APERS na II Semana Acadêmica do Curso de História da PUC – Aconteceu!

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Semana Acadêmica

Na última quinta-feira, a historiadora do APERS, Nôva Brando, participou da II Semana Acadêmica do Curso de História da PUCRS a convite dos estudantes que compuseram a Comissão Organizadora do Evento. Durante o turno da manhã, ofereceu a oficina “Historiadores em Arquivos: porquê?“, na qual problematizou a presença desses profissionais em arquivos públicos a partir da sua experiência no APERS.

Nôva apresentou a Instituição, suas principais funções e trabalhos, a partir do Acervo da Comissão Especial de Indenização a Ex-presos Políticos, no qual esteve pessoalmente envolvida durante os anos de 2013 a 2015. A ideia foi propor reflexões acerca do papel do historiador em um arquivo à luz das problematizações da história pública, tendo como ponto de partida um conjunto documental específico e num determinado contexto, aquele no qual o Estado brasileiro instaurou a Comissão Nacional da Verdade.

Também teve espaço para a participação daqueles que acompanharam a oficina. Foram reproduzidos processos dos ex-presos políticos Carlos Alberto Telles Franck, Dario Viana dos Reis, Elson Bidigaray, José Wilson da Silva e Pedro de Arbues Martins Alvarez. Com a característica de serem processos de ex-militares que se opuseram ao Golpe de 64 e que por isso sofreram perseguições e torturas, os documentos se transformaram em fonte para proposições de atividades de difusão de acervo na perspectiva de diálogo com questões do tempo presente, da história pública e da função social do historiador.

O Arquivo agradece pelo convite e pela participação dos estudantes e reconhece, mais uma vez, a importância desses encontros entre academia, experiências docentes e instituições de memória. Foi ótimo!

E se quiser dar uma espiadinha em parte do que foi apresentado, clica aqui!

Participe junto com o APERS da II Semana Acadêmica de História da PUC

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Já estão abertas as inscrições para participação no minicurso Historiadores em Arquivos: por quê?. Nessa atividade, serão apresentados trabalhos que foram realizados por historiadores no Arquivo Público do Rio Grande do Sul, a partir do acervo da instituição, na perspectiva das problematizações da história pública e no contexto de atuação das Comissões Nacional e Estadual da Verdade. Além disso, tendo como ponto de partida reproduções de documentos do APERS, serão propostas atividades e provocadas reflexões acerca da importância da presença de historiadores em instituições de guarda de acervo, sobretudo públicas; da importância dos arquivos para a preservação, organização e garantia de acesso aos documentos; e das funções sociais que guardam consigo os arquivos, naquilo que diz respeito a ampliação do espaço de produção, do público que elabora e acessa informações e dos usos do conhecimento histórico.

A programação completa do evento pode ser acessada em II Semana Acadêmica do Curso de História, local no qual também são realizadas gratuitamente as inscrições. Faça já a sua e participe!

Visitas guiadas ao APERS – Junho 2015

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No mês de junho foram realizadas 04 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 05: André Rodeghero, Lucrécia Bordgnon e Regina Rodeghero.

Dia 05: Arion Helder Pilla e Lucca Pilla. Arion é aluno do Curso de Arquivologia da UFSM e aproveitou o feriadão para conhecer o APERS.

Dia 15: Alunas do Curso de História da UFFS: Carla Agostini e Elisa Pilotto, com o professor da disciplina de História Regional, Alisson Droppa. Também participou da visita Vanessa Dorneles Schinke, doutoranda em Direito da PUC/RS.

Dia 19: Grupo de 35 estudantes do 6º ao 9º ano e professores da Escola Estadual José Carlos Ferreira, do bairro Partenon, em Porto Alegre.

Guias: Clarissa Sommer, Giglioli Rodrigues, Nôva Brando, Viviane de Portella

Visitas guiadas ao APERS – abril 2014

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No mês de abril foram realizadas 07 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 01: A aluna do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, Diéssica Silva da Rosa. A estudante está cursando a Disciplina de Introdução à História, a qual é ministrada pelo professor Luciano Abreu.

Dia 02: 18 alunos do Curso Técnico em Biblioteconomia, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (IFRS), acompanhados pelo professor William Jerônimo Gontijo Silva, que ministra a Disciplina de Organização de Materiais e Arquivos.

