no plano de trabalho: consolidou-se o APERS como um Ponto de Memória identificado com a história, a memória e a cultura afro-brasileira; qualificou-se sua infraestrutura através da aquisição de equipamentos para estas ações e para projetos vindouros; ampliou-se a difusão dos acervos da instituição através dos quais se podem reconstituir a história da escravidão e da luta por liberdade no Rio Grande do Sul e no Brasil em relação direta com o continente africano, possibilitando a problematização das marcas deixadas por este processo histórico em nossa realidade social atual; difundiu-se as ações já desenvolvidas pelo APERS em parceria com a AAAP-RS na área educativa e cultural, como seu Programa de Educação Patrimonial e a oficina Os Tesouros da Família Arquivo, que já utilizava documentos referentes ao período da escravidão; contribui-se para a aplicação da Lei 10.639/2003 a partir da distribuição de caixas pedagógicas que dão suporte aos professores para que possam refletir e debater sobre a temática de maneira sólida e embasada; incentivou-se a democratização do acesso aos arquivos públicos como espaços de memória e produção do conhecimento a partir da difusão do APERS e seu acervo.

Ainda temos como pendência para 2015 a finalização da distribuição das caixas, que se demonstrou mais lenta do que o previsto, especialmente porque ainda não conseguimos efetivar parceria nesse sentido com as Secretarias de Educação (estadual e municipais) e pela distribuição ter iniciado no final de novembro, próximo ao início das férias escolares. Certamente a procura aumentará agora, com início das aulas, e nossa equipe seguirá envolvida com essa tarefa, assim como com a proposição de novas atividades para difundir e qualificar o alcance do Projeto. Novidades sempre serão amplamente divulgadas pelo blog. Acompanhe!

Relatórios 2014: Cursos, Eventos e Exposições

Deixe um comentário

2015.02.18 Cursos Eventos e Exposições

O APERS é uma instituição riquíssima que possui, além de vasto acervo documental, um amplo Espaço Cultural composto pela Sala Joél Abilio Pinto dos Santos, o Auditório Marcos Justo Tramontini, a Sala Borges de Medeiros e o jardim. Nossas equipes buscam ocupá-lo promovendo ou apoiando atividades culturais diversas, estimulando os usos sociais do Arquivo, contribuindo para a difusão da instituição e de seu acervo. A Sala Borges de Medeiros foi utilizada ao longo de todo o ano para as oficinas de Educação Patrimonial, sobre as quais falaremos no relatório da próxima semana. Nos demais espaços são realizadas exposições e eventos.

Durante o ano de 2014 a Divisão de Documentação (DIDOC) fez uso do Espaço organizando exposições na Sala Joél Abílio Pinto dos Santos, ocasiões em que contou com parcerias de outras instituições. Confira abaixo um relato cronológico (clique nos links para verificar as notícias postadas no Blog):

  • Janeiro a fevereiro: Em parceria com a Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região, foi elaborada a exposição fotográfica denominada Irlanda. A mostra apresentou imagens capturadas segundo o olhar de Miguel Ângelo, servidor do TRT4.
  • Março a Junho: A Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região organizou, em homenagem ao aniversário de 108 anos do APERS, a exposição fotográfica denominada Olhares. A qual foi constituída de 18 imagens, capturadas nas dependências do APERS, de autoria dos desembargadores Vânia Mattos, João Paulo Lucena e dos servidores Miguel Ângelo e Maria Clara Lucena Adams.
  • Julho: Em decorrência da oficina “Origens – oficina de genealogia”, promovida pela Associação dos Amigos do Arquivo Público com apoio do APERS, houve a exposição denominada Emoções, em que Adriana Weber e Daniel Teixeira Meirelles Leite expuseram parte de suas árvores familiares e ilustraram vivências de seu cotidiano enquanto genealogistas.
  • Agosto a Dezembro: Em parceria com a Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região, foi elaborada a exposição fotográfica denominada Colômbia. A mostra é composta por 32 fotografias capturadas segundo a perspectiva da artista Vânia Mattos.

Em abril a equipe da Divisão de Pesquisa e Projetos (DIPEP) realizou o evento Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil, atividade de pré-lançamento do catálogo seletivo homônimo que descreve os processos de indenização a ex-presos políticos salvaguardados pelo APERS e oriundos do trabalho da Comissão Especial de Indenização. Contamos com a participação de servidoras da casa que apresentaram o trabalho realizado, de ex-presos políticos e de filhos de ex-presos políticos que compartilharam suas vivências com o público presente.

Entre abril e maio servidoras da DIDOC e da DIPEP contribuíram para a organização do Curso Documento: Paleografia, Diplomática e Preservação, promovido pela Associação dos Amigos do APERS.

Entre maio e setembro ambas as Divisões envolveram-se na construção e realização da XII Mostra de Pesquisa do APERS, desde o recebimento e seleção de artigos e resumos de pôsteres, até a organização e divulgação do evento em que os trabalhos selecionados foram apresentados. Tal evento ocorreu nos dias 09, 10 e 11 de setembro, contando com palestra de abertura de Jônatas Caratti intitulada “O solo da liberdade”, com 26 apresentações de artigos e dez apresentações de pôsteres. Os trabalhos serão publicados em formato de livro ao longo de 2015.

Já em novembro as equipes das Divisões trabalharam em conjunto para realizar o evento de Lançamento das caixas pedagógicas produzidas a partir do Projeto AfricaNoArquivo, em uma atividade que envolveu a apresentação do material, palestra sobre cultura negra com o pesquisador Rodrigo Weimer e uma excelente intervenção musical do grupo Três Marias Brasil.

Em novembro o APERS também apoiou a realização do Seminário 50 anos do Golpe de 1964, 50 anos de impunidade, promovido pelo Coletivo pela Educação, Memória e Justiça nos dias 12, 13 e 14 de novembro no Auditório Marcos Justo Tramontini, e em dezembro apoiou a Associação dos Amigos do APERS na realização de sua atividade de confraternização de final de ano, em que contamos com a apresentação do grupo vocal Mandrialis.

Ao longo do ano o APERS participou também do projeto Os Caminhos da Matriz, realizado em parceria com Solar dos Câmara/ALRS, Memorial do Ministério Público, Memorial do Judiciário, Palácio Piratini e Museu Julio de Castilhos, oferecendo visitas mediadas às instituições do entorno da Praça da Matriz. Fizemos parte do roteiro 1, acompanhados do Museu Julio de Castilhos e do Memorial do MP, realizando quatro visitas mediadas nas tardes dos dias 29 de março, 31 de maio, 30 de agosto e 25 de outubro.

Novidades AfricaNoArquivo! Ampliação do alcance do Projeto

4 Comentários

Arte Adesivo Caixas corrigido logo SARH

A partir de uma readequação dos recursos captados pelo Prêmio Pontos de Memória/IBRAM e do apoio da UFRGS através do Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS será possível ampliar o alcance das caixas pedagógicas AfricaNoArquivo.

Inicialmente elas seriam distribuídas às escolas públicas de Porto Alegre, Canoas e Gravataí. Agora, serão distribuídas também para as escolas de Viamão, alcançando os quatro municípios mais populosos da região metropolitana, e para as 30 primeiras escolas de qualquer município, instituições de memória, associações e entidades da área (cultura negra) que declararem e justificarem o interesse em receber o material. Neste caso, a escola/instituição/entidade deverá enviar uma mensagem para nossa equipe através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registrando o interesse e referenciando a atuação na área. Essas 30 caixas serão destinadas conforme a ordem de recebimento dos e-mails.

Lembramos a todas e todos que o material pode ser retirado no Arquivo Público por um responsável pela escola devidamente identificado, que preencherá um termo de compromisso, sendo doada uma caixa por instituição. Mais informações na Aba “Projetos Patrocinados”.

Outra novidade é que a partir de fevereiro teremos em nosso blog a categoria “AfricaNoArquivo”. Através dela divulgaremos notícias sobre desdobramentos do Projeto, reflexões e dicas para qualificar e potencializar os usos do material distribuído. Acompanhe!

Não esqueça: sexta-feira tem o lançamento das caixas pedagógicas do Projeto AfricaNoArquivo!

Deixe um comentário

Reforçamos o convite para a atividade cultural de lançamento das caixas pedagógicas produzidas a partir do Projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Será nesse sexta-feira, 28/11, a partir das 18h, no auditório do APERS.

Confira aqui a programação e as regras de distribuição, e veja como está lindo o material!

Convênio entre Arquivo Público e Secretaria da Educação do Estado do RS em pauta

Deixe um comentário

Logo PrEduPatrimonial

Para aqueles que acompanham de perto as ações e projetos desenvolvidos pelo Arquivo Público do RS não é novidade alguma o empenho que a instituição dispende em realizar atividades educativas de qualidade destinadas tanto ao público de alunos da Educação Básica quanto para os professores das redes de ensino, sobretudo as públicas. Dessa forma, o APERS consolidou seu Programa de Educação Patrimonial, construído em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que hoje oferece, como ações permanentes, três oficinas de educação patrimonial, curso de capacitação de oficineiros e curso de formação para professores.

Arte AfricaNoArquivo Além do Programa de Educação Patrimonial, a Instituição, nos últimos anos, tem construído uma série de outros projetos voltados para diálogo entre o Arquivo e as escolas. Para ficarmos apenas no ano de 2014, podemos citar duas iniciativas importantes: o Projeto ÁfricaNoArquivo-Fontes de pesquisa & debates para igualdade étnico-racial no Brasil e o Projeto APERS? Presente, professor! – Propostas Pedagógicas a partir de fontes arquivísticas. O primeiro deles consiste na elaboração e distribuição para as escolas de caixas pedagógicas com materiais que abordam a história e a cultura afro-brasileira. Em fase de conclusão, muitas escolas da grande Porto Alegre receberão as caixas custeadas com recursos oriundos do IBRAM (Ministério da Cultura) e do PROEXT/UFRGS (Ministério da Cultura). O segundo, tem por objetivo disponibilizar, por meio virtual, propostas pedagógicas em arquivos PDF, nas quais temáticas como a escravidão, a ditadura civil-militar e temas transversais possam ser trabalhadas em sala de aula a partir de fontes arquivísticas custodiadas pelo APERS. Tais propostas são disponibilizadas no Blog do Arquivo.

Logo Apers-Presente professorEsses são dois exemplos de duas ações planejadas para atender o público escolar. No entanto, ainda contamos com a elaboração de instrumentos de pesquisas, que ao mesmo tempo que auxiliam os pesquisadores em seus trabalhos, também podem somar significados ao processo de ensino-aprendizagem na escola. Esse é o caso do Catálogo Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura Militar no Rio Grande do Sul que vem sendo construído desde o ano de 2012 e que em breve será publicado e distribuído também a algumas centenas de escolas que poderão, a partir dele, entrar em contato com narrativas acerca do período da ditadura civil-militar.

Por conta de trabalhos como esses, o Arquivo Público do RS percebeu a necessidade de uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC/RS), tanto para compartilhar quanto para otimizar o alcance das ações que pelo APERS, e parcerias, estão sendo desenvolvidas na área da educação. Nesse caminho, a Diretora do Arquivo, Isabel de Almeida, a Arquivista Chefe da Divisão de Pesquisas e Projetos, Maria Cristina Fernandes e a Historiadora, Nôva Brando, se reuniram com a Equipe Pedagógica da SEDUC/RS nessa sexta-feira, dia 12 de setembro, para apresentar os projetos do APERS e para propor formas de viabilização de uma parceria entre as instituições.

Convênio-cooperação

Além de solicitações pontuais, como o auxílio da Secretaria para o trabalho logístico de entrega das Caixas Pedagógicas do Projeto AfricaNoArquivo e dos Catálogos Resistência em Arquivo às escolas, o Arquivo propôs à Secretaria um convênio no qual fosse formalizada a cooperação entre a SEDUC/RS e o APERS, via Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH). Desde então, o Arquivo está trabalhando na construção da minuta do convênio, na expectativa de que formalizado, possamos contar com o apoio da SEDUC/RS para divulgação e ampliação do alcance das atividades por aqui já desenvolvida e, quem sabe, na formulação de futuros projetos e propostas de trabalho em conjunto.

%d blogueiros gostam disto: