Atividades SIARQ/RS – Janeiro 2018

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O Arquivo Público do RS, enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de janeiro os servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

  • Dias 05 e 10: a arquivista Renata Vasconcellos esteve na Sede Complementar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (SECOM/CAFF), acompanhando e prestando orientações para a realização das atividades dos estagiários na organização do acervo da Divisão de Pessoal (DIPES/DEADM/SMARH).
  • Dias 08, 10, 16 e 30: os arquivistas Aerta Moscon, Jonas Mello e Silvia Soares  estiveram na Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas (CORAG), participando de reuniões para orientações sobre atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Participantes: Márcia Sena, Diogo Luiz Burille (CORAG).
  • Dia 22: estiveram no Arquivo Público a equipe da Casa Civil (CC) para esclarecimento de dúvidas sobre classificação e avaliação de processos administrativos. Participantes: Jonas Melo e Silvia Soares (APERS); Vicentina Soares Pereira e estagiário Tiago Soares Marques (CC).
  • Dia 23: arquivistas do APERS estiveram na Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), participando de reunião para esclarecimento de dúvidas sobre classificação e avaliação de processos administrativos. Participantes: Gladis de Mello Bento, estagiária Bárbara Moraes dos Santos (SEMA), Marta Helena de Araújo e Silvia de Freitas Soares (APERS).
  • Dia 25: o arquivista Cléo Belicio Lopes participou de reunião do Comitê Gestor do PROA, realizadas na Sala de Gestão da SMARH, onde foram analisadas as demandas recebidas dos órgãos usuários e outros temas relacionados à implantação do Sistema.
  • Ao longo do mês, os arquivistas Aerta Grazzioli, Cléo Belicio Lopes e Viviane de Portella estiveram na Fundação de Desenvolvimento e Recursos Humanos (FDRH), prestando assessoria, aos estagiários, sobre as atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Foram realizadas 18 reuniões de assessorias.

Em janeiro, o Arquivo Público analisou doze (12) Listagens de Eliminação de Documentos visando a aprovação, recebidos por processos administrativos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

E, neste mês, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@smarh.rs.gov.br, oito (08) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos quatro (04) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

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Atividades SIARQ/RS – Dezembro 2017

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    O Arquivo Público do RS, enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de dezembro os servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dias 04 e 06: arquivistas do APERS estiveram na FAPERGS, participando de reunião para definição das etapas do projeto de revisão da TTD da FAPERGS e análise de documentos no Arquivo para verificação da aplicabilidade da TTD do SIARQ/RS aos documentos do setor Financeiro. Participantes: Adonai José Eggert Zorz, Jeanine Balboni Lacerda, Jéferson dos Santos Pereira, Joannes Paulus Pinto Soares, José Szwec, Rafael Monte Maior de Oliveira (FAPERGS), Ana Karina Uberti Moreira, Jonas Ferrigolo Melo, Silvia de Freitas Soares (APERS).

Dias 04, 06 e 20: os arquivistas estiveram na Secretaria da Educação (SEDUC), Arquivo Central da Secretaria, para prestarem orientações quanto à classificação e avaliação de documentos na organização do acervo e, com o Grupo de Trabalho Procedimentos PROA para a SEDUC sobre trâmites e assinaturas. Participantes: Bonifácio Brobio, Flávia Cézar (Comitê PROA), Daniel Pinto, Vivian Tessari, Letícia Luiz, Deisi Celuppi, João Carlos Silveira, Pâmela Rodrigues, Marisa Fabiane Xavier (SEDUC), Cléo Lopes, Jonas Melo, Maria Cristina Kneipp Fernandes, Renata Vasconcellos e Ana Karina Uberti Moreira (APERS).

Dias 06 e 15: os arquivistas Aerta Moscon e Cléo Belicio (APERS) estiveram na Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), participando de reuniões para orientações sobre atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Participou Rodrigo Saraiva (CIENTEC).

