Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos: participe da 7ª edição de nosso curso de formação para professores!

Deixe um comentário

Entre hoje e o dia 20/09 estão abertas as inscrições para a 7ª edição do curso de formação para professores do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS! A participação é gratuita, com certificado de 40h. As vagas são limitadas, e serão destinadas, preferencialmente, para professores em pleno exercício de sala de aula.

Interessados devem enviar e-mail para acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Confira a programação:

Cartaz Curso PEP Profs 2017

Anúncios

Pesquisando no Arquivo: Secretaria de Coordenação e Planejamento III

Deixe um comentário

    Nesse mês, o “Pesquisando no Arquivo” traz novamente o acervo da Secretaria da Coordenação e Planejamento (SCP), com suas possibilidades de pesquisa e informações. Hoje apresentaremos processos acerca da implementação e estruturação do Polo Petroquímico do Sul. Localizado em Triunfo em uma grande área verde a cerca de 52 km da capital, o Polo se constitui, atualmente, por um complexo de seis empresas, e sua construção se deu entre o final da década de 1970 e início de 1980, envolvendo diversos setores. A idealização do Polo se dá na retomada da industrialização no Estado, no contexto de grandes crises petrolíferas nos anos 1970 ao redor do mundo, com a busca por novas maneiras de produzir matéria-prima para a indústria.

    Como mencionado, sua implementação envolveu diversos setores, como grupos empresariais, construtoras, e também universidades públicas e privadas. Com a finalidade de disponibilizar recursos do Estado para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para cobrir despesas relativas às pesquisas realizadas, se elaborou em 31 de outubro de 1979 o processo administrativo que trata da abertura de crédito especial destinado a um convênio entre o Estado e a Universidade, com o objetivo de desenvolver a infraestrutura de apoio científico e tecnológico ao Polo. As universidades, como formadoras de profissionais e cientistas são indispensáveis nesse movimento de reformulação da estrutura socioeconômica do Estado, e assim, o convênio visava a elaboração de um sistema de colaboração mútua para manter e desenvolver a base científica do projeto.

    Observamos, então, a criação do Centro para Estudos de Química Aplicada, Química Macromolecular e Engenharia de Processos Químicos, no Instituto de Química: a criação desse Centro ocorre para viabilizar os estudos e pesquisas básicas que serão aplicadas ao projeto de apoio à chamada indústria química leve. Da mesma forma, no processo consta a participação da UFRGS também por outros departamentos de institutos relacionados à ecologia e poluição ambiental, na realização de estudos e pesquisas solicitados pelo Conselho de Implantação do Polo Petroquímico (CONPETRO), demonstrando que a preocupação com a questão ambiental, ainda recente nas discussões da época, também se manifestou na relação da comunidade acadêmica com a sociedade civil.

   Em decorrência da implantação do Polo no estado, se impôs o desenvolvimento de pesquisas para preservação dos recursos naturais, bem como a produção de tecnologia para o controle ambiental, e não apenas no âmbito acadêmico, como vimos: outros órgãos também estiveram envolvidos, como a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que participou de diversas pesquisas para avaliar o impacto no meio ambiental devido à implantação do Polo. Em 21 de dezembro de 1979 a empresa firmou com o Estado o contrato que trata das especificações das obras de abastecimento de energia, bem como seus valores, acompanhamento, e fiscalização do abastecimento, realizado pela CONPETRO. Tais informações, assim como diversas outras que tratam da operação e manutenção do abastecimento de energia, estão presentes das cláusulas desse contrato.

    Nas obras realizadas correspondentes ao Polo, constam, além da infraestrutura, outras obras desenvolvidas nas proximidades do complexo. Várias empresas e fundações participaram dos contratos realizados para essas construções – e um deles é o contrato de prestação de serviços firmado entre o Estado e a Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), objetivando a fiscalização da construção de dois viadutos, parte das obras relacionadas ao Polo. Os dois viadutos paralelos foram construídos na ligação rodoviária da BR-386/Estação General Luz, hoje desativada. No processo, aberto em 15 de dezembro de 1978, vemos informações como os dados técnicos da construção dos viadutos, a responsabilidade do acompanhamento das obras, valores, prazos, entre outros elementos dessa construção.

    O Polo Petroquímico de Triunfo é hoje um dos maiores produtores de nafta, matéria-prima básica para toda cadeia de produção, e dela derivam diversos componentes igualmente necessários – assim como é um dos maiores produtores de derivados de polietileno, borracha sintética, entre outras matérias-primas essenciais a inúmeras segmentos. O complexo industrial hoje emprega mais de 6 mil funcionários, e uma parte da sua história passa pelo acervo da SCP. Se você estiver interessado em pesquisar estes e outros processos partes desse acervo, envie um e-mail solicitando seu atendimento para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br .

Notícias relacionadas:
Divulga APERS – Novidades
Acervo disponível para pesquisa: Secretaria de Coordenação e Planejamento
Pesquisando no Arquivo: Secretaria de Coordenação e Planejamento I
Pesquisando no Arquivo: Secretaria de Coordenação e Planejamento II

Arquivo Público do RS é pauta do programa Momento do Patrimônio

Deixe um comentário

Ontem à noite foi ao ar a primeira parte do programa Momento do Patrimônio, da Rádio da Universidade (UFRGS), que teve como pauta o Arquivo Público do Estado do RS, clique aqui para ouvir.

