PEP UFRGS-APERS participa do X Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História

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No dia 17 de julho, a convite da organização do X Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História, o Arquivo Público recebeu um grupo de 13 professores da educação básica e superior de diversas cidades do Rio Grande do Sul (Ijuí, Jaguarão, Osório, Porto Alegre, Rosário do Sul e Santa Maria) e de fora do estado (Minas Gerais e Ceará) para realização da oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos como parte da programação do evento, que foi realizado na Faculdade de Educação da UFRGS entre os dias 16 e 18 de julho.

A atividade, que é oferecida regularmente para turmas de estudantes do Ensino Médio por meio do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, debate conceitos como democracia, ditadura, repressão, resistência, tortura e direitos humanos a partir de processos de indenização a ex-presos políticos salvaguardados pelo Arquivo. Nessa oportunidade foi possível trocar experiências com docentes que participavam de um evento cuja intenção era “ampliar o diálogo da história escolar e acadêmica com a diversidade da vida, demarcando não só a pluralidade de todos os sujeitos, saberes, práticas, conhecimentos e técnicas, como também o papel do/a professor/a de História em tempos de cerceamento da liberdade de ensinar”, em ampla conexão com os anseios do PEP. Nossa oficina foi muito elogiada, por garantir o contato direto e a apropriação dos espaços do Arquivo por parte da comunidade, por sua perspectiva lúdica, e por sua capacidade de despertar o interesse em aprender sobre o período tratado, sobre as instituições arquivísticas e seus acervos.

Desejamos que iniciativas como esta sigam florescendo e que o conhecimento crítico sobre o passado siga sendo produzido coletivamente de forma plural em espaços como o Arquivo, em parceria com universidades, escolas e a comunidade em geral.

Habilitações para casamento: índices disponíveis IV

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Informamos que os relatórios dos Processos de Habilitação para Casamento dos Cartórios do Registro Civil de Santa Maria, Santa Rosa, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista e Santana do Livramento encontram-se disponíveis para consulta. Até o momento, foram revisados 94.030 processos de Habilitação para Casamento de 1.648 caixas divididos em 49 cartórios do Registro Civil.

Abaixo disponibilizaremos os índices dos fundos contendo só dados básicos dos documentos indexados no sistema AAP (para acessar, clique em cima dos links):

Cartório de Santa Maria Parte 1 Parte 2

Cartório de Santa Rosa

Cartório de Santa Vitória do Palmar

Cartório de Santana da Boa Vista

Cartório de Santa do Livramento

Se você tiver interesse em consultar estes documentos em nossa Sala de Pesquisa, envie um e-mail para: saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento.

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Pesquisando no Arquivo: Sugestões para o Historiador II

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    Fenômenos como o da Imigração alemã e italiana sempre desafiaram àqueles que buscam compreender a sociedade brasileira. Pesquisadores se debruçaram sobre este tema, buscando compreender o que fez com que milhões de pessoas atravessassem o Atlântico entre meados do séc. XIX e início do séc. XX, buscando uma nova vida no continente americano. Ocorre que este processo migratório muitas vezes ainda é analisado sob a perspectiva da historiografia tradicional, que enxerga nesses imigrantes europeus a explicação para algumas regiões brasileiras, como Sul e Sudeste, serem mais “desenvolvidas” que as demais. Obviamente, esta visão é recheada de preconceitos, cabendo aos historiadores do presente desmitificar este fenômeno, e a pesquisa em fontes documentais arquivísticas é um importante forma de auxiliar nesta tarefa.

Registro de uma família de imigrantes

Registro de uma família de imigrantes

   As causas da vinda de imigrantes para o Brasil neste período são diversas e estão longe de uma explicação única. Desde a vinda de alemães para serem mercenários do exército imperial a partir de 1824, passando pela fixação de fronteiras e formação de um novo modelo econômico baseado no regime de propriedade privada em pequenos lotes (em contraposição ao latifúndio e ao regime escravista). Se ora a imigração era promovida e incentivada pelo Poder Público (com doação de lotes, pagamento de passagens, etc), em outros momentos o Estado brasileiro se retirou de forma que os imigrantes buscassem por si próprios fazer a vida na América.

     Se no passado a história buscou explicar a trajetória desses imigrantes por meio de uma narrativa heroica e linear, hoje sabemos pelo estudo das relações que travaram entre si, perante as autoridades e demais grupos étnicos que compunham o caldeirão da sociedade brasileira deste período, que estes trajetos são diversos, permeados de conflitos e instabilidades. A ideia de um imigrante pouco afeito as relações políticas, “apolítico”, por exemplo, já foi desmistificada por uma série de dissertações e teses que tecem o curso de vida destes imigrantes que participavam ativamente da vida política das colônias.

     A partir de documentos custodiados pelo Arquivo Público do RS, como processos-crime, inventários, testamentos, medições de terra, entre outros, podemos tentar reconstruir trajetórias muitas vezes singulares, lançando perguntas gerais para contextos mais específicos, tentando dessa forma responder aos questionamentos mais diversos. Localidades com populações bastante expressivas de imigrantes, como Bento Gonçalves, Garibaldi, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, entre outras tantas, fazem parte do Acervo do Poder Judiciário do APERS, disponível para consulta.

Arquivistas do APERS participam do V CNA

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     Na semana de 01 a 05 de outubro de 2012, as arquivistas do Arquivo Público do RS, Iara Gomide e Rosemeri Iensen, prestigiaram o V Congresso Nacional de Arquivologia – CNA realizado em Salvador/BA.

     A participação foi de grande valia para atualizar os conhecimentos na área de gestão documental, bem como, proporcionou a troca de informações com instituições públicas e privadas presentes do evento.

     Com o tema “Arquivologia e Internet: Conexões para o Futuro”, o V CNA teve como foco os documentos digitais. Os palestrantes desenvolveram o tema nas seguintes plenárias: Antigas disciplinas, novas possibilidades em rede; Gestão de documentos em ambientes conectados; Internet e Arquivologia.

     No encerramento foi anunciado que o próximo CNA será sediado em Santa Maria/RS, realizado através da Associação dos Arquivistas do Estado do Rio Grande do Sul – AARS em conjunto com a Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

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