Relatórios 2014: Cursos, Eventos e Exposições

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2015.02.18 Cursos Eventos e Exposições

O APERS é uma instituição riquíssima que possui, além de vasto acervo documental, um amplo Espaço Cultural composto pela Sala Joél Abilio Pinto dos Santos, o Auditório Marcos Justo Tramontini, a Sala Borges de Medeiros e o jardim. Nossas equipes buscam ocupá-lo promovendo ou apoiando atividades culturais diversas, estimulando os usos sociais do Arquivo, contribuindo para a difusão da instituição e de seu acervo. A Sala Borges de Medeiros foi utilizada ao longo de todo o ano para as oficinas de Educação Patrimonial, sobre as quais falaremos no relatório da próxima semana. Nos demais espaços são realizadas exposições e eventos.

Durante o ano de 2014 a Divisão de Documentação (DIDOC) fez uso do Espaço organizando exposições na Sala Joél Abílio Pinto dos Santos, ocasiões em que contou com parcerias de outras instituições. Confira abaixo um relato cronológico (clique nos links para verificar as notícias postadas no Blog):

  • Janeiro a fevereiro: Em parceria com a Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região, foi elaborada a exposição fotográfica denominada Irlanda. A mostra apresentou imagens capturadas segundo o olhar de Miguel Ângelo, servidor do TRT4.
  • Março a Junho: A Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região organizou, em homenagem ao aniversário de 108 anos do APERS, a exposição fotográfica denominada Olhares. A qual foi constituída de 18 imagens, capturadas nas dependências do APERS, de autoria dos desembargadores Vânia Mattos, João Paulo Lucena e dos servidores Miguel Ângelo e Maria Clara Lucena Adams.
  • Julho: Em decorrência da oficina “Origens – oficina de genealogia”, promovida pela Associação dos Amigos do Arquivo Público com apoio do APERS, houve a exposição denominada Emoções, em que Adriana Weber e Daniel Teixeira Meirelles Leite expuseram parte de suas árvores familiares e ilustraram vivências de seu cotidiano enquanto genealogistas.
  • Agosto a Dezembro: Em parceria com a Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região, foi elaborada a exposição fotográfica denominada Colômbia. A mostra é composta por 32 fotografias capturadas segundo a perspectiva da artista Vânia Mattos.

Em abril a equipe da Divisão de Pesquisa e Projetos (DIPEP) realizou o evento Resistência em Arquivo: Memórias e Histórias da Ditadura no Brasil, atividade de pré-lançamento do catálogo seletivo homônimo que descreve os processos de indenização a ex-presos políticos salvaguardados pelo APERS e oriundos do trabalho da Comissão Especial de Indenização. Contamos com a participação de servidoras da casa que apresentaram o trabalho realizado, de ex-presos políticos e de filhos de ex-presos políticos que compartilharam suas vivências com o público presente.

Entre abril e maio servidoras da DIDOC e da DIPEP contribuíram para a organização do Curso Documento: Paleografia, Diplomática e Preservação, promovido pela Associação dos Amigos do APERS.

Entre maio e setembro ambas as Divisões envolveram-se na construção e realização da XII Mostra de Pesquisa do APERS, desde o recebimento e seleção de artigos e resumos de pôsteres, até a organização e divulgação do evento em que os trabalhos selecionados foram apresentados. Tal evento ocorreu nos dias 09, 10 e 11 de setembro, contando com palestra de abertura de Jônatas Caratti intitulada “O solo da liberdade”, com 26 apresentações de artigos e dez apresentações de pôsteres. Os trabalhos serão publicados em formato de livro ao longo de 2015.

Já em novembro as equipes das Divisões trabalharam em conjunto para realizar o evento de Lançamento das caixas pedagógicas produzidas a partir do Projeto AfricaNoArquivo, em uma atividade que envolveu a apresentação do material, palestra sobre cultura negra com o pesquisador Rodrigo Weimer e uma excelente intervenção musical do grupo Três Marias Brasil.

Em novembro o APERS também apoiou a realização do Seminário 50 anos do Golpe de 1964, 50 anos de impunidade, promovido pelo Coletivo pela Educação, Memória e Justiça nos dias 12, 13 e 14 de novembro no Auditório Marcos Justo Tramontini, e em dezembro apoiou a Associação dos Amigos do APERS na realização de sua atividade de confraternização de final de ano, em que contamos com a apresentação do grupo vocal Mandrialis.

Ao longo do ano o APERS participou também do projeto Os Caminhos da Matriz, realizado em parceria com Solar dos Câmara/ALRS, Memorial do Ministério Público, Memorial do Judiciário, Palácio Piratini e Museu Julio de Castilhos, oferecendo visitas mediadas às instituições do entorno da Praça da Matriz. Fizemos parte do roteiro 1, acompanhados do Museu Julio de Castilhos e do Memorial do MP, realizando quatro visitas mediadas nas tardes dos dias 29 de março, 31 de maio, 30 de agosto e 25 de outubro.

APERS conta histórias: Espaços Culturais do APERS

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Jardim do APERS

Jardim do APERS

     Através da Portaria nº 013/08 de 30 de outubro de 2007, foram criados os Espaços Culturais do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul. Os Espaços Culturais do APERS são: o Jardim; a Sala Borges de Medeiros, localizada no Prédio II; o Espaço Joél Abílio Pinto dos Santos e o Auditório Marcos Justo Tramontini, localizados no Prédio III.

     Mas você sabe como os nomes dos Espaços Culturais foram escolhidos? A ideia era homenagear profissionais que contribuíram de forma representativa para as áreas da Arquivologia e da História.

Sala Borges de Medeiros

Sala Borges de Medeiros

     A Sala Borges de Medeiros, nossa antiga Sala de Pesquisa, recebeu este nome para homenagear o fundador do Arquivo Público. Antonio Augusto Borges de Medeiros era o Presidente da Província, o que equivale hoje ao cargo de Governador do Estado, no período em que o APERS foi instituído (1906). Neste espaço, atualmente, são realizadas as Oficinas de Educação Patrimonial que buscam despertar nos estudantes o interesse pela preservação dos documentos salvaguardados no APERS, assim como ressaltar a importância do nosso patrimônio histórico, cultural e edificado.

Espaço Joél Abílio Pinto dos Santos

Espaço Joél Abílio Pinto dos Santos

     Joél Abílio Pinto dos Santos foi professor de história da Universidade Federal de Santa Maria e também era responsável pela disciplina de Introdução à História no curso de Arquivologia. O Professor Joél demonstrou ao longo de sua carreira ser simpatizante e defensor das causas arquivísticas, mesmo tendo como formação de origem o curso de história. No prédio do Centro de Ciências Sociais e Humanas, no campus da UFSM, há uma sala batizada com seu nome. Uma retribuição aos anos de dedicação e empenho voltados à Universidade. A Associação dos Arquivistas do RS concedeu ao Professor Joél o título de sócio honorário, em respeito à sua contribuição para a arquivologia. No momento, o Espaço Joél Abílio Pinto dos Santos, no APERS, abriga a exposição “História da Política Indigenista” composta por 20 banners, que retratam o surgimento do serviço de proteção ao índio em 1961.

Auditório Marcos Justo Tramontini

Auditório Marcos Justo Tramontini

    Natural de São Leopoldo, Marcos Justo Tramontini foi Doutor em História pela Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul e professor da Universidade do Vale dos Sinos e da Universidade Luterana do Brasil. Sua obra tem um enfoque especial nas temáticas “Ideias e movimentos sociais na América Latina” e “Imigração e Colonização na América Latina”. Em reconhecimento à sua relevante contribuição para a história da imigração, em especial a alemã no sul do Brasil, a Associação Nacional de História (ANPUH) sugeriu à direção do APERS que batizasse o auditório com o nome de Marcos Justo Tramontini. Neste espaço são realizados ciclos de cinema, palestras, seminários e cursos.

     Os espaços culturais foram criados com a finalidade de promover a integração com as entidades educativas, sociais, artísticas e a comunidade em geral. Destinando-se a exposições, palestras, mostras, teatro, apresentações musicais e outros eventos afins, estes espaços são disponibilizados à sociedade, desde que respeitadas às normas de preservação das instalações.

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