Dias 07 e 21: os arquivistas Cléo Belicio Lopes e Jonas Ferrigo Melo participaram das reuniões do Comitê Gestor do PROA, realizadas na Sala de Gestão da SMARH, onde foram analisadas as demandas recebidas dos órgãos usuários e outros temas relacionados à implantação do Sistema.

Dias 08, 15 e 21: as servidoras do APERS, Maria Cristina Fernandes, Renata Vasconcellos e Ana Karina Uberti Moreira, estiveram na Sede Complementar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (SECOM/CAFF), acompanhando e prestando orientações para a realização das atividades dos estagiários na organização do acervo da Divisão de Pessoal (DIPES/DEADM/SMARH).

Dia 18: os arquivistas do APERS estiveram no Arquivo e Protocolo da Casa Civil, para verificação de dúvidas e esclarecimentos sobre classificação e avaliação de processos administrativos. Participantes: Cléo Belicio, Maria Cristina Fernandes, Renata Vasconcellos e Silvia Soares (APERS); Vicentina Soares Pereira e estagiários Tiago Soares Marques, Ana Paula dos Santos, Verônica Vieira Martinelli e Felipe Luckei Rodrigues (Casa Civil).

Dia 18: arquivistas do APERS estiveram na Fundação de Economia e Estatística (FEE), participando de reunião sobre as atividades de gestão documental visando a transferência de documentos para a Secretaria à qual a Fundação é vinculada. Participantes: Aerte Grazzioli e Cléo Belicio Lopes (APERS) e Marcelo Silva, Ednilson Mambac, Tamini Nicoletti e Susana Kerschner (FEE).

Dia 28: os arquivistas Aerta Moscon e Cléo Belicio Lopes (APERS) estiveram no Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS) para atenderem a solicitação de assessoria para elaboração de Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade. Participaram Denise Lima e Alexandre Santos (CAU/RS).

    Em dezembro, o Arquivo Público analisou cinco (05) Listagens de Eliminação de Documentos visando a aprovação, recebidos por processos administrativos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

   E, neste mês, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@smarh.rs.gov.br, sete (07) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos quatro (04) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Atividades SIARQ/RS – Novembro 2017

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    O Arquivo Público do RS, enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de novembro os servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dias 01, 09 e 16: arquivistas do APERS estiveram na Divisão de Protocolo Arquivo e Informações (DIPRO/DEADM/SMARH), participando de reunião para definições sobre recolhimento de acervos ao APERS. Participantes: Samantha Signor (DIPRO); Cléo Belicio Lopes, Maria Cristina Fernandes e Renata Vasconcellos (APERS).

Dias 08, 14 e 29: os arquivistas Jonas Melo, Maria Cristina Kneipp Fernandes e Renata Vasconcellos (APERS) estiveram na Secretaria da Educação (SEDUC), Arquivo Central da Secretaria, para prestarem orientações quanto à classificação e avaliação de documentos na organização do acervo na SEDUC e, com o Grupo de Trabalho Procedimentos PROA para a SEDUC, trataram sobre a elaboração de minuta de normativa o uso do Sistema PROA.

Dias 09 e 30: os arquivistas Cléo Belicio Lopes e Jonas Ferrigo Melo participaram das reuniões do Comitê Gestor do PROA, realizadas na Sala de Gestão da SMARH, onde foram analisadas as demandas recebidas dos órgãos usuários e outros temas relacionados à implantação do Sistema.

Dia 10: as arquivistas Maria Cristina Kneipp Fernandes e Renata Vasconcellos estiveram na Sede Complementar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (SECOM/CAFF), acompanhando e prestando orientações para a realização das atividades dos estagiários Ederson Silva da Silva e Tiago Costa, na organização do acervo da Divisão de Pessoal (DIPES/DEADM/SMARH).

Dias 13 e 17: os arquivistas Aerta Grazzioli e Cléo Belicio Lopes (APERS) estiveram na Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas (CORAG), participando de reunião para orientações sobre atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Participaram Virgínia, Flávio Caetano e Márcia Sena (CORAG), Flávia Cezar e Samantha Signor (DIPRO/DEADM/SMARH).