O Programa, produzido por Diego Devincenzi, servidor do Setor de Patrimônio Histórico da UFRGS e doutorando em História, trouxe entrevista com a servidora Clarissa Sommer, que falou do APERS enquanto patrimônio cultural, espaço de produção de conhecimento e de gestão da documentação pública produzida pelo estado do RS.

Este diálogo seguirá na próxima edição do Momento do Patrimônio, que irá ao ar na terça-feira, 04 de julho, às 20:30h. Para ouvir, basta sintonizar na faixa 1080 AM, ou acompanhar pelo site da Rádio. O foco da conversa será o Programa de Educação Patrimonial desenvolvido em parceria entre o APERS e a UFRGS, por meio de seu Departamento de História.

Parabenizamos à Rádio da UFRGS pelo espaço criado, que valoriza e difunde o patrimônio em diversas perspectivas, e agradecemos pelo convite e pela oportunidade de falar sobre nossa instituição. Estamos sempre abertos à comunidade!

Aconteceu no APERS o Seminário Internacional Luiza Bairros

Deixe um comentário

    Nos dias 18 e 19 de maio aconteceu o Seminário Internacional Escravidão, Memória e Verdade no Brasil e nos EUA em homenagem a Luiza Bairros (In memoriam), no auditório do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – APERS.

    Organizado pela Subcomissão da Verdade da Escravidão Negra – SCVEN-OAB-RS, Defensoria Pública da União – DPU, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e APERS, o evento recebeu 89 participantes nas duas tardes em que foi realizado.

   Foram abordados temas como justiça de transição e direitos humanos como reparação, escravização e reparação, escravização nos EUA e no Brasil em perspectiva comparada, desigualdades étnico-raciais, racismo como produto do Estado e a luta antirracista, apresentados e discutidos por professores e pesquisadores da UNISINOS, PUCRS, UFRGS, FEE, IACOREQ, SCVEN-OAB-RS e Howard University – EUA.

Confira algumas fotos do evento no álbum no Facebook do APERS.

Seminário Internacional Luiza Bairros

Deixe um comentário

   Ocorrerá, nos dias 18 e 19 de maio, o Seminário Internacional Escravidão, Memória e Verdade no Brasil e nos EUA em homenagem a Luiza Bairros (In memoriam), no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul – APERS.

     O evento realizado pela Subcomissão da Verdade da Escravidão Negra – OAB/RS, Defensoria Pública da União – DPU, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e APERS, tem por objetivo promover um espaço de discussão e intercâmbio de conhecimento entre Brasil e EUA, para subsidiar o Relatório da Subcomissão da Verdade da Escravidão Negra no Rio Grande do Sul. É direcionado para pesquisadores, comunidade acadêmica, integrantes da OAB e de movimentos sociais, e demais interessados.

  As informações sobre o seminário estão disponíveis no site: www.seminarioluizabairros2017.com.br .

Oficinas de educação patrimonial – Agosto 2016

Deixe um comentário

Imagem para post Oficinas

Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de agosto:

Dia 11: os participantes da Capacitação de Oficineiros APERS | UFRGS vivenciaram a oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: pela manhã, os alunos das turmas 80 e 90 / 8º e 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Oswaldo Aranha participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Olga Madalena Boelter. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 17: pela manhã, os alunos da Turma C31, 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Fabiana Borges Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 18: pela manhã, os alunos da turma C30, 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Wenceslau Fontoura participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Alda Marici da Silva Silveira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 18: os participantes da Capacitação de Oficineiros APERS | UFRGS vivenciaram a oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia”. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: pela manhã, os alunos da Turma C32, 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Fabiana Borges Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: pela tarde, os alunos da Turma 60A, 6º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Planalto Canoense participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Sherol Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: pela manhã, os alunos da turma C32, 9º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos participaram a oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Fátima Veiga Mendonça. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: pela tarde, os alunos do Curso de Museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vivenciaram a oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Zita Rosane Possamai. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 25: pela manhã, os alunos das turmas 81, 82 e 92, 8º e 9º anos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Vila Cruzeiro do Sul participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Geórgia Frota Nunes. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: pela manhã os alunos da Turma 70A, 7º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Planalto Canoense participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Sherol Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: a tarde os alunos da Turma 81, 8º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Ione Monteiro. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 31: pela manhã, os alunos da Turma A, 6º ano, da Escola Municipal de Educação Básica Alberto Santos Dumont participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Ana Paula Freitas Madruga. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Da 31: a tarde, os alunos da Turma 82, 8º ano, Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Andreia Ferreira de Souza. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas  clique aqui.

APERS Entrevista: Caroline Acco Baseggio

Deixe um comentário

2016.08.31 APERS Entrevista CarolineCaroline Acco Baseggio é graduada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e cursa especialização em História do Rio Grande do Sul na Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Atualmente, atua na Sala de Pesquisa do Arquivo Público do RS e no Projeto Os Caminhos da Matriz. Confira nossa entrevista com Caroline em alusão ao dia do historiador:

Blog do APERS: Caroline, você poderia comentar um pouco sobre como decidiu cursar História?

