Compartilhando reflexões publicadas a partir do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS

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Em meio a tantas atividades e tarefas, demoramos para compartilhar, mas é com satisfação que disponibilizamos mais duas importantes reflexões produzidas a partir das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, relacionadas aos conceitos de memória e história, à profissão de historiador(a) e ao potencial dos Arquivos como espaços para produção intelectual, educativa e cultural:

  • Reflexões sobre o ofício do historiador em arquivos a partir da construção da oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, de Clarissa Sommer Alves, Trabalho de Conclusão de Curso, Bacharelato em História, UFRGS, 2015. Clique aqui para acessar.
  • As oficinas do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, de Clarissa Sommer Alves e Carla Simone Rodeghero, artigo publicado nos anais do I Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural, pág. 703 a 713. Evento realizado em Porto Alegre, em 2016. Clique aqui para acessar.

Os textos seguirão referenciados na aba “Publicações” deste blog. Boa leitura!

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Oficina do PEP mais uma vez contribuindo para processos de formação docente!

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   Nos dias 26 e 29 de março realizamos vivências da oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos para as turmas diurna e noturna da disciplina de Introdução ao Estágio, do curso de licenciatura em História da UFRGS, que é ministrada de forma compartilhada pelos professores Carmem Gil, Caroline Pacievtch, Fernando Seffner e Nilton Pereira, do Departamento de Ensino e Currículo da FACED/UFRGS.

   A atividade foi agendada como espaço de fechamento para as discussões que as turmas vinham realizando sobre o trabalho com temas sensíveis em sala de aula. A oficina permitiu abordar a ditadura civil-militar no Brasil e as violações de direitos humanos perpetradas pelo Estado ao longo daquele regime, pensando as marcas deixadas em nossa sociedade e a trajetória de vida daqueles que resistiram. Cada estudante pode ter contato com fontes arquivísticas, com o ambiente do APERS, e com múltiplas possibilidades metodológicas para inspirar planejamentos educativos vindouros.

   Em dois turnos foram recebidos 33 futuros professores de História, e dois professores da UFRGS, que se envolveram em profícua discussão sobre os usos de documentos e de depoimentos nos processos de ensino-aprendizagem, sobre a importância da defesa dos valores democráticos, e do acesso público ao patrimônio documental, como fonte de informação e garantia de direitos.

   Embora as oficinas oferecidas às escolas pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS estejam no planejamento do 2º semestre, atendemos ao pedido da profª Carmem por compreender a potencialidade desse momento para o processo de formação docente. Assim, realizamos as vivências com a contribuição de equipe do APERS, da prof.ª Carla Rodeghero (coordenadora do PEP na UFRGS), e de ex-estagiários da disciplina de Estágio em Educação Patrimonial, que em 2017 atuaram como oficineiros no Arquivo, e retornaram à instituição de forma voluntária. Neste sentido, agradecemos muito à Camila Barbosa, ao Guilherme Cardoso e à Letícia Fernandes.

Programa de Educação Patrimonial: balanço de 2017 e perspectivas para 2018.

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Equipe PEP UFRGS-APERS: Paula Ribeiro, Jéssica Borba, Carla Rodeghero, Bianca Zotti, Gustavo Rolim, Clarissa Sommer Alves, Guilherme Cardoso e Paulo Fasolo Klein.

O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS é desenvolvido em parceria entre o APERS e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, voltado à realização de oficinas de educação patrimonial para escolas, cursos de formação para professores, e capacitações de estudantes de graduação como oficineiros na área de Educação Patrimonial, tendo o patrimônio documental e arquitetônico do APERS como fonte de informação, reflexão e produção de conhecimento.

Em 2017, as ações centraram-se no 2º semestre, considerando a inexistência de recursos externos capitados para contratação de bolsistas através da UFRGS ou oferecimento de transporte para as escolas, assim como a licença-maternidade da servidora responsável pelo Programa no APERS na primeira metade do ano. Entretanto, as atividades foram intensas a partir de julho, com os seguintes resultados alcançados:

  • Finalização e lançamento do documentário sobre o PEP, que recebeu o título “Educação patrimonial: cidadania, diversidade e direitos humanos”. A produção do material teve início no final de 2016. As últimas avaliações e correções foram feitas entre junho e agosto. Foi lançado no primeiro dia do curso de formação para professores de 2017, e em breve será disponibilizado pelo canal do Arquivo no Youtube.
  • Formação de equipe e reformulação de materiais: realizadas ao longo dos meses de junho e julho, já que três novos estudantes foram contratados para compor o grupo em junho. Realizamos apresentação das oficinas, leitura e debate de seus documentos, leitura de textos históricos tratando de suas temáticas, e dinâmicas de treinamento da aplicação das mesmas. Também revisamos as localizações de guarda das caixas no acervo e reformulamos pistas que levam até elas; substituímos um dos documentos utilizados na oficina Desvendando o Arquivo Público, refazendo materiais para debater o tema das mulheres negras no contexto da escravização; remodelamos a logo da oficina Desvendando para dialogar com a nova abordagem (relações de gênero); renovamos os materiais das três oficinas que demonstravam desgaste, realizando reimpressões, trocando envelopes, lixando e pintando novamente as caixas da Tesouros, etc.
  • Oficina de teatro de bonecos para a equipe, realizada em agosto, ainda com recursos do edital PROEXT 2016, ministrada por Denis e Alberto do Ateliê Nunes. Nos quatro encontros conhecemos a história e as modalidades do teatro de bonecos, fizemos exercícios vocais e alongamentos, aprendemos técnicas de manipulação de bonecos, reformulamos o texto do teatro da oficina Tesouros da Família Arquivo, e fizemos uma série de ensaios. O Ateliê também foi responsável pela confecção de novo cenário para o teatro, e de novas almofadas utilizadas em todas as oficinas.
  • Realização de oficinas de Educação Patrimonial, voltadas para turmas escolares da Educação Básica:

– Tesouros da Família Arquivo (6º e 7º anos) = 10

– Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na História (8º e 9º anos) = 08

– Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos  (Ens. Médio) = 09

Total: 27 oficinas, com o total de 477 participantes

  • Capacitação de oficineiros, voltada a estudantes do Ensino Superior do curso de Licenciatura em História da UFRGS, realizando estágio obrigatório: 07 estudantes capacitados, cumprindo, cada um, carga horária de 42h.
  • 7ª edição do Curso de Formação “Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos”, voltado para professores, estudantes de licenciatura e profissionais de instituições de memória: tivemos 48 pessoas inscritas. Destas, 30 permaneceram com o grupo, e tiveram certificado emitido, em carga horária entre 20h e 40h. Interessante destacar que os participantes entregaram propostas de atividades pedagógicas criadas a partir das discussões realizadas no curso, que estão sendo organizadas em formato de e-book, e serão disponibilizadas pelo blog do APERS até o final de janeiro.
  • Difusão do Programa: para compartilhar as experiências do PEP, trocar conhecimentos e difundir nosso trabalho, participamos dos seguintes eventos:

– XVIII Salão de Extensão UFRGS, com duas atividades, ambas no Campus do Vale: 17/10, turno da manhã, participação em tertúlia (roda de conversas com fala e debate) apresentando os cursos de formação para professores como um eixo de ação do PEP; 19/10, turno da tarde, oferecimento da oficina Resistência em Arquivo, adaptada ao público e espaço físico de uma sala de aula.

– VI Ofícios de Clio: evento promovido pelo GT Acervos, da ANPUH-RS. Fomos convidados a participar do evento para debater os espaços de memória, seus acervos e o uso de novas tecnologias e formas de pesquisa/ensino. Assim, decidimos apresentar o documentário sobre o PEP, como uma boa oportunidade de divulgar nossas ações de maneira sistematizada e atrativa, e suscitar o debate sobre o uso do audiovisual como recurso nessa área. O vídeo foi transmitido no dia 06/12, e comentado pela profª Carla.

Pensando em perspectivas para 2018, compartilhamos que o planejamento do PEP também considera as possibilidades de recursos e equipe disponíveis. Neste sentido, o primeiro semestre será dedicado à: 1) edição e disponibilização via internet de vídeos das palestras do curso de formação para professores, e 2) escrita, edição e publicação do segundo volume da publicação “PEP em Revista”, para a qual já temos recursos empenhados através da UFRGS, recebidos ainda do edital PROEXT 2016. No segundo semestre, a partir da contratação de novos bolsistas pela UFRGS e manutenção dos estagiários do APERS da área de ação educativa, pretendemos retomar as oficinas para as escolas, a capacitação de oficineiros, e realizar a 8ª edição do curso para professores. Novidades sempre serão divulgadas no blog. Acompanhe!

Enquanto instituição arquivística, acreditamos que, apesar de dificuldades ou desafios colocados pelo último ano, conseguimos manter as atividades no campo da ação educativa, trabalhando com qualidade e dedicação aos nossos usuários. Agradecemos a todas e todos que participaram! Cada momento partilhado com professores e estudantes dão sentido à nossa existência enquanto instituição pública. Também agradecemos a toda a equipe que se dedicou nesse último período para manter o Programa em funcionamento, de forma que a Educação Patrimonial siga sendo difundida e apropriada pela comunidade:

  • Bianca Zotti (Bolsista História UFRGS)
  • Carla Simone Rodeghero (Professora Dep. e PPG em História, coordenadora do Programa de Extensão junto à UFRGS)
  • Clarissa Sommer Alves (Téc. Assuntos Culturais/Historiadora APERS)
  • Guilherme Cardoso (Estagiário História APERS)
  • Gustavo Rolim (Bolsista História UFRGS)
  • Jéssica Borba (Estagiária História APERS)
  • Paula Ribeiro (Bolsista História UFRGS)
  • Paulo Fasolo Klein (Estagiário História APERS)

Para acessar “PEP em Revista, vol. 1”, clique aqui.

Estagiários do APERS defendem TCC

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    Entre hoje e segunda-feira (21/01) alguns de nossos estagiários apresentarão seus Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, todos alunos do Curso de Licenciatura em História. Esta é uma importante etapa da vida acadêmica, onde os futuros historiadores têm a oportunidade de vivenciar a pesquisa científica em acervos contextualizando e refletindo a partir da literatura especializada.

   Entre os pesquisadores, Sara Dalpiaz Carlos pesquisou em fontes primárias do Arquivo Público do RS e Guilherme da Silva Cardoso, Letícia Wickert Fernandes e Paulo Eduardo Fasolo Klein em fontes de outras instituições de memória ou literárias.

    No desejo de uma boa apresentação a todos, informamos a programação:

2017.01.17 Programação defesas TCCs Estagiários APERS alterado

 

PEP no Salão de Extensão da UFRGS!

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Nossas atividades relacionadas à Educação Patrimonial são desenvolvidas em parceria com a UFRGS, no âmbito do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, carinhosamente chamado de PEP. Este ano, como forma de difundir nossas ações, buscar contatos e inspirações para novas produções, participamos do Salão de Extensão da UFRGS, que esteve em sua 18ª edição.

Na terça-feira pela manhã, dia 17/10, participamos da tertúlia intitulada “Estratégias em Ensino/Aprendizagem”, apresentando o curso de formação para professores oferecido pelo PEP. Conforme proposta do evento, tertúlia é uma reunião de pessoas interessadas em um mesmo tema para debate, informação e compartilhamento de informações, privilegiando a aprendizagem a partir da troca de ideias e experiências. Apresentamos as motivações para o oferecimento dos cursos anuais como espaços de formação, os temas tratados, as conexões desta linha de ação com as oficinas ofertadas às turmas escolares, dando enfoque ao curso que está em andamento este ano. Em contato com as comunicações dos demais grupos, surgiram oportunidades de trabalho em parceria, e ideias para nossa atuação em 2018.

Na quinta-feira à tarde, dia 19/10, oferecemos no Salão uma vivência da oficina Resistência em Arquivo. Levamos os materiais que são utilizados nas dependências do APERS, e pudemos divulgar nosso trabalho em um formato adaptado ao espaço da universidade.

Seguimos buscando oportunidades para compartilhar nosso trabalho, estimular o acesso ao patrimônio documental e a apropriação em relação aos bens culturais de nossa sociedade em geral.

Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: participe da 7ª edição de nosso curso de formação para professores!

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Entre hoje e o dia 20/09 estão abertas as inscrições para a 7ª edição do curso de formação para professores do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS! A participação é gratuita, com certificado de 40h. As vagas são limitadas, e serão destinadas, preferencialmente, para professores em pleno exercício de sala de aula.

Interessados devem enviar e-mail para acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Confira a programação:

Cartaz Curso PEP Profs 2017

Pesquisando no Arquivo: Secretaria de Coordenação e Planejamento III

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    Nesse mês, o “Pesquisando no Arquivo” traz novamente o acervo da Secretaria da Coordenação e Planejamento (SCP), com suas possibilidades de pesquisa e informações. Hoje apresentaremos processos acerca da implementação e estruturação do Polo Petroquímico do Sul. Localizado em Triunfo em uma grande área verde a cerca de 52 km da capital, o Polo se constitui, atualmente, por um complexo de seis empresas, e sua construção se deu entre o final da década de 1970 e início de 1980, envolvendo diversos setores. A idealização do Polo se dá na retomada da industrialização no Estado, no contexto de grandes crises petrolíferas nos anos 1970 ao redor do mundo, com a busca por novas maneiras de produzir matéria-prima para a indústria.

    Como mencionado, sua implementação envolveu diversos setores, como grupos empresariais, construtoras, e também universidades públicas e privadas. Com a finalidade de disponibilizar recursos do Estado para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para cobrir despesas relativas às pesquisas realizadas, se elaborou em 31 de outubro de 1979 o processo administrativo que trata da abertura de crédito especial destinado a um convênio entre o Estado e a Universidade, com o objetivo de desenvolver a infraestrutura de apoio científico e tecnológico ao Polo. As universidades, como formadoras de profissionais e cientistas são indispensáveis nesse movimento de reformulação da estrutura socioeconômica do Estado, e assim, o convênio visava a elaboração de um sistema de colaboração mútua para manter e desenvolver a base científica do projeto.

    Observamos, então, a criação do Centro para Estudos de Química Aplicada, Química Macromolecular e Engenharia de Processos Químicos, no Instituto de Química: a criação desse Centro ocorre para viabilizar os estudos e pesquisas básicas que serão aplicadas ao projeto de apoio à chamada indústria química leve. Da mesma forma, no processo consta a participação da UFRGS também por outros departamentos de institutos relacionados à ecologia e poluição ambiental, na realização de estudos e pesquisas solicitados pelo Conselho de Implantação do Polo Petroquímico (CONPETRO), demonstrando que a preocupação com a questão ambiental, ainda recente nas discussões da época, também se manifestou na relação da comunidade acadêmica com a sociedade civil.

   Em decorrência da implantação do Polo no estado, se impôs o desenvolvimento de pesquisas para preservação dos recursos naturais, bem como a produção de tecnologia para o controle ambiental, e não apenas no âmbito acadêmico, como vimos: outros órgãos também estiveram envolvidos, como a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que participou de diversas pesquisas para avaliar o impacto no meio ambiental devido à implantação do Polo. Em 21 de dezembro de 1979 a empresa firmou com o Estado o contrato que trata das especificações das obras de abastecimento de energia, bem como seus valores, acompanhamento, e fiscalização do abastecimento, realizado pela CONPETRO. Tais informações, assim como diversas outras que tratam da operação e manutenção do abastecimento de energia, estão presentes das cláusulas desse contrato.

    Nas obras realizadas correspondentes ao Polo, constam, além da infraestrutura, outras obras desenvolvidas nas proximidades do complexo. Várias empresas e fundações participaram dos contratos realizados para essas construções – e um deles é o contrato de prestação de serviços firmado entre o Estado e a Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), objetivando a fiscalização da construção de dois viadutos, parte das obras relacionadas ao Polo. Os dois viadutos paralelos foram construídos na ligação rodoviária da BR-386/Estação General Luz, hoje desativada. No processo, aberto em 15 de dezembro de 1978, vemos informações como os dados técnicos da construção dos viadutos, a responsabilidade do acompanhamento das obras, valores, prazos, entre outros elementos dessa construção.

    O Polo Petroquímico de Triunfo é hoje um dos maiores produtores de nafta, matéria-prima básica para toda cadeia de produção, e dela derivam diversos componentes igualmente necessários – assim como é um dos maiores produtores de derivados de polietileno, borracha sintética, entre outras matérias-primas essenciais a inúmeras segmentos. O complexo industrial hoje emprega mais de 6 mil funcionários, e uma parte da sua história passa pelo acervo da SCP. Se você estiver interessado em pesquisar estes e outros processos partes desse acervo, envie um e-mail solicitando seu atendimento para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br .

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