Dia 14: arquivistas do APERS estiveram na Fundação de Economia e Estatística (FEE), participando de reunião para prestarem orientações sobre atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Participarem Aerta Grazzioli e Cléo Belicio Lopes (APERS) e Marcelo Silva, Angela Costa, Anelise Rubleski e Grazziela Castro (FEE).

Dia 21: os arquivistas Iara Gomide e Cléo Belicio Lopes (APÈRS) estiveram no Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS) para atenderem a solicitação de assessoria para elaboração de Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade. Participou Denise Lima (CAU/RS).

Dia 23: as arquivistas Maria Cristina Fernandes e Silvia Soares (APERS) estiveram no Arquivo da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), para prestarem orientações sobre recolhimento de documentos e continuidade das atividades de classificação de documentos para realizar nova eliminação. Participaram Leocádia Nunes Jung e estagiário Guilherme Sumariva (SPGG).

Dia 24: os arquivistas Aerta Moscon e Cléo Belicio (APERS) estiveram na Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), participando de reunião para orientações sobre atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Participou Rodrigo Saraiva (CIENTEC).

Dia 28: os arquivistas do APERS receberam, no Arquivo Público, servidores do Protocolo da Casa Civil, para prestarem orientações sobre gestão documental. Participaram Cléo Belicio, Renata Vasconcellos e Silvia Soares (APERS); Vicentina Pereira e os estagiários Felipe e Verônica (CC).

Em novembro, o Arquivo Público analisou três (03) Listagens de Eliminação de Documentos visando a aprovação, recebidos por processos administrativos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

E, neste mês, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@smarh.rs.gov.br, vinte e um (21) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos dois (02) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

APERS Entrevista: Nôva Marques Brando

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Nôva Brando - APERSNôva Marques Brando, 32 anos, é historiadora do Arquivo Público do RS, possui graduação em História e especialização em Ensino de Geografia e de História, ambas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Já atuou profissionalmente como Professora de História nas séries finais do Ensino Fundamental e coordenou o Projeto APERS? Presente, professor! – Propostas pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas. Atualmente é membro suplente do Comitê Gestor do Sistema de Arquivos do Estado (SIARQ-RS) e da Comissão Mista de Reavaliação de Informações (CMRI). Trabalha com pesquisas, descrição documental, difusão cultural e educativa e atividades de conservação e restauro documental. Confira a entrevista com Nôva em alusão ao Dia do Historiador:

Blog do APERS: Nôva, você poderia comentar um pouco sobre como decidiu cursar História?

Nôva: Tenho a impressão que os motivos são muito semelhantes para todos que decidiram por graduar-se em História. Lembro da primeira semana na Faculdade, quando em uma aula de Sociologia o professor nos questionou sobre os motivos que nos levaram até alí. Boa parte das respostas continham, em suas justificativas, um desejo de contribuir para construção de um mundo mais justo e solidário e a certeza de que o historiador, o professor de história estaria a serviço disso. Para mim não foi diferente, decidi cursar história porque queria ser uma professora que trabalhasse para mudar o mundo. E não há muito de altruísta nessa posição, percebi tempos depois. A verdade é que o interesse pelo conhecimento histórico vinha antes e ficou fácil uni-lo, no momento de decidir minha profissão, à vontade de lutar por transformações nas relações sociais. Fora isso, também tive, assim como muitos colegas de profissão, aquele professor referência, que, através do modo como enxergava a história, provocava brilhos nos olhos durante suas aulas. E acho mesmo que a decisão final passou por isso também, por acreditar que meus dias de trabalho na sala de aula seriam vividos com paixão. O que aconteceu depois foi um pouquinho diferente (risos), mas isso é resposta para outra pergunta.

Blog do APERS: No Arquivo Público do RS, entre outras atividades que já desempenhas, estás te qualificando para assumir a área de preservação e conservação de documentos. No teu entendimento, qual o papel dos historiadores que atuam em arquivos?

Nôva: Sim. Depois de atuar em projetos de descrição e difusão documental, na organização de eventos, de participar do PEP UFRGS|APERS, de desenvolver materiais pedagógicos a partir dos acervos do Arquivo, hoje estou me qualificando para trabalhar nas atividades de conservação e restauração de documentos, área bastante importante dentro de um arquivo. Desde 2015 estou realizando cursos para poder responder a essa demanda. O trabalho é bastante complexo, sobretudo quando nos deparamos com documentos bastante castigados por fatores externos e internos. Uma responsabilidade e tanto. Esse, por exemplo, pode ser um dos papéis desempenhado por historiadores em um Arquivo e descobri isso bem recentemente (risos). De um modo geral, penso que os historiadores devem estar envolvidos em todas as principais atividades desenvolvidas em uma instituição arquivística – gestão documental, preservação, acesso e difusão. Entendo que a capacidade que temos de historicizar as relações sociais, inclusive a produção dos documentos, e os vestígios que sobre elas restaram, nos permitem contribuir de forma determinante para o cumprimento daqueles que eu considero como objetivos centrais de um arquivo, a preservação e a garantia de acesso ao maior número possível de documentos para um público que seja cada vez maior e mais diverso.

Blog do APERS: Tens contribuído para a organização de acervos, como o produzido pela Comissão Estadual da Verdade, que em breve será difundido aos nossos usuários. Quais foram as etapas do trabalho, e como você percebe esta experiência?

Nôva: Quando comecei a trabalhar no APERS, em fevereiro de 2013, fui acolhida pela equipe que estava elaborando o Catálogo Resistência em Arquivo, instrumento de pesquisa que tem auxiliado na divulgação do Acervo da Comissão Especial de Indenização. Esse foi o primeiro contato que tive com um conjunto documental custodiado pelo Arquivo. Tal acervo já estava organizado, avaliado, classificado, descrito e indexado no Sistema de Administração de Acervos Públicos (AAP), e passava, naquele momento, por um processo de descrição mais minuciosa que atendesse e qualificasse o atendimento ao pesquisador e que divulgasse a documentação. No final de 2014, foi recolhido ao APERS, o Acervo da Comissão Estadual da Verdade cujos documentos, na perspectiva do conteúdo, são semelhantes aqueles que havia trabalhado em 2013. Acho que esse foi o motivo principal pelo qual fui demandada para compor a equipe de organização desse acervo. E percebi, já no início da organização, que o conhecimento sobre o contexto e sobre o processo de elaboração da documentação, bem como sobre o conteúdo registrado nela, foram de importância ímpar para a qualidade do trabalho que sobre ela realizamos. Acho que esse conhecimento foi minha maior contribuição e acredito que ele tenha auxiliado nas fases que foram desde o mapeamento, passando pela classificação e avaliação, pela decisão dos critérios para organização da documentação (dossiês e documentos individuais), até a fase de descrição. Também elaboramos um Catálogo para auxiliar na pesquisa ao acervo. Hoje estamos indexando a documentos no AAP e em breve tanto ele quanto o Catálogo estarão disponíveis para consulta pública. Diferentemente da primeira experiência com o Acervo da Comissão Especial de Indenização, o trabalho desenvolvido com o Acervo da Comissão Estadual da Verdade me permitiu entrar em contato com todas as fases da organização de um acervo, uma atividade repleta de novos aprendizados e do desenvolvimento de competências que não possuía antes desse trabalho.

Blog do APERS: A partir de tua experiência no Arquivo Público do RS, qual perfil acreditas que o historiador que atua na área de arquivos deve ter?

Nôva: Mais que um perfil definido, penso que um historiador que atua em arquivos tem de ter é disponibilidade para aprender e para “navegar em águas misteriosas”. Aponto isso, porque exceto aquela “capacidade de historicizar”, que mencionei acima, pouco estamos preparados para o trabalho em um arquivo ao sair dos cursos de graduação (quantos de nós sabemos o que é um Plano de Classificação ou uma Tabela de Temporalidade de Documentos?). Acho que os currículos apontam para mudanças, mas ainda estão centrados na formação de professores e de pesquisadores que produzem um tipo específico de conhecimento, o conhecimento acadêmico. Embora nossas atividades encontrem pontos de intersecção com o ensino e com a pesquisa acadêmica, não são elas que caracterizam nossas principais atribuições. As atividades pedagógicas e de pesquisa que realizamos nos arquivos são qualitativamente diferentes daquelas desenvolvidas por professores nas salas de aula ou por pesquisadores na academia. Os tempos de produção de conhecimento e de execução de tarefas também são outros. Temos que dialogar com uma série de conhecimentos que vão desde os arquivísticos até os da Filosofia do Direito. Dessa forma, pelas lacunas existentes na formação inicial (que nunca contemplará tudo), acredito que a característica necessária seja a disponibilidade para aprender e para dialogar, numa perspectiva interdisciplinar, com os outros profissionais e com as experiências desenvolvidas nas mais diferentes instituições de memória.

Blog do APERS: Enquanto historiadora, podes comentar alguma situação inusitada ou maior desafio vivenciado?

Nôva: O desemprego. Sem dúvida alguma esse foi o maior desafio que enfrentei. Terminar um curso de graduação sem perspectivas de trabalho, foi um momento bastante difícil, superado, ainda bem! O segundo foi (está sendo) me ressignificar profissionalmente neste outro espaço de atuação (APERS) que era improvável para a acadêmica que mirava na sala de aula seu futuro local de trabalho.

Blog do APERS: Para que conheçamos um pouquinho mais sobre você, nas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Nôva: Gosto de estar na companhia da família, dos amigos, da Capitú, da Negrinha e do Baixinho (meus cachorros). Assisto filmes e séries com meus sobrinhos e novela com a minha mãe. Com os cachorros, gosto mesmo é de ficar de frescura – correr no pátio, deitar no chão, ficar de barriga pra cima. Os amigos são aquela companhia indispensável para os Happy hours tão necessários à saúde psíquica da gente. Costumo também frequentar lugares com música ao vivo – como viver sem música. E quando sozinha, literatura.

Blog do APERS: Em alusão ao Dia do Historiador, 19 de agosto, deixe uma mensagem à classe!

Nôva: Porque desnaturalizamos as relações e porque questionamos o que parecia óbvio, nas mais diferentes esferas de atuação, nós somos parte daqueles que incomodam e que desacomodam. Que incomodam e desacomodam nas ruas, nas escolas, nas universidades, nos arquivos e nos churrascos de domingo. Que assim seja e que a gente possa ser feliz com isso!!!

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APERS Entrevista: Clarissa de Lourdes Sommer Alves

APERS Entrevista: Clarissa de Lourdes Sommer Alves

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Clarissa Alves - APERSClarissa de Lourdes Sommer Alves, 29 anos, possui Licenciatura e Bacharelado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e atua desde 2010 como historiadora no Arquivo Público do RS. Dedica-se a atividades de descrição e difusão do Arquivo e de seu acervo, em especial a ações educativas de educação patrimonial, organização de cursos, eventos e publicações. É membro titular do Sistema de Arquivos do Estado (SIARQ-RS) na condição de historiadora do APERS. Confira a entrevista que realizamos com Clarissa em homenagem ao Dia do Historiador!

Blog do APERS: Clarissa, você poderia comentar um pouco sobre como decidiu cursar História?

Clarissa: Chega a ser engraçado pensar nisso agora, mas a verdade é que foi um tanto “por acaso”. Conclui o Ensino Médio cedo, 17 anos recém feitos, e queria tentar o vestibular na universidade pública, até porque, na privada não teria condições. Sempre me interessei por muitas coisas, em geral gostava de aprender em todas as disciplinas escolares (com predileção pelas Humanas), mas não tinha um “grande sonho” com alguma profissão específica. Neste sentido, pensei que poderia ser feliz estudando História, tendo como horizonte a atuação como professora, pois poderia unir vários interesses: o estudo para compreender e intervir melhor na sociedade em que vivemos, o gosto pela leitura e pesquisa, o contato com pessoas e a contribuição para a formação delas… A decisão final se deu no momento mesmo de preencher o formulário de inscrição no vestibular, tanto que como segunda opção, sem ter alternativas em mente, acabei colocando o curso de Administração! Algo que hoje não me imaginaria fazendo, de forma alguma. Passei naquele primeiro vestibular, e felizmente deu certo: fui me identificando com a área desde o primeiro semestre do curso, e hoje, quase sete anos depois de formada, não me arrependo.

Blog do APERS: No Arquivo Público do RS, entre outras atividades, estás a frente do Programa de Educação Patrimonial. No teu entendimento, qual o papel dos historiadores que atuam em arquivos?

Clarissa: Atuo junto ao Programa de Educação Patrimonial desde que cheguei ao APERS, ainda como estagiária, em 2009. Tive a alegria de ve-lo nascer e acompanhar sua consolidação na parceria fundamental com a UFRGS. Mesmo com outras atribuições, envolvendo-me com diferentes ações e projetos ao longo destes anos, posso afirmar que foi especialmente a partir deste trabalho que me constitui enquanto profissional de arquivos, percebendo as limitações e oportunidades legadas por mim formação acadêmica para atuação neste espaço, enxergando o quanto são densas as conexões possíveis entre pesquisa e ensino quando estamos trabalhando aqui, entendendo afinal quais são as atribuições de um arquivo e quais são as demandas sociais que podem ser estimuladas, refletindo no dia a dia sobre o acesso e a difusão de acervos, e aprendendo a produzir conhecimentos a partir deles de uma forma diferente daquela para a qual somos “treinadas” na pesquisa histórica acadêmica. As oficinas de Educação Patrimonial têm sido um laboratório riquíssimo, e um quase “paraíso” quando deseja-se conectar ensino-aprendizagem com pesquisa em fontes históricas. Hoje ainda tenho dúvidas, e porque não dizer algumas “crises”, sempre que me pego pensando sobre o nosso papel dentro das instituições arquivísticas da atualidade – que certamente pouco têm a ver com os arquivos do passado, que eram em sua maioria organizados por historiadores e voltados para uma elite intelectual e política. Tanto que resolvi dedicar-me a esta questão no mestrado, que iniciei este ano. Mas, já posso afirmar, com certeza, que uma historiadora ou historiador que atua dentro de um arquivo tem como papel central contribuir com um olhar crítico em perspectiva histórica para todas as atividades em que for demandada(o): contribuir para reflexões que levem à preservação da maior gama possível de documentos que registrem vestígios do passado para o futuro; organizar eventos e publicações de caráter histórico que valorizem a instituição e seu acervo; produzir textos, exposições, oficinas, enfim, uma ampla gama de “produtos” que ajudem a desfazer percepções de senso comum sobre a história e a ampliar a noção de que as instituições de memória são públicas, acessíveis a cada cidadã e cidadão, estimulando a autonomia na busca por informações e direitos.

Blog do APERS: És membro titular do Comitê Gestor do Sistema de Arquivos do RS como historiadora represente do APERS. Como você percebe a importância da efetivação da gestão documental para a preservação e para o acesso ao patrimônio documental?

Clarissa: Esta é uma questão que, me parece, deve ser central para as historiadoras e historiadores de nosso tempo. Ao longo do século XX assistimos a uma grande e positiva expansão na compreensão do que pode ser fonte para a pesquisa histórica – que deixou de ser realizada apenas sobre os documentos ditos “oficiais” ou relativos a grandes acontecimentos e personagens notórios, passando a ser possível a partir de, enfim… todo e qualquer registro das sociedades humanas! Claro que isso é positivo quando pensamos a escrita da história das classes populares, das minorias não apenas numéricas mas políticas, como mulheres, negros e negras, indígenas, homossexuais, entre inúmeras outras possibilidades. Entretanto, colocou-se para nós, enquanto categoria profissional, um grande dilema: se tudo pode ser fonte, e não temos “bola de cristal” para antecipar quais serão as preocupações dos pesquisadores do futuro, como ajudar a definir que documentos devem ser preservados? Para complicar ainda mais, esta nova compreensão na historiografia efetivou-se ao passo em que o Estado e diversas organizações sociais ampliaram em muito a produção de documentos, pelo crescimento populacional, ampliação das lutas, demandas e acesso aos mais diversos direitos, etc. Neste cenário, afirmo sem pestanejar: os processos de gestão documental – que vão desde a produção da documentação, em meio físico ou digital, até sua destinação final, passando por classificação, avaliação, descrição, eliminação ou recolhimento a arquivos públicos – são de fundamental importância para que seja possível preservar a acessar qualquer informação hoje, e no futuro. Precisamos nos envolver no esforço conjunto com arquivistas, administradores e outros profissionais de pensar e registrar, de forma transparente, critérios globais para esta preservação, que resultem em instrumentos qualificados de gestão, representativos das funções do Estado ao longo da história. Se em meio a massas documentais acumuladas já há grande dificuldade de garantir o acesso qualificado a qualquer documentação, imaginem na era (que já está às portas) do documento digital? Essa possibilidade vai se perder se não houver política e ação.

Blog do APERS: A partir de tua experiência no Arquivo Público do RS, qual perfil acreditas que o historiador que atua na área de arquivos deve ter?

Clarissa: Além dos elementos que já pontuei nas questões anteriores, penso que deve saber trabalhar em equipe e dialogar com colegas de diferentes áreas, ter aptidão para a pesquisa e para a produção textual voltada a um público mais amplo do que o acadêmico, assim como sensibilidade e criatividade para atuar com este público no cotidiano, que poderá ser de estudantes da Educação Básica, de genealogistas, de pesquisadores das ciências humanas, sociais, jurídicas, etc.

Blog do APERS: Para que conheçamos um pouquinho mais sobre você, nas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Clarissa: Gosto muito de viajar, ouvir música e ler, ainda que (confesso) não tenha tido muito tempo nos últimos anos para me dedicar a estas “tarefas”. Além das muitas horas no APERS, quando estou fora tenho me envolvido sempre com alguma atividade acadêmica ou de militância política, e poucas horas restam para puro lazer… Quando estou despreocupada em casa, as vezes o cansaço vence e o lazer transforma-se em sinônimo de “dormir”. Acho que 2016 é a maior prova de que não sei viver sem mil compromissos: além de “inventar” uma desejada aprovação no mestrado, fiquei sabendo que estou grávida no mês em que fiz a matrícula! Logo, estou tendo que aprender a ter como hobbies as leituras sobre maternidade e parto natural (algo que eu defendo), os preparativos na casa, o planejamento das coisas para os chás de bebê e para o quartinho, e lá se foi o tempinho que poderia reservar agora para a lista de livros de literatura que há muito me acompanha (risos).

Blog do APERS: Em alusão ao Dia do Historiador, 19 de agosto, deixe uma mensagem à classe!

Clarissa: Acreditem em nossa profissão e saboreiem cada uma das surpresas que ela nos traz, lembrando sempre que, se quisermos ser profissionais qualificados, não é possível dissociar o “historiador-pesquisador” do “historiador-professor” – seja na escola, na universidade ou no arquivo. Além disso, tenham em mente que nossa profissão está diretamente ligada às demandas e lutas do tempo presente, e que precisamos nos atualizar, para dialogar com a sociedade e produzir conhecimento que realmente cative e transforme!

Nas próximas semanas teremos mais entrevistas com nossas historiadoras, aguarde!

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