Caroline: Até o 2º ano do ensino médio, eu queria ser jornalista esportiva e trabalhar em rádio. Sempre gostei muito de futebol, e lembro que na época estava surgindo a Débora de Oliveira na Bandeirantes aqui do RS (anos mais tarde me dei conta de como a representatividade é importante). A partir do 3º ano, as questões políticas e sociais começaram a me tocar mais, e então pensei em procurar um curso em que pudesse estudar e aprender mais sobre a realidade, a economia, política… a opção pela História surgiu naturalmente De forma nada modesta, o que eu queria mesmo era mudar o mundo. Hoje, sei que poderia ter cursado Psicologia, Direito, Ciências Sociais e, todas essas áreas, de alguma forma, me ajudariam nesse objetivo de entender o ser humano e a realidade em que ele vive, que constrói para si mesmo.

Blog do APERS: No Arquivo Público do RS, tu tens colaborado especialmente com a área de acesso, atuando junto aos pesquisadores na Sala de Pesquisa. No teu entendimento, qual pode ser a contribuição de um(a) historiador(a) neste importante espaço de uma instituição arquivística?

Caroline: Desde que entrei no Apers, há quase 2 anos e meio, tenho refletido e tentando entender qual o papel de um Historiador no acesso. Na Universidade, pelo menos na minha formação na Ufrgs, não tocávamos nesse tipo de questão. Então, o que entendo sobre o papel do historiador nesse espaço vem muito da prática. Penso que cabe ao Historiador mediar, fazer uma espécie de meio-de-campo entre o Acervo, os instrumentos de pesquisa e os pesquisadores que nos procuram. Exercitar uma escuta mais atenta, tentando pensar, a partir das temáticas e problemas de pesquisa que estes usuários nos trazem quais documentos podem auxiliar. Ter um conhecimento mínimo de outros acervos, para poder indicar locais e fontes, estar atualizada sobre a produção acadêmica e debate historiográfico também são importantes.

Blog do APERS: Tens atuado no Projeto Os Caminhos da Matriz, que em parceria oportuniza visitas guiadas às instituições de memória que circundam a Praça da Matriz. Como tem sido a experiência de difundir o APERS para um público diverso, que muitas vezes não é da área de arquivos ou da história?

Caroline: Então, este é o segundo ano que estou a frente do Projeto, ano passado fazia a parceria com outra colega, a Giglioli. Inicialmente eu tinha bastante dificuldade, achava as visitas pouco proveitosas para o público e isso me frustrava. No início deste ano pude participar das reuniões iniciais com as colegas das outras instituições e isso me ajudou a amadurecer, no sentido de entender que o importante para este público que nos visita aos sábados muitas vezes é somente conhecer, saber que existe escondido no centro de Porto Alegre uma instituição centenária que guarda milhões de documentos e que a maioria nem fazia ideia! Diminui a expectativa de fazer uma visita guiada cheia de informações sobre o Acervo e passei a curtir bem mais o trabalho.

Blog do APERS: A partir de tua experiência no Arquivo Público do RS, qual perfil acreditas que o historiador que atua na área de arquivos deve ter?

Caroline: Acredito que principalmente ser alguém aberto ao diálogo e flexível. Que saiba trabalhar em equipe e disposto a aprender.

Blog do APERS: Enquanto historiadora, podes comentar alguma situação inusitada ou maior desafio vivenciado?

Caroline: A prática de atendimento ao público é sempre algo complicado. Tu lida com anseios, prazos, expectativas. Pessoas que precisam do documento para “ontem”. O maior desafio é lidar com esses aspectos. Há pouco tempo, atendi uma menina que chorou na minha frente, pois precisava de um documento para cidadania italiana e não tínhamos, e ela não aceitava, não entendia. Mas o público, apesar disso, dá muito retorno, é gratificante ver o desenvolvimento das pesquisas, acabei aprendendo a gostar desse contato e a fazer amizades, sentir falta quando algum pesquisador não vem.

Blog do APERS: Para que conheçamos um pouquinho mais sobre você, nas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Caroline: Eu gosto de estar com meus amigos, fazer uma janta, beber um vinho. Conversar sobre a vida, o ser humano, “filosofar” mesmo. Dar uma escapada em Canoas no fim de semana, minha cidade do coração, visitar a mãe, o mano, o Pighino (meu cachorro de dez anos).

Blog do APERS: Em alusão ao Dia do Historiador, 19 de agosto, deixe uma mensagem à classe!

Caroline: Eu acho a profissão apaixonante, sem dúvida. Mas precisamos lutar pela profissionalização, pela reserva de mercado, assumir um caráter mais profissional nesse sentido, não termos tanto pudor ao defender nosso espaço. E tudo isso passa pela regulamentação da profissão.

Notícias relacionadas:
APERS Entrevista: Nôva Marques Brando
APERS Entrevista: Clarissa de Lourdes Sommer Alves

Older Entries

%d blogueiros gostam disto: