Especial Projeto Documentos da Escravidão – Processos Criminais #NovembroNegro

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Embora novembro de 2019 já tenha passado, ao retomar as postagens inicialmente previstas para aquele mês reafirmamos a importância do #NovembroNegro!

Catálogo Processos CrimeOs processos criminais são uma fonte poderosíssima para o estudo da história, porque eles frequentemente trazem, ainda que em depoimentos sob a mediação da pena de escrivães e sob pressão de circunstâncias legais adversas, as palavras de atores sociais escravizados, o que é muito difícil de obter de outras formas. Ademais, é possível transparecer diversos episódios cotidianos que não receberiam registro se não fossem investigadas minuciosamente as condições do fato delituoso. Finalmente, podem se tornar perceptíveis as táticas adotadas para se livrar de acusações, proteger os seus, incriminar ou resistir aos seus senhores, obter a liberdade, enfim, a atuação prática dos escravizados, na defesa de seus interesses, em face de um sistema sociojurídico evidentemente desfavorável.

Chegando ao último post da série especial sobre o Projeto Documentos da Escravidão, que deu origem a 10 volumes de Catálogos que facilitam o acesso aos documentos relacionados ao contexto da escravização, hoje destacamos o volume dedicado aos processos criminais, que pode ser acessado clicando aqui.

 

Especial Projeto Documentos da Escravidão – Alforrias e Registros de Compra e Venda #NovembroNegro

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2019.11.20 cartas e compra e venda imagem 2 Foto Joana Berwanger Sul21

Detalhe do acervo de Tabelionatos. Prédio 1 do APERS. Foto: Joana Berwanger / Sul21

Damos sequência ao nosso especial de divulgação do Projeto Documentos da Escravidão, hoje direcionando o olhar às alforrias e registros de compra e venda. Ambos são tipos documentais que fazem parte do acervo de Cartórios e Tabelionatos do Arquivo Público do RS e que foram descritos, item a item, em verbetes que compõem catálogos publicados no âmbito desse projeto.

Como forma de descobrir as tensões entre estruturas sociais e ações subjetivas, os estudos históricos têm explorado cada vez mais as trajetórias individuais e coletivas. As escrituras de compra e venda de cativos, assim como as cartas de liberdade registradas nos cartórios de Porto Alegre e do interior do Rio Grande do Sul permitem acompanhar as pessoas escravizadas, percebendo seu trânsito entre diversos senhores ou a aquisição da alforria por meio de diversos dispositivos de negociação e resistência cotidiana que explicitam sua agência como sujeitos. Isso pode ser muito significativo, porque, como frequentemente se assumia o sobrenome senhorial na vida em liberdade, identificar de quem se havia sido escravizado pode ser de importância fundamental para descobrir os rumos tomados na vida em liberdade, por meio do acompanhamento do nome e sobrenome adquiridos.

Por outro lado, ainda há a possibilidade de estudar, a partir desses documentos, as flutuações do mercado de escravizados, especialmente em função da legislação antiescravista, trabalho que está por ser realizado, e de obter, por meio de metodologia serial e quantitativa, um panorama das modalidades de libertações ao longo das décadas, como, por exemplo, procede o historiador Paulo Staudt Moreira em seus trabalhos , discutindo a presença de alforrias gratuitas, compradas ou condicionadas à prestação de serviços, essas últimas em número crescente durante os últimos anos da escravidão.

Importante também é destacar a dimensão afirmativa de reconhecimento da humanidade, para além e nas entrelinhas da dureza documental que os reduzia a “mercadorias”, e das lutas dessas mulheres e homens por meio do acesso aos registros sobre suas vidas. Isso tem nos motivado a incentivar os usos desses documentos em processos de ensino-aprendizagem e de sensibilização que vão além da pesquisa acadêmica nas ciências humanas de modo geral. Emociona-nos, por exemplo, ver estudantes da Educação Básica manuseando-os em oficina, assim como líderes de quilombos urbanos e de pontos de cultura negra frequentando nossa Sala de Pesquisa para acessá-los em busca de vestígios sobre suas origens.

Acesse os catálogos que descrevem os tipos documentais em questão:

Importante: As alforrias de Porto Alegre encontram-se resumidas em MOREIRA, Paulo Roberto Staudt & TASSONI, Tatiani. Que com seu trabalho nos sustenta: as cartas de alforria de Porto Alegre (1748 – 1888). Porto Alegre: EST Edições, 2007.

Entrevista com Jovani Scherer – Parte III #NovembroNegro

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logo apers entrevista

Na semana anterior, publicamos o trecho da entrevista no qual Jovani Scherer discutiu o projeto Documentos da Escravidão.

E como tu levaste essa experiência para o seu mestrado?

Eu diria que, de certa maneira, eu comecei as questões do meu mestrado durante o projeto. Entre levar uma leitura para os teus colegas, eram meus colegas, propor questões e tentar ler aqueles documentos, são todas questões que depois foram parar no meu trabalho, de certa maneira. Assim como o meu projeto do Arquivo era meio megalomaníaco, o meu projeto inicial de mestrado também era altamente megalomaníaco. E o Paulo Moreira, que foi muito legal, eu fui para a UNISINOS para ter a experiência de fazer o mestrado com ele. Eu me lembro de apresentar o meu projeto, aquele logo após o projeto, aquelas ideias, era gigantesco, devia ter uns sete capítulos ou oito, era enorme. Era uma discussão tudo, porque tinha um acumulo de documentos, uma coisa absurda. Nesse dois anos no que eu ficava gerenciando e vendo de documentos, eu estava “ah, vou resolver a questão da família escrava, a questão dos africanos livres, das redes entre esses caras…”, eu tinha uma clareza daquele monte de documento, da Guerra do Paraguai, da Guerra dos Farrapos, tinha coisa para tudo que era lado. Então, isso foi um pouco, assim, legal para o meu mestrado, mas foi um pouco demais, eu tinha que aprender a selecionar, aprender a entender o que as fontes diziam, ver se eu conseguia responder algumas daquelas questões que a historiografia já levantava, tinha lido o que estava sendo discutido em outros lugares, foi um processo um pouco dolorido. O tempo que eu tinha para fazer o meu mestrado era menor do que a minha vontade. Eu tinha vontade de responder várias questões. Aí entra outras questões, questão de escrever, da tua capacidade de escrever, eu entendo que o mestrado, para mim, foi uma experiência interessante nesse sentido, porque ali eu desenvolvi a minha escrita. Eu tinha muita dificuldade de escrita que vinha desde a graduação que, tem a ver com a minha formação enquanto estudante, tem pessoas que tem uma facilidade maior, outras tem sua própria formação. Eu não, tanto que eu escrevia mal mesmo, comecei a escrever um pouquinho melhor no mestrado, pelo exercício. Então, o projeto foi fundamental. A gente começou por Rio Grande, eu acabei indo pesquisar Rio Grande por isso, porque eu via a importância que a cidade tinha e eu achava que era uma cidade que não tinha tanta atenção historiográfica. Então foi um trabalho que desenvolvi na minha pesquisa de graduação. Eu “bá, o que vou escolher?”, eu estava aqui, começamos por Rio Grande, comecei a ler sobre Rio Grande e pensei “pô, Rio Grande tem pouquíssima coisa publicada, de um estudo mais aprofundado! 2019.11.06 JovaniVou começar por Rio Grande”, e adorei pesquisar Rio Grande. Porque Rio Grande tinha uma riqueza absurda em termos de fontes, mas que precisava de uma leitura mais aprofundada, uma discussão com uma historiografia mais contemporânea, no caso ali no meio dos anos 2000, mas eu tinha toda uma literatura de história da década de 1990, que a gente não via em quase nenhum lugar. Não sei se te respondi essa questão, me perdi (risos).

Eu queria te perguntar por último, assim concluindo a entrevista, é: como é que tu conseguiu encontrar essa comunidade africana, que tu fala na tua dissertação, através das cartas de alforria?
Na minha dissertação, aí indo para o meu trabalho propriamente dito, ao mesmo tempo em que eu estava lendo as alforrias, e essas alforrias eu já tinha elas lidas desde a graduação, então quando entrei no mestrado eu já tinha um banco de dados das alforrias prontos. O que eu fiz foi pesquisar outras alforrias. Uma das coisas que eu aprendi no Arquivo como pessoa que ficava auxiliando os outros a pesquisarem, e tive contato com alguns pesquisadores bem interessantes – como eu te falei que são daqui do Rio Grande do Sul, mas de outros lugares também –, então, uma das coisas que eu aprendi foi que os documentos não seguem necessariamente uma lógica perfeita da sua origem de produção, eles seguem outras lógicas. Então eu fui, durante o mestrado, procurar outras fontes que tinham alforria. E durante o mestrado, lembro até de ter conversado contigo uma vez, eu vim aqui fazer uma pesquisa super regrado, eu olhava muitos inventários durante o mestrado. O volume de inventários que eu lia, durante o mestrado, foi um volume realmente grande. Então, o que eu estava procurando no meu mestrado era fazer uma comparação entre a população que se alforriava, que eu já sabia que era um número de africanos muito grande, mas eu nunca saberia qual a proporção deles se eu não soubesse qual era a proporção deles na população escrava, então, o que eu mais queria conseguir realizar no mestrado quando eu estava pesquisando era isso. Era como saber se esse dado não era um dado solto. Eu comecei a ler a historiografia de vários lugares, tese, dissertações, livros, as vezes essa análise ela vem solta comparando com outros lugares sem ter a noção a proporção daquela população. Então tu fala “tem 50% de africanos”, mas quantos africanos existiam na população escrava? Tinha 50 [%] se alforriando? E quantos estavam na população? Eu não posso dizer que os africanos se localidade, com o dado começo a comparar com outras realidades. Então a minha ideia era essa. Encontro então aquela população africana nas alforrias, na alforriavam mais ou as mulheres se alforriavam mais se eu não tiver a proporção daquela documentação quantitativa. E aí começa a me surgir essa questão dos iorubás, já sabia que os minas que eram importantes, os nagôs, já tinha lido o trabalho do Paulo, comecei a procurar outras leituras desse tipo. Mas eu queria saber qual a proporção deles na população escrava de Rio Grande. E também não era uma proporção nada pequena, era uma proporção grande. Mas um número de alforrias muito maior. Então, eu em campo para… Porque eu entendi que seria, daí, a possibilidade maior é procurar as recorrências dos nomes, procurar as pessoas. Então eu comecei a tentar encontrar nas fontes, e tu sabe que isso dá trabalho, aquelas pessoas que a gente pudesse mapear a trajetória para compreender essas ligações. Daí que apareceu o Jorge, o Jorge Mina Nagô, o Jorge Cipriano Rodrigues Barcelos, ele aparecia dando a alforria, aparecia em processo criminal, como um proprietário de um africano liberto, ele aparecia em várias situações. Então fui procurando esses indivíduos que pudessem mapear e me dar mais uma clareza daquele tecido social. Como é que essas pessoas conseguiam alforria, né? Eu ainda tenho algumas dúvidas. Eu teria um problema para um doutorado. Teria algumas ideias que eu deixei prontinhas, era só continuar, eram muito interessantes. E eu ainda tenho vontade, te confesso que eu tenho uma certa vontade de continuar atrás desses indivíduos. Procurar essas fontes que são quase uma pesquisa artesanal, eu fiz uma pesquisa grande e quantitativa. Então a comunidade foi se desenhando através das fontes quantitativas. Mas não tem como tu encontrares as ligações entre os indivíduos se não for nas fontes que te dê uma questão das histórias de vida, essas ligações parentais simbólicas, essas ideias que vão surgindo não só em processos criminais, mas, às vezes, numa leitura pouco mais cuidadosa de um inventário. A questão nem é tanto a fonte ser diferente, mas um olhar mais cuidadoso. Tu voltares bem naquelas fontes e procurar aqueles indivíduos, procurar de uma maneira assim, uma agulha no palheiro. Onde é que eu vou encontrar? E quando tu não encontrar o indivíduo que tu buscava, o Jorge [por exemplo], procurar pessoas que tenham uma experiência semelhante que te possa criar um panorama possível, uma verossimilhança daquela situação, uma coisa que é possível. Eu penso que a minha busca pela comunidade africana de Rio Grande passou por isso. Teria outras coisas para prosseguir o trabalho, mas ele tem que acabar, o mestrado ele tem que acabar.

A gente interrompe, não termina.
Ele tem que acabar. Esse é um processo dolorido e acho que, nós que defendemos o mestrado em dois anos passam. As pessoas que entram no mestrado que tem um tema mais desenvolvido, seja por ser bolsista, seja por consequência da vida como foi a minha, é um tema que não te permite erros e a gente erra. A gente erra em outras situações, só que a maneira que esses programas são orientados, essa produção acelerada é uma forçação de uma posição para tu defender que você acaba tomando caminhos. Acho que até encontrei algumas soluções interessantes, mas teria que ter desdobramentos para ficar um pouco mais tranquilo, para poder defender com um pouco mais de embasamento. Não só o material das fontes, mas também teórico.

Eu acho que essa possibilidade de uma continuidade do teu trabalho quem viria a ganhar seria a historiografia, com certeza.
É. Gostaria muito de continuar, mas eu não imagino. Até voltei algumas vezes aqui. Tenho vontade, tenho dois temas. Eu vim aqui no verão, Não tenho tempo para nada, tenho dois filhos, trabalho em duas escolas e gosto de pensar na ideia que ainda sou um capoeirista, apesar de treinar muito pouco. Eu vim aqui procurar o Príncipe Custódio, até falei para o Paulo “Paulo, estou atrás do Príncipe Custódio, não é possível que ninguém achou!” e ele falou “Ah, todo mundo já procurou…”, “Eu tinha umas pistas da onde é que ele estaria, queria descobrir onde é que ele andou entre Rio Grande e Porto Alegre, eu vou achar onde é que esse cara está, né!”. Como é só uma vontade, eu sabia que era por sorte. Eu sei que isso demandaria muito tempo, que é o que me falta agora. Então, eu tenho vontade de fazer um trabalho, mas ele tem que ser um trabalho que me traga muito prazer e que eu acredite que eu possa fazer. Entende? Eu penso assim. E o outro, que eu acredito que um dia, talvez, eu faça, que eu gostaria de escrever sobre a historia da capoeira nas épocas mais antigas ou de algumas outras questões mais culturais envolvidas com comunidades negras do século XIX. Eu acho que é possível encontrar, mas também é um trabalho artesanal que requereria muito tempo de pesquisa em arquivos, com tempo e muita sorte, mas é possível.

São duas coisas que andam juntas, né? Quando a gente tem sorte quando vai atrás.
É, exatamente.

Então tá, Jovani. Muito obrigado!

 

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2019.11.20 Jovani

No trecho da entrevista publicada na semana anterior, o historiador Jovani Scherer explicava a origem e sua participação no projeto Documentos da Escravidão.

A gente lia um monte de coisas da documentação judiciária, comecei a perceber então de onde que os historiadores tiravam as informações, as ideias deles e comecei a pensar. Então surgiu esse momento do Daniel Saraiva, que era o nosso colega aqui responsável pela sala de pesquisa, me indicar para a diretora do Arquivo que foi uma pessoa muito importante para o projeto, a Rosani Feron, Rosani Gorete Feron… foi bem importante. Então quando ela me ofereceu, ela esperava que eu fosse me atirar na ideia de ser responsável pela sala de pesquisa, e eu achei que só seria interessante se tivesse uma abertura para um projeto, que eu nem sabia exatamente o que que era, alguma coisa nesse sentido, eu pensava nessa coisa do Moacir Flores e tal. Então eu fiz um projeto chamado “Escravos no Rio Grande do Sul” que sugeria que a gente fizesse então uma seleção de informações para criar instrumentos sobre quase todos os documentos que tinham no Arquivo, todos os acervos. Tinha carta de alforria, mas não era só carta de alforria, a carta de alforria viria depois que eu fiz o projeto, foi ajuntado porque daí a gente descobriu que o Paulo estava fazendo já o de Porto Alegre. Eu sabia que o Paulo estava pesquisando Porto Alegre, mas o Arquivo não tinha ciência de que existia um projeto vinculado a este e eles estavam num estágio avançado. Então a gente fez um projeto, um projeto assim… como a maioria das coisas que eu faço, meio megalomaníaco, que incluía todos os acervos, pesquisar os acervos todos, criar uma série de instrumentos sobre inventários, processos criminais e as suas variações, sumário crime, execução e outros documentos que eu já achava interessantes e que eu tinha certeza que teria horrores de coisas a respeito não só da escravidão, mas também dos livres e dos libertos. Já tinha começado a pesquisar. Visto que era coisa realmente grandiosa, se a gente organizasse algo assim teria uma grande serventia tanto para os pesquisadores, como do ponto de vista social. Haveria uma possibilidade de ter desdobramentos a respeito disso. Então eu apresentei um projeto para a Rosani e na mesma época surgiu um concurso de Ministério da Cultura da Espanha que financiava projetos Ibero-americanos e a gente conseguiu, a gente venceu lá, recebemos verba que na época era uns 20 mil euros ou 10 mil euros, não me lembro exatamente. Eu sei que o projeto começou com isso. Apresentei um projeto megalomaníaco para a Rosani, a Rosani deu uma adaptada, melhorou bastante, deu uma lapidada no meu projeto que tinha… esses projetos de universidade, cheio de página, cheio de citações, ela deixou de uma forma muito mais técnica, uma arquivista experiente. A Rosani, sensacional ela! E daí a gente ganhou, ganhamos essa verba aí e isso já deu uma outra, né… Porque imagina, né!? Pensa bem, né? Eu era o único estagiário de história, não era nem formado [risos]. Então deu uma dinâmica interessante, deu uma grana para a gente contratar estagiário, uma série de possibilidades para o projeto ir para frente. Então, nesse meio tempo, a Rosani descobriu, não sei se conversando com o Paulo ou com Frei Rovílio, eu sei que apareceu o projeto, a gente não sabia que estava acontecendo e que ele já estava em andamento. Daí se criou a ideia de fazer uma parceria. Eu achei ótimo porque eu tinha a minha experiência, que era uma experiência pequena, não estou nem comparando com a do Paulo, a minha é pequena comparada com a do Paulo, mas era uma experiência muito pequena. E de repente a gente tinha a possibilidade trazer para nós, eu não sabia exatamente como, uma experiência do Paulo que era um cara que trabalhava na época ainda no Arquivo Histórico e recém tinha defendido a tese dele, que recém tinha sido publicada. Então a gente começou o projeto pelas cartas de alforria em razão disso. A editora nos deu altos suportes, nos deu um suporte em vários níveis, levaram computadores, a Tatiane que era funcionária e estava assim, bá… nos deu toda a metodologia, primeiro ela vinha e revisava comigo, aprendi um monte com ela naquele momento super importante. Então nos deram um alto suporte, para o Arquivo, para a gente começar o projeto em termos práticos. Logo em seguida, a gente fez essa divisão, eles estavam trabalhando com as cartas de alforria de Porto Alegre que é um monte de alforria, acho que só Porto Alegre deve ter dez mil alforrias, mais ou menos, e nós começamos pelas alforrias dos principais e mais antigos municípios do restante do interior do Estado, Rio Grande, Pelotas, Cruz Alta, enfim. Depois a gente criou um calendário para seguir essa pesquisa que, de repente, foi a forma… De repente, não! Foi o que eu acabei trabalhando foi no catálogo das alforrias, mas a ideia era que o projeto se estendesse. Era um projeto para toda vida [risos]. E se estendeu. Mas ele tinha uma dinâmica diferente quando eu estava aqui, eu acho. Eu tinha uma coisa e tenho quando tomo e gasto no trabalho de brigar pelas coisas que eu acredito, eu insisto quando acredito que seja uma coisa justa. Então, quando eu entrei aqui no Arquivo e como não tinha um historiador concursado, não tinha área bem estabelecida, então, quando chegaram esses estagiários, os primeiros dez, a gente fazia todo um estudo. Eu não botava eles para ir para os livros, a gente fazia um estudo, lia livros de historiografia, fazia todo um seminário, até porque quando ele olhasse para um livro, ele conseguia entender o que que ele estava vendo. E mesmo porque o estagiário não está aqui como um trabalhador de remuneração mais barata, não, tem que ter uma contrapartida, ele vem aqui para aprender! E a minha ideia era de mapear essa documentação e fazer uma análise prévia, mais ou menos como saiu o trabalho da EST, que houvesse uma investigação em torno daquela documentação. Não era o meu projeto de doutorado, meu projeto de pesquisa, nada a ver com isso, mas no sentido de que o Arquivo enquanto instituição e, eu através da função que exercia na época, meio que me enfiando nessa função, fazer uma análise prévia, estabelecer algumas perguntas gerais, que a gente começasse a dialogar mais com a Academia e trabalhar com essas questões. A minha ideia era essa. Mas aí, o projeto teve alguns problemas, e isso eu não me lembro porque eu não participei, se eu tivesse participado, porque eu não tinha essa participação na ligação. Não sei exatamente o que houve entre a EST e, não sei se a direção do Arquivo, o pessoal lá, que não conseguimos nos estabelecer no final, antes das cartas de liberdade serem aprontadas. Ele [o projeto] acabou nem saindo pela EST, saindo pela CORAG. Não sei se já tinham se estabelecido antes, eu sei que teve algum problema ali no final, que a coisa não funcionou. O que também não me deixou muito contente na época, eu não gostei muito. E também acho que por isso eu não… Quando eu saí para o mestrado da Unisinos, daí fazendo o meu trabalho que envolvia as cartas de alforria dentre outras coisas, das experiências de liberdade lá em Rio Grande, eu me ofereci para continuar dando uma certa orientada sem nenhum custo para o Arquivo. Eu acho que poderia ter contribuído principalmente nessa ideia de formar e a gente ter um grupo que trabalhasse em torno dessa documentação, que pensasse essa documentação, porque a gente não quer ser um contador de documentos para publicar. Então aconteceu alguma coisa ali e eu também não consegui voltar mais, entendi que era outro viés que ia seguir e fico feliz que tenha seguido, foram anos publicando coisas. Mas, eu acho que poderia ter tido algumas outras maneiras de seguir esse trabalho, eu gostaria que tivesse um tempo maior. Eu via se estabelecendo algumas parcerias inclusive com as universidades, a gente tinha muita gente para ouvir. Não sei exatamente como é que se desenvolveu depois, mas imagino, pela maneira que estava se desenvolvendo naquela época, acho que o caminho seria esse, de ter uma escuta de profissionais mais experimentados, a própria Regina Xavier, entre outras pessoas. Que era, de certa maneira, o caminho que a gente estava tentado consolidar dentro do Arquivo, enquanto uma instituição que também começasse a permitir uma pesquisa, fornecer instrumentos e fomentasse e dialogasse. A gente criou a mostra de pesquisas do Arquivo junto com a Márcia, tinha outro evento que era o “Arquivo Público discute” que a gente fazia discussões de temáticas do momento. Porque o Arquivo tem essa possibilidade, guarda os documentos, mas ele também é um espaço. Um espaço incrível!

Vocês tinham noção do número de documentos, do volume documental que seria encontrado ou foi uma surpresa?

Assim, o número exato não. Mas, eu tinha uma ideia de que seria bastante, que era muita coisa. Não posso dizer que eu não tinha noção. Porque isso que fez eu gerar. Claro que algumas coisas nos surpreenderam. Eu não tenho uma ideia do projeto inteiro agora, porque, enfim, a vida pulsa lá fora, eu também estou enterrado de cabeça nas minhas questões como educador e as coisas que eu desenvolvi aqui no Arquivo continuam, mas eu não sei o volume dos outros acervos de quando eu estava aqui. Mas as cartas, não diria que me surpreendeu o volume final de números de alforriados, mas sabia que era muito grande. Porque pegava os livros e via, livros inteiros de Pelotas e cada alforria com 70… 80… 90, as vezes, pessoas no final da escravidão.

Leia a parte final da entrevista com Jovani Scherer na próxima semana!

 

Especial Projeto Documentos da Escravidão – Inventários e Testamentos #NovembroNegro

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Na semana anterior informamos que o novembro negro no APERS traria o Projeto Documentos da Escravidão em destaque às nossas mídias. Iniciamos por dois tipos documentais bastante visitados pelos pesquisadores e pesquisadoras em nossa sala de consulta!

Os inventários consistem em relações dos bens de um falecido, inclusive os trabalhadores escravizados, com fins da sua repartição entre os herdeiros. Os testamentos são as disposições finais do moribundo, dando destinação a parte de sua fortuna e recomendando procedimentos fúnebres.

2010.12.06 Lançtº Catálogos Escravidão (66)

Evento de lançamento dos Catálogos de Documentos da Escravidão, 2010.

Enquanto os testamentos permitem uma aproximação ao universo de crenças e religiosidade, sobretudo às atitudes perante a morte, os inventários vêm sendo utilizados como via de acesso à história econômica, já que trazem um instantâneo das atividades produtivas em dado momento.

A historiografia tem se beneficiado dos catálogos de inventários produzidos a partir do Projeto Documentos da Escravidão, uma vez que eles trazem a relação de cativos nos inventários, assim como evidenciam a presença negra com herança, permitindo perceber, em dada localidade ou comarca, a concentração da propriedade escrava e outros indicadores relacionados ao processo de escravização, como a difusão de famílias legalmente constituídas, sua pirâmide etária, os locais de nascimento ou grupos de procedência, as profissões desempenhadas, a presença de moléstias, o valor monetário médio de estimativa (atribuído pelo avaliador à pessoa escravizada), etc.

Seja como um guia para manuseio dos documentos em si, seja por possibilitar uma visão panorâmica de um conjunto documental maior, os catálogos nos permitem ter uma ideia mais rica da história dos negros e negras escravizados(as) no Rio Grande do Sul nos séculos XVIII e XIX. Acesse tais instrumentos de pesquisa clicando nos links a seguir:

Balanço 2014 do APERS

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     Hoje apresentamos um relatório sucinto com o balanço das principais atividades que demandaram nossa atenção no ano que passou, e nas próximas semanas detalharemos alguns resultados em posts específicos, confira!

  • Continuidade das atividades de atendimento ao público com a disponibilização do acervo documental custodiado, sendo atendidos 7.710 usuários, os quais geraram 14.906 solicitações de atendimentos.
  • Foram realizadas 49 visitas guiadas para 707 pessoas.
  • Conclusão dos projetos “Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil”, “AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil”, e “Memória Institucional do APERS”, continuidade do projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história”, os quais visam à elaboração de catálogos seletivos, e início dos projetos de “Organização dos Acervos das Secretarias da Justiça”, “Indexação das Imagens do Acervo de Habilitações de Casamentos”, “APERS? Presente, professor!” e “Cinema no Arquivo”.
  • Desenvolvimento do blog temático “Resistência em Arquivo: Memória e História da Ditadura” (para acessar clique aqui) a partir do projeto “Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil”. Clique aqui para acessar o relatório automático que a plataforma WordPress.
  • SIARQ/RS: durante o ano foram realizadas 20 reuniões de assessoria técnica em diferentes órgãos do Estado e algumas prefeituras, respondidos 42 e-mails que somaram, aproximadamente, 50 questões referentes à gestão documental; a equipe técnica realizou 02 apresentações sobre o SIARQ e coordenou as reuniões do Comitê Consultivo do SIARQ/RS.
  • Organização, conforme Quadro de Arranjo do Poder Judiciário, e preparação para indexação no sistema AAP de processos provenientes das Comarcas de: Bagé, Dom Pedrito/Lavras, Farroupilha, Porto Alegre (Vara Cível e Crime) e São Gabriel. Foram disponibilizados para consulta em nosso portal os acervos das. Comarcas de: São Gabriel, Bagé, Santana do Livramento, Júlio de Castilhos, Santa Maria, São Francisco de Assis, Jaguari, São Martinho, Tupanciretã e Porto Alegre.
  • Recolhimento de 2,08 metros lineares de documentos provenientes da Divisão de Planejamento e Recursos Humanos da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos – SARH e Superintendência dos Serviços Penitenciários – SUSEPE.
  • Realização de 128 oficinas de educação patrimonial com 2.720 alunos das diversas redes de ensino do RS, realização de 02 cursos de capacitação de oficineiros e 01 de curso de formação para professores, e participação em eventos científicos para divulgação das atividades de educação patrimonial.
  • Realização da XII Mostra de Pesquisa do APERS.
  • Continuidade das atividades de difusão virtual do Arquivo através do “Divulga APERS”, compreendendo este blog, os perfis no Twitter, Facebook e You Tube.

     Lembre-se: nas próximas semanas, durante os meses de janeiro e fevereiro, publicaremos relatórios detalhando as principais atividades realizadas. Aguarde!

2015.01.07 Balanço 2014

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários do APERS em 2014

 Atualizado em: 15.01.2015.

Balanço 2013 do APERS

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O ano de 2013 foi bastante produtivo aqui no APERS! Concluímos trabalhos que estavam em andamento e iniciamos novas atividades, sempre tendo por meta prestar um bom atendimento aos nossos usuários. Assim, hoje apresentamos um relatório sucinto com o balanço das principais atividades que demandaram nossa atenção no ano que passou, e nas próximas semanas detalharemos alguns resultados em posts específicos, confira!

– Continuidade das atividades de atendimento ao público com a disponibilização do acervo documental custodiado, sendo atendidos 10.445 usuários, os quais geraram mais de 15.489 solicitações de atendimentos. Equipe envolvida com essas atividades: Elizabeth de Lima, Breno de Lema, Carlos Henrique Nery, Cristieli de Melo, Damaris de Oliveira, Gerson Costa, Getúlio de Aguiar, Irineu de Lima, Janete Scheffer, João Análio de Medeiros, Jorge da Silva, José de Araújo, Luiz Antonio de Oliveira, Márcia dos Reis, Maria Lúcia Souto, Raphael de Lima, Vinícius Piazenski.

Visitas guiadas: em número de 61 visitas para 737 pessoas. Equipe envolvida com essas atividades: Carlos Henrique Nery, Clarissa Alves, Elizabeth de Lima, Iara Machado, José Araújo, Maria Cristina Fernandes, Maria Lúcia Souto, Marta Araújo, Noeli Monteiro, Nôva Brando, Rosemeri Iensen, Vanessa Menezes.

– Continuidade dos projetos: “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história”, “Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil”, e “Memória Institucional do APERS” os quais visam à elaboração de catálogos seletivos. Equipe envolvida com essas atividades: Arianne Chiogna, Barbara Trindade, Carlos Pereira, Clarice Hausen, Clarissa Alves, Fábio Zimmer, Guilherme Krucinski, Luciane Flores, Nôva Brando, Paula Blume, Renata de Vasconcellos, Rosemeri Iensen, Vanessa Menezes, Viviane Portella.

– Desenvolvimento do blog temático “Resistencia em Arquivo: Memória e História da Ditadura” (para acessar clique aqui) a partir do projeto “Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil”. Equipe envolvida com essa atividade: Cintia Oliveira, Clarissa Alves, Gabriel Amorim, Nôva Brando, Vanessa Menezes.

– Conclusão do Projeto Documentos da Escravidão no RS – Preservação das Cartas de Liberdade (para saber mais clique aqui) desenvolvido em parceria com a Associação de Amigos do Arquivo Público (AAAP), com a localização, digitalização, anexação e cadastramento de 30 mil Cartas de Liberdade no Sistema AAP. Equipe envolvida com essa atividade: Aerta Moscon, Aline de Oliveira, Claudia Braga, Fabiano Morales, Geverson de Jesus, Jessyca de Oliveira, Jessyca Moser, Lucas Azevedo, Luciane Flores, Luciano Paiva, Luiz Felipe Lied, Luiza Valdez, Marcelo Bahlis, Marcelo Barboza, Matheus da Silva, Micheli Durão, Moises Sayao, Patrícia Nunes, Priscila da Silva, Vanessa Cardoso.

– Revisão do Quadro de Arranjo do Poder Executivo (PE) e definição das tipologias documentais para cadastramento no Sistema AAP. Para visualizar o Quadro de Arranjo do PE clique aqui. Equipe envolvida com esta atividade: Iara Machado, José Araújo, Maria Cristina Fernandes, Marta Araújo, Nôva Brando, Renata de Vasconcellos, Rosemeri Iensen, Viviane de Portella.

SIARQ/RS: durante o ano foram realizadas 13 reuniões de assessoria técnica em diferentes órgãos do Estado, tanto administração direta como indireta, respondidos 44 e-mails que somaram, aproximadamente, 90 questões referentes à gestão documental; a equipe técnica realizou 2 apresentações sobre o SIARQ/RS nas dependências do APERS e coordenou as reuniões do Comitê Consultivo do SIARQ/RS. Equipe envolvida com essa atividade: Aerta Moscon, Clarissa Alves, Isabel Almeida, José Araújo, Maria Cristiana Fernandes, Silvia Soares, Vanessa Menezes.

Visita técnica a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e ao Memorial do Judiciário com a elaboração de pareceres técnicos relacionados a preservação e conservação de arquivos. Equipe envolvida com essa atividade: Maria Lúcia Souto e Rosemeri Iensen.

Organização, conforme Quadro de Arranjo do Poder Judiciário, de processos provenientes das Comarcas de Bagé, Dom Pedrito, Rosário, Santana do Livramento e Porto Alegre PJ (1º Feitos da Fazenda) e preparação para indexação no sistema AAP. Foram disponibilizados para consulta em nosso portal os acervos das Comarcas de Alegrete e Cruz Alta. Equipe envolvida com essa atividade: Bruno Scherer, Cristiane da Silva, Endrigo Vanzella, Iara Machado, Julia Rocha, Márcia dos Reis, Maria Eduarda Torres, Renata de Vasconcellos, Richard Nogueira, Tais Silva.

Recolhimento de 7,5 metros lineares de documentos provenientes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE), sob coordenação de Iara Machado.

– Realização de 35 oficinas de educação patrimonial com 721 alunos da rede pública e particular de ensino, criação e implementação de uma nova oficina voltada a alunos de ensino médio, realização de 01 curso de capacitação de oficineiros e 01 de curso de formação para professores, e participação em eventos científicos para divulgação das atividades de educação patrimonial. Equipe envolvida com essas atividades: Alexandre Ávila, Andrea Suris, Cintia Oliveira, Clarissa Alves, Daniel da Silva, Eduardo da Silva, Gabriel Amorim, Guilherme Krucinski, Luiza da Cunha, Luiza Valdez, Natália Silva, Nôva Brando, Paula Blume, Renata de Vasconcellos, Silvia Soares, Vanessa Menezes, Viviane de Portella.

– Continuidade das atividades de difusão virtual do Arquivo através do “Divulga APERS”, compreendendo este blog, os perfis no Twitter, Facebook e You Tube. Equipe envolvida com essa atividade: Carlos Herique Nery, Clarissa Alves, Maria Cristina Fernandes, Silvia Soares, Viviane Portella.

Lembre-se: nas próximas semanas, durante os meses de janeiro e fevereiro, publicaremos relatórios detalhando as principais atividades realizadas. Aguarde!

2014.01.08 Balanço 2013

Balanço 2012 e diretrizes 2013 do APERS

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Em 2012 consolidamos várias atividades com êxitos nas principais linhas de ação do APERS: gestão documental e cultura. Entre as atividades que deprecaram atenção das equipes do APERS tivemos:

– Acompanhamento da execução do Projeto de Segurança Preventiva, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, o qual visou à instalação de um sistema de circuito fechado de televisão digital, composto por 39 câmeras de vídeo em pontos estratégicos de nossa Instituição.

– SIARQ/RS: durante o ano foram respondidos 48 e-mails com questões referentes à classificação, temporalidade e destinação; a equipe atendeu a 9 solicitações de visitas técnicas em diferentes órgãos do Estado e coordenou as reuniões do Comitê Consultivo do SIARQ/RS, além da participação na Comissão Interdisciplinar de Preservação de Processos Judiciais aptos a Descarte – COMINTER.

– Recolhimento de 1,44 metros lineares de documentos provenientes da Secretaria da Justiça e Segurança e da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, além da conferência de documentos recolhidos durante os anos de 2011 e 2012.

– Continuidade das atividades de atendimento ao público com a disponibilização do acervo documental custodiado, sendo atendidos 12.700 mil usuários, os quais geraram mais de 18.127 mil solicitações de atendimentos; a realização de 65 visitas guiadas para 774 pessoas, e de 78 oficinas de educação patrimonial com 1700 alunos da rede pública de ensino, além de diversas vivências destas oficinas com estudantes de graduação.

– Continuidade do projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história” o qual visa à elaboração de catálogos seletivos.

– Finalização da organização, conforme Quadro de Arranjo do Poder Judiciário, de processos provenientes das Comarcas de Uruguaiana, Quaraí e São Francisco de Assis. Organizaram-se, também, períodos em que esses municípios eram termos da Comarca de Alegrete. Para 2013 está prevista a liberação para acesso virtual destas Comarcas, além da Comarca de Cruz Alta.

– Liberação para acesso virtual de dados referente às Comarcas de Itaqui e São Borja, além das 23 já disponibilizadas. Os usuários interessados em pesquisar processos referentes a essas Comarcas podem acessar o consulta online no site do APERS.

– Identificação e organização de 8,76 metros lineares de documentos que refletem a história fazendária do Estado, provenientes de Mesas de Rendas, Coletorias e Exatorias de diferentes municípios do Estado do Rio Grande do Sul.

– Elaboração e promoção do curso de capacitação “Programa de gestão pública e organização arquivística”, com o objetivo de estimular a formação de multiplicadores capazes de orientar e executar a gestão documental nos seus locais de trabalho, tendo a participação de 25 capacitandos de diversos órgãos.

– Início da implementação do Projeto Documentos da Escravidão no RS – Preservação das Cartas de Liberdade, com a localização, digitalização, anexação e cadastramento de 10 mil Cartas de Liberdade no Sistema AAP.

– Projeto visando à elaboração de Catálogo Seletivo referente ao Acervo da Comissão Especial de Ex-presos Políticos.

– Elaboração dos projetos “Conservação Preventiva para o APERS” e “Preservação e Acesso: A Digitalização do Acervo dos Tabelionatos do Arquivo Público do RS” na Área de Apoio a Museus, Arquivos e Bibliotecas do Edital da Petrobras Cultural Edição 2012, buscando incentivo fiscal através do Ministério da Cultura. Os Projetos foram elaborados pelo Núcleo de Preservação do APERS, primeiro visa à aquisição de equipamentos e serviços para ampliar as atividades de conservação preventiva no Arquivo, e o segundo tem por objetivo à digitalização de mais de cinco mil livros do Acervo dos Tabelionados.

Para 2013 pretendemos dar continuidade as atividades já iniciadas, além de propor novas ações visando atender de maneira satisfatória as demandas da sociedade.

Gráfico de solicitação de atendimentos realizados aos usuários do APERS em 2012

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários do APERS em 2012

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