Dia 04: Os Desembargadores Federais do Trabalho, João Paulo Lucena e Maria Guilhermina Miranda; a Juíza do Trabalho, Anita Job Lübbe e os servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região (TRT4), Walter Oliveira, Cintya Rolim Dreger, Elton Luiz Decker, Fernando Estanislau Bressani Allgayer e Daniel Aguiar Dedavid.

Dia 09: 20 alunos do 2° semestre do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (IFRS), acompanhados pela professora Gleide Penha de Oliveira, que ministra a Disciplina de Sistemas de Informação e Arquivística.

Dia 11: 36 alunos, entre o 1° e o 7° semestre do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), acompanhados pelo professor Daniel Flores.

Dia 26: 21 alunos do 5° semestre do Curso de História da UNISINOS, acompanhados pelo professor Paulo Roberto Staudt Moreira, que ministra a Disciplina de Fontes e Temas.

Dia 29: 30 alunos do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, acompanhados pelo professor Luciano Aronne de Abreu, que ministra a Disciplina de Introdução ao Estudo da História.

Guias: Iara Gomide Machado e Maria Lúcia Ricardo Souto.

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Visitas guiadas ao APERS – Outubro

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No mês de outubro foram realizadas 12 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 03: 3 alunos do Curso de História da PUCRS, que estão cursando a disciplina de Introdução ao Estudo da História. Os alunos tinham por objetivo, conforme parte da avaliação da disciplina, analisar a política de acesso à informação e de uso dos documentos, as tipologias custodiadas, as datas-limite da documentação, a amplitude geográfica dos conjuntos documentais e as práticas de conservação e reparo utilizadas pelo APERS.

Dia 15: Lucimara Figueira Duarte, aluna do 1° semestre do Curso de Biblioteconomia da UFRGS. A graduanda teve por objetivo complementar os estudos acerca da disciplina de Introdução às Ciências da Informação, a qual é lecionada pela professora Helen Rozados.

Dia 16: 5 alunos do Curso de Agente de Informações Turísticas do PRONATEC, acompanhados pela professora Ana Paula Ribeiro. O Curso é ministrado no IFRS – Restinga.

Dia 16: 28 alunos do Curso de História da UFRGS, acompanhados pelos professores Benito Schmidt e Alexandre Veiga, que ministram a disciplina de Patrimônio Histórico.

Dia 17: 24 alunos do Curso de História da UFRGS, acompanhados pelos professores Benito Schmidt e Alexandre Veiga, que ministram a disciplina de Patrimônio Histórico.

Dia 19: 4 alunos do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, acompanhados pelo professor Luis Carlos Martins, que ministra a disciplina de Introdução aos Estudos da História.

Dia 23: 2 alunas do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal Catarinense, Campus Sombrio, acompanhados pela professora Arlene Folletto Mofa.

Dia 24: 14 alunos do 1° ano do Curso Normal, do Instituto de Educação Flores da Cunha, acompanhados pela professora Martina Gomes, que ministra a disciplina de Sociologia.

Dia 24: Guilherme Wilke e João Vinícius Venig dos Anjos, do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, interessados em complementar seus estudos acerca da disciplina de Introdução aos Estudos da História, ministrada pelo professor Luiz Carlos Martins.

Dia 29: 5 alunos do 1° Semestre do Curso Biblioteconomia da UFRGS, acompanhados pela professora Helen Rozados, que ministra a disciplina de Introdução às Ciências da Informação.

Dia 30: 40 alunos da FADERS, acompanhados pelo professor Mateus Carrilho, que ministra a disciplina de Fundamentos de Gestão Pública.

Dia 30: a aluna Tatiane Moreira, do 1° ano do Ensino Médio do Colégio Mesquita. Tatiane tinha por objetivo fotografar uma instituição que trabalha com a história e a memória do povo rio-grandense.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Elizabeth Terezinha Martins de Lima, José Gonçalves Araújo, Maria Cristina Kneipp Fernandes, Maria Lucia Ricardo Souto, Nôva Brando e Rosemeri Franzin Iensen.

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APERS Entrevista: Arianne Miron Chiogna

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2013.08.07 APERS especial Projetos Historiadores - Arianne Chiogna

  Iniciamos hoje as entrevistas especiais em comemoração ao dia do estudante, do estagiário e do historiador! Vamos conhecer um pouco sobre nossa estagiária do Projeto “Memória Institucional do APERS”, o qual tem entre seus objetivos a classificação, avaliação, descrição e difusão do acervo acumulado pelo Arquivo Público do RS a partir da execução de suas atividades-fim e meio.

Arianne Miron Chiogna, 23 anos, estudante do 7º semestre na PUCRS. Estagia no APERS desde setembro de 2012.

Blog do APERS: Arianne, como e porque você decidiu cursar História?

Arianne: Bom, é uma longa história… Conclui o 2º grau e não tinha muita certeza sobre qual curso gostaria de seguir, cheguei a estudar dois semestres de Direito quando percebi que o curso não estava correspondendo com as minhas expectativas. Passei um ano distante da universidade estudando para o vestibular, e durante este período percebi que tinha uma grande habilidade com a área das humanas, observando um professor do curso pré-vestibular que era muito divertido, dinâmico e capaz de passar sua paixão pela História enquanto explicava a matéria, pensei: “É isso aí, eu quero isso para a minha vida!”.

Blog do APERS: Em que projeto do APERS você está atuando? Conte um pouco sobre ele!

Arianne: O projeto chama-se Memória Institucional do APERS, trabalhamos com os documentos relativos a História do APERS e sua administração, estes documentos são separados em caixas com categorias especificas, onde realizamos o mapeamento deste acervo. Durante o mapeamento vamos especificando cada documento através de pequenos verbetes, para no futuro através de um catálogo possibilitarmos o acesso aos pesquisadores que desejarem saber mais sobre a História do APERS.

Blog do APERS: Qual a importância dessa experiência em tua formação enquanto futura historiadora?

Arianne: Considero a experiência extremamente importante, o contato com os documentos é enriquecedor, possibilitando estabelecer uma relação com os conhecimentos acadêmicos, é legal ver que você tem em mãos um documento da época da revolução federalista por exemplo.

Blog do APERS: Qual a tua dica para os estudantes que tem interesse em cursar História?

Arianne: Bom, a dica é persistência, paixão e pesquisa. Persistência pois como em tudo na vida muitas vezes a vontade de desistir pode parecer mais forte, mas se existe paixão por aquilo que se faz é automático, você segue em frente sempre dando o seu melhor. Afinal como diria Paulo Freire: “Só desperta paixão em aprender, aquele que tem paixão em ensinar”. E pesquisa, muita pesquisa, pois em um universo tão amplo o historiador não deve ficar restrito a um único tema.

Artigo relacionado:

Especial “Projetos de historiadores”!

Visitas guiadas ao APERS – Junho

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No mês de junho foram realizadas 06 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 05: 18 alunos da Escola Grupo Hospitalar Conceição, acompanhados pela professora Luciane Berto Benedetti, que ministra a disciplina de Gestão de Documentos. Participaram desta visita, também, 40 alunos do 1° ano do Ensino Médio, da Escola de Educação Básica FEEVALE (Escola de Aplicação), acompanhados pela professora Cleidi Jaqueline Blos Dresch, que ministra a disciplina de História.

Dia 06: 49 alunos do 1° ano do Ensino Médio, da Escola de Educação Básica FEEVALE (Escola de Aplicação), acompanhados pelos professores Ana Maria Cândida Santos de Carvalho, Denis Gerson Simões e Lucas Schlupp, que ministram, respectivamente, as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Sociologia.

Dia 10: Angélica Vedana, aluna do 1° semestre do Curso de História da PUC/RS. O objetivo da visita estava relacionado com os conteúdos da disciplina de Introdução ao Estudo Histórico.

Dia 11: 30 alunos da 8° série do Ensino Fundamental, da Escola Estadual Alcides Cunha, acompanhados pela professora Perla Bassani, que ministra a disciplina de Geografia.

Dia 22: 08 alunos do 1º semestre do Curso Técnico em Biblioteconomia, do IFRS, Campus Porto Alegre, acompanhados pelo Prof. William Gontijo Silva.

Dia 29: 05 alunos do 7° semestre do Curso de História da ULBRA/ Gravataí, acompanhados pela professora Viviana Benetti, que leciona a disciplina de Estágio em História III.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Clarissa Sommer Alves, José Gonçalves de Araújo e Maria Lucia Ricado Souto.

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Visitas guiadas ao APERS – Maio

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No mês de maio foram realizadas 04 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 07: 50 alunos do 1° semestre do Curso de História da PUCRS, acompanhados pelo professor Luciano Abreu, que ministra a disciplina de Introdução aos estudos históricos.

Dia 18: 08 alunos do Curso Técnico em Biblioteconomia do IFRS, Campus Porto Alegre, acompanhados pela professora Gleide Penha de Oliveira.

Dia 21: 18 alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo do Colégio Rui Barbosa, em Canoas, acompanhados pela professora Luciana de Oliveira.

Dia 27: 06 servidores da SUSEPE, acompanhados pela arquivista Carine Bastos, realizaram a visita guiada e participaram de uma apresentação sobre o SIARQ/RS.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Maria Cristina Kneipp Fernandes e Marta Helena de Araújo.

Aconteceu no APERS: II Jornada – 4º dia de evento!

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     Hoje chegamos ao final de nossas postagens a respeito da II Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos abordando o último dia do evento, 27/04.

     Neste dia contamos com comunicações no turno da manhã, organizadas nas mesas intituladas Resistências e redes de solidariedade nas ditaduras do Cone Sul, e Outras experiências de repressão e resistência às ditaduras. No turno da tarde, com início às 14h, ocorreu a mesa redonda intitulada “Brasil nos ‘Anos de Chumbo’: estratégias de luta, resistência e sobrevivência”, com a participação dos professores Janaína de Almeida Teles (História/USP), Diorge Konrad (História/UFSM), Caroline Bauer (História/UFPel), com depoimento da ex-presa política, membro da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e militante dos Direitos Humanos Suzana Lisbôa, sob coordenação do professor Solon Viola (UNISINOS).

   Ao final do evento contamos com uma emocionante atividade de encerramento protagonizada pelo músico e ex-exilado político Raul Ellwanger, que compartilhou com todos seu depoimento mesclando palavras e canções, que levaram todos a refletir sobre o período das ditaduras no ambiente do Cone Sul, a resistência dos que lutaram contra ela, e as tarefas que ficam para nós hoje, em tempos de democracia, como o aprofundamento dos mecanismos de exercício democrático, o estudo e difusão do conhecimento histórico produzido sobre o tema, e a conscientização mais ampla possível a respeito dos direitos dos cidadãos, dos sérios limites necessários ao uso da violência por parte do Estado, da luta para que não se esqueça, e nunca mais aconteça!

   Compartilhamos também parte das duas últimas entrevistas realizadas com participantes do evento, hoje os acadêmicos Dante Guimarães Guazzelli, doutorando em história pela UFRGS, que apresentou durante as comunicações o trabalho “O malabarista, a farda e o nanquim: o governo Jango e golpe nas charges de Sampaulo publicadas no jornal Diário de Notícias em março e abril de 1964”, e a acadêmica Letícia Zavaschi, estudante de História na Pontifícia Universidade Católica RS e frequentou o evento como ouvinte.

APERS: Qual a temática do teu trabalho? Qual a relação com os outros trabalhos do evento?

Dante: Sou doutorando em história da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e vim apresentar um trabalho que fiz ano passado, relativo a memória visual da ditadura no Rio Grande do Sul. Realizei um levantamento de imagens cujo o recorte são as charges do período do golpe feitas por San Paulo. Gostei bastante de apresentar, eu já havia apresentado na I Jornada e agora tive oportunidade de adquiri mais experiência. É muito interessante o dialogo entre diferente trabalhos que possuem o mesmo foco relacionando arte e ditadura.

APERS: Como está sendo participar da II Jornada de Ditadura e Direitos Humanos?

Letícia: Sou acadêmica de história da PUC-RS. Estou gostando muito do evento, que está sendo muito produtivo, agregando-me muitos conhecimentos, uma vez que trabalho no Arquivo Histórico do RS com a catalogação da documentação do ministro Tarso Dutra na época da ditadura militar.

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Mês do Arquivista: Carine Melo Cogo Bastos

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Carine Melo Cogo Bastos, 32 anos, natural de Santiago/RS, é formada pelo Curso de Arquivologia (UFSM – 2001), especialista em Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação (PUC/RS – 2008), especialista em Gestão em Arquivos (UAB/UFSM – 2011) e integra o quadro de arquivistas do Estado com lotação na SUSEPE desde 2010. Confira o relato sobre sua experiência enquanto arquivista!

    Durante o ensino médio participei do PEIES (Programa de Ingresso ao Ensino Superior) da UFSM, e no terceiro ano precisa optar por um Curso, fiz um teste vocacional e o resultado foi direcionado a área de administração, organização… Teve uma feira das profissões no Colégio e peguei alguns folders… Diziam que o mercado era amplo, que estava em expansão… Sempre fui “cricrizona” com questões de organização, então optei pelo Curso de Arquivologia. Fui aprovada!

     No início desanimei porque, no currículo da época, as disciplinas dos primeiros semestres eram o básico do básico… Nunca chegavam as disciplinas mais específicas… Dava uma insegurança. Mas quando começaram as práticas me maravilhei com a Arquivo. Mais para o final do Curso estagiei em uma Secretaria Municipal, elaborei plano de classificação e implantei, foi minha primeira experiência profissional sozinha!

     Depois fiz meu estágio curricular no Ministério Público em Porto Alegre, trabalhei com duas arquivistas do quadro. A experiência foi bem produtiva! Participei do trabalho inicial para a elaboração da tabela de temporalidade, fazíamos o levantamento documental e depois íamos aos setores para sugerir os prazos com base na legislação. Um ano depois que saí, publicaram a tabela e ligaram-me para entrar no site, pois tinha um agradecimento por ter iniciado o trabalho com elas. Isso foi muito gratificante!

     Então veio a formatura! E aí o mercado de trabalho é cruel! Voltei para Santiago, fiquei seis meses lá, sem perspectiva. O desespero chegou! Comecei a mandar currículo para tudo quanto é lugar… Fui chamada aqui em Porto Alegre para trabalhar em uma consultoria.

     Trabalhei nessa consultoria de 2001 a 2005, foi uma das maiores experiências da minha vida! Lá eu tive a oportunidade de trabalhar em empresas de pequeno, médio e grande porte, algumas multinacionais. Conheci várias realidades, pessoas de todos os níveis, culturas… Trabalhei com organização de arquivos eletrônicos, de engenharia, contábil. Os projetos eram muito bons, a parte da administração dessa consultoria não era boa, mas os projetos sim. Foi uma experiência engrandecedora, só não remunerava bem. E sempre procuramos ser valorizados financeiramente, então durante esse período procurei oportunidades melhores. E em 2005 a oportunidade surgiu!

     Participei do processo seletivo para uma Universidade em Porto Alegre e eles ficaram de informar o resultado dias depois. Informaram que fui selecionada, bem no dia do meu aniversário! Foi muito engraçado! Essa foi uma das melhores experiências profissionais que tive! Era chefe da divisão de arquivos, tinha equipe, respaldo total da minha chefia, infraestrutura… Havia parceria de minha chefia em relação ao desenvolvimento do trabalho, conheciam, acreditavam… Até oportunizaram-me a cursar uma especialização em “Estratégia de tecnologia da informação”, como parte do programa de capacitação de funcionários, investiram em mim!

     Em 2009, quando voltei da licença maternidade, parti para os concursos públicos em busca da estabilidade, sempre me classificava, mas nunca nas vagas. Vi o edital do concurso do Estado e uma amiga, também arquivista, me convidou para estudarmos juntas. Ela se classificou para as vagas e eu fiquei em vigésimo oitavo lugar. Pensei: “Nossa Senhora, nunca vão me chamar”, e continuei a inscrever-me para outros concursos na área. Foi muito engraçado! Em outubro de 2010, estava trabalhando e essa amiga ligou avisando que havíamos sido nomeadas! Tive uma crise de riso! Ela enviou a página do Diário Oficial por email, mas eu não acreditei. Chamaram 32 de uma só vez, isso é histórico! Quando fui pedir demissão meu chefe disse que cobria a proposta, porém como era para concurso público não teve como, em decorrência da estabilidade. Foi difícil sair de lá, gostava do trabalho. Antes de sair indiquei outro profissional.

    Quando comecei no serviço público foi um choque! Ao entrar em exercício me apresentaram ao diretor do departamento que chamou a chefia do setor o qual eu seria lotada. Ela se mostrou contente e me conduziu para o setor. Todos do setor emocionados, felizes, pensando: “Pronto, agora temos uma colega para colocar os processos dentro das caixas e arrumar o arquivo!”.

     Claro, primeiro bateu aquele desânimo! O início foi muito complicado. Com o tempo fui ensinando o que é a Arquivo, seus objetivos, conceitos, finalidades… Decidi elaborar um diagnóstico do arquivo da divisão na qual estava lotada. Pedi para me levarem ao arquivo, chegando lá a porta não abria de tão lotado que estava! Eu passei cinco dias medindo, calculando o volume, fotografando o espaço… No relatório coloquei o diagnóstico e a situação proposta, os materiais e recursos humanos necessários… Apresentei para o diretor do departamento, ele achou tudo muito bom, mas como era troca de gestão, ficou para a próxima chefia.

   Os colegas de outros setores me viam fotografando, medindo os arquivos e perguntavam o que estava fazendo… A história que a SUSEPE tinha uma arquivista foi se espalhando e comecei a elaborar relatórios para outros setores, isso foi bom! Deixei de ser vista como arquivista de um setor, para ser arquivista da SUSEPE! Comecei a apresentar os relatórios para todas as chefias, batia de porta em porta… Mas era época de troca de governo, e no serviço público tem isso… As chefias trocam de acordo com o governo.

     Eu vinha com a mentalidade da iniciativa privada, tinha projetos com cronogramas e prazos para ser cumpridos. Isso agora posso dizer que entendi. Não vou resolver alguns problemas mais difíceis e de espaço físico que já vem de muitos anos em somente dois anos! Foi difícil conseguir estagiários, após um ano e meio solicitando e justificando, eles foram contratados e segui trabalhando a mudança nas pessoas: “Olha, se tu aplicares a gestão documental vai melhorar o espaço físico, encontrarás a informação que precisas em menos tempo…”. Organização de arquivo é mudança cultural, não adianta!

     As pessoas, por desconhecimento, não tinham noção de que os documentos tem prazo de guarda, diziam: “Guarda os últimos cinco anos e o anterior pode colocar fora”. Atualmente vinte por cento dos setores estão organizando seus arquivos, aplicando os instrumentos de gestão com meu auxílio. Então foi uma conquista, porque no início fui rejeitada por ser uma profissional que eles desconheciam… Depois vendo os resultados, foram entendendo que o trabalho funciona, que é bom. Mas é muito trabalho e “euquipe” não dá conta sozinha!

     A chefia do protocolo foi alterada e o trabalho de gestão documental foi interrompido… Nesse período a SUSEPE começou um projeto com a PROCERGS para a reformulação do site e intranet. A chefia da DTI (Divisão de Tecnologia de Informação) soube que tenho especialização em gestão em tecnologia da informação e convidou-me a integrar a divisão. Esse projeto seria um trabalho com início, meio e fim e eu poderia dar continuidade ao meu trabalho de gestão documental. Peguei minhas coisas e fui bem feliz!

     Em três meses concluímos o site e em maio deste ano a intranet da instituição. Pude agregar o conhecimento que tinha dos setores, criamos formulários eletrônicos para facilitar o fluxo de informação… Esse projeto foi muito legal, já conhecia o pessoal e todos foram bem receptivos e participativos nas sugestões para a intranet. Hoje na DTI atuo com os colegas no desenvolvimento de POPs (Procedimentos Operacionais Padrão) e projetos na área.

    Quanto à gestão documental, quando a atual gestão compreendeu meu trabalho, passei a ter maior credibilidade. Já fiz consultorias, conforme demanda, nas delegacias e presídios do interior, não fico só no órgão central! Desenvolvi um “pacote padrão” com formulário requerendo informações sobre o estado da documentação entre outros dados, plano de classificação, tabela de temporalidade e uma apresentação básica sobre os procedimentos de gestão documental. Eles começam a aplicar os instrumentos e quando tem dúvidas entram em contato.

    Desde março deste ano, com os estagiários trabalhando no arquivo, estamos aplicando a tabela de temporalidade. Liberamos espaço, temos dois computadores, as lâmpadas queimadas foram trocadas e a sala é limpa regularmente. Os colegas dizem: “Nossa, tu conseguiu muito em pouco tempo!” e eu penso: “Poderia ter conseguido muito mais!”. A diferença entre o público e o privado é a cultura, porque quando as pessoas entendem, o trabalho funciona. No desenvolvimento do meu trabalho sempre registro tudo e dou ciência para meus superiores.

    Quanto ao apoio externo, sou muito satisfeita com a assessoria da equipe do SIARQ/RS do Arquivo Público. Isso é importante, pois trabalho sozinha e são 14 mil processos cadastrados anualmente só na SUSEPE. Algumas vezes deparo-me com situações que necessitam debate técnico para classificar a informação corretamente e a equipe do SIARQ/RS do Arquivo Público me assessora totalmente. Eu ligo, mando email e sempre me retornam, às vezes questionam… E isso é bom, mostra o interesse em ajudar, é um apoio, uma troca!

    Ao fazer um paralelo entre o público e o privado vejo um diferencial em dotação orçamentária. Quando uma empresa privada contrata um arquivista é porque realmente quer que o trabalho seja executado, ela quer resultado e prazo. E todos os recursos que solicitares, se justificado, será viabilizado. No público as pessoas entendem, mas o retorno demora para acontecer.

     Hoje percebo que sou valorizada, sabem que trabalho, que tenho resultado. Sinto-me uma profissional realizada! Gosto que as pessoas reconheçam meu trabalho. Mas sempre digo: “Para trabalhar em arquivo tem que ter autoestima”. Tanto no público quanto no privado o arquivista tem que ser interessado, persistente e gostar do que faz. Sabe aquele dizer “Ensina-me de várias formas e de várias maneiras que eu vou aprender”? Aplico isso direto. Tem pessoas resistentes, mas quando vêm os resultados obtidos pelos outros, se interessam. Como arquivistas, trabalhamos direto com as pessoas, temos que respeitar os perfis de usuários…

     Bom, nas minhas horas vagas sou a mãe do Augusto! Ele é a melhor, a maior, a mais difícil, a mais complexa das coisas que já fiz na vida! Exige uma atenção, monitoramento constante. Educar, ensinar valores é complicado, e demanda tempo, sou extremamente preocupada com isso. Eu abro mão de muitas coisas para ficar com ele, brincar, levar na pracinha… Levo-o na Bienal, no teatrinho, na feira do livro, na Redenção! Ele me renova! Descobri-me uma pessoa melhor depois que fui mãe. Ele e meu marido são meus companheiros em tudo que eu faço! Gosto de ler, happy hour e de ir ao Olímpico com as amigas. Jantinhas básicas… Não sei cozinhar, gosto de comer! Fico pensando: “Meu filho vai dizer: nossa, minha mãe faz a melhor lasanha congelada do mundo, tira no ponto certo!”. Mas isso é uma coisa que tenho que trabalhar.

     Para o futuro penso em continuar a fazer concursos melhores, porque acredito que nossa carreira é muito boa, gratificante, mas a remuneração não condiz com nossas atribuições. Tenho planos de morar fora e voltar a fazer trabalho voluntário.

Alunos do Curso de História da PUC/RS visitam APERS

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    Os alunos do 1º semestre do Curso de História da PUC/RS realizaram hoje visita guiada para conhecer os prédios e o acervo do APERS. Aproximadamente 60 alunos realizaram a visita acompanhados do professor Luciano Abreu, da disciplina de Introdução a História. Este manifestou interesse em trazer outras turmas para visitarem a instituição.

     A visita guiada foi realizada pelos servidores: Ana Maria Baptista, José Araújo, Maria Lucia Souto e Rosemeri Iensen.

    Para agendar sua visita guiada envie email para visitas@sarh.rs.gov.br ou ligue (51)3288-9113.

    Para saber mais sobre os serviços prestados gratuitamente à comunidade clique aqui

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